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O Brasil já confia no ônibus elétrico; o próximo passo é acelerar a eletrificação

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O Brasil já confia no ônibus elétrico; o próximo passo é acelerar a eletrificação
Foto: Enviada por Iêda de Oliveira | Imagem construida por IA

Governos devem se alinhar para massificar e descentralizar a transição das frotas; e será preciso desmontar alguns mitos sobre o preço dos ônibus elétricos

A Eletra, empresa brasileira de tração elétrica, comemorou em maio o início de operação do milésimo ônibus elétrico produzido em São Bernardo do Campo/SP. 

Considerando que o país inteiro ainda não tem 2 mil desses veículos em circulação, somando todas as marcas, aquele número não é apenas um marco simbólico para a indústria nacional. É um novo capítulo na história do transporte público no Brasil.

Se uma empresa nacional consegue colocar nas ruas mil ônibus elétricos inteiramente fabricados no Brasil, isso significa que o teste definitivo da nova tecnologia em condições reais já ocorreu – e ela foi aprovada pelo mercado.

A fase de sensibilização e convencimento da superioridade do ônibus elétrico sobre o similar a diesel entre os operadores de transporte coletivo foi concluída com sucesso. Isso pode parecer pouco relevante para o grande público, mas até 3 ou 4 anos atrás era uma etapa crucial para a viabilidade da nova indústria. 

E foi um atestado de qualidade não a uma empresa em particular, por mais méritos que tenha, mas a toda a cadeia produtiva brasileira de ônibus elétricos. 

A aprovação dos operadores de transporte e dos usuários premia a tecnologia de tração elétrica desenvolvida ao longo de 25 anos pela Eletra, mas também os chassis da Mercedes-Benz e Scania, as carrocerias de empresas como a Caio, os motores, inversores e baterias da WEG e os equipamentos fornecidos por um sem-número de empresas nacionais e estrangeiras que apostaram num crescente mercado de infraestrutura de recarga. Enfim, um ecossistema completo.

Premia também as multinacionais que optaram por fabricar ônibus elétricos no Brasil e ajudaram a consolidar essa cadeia produtiva, gerando emprego e renda no país.

O mercado – leia-se: empresas de transporte coletivo, autoridades públicas de mobilidade urbana e usuários – sabiamente desconfiou das soluções fáceis. A opção de abrir as ruas brasileiras aos veículos importados mostrou-se arriscada. 

Outros países da América Latina seguiram esse caminho e tiveram problemas tanto de atendimento no pós-venda quanto de robustez dos produtos. 

Era também crucial contar com assistência técnica e reposição garantidas por empresas tradicionais e confiáveis, e com veículos aptos a enfrentar a realidade operacional das cidades brasileiras.

O mercado igualmente desconfiou de tecnologias alternativas de baixa emissão, como motores a biometano, biodiesel ou GNV. Estas até podem ter espaço em alguns cenários, mas dificilmente são uma boa estratégia de longo prazo para compatibilizar as metas de carbono zero com eficiência operacional e retorno financeiro. 

O próximo passo agora é acelerar a transição elétrica. O Brasil tem uma frota de 108 mil ônibus urbanos, dos quais menos de dois mil são elétricos –e cerca de 70% deles (1.259 no final de maio) concentrados na cidade de São Paulo. 

Massificar e descentralizar a eletrificação requerem um esforço conjunto de autoridades municipais e federais, por meio de políticas públicas comprometidas com a descarbonização e linhas de crédito viáveis para prefeituras e operadores.

Nesse processo, será preciso também desmontar alguns mitos. Por exemplo, existe uma ideia equivocada sobre a formação de preço dos ônibus elétricos brasileiros. De fato, neste momento, eles são em média três vezes mais caros do que os similares a diesel. Mas é preciso entender as causas profundas dessa realidade.

Até recentemente, algumas autoridades e dirigentes de organizações internacionais de apoio à eletrificação ainda pensavam que só um choque de concorrência externa reduziria o preço dos ônibus elétricos no Brasil. 

Na base desse raciocínio estava a convicção de que as empresas brasileiras de transporte público seriam incorrigivelmente cartelizadas e oligopolizadas, o que exigiria uma solução rápida e cirúrgica: zerar as tarifas de importação e inundar o mercado de ônibus elétricos subsidiados pelo tesouro chinês.

Logo ficou claro que esse caminho não só eliminaria empregos e prejudicaria indústrias nacionais altamente qualificadas, mas permitiria a importação de produtos de baixa qualidade, distantes das condições de operação das cidades brasileiras.

Não serão medidas voluntaristas e de curto alcance que reduzirão os preços praticados pela indústria (dos ônibus elétricos e de muitos outros produtos). Com uma taxa Selic a 14,5%, isso é praticamente impossível.

Portanto, além de políticas setoriais específicas, é importante o governo concentrar-se numa política fiscal saudável: cortar gastos, gerar superávit primário, controlar a inflação e, assim, abrir caminho para uma redução consistente da taxa de juros.

Os preços cairão naturalmente quando tivermos demanda assegurada por boas políticas e um ambiente macroeconômico e regulatório que dê confiança e uma perspectiva de longo prazo tanto às empresas nacionais quanto aos investidores estrangeiros.

Brasil e Reino Unido avançam parceria em hidrogênio e descarbonização industrial

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Brasil e Reino Unido avançam parceria em hidrogênio e descarbonização industrial
Foto: ukas Schulze/Getty Images)-

A Iniciativa de Clusters Brasil-Reino Unido realizou uma missão técnica em território britânico, com a participação de representantes e especialistas da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), do Governo do Brasil, do Governo do Reino Unido e dos portos brasileiros de Açu, Suape e Pecém.

A programação incluiu workshops e visitas técnicas a empresas, instalações industriais, centros técnicos e plantas-piloto ligados a clusters industriais britânicos, incluindo soluções de hidrogênio de baixa emissão de carbono para o desenvolvimento de clusters portuário-industriais sustentáveis no Brasil.

A Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (UNIDO), em parceria com o Departamento de Segurança Energética e Net Zero do Reino Unido (DESNZ), realizou em maio uma missão técnica a importantes clusters industriais em território britânico.

Clusters industriais são concentrações de empresas, fornecedores, infraestrutura, serviços e instituições que atuam de forma integrada em uma mesma cadeia produtiva ou setor industrial.

A delegação reuniu representantes e especialistas dos portos de Açu (RJ), Suape (PE) e Pecém (CE), grandes portos estratégicos brasileiros. Também incluiu representantes do Ministério de Minas e Energia (MME), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), do Ministério da Fazenda (MF) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

A visita foi uma das atividades da Iniciativa de Clusters Brasil-Reino Unido, uma das principais entregas do Programa de Hubs Brasil-Reino Unido. Lançado na COP28, o Programa inclui o Hub de Hidrogênio (H2 Hub) e o Hub de Descarbonização da Indústria (ID Hub). A iniciativa é resultado da cooperação técnica entre DESNZ, MME e MDIC, e tem seu secretariado feito pela UNIDO.

O objetivo da cooperação entre os dois países é mobilizar uma oferta internacional de assistência setorial, reunindo um pacote de apoio técnico e financeiro alinhado às transições setoriais prioritárias do Brasil. A iniciativa atua para descarbonizar clusters portuário-industriais estratégicos no Brasil e facilitar o compartilhamento de conhecimento, a cooperação técnica e o planejamento estratégico de longo prazo.

Para o Representante da UNIDO no Brasil, Clóvis Zapata, a missão técnica ao Reino Unido reforçou o papel da cooperação internacional no apoio às prioridades brasileiras: “O intercâmbio com clusters britânicos oferece referências importantes para apoiar soluções adaptadas aos portos, à indústria e ao contexto de desenvolvimento do Brasil.”

A Oficial Nacional de Hidrogênio da UNIDO, Patricia Naccache, ressaltou a importância de transformar cooperação técnica em projetos capazes de atrair investimento: “A transição para uma indústria de baixo carbono exige projetos bem estruturados, com base técnica sólida, parcerias estratégicas e condições reais de financiamento.”

A missão teve como objetivo proporcionar a lideranças portuárias brasileiras e representantes do governo contato direto com os modelos operacionais de clusters do Reino Unido, seus sistemas de governança e práticas concretas de descarbonização.

Os workshops e as visitas técnicas realizadas abordaram temas como planejamento de infraestrutura compartilhada; integração de hidrogênio; captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS); e setores com sinergia, como o de indústrias convencionais de difícil abatimento e o de geração de energias limpas.

A Secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cortez da Cunha Cruz, destacou a agenda como parte da estratégia brasileira de desenvolvimento produtivo sustentável: “A descarbonização industrial é uma oportunidade para modernizar a base produtiva, atrair investimentos e ampliar a competitividade da indústria brasileira.”

O Gerente de Energia e Descarbonização do Governo do Reino Unido no Brasil, Valmir Dias, detalhou a profundidade da parceria: “Explorar os desafios e oportunidades de ambos os países é o primeiro passo para desenvolvermos um processo conjunto de longo prazo focado na colaboração entre portos”.

A delegação visitou dois dos principais clusters britânicos de descarbonização: HyNet Northwest e Humber. No HyNet, as discussões se concentraram na ampliação da produção de hidrogênio de baixo carbono, na implementação de CCUS entre usuários industriais, no desenvolvimento de infraestrutura portuária e em marcos regulatórios e financeiros habilitadores. No Humber, a ênfase recaiu sobre modelos de governança, capacitação, descarbonização de operações existentes e garantia de impacto social positivo dos projetos de descarbonização.

O CEO do Complexo do Pecém, Maximiliano Quintino, ressaltou que os desafios da descarbonização industrial não serão superados de forma isolada: “Eventos como este demonstram que a transição energética é construída por meio da cooperação entre governos, organizações internacionais, empresas e infraestruturas estratégicas capazes de transformar compromissos em resultados concretos. A descarbonização deixou de ser apenas uma questão ambiental; tornou-se uma agenda de desenvolvimento econômico, competitividade e posicionamento global.”

Ao avaliar a missão, o Diretor de Sustentabilidade e Inovação do Porto de Suape, Sóstenes Alcoforado, contou que a Iniciativa de Clusters Brasil-Reino Unido proporcionou uma compreensão concreta de como projetos de descarbonização industrial são estruturados em escala. “A experiência também evidenciou a forte integração entre o setor privado, políticas públicas, capacitação técnica e mecanismos de financiamento voltados à aceleração de grandes projetos estratégicos de transição energética”, disse Alcoforado.

O Diretor de Relações Institucionais e ESG do Porto do Açu, Eduardo Kantz, apontou as oportunidades de cooperação presentes no setor: “O Brasil tem uma oportunidade única de trilhar o caminho da descarbonização, com uma matriz elétrica renovável e uma indústria de biocombustíveis bem estabelecida. Portos brasileiros como o Açu aproveitam e aplicam cada intercâmbio de conhecimento para se tornarem hubs globalmente competitivos no futuro da transição energética.”

Fonte: Nações Unidas Brasil

Nova lei torna voluntária a certificação de armazéns e impulsiona expansão da infraestrutura de armazenagem no país

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Nova lei torna voluntária a certificação de armazéns e impulsiona expansão da infraestrutura de armazenagem no país
Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária

Sanção da Lei nº 15.429/2026 reduz burocracia, estimula investimentos privados e contribui para ampliar a capacidade de armazenamento da produção agropecuária

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei nº 15.429/2026, que estabelece a adesão voluntária à certificação de unidades armazenadoras de produtos agropecuários. A medida representa um avanço na modernização do ambiente regulatório do setor e integra a estratégia do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para reduzir burocracias, estimular investimentos e ampliar a competitividade do agronegócio brasileiro.

Com a nova legislação, o sistema de certificação de armazéns passa a ser facultativo, permanecendo disponível para empreendimentos que desejem comprovar o atendimento a requisitos técnicos, operacionais e documentais relacionados à recepção, armazenagem, conservação e expedição de produtos agropecuários.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, destacou que a medida promove maior eficiência regulatória e cria condições para a expansão da infraestrutura de armazenagem no país. “Estamos retirando um gargalo burocrático para acelerar investimentos em armazenagem, fortalecer a logística do agro e dar mais competitividade ao Brasil, sem abrir mão da qualidade e da segurança sanitária”, afirmou.

Nas últimas décadas, o crescimento acelerado da produção agropecuária ampliou significativamente a demanda por estruturas de armazenagem. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que, nos últimos dez anos, a produção de grãos cresceu, em média, 6,72% ao ano, enquanto a capacidade de armazenamento avançou apenas 2,38% no mesmo período.

Atualmente, o Brasil possui capacidade para armazenar cerca de 60% a 63% da produção anual de grãos, acumulando déficit superior a 130 milhões de toneladas.

A expectativa é que a simplificação das exigências regulatórias torne mais ágil a implantação de novas unidades armazenadoras, ampliando a oferta de infraestrutura, reduzindo perdas pós-colheita e fortalecendo a logística do agronegócio.

Outro benefício esperado é a redução dos custos operacionais. Até então, a certificação obrigatória era realizada por organismos privados acreditados pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o que gerava despesas adicionais para parte dos empreendimentos e da cadeia produtiva. Com a adesão voluntária, o setor passa a contar com maior flexibilidade para definir a necessidade da certificação conforme suas estratégias comerciais e exigências de mercado.

Atualmente, apenas 17,6% dos armazéns brasileiros possuem certificação, indicador que demonstra a existência de mecanismos complementares capazes de assegurar elevados padrões operacionais e de qualidade nas atividades de armazenagem.

QUALIDADE SANITÁRIA E ACESSO AOS MERCADOS
A nova legislação não altera os mecanismos de controle sanitário nem os procedimentos de fiscalização aplicáveis aos produtos agropecuários armazenados.

A certificação de armazéns está relacionada principalmente a aspectos estruturais e operacionais das instalações. Já a qualidade e a sanidade dos produtos continuam sendo asseguradas por instrumentos regulatórios permanentes, como os padrões oficiais de Classificação Vegetal do Mapa, auditorias realizadas por tradings, cooperativas e indústrias, além das exigências contratuais de rastreabilidade e Boas Práticas de Armazenagem.

A mudança também não afeta o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais. A certificação permanece disponível para atender demandas específicas de clientes ou mercados. As condições sanitárias e fitossanitárias requeridas pelos principais parceiros comerciais do Brasil, incluindo União Europeia e China, são atendidas por instrumentos independentes da certificação de armazéns, como o Certificado Fitossanitário emitido pelo Mapa, os laudos de conformidade para organismos geneticamente modificados (OGM) e as análises relativas aos Limites Máximos de Resíduos (LMR).

O desempenho do agronegócio brasileiro em 2025, com exportações superiores a US$ 169 bilhões e superávit comercial de aproximadamente US$ 149 bilhões, evidencia a robustez dos sistemas de controle e qualidade do setor.

Com a sanção da Lei nº 15.429, o Mapa reforça sua agenda de modernização regulatória e de fortalecimento da infraestrutura agropecuária nacional, promovendo maior eficiência, competitividade e sustentabilidade para o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Melhor que qualquer ‘hacker’ humano: o que é o novo modelo de inteligência artificial que assusta o sistema financeiro

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Melhor que qualquer 'hacker' humano: o que é o novo modelo de inteligência artificial que assusta o sistema financeiro
Foto: Banco de imagem/istockphoto

Nas últimas semanas, o mundo da inteligência artificial tem andado em polvorosa após alegações feitas pela empresa líder Anthropic sobre seu novo modelo, Claude Mythos.

A empresa afirma ter descoberto que a ferramenta pode superar humanos em algumas tarefas de hacking e segurança cibernética — o que levou reguladores, parlamentares e instituições financeiras a discutirem os perigos que ela poderia representar para serviços digitais.

Várias gigantes da tecnologia receberam acesso ao Mythos por meio de uma iniciativa chamada Project Glasswing, concebida para reforçar a resiliência contra o próprio Mythos.

A Anthropic anunciou esta semana que vai estender o acesso ao Mythos para outras 150 instituições em setores diversos, como energia, água, saúde, comunicações e equipamentos. Novos parceiros precisarão atender a requisitos de segurança antes de obterem acesso ao modelo.

Alguns analistas ainda são mais céticos sobre a capacidade do Mythos e dizem que é do interesse da Anthropic sugerir que ela possui uma ferramenta com habilidades nunca antes vistas.

O tema também causou medo no sistema financeiro e chegou a ser abordado em reunião do FMI em Washington envolvendo autoridades internacionais.

Na prática — como costuma acontecer com a IA — a tarefa de distinguir entre fatos e exageros é complicada.

O que é o Claude Mythos?

O Mythos é um dos modelos mais recentes da Anthropic, desenvolvido como parte de seu sistema de IA mais amplo chamado Claude. Ele engloba o assistente de IA e a família de modelos da empresa, rivalizando com o ChatGPT da OpenAI e o Gemini do Google.

Ele foi apresentado pela Anthropic no início de abril como “Mythos Preview”.

Pesquisadores que testam como modelos de IA lidam com solicitações ou tarefas específicas, conhecidos como “red teams”, disseram em um relatório que o Mythos era “incrivelmente capaz em tarefas de segurança de computadores”.

Eles descobriram que a ferramenta poderia localizar bugs inativos escondidos em códigos de décadas atrás e explorá-los com facilidade.

Em vez de disponibilizá-lo amplamente aos utilizadores do Claude, a Anthropic concedeu acesso a 12 empresas de tecnologia por meio do Project Glasswing, que descreveu como “um esforço para proteger sistemas essenciais de software”.

Entre elas estão a gigante de computação em nuvem Amazon Web Services, os fabricantes de dispositivos Apple, Microsoft e Google, e os fabricantes de chips Nvidia e Broadcom.

A Crowdstrike, cuja atualização defeituosa de software causou uma grande interrupção global em julho de 2024, também está entre os parceiros do projeto, e a Anthropic afirma ter concedido acesso ao Mythos a mais de 40 organizações responsáveis por softwares considerados críticos.

Em um vídeo divulgado junto com o lançamento do Project Glasswing, o chefe da Anthropic, Dario Amodei, disse que a empresa se ofereceu para trabalhar com funcionários do governo dos EUA a fim de “ajudar a se defender contra o risco desses modelos”.

Por que existem preocupações?

A Anthropic afirma que, durante os testes, descobriu que o modelo é altamente habilidoso em tarefas de segurança cibernética e hacking, superando humanos.

“O Mythos Preview já encontrou milhares de vulnerabilidades de alta gravidade, incluindo algumas em todos os principais sistemas operacionais e navegadores web”, afirmou a Anthropic em 7 de abril.

“Dada a velocidade do progresso da IA, não demorará muito para que tais capacidades se disseminem, potencialmente além de agentes comprometidos com seu uso seguro.”

A empresa disse que ele poderia localizar — com pouca supervisão — falhas críticas que exigem ação imediata em sistemas antigos, incluindo uma vulnerabilidade que esteve presente em um sistema por 27 anos, e sugerir maneiras de explorá-las.

Desde então, alguns ministros das finanças, banqueiros centrais e executivos do setor financeiro expressaram sérias preocupações, temendo que o modelo possa comprometer a segurança dos sistemas financeiros.

O ministro das Finanças do Canadá, François-Philippe Champagne, disse à BBC que o Mythos foi discutido em uma reunião do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Washington em abril.

“Certamente é sério o suficiente para merecer a atenção de todos os ministros das Finanças”, disse ele.

O diretor do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey, disse à BBC: “Temos de analisar com muito cuidado agora o que esse desenvolvimento recente da IA pode significar para o risco de crime cibernético.”

A União Europeia disse que também está em discussões com a Anthropic sobre suas preocupações relacionadas ao Mythos. Em maio, o bloco europeu recebeu acesso à ferramenta.

O que dizem os especialistas cibernéticos?

Ciaran Martin, ex-chefe do Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido, disse à BBC no início desta semana que a alegação de que o Mythos poderia descobrir vulnerabilidades críticas muito mais rapidamente do que outros modelos de IA “realmente abalou as pessoas”.

“A segunda questão é que, mesmo com vulnerabilidades existentes que conhecemos, mas contra as quais as organizações podem não ter aplicado correções ou podem não estar bem defendidas, ele é simplesmente um hacker muito bom”, disse ele.

Muitos analistas independentes e especialistas em segurança cibernética ainda não puderam testar o Mythos por conta própria, e alguns permanecem céticos quanto ao seu desempenho.

O Instituto de Segurança em IA do Reino Unido concluiu recentemente que, embora se trate de um modelo muito poderoso, sua maior ameaça seria contra sistemas mal protegidos e vulneráveis.

“Não podemos afirmar com certeza se o Mythos Preview seria capaz de atacar sistemas bem protegidos”, disseram seus pesquisadores.

Para eles, onde há boas práticas de cibersegurança, esse modelo, em teoria, seria contido.

A italiana Valentina Palmiotti — mais conhecida como Chompie — participa de torneios internacionais de hacking ético, em que competidores ganham dinheiro encontrando vulnerabilidades em sistemas de segurança antes que elas possam ser exploradas por cibercriminosos.

Ela disse à BBC que seus dias de competição podem estar contados devido à ascensão de ferramentas de IA como o Claude Mythos.

Devemos nos preocupar?

Os medos relacionados à IA não são novidade.

Novos modelos e ferramentas estão surgindo o tempo todo e geralmente são acompanhados por promessas de revolucionar nossas vidas — para melhor ou para pior.

Aproveitar essa mistura de medo e entusiasmo sobre a IA e seu impacto futuro também se tornou uma marca registrada do setor e de suas estratégias de marketing nos últimos anos.

No caso da Mythos, ainda não sabemos o suficiente para entender se essas esperanças ou temores são justificados, ou mais um reflexo do entusiasmo que cerca o setor.

Em ambos os casos, de acordo com o National Cyber Security Centre, órgão britânico de cibersegurança, a coisa mais importante que podemos fazer agora é não entrar em pânico e, em vez disso, focar na necessidade de corrigir a segurança cibernética básica.

Afinal, a maioria dos hackers não precisa de ferramentas de superinteligência artificial para violar sistemas — ataques muito mais simples geralmente são suficientes.

“Para alguns, esse é um evento apocalíptico, para outros, parece muito exagero”, disse Martin à BBC.

Mas ele afirmou que, seja esta ferramenta ou outras subsequentes desenvolvidas pela Anthropic ou por concorrentes, além dos riscos existe uma oportunidade de construir um mundo online mais seguro.

“No médio prazo, há uma oportunidade de usar essas ferramentas para corrigir muitas das vulnerabilidades subjacentes da internet”, afirmou.

No final de abril, a Anthropic anunciou que estava investigando uma denúncia de que um pequeno grupo de pessoas obteve acesso ao Claude Mythos.

“Estamos investigando uma denúncia de acesso não autorizado ao Claude Mythos Preview por meio de um de nossos ambientes de fornecedores terceirizados”, afirmou a empresa em comunicado.

A declaração foi uma resposta a uma reportagem da Bloomberg, que revelou que usuários em um fórum privado conseguiram acessar o modelo sem as permissões necessárias.

Fonte: BBC Brasil

Mudanças climáticas são principal risco do agronegócio

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Pesquisa da EY revela que setor considera clima o maior desafio para 2026, mas 79% das empresas estão pouco preparadas para os impactos
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Pesquisa da EY revela que setor considera clima o maior desafio para 2026, mas 79% das empresas estão pouco preparadas para os impactos

As mudanças climáticas se tornaram a principal preocupação do agronegócio brasileiro em 2026. É o que aponta a nova edição da pesquisa “Top 10 Riscos e Oportunidades no Agro”, da EY, que ouviu lideranças do setor e identificou uma combinação de fatores capazes de impactar diretamente a competitividade das empresas, desde eventos climáticos extremos até escassez de profissionais qualificados e instabilidade geopolítica.

O levantamento mostra que o setor vive um momento de transformação. Além de medir o impacto dos riscos, a edição deste ano avaliou o nível de preparação das empresas para enfrentá-los. O resultado indica que muitos dos temas considerados mais relevantes ainda encontram organizações pouco preparadas para responder aos desafios.

Mudanças climáticas ocupam o topo da agenda do agro

Secas prolongadas, enchentes, geadas e outros eventos extremos passaram a representar uma ameaça direta à produção agrícola, à logística e ao acesso ao crédito.

Segundo a pesquisa, 79% dos executivos classificam os riscos climáticos como altos ou muito altos. O estudo também aponta que as empresas ainda apresentam baixo nível de prontidão para lidar com os impactos das mudanças climáticas, evidenciando uma lacuna entre a percepção do problema e a implementação de estratégias efetivas de adaptação.

Além dos impactos produtivos, cresce a pressão de investidores, financiadores e compradores internacionais por práticas sustentáveis, rastreabilidade e redução de emissões.

Falta de mão de obra qualificada avança para a segunda posição

A atração, o desenvolvimento e a retenção de talentos aparecem como o segundo maior desafio para o agronegócio brasileiro.

A rápida digitalização das operações elevou a demanda por profissionais capazes de operar drones, sistemas de automação, inteligência artificial, sensores e ferramentas de agricultura de precisão. No entanto, a formação técnica não acompanha a velocidade da transformação tecnológica.

De acordo com a pesquisa, o país enfrenta um déficit estimado de cerca de 180 mil profissionais qualificados para atender às novas demandas do setor.

Para especialistas, a escassez de talentos pode se tornar um dos principais limitadores da produtividade e da inovação no campo nos próximos anos.

Geopolítica amplia incertezas para exportações e insumos

A geopolítica e o comércio internacional ocupam a terceira posição no ranking.

O Brasil consolidou sua posição como potência agrícola global, mas essa relevância também aumentou sua exposição a conflitos internacionais, disputas comerciais, barreiras sanitárias e mudanças regulatórias em mercados compradores.

A dependência de fertilizantes importados e a concentração das exportações em poucos destinos ampliam a vulnerabilidade do setor diante de choques externos.

Em um cenário marcado por guerras, sanções econômicas e disputas entre grandes potências, empresas do agro são pressionadas a diversificar mercados, fornecedores e estratégias de mitigação de riscos.

Reforma tributária e regulações entram no radar das empresas

Questões relacionadas a políticas públicas, tributação e regulação aparecem na quarta posição do levantamento.

A reforma tributária prevista para os próximos anos gera expectativas de simplificação, mas também incertezas sobre impactos em custos, créditos tributários e competitividade.

Ao mesmo tempo, exigências ambientais e critérios de rastreabilidade impostos por países importadores ganham importância crescente para o acesso a mercados internacionais.

Tecnologia segue como diferencial competitivo

A transformação digital completa o grupo dos cinco temas mais relevantes para 2026.

O avanço de tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas, biotecnologia, blockchain e agricultura de precisão já produz ganhos de eficiência e produtividade em diversas cadeias produtivas.

No entanto, desafios relacionados à conectividade rural, infraestrutura e qualificação profissional ainda limitam uma adoção mais ampla dessas ferramentas.

Para a EY, empresas que conseguirem integrar tecnologia às decisões estratégicas terão vantagem competitiva significativa em um ambiente de margens mais pressionadas.

Agro entra em nova fase de gestão de riscos

Além dos cinco principais temas, a pesquisa destaca preocupações relacionadas à volatilidade das commodities, gestão financeira, logística, compliance, produtividade e acesso a capital.

O levantamento indica que o agronegócio brasileiro vive uma mudança estrutural. Questões que antes eram tratadas de forma isolada passam a exigir uma abordagem integrada, envolvendo sustentabilidade, inovação, governança e planejamento de longo prazo.

Mais do que aumentar a produção, o desafio para os próximos anos será construir resiliência diante de um cenário marcado por mudanças climáticas, transformação tecnológica e reconfiguração das cadeias globais de comércio.

Fonte: CNN Brasil

Senador Canedo recebe pela primeira vez evento da Plataforma CSC, referência nacional em cidades inteligentes

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Criciúma sediará encontro nacional sobre cidades inteligentes e inovação na gestão pública
Foto: Divulgação

A Prefeitura de Senador Canedo, por meio da Secretaria Municipal de Inovação Tecnológica (SITEC), será parceira estratégica da Plataforma CSC na realização de um importante encontro voltado à inovação, tecnologia e desenvolvimento urbano.

Pela primeira vez, o município recebe uma edição do evento, que acontece na próxima quinta, dia 11, às 14 horas, no Auditório do Paço Municipal.

A Plataforma CSC é um movimento nacional que conecta gestores públicos, especialistas, empresas, lideranças e instituições comprometidas com a construção de cidades mais inteligentes, eficientes e sustentáveis. Por meio de eventos, fóruns e conteúdos especializados, a iniciativa promove o compartilhamento de experiências, tendências e soluções que contribuem para a modernização da gestão pública e para a melhoria da qualidade de vida da população.

A escolha de Senador Canedo para sediar o encontro reforça o reconhecimento do trabalho desenvolvido pelo município na área de transformação digital. Nos últimos anos, a cidade tem se destacado pela implementação de soluções tecnológicas voltadas à modernização dos serviços públicos, ampliação do acesso digital aos cidadãos e fortalecimento de uma cultura de inovação na administração municipal.

A programação reunirá especialistas e profissionais que atuam diretamente na transformação das cidades goianas, promovendo debates sobre inovação pública, tecnologia, conectividade, gestão inteligente e tendências para o futuro dos municípios.

Para o Secretário Municipal de Inovação Tecnológica, Lucas Rodovalho, receber a Plataforma CSC representa uma oportunidade de fortalecer conexões, compartilhar experiências e ampliar o diálogo sobre soluções inovadoras que possam gerar impacto positivo para a população.

“Colocar as pessoas no centro da transformação digital é o nosso maior compromisso. Em Senador Canedo, a tecnologia é uma aliada na construção de serviços mais acessíveis, eficientes e humanos, aproximando a gestão pública da realidade dos cidadãos”, afirmou.

O prefeito Fernando Pellozo destacou que a realização do evento reforça o reconhecimento nacional que o município vem conquistando na área de inovação pública.

“Senador Canedo tem mostrado que inovação é usar as ferramentas certas para resolver problemas reais e melhorar a vida das pessoas. Receber um evento da Plataforma CSC, que é referência nacional em cidades inteligentes, reforça que estamos no caminho certo. Hoje, nossa cidade é reconhecida por investir em transformação digital, desburocratização e serviços mais acessíveis para a população. E vamos continuar avançando, porque cidade inteligente é aquela que coloca as pessoas em primeiro lugar”, afirmou o prefeito.

Mais do que um evento, o encontro será um espaço de construção coletiva, troca de conhecimento e articulação entre diferentes atores que acreditam no potencial da tecnologia como ferramenta de desenvolvimento social, econômico e urbano.

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas por meio da plataforma Sympla, através do link: https://www.sympla.com.br/evento/reuniao-estrategica-regional-csc-senador-canedo/3302146?referrer=plataformacsc.com.br&referrer=plataformacsc.com.br

SERVIÇO:
Evento : Reunião Estratégica Plataforma CSC – Senador Canedo
Data: 11 de junho (quinta-feira)
Horário : 14 horas
Local : Auditório do Paço Municipal de Senador Canedo
Inscrições: Gratuitas

Texto: Marcos Aurélio
Foto: Milenna Medrado

Fonte: Prefeitura de Senador Canedo | Secretaria de Comunicação e Eventos

IA redefine gestão pública e impõe novo padrão de governança no Brasil

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Do talento à infraestrutura: os desafios da soberania digital - Parte 2
Foto: Enviada por Fabiano Carvalho

Por Luciano Torres, diretor comercial da Betha Sistemas

Estamos diante de uma redefinição silenciosa na forma como o Estado decide, prioriza e entrega políticas públicas.

A Inteligência Artificial deixou de ser um recurso adicional e passou a influenciar a própria estrutura de governança. Ignorar esse movimento não é uma posição neutra, mas uma escolha com consequências.

No Brasil, o cenário ainda é desigual. Alguns grandes municípios avançam no uso de modelos preditivos, parte das cidades médias começa a estruturar suas camadas analíticas, enquanto a maioria ainda consolida sua base digital. Não vivemos maturidade plena, mas um momento de despertar estratégico que exige posicionamento claro das lideranças. A questão já não é se a IA será adotada, mas quem estará preparado para governar com inteligência.

Ao observar os municípios que avançam, fica evidente que não são necessariamente os com mais recursos, mas os que tratam dados como patrimônio institucional. Na minha visão, esse é o ponto decisivo. Hoje, o mercado já oferece capacidade computacional e modelos avançados a custos mais acessíveis. A principal barreira não está na tecnologia, mas nas próprias organizações públicas.

Ainda predomina uma cultura orientada a processos, com secretarias isoladas, decisões baseadas em experiência individual e descontinuidade administrativa a cada mudança de governo. Esses fatores não se resolvem com a simples aquisição de sistemas.

Há também riscos que exigem atenção. A adoção de IA demanda maturidade ética compatível com seu impacto. Sem governança adequada, aumentam as chances de decisões enviesadas, fragilidade na proteção de dados, automação sem critérios claros e dependência tecnológica. A conformidade com a LGPD é apenas o ponto de partida: o desafio é construir uma governança algorítmica com rastreabilidade, explicabilidade e responsabilização.

Uma dúvida recorrente é se a adoção depende mais da tecnologia ou da vontade política. A resposta está na decisão estratégica. Quando dados são colocados no centro da gestão, a administração se reorganiza em torno deles. Caso contrário, a tecnologia tende a se tornar um investimento caro e subutilizado. Na minha visão, a transformação digital não começa na TI, mas na liderança.

Repensar o uso de dados é, possivelmente, o passo mais urgente. O Estado produz um volume expressivo de informações, mas grande parte permanece subutilizada, dispersa em sistemas que não se integram. Para transformar dados em ativo estratégico, é necessário integrar estruturas, definir responsabilidades, vincular informações ao planejamento e criar mecanismos de accountability. Sem essa base, nenhuma solução de IA alcança seu potencial.

Essa mudança também redefine o papel dos profissionais do setor público. A IA não substitui o servidor, mas transforma sua atuação, que passa a ser mais analítica e estratégica. Ganham relevância competências como interpretação de dados, pensamento crítico, tomada de decisão baseada em evidências e consciência ética no uso da tecnologia.

No curto prazo, aplicações como atendimento automatizado mais contextualizado, modelos preditivos de arrecadação, cruzamento de dados para reduzir evasão fiscal e painéis de gestão com alertas devem se tornar comuns. O que hoje parece avançado tende a ser padrão em poucos anos.

Essa transformação não deve ser atribuída apenas ao poder público. Empresas de tecnologia, startups, universidades e gestores precisam atuar de forma coordenada, contribuindo para ampliar a capacidade de governar. A evolução digital dos municípios dependerá dessa colaboração efetiva, e não de soluções isoladas.

Municípios que estruturarem governança de dados, liderança estratégica e uso responsável da IA tendem a avançar mais rapidamente. Os demais seguirão reagindo a problemas que poderiam ter sido antecipados. O desafio é claro: continuar administrando a complexidade ou assumir o compromisso de governar com mais inteligência.

Sobre a Betha Sistemas:

Com 40 anos de história e sediada em Criciúma (SC), a Betha Sistemas vem transformando, através da tecnologia, a gestão pública no Brasil. Suas soluções são aplicáveis às áreas de Planejamento e Contabilidade; Gestão de Compras e Contratos, de Pessoas; Arrecadação e Fiscalização; Atendimento; Educação e Gestão Escolar; Saúde e Assistência Social; entre outros . Seguindo tendências de tecnologia dentro do conceito de web 2.0 e computação em nuvem, focadas na agilidade e segurança das soluções, os programas da Betha dispensam a necessidade de instalação de softwares. Atualmente, conta com 70 soluções , mais de 3 mil clientes e 2,5 milhões de usuários, com presença em 23 estados brasileiros, impactando mais 44,5 milhões de pessoas.

Entenda a polêmica sobre o uso de antibióticos na produção de carnes

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Mercado de carbono avança e abre oportunidades para produtores rurais
Foto: Arquivo/Secom-AC

União Europeia formalizou exclusão do Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, país fica proibido de exportar a partir de 3 de setembro.

A União Europeia (UE) oficializou a sua decisão de excluir o Brasil da lista de países que cumprem as regras do bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. Com isso, o Brasil fica proibido de exportar carne para a UE a partir de 3 de setembro deste ano.

Os antimicrobianos são substâncias usadas para controlar microorganismos como bactérias, fungos, vírus e parasitas.

A veterinária Silvana Gorniak, da USP, explica que, na criação animal, esses produtos têm quatro usos principais:

  • o terapêutico: para tratar o bicho que apresentou algum sintoma;
  • o preventivo: para evitar que a doença apareça;
  • o metafilático: para conter um surto na criação.
  • promotor de crescimento: nesse caso, os antimicrobianos são incluídos na composição da ração para melhorar o desempenho animal.

A UE já adota uma políticia de tolerância zero para o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento. Um exemplo de susbtância usada para esse fim é a monensina, um dos aditivos mais usados em confinamentos bovinos.

“Por que existe essa discussão em relação ao uso dos antimicrobiano como promotor de desempenho? Eu uso uma dose muito mais baixa por um tempo muito prolongado. Essa dose muito mais baixa pode propiciar que parte dessas bactérias possam morrer, mas uma outra grande parte pode sobreviver, carregando genes de resistência”.

“Existe uma frase que a gente sempre fala que o que não mata, fortalece. E aí cada vez mais fica mais difícil ter antimicrobianos que possam combater essa bactéria.

Em entrevista ao Globo Rural no início de maio, o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, garantiu que os exportadores de carne de aves já não usam antibióticos para melhorar o desempenho em nenhuma fase da criação.

Fonte: G1 | Globo Rural

Construtora diz ter recomendado interdição de ponte no Acre um dia antes da queda

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Construtora diz ter recomendado interdição de ponte no Acre um dia antes da queda
Foto: Reprodução/RECORD

A construtora Cidades, responsável pela ponte Frei Paolino Baldassari, que desabou no Acre na sexta-feira (5), disse, em nota, que havia identificado instabilidade no solo e recomendado a interdição da estrutura um dia antes do desabamento.

Segundo o texto, além da erosão do solo, equipes técnicas constataram rachaduras e desníveis em diferentes pontos do entorno.

“Os levantamentos preliminares realizados em campo identificaram movimentações significativas de solo em uma área muito mais ampla do que a própria ponte, abrangendo aproximadamente 16 mil metros quadrados e alcançando também áreas adjacentes do bairro localizado nas proximidades”, afirma a empresa.

A empresa alega ainda que encaminhou ao Deracre (Departamento de Estradas de Rodagens do Acre) na quinta-feira (4), “por volta das 13 horas (horário do Acre), recomendação formal para a interdição total da ponte, inclusive para o trânsito de pedestres, diante do risco identificado por suas equipes.”

Ainda segundo a nota, as avaliações preliminares apontaram “indícios compatíveis com processo de instabilidade geotécnica conhecido como fenômeno de terras caídas, caracterizado por movimentações de grandes massas de solo associadas a processos erosivos e às variações naturais dos níveis dos rios.”

No sábado (5), o governo considerou que a erosão nas margens de rios poderia ter impactado na estrutura – mas apontou que a empresa tem “vasta experiência em construção de pontes na região amazônica sendo, portanto, esperado que seus projetos contemplem soluções para o fenômeno das terras caídas para garantia da segurança da obra.”

Segundo a administração estadual, trata-se de um fenômeno comum a rios jovens em formação, como o Rio Iaco, que tem cheias com alta densidade e seca severa.

Período de garantia

A governadora do Acre disse que a empresa será responsabilizada. De acordo com Mailza Assis (PP), a ponte ainda estava “dentro do período de garantia”. A obra, que custou R$ 36 milhões, foi inaugurada em março de 2024, na gestão do antecessor, Gladson Cameli (PP).

A construção foi supervisionada pelo Deracre e executada em menos de dois anos pela Construtora Cidade.

Em comunicado, o governo acreano citou que o Código Civil define que empreiteiras são responsáveis pela solidez e segurança de obras por um prazo de cinco anos.

Diante disso, informou que Procuradoria-Geral do Estado vai pedir tutela antecipada para obrigar a empresa a reconstruir a ponte ou oferecer uma solução de travessia para o rio Iaco – sobre o qual a estrutura que desabou passava.

A Procuradoria afirmou ainda que estuda pedir bloqueio cautelar de bens da empresa, no valor integral do contrato de construção. Outra medida será exigir que a construtora garanta assistência aos quatro feridos – um deles está em estado gravíssimo. A governadora disse que não há prazo definido para a reconstrução.

“A empresa já disponibilizou engenheiros para avaliar a estrutura, e todas as providências estão sendo tomadas para que os prejuízos não recaiam sobre a população”, disse Mailza, de acordo com comunicado do governo estadual.

O governo acreano afirmou que a obra foi contratada em modalidade integrada. “Nessa modalidade, a empresa Construtora Cidade assumiu integralmente a responsabilidade pelo projeto básico, projeto executivo e execução da obra, sendo a única responsável pelas decisões técnicas que determinaram a concepção e a construção do equipamento”, comunicou.

O governo estadual acrescentou que “o projeto técnico, assim como todas as análises que envolvem a construção, ficou por conta da empresa, sem participação do Deracre ou do governo do Estado na concepção e execução do projeto”.

Vale contrastar que, na época em que a obra foi entregue, em dezembro de 2023, um comunicado do governo do Estado destacou a participação de servidores estaduais na celeridade da construção.

“Trabalhamos desde o começo para atuar na construção no inverno e verão. Nos antecipamos às enchentes e agora conseguimos entregar a ponte para a população”, disse no comunicado de 2023 a engenheira responsável pela obra, Thalia Kamila Gomes, do Deracre.

Fonte: UOL

ONS aciona plano emergencial para reduzir excesso de energia e evitar instabilidade

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ONS aciona plano emergencial para reduzir excesso de energia
Foto: REUTERS/Manon Cruz

Plano foi criado em 2025 após país enfrentar dois episódios que poderiam ter levado a um colapso na distribuição de energia pelo excesso de produção em relação à baixa demanda

O Operador Nacional do Sistema Elétrico acionou, pela primeira vez, neste domingo (7), o plano emergencial para reduzir a geração de energia e evitar que o excesso de oferta provoque instabilidades no sistema elétrico nacional.

A medida foi comunicada aos agentes do Sistema Interligado Nacional (SIN) no sábado (6), determinando a redução da geração em grandes usinas, como as hidrelétricas, em até 1.000 megawatts (MW) no total. Paralelamente, o ONS solicitou às distribuidoras de energia que reduzissem a geração de usinas conectadas às redes de distribuição em suas áreas de atuação.

A operação faz parte do Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2025.

O plano foi criado para evitar instabilidades em períodos de baixa demanda energética, como feriados prolongados e fins de semana, quando há deslocamento de parte da população dos grandes centros urbanos para cidades menores ou regiões litorâneas.

A medida também serve para evitar impactos gerados pela produção excessiva de energia solar em telhados de residência que, somado a dias de baixo consumo energético como em fins de semana, pode gerar panes ao desequilibrar a rede pelo excesso de oferta energética em relação à demanda.

A criação do plano foi motivada por episódios registrados em 2025 que acenderam um alerta no setor elétrico sobre o risco de descompasso entre geração e consumo. Um dos casos ocorreu em 10 de agosto, durante o Dia dos Pais, quando o sistema operou com margem mínima de segurança e exigiu cortes urgentes na geração de energia em diferentes fontes para evitar um colapso no sistema.

Em nota, o ONS informou que a operação foi bem-sucedida e destacou que “manteve os agentes atualizados e coordenou as ações no SIN, realizando a gestão dos recursos disponíveis de acordo com a demanda da sociedade, em comunicação direta com os agentes do setor”.

A Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) também informou que as distribuidoras executaram os cortes nas usinas conectadas às redes de distribuição e que realizará uma avaliação técnica da operação para mensurar os impactos e os resultados da aplicação do plano emergencial.

Fonte: InforMoney