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Comissão aprova proposta sobre desembarque fora do ponto de ônibus durante a noite

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Comissão aprova proposta sobre desembarque fora do ponto de ônibus durante a noite
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Texto poderá seguir para análise do Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que permite a mulheres, pessoas idosas, pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida escolher o local de desembarque dos veículos de transporte coletivo urbano no período entre as 20h e as 5h, respeitado o trajeto da linha.

Conforme o texto aprovado, o motorista deve observar as condições de segurança ao parar para o desembarque. A proposta inclui a possibilidade de solicitar esse desembarque na Política Nacional de Mobilidade Urbana.

O relator, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), recomendou a aprovação do substitutivo acatado anteriormente pela Comissão de Viação e Transportes ao Projeto de Lei 415/21, da ex-deputada Rejane Dias (PI).

Ribeiro descartou a possibilidade de a proposta ser discriminatória em relação a homens não idosos. “A nosso ver, não procedem tais questionamentos, tendo em vista que o objetivo é proteger as pessoas mais vulneráveis, não se tratando, pois, de discriminação sem justo motivo. O que faz o projeto é desigualar os desiguais”, justificou.

Próximos passos

A proposta tramitou em caráter conclusivo e poderá seguir para análise do Senado, a menos que haja recurso para votação pelo Plenário.

Para virar lei, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês
Foto: wirestock

Pacote inclui desoneração da gasolina e do etanol e subsídio ao diesel

As novas medidas anunciadas pelo governo federal para conter a alta dos combustíveis terão custo estimado de R$ 7 bilhões por mês, informou nesta quarta-feira (9) o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.O pacote inclui redução de tributos sobre gasolina e etanol e uma nova subvenção ao diesel, em meio à alta do petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

“Estamos fazendo uso do espaço fiscal de que dispomos, sem pedir espaço adicional”, declarou Moretti.

Gasolina e etanol

Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva reduz em R$ 0,63 por litro as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre a gasolina, fazendo a cobrança cair para R$ 0,16 por litro.

Para o etanol hidratado, os tributos federais serão zerados temporariamente, com redução de R$ 0,19 por litro.

As medidas valem de 10 de setembro a 9 de outubro e substituem a subvenção anterior da gasolina, de R$ 0,44 por litro. O impacto estimado da desoneração da gasolina e do etanol é de R$ 2 bilhões por mês.

Subsídio ao diesel

Medida provisória autoriza nova subvenção de R$ 1 por litro de diesel rodoviário para produtores e importadores. O valor será regulamentado pelo Ministério da Fazenda e revisado a cada 30 dias, podendo ser alterado, interrompido ou prorrogado conforme as condições do mercado.

O custo estimado é de R$ 5 bilhões em setembro, dependendo da adesão das empresas.

Custo total

Somadas as novas medidas, o impacto mensal chega a R$ 7 bilhões. Com a atual subvenção de R$ 1,12 por litro de diesel, que termina em 27 de setembro e custa R$ 5,5 bilhões por mês, o impacto sobre as contas públicas em setembro será de R$ 12,5 bilhões.

Entre março e agosto, o governo gastou ou deixou de arrecadar R$ 25 bilhões com medidas para conter os preços dos combustíveis. Com setembro, a conta chega a R$ 37,5 bilhões em 2026.

Recursos

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que o governo espera mais de R$ 10 bilhões em receitas extraordinárias de petróleo para financiar as desonerações.

“A estimativa de receitas extraordinárias para esse período será de mais de R$ 10 bilhões”, disse.

A subvenção do diesel será financiada por crédito extraordinário editado por medida provisória. O impacto será incorporado ao próximo Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, previsto para 24 de setembro.

O relatório traz orientações para a execução do Orçamento. Caso necessário, o governo poderá contingenciar (congelar temporariamente) gastos não obrigatórios para cumprir as metas de superávit primário.

Alta do petróleo

Moretti rejeitou a avaliação de que o pacote tenha caráter populista e afirmou que as medidas são temporárias e buscam reduzir os efeitos da alta internacional do petróleo.

“Essa é uma política de suavização de preço, de mitigação dos efeitos da guerra sobre os preços de derivado. Portanto, não há uma redução artificial. Não há distorção de preço relativo, não há um uso, digamos, populista desse instrumento”, afirmou.

O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou a US$ 101,21 nesta quarta-feira, com alta de 3,36%. Em nota, o Palácio do Planalto afirmou que “as medidas buscam amortecer, de forma temporária, os efeitos dessa conjuntura internacional sobre o mercado doméstico”.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, defendeu ações temporárias para proteger a população e classificou como boa prática a adoção de “medidas limitadas e temporárias”.

Segundo o governo, as medidas anteriores ajudaram a conter os preços. Durante a guerra, o diesel caiu 6% no Brasil, enquanto subiu 25% na Alemanha. Apesar da queda recente, os preços brasileiros ainda estão acima dos níveis anteriores ao conflito.

Fonte: Agência Brasil

Aracaju recebe encontro nacional sobre inovação, planejamento e desenvolvimento urbano

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Aracaju será palco, no dia 17 de setembro, da Reunião Estratégica Regional Connected Smart Cities, encontro que reunirá gestores públicos, especialistas e representantes de diferentes setores para discutir soluções voltadas ao planejamento urbano, inovação, tecnologia, mobilidade e desenvolvimento econômico

Aracaju será palco, no dia 17 de setembro, da Reunião Estratégica Regional Connected Smart Cities, encontro que reunirá gestores públicos, especialistas, empresários e representantes de diferentes setores para discutir soluções voltadas ao planejamento urbano, inovação, tecnologia, mobilidade e desenvolvimento econômico.

Realizado das 13h30 às 18h, no Auditório A do Bloco G da Universidade Tiradentes (Unit), no bairro Farolândia, o evento terá a participação da Prefeitura de Aracaju, por meio da Secretaria Municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação (Semde).

Com o tema “Qualidade de Vida, Planejamento e Desenvolvimento Urbano”, o encontro integra a agenda de Reuniões Estratégicas Regionais da Plataforma Connected Smart Cities e propõe uma discussão sobre os desafios e as oportunidades para a construção de cidades mais inteligentes, eficientes, sustentáveis e conectadas.

A iniciativa busca aproximar poder público, iniciativa privada, academia e demais agentes envolvidos na construção das cidades, estimulando a troca de experiências e a discussão de soluções aplicáveis à realidade urbana.

A abertura oficial está prevista para as 14h. Na sequência, serão realizados cinco painéis temáticos. O primeiro, às 14h30, terá como tema “Plano Diretor: o projeto de cidade que Aracaju quer construir” e abordará o planejamento urbano e as perspectivas para o futuro da capital.

Às 15h, o painel “Da obra ao território: infraestrutura como estratégia de transformação urbana” discutirá como investimentos em infraestrutura podem contribuir para a transformação dos espaços urbanos e para a melhoria da qualidade de vida da população.

A tecnologia aplicada à mobilidade será tema do terceiro painel, às 15h30, com a discussão “Tecnologia e gestão: como tornar a mobilidade urbana mais segura e eficiente”. A proposta é debater o uso de novas soluções para aprimorar os deslocamentos e a gestão do trânsito e da mobilidade.

Às 16h, o painel “Inovação e Desenvolvimento Econômico: construindo um ecossistema para o futuro de Aracaju” discutirá a integração entre poder público, empresas, instituições de ensino e outros atores como estratégia para estimular o empreendedorismo, a inovação e a geração de oportunidades.

A transformação digital também estará entre os temas do encontro, com discussões sobre Governo Digital e o uso da tecnologia para tornar a cidade mais inteligente e conectada. A proposta é ampliar o debate sobre como ferramentas digitais podem contribuir para qualificar os serviços públicos e aproximar a administração municipal da população.

Para o secretário municipal do Desenvolvimento Econômico e Inovação, Dilermando Júnior, a realização do encontro em Aracaju amplia a participação da capital nas discussões sobre o futuro das cidades.

“Aracaju vive um momento importante de construção de novas estratégias para o desenvolvimento econômico e para a inovação. Receber um encontro como o Connected Smart Cities nos permite conhecer experiências, compartilhar ideias e, principalmente, aproximar diferentes setores em torno de soluções que possam gerar resultados concretos para a cidade. A gestão da prefeita Emília Corrêa tem buscado ampliar esse diálogo e preparar Aracaju para os desafios do futuro”, destaca.

Além da troca de experiências, a Reunião Estratégica Regional pretende estimular conexões e discussões que possam contribuir para políticas públicas e projetos relacionados ao desenvolvimento urbano e à melhoria da qualidade de vida.

O encontro é aberto a profissionais, empreendedores, representantes de instituições, estudantes e demais interessados em inovação, tecnologia e desenvolvimento urbano, oferecendo um espaço para acompanhar as discussões e contribuir com ideias para uma Aracaju mais conectada às novas demandas das cidades.

Serviço

O quê: Reunião Estratégica Regional Connected Smart Cities – Aracaju
Tema: Qualidade de Vida, Planejamento e Desenvolvimento Urbano
Data: 17 de setembro de 2026
Horário: 13h30 às 18h
Local: Tiradentes Innovation Center
Endereço: Av. Murilo Dantas, 300 – Farolândia, Aracaju/SE
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/reuniao-estrategica-regional-csc-aracaju/3367388

El Niño evolui e tem 75% de chance de ser o mais intenso já registrado, diz órgão dos EUA

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Alerta na primavera: órgãos de SC classificam El Niño como ‘muito forte’ e preveem chuva acima da média
Foto: NOAA/Via MetSul

Entre outubro e dezembro, as chances de um fenômeno muito forte aumentam ainda mais, para 98%

O El Niño está se intensificando e tem 97% de probabilidade de atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro, segundo boletim divulgado nesta quinta-feira (10/9) pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). A agência também projeta 75% de chance de que o fenômeno alcance intensidade histórica entre outubro e dezembro de 2026, superando eventos anteriores registrados desde 1950.

No trimestre entre outubro e dezembro, as chances de um El Niño muito forte aumentam ainda mais, para 98%.

O fenômeno deve começar a perder força apenas no início de 2027. Entre janeiro e março, as chances de haver muita intensidade caem para 39%.

Um dos principais sinais desse fortalecimento é o aumento da temperatura das águas do Pacífico equatorial, região onde o El Niño se forma. No leste do Pacífico equatorial, as águas estão mais de 3,0 °C acima da média.

Outro sinal de fortalecimento aparece abaixo da superfície do oceano. As águas subsuperficiais do Pacífico equatorial continuam significativamente mais quentes que o normal, com áreas que registram temperaturas superiores a 10°C acima da média em profundidade. Esse calor acumulado no interior do oceano é importante porque pode contribuir para manter ou intensificar o aquecimento da superfície nos próximos meses.

Além das temperaturas do oceano, a NOAA também observa mudanças nos ventos, na formação de nuvens e nas chuvas sobre o Pacífico, que são características associadas ao El Niño. A combinação desses sinais no oceano e na atmosfera indica que o fenômeno continua ganhando força.

A previsão oficial da NOAA aponta que o El Niño deve continuar se fortalecendo até o fim do ano. Segundo a agência, quanto maior a intensidade do fenômeno, maiores são as chances de ocorrência de condições climáticas associadas ao El Niño. Apesar disso, reforça que não significa que os impactos serão necessariamente iguais em todas as regiões, já que os efeitos sobre chuva e temperatura variam de acordo com a localização.

No Brasil, o sistema causa mais chuvas no Sul do país e estiagem na região Norte e Nordeste, também com tempo mais quente no Sudeste e Centro-Oeste.

Fonte: Globo Rural

Alunos de países ricos têm seu pior desempenho escolar da história do Pisa; hábito de leitura despencou

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Alunos de países ricos têm seu pior desempenho escolar da história do Pisa; hábito de leitura despencou
Foto: Reprodução/TV Gazeta

Estudantes demonstraram perda equivalente a um ano de aprendizado. Ler com pressa, usar inteligência artificial em excesso e não se interessar pelos conteúdos estão entre os fatores que explicam a crise.

O desempenho escolar dos jovens de 15 anos nos países mais desenvolvidos do mundo despencou, mostram os resultados do Programa de Avaliação Internacional de Estudantes (Pisa) de 2025, divulgados nesta terça-feira (8). Mais de 760 mil alunos, provenientes de 91 nações, participaram do estudo.

O hábito de ler menos e com pressa, a falta de interesse pelos conteúdos ensinados, o uso excessivo de inteligência artificial e as distrações tecnológicas são os principais fatores que explicam a crise, afirmam analistas (leia mais abaixo).

Os membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) registraram uma queda significativa nas três áreas avaliadas pelo exame global, como você verá a seguir. Tenha em mente que uma diferença de 20 pontos equivale a cerca de um ano inteiro de aprendizado escolar:

  • Leitura: Esta competência sofreu o baque mais dramático, com uma perda de 28 pontos na média da OCDE nos últimos dez anos (em comparação com 16 pontos nos sistemas fora da organização). Se analisarmos especificamente o período entre 2018 e 2025, a média de leitura na OCDE caiu 25 pontos, com países ricos como a Islândia e a Eslovênia registrando tombos que superaram os 50 pontos.
  • Matemática: A pontuação média despencou 22 pontos nos países da OCDE na última década, em contraste com uma redução de 8 pontos nas demais economias.
  • Ciências: Entre 2015 e 2025, houve um recuo médio de 7 pontos na OCDE, enquanto os outros países mantiveram seu desempenho estável.

Esse retrocesso fez com que 29% dos adolescentes nos países ricos entrassem na categoria de “baixo desempenho” em leitura, matemática e ciências, ao mesmo tempo. É um aumento significativo em relação aos 25% registrados em 2022.

“Nunca tivemos tanta tecnologia disponível e nunca foi tão importante saber ler profundamente, interpretar evidências, resolver problemas e formar julgamentos próprios. E justamente essas competências estão se deteriorando em muitos países”, diz Ricardo Henriques, superintendente executivo do Instituto Unibanco.

Estudantes mais ricos lideram as perdas

A queda mais expressiva no desempenho ocorreu justamente entre o quarto de estudantes mais favorecidos socioeconomicamente.

Aracaju constrói seu futuro: planejamento, tecnologia e qualidade de vida caminham juntos

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Do traçado planejado do século XIX à conectividade digital, Aracaju avança no Ranking Connected Smart Cities e recebe, em setembro, a Reunião Estratégica Regional que discute o futuro da cidade inteligente no Nordeste 

Capital de Sergipe, Aracaju vem consolidando nos últimos anos uma trajetória de modernização urbana que combina investimento em tecnologia com um traço que sempre fez parte da identidade da cidade: o planejamento. Desde o traçado geométrico idealizado por Sebastião Pirro em 1855, um dos primeiros exemplos de cidade planejada do Brasil, até os atuais projetos de conectividade digital, Aracaju tem buscado unir organização urbana e inovação a serviço de quem vive na cidade.

O programa “Aracaju, Cidade Humana, Inteligente e Criativa”, conduzido pela Prefeitura Municipal, reúne um conjunto de iniciativas que já fazem parte do cotidiano da população. O Aracaju Conectada leva internet Wi-Fi gratuita a praças e orlas, ampliando o acesso digital em espaços públicos de grande circulação. O Busão Conectado permite acompanhar em tempo real, pelo celular, a localização dos ônibus do transporte coletivo, trazendo mais previsibilidade para quem depende do transporte público todos os dias. Já o Aracaju Iluminada e Monitorada substitui a iluminação pública por lâmpadas de LED e amplia o monitoramento do tráfego, unindo economia de energia e mais segurança nas ruas.

Leia mais: Aracaju participa da COP 30 com agenda de reflorestamento dos manguezais e educação ambiental

Para a interação direta entre cidadão e prefeitura, a plataforma Aracaju na Palma da Mão facilita solicitações de serviços, encaminhamento de demandas e acompanhamento de respostas, um passo importante na aproximação entre gestão pública e população.

Esse conjunto de esforços tem se refletido no principal indicador do setor no país: o Ranking Connected Smart Cities. Aracaju ocupa hoje a 5ª posição entre as cidades mais inteligentes do Nordeste e a 32ª colocação no ranking nacional, um resultado que reforça o município entre as referências regionais em desenvolvimento urbano inteligente. Com um PIB de R$ 17 bilhões e IDH de 0,770, apoiado principalmente nos setores de serviços, turismo e comércio, Aracaju é hoje reconhecida como uma das capitais mais organizadas do país, com destaque para a Orla de Atalaia, a forte identidade cultural nordestina e uma malha urbana que facilita a mobilidade e a convivência.

Leia mais: Santa Rita do Sapucaí sedia Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC durante o HackTown 2026

Aracaju recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC

Esse protagonismo será tema de debate direto na própria cidade. No dia 17 de setembro de 2026, das 13h30 às 18h, Aracaju sedia a Reunião Estratégica Regional CSC com o tema “Qualidade de Vida, Planejamento e Desenvolvimento Urbano”. O encontro acontece na Universidade Tiradentes (Unit), no Auditório A do Bloco G, na Avenida Murilo Dantas, 300, Farolândia.

O evento integra a agenda nacional da Plataforma CSC e reúne gestores públicos, especialistas e representantes do setor privado para discutir os caminhos da cidade inteligente a partir da realidade sergipana, colocando em pauta justamente os pilares que têm orientado a gestão local: planejamento urbano, qualidade de vida e desenvolvimento sustentável. As inscrições para participação estão abertas na plataforma Sympla.

Entre o traçado planejado do século XIX e os sensores e aplicativos do século XXI, Aracaju segue testando uma hipótese que agora ganha um capítulo público na Reunião Estratégica Regional: a de que tecnologia e planejamento, quando bem conduzidos, podem sim caminhar ao lado da vida das pessoas- e não à frente dela.

Para saber mais sobre o evento, clique aqui.

Governança de Execução: O Elo Perdido da Competitividade nos Municípios

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Governança de Execução: O Elo Perdido da Competitividade nos Municípios
Crédito da imagem: IA (Gemini)

Como a disciplina de gestão, o acompanhamento de metas e o alinhamento de processos transformam o futuro das cidades.

O desenvolvimento dos municípios brasileiros vive um momento de inflexão. Em um cenário de desafios sociais e tecnológicos acelerados, gerir uma cidade exige superar a cultura do reativo e adotar a disciplina da governança pública.

A cada edição do Ranking de Competitividade dos Municípios (CLP), a fotografia do Brasil urbano evidencia a distância entre as cidades do topo e as demais. Avaliando os 423 maiores municípios do país, que abrigam 60,5% da população, o estudo analisa 65 indicadores fundamentais.

Os dados revelam uma lição crucial: a competitividade municipal não é fruto do acaso ou da sorte geográfica. Cidades que avançaram dezenas de posições no ranking aplicaram uma lógica sólida de governança de execução: definiram prioridades, estruturaram processos eficientes, acompanharam projetos e mensuraram resultados.

1.   Planejamento Estratégico com Foco na Execução

Muitas administrações elaboram planos diretores que acabam esquecidos em gavetas. A diferença entre os municípios que estagnam e os que se destacam está na capacidade de transformar o planejamento em ações monitoráveis.

  • Palmas (TO): Avançou 76 posições no ranking geral (13ª colocação nacional), impulsionada pelo pilar de Inovação e Dinamismo Econômico (+195 posições, alcançando o 6º lugar) após alinhar a visão de longo prazo à execução local.
  • São Cristóvão (SE): Subiu 158 posições no ranking geral (75º lugar) graças ao esforço de reorganização institucional (+262 posições no pilar) e monitoramento de metas.

Sem um modelo de governança que conecte a visão estratégica à rotina das secretarias, os planos perdem força diante das urgências diárias.

2.   Governança de Processos e Efetividade Administrativa

No setor público, a eficiência nasce do desenho de processos claros e da eliminação de gargalos burocráticos. O pilar de Funcionamento da Máquina Pública mensura transparência, tempo de resposta e qualificação técnica.

  • Vitória (ES): Lidera o ranking nacional sustentada pelo desempenho na dimensão Instituições, alcançando o 1º lugar no Funcionamento da Máquina Pública (+4 posições).
  • Exemplos Operacionais: Curitiba (PR) [2º em Máquina Pública], Jaraguá do Sul (SC) [3º], Blumenau (SC) [4º] e Toledo (PR) [5º] mostram que a padronização de fluxos é pré-requisito para a produtividade urbana.

Municípios que falham no envio de dados contábeis básicos ao Tesouro Nacional (Siconfi) são penalizados com nota zero em indicadores-chave, caindo no ranking por falta de controle.

3.   Ambiente de Negócios: Governança do Ecossistema Local

Para atuar como indutor do desenvolvimento, o governo local precisa criar um ambiente seguro para o setor privado, coordenando ações de desburocratização e ordenamento urbano.

  • Belo Horizonte (MG): Subiu 90 posições em Inserção Econômica (2º lugar nacional) ao coordenar ações de estímulo ao mercado de trabalho formal (+409 posições no crescimento do emprego).
  • Cidades em Expansão: Em municípios de crescimento acelerado, como Rio Verde (GO) e Sorriso (MT), a ausência de uma governança ágil em licenciamentos transforma o sucesso econômico em gargalo urbano.

4.   Governança de Projetos para Transformação Digital e Inovação

A inovação na gestão pública não se resume à aquisição de softwares, mas sim à governança da mudança. A digitalização de serviços e a implementação de Cidades Inteligentes dependem do acompanhamento constante de marcos de entrega e da medição de impacto.

  • São Paulo (SP) e Porto Alegre (RS): Lideram os pilares de Inovação e Capital Humano, demonstrando como a gestão contínua de projetos tecnológicos gera valor sustentável.
  • Eusébio (CE) e Cidades Paulistas: Municípios como Ubatuba (SP) e Eusébio (CE) figuram no topo de Telecomunicações por estabelecerem políticas de infraestrutura

Conclusão: A Execução Como Legado de Transformação

O Ranking de Competitividade dos Municípios comprova que a diferença entre o sucesso e a estagnação de uma cidade reside na sua capacidade de execução. Ter diagnósticos e metas é o primeiro passo, mas é o rigor na implementação, a clareza de processos e acompanhamento diário dos projetos que garantem melhorias reais na qualidade de vida do cidadão.

À medida que as demandas urbanas se tornam mais complexas, a adoção de práticas inspiradas na governança corporativa consolida-se como o único caminho para transformar dados em resultados duradouros. Nesse cenário, o apoio de uma inteligência estratégica especializada, como a atuação desenvolvida pela EXXAS em governança pública, torna-se um elo fundamental para guiar prefeituras na estruturação de processos, gestão de portfólio de projetos e mensuração de impacto, assegurando que o planejamento saia do papel e se converta em um legado concreto.

Pandemia mostrou desigualdades profundas na distribuição de vacinas entre Norte e Sul Global

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Pandemia mostrou desigualdades profundas na distribuição de vacinas entre Norte e Sul Global
Foto: Prefeitura de Maranguape/Divulgação

Estudo da Faculdade de Saúde Pública faz um relatório minucioso sobre diferenças entre pesquisa, desenvolvimento, produção e acesso a imunizantes durante o período

A pandemia de covid-19 mostrou que as vacinas são essenciais para controlar a disseminação dos vírus, diminuir casos graves da doença e garantir a segurança sanitária dos países. Ao mesmo tempo, a crise reacendeu debates importantes, como a necessidade de cooperação internacional e justiça no acesso a tecnologias em saúde. Esses e outros resultados fazem parte de um estudo realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, que analisou como países do Sul Global, em especial o Brasil, responderam às desigualdades mundiais em pesquisa, desenvolvimento, produção e acesso a vacinas durante o surto de sars-cov-2.

As análises mostraram que o Brasil ampliou sua inserção na diplomacia da ciência das vacinas e reforçou sua base produtiva e institucional por meio do fortalecimento de políticas públicas, da articulação entre saúde, inovação e desenvolvimento produtivo. Por outro lado, o País ainda enfrenta desafios para alcançar sua autonomia científica. Entende-se como diplomacia da ciência das vacinas o campo específico da diplomacia científica em que a cooperação em pesquisa, desenvolvimento, produção e transferência de tecnologia em vacinas é mobilizada como instrumento de política externa, segurança sanitária e solidariedade internacional.

Para chegar a esses resultados, a primeira autora do artigo, Ariane de Jesus Lopes de Abreu, combinou revisão da literatura, análise documental de legislações, políticas públicas e declarações multilaterais com análise exploratória de dados secundários sobre financiamento em pesquisa e desenvolvimento e distribuição de ensaios clínicos.

“O diferencial da minha tese foi aprofundar temas das questões globais junto com as perspectivas de um país de média renda”, afirma a pesquisadora. “O Brasil tem um cenário muito diferenciado quando o comparamos com outros países que são até historicamente grandes produtores de vacinas, mas, ao mesmo tempo, temos lacunas que são muito importantes.”

A tese de doutorado, estruturada em quatro artigos, aprofunda temas como o acesso equitativo a imunizantes, o Acordo sobre Pandemias (tratado internacional formulado por países Membros da Organização Mundial da Saúde, a OMS), além de expor as desigualdades em pesquisa e desenvolvimento de imunizantes entre o Norte e o Sul Global.

“A pandemia foi um curso completo de saúde pública”, resume Eliseu Alves Waldman, professor da FSP e orientador do estudo. “E a tese da Ariane traz a importância do  intercâmbio internacional de ideias e de propostas no campo da saúde pública para resolvermos a questão da desigualdade de acesso aos serviços de saúde, aos insumos, para não ficarmos restritos às propostas vindas do Norte global”.

O Norte global, no estudo, é entendido como o grupo de países historicamente centrais na economia política global, com alta capacidade tecnológica, financeira e científica. Já o Sul Global é composto de países que enfrentam dependência estrutural dessas capacidades, incluindo os de baixa e média renda, ainda que com trajetórias diferentes.

Lições aprendidas?

No primeiro artigo, Ariane mostra que o acesso desigual a vacinas durante a pandemia de covid-19 ocorreu por dificuldades na distribuição e de deficiências de estrutura presentes mesmo antes da emergência sanitária acontecer. Em episódios como os surtos de ebola, covid-19 e mpox, o que se viu é que a concentração da produção, das matérias-primas, da capacidade tecnológica e do poder de compra em países de alta renda proporcionou um avanço rápido da inovação, mas a distribuição não seguiu o mesmo ritmo, principalmente nos países mais afetados pelas doenças.

“Dentro deste artigo, a ideia foi olhar, em um panorama global, o que falta para que essa vacina, que está sendo produzida, consiga chegar no bracinho das pessoas”, relata a pesquisadora.

De acordo com a pesquisa, os fatores que impedem que todas as pessoas tenham uma oportunidade justa e igualitária de receber vacinas são as barreiras financeiras e geográficas, os entraves de infraestrutura, diferenças socioeconômicas e culturais, além de falhas de governança.

Questões culturais, como hesitação vacinal e propagação de fake news também impedem que as campanhas tenham maior adesão.”Enquanto, no Brasil, o Ministério da Saúde trabalha com a transparência de dados, temos influencers propagando fake news em redes sociais com uma linguagem muito mais acessível”, alerta.

Protagonismo

O segundo artigo mostra que, entre 2020 e 2024, o Brasil passou de uma agenda predominantemente reativa para uma agenda articulada à soberania sanitária, à reindustrialização e à cooperação internacional.

Foram publicados nove instrumentos normativos e programáticos no período, apontando para uma tentativa de integrar política industrial, inovação, produção de imunobiológicos e inserção internacional em uma mesma arquitetura de política pública.

Neste período, o Ministério da Saúde foi o principal coordenador da política, articulado com Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Instituto Butantan, além da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e organismos internacionais como a OMS e Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

Outro ponto de destaque no estudo foi o protagonismo de instituições públicas na produção local de vacinas e na absorção de transferência de tecnologia, como a Fiocruz e o Instituto Butantan. Contudo, a dependência de importação de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), o componente principal de um medicamento, continua sendo um gargalo importante e que compromete a autonomia.

“O Brasil sai na frente para várias coisas, mas ainda deixa algumas lacunas estruturais muito fortes. As políticas acontecem, mas elas são abandonadas quando há troca de governo”, explica a pesquisadora. “Apesar de termos passado por pandemias e outras grandes emergências, a covid-19 foi um marco muito interessante, porque achávamos estar muito evoluídos em relação ao nosso ecossistema, e isso veio como uma rasteira em nossa perna”, adiciona.

Acordo sobre Pandemias

No terceiro artigo, Ariane faz uma análise crítica da versão do Acordo sobre Pandemias, formulado pelos países membros da OMS e publicado em novembro de 2024 para melhorar a prevenção, a preparação e a resposta global a futuras emergências sanitárias.

A pesquisadora priorizou o estudo dos artigos 10 e 11 do acordo, que tratam da produção sustentável e diversificada de insumos de saúde e da transferência de tecnologia e know-how, com foco em reduzir desigualdades para países de baixa e média renda. Apesar de ainda estar em negociação, o acordo propõe a descentralização de produção o que, segundo Ariane, é um avanço. No entanto, a ausência de mecanismos claros de implementação e financiamento podem tornar mais lento o processo.

Ariane finaliza sua tese destacando as estruturas globais de pesquisa e desenvolvimento de vacinas, com ênfase nas discrepâncias entre países do Norte e do Sul Global. Os dados foram analisados seguindo cinco eixos temáticos: concentração de recursos e capacidades; dependência tecnológica e propriedade intelectual; desigualdade nos ensaios clínicos; falhas de governança e cooperação internacional; e decolonização e justiça epistêmica.

No estudo, a justiça epistêmica foi colocada como uma categoria para examinar quem produz conhecimento, quem define as agendas científicas e quais saberes são legitimados no campo da saúde global.

Os resultados mostram que as desigualdades entre o Norte e o Sul são profundas e sistêmicas e que é preciso revisar modelos de financiamento, governança e cooperação para garantir maior equidade, inclusão científica e preparo global frente às emergências em saúde.

A distribuição global do financiamento em pesquisa e desenvolvimento, por exemplo, permanece concentrada: entre 2014 e 2022, cerca de 80% de todo o dinheiro direcionado para P&D de doenças infecciosas foi mobilizado após 2020, e 61% foi destinado à covid-19; mesmo em 2022, mais de 70% dos recursos ainda de concentravam na resposta pandêmica.

Os três maiores financiadores – National Instituts of Health (NIH), Biomedical Advanced Research and Development Authority (Barda), ambos nos Estados Unidos, e a indústria farmacêutica – respondem por 72% do financiamento global no período. Além disso, a maioria dos estudos clínicos (62%) estavam concentrados em países de alta renda (Estados Unidos, China, Reino Unido e Alemanha, respectivamente); Brasil, Índia e África do Sul aparecem com participação modesta: em conjunto, os três países representaram cerca de 4,45% dos registros analisados. Os dados são de ensaios clínicos relacionados a vacinas cadastados no ClinicalTrials.gov entre 1978 e 2025.

Múltiplas visões

Em sua trajetória profissional, Ariane sempre esteve envolvida com pesquisa e desenvolvimento de vacinas. Quando a OMS declarou a pandemia de covid-19, em março de 2020, ela trabalhava na Coreia do Sul, no Instituto Internacional de Vacinas, o que lhe proporcionou vivenciar a crise sanitária sob a ótica de um país de alta renda. Enquanto finalizava sua qualificação, migrou para a Organização Mundial da Saúde, onde trabalhou como consultora. “A ideia de explorar as lições aprendidas durante a pandemia veio muito por causa da minha área de atuação, porque acabei vendo como isso se refletiu também para os países de baixa renda.”

Para Eliseu Waldman, o trabalho da Ariane de Abreu fornece informações valiosas para sanitaristas e aqueles que se interessam pelo tema. “Ela traz a discussão entre o Norte e o Sul global para o ambiente sanitário mostrando – e acho que ela mostra bem isso – que essas questões são interdisciplinares e uma das mais importantes no campo da saúde pública”, conclui.

A tese Produção e acesso a vacinas e diplomacia em saúde: lições aprendidas durante a pandemia de covid-19 está disponível no Banco Digital de Teses e Dissertações da USP.

Mais informações: e-mail arianeabreu@usp.br, com Ariane de Jesus Lopes de Abreu

Fonte: Jornal da USP | Ariane de Jesus Lopes de Abreu

Pisa 2025: Brasil está abaixo de média mundial em aprendizado

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Pisa 2025: Brasil está abaixo de média mundial em aprendizado
Foto: wayhomestudio

Matemática desponta como pior nota brasileira, nos deixando em 71º lugar no ranking de 89 países, mas resultados foram bastante semelhantes ao Pisa 2022

Brasil tem desempenho abaixo da média mundial em aprendizado de leitura, matemática e ciências, mostra o Pisa 2025 (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes).

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou esta terça-feira (08) os resultados do Pisa, um estudo comparativo internacional que avalia as habilidades de alunos com 15 anos em 89 países, incluindo o Brasil.

Os resultados brasileiros da edição de 2025 foram mais baixos do que a média geral dos países.

  • Matemática: 377 pontos no Brasil – média OCDE de 463;
  • Ciências: 409 pontos no Brasil – média OCDE de 482;
  • Leitura: 408 pontos  no Brasil – média OCDE de 463.

Isso deixa o Brasil em 71º lugar em matemática, 67º lugar em ciências e 52º em leitura. Lembrando que 89 países participaram do estudo e ranking.

Quando comparado aos outros países da América Latina, o Brasil teve um desempenho geral mediano: ficou atrás de Uruguai, Chile, Costa Rica, Colômbia e México, mas teve pontuações melhores do que Peru, Equador, Argentina, El Salvador e Paraguai. Todos os países latinos tiveram notas abaixo da média geral.

Em Matemática, especificamente, tivemos um desempenho pior do que Uruguai, Chile, México, Costa Rica, Peru e Colômbia. Já em Leitura, ficamos atrás apenas do Chile e Uruguai.

Vale destacar que, apesar da colocação ruim, o Brasil ficou com notas semelhantes ao desempenho de 2022, em que fez 379 pontos em Matemática, 403 pontos em Ciências e 410 pontos em leitura.

Resultados em cada área do Brasil no Pisa 2025

Quando analisamos cada área avaliada no Pisa 2025, percebemos que as médias brasileiras são bem abaixo do esperado mundialmente. Em Ciências, 48% dos estudantes alcançaram ao menos o nível 2 de proficiência, contra 74% da média mundial. Ou seja, mais da metade dos estudantes não consegue reconhecer a explicação correta para fenômenos científicos familiares e usar esse conhecimento para identificar se uma conclusão é ou não válida. Por aqui, apenas 1% dos estudantes tem um desempenho alto em ciência (estando no nível 5 ou 6), contra 7% da média OCDE.

Em Matemática, os resultados são os mais baixos: apenas 28% alcançaram pelo menos o nível 2 de proficiência, enquanto são 65% na média mundial. Ou seja, 7 em cada 10 estudantes não são capazes de interpretar e reconhecer, sem instruções diretas, como uma situação simples pode ser representada matematicamente. E quase nenhum brasileiro apresentou alto desempenho, contra a média OCDE de 8%. Em 13 países e economias participantes do PISA 2025, mais de 10% dos estudantes alcançaram proficiência de nível 5 ou 6.

Já em Leitura, 49% dos estudantes de 15 anos brasileiros chegaram à proficiência 2 ou mais, contra 69% da média mundial. Novamente, mais da metade dos brasileiros não podem identificar a ideia principal em um texto de comprimento moderado. Quando olhamos os alunos de alto desempenho, eles representam apenas 1% dos jovens do país, contra 6% da média da OCDE.

Quais os países com melhor desempenho no Pisa?

As jurisdições chinesas de Beijing, Shangai, Jiangsu e Zhejiang (que entraram como um país só) e Singapura foram os locais com melhor desempenho em Matemática, Ciências e Leitura. Além delas, destacaram-se também, de acordo com o Pisa, a Estônia, Japão, Coreia, Macao (China), Taipei Chinesa e o Reino Unido.

De acordo com o relatório, o Pisa 2025 teve a média OCDE (a média dos países todos) mais baixa até hoje observada nas três principais categorias.

De modo geral, o Pisa 2025 percebeu um declínio de habilidades de leitura importantes em tempos do uso cada vez maior de IA: avaliação de informações, conexões entre dados de fontes diversas e pensamento crítico. Em paralelo, a leitura apressada quase dobrou entre 2018 e a edição atual.

Fonte: CNN Brasil

Brasil consolida desenvolvimento de vacinas com RNA mensageiro e amplia respostas contra crises sanitárias

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Nova vacina: Ministério da Saúde vai ofertar pneumo20 para quem tem mais de 85 anos
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Primeiro produto da plataforma nacional, vacina contra a Covid-19 avança para testes clínicos

Ministério da Saúde investiu R$ 210 milhões no desenvolvimento de plataformas de RNA mensageiro (mRNA) no Brasil, uma estratégia para ampliar a capacidade científica, tecnológica e produtiva do país e garantir respostas próprias a emergências sanitárias. A iniciativa reúne três centros nacionais com capacidade para desenvolver vacinas com essa tecnologia — Fiocruz, Instituto Butantan e Centro de Competência em Vacinas da UFMG — e já produz resultados concretos: a Fiocruz vai iniciar os estudos clínicos da primeira vacina desenvolvida integralmente no país com RNA mensageiro.

Esses investimentos fazem parte do fortalecimento do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e da redução da dependência de tecnologias externas. Por meio do Novo PAC Saúde, foram destinados R$ 77 milhões à plataforma de RNAm da Fiocruz e R$ 73 milhões ao Butantan, enquanto o Centro de Competência em Vacinas da UFMG recebeu R$ 60 milhões. Os recursos apoiam a infraestrutura de pesquisa e produção, o desenvolvimento de produtos estratégicos para o SUS e a realização de estudos clínicos.

Mais do que viabilizar uma vacina específica, a estratégia cria uma infraestrutura tecnológica nacional capaz de gerar diferentes vacinas e produtos de interesse do SUS. A tecnologia de RNA mensageiro funciona como uma plataforma: as instruções utilizadas para estimular o sistema imunológico podem ser modificadas de acordo com o agente infeccioso ou a doença que se pretende combater. Por isso, as estruturas apoiadas pelo Ministério da Saúde também têm potencial para o desenvolvimento de produtos contra doenças como leishmaniose e tuberculose, além de aplicações terapêuticas, inclusive na área de câncer.

A iniciativa integra ainda o Programa Nacional de Inovação Radical, criado pelo Ministério da Saúde para aproximar a pesquisa científica das necessidades do SUS e transformar conhecimento em soluções concretas, como vacinas, medicamentos, diagnósticos e terapias. A política organiza uma carteira de projetos estratégicos e amplia o acesso de pesquisadores e instituições à infraestrutura científica e tecnológica avançada, fortalecendo a articulação entre governo, academia, setor produtivo e parceiros estratégicos.

“Enquanto tem país que cortou o investimento em RNA mensageiro, rasgou o contrato com empresa, parou pesquisa, o Brasil tem três plataformas, vem avançando e se preparando cada vez mais para o desenvolvimento de vacinas. Temos muito orgulho de que vamos nos apropriar, enquanto país, dessa plataforma tecnológica”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Primeira vacina em testes clínicos

A primeira vacina com RNA Mensageiro é contra a Covid-19 e foi desenvolvida pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) a partir da plataforma própria de RNAm, cuja planta piloto é a primeira da América Latina com certificação de Boas Práticas de Fabricação.

“A consolidação dessa plataforma amplia a capacidade nacional de responder a emergências sanitárias, reduz a dependência de tecnologias externas e cria uma base para o desenvolvimento de novos produtos voltados a diferentes desafios do Sistema Único de Saúde (SUS)”, diz o presidente da Fiocruz, Mario Moreira.

O estudo clínico autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avaliará a vacina como dose de reforço, conforme a estratégia atualmente prevista no calendário do Programa Nacional de Imunizações (PNI). O recrutamento dos voluntários para a primeira fase do estudo está previsto para começar no primeiro trimestre de 2027.

A vacina passou por estudos pré-clínicos, que demonstraram eficácia na proteção contra a doença, além de avaliações toxicológicas e estudos de escalonamento. Agora, na Fase 1 dos testes clínicos, serão avaliadas principalmente a segurança e a capacidade de resposta da vacina. Os participantes serão acompanhados durante um ano.

Essa vacina é o primeiro produto desenvolvido na plataforma de RNAm de Bio-Manguinhos/Fiocruz. Mas o potencial da tecnologia vai além da Covid-19. A tecnologia de RNA mensageiro permite utilizar uma mesma plataforma e modificar as instruções destinadas ao sistema imunológico de acordo com o agente ou doença que se pretende combater.

Butantan e CTV-RNA

Além da Fiocruz, os investimentos do Ministério da Saúde impulsionam uma carteira diversificada de projetos baseados em RNA mensageiro e outras aplicações de RNA. No Centro de Competência em Vacinas da UFMG (CTV-RNA), estão em desenvolvimento projetos para vacinas contra dengue, malária, doença de Chagas, leishmaniose visceral e influenza, além de soluções terapêuticas inovadoras, como imunoterapia contra o câncer baseada em siRNA, vacinas contra o câncer com antígenos tumorais e uma metodologia para CAR-T baseada em RNA.

No Instituto Butantan, os recursos apoiam a implantação de uma unidade de desenvolvimento e produção de vacinas de RNA mensageiro, inicialmente voltada à produção de imunizantes contra Covid-19 e Raiva.

O projeto integra uma estratégia de cooperação internacional, com participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), para transformar a plataforma brasileira em um ativo de saúde de alcance global.

Fonte: Ministério da Saúde