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Governo libera R$ 5,7 bi no orçamento; Cidades, Transportes e Fazenda são os mais beneficiados

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Governo libera R$ 5,7 bi no orçamento; Cidades, Transportes e Fazenda são os mais beneficiados
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Texto publicado no Diário Oficial detalha distribuição dos recursos entre ministérios e emendas parlamentares após revisão das projeções fiscais do governo.

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira (30) o decreto que detalha a liberação de R$ 5,7 bilhões em gastos do Orçamento de 2026, anunciada na semana passada pela equipe econômica.

O texto atualiza a programação orçamentária e financeira da União após a revisão das estimativas de receitas e despesas feita no terceiro relatório bimestral de avaliação fiscal.

Para os ministérios, foram liberados R$4,5 bilhões, e entre os mais beneficiados estão:

  • Ministério das Cidades: R$ 1,2 bilhão;
  • Ministério dos Transportes: R$ 1,016 bilhão;
  • Ministério da Fazenda: R$ 540 milhões;
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 336 milhões;
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 300 milhões;
  • Ministério da Educação: R$ 280 milhões.

As emendas parlamentares também foram contempladas com liberação de R$1,2 bilhão.

A autorização foi concedida porque o governo reestimou as despesas previstas para este ano e concluiu que havia espaço dentro do limite existente no chamado arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023.

Pelas regras, o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. E o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.

A medida havia sido anunciada no último dia 24 pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, juntamente com o relatório bimestral de receitas e despesas. Na ocasião, a equipe econômica informou que a revisão para baixo de algumas despesas obrigatórias abriu margem para ampliar os gastos discricionários, que são aqueles sobre os quais o governo tem maior poder de decisão.

Apesar da liberação de recursos, R$ 17,9 bilhões permanecem bloqueados no Orçamento deste ano. Os anexos do decreto mostram que esse montante continua sujeito a medidas de contenção distribuídas entre ministérios e emendas parlamentares.

Em maio, o governo havia informado uma contenção total de R$ 23,7 bilhões. Com a atualização das projeções fiscais, parte desses recursos pôde ser liberada, reduzindo o valor bloqueado.

Gastos livres

A liberação de despesas ocorrerá nos chamados gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios.

Nessa categoria estão despesas administrativas, investimentos, manutenção de universidades federais, funcionamento de agências reguladoras, emissão de passaportes, bolsas da Capes e do CNPq, fiscalização ambiental e combate ao trabalho escravo, entre outras ações.

Já os gastos obrigatórios, que não podem ser alvo de bloqueio de recursos, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros.

Revisão das despesas

A equipe econômica também reduziu projeções de despesas primárias para 2026. Entre os principais recuos estão:

  • pessoal e encargos sociais: R$ 4,2 bilhões;
  • benefícios previdenciários: R$ 3,2 bilhões;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC): R$ 3,2 bilhões.

 

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a redução nas estimativas relacionadas aos benefícios previdenciários está ligada ao ritmo de concessão desses benefícios.

Por outro lado, o governo aumentou as projeções de gastos com:

  • abono salarial e seguro-desemprego: R$ 1,6 bilhão;
  • saúde: R$ 3,4 bilhões.

Meta fiscal

Além de cumprir os limites de crescimento das despesas previstos no arcabouço fiscal, o governo também precisa atingir a meta fiscal definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para 2026, a meta é registrar superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pela legislação, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

Com a revisão das projeções de receitas e despesas anunciada na semana passada, o governo passou a estimar déficit primário de R$ 52 bilhões em 2026, ante uma previsão anterior de R$ 60,3 bilhões. Os anexos do decreto publicado nesta quinta-feira mantêm a projeção de déficit de cerca de R$ 52 bilhões para este ano.

Fonte: G1

A taxa de desocupação é de 5,4% e taxa de subutilização é de 12,9% no trimestre encerrado em junho

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A taxa de desocupação é de 5,4% e taxa de subutilização é de 12,9% no trimestre encerrado em junho
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: IBGE

A taxa de desocupação (5,4%) no segundo trimestre encerrado em junho de 2026, registrou variação de -0,7 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (6,1%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 5,8%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).

Fonte: IBGE

A população desocupada (5,9 milhões) apresentou declínio de -10,9%; ou seja 718 mil pessoas frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (6,6 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (6,3 milhões) apresentou variação de -6,3%, significando uma redução de 392 mil pessoas desocupadas na força de trabalho.

A população ocupada (103,1 milhões) apresentou aumento de 1,1%; com 1.081 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Em relação ao período de abril a junho de 2025, o indicador apresentou variação positiva (0,7%), quando havia no Brasil 102,3 milhões de pessoas ocupadas, representando um adicional de 742 mil pessoas.

O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 58,8% no trimestre de abril a junho de 2026, apresentando um incremento de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (58,2%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, este indicador não apresentou variação estatisticamente significativa.

Fonte: IBGE

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (12,9%) registrou variação de -1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (14,3%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 14,4%, o quadro foi de queda (-1,5 p.p.).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (4,1 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (6,6%), uma redução de 290 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou, também, variação negativa (-11,5%), quando havia no Brasil 4,6 milhões de pessoas subocupadas.

No trimestre de abril a junho de 2026, havia aproximadamente 14,7 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou variação de -10,1%, ou seja, menos 1642 mil pessoas, frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, ocasião em que a subutilização foi estimada em 16,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 16,5 milhões de pessoas subutilizadas, esta estimativa apresentou variação de -11,0%, significando uma redução de 1 809 mil pessoas subutilizadas.

A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) permaneceu estável quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 1,5% (acréscimo de 971 mil pessoas).

A população desalentada (2,3 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (janeiro a março de 2026) de 14,7%, uma redução de 395 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior este indicador apresentou, também, variação negativa (-17,0%), quando havia no Brasil 2,8 milhões de pessoas desalentadas.

O percentual de desalentados (2,1%) no trimestre móvel referente aos meses de abril a junho de 2026, registrou variação de -0,4 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (2,4%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, quando a taxa foi estimada em 2,5%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).

Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (39,4 milhões) apresentaram estabilidade frente ao trimestre anterior. No confronto com o trimestre de abril a junho de 2025, houve, também, estabilidade.

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,6 milhões) apresentaram elevação em relação ao trimestre anterior de (2,2%), representando um incremento de 288 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado estabilidade.

Os empregados no setor público (13,0 milhões) apresentaram aumento de 2,6% frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior não houve variação estatisticamente significativa.

Na categoria dos trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) foi registrado estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador também apresentou estabilidade.

O rendimento real habitual recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738; registrando estabilidade frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 e crescimento de 2,8% relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Fonte: IBGE

A massa de rendimento real habitual (R$ 380,3 bilhões) quando comparada ao trimestre móvel de janeiro a março de 2026 apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.

A força de trabalho (108,9 milhões) apresentou um incremento de 363 mil pessoas (0,3%), quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve estabilidade.

A análise da ocupação por grupamentos de atividade em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou aumento nos grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 235 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%, ou mais 489 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2025 foi observado aumento nos grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (4,9%, ou mais 293 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 541 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (5,0%, ou menos 289 mil pessoas).

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de abril a junho de 2026, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria.

Houve redução no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,8%, ou menos R$ 145). A comparação com o trimestre de abril a junho de 2025 mostrou aumento nas categorias: Transporte, armazenagem e correio (4,3%, ou mais R$ 142), Outros serviços (7,5%, ou mais R$ 211) e Serviços domésticos (4,0%, ou mais R$ 55). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Saiba mais sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Divulgação Mensal – PNAD Contínua/Mensal

Fonte: Agência Notícias IBGE

Novo Marco do Setor Elétrico impulsiona transição energética no Brasil

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Novo Marco do Setor Elétrico impulsiona transição energética no Brasil
Foto: Divulgação Isa Energia

Hélio Rafael, diretor de Vendas da Echoenergia, analisa, em artigo ao CNN Infra, como a Lei 15.269/2025 amplia a liberdade de escolha dos consumidores e fortalece o mercado livre de energia no Brasil

Indispensável na jornada de modernização do setor elétrico, a sanção da Lei 15.269/2025, que moderniza o Marco do Setor Elétrico, representa mais um avanço regulatório no sentido de estabelecer novas diretrizes para ampliar a segurança energética e a saudável expansão do mercado livre.

Ao estabelecer regras para a ampliação do ambiente de livre contratação, a nova legislação reforça, em bases mais sólidas, um processo já em curso: o de dar mais autonomia ao consumidor e transformar a forma como empresas contratam e gerenciam energia no país.

Esse avanço ocorre em um contexto de expansão do mercado livre. De acordo com dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), em 2025 o mercado livre totalizou cerca de 85 mil consumidores, responsáveis por aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil. Mais do que números, esses dados refletem uma mudança estrutural na forma como a energia é percebida pelas empresas, deixando de ser apenas um custo fixo para se tornar uma variável estratégica.

A nova lei contribui para consolidar esse movimento ao definir uma abertura gradual do mercado a consumidores de menor porte. Na prática, isso amplia o acesso a um modelo que permite maior liberdade de escolha, flexibilidade contratual e, principalmente, previsibilidade de custos.

No mercado livre, as empresas passam a negociar diretamente o fornecimento de energia e a ter maior visibilidade sobre os componentes da fatura, como o custo da energia contratada, a tarifa de uso do sistema de distribuição, os encargos setoriais e as taxas de gestão. Esse nível de transparência permite um planejamento mais estruturado, reduz a exposição a oscilações e contribui para decisões mais assertivas ao longo do ano.

Outro ponto relevante é a possibilidade de contratação de energia proveniente de fontes renováveis. Em um contexto em que a agenda de sustentabilidade ganha espaço nas estratégias corporativas, o mercado livre se consolida como um caminho viável para alinhar eficiência econômica e compromisso ambiental.

Tal abertura, porém, demanda atenção dos consumidores na escolha do fornecedor de energia. Um provedor de energia confiável, com histórico de cumprimento de contratos, geração própria e maior lastro é um diferencial na hora de assinar o contrato. Essas são características que devem influenciar os consumidores e o mercado no futuro.

Já do lado das comercializadoras, um processo de adaptação se faz necessário. Diante dessa nova dinâmica de mercado e da chegada de milhões de novos consumidores, aquelas que entregarem valor aos seus clientes, incluindo um bom atendimento e uma jornada digital, terão um diferencial competitivo.

Mesmo que a aplicação prática da nova lei 15.269 ainda dependa de regulamentações, ela sinaliza uma direção clara para o setor. A tendência é que, à medida que o mercado avance, a energia passe a ser tratada de forma cada vez mais integrada à estratégia das empresas. Não apenas como um insumo, mas como um recurso de eficiência, previsibilidade e posicionamento no longo prazo.

Fonte: CNN Brasil

Parque da Mobilidade Urbana assume curadoria de mobilidade no Rio Innovation Week

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Parque da Mobilidade Urbana assume curadoria de mobilidade no Rio Innovation Week
Foto: Divulgação

Iniciativa reforça debate sobre soluções sustentáveis, conectadas e inclusivas para o deslocamento nas cidades, em parceria com a maior conferência de tecnologia e inovação da América Latina

O Rio Innovation Week, considerado o maior evento de tecnologia e inovação da América Latina, tem no Parque da Mobilidade Urbana (PMU) um de seus parceiros estratégicos para tratar do futuro dos deslocamentos nas cidades. A iniciativa, que integra a Plataforma CSC, foi confirmada como curadora do eixo de mobilidade urbana do RIW, reunindo especialistas, empresas e representantes do poder público para debater soluções sustentáveis, conectadas e centradas nas pessoas.

Realizado no Pier Mauá, na região portuária do Rio de Janeiro, o Rio Innovation Week se consolidou nos últimos anos como uma vitrine internacional para discussões sobre inteligência artificial, automação, biotecnologia e os caminhos da inovação urbana. O evento já reuniu centenas de milhares de visitantes em suas edições mais recentes, além de milhares de palestrantes nacionais e internacionais distribuídos por dezenas de palcos simultâneos, consolidando o Rio de Janeiro como um dos principais polos de inovação do país.

Leia mais: Parque da Mobilidade Urbana marca presença no Rio Innovation Week 2025, a maior conferência de tecnologia da América Latina 

Na curadoria assumida pelo Parque da Mobilidade Urbana, os debates giram em torno de temas como mobilidade urbana sustentável, tecnologia aplicada ao setor, infraestrutura e governança para o transporte do futuro, além da mobilidade acessível e inclusiva. A proposta reforça a urgência de repensar o deslocamento nas cidades brasileiras a partir de soluções que priorizem a equidade no acesso ao espaço urbano, um dos pilares que orientam a atuação do PMU desde sua criação.

O Parque da Mobilidade Urbana é reconhecido por promover a transformação urbana a partir de uma agenda que une sustentabilidade, inclusão e tecnologia, valores resumidos no próprio lema do projeto: disruptivo, sustentável e inclusivo. Organizado pela Necta, o PMU reúne trilhas temáticas que vão da mobilidade ativa e compartilhada à descarbonização do transporte, passando por planejamento urbano, logística, segurança viária, inclusão social e tendências da mobilidade aérea urbana. Além de sua presença em eventos parceiros como o Rio Innovation Week, o PMU tem edição própria prevista para novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, quando volta a reunir prefeitos, especialistas e empresas do setor em painéis, premiações e experiências interativas voltadas à mobilidade do futuro.

Leia mais: Inovação e Sustentabilidade no Centro do Debate: Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana postergam prazo de Inscrições para 2026

Ao integrar a programação do Rio Innovation Week, o Parque da Mobilidade Urbana amplia o alcance de um debate que já vinha sendo construído em suas edições regionais e nacionais, aproximando o tema da mobilidade urbana de um público diverso, formado por startups, investidores, gestores públicos e pesquisadores. Mais do que uma vitrine de tecnologias, a presença do PMU no evento carioca reafirma a ideia de que o futuro dos deslocamentos nas cidades brasileiras passa, necessariamente, por soluções que sejam ao mesmo tempo inovadoras, sustentáveis e acessíveis a todos.

FGTS distribuirá lucro de R$ 13 bilhões para trabalhadores nesta sexta; veja quem poderá sacar o valor

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FGTS distribuirá lucro de R$ 13 bilhões para trabalhadores nesta sexta; veja quem poderá sacar o valor
Foto: Lucas Figueira/G1

Depósitos começam a ser feitos nesta sexta-feira (31). Ao todo, 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta receberão os valores.

Amanhã (31) a Caixa Econômica Federal começará a distribuir parte do lucro obtido pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2025, podendo beneficiar diversos trabalhadores. (Confira mais informações abaixo)

O repasse, aprovado pelo Conselho Curador do FGTS na última terça-feira (28), será de R$ 13,04 bilhões, o equivalente a 89% do lucro do fundo no ano passado. Ao todo, 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta receberão os valores.

Para calcular o valor que será creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025 pelo índice 0,0186834.

Assim, quem tinha R$ 1 mil em uma conta do fundo no fim do ano passado, por exemplo, receberá, nessa mesma conta, R$ 18,68, e assim por diante.

Acesse a calculadora do g1 para simular o valor que você vai receber: CLIQUE AQUI

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o lucro do FGTS:

  1. Poderei sacar o valor depositado?
  2. Quem tem direito a receber parte do lucro?
  3. Quando o depósito vai ser feito?
  4. Como posso consultar meu saldo?
  5. O depósito é diferente em cada conta vinculada?
  6. Qual é a rentabilidade?
  7. Qual é a regra de distribuição?

Poderei sacar o valor depositado?

As possibilidades de saque do saldo do FGTS permanecem as mesmas. Ou seja, não haverá mudanças nas regras atuais.

O FGTS funciona como uma reserva financeira para trabalhadores com carteira assinada e pode ser usado em casos como demissão sem justa causa, compra da casa própria e outras situações, entre elas:

  • aposentadoria;
  • término do contrato por prazo determinado;
  • falecimento do empregador individual ou decretação de nulidade do contrato de trabalho;
  • falecimento do trabalhador;
  • outros casos específicos, como calamidade pública e doenças graves.

Quem tem direito a receber parte do lucro?

Todos os trabalhadores que tinham saldo em contas do FGTS (ativas ou inativas) em 31 de dezembro de 2025 têm direito a receber uma parcela do lucro.

Quando o depósito vai ser feito?

Os valores serão creditados nas contas do FGTS dos trabalhadores nesta sexta-feira (31).

Como posso consultar meu saldo?

A consulta pode ser feita pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo FGTS, a partir do cadastro do trabalhador.

O depósito é diferente em cada conta vinculada?

Um mesmo trabalhador pode ter mais de uma conta do FGTS, referente a empregos diferentes. Por isso, o valor creditado é calculado separadamente para cada conta, com base no saldo existente em cada uma delas.

Quanto maior o saldo no FGTS, maior será o valor recebido da distribuição do lucro.

Qual é a rentabilidade?

Com a distribuição do lucro, a rentabilidade das contas do FGTS em 2025 será de 6,90%, o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais.

Em 2025, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, foi de 4,26%.

Com a aprovação da distribuição, o crédito equivale a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual.

Qual é a regra de distribuição?

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pela inflação medida pelo IPCA em todos os anos.

Fonte: G1

Tarifaço de 37,5%: Serra e Cachoeiro entre as 10 cidades mais afetadas do país

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Tarifaço de 37,5%: Serra e Cachoeiro entre as 10 cidades mais afetadas do país
Fonte: A Gazeta

Municipios aparecem na lista pelo impacto das novas tarifas nas exportações de produtos brasileiros para os Estados Unidos

Serra e Cachoeiro de Itapemirim aparecem entre os dez municípios brasileiros mais afetados pelo novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos, com taxas que podem chegar até 37,5% sobre parte das exportações brasileiras.

O levantamento, elaborado com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), considera os dez grupos de produtos mais atingidos pelas novas sobretaxas e as exportações realizadas em 2024.

A Serra ocupa a quarta posição no ranking nacional, com US$ 216,2 milhões (R$ 1,1 bilhão) em exportações potencialmente afetadas. Cachoeiro de Itapemirim, município do Sul do Espírito Santo, vem em oitavo lugar, com US$ 178,7 milhões (R$ 913,7 milhões).

Municípios do Brasil mais afetados pelo Tarifaço de 37,5%

Considerando os 10 grupos de produtos mais exportados

Fonte: A Gazeta

No dia 22 de julho, a tarifa de 25% entrou em vigor, afetando 480 produtos do Estado. Um dia depois, a sobretaxa de 12,5% foi aplicada em decorrência de uma investigação da Seção 301 do Escritório de Comércio dos EUA. O órgão concluiu que a União Europeia e 59 países, incluindo o Brasil, falharam em proibir e fiscalizar a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

Confira abaixo o levantamento dos municípios capixabas mais expostos ao tarifaço, já com a inclusão de Serra e Cachoeiro.

Municípios do ES mais afetados pelo Tarifaço de 37,5%

A presença do Espírito Santo no ranking nacional está diretamente ligada ao setor de rochas naturais, um dos mais dependentes do mercado americano e um dos segmentos atingidos pela nova combinação de tarifas.

A taxação de 25% já havia alcançado granito e mármore. Posteriormente, o quartzito, que havia sido poupado inicialmente, também passou a ser tributado com a nova tarifa de 12,5%, elevando a carga total para até 37,5% em parte das exportações.

Na avaliação da Associação Brasileira de Rochas Naturais (Centrorochas), a medida amplia os desafios para o setor. Em 2025, esses produtos foram responsáveis por exportar US$ 208 milhões (R$ 1,1 bilhão) para os Estados Unidos.

O presidente da Centrorochas, Tales Machado, ressalta, porém, que a decisão precisa ser acompanhada de perto, mas que a compra não é definida apenas pela tarifa.

“O mercado também valoriza atributos como exclusividade dos materiais, qualidade, disponibilidade e segurança no fornecimento. E isso o Brasil não perdeu” Tales Machado, presidente da Centrorochas

Mais de 500 produtos do ES foram atingidos

O Espírito Santo teve, no total, 503 produtos exportados afetados pela sobretaxa de 12,5%. Esses itens correspondem a mais de R$ 5,5 bilhões, equivalente a 38,2% da participação nas exportações capixabas aos norte-americanos, conforme dados obtidos pelo Observatório da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes).

Somada à alíquota de 25% anunciada no dia 15 de julho, a medida pode elevar a taxação para 37,5% sobre 485 produtos da pauta exportadora capixaba destinados ao mercado dos Estados Unidos, enquanto 18 itens serão tarifados somente pelos 12,5%. Outros 12 produtos foram atingidos pelos 25%, mas foram isentados da nova sobretaxa. Por fim, 160 mercadorias foram isentas das duas listas.

Fonte: A Gazeta

Move Motoapp: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para entregadores e mototaxistas

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Move Motoapp: 7 dicas para conseguir aprovação no financiamento para entregadores e mototaxistas
Foto: Arte/G1

Programa oferece financiamento de até 100% do valor de motos, ciclomotores e bicicletas, com juros abaixo dos praticados pelo mercado. Veja como aumentar as chances.

A partir desta semana, os entregadores e mototaxistas que fizeram o cadastro e atendem aos requisitos do programa Move Brasil Entregadores e Motoapp podem procurar instituições financeiras e solicitar um financiamento para a compra de motocicletas e bicicletas, elétricas ou não.

A linha de crédito, operada pela Caixa Econômica Federal, tem juros subsidiados pelo governo por meio do Fundo de Investimento em Infraestrutura Social (FIIS) e garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).

A previsão do governo é de financiar 100 mil motos, motonetas ou ciclomotores.

O programa promete juros menores para a aquisição de motos, ciclomotores ou bicicletas que atendam aos seguintes critérios:

  • Motor de até 160 cilindradas ou até 7.500 watts no caso de modelos elétricos;
  • Bicicletas elétricas de até 1.000 watts;
  • Ser do tipo flex (modelos apenas a gasolina ou híbridos não são aceitos);
  • Ser zero km, já que o programa não inclui veículos usados;
  • A moto deve ser fabricada no Brasil ou ter projeto de produção nacional em andamento.

Apesar das condições facilitadas, os candidatos precisam passar por uma etapa crucial: o crivo dos bancos.

Como o financiamento depende da análise individual de risco de cada banco parceiro, o trabalhador autônomo precisa se preparar estrategicamente para não ter o crédito negado.

Para entender como entregadores e mototaxistas podem aumentar as chances de aprovação, o g1 consultou especialistas em planejamento financeiro.

1. Mostre que você tem capacidade de pagamento

O primeiro passo fundamental para conquistar a confiança das instituições parceiras é provar que você consegue arcar com o compromisso assumido.

Segundo Henrique Soares, planejador financeiro pela Planejar, a melhor forma é manter as contas em dia, evitar atrasos recorrentes e reduzir o nível geral de endividamento. E manter organizada a documentação de comprovação de renda é essencial.

“Ajuda a dar uma entrada maior para o veículo, porque isso reduz o valor financiado e, consequentemente, o risco para a instituição financeira”, detalha o planejador.

Antes de solicitar formalmente o crédito, vale revisar eventuais pendências cadastrais e verificar a real situação do seu CPF nos órgãos de proteção ao crédito, como o Serasa.

2. Cuide do seu score de crédito

O score, segundo o especialista, funciona como um dos principais termômetros utilizados pelas instituições para mensurar o risco de inadimplência de cada consumidor.

Ele não deve ser encarado como o único critério da avaliação, mas tem um papel central ao ajudar o banco a entender todo o histórico financeiro daquele cliente.

De forma geral, quanto melhor for o seu histórico de pagamentos e menor for a incidência de atrasos, maiores tendem a ser as chances de aprovação da proposta e melhores podem ser as condições de taxas oferecidas.

3. Fique atento ao comprometimento da renda

O comprometimento da renda é um dos fatores mais analisados no processo de concessão de crédito, explica Soares.

O banco precisa avaliar detalhadamente se a parcela cabe no orçamento sem comprometer excessivamente a capacidade de subsistência e pagamento do cliente.

Por isso, o especialista reforça que, mais importante do que saber qual o teto do valor máximo que pode ser financiado, é entender perfeitamente qual parcela pode ser paga de forma sustentável no longo prazo.

4. Organize os comprovantes (mesmo sem contracheque)

Por se tratar de um trabalho autônomo, não existe um contracheque ou holerite tradicional, mas isso não deve ser um impedimento para buscar o benefício do Move Brasil.

Os bancos já adotam como critério a análise da movimentação financeira de profissionais independentes. Para facilitar e agilizar a análise de crédito, reúna a seguinte documentação:

  • Declaração do Imposto de Renda;
  • Extratos bancários recentes;
  • Histórico completo de movimentação da conta corrente;
  • Comprovantes e relatórios consolidados de recebimentos emitidos pelas plataformas de aplicativo.
  • Quanto mais organizada estiver essa documentação, mais fácil tende a ser a análise realizada pela mesa de crédito.

5. Use o relacionamento com o seu banco a seu favor

Se você já movimenta dinheiro ou possui conta em uma instituição financeira específica, começar a busca por ela pode facilitar bastante a aprovação.

Ter um relacionamento prévio ajuda porque a instituição já detém um histórico consolidado dos seus hábitos financeiros, diz o especialista.

“Quando o banco consegue visualizar entrada de renda, comportamento de pagamento e relacionamento ao longo do tempo, a análise tende a ser mais completa”, explica.

Isso não é garantia automática de aprovação, mas contribui diretamente para uma avaliação mais precisa e justa do perfil de crédito do entregador ou mototaxista.

6. Evite os erros mais comuns

Muitas das negativas de crédito acontecem por falhas recorrentes que poderiam ser sanadas na fase de planejamento.

Os principais motivos de reprovação identificados pelo mercado incluem:

  • Renda declarada incompatível com o valor solicitado para o veículo;
  • Excesso de endividamento e outras linhas de crédito simultâneas;
  • Histórico recente de contas atrasadas ou restrições cadastrais ativas;
  • Falta de documentação adequada e comprovações inconsistentes.

Outro deslize muito frequente apontado pelo planejador é escolher modelos de veículos com parcelas muito próximas do limite máximo do próprio orçamento mensal.

“O ideal é buscar um financiamento que caiba com folga no orçamento, considerando não apenas a parcela, mas também custos como combustível, seguro, manutenção e até períodos de menor faturamento”, ressalta Soares.

7. Faça uma preparação para o ‘sim’

Para quem pretende solicitar o financiamento do Move Brasil, a preparação ideal deve começar bem antes do envio do pedido formal.

A recomendação prática do planejador financeiro é organizar rigorosamente os documentos, reduzir ao máximo as dívidas existentes, regularizar pendências no CPF e focar na construção de uma reserva financeira.

Isso servirá tanto para aumentar o valor de entrada do veículo quanto para proteger o entregador contra imprevistos de manutenção.

“Também é importante acompanhar a própria renda ao longo dos meses para entender qual parcela realmente cabe no orçamento”, aconselha.

Segundo Soares, o financiamento facilitado é uma ferramenta importante para a aquisição de um veículo de trabalho, mas a aprovação do crédito é apenas o passo inicial.

“O mais importante é garantir que essa dívida seja sustentável ao longo do tempo”, diz.

Juros menores

“A taxa do programa, entre 11,5% e 12,5% ao ano, é menos da metade da taxa média de mercado para aquisição de veículos para pessoa física”, explica Carlos Castro, planejador financeiro CFP pela Planejar.

A estratégia de poupança continua sendo o melhor caminho para quem quer economizar de verdade.

Mesmo com taxa subsidiada, dar a maior entrada possível continua sendo a regra. “O juro, ainda que menor, é composto e incide sobre todo o saldo devedor”, explica.

A lógica financeira, segundo Castro, é simples e implacável: reduzir o principal sempre reduz o custo total da operação.

Faça as suas contas

O consumidor tem direito a ter todas as informações claras no momento de adquirir um financiamento.

O g1 já mostrou quais são as obrigações dos vendedores ao apresentar um financiamento, quais são os direitos do consumidor e como calcular o custo real de um empréstimo para evitar um mau negócio na compra de um veículo.

O consumidor tem direito à informação adequada e clara sobre todos os elementos relevantes da contratação, especialmente preço, encargos, juros, custo efetivo total e consequências econômicas do negócio”, explica Jefferson Leão, advogado da Poliszezuk Advogados.

O chamado custo efetivo total (CET) representa o valor real de um financiamento. Ele inclui juros, tarifas, impostos e quaisquer outras despesas da operação.

Segundo Leão, omitir informações durante a negociação verbal e apresentá-las apenas no contrato, de forma a confundir o consumidor, é uma prática vedada pela lei. Assim, é necessário que todos os custos e informações estejam claros, tanto na conversa quanto na documentação.

Fonte: G1

Criciúma sedia encontro nacional da Plataforma CSC no CRIO

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Cidades inteligentes são construídas com planejamento, colaboração e propósito
Foto: Divulgação

Na tarde desta quinta-feira (23), Criciúma foi o palco da Reunião Estratégica Regional 2026 da Plataforma CSC.

Realizado no Centro de Inovação Criciúma (CRIO), o encontro reuniu gestores, especialistas e lideranças do setor privado para discutir o fortalecimento e o desenvolvimento dos municípios brasileiros.

Única cidade de Santa Catarina a sediar o evento nacional, Criciúma destacou-se por seu ambiente favorável à inovação. O prefeito Vagner Espindola ressaltou que a tecnologia e o planejamento caminham juntos na gestão municipal, oferecendo serviços modernos que facilitam a vida dos cidadãos e garantem um crescimento sustentável.

A programação incluiu painéis sobre transformação digital, cidades resilientes, inteligência artificial e parcerias público-privadas. Segundo o secretário de Governança, Tiago Ferro Pavan, a cidade inteligente prioriza as pessoas, utilizando a tecnologia como meio para políticas públicas eficientes.

A idealizadora da CSC, Paula Faria, elogiou a trajetória de Criciúma, que ocupa a 16ª posição no ranking nacional de cidades inteligentes. Segundo ela, o avanço é fruto de um trabalho estruturado e baseado em dados para orientar as decisões de gestão.

Fonte: Litoral Sul

A base necessária — e muitas vezes esquecida — da transformação digital na gestão pública

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A base necessária — e muitas vezes esquecida — da transformação digital na gestão pública
Foto: Freepik/pongsaksapakdee

À medida que sistemas ficam mais complexos e a inteligência artificial avança, preparar quem vai operar essas ferramentas deixa de ser detalhe e passa a ser condição vital para que a inovação chegue, de fato, ao cidadão.

Existe um erro de percepção frequente na modernização do setor público: acreditar que basta comprar tecnologia ou adquirir soluções inovadoras para transformar serviços. Sistemas são contratados, plataformas são implantadas, mas, sem pessoas preparadas para operá-los, a inovação trava — muitas vezes não por falha técnica, e sim por falta de gente capaz de dar sentido a ela.

Essa distância entre a ferramenta e quem a utiliza tende a crescer. As tecnologias que chegam à administração pública estão cada vez mais complexas, e é natural que servidores reajam com insegurança diante do que não conhecem. O receio de errar, a ausência de familiaridade e a sensação de não ter domínio sobre a novidade fazem com que muitas equipes resistam ao que poderia facilitar seu trabalho. O resultado é conhecido e triste: soluções caras que viram peças decorativas, usadas de forma cosmética, sem alterar de verdade os processos.

A partir dessa percepção Porto Alegre criou em 2025 uma Escola de Inovação voltada aos próprios servidores. Ela complementa a Escola de Desenvolvimento de Servidores, que já realiza um trabalho fundamental de formação para os processos tradicionais e a gestão administrativa, com um novo foco: preparar servidores para lidar com tecnologias emergentes e promover a cultura da mudança e da inovação. Mais do que ensinar a operar um sistema específico, a proposta é ajudar as pessoas a entender e enxergar para onde a tecnologia está avançando, o que ela pode resolver e como pode ser aliada no dia a dia.

Quando o servidor percebe esse movimento e se sente apoiado, sua relação com a inovação começa a mudar. Ele deixa de encarar a novidade como ameaça e passa a buscá-la com mais segurança — e, muitas vezes, com entusiasmo. Isso é fundamental para que as novas tecnologias e soluções sejam usadas de forma efetiva a favor do serviço público, transformando projetos e rotinas em vez de apenas maquiá-los.

Com o avanço da inteligência artificial, essa necessidade só se aprofunda. Sistemas de IA só entregam valor real quando as pessoas compreendem o que eles podem fazer, quais são seus limites, suas potencialidades e, sobretudo, seus riscos. Sem esse repertório, a tendência é usá-los apenas para tarefas rasas — ou, pior, empregá-los de maneira insegura, sem consciência do que está em jogo. Trabalhar com IA no setor público exige, portanto, servidores capazes de dialogar criticamente com a máquina, e não apenas de apertar botões.

Os verdadeiros protagonistas da transformação digital não são os softwares, mas os atores que vão receber e operar a inovação dentro do Estado. Investir na capacitação desses profissionais é reconhecer que a tecnologia é meio, e não fim — e que ela só cumpre sua promessa social quando encontra, do outro lado, alguém preparado para usá-la em benefício da população.

Pelos resultados que temos obtido — a turma inicial de formação sobre as potencialidades e os riscos dos sistemas de IA foi um sucesso e desencadeou muitas iniciativas em diferentes setores —, acredito que a implantação de algum tipo de modelo de formação para a inovação deveria estar na agenda prioritária dos gestores municipais. Tenho convicção de que essa aposta pode acelerar, ou até mesmo viabilizar, os processos de transformação digital e a adoção de soluções inovadoras nas prefeituras – e melhorar os resultados obtidos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Governo Lula vê crise diplomática com Argentina a maior em mais de 40 anos

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Governo Lula vê crise diplomática com Argentina a maior em mais de 40 anos
Reuters

Leitura é de que a última grande crise entre os dois países foi em 1973, quando o Brasil assinou o Tratado de Itaipu com o Paraguai

O governo considera a crise envolvendo Brasil e Argentina a maior em mais de 40 anos.

“É a maior (crise) desde a redemocratização”, disse à CNN o assessor de assuntos internacionais do Palácio do Planalto, Celso Amorim.

A visão é compartilhada também por interlocutores do chanceler Mauro Vieira e pelo embaixador do Brasil em Buenos Aires, Julio Bitelli.

Na reunião que tiveram na tarde desta segunda-feira (27) em Brasília, ambos consideraram a crise “muito grave” segundo uma fonte relatou à CNN.

A leitura é de que a última grande crise entre os dois países foi em 1973, quando o Brasil assinou o Tratado de Itaipu com o Paraguai. Na época, os argentinos manifestaram contrariedade com a exploração das águas transfronteiriças da bacia onde os dois países fazem fronteira, o que gerou embate entre os governos.

A Argentina tentou conter o acordo com a ideia da construção de uma usina com o Paraguai, batizada de Corpus. Ela seria feita a 250 km de Itaipu. O projeto nunca saiu do papel.

Desde então, o entendimento é que os governos mantiveram relações com diálogo bilateral até o rompimento entre os então presidentes Jair Bolsonaro e Alberto Fernández, considerada uma gênese menor do problema atual.

A ideia hoje é manter Bitelli no Brasil e aguardar as movimentações na Argentina antes de tomar qualquer decisão.

Fonte: CNN Brasil