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Florianópolis: CASAN inicia implantação de rede de esgoto em alça da SC-401

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Florianópolis: CASAN inicia implantação de rede de esgoto em alça da SC-401
Foto: Acervo CASAN

A CASAN (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) prossegue na próxima semana obras de assentamento de rede coletora de esgoto na alça paralela à Rodovia José Carlos Daux (SC-401), no Bairro João Paulo, em Florianópolis.

A estimativa para conclusão do trecho é para final de agosto, com possibilidade de alteração do cronograma conforme as condições do solo e do clima.

As intervenções acontecem no trecho entre a sede do Sebrae, n°600, e a Vila Ivan Matos, na altura do n°821. O trânsito terá alteração com circulação em meia pista, em sistema pare e siga. A interdição acontece entre 7h e 18h, e não afeta o trânsito na Rodovia SC-401.

A Companhia segue trabalhando na implantação de infraestrutura de coleta de esgoto em outros locais da Rodovia SC-401, com frentes de serviço nas alças próximas à sede do Conselho Regional de Medicina (CRM), n°3890, do Senai/Centro de Tecnologia em Automação e Informática (CTAI), n°3730, e na descida das madeireiras, n° 126. Nesses locais não há alteração no trânsito, entretanto é importante que os pedestres estejam atentos à sinalização e respeitem a passagem indicada para garantia da segurança.

No Bairro Cacupé, as obras acontecem em dois pontos da Estrada Haroldo Soares, próximos à altura dos n°683 e nº 1429. Nos dois locais há alteração no tráfego com interdição de faixa e circulação em meia pista por sistema pare e siga.

Trecho concluído

A Companhia informa também que as obras no trecho de acesso à Rodovia SC-401 pela Rodovia João Paulo, em ponto próximo ao elevado que liga os bairros João Paulo e Itacorubi, foram concluídas na quarta-feira (17). Com a conclusão das obras, o trânsito no local foi normalizado.

Ligações à rede não estão autorizadas

A CASAN reforça que as ligações domiciliares ao Sistema de Esgotamento na região ainda não estão autorizadas. O proprietário da residência deverá esperar a autorização nas faturas e plataformas de comunicação da Companhia. As ligações domiciliares feitas antes da conclusão do sistema podem gerar retorno do esgoto para o imóvel e extravasamento em vias públicas, causando prejuízo ao meio ambiente e à saúde pública.

Dúvidas e informações

A CASAN disponibiliza o contato do programa socioambiental para informações e esclarecimentos através do número de Whatsapp (48) 991545691.

A implantação do sistema de esgotamento sanitário na região integra o conjunto de investimentos estratégicos da CASAN para a ampliação da cobertura de saneamento e a melhoria da qualidade ambiental na Grande Florianópolis, contando com recursos da ordem de R$196 milhões, viabilizados por meio de financiamento junto à Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA). O sistema de esgotamento sanitário em implantação vai beneficiar cerca de 33 mil moradores dos bairros João Paulo, Monte Verde, Saco Grande, Cacupé, Santo Antônio de Lisboa e Sambaqui.

Fonte: CASAN

Brasil precisa investir R$ 420 bilhões para universalizar saneamento até 2033, diz CNI

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Brasil precisa investir R$ 420 bilhões para universalizar saneamento até 2033, diz CNI
Foto: Perfil Engenharia

Documento entregue aos pré-candidatos à Presidência defende mais investimentos, segurança jurídica e ampliação das parcerias para levar água tratada e coleta de esgoto à população

O Brasil tem sete anos para universalizar o saneamento básico e precisará acelerar o ritmo dos investimentos para cumprir as metas previstas no Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020). O tema integra a agenda de propostas elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o próximo ciclo de governo. Entre os desafios apontados pela instituição está a necessidade de investir R$ 420 bilhões até 2033 para ampliar o acesso à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto no país.

Embora o novo marco regulatório tenha impulsionado os investimentos nos últimos anos, o déficit de infraestrutura ainda é elevado. Desde a atualização da legislação, em 2020, foram realizados 64 leilões que abrangem 1.734 municípios e somam mais de R$ 370 bilhões em investimentos contratados. Ainda assim, a CNI alerta que 43% dos brasileiros ainda vivem sem coleta de esgoto e 16% sem água potável.

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, alerta que ampliar o acesso ao saneamento é uma medida imprescindível, que levará benefícios sociais e econômicos. “Água tratada e coleta de esgoto estão diretamente ligadas à saúde, dignidade e à qualidade de vida das pessoas. Quando esses serviços não chegam, aumentam os riscos de doenças, gastos públicos e desigualdades. Por outro lado, a expansão dos serviços de saneamento básico contribui para o desenvolvimento das cidades e para o crescimento econômico”, explica o diretor.

Fonte: itb 2024/ Agência de Notícias da Indústria

Norte e Nordeste concentram os maiores déficits

O desafio é ainda maior quando observadas as diferenças regionais. Enquanto o Sudeste já registra cobertura de 92,1% no abastecimento de água e de 80,8% no esgotamento sanitário, o Norte apresenta índices de apenas 62,8% e 16,6%, respectivamente. No Nordeste, a cobertura de esgoto alcança 31,7%, pouco menos da metade da média nacional.

A desigualdade também aparece na definição de metas para a expansão dos serviços. Estimativas da CNI apontam que mais de mil municípios ainda não têm metas para abastecimento de água, o que afeta cerca de 12% da população. No caso do tratamento e coleta de esgoto, 1.421 municípios permanecem sem metas contratualizadas, representando aproximadamente 15% dos brasileiros.

Perdas de água continuam entre os principais gargalos

Além de ampliar a cobertura dos serviços, o país precisa avançar na eficiência dos sistemas já existentes. Segundo a CNI, um dos principais desafios do setor é reduzir as perdas de água na distribuição, problema que diminui a disponibilidade hídrica, eleva os custos operacionais e dificulta a expansão do atendimento à população.

Dados do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) mostram que, em 2024, as perdas chegaram a 39,5%, em média. Embora o índice represente uma melhora em relação a 2020, quando era de aproximadamente 40,9%, a redução ainda ocorre em ritmo considerado lento.

Na região Norte, por exemplo, as perdas se aproximam de 50%, seguida pelo Nordeste, com 46,7%, e pelo Sudeste, com 37,6%. O cenário reforça a necessidade de investimentos voltados à modernização e ao aumento da eficiência dos sistemas.

Fonte: Trata Brasil/ Agência de Notícias da Indústria

Segurança jurídica e investimentos serão decisivos para cumprir as metas

Para a CNI, alcançar a universalização do saneamento até 2033 dependerá não apenas da disponibilidade de recursos. A instituição defende o aprimoramento dos modelos de concessão e das parcerias público-privadas (PPPs), ampliação dos investimentos em municípios com maior déficit de cobertura, redução das perdas de água, fortalecimento da segurança regulatória e integração do saneamento às estratégias de adaptação climática e gestão de riscos urbanos.

“É preciso criar um ambiente favorável aos investimentos, com segurança jurídica e regulatória, bons projetos e mecanismos capazes de ampliar a participação privada no setor”, avalia Roberto Muniz.

Fonte: Agência de Notícias da Indústria

Ministério usa tecnologia japonesa para prevenção de desastres

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Repasse de R$ 4,5 milhões para ajudar cinco cidades afetadas por desastres
Foto: Prefeitura de Nova Friburgo

Barreira SABO vai proteger moradores de Nova Friburgo

Rio de Janeiro (RJ) – Um grande marco para a prevenção de desastres na região serrana do Rio de Janeiro, já está em andamento em Nova Friburgo. Trata-se das obras da primeira Barreira SABO do Brasil, que já começaram.  A estrutura será implantada no bairro Duas Pedras, nas proximidades do Hospital São Lucas, e utiliza tecnologia japonesa voltada à retenção de detritos, sedimentos e blocos transportados em eventos de chuva extrema, reduzindo o risco de desastres e protegendo a população. 

A obra integra a seleção do Novo PAC, no eixo de Prevenção a Desastres – Contenção de Encostas, com repasse de R$ 16 milhões do Ministério das Cidades, pela Secretaria Nacional de Periferias. O Ministério das Cidades, tendo como parceiro o Governo do Estado do Rio de Janeiro, realiza a execução, monitoramento e gestão da obra. 

Gestão compartilhada com a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que em parceria com a Agência de Cooperação do Japão (JICA) e a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) elaboraram os projetos de engenharia.  Defesa Civil e prefeitura de Nova Friburgo também atuam na obra. 

Rodolfo Moura, diretor do Departamento de Mitigação e Prevenção de Risco da Secretaria Nacional de Periferias destaca a importância da obra. “A implementação da barreira é um marco tecnológico, de infraestrutura, mas, principalmente, de segurança e proteção das famílias. Um avanço na discussão da redução de risco de desastre, selando a parceria Brasil-Japão com uma tecnologia muito bem aplicada e respaldada e o início da aplicação dessa tecnologia também no Brasil, pois atende ao movimento de massa específico que é o fluxo de detritos que presente na região serrana”, pontuou.   

Nova Friburgo é a cidade pioneira na implantação dessa tecnologia e estrutura de proteção. Além dela, outra barreira SABO, também incluída na estratégia de prevenção de desastres com apoio técnico de consultores japoneses, será construída com recursos do Novo PAC Contenção de Encostas em Teresópolis (RJ). 

Fonte: Ministério das Cidades

O fim do “eu acho”: como os dados estão mudando a gestão das cidades

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O fim do “eu acho”: como os dados estão mudando a gestão das cidades
Foto: Enviada por Rafael Rueda Muhlmann

A transformação digital está criando uma nova forma de administrar os municípios, baseada menos em percepções e mais em evidências.

Por: Rafael Rueda Muhlmann

Durante muito tempo, a gestão pública foi construída a partir da experiência dos gestores, de relatórios periódicos e da percepção sobre os principais desafios enfrentados pela população. Esse modelo teve sua importância e contribuiu para avanços significativos nas cidades brasileiras. No entanto, a realidade urbana tornou-se mais complexa e dinâmica.

Os desafios atuais surgem em ritmo acelerado. Demandas relacionadas à saúde, mobilidade, segurança, educação e infraestrutura mudam constantemente. Ao mesmo tempo, os cidadãos esperam serviços mais eficientes, respostas mais rápidas e maior transparência na atuação dos governos.

Nesse cenário, uma transformação silenciosa vem ganhando força em cidades de diferentes portes: o uso estratégico dos dados como instrumento permanente de gestão.

A mudança parece simples, mas seus impactos são profundos. Quando gestores conseguem acompanhar informações atualizadas sobre atendimentos de saúde, matrículas escolares, solicitações dos cidadãos ou indicadores de segurança, deixam de atuar apenas de forma reativa. Passam a identificar tendências, antecipar problemas e direcionar recursos com maior eficiência.

Na prática, isso significa substituir parte das opiniões por evidências.

Significa compreender se determinada demanda representa um caso isolado ou uma tendência crescente. Significa agir antes que pequenos problemas se transformem em grandes desafios. Significa tomar decisões com base em informações concretas e não apenas em percepções.

O mesmo movimento pode ser observado na mobilidade urbana, na gestão ambiental e na eficiência energética. Informações em tempo real permitem identificar gargalos viários, acompanhar padrões de deslocamento, monitorar o consumo de recursos e apoiar políticas públicas mais sustentáveis.

Essa transformação não está relacionada apenas à tecnologia. Muitas vezes, o maior desafio não é implantar novos sistemas, mas desenvolver uma cultura organizacional capaz de valorizar a informação como ferramenta estratégica.

A tecnologia produz dados em volume crescente. Sensores monitoram equipamentos urbanos, plataformas registram atendimentos, aplicativos geram informações sobre deslocamentos e sistemas integram diferentes áreas da administração pública. Entretanto, dados isolados possuem valor limitado. O verdadeiro potencial surge quando essas informações são transformadas em conhecimento capaz de orientar decisões e melhorar serviços públicos.

Esse avanço também fortalece a transparência e a governança. Quanto maior a disponibilidade de informações confiáveis, mais fácil se torna acompanhar resultados, avaliar políticas públicas e ampliar a participação da sociedade na construção das soluções para a cidade.

Nos próximos anos, tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e análise preditiva deverão ampliar ainda mais a capacidade dos municípios de compreender o funcionamento das cidades em tempo real. Mas talvez a principal mudança não esteja na tecnologia em si.

A transformação mais importante está na forma de pensar a gestão pública.

As cidades inteligentes não serão reconhecidas apenas pelos sistemas que utilizam ou pelas tecnologias que adotam. Serão reconhecidas pela capacidade de transformar informação em decisões melhores, recursos em resultados mais eficientes e tecnologia em benefícios concretos para as pessoas.

No fim das contas, o avanço mais relevante da transformação digital pode ser justamente este: permitir que as cidades substituam cada vez mais o “eu acho” pelo “os dados mostram”.

Comissão aprova uso de royalties do petróleo para financiar tarifa zero no transporte

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Comissão aprova uso de royalties do petróleo para financiar tarifa zero no transporte
Foto: wirestock

Proposta segue em análise na Câmara

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3932/25, que destina parcela dos royalties devidos pela produção de petróleo e de gás natural para o custeio de tarifa zero no transporte coletivo urbano de passageiros.

A proposta direciona os recursos excedentes das alíquotas básicas de royalties para que os municípios subsidiem o transporte público gratuito. O objetivo é garantir fontes complementares de financiamento para a mobilidade urbana.

O relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), recomendou a aprovação. “O texto aperfeiçoa as políticas públicas de mobilidade urbana, pois o financiamento do transporte público coletivo constitui um dos maiores desafios”, disse o relator.

Divisão dos recursos

Hoje, no regime de concessão (Lei 9.478/97), os royalties equivalem a 11% da produção. Pelo texto aprovado, até 10% serão distribuídos conforme as regras atuais, enquanto a parcela excedente será destinada ao subsídio da tarifa zero.

Já no regime de partilha de produção (Lei 12.351/10), em que a alíquota atual é de 16%, a distribuição tradicional será limitada a até 15% do valor da produção. A parte que ultrapassar esse limite será direcionada para o transporte gratuito.

Impactos previstos

Para o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), autor da proposta, a mudança é estratégica, pois assegura que a riqueza gerada por um recurso finito, o petróleo, seja revertida em benefícios sociais concretos e acessíveis a toda a população.

Jilmar Tatto afirmou ainda que a gratuidade promove a inclusão social e facilita a mobilidade da população mais vulnerável. “O transporte coletivo resulta em uma menor emissão de poluentes, promovendo a sustentabilidade ambiental”, disse.

Próximos passos

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Potencial de energia eólica em alto-mar é destacado em debate no Senado

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Potencial de energia eólica em alto-mar é destacado em debate no Senado
Foto: Christopher Furlong/Getty Images

A Comissão de Infraestrutura (CI) debateu nesta terça-feira (16) a exploração de energia eólica em alto-mar, também chamada de geração offshore.

O debate ocorreu no contexto de regulamentação da Lei n° 15.097/2025, que cria regras para essa prática. Especialistas destacaram o potencial desse tipo de energia para o Brasil, que é produzida pela força do vento no oceano.

Transcrição

O alto-mar também pode ser local de exploração de energia elétrica. Essa é a chamada geração offshore, produzida pela força do vento no oceano. Em audiência pública na Comissão de Infraestrutura, especialistas destacaram o potencial desse tipo de energia para o Brasil e cobraram a regulamentação de uma lei que cria regras para essa prática, com previsões de autorização ou concessão.

A diretora-presidente da Coalizão Eólica Marinha, Roberta Cox, afirmou que as offshores podem gerar emprego e fomentar a indústria de aço e os serviços marítimos e de engenharia. Ainda segundo ela, poderia ser uma solução para o curtailment, que é o corte na geração de energia limpa, como a solar, por ter o pico de produção em horário de baixa demanda.

(Roberta Cox) “O que a gente tem agora de realidade brasileira é um excesso de energia durante a parte do dia, quando a gente tem solar gerando. E o pico de demanda é exatamente ali no final da tarde, e é onde as eólicas offshore vêm trazer energia para o sistema e vêm agregar valor.”

No entanto, o representante do Observatório do Clima e líder de Infraestrutura e Transição Energética da WWF-Brasil, Alexandre Gross, disse que o tema deve ser analisado com cautela para as questões ambientais.

(Alexandre Gross) “A energia eólica é uma alternativa importante para a transição energética, mas uma fonte para ser sustentável, ela precisa respeitar direitos, territórios, salvaguardas socioambientais e o processo de seleção de áreas é uma etapa decisiva .”

O senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, presidiu a audiência e reforçou que, nesse sentido, o uso correto da tecnologia poderia reduzir os possíveis impactos na produção da energia eólica offshore.

(Senador Astronauta Marcos Pontes) “Inclusive, quando você faz análise de risco, dos riscos tanto de probabilidade quanto impacto, a tecnologia entra diretamente ali, geralmente reduzindo a probabilidade e reduzindo o impacto com o uso correto da tecnologia.”

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis também defendeu a publicação do decreto de regulamentação da lei. O diretor, Pietro Mendes, contou que já são 11 projetos protocolados na ANP sobre a exploração de energia éolica em alto-mar. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

Fonte: Rádio Senado

Contagem Regressiva P3C Nordeste

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P3C Regional Nordeste impulsiona infraestrutura e atração de investimentos em Fortaleza
Foto: Divulgação

Fortaleza recebe edição Nordeste do P3C e reúne líderes para discutir o futuro da infraestrutura e das PPPs na região

Fortaleza será palco, no dia 3 de julho de 2026, da edição Nordeste do P3C – PPPs e Concessões, um dos principais encontros brasileiros voltados à infraestrutura, parcerias público-privadas e concessões. Realizado no Centro de Eventos do Ceará, o encontro reunirá mais de 600 participantes, mais de 60 palestrantes e representantes dos nove estados nordestinos em uma programação distribuída em quatro palcos simultâneos e 12 painéis temáticos.

Com foco nas oportunidades e desafios específicos da região, o P3C Regional Nordeste pretende fortalecer o debate sobre projetos capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e social, beneficiando diretamente uma população de mais de 56,4 milhões de pessoas, o equivalente a 26,9% dos brasileiros. A programação foi estruturada para destacar setores com grande potencial de expansão e aplicabilidade por meio de concessões e parcerias público-privadas, aproximando investidores, gestores públicos, operadores e especialistas.

Leia mais: O P3C Regional Nordeste impulsiona infraestrutura e atração de investimentos em Fortaleza

A abertura do evento terá como tema “Infraestrutura, energia e desenvolvimento regional no Nordeste”, abordando o papel estratégico da região no crescimento econômico nacional. O debate destacará como investimentos em logística, energia renovável e equipamentos públicos estruturantes vêm contribuindo para a geração de empregos, atração de capital privado e fortalecimento das economias locais. Também estarão em pauta os avanços das PPPs e concessões como instrumentos para viabilizar projetos de longo prazo e ampliar a cooperação entre os setores público e privado.

Entre os principais destaques da programação está a agenda de Iluminação Pública e Smart Cities. O Nordeste tem avançado na modernização dos sistemas de iluminação por meio de PPPs, promovendo a substituição de equipamentos convencionais por tecnologia LED, sistemas de telegestão e soluções inteligentes capazes de reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência energética e ampliar a segurança urbana. O tema ganha relevância por sua conexão direta com o desenvolvimento de cidades mais inteligentes, sustentáveis e preparadas para integrar novas tecnologias aos serviços públicos.

Leia mais: De Encontros Regionais ao Cenário Nacional: Como a Plataforma P3C Conecta Investidores e Governos

Outro eixo estratégico será o de Energias Renováveis. O Nordeste concentra cerca de 90% da capacidade instalada de energia eólica do país e segue atraindo investimentos para novos empreendimentos do setor. Somada à força da geração eólica, a energia solar amplia as perspectivas para a diversificação da matriz energética brasileira. Os debates abordarão os desafios regulatórios, ambientais e de infraestrutura associados à expansão dessas fontes, além das oportunidades ligadas ao armazenamento de energia e à transição energética.

A infraestrutura de abastecimento de água e saneamento também terá espaço de destaque. Especialistas discutirão os desafios para universalizar os serviços na região, reduzir perdas, aprimorar modelos de PPPs já em operação e ampliar investimentos em irrigação no semiárido nordestino. A expectativa é que os debates contribuam para a construção de soluções capazes de promover desenvolvimento econômico e inclusão social em territórios historicamente impactados pela escassez hídrica.

Os temas sociais aparecem como outra frente importante da programação. Painéis dedicados à saúde, educação infantil e gestão de resíduos sólidos apresentarão modelos inovadores de PPPs voltados para ampliar a eficiência operacional, garantir sustentabilidade financeira e atrair investidores para projetos de impacto social. A discussão reforça a importância de desenvolver infraestrutura pública capaz de melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população e ampliar o acesso a direitos fundamentais.

Leia mais: Recife avança em inovação e é a principal referência de cidade inteligente no Nordeste

A programação também contemplará temas relacionados ao desenvolvimento urbano e ao turismo, com destaque para projetos de revitalização de áreas históricas, implantação de centros administrativos, requalificação de espaços urbanos e investimentos em parques, centros de convenções e equipamentos turísticos. Já os painéis sobre mobilidade e transporte abordarão oportunidades em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, setores considerados fundamentais para fortalecer a integração regional, ampliar a competitividade econômica e impulsionar o turismo.

O P3C Regional Nordeste tem patrocínio do Banco do Nordeste e do Governo Federal: “Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste, tem Governo do Brasil.”

O evento é voltado para profissionais do setor de infraestrutura, executivos de empresas públicas e privadas, investidores, operadores, consultores, financiadores, agentes públicos, acadêmicos, estudantes e demais interessados em temas relacionados ao desenvolvimento regional. Ao reunir especialistas de diferentes áreas, o P3C Regional Nordeste busca consolidar um ambiente de diálogo qualificado, troca de experiências e construção de soluções para ampliar a carteira de projetos de infraestrutura na região.

Para saber mais sobre o P3C regional nordeste, clique aqui

Bolsa Família de junho é antecipado em 207 cidades; veja a lista

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Bolsa Família de junho é antecipado em 207 cidades; veja a lista
Foto: Roberta Aline/MDS

O governo unificou e antecipou neste mês de junho o pagamento do Bolsa Família em 207 cidades de 8 estados em situação de emergência ou calamidade pública.

As famílias que vivem nestes municípios receberão o benefício já nesta quarta-feira, 17, sem necessidade de seguir o calendário tradicional conforme o Número de Identificação Social (NIS). Veja mais abaixo a lista de cidades.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 1,16 milhão de lares brasileiros serão beneficiados com a antecipação do Bolso Família.

Ao todo, 19,34 milhões receberão o Bolsa Família em junho, que desembolsará R$ 13,08 bilhões. O valor médio do benefício neste mês é de R$ 677,66 chega. Os pagamentos começam nesta quarta e se estendem até o dia 30 de junho. Veja o valor de cada benefício.

Calendário de junho do Bolsa Família

Em junho, 140 mil novas famílias entraram na Regra de Proteção, por terem conseguido superar a renda de R$ 218 por pessoa no lar. Por ultrapassarem o limite de renda para estar no programa, eles passam a receber 50% do valor médio do Bolsa Família por até 12 meses (desde que a renda não ultrapasse R$ 706 per capita). Em junho, 2,26 milhões de famílias estão na Regra de Proteção.

Para tirar dúvidas sobre o Bolsa Família, é possível entrar em contato com o Disque Social, pelo número 121, ou acessar o canal de atendimento da Caixa Econômica Federal, ligando para o número 111. Além disso, é possível acionar algumas informações nos aplicativos do Bolsa Família e da Caixa, disponíveis para download gratuito nas lojas de aplicativos.

Cidades que terão pagamento antecipado

Na Região Nordeste do país, quatro estados recebem o pagamento unificado do Bolsa Família em junho: 124 municípios do Rio Grande do Norte, 31 da Paraíba, 27 de Pernambuco e 5 de Sergipe.

Na região Sul, são 10 municípios do Paraná. No Sudeste, 23.294 famílias da cidade de Mesquita, no Rio de Janeiro.

No Norte, o pagamento será antecipado nos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e em seis municípios de Roraima: Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Iracema e Mucajaí.

Rio Grande do Norte
Acari
Acu
Afonso Bezerra
Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Alto do Rodrigues
Angicos
Antonio Martins
Apodi
Boa Saúde
Bodó
Bom Jesus
Caicara do Norte
Caicara do Rio do Vento
Caicó
Campo Grande
Campo Redondo
Caraúbas
Carnaúba dos Dantas
Carnaubais
Cerro Corá
Coronel Ezequiel
Coronel João Pessoa
Cruzeta
Currais Novos
Doutor Severiano
Encanto
Equador
Felipe Guerra
Fernando Pedroza
Florânia
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Governador Dix-Sept Rosado
Guamaré
Ielmo Marinho
Ipanguacu
Itajá
Jacana
Jandaíra
Janduís
Japi
Jardim do Seridó
João Câmara
José da Penha
Jucurutu
Lagoa D’anta
Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos
Lagoa Salgada
Lajes
Lajes Pintadas
Lucrécia
Luís Gomes
Macaíba
Macau
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Messias Targino
Monte Alegre
Monte das Gameleiras
Mossoró
Nova Cruz
Olho-D’água do Borges
Ouro Branco
Paraná
Paraú
Parelhas
Passa e Fica
Patu
Santa Maria
Pau dos Ferros
Pedra Grande
Pedra Preta
Pedro Avelino
Pendências
Pilões
Portalegre
Porto do Mangue
Pureza
Rafael Godeiro
Riacho de Santana
Riachuelo
Tibau
Ruy Barbosa
Santa Cruz
Santana do Matos
Santo Antônio
São Bento do Norte
São Bento do Trairi
São Fernando
São João do Sabugi
São José do Campestre
Sao Jose do Serido
São Miguel
São Paulo do Potengi
São Pedro
São Rafael
São Tomé
São Vicente
Senador Elói de Souza
Serra Caiada
Serra de São Bento
Serra Negra do Norte
Serrinha
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Sítio Novo
Taboleiro Grande
Taipu
Tangará
Tenente Ananias
Tenente Laurentino Cruz
Timbaúba dos Batistas
Touros
Triunfo Potiguar
Umarizal
Upanema
Várzea
Venha-Ver
Vera Cruz
Viçosa

Paraná
Antonina
Manoel Ribas
Nova Tebas
Planalto
Quedas do Iguacu
Realeza
Rebouças
Marquinho
Pérola D’oeste
Terra Rica

Pernambuco
Abreu e Lima
Alianca
Aracoiaba
Buenos Aires
Camaragibe
Gloria do Goita
Goiana
Igarassu
Ipojuca
Ilha de Itamaracá
Itambé
Itapissuma
Jaboatão dos Guararapes
Limoeiro
Moreno
Nazaré da Mata
Olinda
Passira
Paudalho
Paulista
Pombos
Recife
São Lourenço da Mata
São Vicente Ferrer
Timbaúba
Vicência
Vitória de Santo Antão

Paraíba
Alagoa Grande
Alhandra
Areia
Bayeux
Caaporã
Conde
Cruz do Espírito Santo
Gurinhém
Ingá
Itabaiana
Itatuba
João Pessoa
Juripiranga
Lagoa Seca
Massaranduba
Mogeiro
Mulungu
Natuba
Pedras de Fogo
Pilar
Pilões
Pitimbu
Riachão do Bacamarte
Rio Tinto
Salgado de São Félix
Santa Rita
São José dos Ramos
São Sebastião de Lagoa de Roca
Sape
Serra Redonda
Serraria

Sergipe
Porto da Folha
Nossa Senhora da Glória
Frei Paulo
Nossa Senhora Aparecida
Poço Verde

Rio de Janeiro
Mesquita

Amazonas
Barcelos
Santa Isabel do Rio Negro
São Gabriel da Cachoeira

Roraima
Amajari
Alto Alegre
Boa Vista
Caracaraí
Iracema
Mucajaí

Fonte: Istoé Dinheiro

O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)

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O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)
Foto: Jair F. Coll/Bloomberg via Getty Images

Algumas empresas, como supermercados, passaram a fechar mais cedo na Colômbia

Enquanto o Brasil discute mudanças na sua jornada de trabalho, países vizinhos da América do Sul estão concluindo ou começando a implementação de leis aprovadas nos últimos anos que apontam para a mesma direção: trabalhar menos.

No próximo dia 15 de julho, os trabalhadores assalariados da Colômbia passam a trabalhar por no máximo 42 horas semanais — uma conclusão da redução de seis horas feita ao longo de cinco anos, desde que a lei foi aprovada em 2021.

Diferentemente do Brasil, que discute a redução de 44 para 40 horas junto com o fim da escala 6×1, a Colômbia não estabeleceu a obrigatoriedade de ao menos duas folgas na semana.

Mas a redução das 48 para 42 horas, aprovada no governo de direita do ex-presidente Iván Duque (2018-2022), somou-se à reforma trabalhista aprovada em 2025, já no governo de esquerda de Gustavo Petro, que aumentou em 23,7% o salário mínimo no país e turbinou ganhos dos trabalhadores ao ampliar o período considerado para pagamento de adicional noturno.

Somadas as duas mudanças, entidades empresariais colombianas têm relatado dificuldades para empresas manterem planos de contratação e que adaptações foram necessárias, como fechar lojas mais cedo e aumentar automação dos serviços.

Alertas, tecnologias e comunicação social

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As Quatro Dimensões do Sucesso Territorial
Foto: wahyu_t

O avanço das tecnologias de monitoramento amplia a capacidade de resposta a desastres, mas ainda enfrenta desafios de alcance, confiança e conscientização da população.

Por: Stefani Capriolli e Jamile Sabatini Marques

Nos últimos anos, eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina de diversas regiões do Brasil e do mundo. Enchentes, deslizamentos, ondas de calor e secas prolongadas não somente evidenciam a intensificação das mudanças climáticas, mas também a vulnerabilidade das cidades diante desses fenômenos.

Diante desse cenário, a tecnologia tem assumido um papel cada vez mais estratégico: o de  comunicar riscos com rapidez e eficiência. Sistemas de alerta precoce, como os utilizados pela Defesa Civil Brasileira, representam hoje uma das ferramentas mais importantes para reduzir danos humanos e materiais. No Japão, por exemplo, alertas são enviados de forma quase instantânea para celulares, televisão, rádio e sistemas urbanos integrados, permitindo respostas rápidas da população. Já em São Paulo, o uso de alertas via SMS, sirenes e monitoramento meteorológico tem avançado nos últimos anos, embora ainda enfrente desafios relacionados à cobertura, adesão da população e conscientização sobre os riscos.

No entanto, apesar dos avanços tecnológicos, ainda existe um desafio central: de acordo com o último levantamento de 2026 da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), estima-se que somente cerca de 5% da população brasileira esteja cadastrada para receber alertas via SMS. Por esse motivo, o sistema de alertas da Defesa Civil no Brasil está em fase de expansão, com foco na cobertura nacional via tecnologia Cell Broadcast (notificação na tela do celular), com o objetivo de monitorar 2.095 municípios até o final de 2026, abrangendo áreas onde vivem cerca de 75% da população brasileira, com o propósito de garantir que a informação chegue a todos, no momento certo. Porém, somente emitir o alerta ainda é pouco, é preciso que eles sejam claros, acessíveis e que gerem ação. Em muitos casos, a população desconhece como reagir ou subestima o risco, o que reduz a efetividade desses sistemas.

Além disso, há desigualdades importantes no acesso à informação. Comunidades mais vulneráveis, que muitas vezes são as mais expostas a desastres, também são aquelas com menor acesso a tecnologias digitais ou canais oficiais de comunicação. Isso evidencia que a tecnologia, por si só, mostra o problema, mas não o resolve por completo; ela precisa estar integrada a políticas públicas, educação e planejamento urbano.

Outro ponto crítico é a confiança. Para que os alertas funcionem, a população precisa confiar nas instituições e nos sistemas de monitoramento. Alertas imprecisos ou excessivos podem gerar descrédito, enquanto a ausência deles em momentos críticos pode ter consequências graves.

Nesse contexto, investir em sistemas de alerta precoce é uma questão tecnológica, social e estratégica. É necessário fortalecer a integração entre ciência de dados, gestão pública e comunicação, garantindo que a informação seja produzida, e efetivamente utilizada.

Mais do que prever desastres, o grande desafio do nosso tempo é transformar dados em decisões e alertas em ações que salvam vidas. Entender os riscos de desastres molda a vida da sociedade como um todo; a resiliência sustentável começa nas comunidades bem informadas.

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