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Polícia Federal faz ação contra garimpo ilegal no Pará

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Polícia Federal faz ação contra garimpo ilegal no Pará
Foto: PF/ Divulgação

Atividade irregular ocorria em Tucumã, próximo à Terra Indígena Kayapó

Policiais federais fizeram, nessa segunda-feira (5), uma ação contra garimpo ilegal em Tucumã, no Pará. Segundo a Polícia Federal (PF), a atividade de exploração mineral irregular ocorria em imóvel rural vizinho à Terra Indígena Kayapó.

Na ação, foram apreendidas duas escavadeiras hidráulicas, dois motores e dois celulares. Um galpão era usado, no local, como alojamento para os trabalhadores do garimpo.

De acordo com a PF, as condições do galpão indicam que os trabalhadores eram mantidos em condições degradantes, o que poderia caracterizar condição análoga à de escravidão.

A PF investiga quem são os responsáveis pelo garimpo e os compradores do ouro extraído do local.

*A PF informou anteriormente que havia prendido seis pessoas em flagrante. Depois, corrigiu a informação e disse que a ação não resultou em prisões.

Fonte: Agência Brasil

Violência e obesidade: se o medo limita escolhas, a cidade também adoece

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No Dia Nacional de Prevenção da Obesidade, é comum que o debate se concentre na alimentação e na prática de atividade física, frequentemente tratadas como opções essencialmente individuais, ainda que condicionadas pela renda e pelo acesso a determinados alimentos, serviços e formas de lazer. Mas as condições em que essas decisões são tomadas também importam.

Em uma cidade marcada por desigualdades territoriais e pela violência, caminhar, correr, frequentar uma praça, utilizar um parque ou simplesmente permanecer no espaço público podem não estar igualmente ao alcance de todos. Discutir obesidade, portanto, exige olhar além do corpo e do prato: exige olhar também para a cidade e para as condições concretas que ampliam ou restringem a possibilidade de uma vida ativa e saudável.

Foi essa relação entre território, violência e saúde que investigamos no estudo Urban violence as a predictor factor of obesity: longitudinal evidence from Sao Paulo, Brazil, publicado em 2025 na revista BMC Public Health. Nesse estudo longitudinal, foram acompanhados 815 adultos que não apresentavam obesidade no início da pesquisa, entre 2015 e 2021, e foi analisada a exposição à violência no entorno de suas residências. Para isso, foram consideradas as taxas de homicídios dolosos, roubos a transeunte e em transporte público e furtos de veículos, em um raio de um quilômetro das moradias, classificando-se essas áreas segundo os níveis dessas violências.

Os resultados mostraram que aqueles que permaneceram no grupo de áreas com os maiores níveis de violência apresentaram 2,77 vezes o risco de desenvolver obesidade observado entre os moradores que permaneceram no grupo com os menores níveis. Isso não significa que a violência, isoladamente, determine o ganho de peso, mas indica que o ambiente urbano pode participar de maneira importante desse processo.

A violência urbana não afeta apenas quem é diretamente vitimado. Ela pode alterar a maneira como as pessoas percebem o território, os horários em que circulam e até os motivos pelos quais decidem ocupar ou evitar determinados espaços.

Essa mudança, porém, pode ocorrer de maneira desigual. Diante da percepção de risco, alguns dos deslocamentos mais facilmente abandonados podem ser aqueles considerados adiáveis ou opcionais: deslocar-se a pé para a casa de amigos ou parentes ou para um centro comercial, permanecer em uma praça, frequentar um parque ou realizar atividades físicas ao ar livre. Já os deslocamentos associados a necessidades mais difíceis de evitar — por trabalho, educação ou saúde — frequentemente continuam acontecendo.

Isso cria uma situação especialmente perversa. A pessoa pode deixar de caminhar e usufruir da cidade, mas continuar tendo de atravessar os mesmos espaços considerados inseguros para manter o emprego, estudar ou buscar atendimento médico. Em outras palavras, a violência não apenas reduz oportunidades de atividade física e lazer: em determinadas circunstâncias, obriga o morador a escolher entre restringir sua própria rotina ou se expor ao risco para atender a uma necessidade. E é justamente nesse processo cotidiano, acumulado ao longo do tempo, que segurança pública, desenho urbano, mobilidade e saúde se encontram.

Esse encadeamento expõe uma limitação recorrente na forma como administramos o espaço urbano: tratamos separadamente problemas que se combinam no território. Para quem vive a cidade, porém, essas fronteiras administrativas simplesmente não existem. É no mesmo território que uma pessoa mora, trabalha, se desloca, pratica — ou deixa de praticar — atividade física, convive com outras pessoas e se expõe a diferentes riscos. Quando políticas públicas enxergam cada uma dessas dimensões isoladamente, podem deixar de perceber as consequências que surgem da interação entre elas.

Os resultados sugerem, portanto, que prevenir a obesidade por meio do incentivo a hábitos individuais mais saudáveis pode ser insuficiente em contextos marcados pela violência. Recomendar que as pessoas caminhem mais, utilizem os espaços públicos ou se desloquem a pé para realizar atividades cotidianas tem alcance limitado quando o próprio ambiente em que vivem dificulta ou desencoraja essas práticas. A prevenção da obesidade também precisa considerar o ambiente social e urbano, incorporando dimensões como planejamento urbano, qualidade dos espaços públicos e segurança. O enfrentamento da violência, nessa perspectiva, deixa de repercutir apenas no campo da segurança pública e passa a integrar uma agenda mais ampla de promoção da saúde e da qualidade de vida.

O estudo mostra uma associação entre violência e obesidade. A caminhabilidade e as possibilidades de uso do território ajudam a pensar alguns dos mecanismos que podem estar por trás dessa relação. Uma cidade inteligente deveria ser capaz de enxergar essas conexões. Isso significa ir além da adoção de tecnologias isoladas e utilizar dados, tecnologia e ferramentas analíticas para compreender como segurança, saúde, mobilidade, infraestrutura urbana e desigualdades territoriais se sobrepõem. Nesse sentido, inteligência urbana é transformar informações dispersas em capacidade de compreender problemas complexos e orientar respostas públicas mais integradas.

Na prática, isso implica planejar intervenções considerando simultaneamente segurança, mobilidade, saúde e qualidade do espaço urbano. Territórios onde se combinam maior violência e dificuldades de acesso ou permanência em espaços públicos podem receber atenção prioritária, articulando medidas de segurança com melhorias nos serviços e na infraestrutura urbana. O objetivo iria além da redução das ocorrências criminais, buscando também criar condições para que as pessoas possam aproveitar a cidade com maior segurança. Uma intervenção bem-sucedida poderia, assim, ser avaliada não somente pela queda da criminalidade, mas também por sua capacidade de favorecer deslocamentos e gerar benefícios para a saúde e a qualidade de vida.

O ponto não é transformar o combate à violência em uma política de prevenção da obesidade. É reconhecer que os problemas urbanos não respeitam as fronteiras com que organizamos a administração pública: Educação. Saúde. Segurança pública. Lazer. Assistência social. Podemos separar essas áreas na gestão; não conseguimos separar seus efeitos na vida cotidiana. Essa é uma das razões pelas quais políticas urbanas em cidades inteligentes precisam ser avaliadas também pelas repercussões que produzem fora de seu campo imediato. 

Quando a insegurança restringe o uso da cidade, seus efeitos podem aparecer muito longe das estatísticas criminais. Uma vida ativa depende também da possibilidade de caminhar, permanecer e usufruir dos espaços urbanos sem que o medo determine o uso da cidade. Enfrentar a violência, portanto, não se resume a diminuir o risco efetivo de vitimização e a sensação de insegurança. Implica também ampliar as possibilidades de uso do território e devolver às pessoas parte da liberdade que a insegurança restringe. Uma cidade mais segura não será, por isso, automaticamente mais saudável, mas poderá criar condições para que seus moradores sejam.

ONITA, B. M.; NERY, M. B.; MIELKE, G. I. et al. Urban violence as a predictor factor of obesity: longitudinal evidence from Sao Paulo, Brazil. BMC Public Health, v. 25, 3225, 2025. DOI: 10.1186/s12889-025-24459-5.

Nobel de Medicina 2026 vai para Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel pela descoberta da optogenética

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Nobel de Medicina 2026 vai para Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel pela descoberta da optogenética
Foto: Reprodução/Nobel Prize

Vencedores levam o prêmio de 12 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,2 milhões). As láureas em Física, Química, Literatura e Paz serão entregues ao longo da semana; já a de Economia será divulgada na próxima segunda (12).

Karl Deisseroth, Peter Hegemann e Georg Nagel levaram o Nobel de Medicina de 2026 por suas descobertas sobre como as células nervosas moldam memórias, sentimentos e comportamentos no cérebro vivo.

Os três cientistas dividirão o prêmio de 12 milhões de coroas suecas (R$ 6,2 milhões) concedido pela Assembleia do Nobel no Instituto Karolinska, da Suécia. O anúncio foi feito na manhã desta segunda-feira (5).

As descobertas laureadas estão relacionadas aos canais iônicos ativados pela luz e à optogenética, método que torna possível mostrar como as células nervosas se comportam no cérebro vivo.

O método inaugurado pelos cientistas é considerado uma das bases para uma nova era da neurociência, ajudando na compreensão do cérebro. Na medicina, a técnica está sendo utilizada em tentativas de restaurar a visão em pessoas com deficiência visual.

‘Interruptor’ das células

A pesquisa dos laureados revelou como as células nervosas são capazes de controlar memórias e comportamentos no cérebro vivo.

A descoberta começou com uma pergunta sobre o funcionamento de uma alga unicelular chamada Chlamydomonas. Peter Hegemann queria entender como o organismo consegue nadar em direção a uma fonte de luz.

No início dos anos 2000, Hegemann e Georg Nagel descobriram na superfície da alga uma proteína com propriedades especiais, chamada canalrodopsina. Quando a proteína é iluminada com luz azul, um canal se abre e permite a entrada de íons carregados na célula. Isso provoca um impulso elétrico.

“Tudo começou com uma pergunta aparentemente simples: como uma alga microscópica sabe nadar em direção à luz? Ninguém ali estava procurando tratamento para doença nenhuma. Foi a ciência básica, movida pela curiosidade, que abriu essa porta”, afirma Victor Santos, neurocientista, professor de neuroanatomia do Instituto de Ciências Biológicas da UFMG e pesquisador apoiado pelo IDOR Ciência Pioneira.

Os pesquisadores também descobriram que, quando a proteína era colocada em diferentes tipos de células, elas passavam a responder à luz.

Quando a proteína recebe luz azul, ela muda de estado e abre um canal através da membrana da célula. Íons carregados conseguem então entrar na célula, provocando uma mudança elétrica.

O grupo percebeu ainda que, quando colocavam a proteína em outros tipos de células, elas também passavam a ser sensíveis à luz.

Karl Deisseroth levou a descoberta para as células nervosas. Ele introduziu o gene responsável pela produção da canalrodopsina em neurônios de ratos. Ao iluminar essas células com luz azul, conseguiu desencadear um sinal nervoso – quase como um interruptor das células controlado pela luz.

O avanço foi publicado em 2005. Dois anos depois, Deisseroth conseguiu fazer o mecanismo funcionar no cérebro de camundongos vivos.

Esse método de controlar sinais nervosos usando luz passou a ser chamado de optogenética.

Por que a optogenética mudou a neurociência?

O método transformou a neurociência porque permitiu aos pesquisadores controlar a atividade de neurônios específicos com grande precisão.

Antes, métodos como a estimulação elétrica podiam atingir diferentes células e estruturas ao mesmo tempo, dificultando saber qual delas estava relacionada a determinado comportamento ou função.

“A optogenética mudou esse cenário. Ela permite ativar ou inibir populações específicas de neurônios com precisão temporal e celular, inclusive em animais durante o comportamento, possibilitando testar relações entre a atividade de circuitos neurais e funções como memória, medo e recompensa”, afirma Cristiane Furini professora da Escola de Medicina da PUCRS, pesquisadora do Instituto do Cérebro da PUCRS e membro afiliado da Academia Brasileira de Ciências.

Com a técnica, os cientistas podem fazer com que determinados neurônios produzam proteínas sensíveis à luz e, depois, usar a iluminação para ativar ou inibir essas células. Isso permite testar diretamente o que acontece quando um grupo específico de neurônios é acionado ou silenciado.

A ferramenta abriu uma nova possibilidade para estudar a relação entre a atividade de circuitos cerebrais e fenômenos como memória, emoções e comportamento.

Em vez de apenas observar quais regiões do cérebro estão ativas, os pesquisadores passaram a poder interferir de maneira controlada nesses circuitos e verificar quais efeitos essa intervenção produz.

Assim, a optogenética passou a ser uma ferramenta importante para investigar como o cérebro funciona e para compreender o papel de diferentes grupos de neurônios em condições normais e em doenças neurológicas.

Como isso ajuda a humanidade?

Essa possibilidade abriu caminho para investigar com mais precisão os circuitos neurais envolvidos em memórias, sentimentos e comportamentos, além de mecanismos relacionados a distúrbios neurológicos e psiquiátricos.

“Para quem pesquisa sobre a neurobiologia da memória, por exemplo, essa ferramenta representa uma mudança particularmente importante, pois podemos pensar na memória não apenas como algo armazenado em uma determinada região do cérebro, mas como resultado da atividade coordenada de populações de neurônios e de diferentes circuitos neurais”, ressalta Cristiane.

Segundo o Comitê do Nobel, antes desses avanços os pesquisadores já investigavam quais regiões do cérebro estavam associadas a determinadas funções, mas os métodos disponíveis não permitiam estabelecer relações de causa e efeito.

“A optogenética oferece oportunidades para mapear o cérebro de uma maneira que antes só podíamos sonhar”, afirma Per Svenningsson, presidente do Comitê do Nobel de Fisiologia ou Medicina.
Além de ser uma ferramenta de pesquisa, a tecnologia também começa a ser investigada em aplicações médicas. Segundo o Comitê do Nobel, a optogenética está sendo usada em estudos que buscam restaurar a visão de pessoas com deficiência visual.
“Na clínica, ainda estamos no começo, com estudos iniciais como os que tentam restaurar parte da visão. Mas o maior presente dessa descoberta já está aí: ela nos deu um mapa causal do cérebro. E é desse conhecimento que vão nascer as terapias do futuro”, afirma Santos.

Quem são os ganhadores

  • Karl Deisseroth, nascido em 1971, tem doutorado e graduação em Medicina pela Universidade Stanford, EUA. É professor de Bioengenharia e de Psiquiatria e Ciências do Comportamento no Howard Hughes Medical Institute e na Universidade Stanford, EUA.
  • Peter Hegemann, nascido em 1954, tem doutorado no Instituto Max Planck de Bioquímica, Martinsried, Alemanha. É professor sênior Hertie de Neurociência na Universidade Humboldt de Berlim, Alemanha.
  • Georg Nagel, nascido em 1953, tem doutorado em 1988 pela Universidade de Frankfurt, Alemanha. É professor de Fisiologia Molecular de Plantas no Departamento de Fisiologia Molecular de Plantas e Biofísica — Botânica I na Universidade de Würzburg, Alemanha.

Fonte: G1

Eólicas e solares aptas à compensação por cortes de geração somam 50,5 GW

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Eólicas e solares aptas à compensação por cortes de geração somam 50,5 GW
Foto: Christopher Furlong/Getty Images

Lista divulgada pela CCEE reúne 1.629 empreendimentos eólicos e solares; adesão depende da assinatura de termo de compromisso com a União

Um total de 1.629 usinas eólicas e solares, que somam 50,55 gigawatts (GW) de potência instalada informada, está elegível para aderir ao acordo de compensação por cortes de geração previsto na Portaria Normativa 140/2026, do MME (Ministério de Minas e Energia).

Os números são resultado de levantamento com base na relação divulgada pela CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), após a exclusão de registros duplicados pelo código de identificação dos empreendimentos.

A lista foi publicada na segunda-feira (5), a pedido do ministério, e reúne usinas que manifestaram interesse prévio em participar do mecanismo. A avaliação da elegibilidade foi realizada pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), conforme os critérios estabelecidos na portaria.

Os empreendimentos eólicos representam a maior parcela da capacidade identificada: são 1.014 usinas, com aproximadamente 32,5 GW. Já as solares fotovoltaicas somam 468 empreendimentos e cerca de 18 GW.

A publicação representa uma etapa do processo de compensação. Segundo a CCEE, o enquadramento como elegível permite o prosseguimento dos procedimentos, mas os efeitos da adesão somente serão produzidos após a assinatura do Termo de Compromisso.

Regulamentado em julho, o mecanismo abrange eventos de corte de geração ocorridos entre 1º de setembro de 2023 e 25 de novembro de 2025. A medida operacionaliza a compensação prevista na Lei 15.269/2025 para os empreendimentos enquadrados nas regras.

O acordo contempla cortes motivados por indisponibilidade externa de instalações de transmissão e por requisitos de confiabilidade elétrica, observadas as condições da portaria. As restrições decorrentes de sobreoferta de energia, quando a produção não pode ser acomodada na curva de consumo do sistema, ficam fora da compensação.

Em contrapartida, a assinatura do termo implica renúncia ao direito de discutir, nas vias administrativa, arbitral ou judicial, compensações por restrições de geração ocorridas até 25 de novembro de 2025. Também exige a desistência de ações judiciais em curso com esse objeto.

A compensação será operacionalizada pela CCEE por meio da recontabilização financeira de eventos passados, com atualização dos valores pelo IPCA. A portaria estabelece que as recontabilizações sejam concluídas em até 180 dias, contados do primeiro dia útil após o prazo final para celebração dos termos.

As regras e os procedimentos de comercialização adaptados para operacionalizar o mecanismo foram publicados pela CCEE em 21 de setembro. A capacitação dos participantes do mercado sobre a metodologia e a execução das compensações está prevista para ocorrer até 19 de outubro.

Fonte: CNN Brasil

Cidade CSC 2026 reúne gestores públicos e líderes privados para discutir o futuro das cidades brasileiras

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Cidade CSC 2026 reúne gestores públicos, executivos e especialistas em debates sobre GovTechs, inteligência artificial, burocracia, cibersegurança e gêmeos digitais
Foto: Divulgação

Evento acontece de 16 a 18 de novembro, em São Paulo, e apresenta a nova edição do Ranking Connected Smart Cities, que analisa as 5.570 cidades do País.

São Paulo, 1º de outubro de 2026 – O Cidade CSC, um dos principais eventos dedicados à inovação e planejamento urbano na América Latina, realiza sua 12ª edição entre os dias 16 e 18 de novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo. O evento reunirá gestores públicos, empresas, especialistas, academia e organizações que atuam em áreas estratégicas para o desenvolvimento das cidades.

Com a proposta de entender como as cidades realmente funcionam, a programação integra três frentes: Connected Smart Cities, GovTech e Parque da Mobilidade Urbana, que abordarão temas como planejamento urbano, gestão pública, mobilidade, tecnologia, sustentabilidade e inovação. O objetivo é aproximar quem desenvolve soluções de quem enfrenta, na prática, os desafios de administrar e transformar as cidades brasileiras.

Um dos destaques do evento será o lançamento do Ranking Connected Smart Cities 2026, programado para a solenidade de abertura, no dia 16 de novembro. Desenvolvido pela Plataforma Connected Smart Cities em parceria com a SPIn – Soluções Públicas Inteligentes e a Scipopulis, o ranking mapeia todas as 5.570 cidades brasileiras utilizando mais de 70 indicadores, em 13 áreas temáticas.

“O Ranking CSC consolidou-se como a principal referência para avaliação da nossa realidade. E também funciona como um estímulo para acelerar a transformação digital das cidades brasileiras”, argumenta Paula Faria, CEO da Necta.

No ano passado, a cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, foi reconhecida como a mais inteligente e conectada do Brasil, seguida por Florianópolis–SC e por Niterói–RJ. Na sequência, vieram São Paulo-SP,  Curitiba-PR, Recife-PE, Barueri-SP, Santos-SP e Rio de Janeiro-RJ.

Edição deste ano já bateu recordes

De acordo com previsão dos organizadores, a edição deste ano do Cidade CSC deverá superar os números de 2025, quando o evento contabilizou mais de 9.000 participantes, 120 expositores e mais de 20 áreas de conteúdo. Da mesma forma, a participação de prefeitos vindos de todas as regiões brasileiras, bem como de reguladores e especialistas de várias áreas, tem crescido rapidamente.

Também merece destaque o expressivo aumento de interesse por outras premiações do evento. É o caso do Prêmio Connected Smart Cities, com inscrições voluntárias e pitches presenciais avaliados por uma banca julgadora, e o Prêmio Parque da Mobilidade Urbana, que reconhece projetos públicos e privados de mobilidade sustentável, segurança viária, mobilidade ativa e profissionais de destaque.

Além disso, para contemplar cidades de menor porte, a organização do evento criou os  selos de Cidades Inteligentes e de Ecossistemas de Inovação. O Selo de Cidades Inteligentes avalia a atuação em áreas como planejamento, governança, ambientes experimentais, planejamento de tecnologia da informação e comunicação e maturidade para parcerias. Já o Selo de Ecossistemas de Inovação mede a aplicação de boas práticas de governança municipal de inovação, levando em conta fatores como estrutura de governança, integração de hélices e sustentabilidade de recursos.

Segundo a Necta, um dos objetivos das premiações é aproximar desenvolvedores de soluções dos responsáveis por decisões, estimulando projetos que possam ganhar escala e transformar outras realidades. “A transformação das cidades acontece quando conhecimento, gestão pública, empresas, academia e sociedade conseguem trabalhar de forma conectada. É essa conexão que o Cidade CSC busca fortalecer,” conclui Paula Faria.

Serviço

Cidade CSC 2026
Data:
16, 17 e 18 de novembro de 2026
Local: Expo Center Norte, São Paulo (SP)
Eventos integrados: Connected Smart Cities, CSC GovTech e Parque da Mobilidade Urbana
Informações: cidadecsc.com.br

Sobre a Necta

A Necta tem como missão criar conexões transformadoras para impactar ecossistemas. Por meio da criação de plataformas de conteúdo, promove conexões entre organizações que buscam crescimento orientado a propósitos.

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Bets começam a sair do ar nesta terça-feira

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Bets começam a sair do ar nesta terça-feira
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

De 9 a 14 de outubro bancos deverão devolver saldos remanescentes

Os sites e aplicativos de apostas esportivas e jogos online, conhecidos como bets, começam a sair do ar em todo o país nesta terça-feira (6). A medida cumpre o previsto na MP 1.394/2026, que proibiu a exploração, a oferta, a intermediação e a publicidade dessas atividades no Brasil.

O prazo para que os usuários retirassem voluntariamente os recursos mantidos nas plataformas terminou às 23h59 de ontem (5).

As empresas terão os dias 7 e 8 de outubro para informar às instituições financeiras os saldos remanescentes de seus clientes, vinculados aos respectivos CPFs. De 9 a 14 de outubro, os bancos deverão efetuar a devolução dos valores aos apostadores.

Nos casos em que houver impedimento para a restituição dos recursos pelas instituições financeiras, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos a partir de 14 de outubro.

A medida provisória foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro. A proibição alcança as apostas esportivas e os jogos online e determina o encerramento das atividades das plataformas no país.

Devolução de valores

A devolução vale para os saldos mantidos nas plataformas autorizadas. Segundo estimativas da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), cerca de 23 milhões de apostadores tinham recursos nessas contas. O governo calcula que aproximadamente R$ 1,7 bilhão deverá ser devolvido aos usuários.

Quem não conseguiu sacar os recursos dentro do prazo não perderá o dinheiro. As empresas deverão repassar aos bancos os dados dos saldos remanescentes para que a devolução seja feita aos apostadores. Nos casos em que houver impedimento para a devolução pelos bancos, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos a partir de 14 de outubro.

O governo orienta os usuários a guardar comprovantes de saldo e de eventuais solicitações de saque feitas antes do encerramento das operações. Quem não retirou os recursos até o fim do prazo deverá acompanhar os procedimentos de devolução pelas instituições financeiras.

Lojas de aplicativos, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) participam do processo de bloqueio dos sites e aplicativos. Usuários que tentarem acessar as plataformas poderão ser direcionados para páginas com orientações sobre a devolução dos valores.

Fiscalização

O governo também ampliou as ações contra plataformas irregulares. Até o fim de setembro, os ministérios da Justiça e da Fazenda haviam solicitado o bloqueio de 5.209 domínios ligados à exploração ilegal de apostas.

A MP 1.394/2026 está em vigor, mas ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional. Como toda medida provisória, perderá a validade se não for aprovada pelos parlamentares dentro do prazo constitucional.

Veja o cronograma para o fim das bets nas plataformas e a devolução dos recursos

  • 5 de outubro – prazo encerrado para saque voluntário diretamente nas plataformas;
  • 6 de outubro – início do processo de retirada dos sites e aplicativos de apostas do ar;
  • 7 e 8 de outubro – as empresas deverão informar aos bancos os valores mantidos pelos usuários, identificados pelo CPF;
  • 9 a 14 de outubro – as instituições financeiras deverão devolver os recursos aos apostadores;
  • A partir de 14 de outubro: nos casos em que houver impedimento para a devolução pelos bancos, a Caixa Econômica Federal poderá intermediar os pagamentos.

Fonte: Agência Brasil

Pato Branco é a 1ª colocada da Região Sul e recebe a Reunião Estratégica da Plataforma CSC em novembro

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Município paranaense de cerca de 90 mil habitantes ocupa a 15ª posição entre todas as cidades do país no Ranking Connected Smart Cities 2025. Enquanto isso, a Plataforma CSC abre o edital para prefeituras que queiram sediar as Reuniões Regionais Estratégicas em 2027.

Pato Branco, no sudoeste do Paraná, aparece no topo da Região Sul no Ranking Connected Smart Cities 2025. No cenário nacional, a cidade ficou na 15ª posição entre os 5.570 municípios avaliados, a partir de 75 indicadores organizados em 13 eixos temáticos, baseados nas normas ISO e ABNT para cidades inteligentes e sustentáveis. O resultado vem acompanhado de dois Selos CSC Ouro: um em Cidades Inteligentes e outro em Ecossistemas de Inovação.

O desempenho ajuda a explicar por que o município foi escolhido para receber uma das Reuniões Estratégicas Regionais da Plataforma CSC. O encontro acontece no dia 6 de novembro, das 14h às 18h, no Parque de Exposições – Centro de Eventos Pref. Astério Rigon, na Rua Benjamin Borges dos Santos, bairro Fraron. As inscrições são feitas pela plataforma Sympla, e mais informações estão na página da reunião. O encontro reúne gestores públicos, representantes da academia, empresas e demais interessados no desenvolvimento de cidades inteligentes na região.

Leia mais: A Melhor Educação do Paraná está em Pato Branco

Um polo de inovação no interior

A cidade tem Índice de Desenvolvimento Humano de 0,782 e um PIB de aproximadamente R$ 5 bilhões, com economia sustentada por tecnologia, indústria, agronegócio e serviços. O ecossistema local reúne cerca de 365 empresas de tecnologia, 126 indústrias de software e 34 startups com atuação nacional e internacional, além do Parque Tecnológico Municipal, inaugurado em 2016.

A origem desse arranjo está na articulação entre universidade, governo e iniciativa privada. As negociações para instalar no município uma unidade do antigo Cefet-PR começaram em 1987, e as aulas tiveram início em março de 1993. Hoje, o campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) é o segundo maior da instituição no estado e oferece graduação, mestrado e doutorado, o que mantém um fluxo constante de engenheiros, desenvolvedores e pesquisadores para as empresas da região.

Leia mais: Capitais da alegria: Ranking de cidades mais felizes do mundo tem Rio de fora e São Paulo como melhor da América Latina

Esse histórico também aparece em outras avaliações. Em 2025, Pato Branco ficou com o 2º lugar nacional no ANCITI Awards, na categoria de municípios com até 100 mil habitantes. A cidade lidera ainda o Índice de Progresso Social (IPS) 2025 no sudoeste paranaense.

Planejamento e projetos

Desde 2021, a gestão municipal conduz o Plano Municipal de Cidade Inteligente, alinhado às normas ISO/NBR 37.120, 37.122 e 37.123, à Carta Brasileira para Cidades Inteligentes e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A diretriz é implantar soluções “dos bairros para o centro”, com o cidadão como ponto de partida das políticas públicas.

Entre as iniciativas em andamento estão o Digital PB, que já oferece 223 serviços públicos online, e o Pato 360, de segurança pública. No campo, o Pato Rotas do Campo atribui códigos de endereçamento a propriedades rurais, integrados ao Google Maps, e o Agronet leva pontos de internet às 49 comunidades rurais. Há ainda um piloto de 5G integrado à iluminação pública, em parceria com a ABDI, e o Educa Digital, que distribui tablets e implanta laboratórios de robótica na rede municipal. Na cooperação internacional, o Parque Tecnológico Binacional conecta Pato Branco a Posadas, na Argentina, combinando as competências de cada cidade: software e eletroeletrônica de um lado, biotecnologia e energias renováveis do outro.

Leia mais: Cidades inteligentes: por que tecnologia sozinha não torna uma cidade inteligente

A secretária municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação, Rosiclei Caldato Dalagnol, afirma que o reconhecimento valida o trabalho feito em favor do desenvolvimento tecnológico do município.

Edital para sediar as reuniões regionais em 2027

O caso de Pato Branco mostra o que as Reuniões Estratégicas Regionais buscam fazer: reunir, em cada região, as cidades que já avançam em inovação e as que querem começar. A Plataforma CSC, organizada pela Necta, abriu o edital de seleção de prefeituras para as Reuniões Regionais Estratégicas de 2027.

Os municípios interessados em receber o evento devem consultar o Edital 2027 e preencher o formulário de inscrição. Receber uma reunião significa colocar o município no centro da conversa regional sobre cidades inteligentes, atraindo gestores, empresas e instituições de pesquisa. Pato Branco levou décadas para construir esse ecossistema, e cada cidade tem seu ponto de partida: a diferença costuma estar em quando a discussão começa e o edital é uma das portas para isso.

Atendimento omnichannel no setor público: o cidadão começa no app e termina no guichê

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A integração entre aplicativos, site, telefone e atendimento presencial permite que o atendimento ao cidadão avance com mais qualidade 

Disponibilizar site, aplicativo, telefone e atendimento presencial não significa atender de forma omnichannel. A diferença está em fazer os canais funcionarem como uma mesma estrada, onde o cidadão pode iniciar uma solicitação pelo celular e concluí-la no balcão, sem precisar repetir informações ou abrir novos chamados.  

No setor público, essa integração pode reduzir deslocamentos e retrabalho, sem eliminar a opção presencial. A mesma lógica também é útil para empresas que precisam cooperar clientes em diferentes pontos de contato. 

Multicanal não é omnichannel: a diferença é que muda tudo. 

Multicanal pode ser compreendido como um caminho que abre várias portas, seja ela um site, aplicativo, telefone, mensageria e balcão de atendimento.Já o omnichannel pode ser entendido como uma sala para onde todas essas portas convergem e com histórico à vista. 

Bancos e varejistas ganham com isso, já que existem menos idas e vindas de clientes, filas mais curtas e menor custo para o atendimento e o mesmo vale para órgãos públicos. 

Penetração e familiaridade 

O brasileiro já vive no celular, 92% dos internautas enviam mensagens instantâneas, segundo a TIC Domicílios de 2025. As prefeituras seguiram esse movimento e, segundo a mesma pesquisa, 64% oferecem WhatsApp ou Telegram para pedidos de serviço, contra 28% em 2019. 

O custo de ir ao guichê  

Nas classes D e E, 87% dos internautas só acessa a rede pelo celular, e 28 milhões de brasileiros seguem off-line. A lei do Governo Digital preserva o direito do atendimento presencial. O guichê fica: a única coisa que é eliminada é a necessidade de reapresentar documentos ou reabrir fichas. 

Os pilares de uma estratégia omnichannel pública.  

Para 41% dos profissionais de governo ouvidos pelo Gartner no mundo, estratégias em silos dificultam a adoção de soluções digitais. 

Identidade única do cidadão entre canais 

Quem começou no app de mensagens não pode virar um desconhecido no guichê. Por lei, o CPF basta para identificar qualquer pessoa. Mas, nas prefeituras que exigem login, o cadastro público ainda supera o gov.br, segundo a TIC Governo. 

Histórico unificado de interações 

O que o cidadão já informou, em qualquer canal, deve aparecer para quem atende: protocolos, documentos, orientações. Sendo que o próprio cidadão deve ter a possibilidade de acompanhar cada etapa do pedido. 

Padronização da informação prestada 

Se o site pede três documentos e o balcão pede quatro, a confiança acaba. A saída é escrever cada orientação uma vez, em linguagem clara, para todos os canais. 

Os atalhos que dão errado 

No índice de experiência do cliente 2025 da Forrester no governo federal dos EUA, apps e URAs ficaram atrás do atendimento humano e do híbrido. 

Chatbot sem integração 

Ter um robô desconectado do sistema pode até ajudar em alguns casos, mas não resolve a grande parte das solicitações dos usuários. Os chatbots no serviço público que dão certo, agendam, consultam e, se precisam, transferem a chamada para um atendente humano. 

Apps que duplicam o portal 

Aplicativos que repetem o site, com login à parte, duplicam a manutenção e confundem o usuário. O app deve ser a versão de bolso de qualquer portal de serviço digital. 

Suporte sem histórico prévio 

Atendente que não enxerga a jornada volta a pedir documentos enviados pelo app, prática que OA lei do governo digital veda. 

O que vem a seguir: agentes de IA, atendimento por voz e identidade federada 

A próxima etapa combina automação e integração. Agentes de inteligência artificial poderão consultar bases autorizadas, orientar o cidadão e encaminhar casos para humanos com o histórico preservado. O atendimento por IA pode ampliar o acesso, enquanto a identidade federada pode facilitar o uso de credenciais entre serviços. 

 O Gartner destaca a importância de transições contínuas entre canais nas estratégias omnichannel. Essa lógica vai além de oferecer opções: o canal pode mudar, mas a jornada precisa continuar. 

Caixa abre inscrições para prêmio voltado a projetos de PPPs

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Caixa abre inscrições para prêmio voltado a projetos de PPPs
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Com inscrições até 12 de outubro, Prêmio Caixa PPP reconhece projetos e iniciativas que promovem eficiência, inovação e sustentabilidade nos serviços públicos.

A Caixa Econômica Federal publicou edital do Prêmio Caixa PPP (Parcerias Público-Privadas), com inscrições abertas até 12 de outubro. A premiação é voltada a projetos e iniciativas de PPPs no Brasil que apresentem resultados, inovação e possibilidade de aplicação de boas práticas em outros projetos.

A iniciativa também pretende ampliar a disseminação de conhecimento sobre PPPs e destacar práticas relacionadas à eficiência, inovação e sustentabilidade dos serviços públicos.

As categorias de premiação são estruturadas em temas que refletem diferentes contribuições e impactos no setor: Projeto de Destaque Socioambiental, Melhor Value for Money, Projeto de Destaque em Infraestrutura Social, Melhor Iniciativa em Capacitação em PPP e Projeto Regional de Destaque.

Fonte: Agência Infra

Prêmio Parque da Mobilidade Urbana divulga finalistas de 2026

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Prêmio Parque da Mobilidade Urbana divulga finalistas de 2026
Foto: Divulgação

Dezoito iniciativas públicas e privadas de diferentes regiões do país disputam o reconhecimento; os ganhadores serão apresentados em 18 de novembro

O Prêmio Parque da Mobilidade Urbana (PMU) divulgou os finalistas de sua edição de 2026. Realizado pela Plataforma CSC em parceria com a Urucuia, empresa de inteligência em mobilidade urbana, o prêmio reconhece iniciativas e pessoas que promovem uma mobilidade sustentável, segura e inclusiva no Brasil. Para efeito de inscrição e premiação, o conceito de mobilidade urbana abrange transporte público urbano, logística urbana, trânsito, mobilidade ativa e segurança viária.

A comunicação dos finalistas ocorreu em 15 de setembro. Em cada categoria, os jurados definem o ganhador e concedem menção honrosa aos colocados em segundo e terceiro lugar. A apresentação dos vencedores está marcada para 18 de novembro de 2026.

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Como o prêmio se organiza

O PMU está dividido em duas frentes. A primeira reúne projetos e iniciativas e tem quatro grandes categorias: mobilidade sustentável e iniciativas que inovam e transformam, ambas com disputas separadas entre o setor público e o privado, além de segurança viária e mobilidade ativa. A segunda frente reconhece profissionais com atuação relevante no setor, por meio das categorias Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana, Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana e Profissional de Destaque na Mobilidade Urbana, esta última uma novidade da premiação.

Iniciativas em favor da mobilidade ativa

A categoria reconhece ações que incentivam deslocamentos a pé e por bicicleta. Os finalistas são as Bicicletas Compartilhadas Vermelhinhas Maricá, da Empresa Pública de Transporte de Maricá (EPT); o projeto Legibilidade Jardim Lapenna, do Instituto Caminhabilidade; e a Rua Completa Campos Sales, da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (EMDEC).

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Iniciativas privadas em favor da mobilidade sustentável

Nesta categoria, concorrem o iFood Pedal | Bike Elétrica, do iFood; o JET Brasil Micromobilidade Sustentável, da JET; e a Primeira Frota Aeroportuária do Brasil, da TEVX.

Iniciativas públicas em favor da mobilidade sustentável

Os finalistas são a Mobilidade Elétrica Integrada, da Autarquia de Mobilidade, Trânsito e Cidadania (TRANSITAR); o Niterói de Bicicleta, da Prefeitura Municipal de Niterói; e a renovação da frota de ônibus sustentáveis da Prefeitura de Aracaju, com a implementação pioneira no Nordeste de ônibus 100% elétricos.

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Iniciativas privadas que inovam e transformam

A categoria reúne soluções que usam inovação para mudar a experiência da mobilidade. Concorrem a Biometria Facial no RJ: Garantindo o Direito de Quem Realmente Precisa, da Mais Mobi; o Cittamobi e Rede de Proteção à Mulher, da Primova/Cittamobi, que trata da mobilidade urbana como vetor de cidadania e segurança no Recife; e o Nada pode parar – Metrô SP, da Prodata Mobility Brasil.

Iniciativas públicas que inovam e transformam

Os finalistas são o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, do BNDES; o Mov Londrina: Mobilidade Inteligente e Programada, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina; e o Novo Programa Respeito à Vida (PRaVida), do DETRAN-SP.

Iniciativas em favor da segurança viária

A categoria reconhece ações voltadas à redução de mortes e de sinistros no trânsito. Disputam o prêmio o Idoso em Trânsito: dados e educação para redução de mortes no trânsito, da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização de Londrina (CMTU); o Programa A Caminho da Escola 2.0, da Companhia de Engenharia de Tráfego do Rio de Janeiro (CET-Rio); e o Vitória pela Vida, da Prefeitura Municipal de Vitória.

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Carreira Inspiradora e Mulheres que Inspiram

As categorias dedicadas a pessoas valorizam trajetórias que contribuíram para o setor no Brasil. Os finalistas de Carreira Inspiradora em Mobilidade Urbana, Mulheres que Inspiram na Mobilidade Urbana e Profissional de Destaque na Mobilidade Urbana ainda serão definidos, e os nomes serão divulgados em momento oportuno. Podem concorrer também profissionais estrangeiros, desde que a contribuição esteja ligada ao território nacional. 

Cidade CSC 2027

Cidades, empresas, universidades e organizações que desenvolvem projetos como esses estão convidados a participar do Cidade CSC 2027. O encontro reúne, em São Paulo, gestores públicos, especialistas e empresas em torno da agenda de cidades inteligentes, e é um espaço para apresentar experiências, conhecer o que outros municípios estão fazendo e construir parcerias. Informações sobre datas e participação estão disponíveis no site da Plataforma CSC, clique aqui para saber mais.

Os finalistas desta edição mostram que a mobilidade urbana brasileira se resolve em escalas muito diferentes, da calçada de um bairro à frota elétrica de uma capital, e por atores que vão de prefeituras a empresas e universidades. Dar visibilidade a essas experiências é também uma forma de permitir que circulem entre cidades que enfrentam problemas parecidos.