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Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo

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Percentual de jovens nem-nem no Brasil cai para 22,4%, mostra estudo
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Índice se refere ao ano de 2024, segundo relatório da OCDE

A taxa de jovens brasileiros que não estudam, não trabalham nem estão em treinamento ou formação teve queda de 4,4 pontos percentuais entre 2016 e 2024, aponta o relatório Panorama da Educação 2026 (Education at a Glance), divulgado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O índice de pessoas de 18 a 24 anos nessa condição caiu de 26,8%, em 2016, para 22,4%, em 2024.

Em nota à imprensa, o Ministério da Educação (MEC) destaca que a estatística brasileira é “quase o dobro da redução média (2,3 pontos) registrada pela OCDE no mesmo período”.

O superintendente executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, reconhece os avanços, porém, destaca que ainda são insuficientes, já que mais de um quarto dos jovens adultos ainda não têm educação básica completa.

“A tarefa é construir uma trajetória em que o jovem consiga permanecer, aprender, concluir a formação e encontrar uma inserção profissional digna. Isso depende de educação, proteção social e políticas de trabalho atuando de forma articulada”, sugere.

Queda de jovens sem ensino médio

Outro dado positivo do Brasil no estudo é que a proporção de jovens de 25 a 34 anos sem ensino médio completo diminuiu de 35%, entre 2016, para 26%, em 2024. Mas o percentual brasileiro ainda é superior aos 12% da média verificada pela OCDE nos demais países analisados.

O Ministério da Educação (MEC) associa os avanços à implementação de programas públicos como o Pé-de-Meia (incentivo financeiro-educacional para promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes do ensino médio público) e o Bolsa Família (transferência de renda que beneficia famílias em situação de pobreza e extrema pobreza).

Conclusão do ensino médio

O relatório da OCDE mostra também a diferença de gênero na conclusão do ensino médio. No Brasil, as mulheres têm 7 pontos percentuais a mais de probabilidade de concluir esta etapa da educação básica do que os homens, uma diferença maior do que a observada na maioria dos outros países com dados disponíveis nesta edição.

A organização internacional aponta que, no Brasil, entre todos os estudantes que entraram no ensino médio, 20% abandonam a escola sem se formar.

Outro dado do estudo indica que 79% dos novos alunos que entraram no ensino médio concluíram esta etapa em até dois anos após o tempo regular de estudo previsto, contra a média de 85% de conclusão, entre os países considerados no levantamento.

Após este período (dois anos) previsto para a conclusão, apenas 1% ainda continuava matriculado na escola tentando se formar.

Quando considerados os adultos de diferentes gerações (25 a 64 anos) com ensino médio completo, em 2024, a proporção de 40% do Brasil é semelhante à média de 39% dos países da OCDE.

Ensino superior

Segundo os dados, em 2024, 22% dos adultos brasileiros em idade ativa (25 a 64 anos) tinham ensino superior completo, pouco mais da metade da média de 43% dos países da OCDE.

Para Ricardo Henriques, a distância entre o Brasil e os países da OCDE é fruto de um passivo educacional histórico e superar suas consequências exige ações integradas em diferentes frentes para garantir a trajetória contínua. Entre elas, fortalecer o ensino médio e ampliar o ingresso no ensino superior com a oferta de cursos mais flexíveis para adultos de diferentes gerações, apoio financeiro e articulação entre formação técnica e acadêmica.

“A expansão do acesso [ao ensino superior] precisa vir acompanhada de qualidade e de políticas de permanência, especialmente para quem enfrenta dificuldades para conciliar estudo, trabalho e responsabilidades familiares”, disse.

À Agência Brasil, ele explicou que, quando o acesso à formação se concentra em uma parcela da população, o país desperdiça talentos e restringe as possibilidades de mobilidade social. Para a economia, esse gargalo limita a capacidade de elevar a produtividade, inovar e incorporar tecnologias. “Podemos transformar mais escolaridade em melhores oportunidades para as pessoas e maior capacidade de desenvolvimento para o Brasil”, defendeu.

Transição escolar

A OCDE considera as transições de um nível de ensino para o seguinte como momentos importantes na trajetória de um estudante, com grande influência nos resultados educacionais.

No Brasil, um ano após concluir os anos finais do ensino fundamental:

  • 87% dos alunos prosseguem estudos no ensino médio;
  • 4% repetem o último ano letivo do fundamental 2; e
  • 8% saem do sistema formal de ensino, percentual superior aos 5% de estudantes que não se matricularam no ensino médio, entre os 22 países e economias com dados disponíveis sobre essa questão, nesta edição do relatório.

Segundo Ricardo Henriques, a OCDE recomenda aos gestores o monitoramento rigoroso da frequência escolar e da queda no desempenho dos estudantes, assim como o apoio pedagógico com foco individualizado.

O especialista em educação orienta a escola a agir preventivamente, antes de um eventual abandono dos estudos, com a recomposição da aprendizagem direcionada em leitura e matemática, diálogo com as famílias, orientação sobre o ensino médio e recepção estruturada do estudante nas primeiras semanas da nova etapa educacional. “Uma boa gestão da transição acompanha a trajetória até que o jovem esteja frequentando, aprendendo e construindo vínculos na nova escola.”

Ele ainda destaca a criação, em março deste ano, do Identificador Nacional Único do Estudante (Inue), o mecanismo legal que unifica o registro da trajetória escolar dos alunos no Brasil, a partir do Cadastro de Pessoa Física (CPF) do estudante, acompanhada da devida capacitação dos profissionais de educação.

“A grande questão é como apoiar os professores e gestores para que possam fazer uso desses dados de modo a fazer um melhor diagnóstico das necessidades de cada estudante, atuando para que todos consigam progredir em sua aprendizagem”, pontuou o superintendente executivo do Instituto Unibanco.

Panorama da Educação 2026

No Brasil, anualmente, os dados nacionais que subsidiam o cálculo de indicadores do Panorama da Educação 2026 têm como fontes estatísticas o Censo Escolar da Educação Básica, o Censo da Educação Superior e outras pesquisas, como do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e os dados da pós-graduação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

As informações completas do relatório podem ser consultadas no site da OCDE.

Fonte: Agência Brasil

El Niño deixa pescadores em crise e expõe impacto das mudanças climáticas no Pacífico

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Super El Niño de 2026 se intensifica e chega perto de recorde histórico; na costa da América do Sul, as águas ficaram 4,5 °C acima do normal
Foto: Gerardo Menoscal / AFP

Aquecimento do oceano, efeito direto do fenômeno climático, causa mudanças no comportamento das espécies marinhas, dificultando a captura

Os pescadores do Pacífico oriental sofrem o impacto do aquecimento do oceano pelo fenômeno El Niño, que obriga várias espécies a migrar para águas profundas e deixa as redes parcialmente vazias e povoados em crise.

Do litoral do Equador e do Peru ao do Panamá e da Guatemala, os pescadores artesanais veem, impotentes, anchovetas, atuns e pargos se afastarem em busca de águas frias, após um aumento da temperatura de até 6°C.

— A água está quente — relata à AFP Juan Ollague, de 56 anos, no povoado equatoriano de Santa Rosa (Santa Elena, sudoeste), onde centenas de barcos se apinham em um porto parcialmente paralisado.

Após o trabalho noturno, ele capturou apenas seis cavalas-fragata (Auxis thazard), um tipo de atum pequeno. “Passamos a noite em claro”, lamenta Ollague, a quem a necessidade obriga voltar a zarpar sob um sol intenso.

— Antes a pesca era boa, agora está péssima — queixa-se seu colega, Darwin Zambrano, de 53 anos. Em sua lancha, ele desenrola uma rede onde não voltaram a cair espécimes grandes da família do atum, como albacoras e bonitos.

O calor no planeta alcançou níveis nunca antes registrados em agosto e a temperatura média dos oceanos, excluídas as regiões polares, situou-se em 21,07ºC, igualando o recorde de março de 2024, segundo o observatório europeu Copernicus.

Por trás das temperaturas elevadas estão as mudanças climáticas e o atual fenômeno El Niño, que amplifica seus efeitos.

A temperatura média nas águas equatorianas subiu cerca de 3ºC na superfície e até 6ºC a 40 metros de profundidade, o que reduziu a “produtividade marinha” e a captura de algumas espécies, explica o oceanógrafo Jonathan Cedeño, após uma expedição recente.

Preferem não sair

Em uma praia de Veracruz, perto da Cidade do Panamá, Rigoberto González conta que a cada vez precisa se afastar mais da costa e estender a jornada de trabalho para encontrar seu sustento.

Isso significa gastar mais em comida, gelo para conservar o pescado e combustível para a pequena lancha na qual captura com corda pargos, serras e barracudas.

— Saímos com 100 dólares (aproximadamente R$ 522) de gasolina e quando viemos, gastamos 150 dólares (cerca de R$ 783) [pela venda, que é preciso dividir entre quatro trabalhadores] — comenta à AFP González, de 59 anos.

No atracadouro do cais da Cidade do Panamá, alguns preferem não sair.

— Não podemos continuar perdendo — diz à AFP Jesús Morales, líder do sindicato de pescadores artesanais do Panamá, onde a diminuição das chuvas com o El Niño forçou a redução do tráfego pelo canal interoceânico.

Mais ao norte, em Iztapa (Guatemala), Eliseo Ovando, de 50 anos, garante que o que pescava antes em um dia, agora requer três, e denuncia que só as empresas grandes recebem ajuda estatal.

— O peixe grande come o menor — afirma.

No Peru, o afastamento das anchovetas para águas mais frescas obriga os pescadores a migrar para outros ofícios, como a construção. O país é o principal produtor deste peixe, matéria-prima para ração para animais de criação e adubo.

Impacto econômico

No Panamá, o problema se reflete em um mercado contíguo ao atracadouro que abastece os supermercados da cidade. “Chega menor quantidade” de mariscos e às vezes, “estragados pelo calor”, assegura Carlos Nieto, vendedor de 46 anos.

Agora, ele gasta cerca de 600 dólares (R$ 3,1 mil) por mês em gelo, muito mais que o habitual. “Isso é praticamente um salário”, diz. Por enquanto, não há altas significativas nos preços.

Mas no Equador, segundo produtor mundial de atum depois da Tailândia, o preço do dourado e da bicuda dobrou pela escassez, segundo a indústria.

Francisco Orlando, que ganha a vida cortando filés de pescado em Santa Rosa, sente a crise.

— Estamos esperançosos de que eles tragam a pesca. Se trouxerem, nós trabalhamos. Se não trouxerem, não trabalhamos — resume este homem de 37 anos, enquanto afia suas facas para separar as espinhas da carne.

A falta de dinheiro provocou o fechamento temporário de estabelecimentos de comida em frente ao porto.

— Todos nós estamos passando por dificuldades porque as pessoas não têm como consumir, não têm renda — diz Janeth Toasa, de 54 anos, olhando para as gaivotas que sobrevoam os barcos vazios, em busca de comida.

Foto: O Globo

Lucas do Rio Verde é a cidade mais inteligente de Mato Grosso e a 4ª do Centro-Oeste

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Município do interior mato-grossense combina serviços digitais, conectividade e contas em dia, e agora recebe uma reunião estratégica da Plataforma CSC

Lucas do Rio Verde (MT) chegou ao topo do estado no Ranking Connected Smart Cities 2025. Entre mais de cinco mil municípios avaliados, a cidade ficou em 1º lugar no Mato Grosso e em 4º na Região Centro-Oeste, com nota geral de 47,20. O levantamento analisou 75 indicadores, distribuídos em 13 áreas temáticas.

Os melhores desempenhos apareceram em Governança, com 64 pontos. Na sequência vieram Resíduos Sólidos, Esgoto e Água (59), Educação (58), Segurança (56) e Telecomunicações (55). O município também recebeu o Selo Cidades Inteligentes – Bronze, baseado em normas internacionais ISO/ABNT, e o Selo Ecossistema de Inovação – Prata, que avalia a maturidade do ambiente de inovação local. Os reconhecimentos foram apresentados em São Paulo, durante o Cidade CSC, que tem nova edição confirmada para novembro deste ano.

Leia mais: Maior obra ferroviária do país avança 1km por dia em Mato Grosso

Serviços digitais e rede própria

Boa parte do resultado vem da forma como a Prefeitura reorganizou o próprio funcionamento. Os sistemas municipais migraram para a nuvem, com apoio da ferramenta Betha Studio, que integra dados e permite digitalizar os serviços públicos. A rede de fibra óptica já alcança 100% dos prédios públicos.

Na segurança pública, o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciospe) conta com mais de 400 câmeras de monitoramento e trabalha com a Guarda Armada. No transporte coletivo, a modernização do sistema segue diretrizes de descarbonização.

Na área ambiental, o programa Lixo Zero chegou às unidades escolares e levou o caso de Lucas do Rio Verde a um painel nacional sobre gestão de resíduos sólidos. O secretário de Agricultura e Meio Ambiente, Felipe Palis, destacou a oportunidade de trocar experiências com profissionais de diferentes áreas e de levar o município ao debate nacional sobre o tema.

Saúde e Educação acima do mínimo

A prestação de contas do 2º quadrimestre de 2026, apresentada em audiência pública na Câmara Municipal em 29 de setembro, mostra um município com as contas organizadas. Até agosto, a arrecadação somou R$ 672,37 milhões, o equivalente a 70,18% da receita prevista para o ano, de R$ 958,08 milhões.

Leia mais: Santa Rita do Sapucaí sedia Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC durante HackTown 2026

Em Saúde, foram aplicados R$ 95,57 milhões, ou 29,38% das receitas de impostos e transferências, quase o dobro do mínimo constitucional de 15%. Em Educação, o investimento foi de R$ 83,15 milhões (25,31%), acima do piso de 25%. Do Fundeb, 88,09% foram destinados ao pagamento de profissionais da educação básica, com mínimo legal de 70%. A despesa com pessoal ficou em 43,48% da Receita Corrente Líquida, bem abaixo do teto de 60% da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior da Saúde registrou o cumprimento de 52 das 92 metas, o que dá 56,5%. Entre as entregas está a nova Unidade Básica de Saúde do bairro Parque das Araras, com farmácia e posto de coleta. No planejamento familiar, foram realizadas 842 inserções do contraceptivo intradérmico Implanon, sendo 550 com recursos próprios e 292 do Ministério da Saúde, mais de quatro vezes a meta inicial de 200.

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Reunião estratégica reúne gestores na cidade

Esse conjunto de resultados coloca Lucas do Rio Verde como anfitriã da Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, no dia 8 de outubro de 2026, das 13h30 às 18h, no Auditório dos Pioneiros, no Paço Municipal (Avenida América do Sul, nº 2500-S, bairro Parque dos Buritis). O encontro tem como tema agronegócio, planejamento e sustentabilidade, três áreas que ajudam a explicar o crescimento da cidade, conhecida pela força das cooperativas e das agroindústrias, por um PIB de cerca de R$ 9 bilhões e por um IDH de 0,768.

A reunião reúne no mesmo espaço prefeituras, empresas e instituições interessadas em planejamento urbano, e dá a quem acompanha de fora a chance de ver como um município de interior organiza o crescimento em torno de dados, serviços digitais e contas públicas equilibradas. Para saber mais sobre a Reunião Estratégica Regional, clique aqui. 

Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta

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Pix por aproximação deixa de ter teto de R$ 500 a partir desta quinta
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

Cliente definirá novo limite com o banco

O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central (BC) retirou o teto específico de R$ 500 por transação para essa modalidade de pagamento. Com a mudança, o cliente poderá pedir ao banco o aumento ou a redução dos limites aplicados às operações, que continuarão sujeitos às regras de segurança de cada conta.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança transações realizadas por Código QR, chaves de acesso e operações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance (mecanismo de compartilhamento de dados entre instituições financeiras).

Na prática, o fim do teto de R$ 500 não significa que o usuário poderá fazer pagamentos de qualquer valor automaticamente. O limite continuará sendo determinado pelas configurações de segurança e pelos valores estabelecidos para cada cliente.

O que muda

Até agora, o Pix por aproximação tinha uma restrição específica: cada transação realizada pela modalidade não poderia ultrapassar R$ 500.

A partir de 1º de outubro:

  • o teto fixo de R$ 500 deixa de existir;
  • o cliente poderá pedir aumento ou redução dos limites;
  • os pagamentos poderão superar R$ 500, desde que estejam dentro dos limites da conta;
  • o banco deverá disponibilizar uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo;
  • as regras gerais de segurança do Pix continuam valendo.

Não haverá, portanto, um novo teto único para substituir os R$ 500. Um cliente poderá fazer uma transação de R$ 600 ou de R$ 1 mil por aproximação se o limite de sua conta permitir.

Como ajustar

A mudança do limite será feita pelo aplicativo da instituição financeira. A ferramenta deverá permitir que o cliente gerencie os valores autorizados para esse tipo de operação.

O procedimento pode variar conforme o banco, mas a lógica será:

  1. acessar o aplicativo da instituição;
  2. localizar as configurações do Pix;
  3. acessar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
  4. pedir o aumento ou a redução do valor permitido;
  5. seguir as etapas de autenticação exigidas pelo banco.

A retirada do teto específico de R$ 500, portanto, não elimina os mecanismos de proteção contra movimentações suspeitas.

Como funciona

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar dados.

Disponível desde fevereiro de 2025, a modalidade pode ser usada diretamente pelo aplicativo do banco ou por carteiras digitais compatíveis.

Para usar o recurso por meio de uma carteira digital, é necessário primeiro vincular a conta bancária ao serviço.

Para ativar

  1. abra a carteira digital do celular;
  2. escolha a opção de vincular uma conta;
  3. aplicativo do banco será acionado;
  4. autorize a vinculação do Pix por aproximação.

Depois de configurado, o pagamento segue uma dinâmica semelhante à de um cartão cadastrado no celular.

Para pagar

  1. informe ao estabelecimento que fará o pagamento via Pix;
  2. confira os dados e o valor da cobrança;
  3. aproxime o celular da máquina;
  4. faça a autenticação exigida;
  5. confirme o pagamento.

Dependendo da configuração do banco e da carteira digital, pode ser necessário autenticar a operação antes da conclusão.

Atenção aos golpes

A possibilidade de realizar pagamentos maiores por aproximação exige atenção redobrada do usuário. Como o celular pode concluir a operação sem que seja necessário abrir o aplicativo bancário em determinadas situações, é importante conferir o valor e os dados da cobrança antes de autorizar o pagamento.

Entre os principais cuidados estão:

  • conferir o valor exibido na maquininha e no celular;
  • verificar o estabelecimento antes de aproximar o aparelho;
  • manter bloqueio de tela e mecanismos de autenticação ativos;
  • não entregar o celular desbloqueado a terceiros;
  • acompanhar as notificações das transações;
  • revisar periodicamente os limites configurados no aplicativo do banco.

Modalidade em expansão

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou cerca de 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, no entanto, ainda engatinha para conquistar o interesse do usuário. Em agosto, a modalidade registrou apenas 2 milhões de transações, apenas 0,06% do total de operações no mês.

Apesar da baixa adesão, o volume de transações do Pix por aproximação cresce de forma expressiva. Em janeiro, o total de operações na modalidade somou 1,06 milhão.

Fonte: Agência Brasil

Alerta na primavera: órgãos de SC classificam El Niño como ‘muito forte’ e preveem chuva acima da média

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Alerta na primavera: órgãos de SC classificam El Niño como ‘muito forte’ e preveem chuva acima da média
Foto: NOAA/Via MetSul

Defesa Civil e Epagri/Ciram alertam para tempestades frequentes, vendavais e granizo no estado entre outubro e dezembro.

Os órgãos que monitoram o clima em Santa Catarina passaram a classificar o atual El Niño como de intensidade “muito forte” no estado. Em comunicado divulgado na terça-feira (29), a Defesa Civil estadual e a Epagri/Ciram reforçaram o alerta para a primavera, que deve registrar chuvas acima da média.

A classificação foi adotada após dados internacionais divulgados nesta semana apontarem um aquecimento de 2,2 °C na superfície do mar na região de referência para o monitoramento do fenômeno. O índice superou o limite de 2°C usado para definir um evento de intensidade muito forte.

Entenda: A classificação adotada pelos órgãos catarinenses considera as condições observadas na região do Oceano Pacífico, além das projeções para os próximos meses indicadas pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, em inglês).
A meteorologista da Defesa Civil de Santa Catarina, Nicolle Reis, explicou que os dados atuais dão suporte à mudança de categoria:

“Para essa categoria, as anomalias da temperatura da superfície do mar precisam atingir ou superar o patamar de 2°C. Na última semana, esse valor chegou a 2,2 °C”, detalha.

El Niño e primavera

Segundo a Defesa Civil catarinense, embora a condição já venha sendo observada nos últimos meses, inclusive com registros de granizo em diferentes regiões, a nova classificação do fenômeno ganha ainda mais relevância com o avanço da primavera, que começou em 22 de setembro. A estação segue até 21 de dezembro.

Além do aumento gradual das temperaturas com a proximidade do verão, o período é naturalmente marcado por mais chuvas e temporais com vendavais, raios e granizo no estado. Com o El Niño muito forte, esse padrão deve se intensificar entre outubro e dezembro.

Ou seja:

  • Historicamente, o El Niño favorece o aumento das chuvas no Sul do Brasil.
  • Associado às características próprias da estação, esse fenômeno tende a potencializar a frequência e os volumes de precipitação em Santa Catarina nos próximos meses.

“A combinação entre El Niño muito forte, volumes elevados de chuva e maior frequência de tempestades aumenta a probabilidade de impactos associados a vendavais e granizo, além de ocorrências provocadas pelo excesso de chuva, como alagamentos, enxurradas, inundações e deslizamentos”, cita a Defesa Civil em nota.

Fonte: G1

Aumento na presença de clientes com mais de 60 anos cresce 226% em quatro anos no transporte sobre trilhos

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Aumento na presença de clientes com mais de 60 anos cresce 226% em quatro anos no transporte sobre trilhos
Foto: Divulgação Motiva

No Dia Internacional da Pessoa Idosa, dados da Motiva Trilhos mostram crescimento da presença de passageiros com 60 anos ou mais nas operações de São Paulo e Salvador

São Paulo, 30 de setembro de 2026 – No Dia Internacional da Pessoa Idosa, celebrado em 1º de outubro, os dados da Motiva Trilhos mostram como o envelhecimento da população brasileira já se reflete na mobilidade urbana. Na Linha 4-Amarela, em São Paulo, cerca de 4,6 milhões de clientes com 60 anos ou mais utilizaram o serviço entre agosto de 2025 e agosto de 2026, representando 5,5% da operação no período. Esse público cresceu mais de 11% em um ano e, na comparação de agosto de 2022 a agosto de 2026, o número aumentou 226%. Os dados reforçam a importância de uma mobilidade preparada para acompanhar as novas características da população, comprovando a necessidade de investimentos em infraestrutura, acessibilidade e serviços que acompanhem as novas características da sociedade.

O movimento observado nas linhas da Motiva Trilhos acompanha uma mudança na composição da população brasileira. De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de brasileiros com 60 anos ou mais passou de 22 milhões, em 2012, para 35,2 milhões, em 2025 — aumento de aproximadamente 59% em 13 anos. Em São Paulo, 8,1 milhões de pessoas tinham 60 anos ou mais em 2025, o equivalente a 17,6% da população do estado.

É nesse contexto que os números da Motiva Trilhos ganham relevância. O crescimento da presença desse público nos trilhos reforça a importância de investimentos em infraestrutura, acessibilidade e serviços capazes de acompanhar as novas demandas da população. Na Linha 4-Amarela, a Estação Vila Sônia concentra 20% dos embarques de clientes com 60 anos ou mais, considerando agosto de 2025 e agosto de 2026, evidenciando também a relevância de soluções que favoreçam a circulação e a autonomia desse público no sistema.

“Esse cenário coloca a mobilidade no centro da discussão sobre o planejamento das cidades. Além de acompanhar o crescimento da população com 60 anos ou mais, os sistemas de transporte precisam estar preparados para oferecer condições que favoreçam a autonomia e a participação desse público na vida urbana. E, sem dúvida, os números ajudam a ilustrar como os sistemas operados pela Motiva Trilhos fazem parte desta rotina de mobilidade”, cita Fábio Silva, gerente-executivo de atendimento das linhas 4-Amarela e 5-Lilás.

Fábio destaca, ainda, a importância das estações AACD – Servidor e Hospital São Paulo, da Linha 5-Lilás, essenciais para o acesso à saúde e serviços especializados na região. “A acessibilidade e a inclusão fazem parte da experiência dos clientes da Motiva e, na estação Hospital São Paulo, usamos a sinalização em Linguagem Simples para facilitar a viagem de todos os clientes, principalmente idosos, pessoas com deficiência intelectual, TEA, baixo letramento ou crianças”.

Já no Metrô Bahia, em Salvador, foram transportados quase 680 mil clientes idosos em agosto de 2026, crescimento de mais de 12% em relação ao mesmo mês de 2025. No período, esse público também ampliou sua participação na operação, passando de 6,0% para 6,6% do total de clientes. “No acumulado de janeiro a agosto deste ano, foram mais de 5 milhões de clientes com 65 anos ou mais transportados pelo Metrô Bahia, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. Esse público utiliza o metrô para se deslocar por toda a cidade, seja para o trabalho, atividades de lazer ou para resolver questões cotidianas, com a garantia de que será bem atendido e terá seus direitos como cidadão assegurados”, ressalta Carlos Cavalcanti, gerente executivo de Atendimento do Metrô Bahia.

Equipe Estratégia Motiva – Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda

Para mostrar que essa é uma tendência também nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, a equipe de estratégia da concessionária acompanhou a visita de 150 clientes com idade acima de 60 anos no último dia 25 de setembro. Os integrantes foram embarcados nas estações Jardim Silveira, Barueri e Antônio João, da linha 8-Diamante, com destino à estação VillaLobos-Jaguaré da Linha 9 – Esmeralda, para participação no evento esportivo Viva Mais. Para Nathália Souza, coordenadora das estações da ViaMobilidade, o cuidado com esse público é um dos principais focos da concessionária. “Acreditamos que a mobilidade é um direito essencial e nosso compromisso vai além de oferecer apenas um transporte seguro e eficiente. Reforçamos a importância de atender com respeito, empatia e sensibilidade um público que, mais do que nunca, merece nossa total atenção. Nossos times de atendimento estão preparados para não apenas oferecer suporte técnico e orientações detalhadas durante a jornada, mas também para garantir uma experiência acolhedora por meio de gestos de cuidado que humanizem as interações do dia a dia. Seja com uma palavra amiga, uma orientação no embarque ou um sorriso, estamos aqui para construir conexões que coloquem as pessoas no centro de tudo — como é o propósito da Motiva”, explica.

Acessibilidade e experiência

Todas as linhas operadas pela Motiva Trilhos contam com elevadores e escadas rolantes, assentos preferenciais para os públicos prioritários, sinalização e estratégia de fluxo. Já no primeiro vagão do trem, a segunda e a quarta portas são preferencialmente destinadas ao embarque de pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. Na Estação PalmeirasBarra Funda, a ViaMobilidade implementou uma área exclusiva para embarque preferencial na Linha 8-Diamante.

Roupa Sensorial: Inovação no Treinamento dos Agentes da ViaMobilidade

Com o compromisso de inovar em seus treinamentos e oferecer uma experiência mais empática e eficiente para os passageiros, a ViaMobilidade, administrada pela Motiva, introduziu o uso de roupas sensoriais nos exercícios de capacitação dos agentes de atendimento e segurança. A tecnologia permite reproduzir as sensações de pessoas com mobilidade reduzida ou idosos, ampliando a empatia e aprimorando a abordagem no suporte diário aos usuários do transporte público.

Linha 4-Amarela da Motiva

A Motiva é a empresa responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo e o primeiro contrato de PPP (Parceria Público-Privada) assinado no país. Na América Latina, a Linha 4-Amarela é pioneira no uso do sistema driverless, operação automática sem a presença de condutor dentro do trem, que permite a supervisão permanente de velocidade, conferindo mais segurança e precisão à operação.

ViaMobilidade – Linhas 5 e 17

A ViaMobilidade é a concessionária integrante da plataforma Trilhos da Motiva, responsável pela operação e manutenção das linhas 5-Lilás de metrô e 17-Ouro de monotrilho em São Paulo. A Linha 5Lilás é composta por 17 estações e atende a zona sul de São Paulo, de Capão Redondo a Chácara Klabin.

ViaMobilidade – Linhas 8 e 9

A ViaMobilidade é a concessionária integrante da plataforma de Trilhos da Motiva, responsável pela operação e manutenção das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo. A Linha 8-Diamante é composta por 23 estações, ligando Júlio Prestes a Amador Bueno, com integração nas linhas 3-Vermelha, 7-Rubi, 9-Esmeralda, 10-Turquesa e 11-Coral. Já a Linha 9Esmeralda, que conecta Varginha a Osasco, possui 21 estações e faz integração com as linhas 4Amarela, 5-Lilás e 8-Diamante, com conexão também com a Linha 17-Ouro de monotrilho e que está com operação assistida.

Metrô Bahia

O Metrô Bahia, uma empresa da Plataforma de Trilhos da Motiva, tem 12 anos de operação. São 38 km de extensão, duas linhas, 22 estações e dez terminais integrados, sendo nove deles administrados pela concessionária. O Sistema Metroviário de Salvador e Lauro de Freitas já gerou um impacto positivo de R$ 11,1 bilhões na economia da Bahia e transporta mais de 420 mil pessoas por dia. Desde a sua inauguração, já foram realizadas mais de 2,6 milhões de viagens, cerca de 45 milhões de quilômetros rodados e mais de 890 milhões de passageiros transportados. O Metrô Bahia conta com 1.327 colaboradores diretos e mais de 2.500 indiretos. Em 2026, a concessionária conquistou o 4º lugar no ranking Great Place To Work (GPTW) entre as Melhores Empresas para Trabalhar na Bahia, reconhecimento que reforça seu compromisso com um ambiente de trabalho de qualidade e o desenvolvimento de seus colaboradores.

Mais informações à imprensa

Eliane Bueno

Fone: (11) 91105-5138

E-mail: eliane.bueno@motiva.com.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Motiva | Eliane Bueno

Menos de um dia após cancelar IA por medo de segurança, OpenAI divulga novas ferramentas

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As preocupações que levaram a OpenAI, do ChatGPT, a abandonar lançamento de novo sistema de IA
Foto: Qilai Shen/Bloomberg

Sam Altman, CEO da OpenAI, revelou com entusiasmo um agente de IA chamado ‘dots’, que ele descreveu como ‘mais ambicioso’ que o ChatGPT e uma ‘maneira totalmente nova de trabalhar com IA’.

Menos de um dia apósa OpenAI anunciar que iria cancelar o lançamento de um modelo de inteligência artificial devido a preocupações com a segurança, a empresa lançou um conjunto totalmente novo de ferramentas de IA.

Durante a apresentação anual para desenvolvedores em São Francisco, na terça-feira (29), Sam Altman, CEO da OpenAI, revelou com entusiasmo um agente de IA chamado ‘dots’, que ele descreveu como ‘mais ambicioso’ que o ChatGPT e uma ‘maneira totalmente nova de trabalhar com IA’.

‘É como um assistente de IA que está sempre ao seu lado. No futuro, se quiserem, poderão trabalhar com uma equipe inteira de pontos’.

Os ‘pontos’ da OpenAI são pequenas bolhas coloridas, usando boinas ou óculos, que aparecem nos celulares ou laptops das pessoas, podem ser integradas a outros aplicativos e seguir comandos. Os agentes podem realizar tarefas sem supervisão, como agendar uma reunião, reservar um voo ou distribuir tarefas para colegas.

A OpenAI afirma que os ‘pontos são uma extensão de você’ e descreve a ferramenta como ‘inteligência de ponta’.

Os Dots são alimentados pelo GPT-6 Astra, o modelo mais recente da empresa. A OpenAI anunciou na noite anterior que suspenderia o lançamento do GPT-6.1 Astra porque o modelo atualizado apresentou comportamento enganoso durante os testes.

Os pontos da OpenAI competirão com o novo agente de IA da Meta, o Muse, lançado há duas semanas. O produto da Meta é voltado para consumidores comuns, mais do que para clientes corporativos, como é o caso do produto da OpenAI, embora a Meta tenha anunciado uma versão para pequenas empresas na terça-feira.

O aplicativo do agente, disponível nos EUA, já foi baixado mais de 3 milhões de vezes.

A OpenAI também pediu desculpas na segunda-feira por um de seus agentes de IA ter agido de forma descontrolada e invadido um site do governo australiano. O pedido de desculpas veio após a empresa ter sido alvo de relatos e admissões de que seus sistemas de IA estavam agindo de forma independente e obtendo acesso a vários sites de empresas e do governo.

Superinteligência

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Superinteligência
Imagem: Divulgação White House

Juro que queria parar de falar um pouco de Inteligência Artificial mas eis que, na semana de escrever meu novo artigo, a OpenAI anuncia o cancelamento do GPT‑6.1 Astra, seu novo modelo de IA que seria lançado em outubro último.

Não foi um episódio isolado. Alguns dias antes, líderes das big techs participaram de reunião na ONU para discutir a IA e fizeram alertas.

“Se mal gerenciada, acredito até que a IA poderia representar um risco para a humanidade como um todo”, disse Dario Amodei, CEO da Anthropic, criadora do Claude.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, defendeu cooperação internacional. “Para que a IA seja democrática, as decisões mais importantes não podem ser tomadas apenas por laboratórios em São Francisco”, afirmou o líder da empresa criadora do ChatGPT.

Já o sempre polêmico presidente americano Donald Trump disse que desacelerar o desenvolvimento da IA é uma ameaça, chamando os pedidos de cautela dos CEOs das big techs de “conspiração doentia” para favorecer a China.

O cancelamento do GPT 6.1 é um alerta sobre os perigos de avançar rápido. O modelo foi considerado incapaz de atender aos padrões de segurança exigidos pela própria empresa.

A OpenAI admitiu que o Astra, seu principal modelo da família GPT‑6, pode ocasionalmente escapar da supervisão humana. Se um sistema projetado para executar tarefas complexas sem assistência já demonstra sinais de autonomia indesejada, estamos diante de um risco que não pode ser ignorado.

O cancelamento mostra que a corrida pela inovação precisa de freios éticos e regulatórios. O posicionamento de Altman e Amodei é crucial: não podemos permitir que a busca por modelos mais poderosos coloque em risco dados, instituições e até a própria confiança pública na tecnologia.

A decisão de não lançar o modelo 6.1 foi prudente, mas também evidencia que os limites da IA estão sendo testados em velocidade alarmante. Se não houver transparência, responsabilidade e regulação firme, corremos o risco de criar sistemas que não apenas ampliam nossa capacidade, mas também nossos problemas.

Em vez de apenas celebrar cada novo avanço como inevitável, precisamos também discutir seriamente até onde queremos ir e como garantir que a tecnologia permaneça sob controle humano.

O futuro da IA não pode ser construído sobre modelos que nos enganam ou agem fora da supervisão. E muito menos pelos devaneios de um presidente cuja mais recente contribuição para a tecnologia nos Estados Unidos foi assinar, dia 29 de setembro de 2026, um decreto determinando que o governo americano passe a usar o termo Superinteligência (SI) em vez de Inteligência Artificial.

Novas tecnologias levam Justiça Eleitoral a reforçar regras de votação

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Novas tecnologias levam Justiça Eleitoral a reforçar regras de votação
Foto: Reprodução/TV Globo

Objetivo é impedir registros e garantir o caráter secreto do voto

A rápida evolução de dispositivos eletrônicos tem levado a Justiça Eleitoral a atualizar orientações e procedimentos para garantir o sigilo do voto, um direito assegurado pela Constituição Federal. A preocupação é evitar que equipamentos capazes de registrar, transmitir ou divulgar informações sejam utilizados para revelar a escolha feita pelo eleitor dentro da cabine de votação.

Embora a proibição de portar aparelhos eletrônicos na cabine não seja novidade, o avanço de tecnologias cada vez mais discretas e conectadas tem exigido adequações nas normas eleitorais. Nesse contexto, tribunais regionais eleitorais vêm detalhando procedimentos relativos a equipamentos que, há alguns anos, não faziam parte da rotina dos eleitores.

Foi o que fez o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), ao publicar resolução que especifica a aplicação das regras para celulares, relógios inteligentes, óculos inteligentes, pulseiras conectadas, fones de ouvido, câmeras corporais, microcâmeras e até acessórios dotados de câmeras, microfones ou recursos de comunicação.

Segundo o tribunal, a medida não cria uma nova proibição, mas adapta a regulamentação às transformações tecnológicas, detalhando como devem ser tratados equipamentos que podem comprometer o caráter secreto da votação.

TSE

Já o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adota uma abordagem mais ampla. Em suas normas e orientações ao eleitorado, a Corte estabelece a vedação ao ingresso na cabine de votação com celular, máquina fotográfica, filmadora ou qualquer equipamento capaz de comprometer o sigilo do voto.

O foco, portanto, não é listar dispositivos específicos, mas impedir o uso de qualquer tecnologia que permita registrar, transmitir ou divulgar a escolha do eleitor.

De acordo com o TSE, a regra busca assegurar que o voto permaneça secreto e impedir práticas como a compra de votos, em que o eleitor pode ser pressionado a apresentar alguma forma de comprovação da opção registrada na urna.

O que o eleitor deve fazer

O celular pode ser utilizado para apresentar o e-Título ou outro documento digital aceito pela Justiça Eleitoral durante a identificação na seção eleitoral.

Após essa etapa, porém, o aparelho deve ser desligado e entregue à mesa receptora de votos, que ficará responsável por sua guarda até o fim da votação.

O mesmo cuidado vale para outros equipamentos eletrônicos capazes de registrar, transmitir ou divulgar imagens, sons ou dados.

O que não é permitido

O eleitor não pode entrar na cabine de votação portando celular, câmera fotográfica, filmadora, relógio inteligente, óculos inteligentes ou qualquer outro equipamento que possa ser utilizado para registrar o voto.

Também devem permanecer fora da cabine dispositivos conectados e acessórios equipados com câmeras, microfones ou recursos de comunicação.

Quem se recusar a desligar e deixar o equipamento no local indicado não poderá votar enquanto persistir a recusa. A ocorrência pode ser registrada pelos mesários e, se necessário, a força policial poderá ser acionada.

O que continua permitido

As regras não impedem o uso de recursos de acessibilidade e de tecnologias assistivas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Esses equipamentos podem ser utilizados normalmente, desde que não sirvam para registrar, transmitir ou divulgar o conteúdo do voto.

Em caso de dúvida sobre determinado aparelho, a mesa receptora poderá solicitar esclarecimentos ao eleitor ou verificar as características externas do equipamento.

Como se preparar para votar

A orientação da Justiça Eleitoral é simples: levar apenas os documentos necessários e, se desejar, uma cola em papel com os números dos candidatos.

Antes de entrar na cabine, o eleitor deve desligar o celular ou qualquer equipamento eletrônico que possa comprometer o sigilo do voto e deixá-lo sob a guarda da mesa receptora. Depois de concluir a votação, os pertences serão devolvidos.

Com essas medidas, a Justiça Eleitoral busca garantir que o avanço tecnológico não comprometa um dos princípios centrais das eleições brasileiras: o voto livre, individual e secreto.

Fonte: Agência Brasil

Mais de 300 eventos em 12 meses evidenciam atuação estratégica da Equipe Tática da Motiva Trilhos

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Mais de 300 eventos em 12 meses evidenciam atuação estratégica da Equipe Tática da Motiva Trilhos
Foto: Divulgação Motiva

Com treinamento especializado para situações de alta complexidade, equipe reforça a segurança e a operação em estações estratégicas das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8Diamante e 9-Esmeralda durante jogos e grandes eventos

São Paulo, 25 de setembro de 2026 – Desde 2014, a Motiva Trilhos conta com uma equipe de segurança especializada para atuar em situações de alta complexidade, ocorrências críticas e momentos de grande fluxo de clientes nas estações de trem e metrô de São Paulo. Nos últimos 12 meses, a Equipe de Pronta Resposta da concessionária já atuou em mais de 300 eventos, especialmente em dias de jogos e shows, reforçando a operação em estações estratégicas das linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda. Nessas ocasiões, a circulação de pessoas pode aumentar em até 30% em comparação com dias regulares, exigindo planejamento e atuação coordenada das equipes.

Os profissionais ingressam inicialmente no quadro de Agentes de Atendimento e Segurança (AAS) e, posteriormente, passam por treinamentos especializados ministrados por unidades da Polícia Militar do Estado de São Paulo, como o Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE) e a 2ª Companhia do Choque. A capacitação abrange temas como técnicas de negociação, prevenção e identificação de ameaças com explosivos, procedimentos de varredura de segurança para autoridades e controle de distúrbios civis, preparando os agentes para atuar em diferentes cenários de complexidade e grande fluxo de clientes.

“A Equipe de Pronta Resposta da Motiva é formada por profissionais especializados e capacitados para atuar de forma imediata em situações emergenciais no sistema metroferroviário e conta com mais de 50 agentes. Suas atribuições incluem o apoio em ocorrências operacionais, técnicas e de segurança, garantindo respostas rápidas e coordenadas, que contribuem para preservar a integridade das pessoas, minimizar impactos e restabelecer a normalidade das operações. Esse trabalho é ainda mais importante em dias de grandes eventos, quando o fluxo de clientes nas estações pode chegar a mais de 800 mil pessoas”, destaca Everton Trindade, diretor-executivo das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Base nas estações

A distribuição da Equipe Tática Motiva considera os locais com maior concentração de clientes e a realização de grandes eventos. Nas linhas 4-Amarela e 5-Lilás, a Estação da Luz, Estação São Paulo–Morumbi e a Estação Paulista são pontos estratégicos, considerando também a futura integração com a Linha 17-Ouro. Já nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda, a atuação tem como foco as estações Palmeiras-Barra Funda, Pinheiros e Santo Amaro.

“A Equipe Tática Motiva atua dentro de parâmetros metroferroviários, usando como base o CDM (Controle de Multidão) do 2º BPChq (Segundo Batalhão de Polícia de Choque) do Estado de São Paulo. Os profissionais recebem treinamento para ações em espaços confinados, observando procedimentos que buscam o máximo de disciplina e postura de todos os agentes da equipe, com o objetivo de alcançar maior eficiência físico-mental, menor tempo de resposta e atuação legítima. Esse trabalho é fundamental em dias de jogos e grandes eventos, como os realizados no Autódromo de Interlagos e na Avenida Paulista”, enfatiza Fábio Silva, gerente-executivo de atendimento das linhas 4-Amarela e 5-Lilás.

Fazem parte dos equipamentos da Equipe Tática Motiva itens essenciais como: escudo, cinto tático, rádio comunicador e outros acessórios indispensáveis para as operações.

“Estou na equipe há mais de quatro anos e sei que cada ocorrência exige uma avaliação rápida e precisa. Nosso treinamento nos prepara para diferentes situações, mas também sabemos que cada ocorrência tem suas particularidades. Trabalhamos de forma integrada com as demais equipes para garantir uma resposta eficiente e contribuir para a segurança dos clientes”, afirma Cesar Venerando, líder da Equipe Tática Motiva das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda.

Linha 4-Amarela da Motiva

A Motiva é a empresa responsável pela operação e manutenção da Linha 4-Amarela de metrô de São Paulo e o primeiro contrato de PPP (Parceria Público-Privada) assinado no país. Na América Latina, a Linha 4-Amarela é pioneira no uso do sistema driverless, operação automática sem a presença de condutor dentro do trem, que permite a supervisão permanente de velocidade, conferindo mais segurança e precisão à operação.

ViaMobilidade – Linhas 5 e 17

A ViaMobilidade é a concessionária integrante da plataforma Trilhos da Motiva, responsável pela operação e manutenção das linhas 5-Lilás de metrô e 17-Ouro de monotrilho em São Paulo. A Linha 5-Lilás é composta por 17 estações e atende a zona sul de São Paulo, de Capão Redondo a Chácara Klabin.

ViaMobilidade – Linhas 8 e 9

A ViaMobilidade é a concessionária integrante da plataforma de Trilhos da Motiva, responsável pela operação e manutenção das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda de trens metropolitanos de São Paulo. A Linha 8-Diamante é composta por 23 estações, ligando Júlio Prestes a Amador Bueno, com integração nas linhas 3-Vermelha, 7-Rubi, 9-Esmeralda, 10-Turquesa e 11-Coral. Já a Linha 9Esmeralda, que conecta Varginha a Osasco, possui 21 estações e faz integração com as linhas 4Amarela, 5-Lilás e 8-Diamante. Futuramente, terá conexão também com a Linha 17-Ouro de monotrilho.

Mais informações à imprensa

Eliane Bueno

Fone: (11) 91105-5138

E-mail: eliane.bueno@motiva.com.br

Fonte: Assessoria de Comunicação Motiva | Eliane Bueno