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Caminhos da Integridade: Inmetro debate governança e ética no serviço público

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Ibict abre seleção para bolsas de pesquisa em transformação digital inclusiva
Foto: Freepik

Seminário reuniu especialistas do Inmetro e da CGU para discutir os desafios da integridade pública e reforçar ações de governança, ética e transparência institucional

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) realizou, nesta segunda-feira (25/5), o seminário “Caminhos da Integridade”, que reuniu representantes do Instituto e da Secretaria de Integridade Pública da Controladoria-Geral da União (CGU) para discutir o fortalecimento da ética, da integridade e da transparência na administração pública.

O ciclo de palestras foi aberto pela secretária de Integridade Pública da CGU, Patrícia Alvares. Em sua apresentação, ela destacou que a confiança da sociedade nas instituições está diretamente ligada à capacidade do Estado de prestar serviços de qualidade, formular políticas públicas baseadas em evidências e garantir processos decisórios transparentes e participativos.

“A confiança é um ativo essencial para a administração pública. E ela se constrói por meio da formulação de políticas públicas equitativas, da transparência e da participação da sociedade nas decisões. Também depende da garantia de justiça e tratamento igualitário aos cidadãos, pilares de um sistema de integridade pública efetivo”, destacou.

Durante a cerimônia, o chefe do Serviço de Integridade e Gestão de Riscos (Sigri), Alexandre Dias de Carvalho, destacou a evolução das iniciativas voltadas à governança e à gestão de riscos no Instituto. Para ele, o Sigri tem papel essencial no programa de integridade da instituição.

“A criação do Sigri representou um marco para o fortalecimento da governança do Inmetro. A partir dessa estrutura, foi possível integrar mecanismos de prevenção, detecção e remediação, consolidando um programa que promove a ética, a transparência e a gestão responsável em toda a instituição”, afirmou.

Representando o presidente do Inmetro, Márcio André Brito, o diretor de Inovação, Planejamento e Articulação Institucional (Dplan), Maycon Danylo Monteiro, ressaltou a importância de consolidar a cultura de integridade na instituição e destacou o papel estratégico do Sigri nesse processo.

“A integridade é um tema fundamental para o fortalecimento das instituições públicas e para a entrega de serviços cada vez mais alinhados ao interesse da sociedade. Desde o início da atual gestão, trabalhamos para estruturar e fortalecer o Serviço de Integridade e Gestão de Riscos, consolidando uma agenda que será permanente no Inmetro. Nosso compromisso é aprimorar continuamente os processos institucionais, assegurando que sejam conduzidos com responsabilidade, transparência e foco no interesse público”, afirmou.

O seminário ainda abriu espaço para perguntas e interação com os participantes, permitindo o compartilhamento de experiências e o esclarecimento de dúvidas sobre os temas abordados.

Também fizeram parte das discussões  a gestora da Universidade Corporativa do Inmetro (UniInmetro), Tatiana Claro; e o coordenador-geral de Governança e Planejamento Orçamentário da Dplan, Márcio Anderson Félix Muniz.

A iniciativa integrou os esforços do Instituto para consolidar uma cultura organizacional baseada na transparência, na responsabilidade e na geração de confiança junto à sociedade.

Fonte: Inmetro

O entrave oculto da transição energética brasileira

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O entrave oculto da transição energética brasileira
Foto: Divulgação Governo do Piauí

A transição energética brasileira não depende meramente de tecnologia ou de recursos naturais. Ela dependerá diretamente da capacidade de formar, atrair e reter capital humano

Há uma discussão em curso nos bastidores da transição energética que recebe pouca atenção fora do setor. Quando se pensa em energia limpa, a imagem mais comum envolve fazendas solares, parques eólicos, carros elétricos e metas de descarbonização. No imaginário público, o tema é pautado pela tecnologia, pela urgência climática e pelos bilhões em investimentos necessários para sustentar a transformação.

Esses fatores são, sim, determinantes. Porém, um gargalo menos visível que cresce na mesma velocidade é a falta de capital humano preparado para conduzir essa agenda.

O Brasil já ocupa uma posição privilegiada no cenário global, com dados da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena) e da Organização Internacional do Trabalho (OIT) indicando que o país é o terceiro maior empregador do segmento no mundo, atrás apenas da China e da União Europeia. Ao mesmo tempo, projeções da Agência Internacional de Energia (IEA) apontam que poderemos alcançar, ainda nesta década, uma matriz elétrica composta por aproximadamente 95% de fontes renováveis.

O ponto crítico está no fato da expansão ter sobreposto a capacidade de formação de talentos. Historicamente, o setor operou em um ritmo mais previsível, concentrado em grandes companhias e ciclos longos de investimento. Contudo, nos últimos anos, a dinâmica mudou completamente, já que a ampliação dos complexos solares e eólicos, o avanço do mercado livre de energia e a chegada de novos investidores pulverizaram o setor.

Na prática, as organizações entraram em uma corrida por talentos. Hoje, empresas que precisam estruturar projetos milionários, muitas vezes em fase de greenfield, disputam os mesmos engenheiros, gestores de ativos, especialistas financeiros e lideranças operacionais. Naturalmente, essas companhias não podem aguardar por uma década até que a oferta de profissionais amadureça da forma esperada.

Um dos primeiros reflexos dessa situação aparece na dinâmica salarial. Em algumas posições, perfis com poucos anos de experiência alcançam remunerações que beiram os R$ 25 mil mensais, em um movimento semelhante ao que aconteceu no segmento de tecnologia durante o auge da disputa por desenvolvedores. Se, por um lado, esses números são indicadores de um setor aquecido, por outro, levantam uma pergunta importante: até que ponto essa inflação salarial é sustentável no longo prazo?

Existe ainda um segundo dilema que chama atenção. As corporações perceberam que a formação técnica, sozinha, não é suficiente. A engenharia se mantém no centro da renovação energética, especialmente em áreas como elétrica, mecânica e civil. No entanto, o perfil profissional mais disputado é aquele que mescla conhecimento técnico, visão estratégica, entendimento regulatório e boas práticas de relacionamento.

Isso porque, no mercado livre de energia, a conversa está longe de ser puramente operacional. Os players relevantes buscam previsibilidade e inteligência de custos. Ou seja, quem participa das negociações precisa entender o negócio do cliente, discutir riscos, fazer leitura de sala e se comunicar com diferentes áreas.

A grande virada de chave passa por compreender que, nesse ambiente, o elétron já existe e é uma commodity. O que está sendo vendido não é a competência de acender lâmpadas, mas soluções de eficiência financeira com foco em grandes consumidores. Ao mesmo tempo, a IA adicionou uma nova camada de transformação, com redes inteligentes, manutenção preditiva e otimização energética em larga escala nas operações das empresas mais maduras.

Há também um fator adicional que tende a pressionar o segmento nos próximos anos. Quando visualizamos o avanço da automação, é comum voltarmos nosso interesse aos softwares e algoritmos. Entretanto, são os data centers que constituem a gigantesca infraestrutura física capaz de sustentar essa revolução. O funcionamento e, principalmente, o resfriamento desses ambientes consomem quantidades colossais de energia.

É justamente nesse ponto que o Brasil pode assumir um protagonismo global, pois poucos países combinam disponibilidade territorial, matriz renovável, estabilidade climática e potencial de expansão energética como o nosso. Em um cenário externo pressionado por restrições ambientais e energéticas, essas características passam a representar uma vantagem competitiva real.

O que fica mais evidente é que nenhuma liderança sustentável será construída exclusivamente com infraestrutura. Em outras palavras, a transição energética brasileira não depende meramente de tecnologia ou de recursos naturais. Ela dependerá diretamente da capacidade de formar, atrair e reter capital humano.

No fim, o maior desafio da energia limpa talvez não seja energético ou tecnológico; seja humano.

Fonte: Época Negócios | Alexandre Mendonça

O fim da era dos carimbos: como a IA está salvando a gestão pública municipal

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Lançamento da Aprova em Lagoa Santa/MG, município pioneiro no uso de inteligência artificial em processos públicos.
Foto: Enviada por Marco Zanatta

Como a Inteligência Artificial está destravando a gestão pública nas cidades brasileiras

Nos últimos 60 dias, percorri virtualmente e presencialmente dezenas de prefeituras brasileiras. Em cada conversa com secretários e prefeitos, uma dor se repete como um eco: a sensação de que a máquina pública está “engessada”. O diagnóstico é quase sempre o mesmo: excesso de papel, falta de braço técnico e sistemas que não se conversam.

Mas há uma mudança silenciosa acontecendo. O que antes era visto como “modernização”, um termo genérico para comprar computadores novos, deu lugar a uma necessidade de sobrevivência. Estamos entrando na era da Gestão Pública Inteligente, onde a Inteligência Artificial (IA) não é mais um luxo de grandes metrópoles, mas o “estagiário de luxo” que as pequenas cidades precisavam para destravar o desenvolvimento.

O custo invisível do papel e do “vai e volta”

Muitos gestores ainda calculam o custo do papel apenas pela resma ou pelo toner da impressora. O verdadeiro prejuízo, no entanto, é invisível. É o processo de licenciamento de obras que fica parado 15 dias porque o cidadão esqueceu um documento e só descobriu quando voltou ao balcão. É o procurador municipal que é cobrado pelo prefeito por um processo que, na verdade, está parado na secretaria de obras, mas ninguém sabe onde.

Essa falta de rastreabilidade drena a energia da equipe e a arrecadação do município. Cidades que ainda operam 100% no físico perdem, em média, 2% de potencial de arrecadação anual apenas pela lentidão dos processos. Em um cenário de orçamentos estreitos, ignorar a digitalização de processos é, literalmente, deixar dinheiro na mesa.

A IA como o grande equalizador técnico

Um dos maiores medos que ouço dos secretários é: “Quem vai manusear isso? Não tenho servidores qualificados para a nova Lei de Licitações”. Este é o ponto onde a tecnologia deixa de ser uma ferramenta e vira estratégia.

Em Lagoa Santa (MG), a prefeitura enfrentava o desafio de adaptar 11 secretarias diferentes à Lei 14.133/2021. O que foi feito? Eles parametrizaram todo o ciclo de compras – de Pregões a Dispensas Emergenciais – criando um “funil de conformidade”. 

O sistema agora orquestra um checklist condicional sofisticado: se o servidor escolhe “Obras”, a plataforma exige automaticamente o BDI e o cronograma físico-financeiro; se é “Inexigibilidade”, trava o avanço até que a justificativa de singularidade e a habilitação jurídica completa estejam anexadas.

O resultado prático é a eliminação do retrabalho. Antes, os processos chegavam incompletos ao Departamento de Apoio às Contratações Governamentais, gerando meses de atraso. Hoje, a instrução processual é completa na origem.

Indicador de impacto real

Com essa organização, Lagoa Santa conseguiu um resultado histórico: reduziu o ciclo médio de um processo de contratação de 1 ano para apenas 30 dias.

Com a chegada da IA Lume, esse ganho é potencializado: a geração de Termos de Referência (TR) e Editais, por exemplo, que antes consumia semanas de redação técnica, agora é feita em minutos, com a IA validando a conformidade legal no ato. Isso garante que o recurso chegue à ponta, na escola ou no posto de saúde, no tempo em que a população precisa.

Vencendo a “Síndrome de Gabriela”

A resistência cultural – o famoso “sempre foi assim” – ainda é um desafio. Mas a estratégia para vencer essa barreira mudou. Em vez de tentar digitalizar a prefeitura inteira de uma vez, o que gera pânico e paralisia, os gestores de sucesso estão apostando nos “Quick Wins” (vitórias rápidas).

Começar por uma secretaria transversal, como a de Compras e Licitações, e mostrar um resultado concreto em 30 dias é o melhor antídoto contra o ceticismo. Quando o prefeito vê um relatório em tempo real de onde cada centavo está sendo empenhado, a resistência derrete.

O caminho para uma cidade inteligente começa no protocolo

Não existe cidade inteligente com protocolo de papel. A verdadeira Smart City não é aquela que tem postes com Wi-Fi, mas aquela que respeita o tempo do cidadão e a sanidade do servidor.

O caminho para essa transformação está mais acessível do que nunca, inclusive com modelos de contratação facilitados via parcerias com instituições como o Banco do Brasil, que eliminam a burocracia dos pregões intermináveis.

O fim da era dos carimbos não é apenas uma questão de tecnologia. É uma questão de respeito ao dinheiro público e ao futuro das nossas cidades.

Dúvidas comuns sobre a digitalização municipal

  1. Minha prefeitura é pequena, a IA não é complexa demais? Pelo contrário. A IA simplifica processos complexos, permitindo que equipes enxutas entreguem resultados de grandes capitais.
  2. Como fica a integração com os sistemas que já usamos? Plataformas modernas possuem APIs abertas que se conectam aos sistemas tributários e de contabilidade existentes, preservando o investimento já feito.
  3. Quanto tempo leva para ver os primeiros resultados? Com a metodologia correta, é possível ter os primeiros processos 100% digitais rodando em menos de 30 dias.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Pela primeira vez, Brasil ingressa no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano; avanços foram desiguais

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Pela primeira vez, Brasil ingressa no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano; avanços foram desiguais
Foto: reprodução/Setur-DF

País chegou em 2024 com um Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805. Dados são do ‘Radar IDHM’ divulgados nesta terça-feira (26) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

O Brasil chegou a 2024 com o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805. Com isso, o Brasil ingressa no grupo de países com muito alto desenvolvimento humano pela primeira vez. De 2012 a 2024, o índice passou de 0,744 para 0,805.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (26) no “Radar IDHM” pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), agência da Organização das Nações Unidas (ONU) focada na erradicação da pobreza e na promoção do desenvolvimento humano sustentável.

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) é uma medida composta de indicadores de três dimensões do desenvolvimento humano: longevidade, educação e renda. O índice varia de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, maior o desenvolvimento humano.

Apesar do crescimento, os avanços foram desiguais. Entre brancos e negros, por exemplo, a distância diminuiu ao longo da série histórica, mas continua significativa.

As pessoas brancas estão no patamar de 0,851 (muito alto desenvolvimento humano), enquanto as negras estão no patamar 0,774 (alto desenvolvimento humano).

“A marcante desigualdade racial no Brasil é evidenciada pelos diferentes patamares alcançados entre a população negra e a população branca. A primeira está sempre uma faixa abaixo de desenvolvimento humano em relação à segunda”, explica o relatório.

O mesmo acontece entre homens e mulheres. Enquanto os homens estão no muito alto desenvolvimento humano, com 0,802 pontos, as mulheres estão no alto desenvolvimento humano, com a marca de 0,798.

Entre homens e mulheres, as disparidades também são marcantes quando se considera o IDHM ajustado pela renda do trabalho.

O resultado do IDHM em relação à desigualdade situava o Brasil, em 2012, como um país de baixo desenvolvimento humano. Em 2024, o índice posiciona o Brasil no patamar de médio desenvolvimento humano.

De acordo com o Pnud, o dado de 2024 evidencia o quanto o desenvolvimento humano brasileiro permanece distante de uma parcela da população que não se representa pela média.

Mapa do IDHM nas unidades federativas. — Foto: Reprodução/Pnud
Mapa do IDHM nas unidades federativas. — Foto: Reprodução/Pnud

Recorte territorial

O relatório aponta que todos os 27 estados não apenas se recuperaram, mas registraram progresso em relação aos níveis pré-pandêmicos.

Segundo o Pnud, a conquista reflete décadas de políticas públicas consistentes nas áreas de educação, saúde e geração de renda.

Atualmente, 10 unidades da federação já alcançaram o nível mais alto da escala, enquanto as outras 17 estão no patamar de “alto desenvolvimento”.

Entre as unidades federativas, o Distrito Federal teve o melhor resultado, chegando a 0,866. Seguido de São Paulo, com 0,838, e Santa Catarina com 0,833.

Entre os estados com menores resultados estão o Maranhão, com 0,745, seguido de Alagoas, 0,746, e Acre com 0,754.

Em cada uma das três dimensões analisadas pelo índice, há grande diferença entres os estados.

Expectativa de vida ao nascer:

  • Amapá: 74,32 anos
  • Distrito Federal: 79,75 anos

População com 18 anos ou mais com ensino fundamental completo:

  • Paraíba: 59,14%
  • Distrito Federal: 83,38%

Renda domiciliar per capita:

  • Maranhão: R$ 482,46
  • Distrito Federal: R$ 1.465,10

Para evitar alterações na PEC 6×1, Motta faz manobra regimental com apoio do governo e do Centrão

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Para evitar alterações na PEC 6x1, Motta faz manobra regimental com apoio do governo e do Centrão
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Presidente da Câmara impediu análise de destaques para aprovar texto acordado e evitar que deputados colocassem ‘digital’ contra redução de escala e fim da transição.

Para evitar alterações na proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), se utilizou de uma manobra regimental para impedir que destaques fossem votados no plenário.

Destaques são sugestões de alteração no texto principal, apresentados pelos partidos e votados após a aprovação do chamado texto-base.

A medida de Motta teve como objetivo garantir a aprovação do parecer acordado entre a Cúpula da Câmara, líderes partidários do Centrão e o governo. Em linhas gerais:

  • redução da jornada semanal de 44h para 40h, em transição de 1 ano;
  • redução em 60 dias da escala de 6×1 para 5×2 (cinco dias trabalhados e dois de folga);
  • sem redução de salários.

Apesar de passar as últimas semanas criticando o relatório e defendendo uma transição mais longa, de até 10 anos, o PL apresentou nesta quarta-feira (27) destaques para acabar com a transição e reduzir ainda mais a escala — de 5×2 para 4×3 (quatro dias trabalhados e três de folga).

Nos bastidores, parlamentares do PL admitem que a medida tinha como função constranger o governo.

Embora inicialmente defendesse as mudanças, o governo teve que firmar um acordo com Hugo Motta pelo texto do relator para viabilizar a votação (leia mais abaixo).

Governistas vieram a público no plenário dizer que a tentativa do PL tinha função eleitoreira e lembraram que o líder do partido, Sóstenes Cavalcante (RJ), era um dos signatários de uma emenda para estabelecer uma transição de 10 anos. Sóstenes disse que foi induzido ao erro.

Manobra regimental

O governo e a cúpula da Câmara sabiam que, caso os destaques do PL fossem colocados em votação, os deputados ficariam constrangidos de votar contra — já que as mudanças beneficiariam ainda mais os trabalhadores e 2026 é um ano eleitoral.

Ou seja, isso desmantelaria o relatório acordado, do deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Para evitar isso, Motta fez a manobra: ao invés de votar o parecer de Prates, colocou em votação uma “emenda aglutinativa” apresentada pelo líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS)

O texto tem mesmo conteúdo do parecer original, mas com pequenas mudanças para justificar a nova apresentação: em vez de transição de “60 dias”, o termo usado é “dois meses”, por exemplo.

Além disso, houve uma alteração na ordem dos artigos.

Como os destaques faziam referência ao substitutivo de Leo Prates, a manobra prejudicou todos os destaques apresentados.

Técnicos da Câmara divergem sobre o uso da medida. Alguns dizem que a manobra nunca foi usada antes e cria um precedente perigoso para que, a depender da vontade do presidente da Casa, nunca mais sejam votados destaques em PECs.

Outro técnico afirma que, embora rara, a manobra já foi utilizada no passado. A avaliação deste técnico é que o PL errou na apresentação do destaque e deveria ter escrito, expressamente, que o destaque seria “redirecionado para dispositivo de igual teor na hipótese de aglutinativa”.

Isso, na prática, poderia manter o destaque ativo mesmo com a apresentação de novo texto.

Comissão especial

Outra manobra regimental já tinha acontecido mais cedo, durante a votação do parecer na comissão especial.

Na votação, o PL também apresentou um destaque para reduzir a escala para quatro dias trabalhados e três de folga.

Ao contrário do plenário, que exige quórum qualificado de 3/5 do plenário (308 votos), na comissão especial a votação se dá por maioria simples — o que permite a votação simbólica, sem registro de votos e, portanto, sem a digital dos deputados.

A exceção para a votação simbólica é quando há pedido de votação nominal, mas isso só pode ser feito a cada uma hora.

Para evitar que o PL pedisse votação nominal neste destaque, o governo se antecipou e pediu o registro de votos durante o texto-base, votado antes.

Com isso, a votação do destaque do PL na comissão especial precisou ser simbólica.

Fonte: G1

Governo Federal reforça agenda de cidades mais humanas e sustentáveis

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Adoção de IA no trabalho exige cultura, diz IBM
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Reflexão apresentada na abertura do ENIC 2026 reforça que a política habitacional deve estar conectada à qualidade dos espaços públicos

Casa é mais do que moradia”. Essa foi uma das reflexões levantadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, em São Paulo, na última terça-feira (19). Ao destacar a relevância do Minha Casa, Minha Vida, o presidente reforçou que a política habitacional vai além da construção de casas, ela também precisa garantir infraestrutura, pertencimento e qualidade de vida.

Desde 2023, o MCMV alcançou a marca de 2 milhões de moradias contratadas, atingindo com um ano de antecedência a meta estabelecida pelo Governo Federal. O avanço consolida o programa como uma das principais políticas públicas para redução do déficit habitacional no país.

Também no ENIC, o ministro Vladimir Lima afirmou que o programa se transformou em uma política de inclusão social, com impacto na geração de emprego, renda, dignidade e qualidade de vida.

“O Governo Federal se preocupa em dar a moradia digna junto de infraestrutura, saneamento básico e mobilidade urbana. Se preocupa em levar água para aquela torneira que não tem, em transformar favelas em bairros urbanizados e em levar dignidade aos rincões do país”, destacou o ministro.

Essa compreensão de que a moradia deve estar conectada a outras questões estruturais também orienta o programa Se Essa Rua Fosse Minha, iniciativa do Ministério das Cidades em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O projeto, lançado em agosto de 2025, apoia municípios brasileiros na requalificação de áreas urbanas degradadas, promovendo espaços públicos mais acessíveis, seguros e integrados.

Moradia conectada à cidade

O Se Essa Rua Fosse Minha tem como objetivo atuar como uma extensão do Minha Casa, Minha Vida, especialmente na requalificação urbana do entorno de empreendimento habitacionais. A proposta é fazer com que a casa própria esteja inserida em uma cidade mais preparada para acolher as famílias, com áreas de convivência acessíveis.

Inspirado em experiências internacionais e alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da Agenda 2030 da ONU, o programa propõe intervenções para o desenvolvimento urbano com parcerias público-privadas.

“É indiscutível a necessidade de melhorar a qualidade urbana, principalmente naquilo que se refere aos moradores, à sua possibilidade de ter segurança, iluminação pública, mais áreas verdes e mais convivência entre si”, disse Carlos Eduardo Lima, vice-presidente de infraestrutura da CBIC e responsável pela iniciativa.

Segundo o Ministério das Cidades, a alta demanda por iniciativas de requalificação urbana reforça a importância da agenda. Apenas em 2025, a pasta recebeu mais de mil propostas de estados e municípios interessados em melhorar seus espaços públicos, o dobro em relação a 2024.

Com o Minha Casa, Minha Vida e o Se Essa Rua Fosse Minha, o Governo Federal reforça a visão de proporcionar a casa, como ponto de partida, e a rua, o bairro e a cidade como partes essenciais da dignidade humana.

Fonte: Ministério das Cidades

INSS: PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas

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PF abre inquérito para investigar alerta falso da Defesa Civil após possível ataque hacker
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Nova fase da Operação Sem Desconto cumpre mandados em 4 estados

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal. A operação investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras medidas constritivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, destacou a PF.

Em março, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. À época, policiais federais e auditores cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

Entenda

Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A estimativa é de que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no DF.

El Niño deve se firmar em junho, e fenômeno ‘muito forte’ fica mais provável

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El Niño 'Godzilla'? O que os especialistas dizem sobre o fenômeno climático
Foto: NOAA/Via MetSul

Sul do Brasil deve ter chuva extrema e pode chover até mesmo em algumas áreas tipicamente mais secas nos próximos meses

Meteorologistas já dão como certa a confirmação do El Niño nas próximas semanas. Eles afirmam que a região do Pacífico Equatorial já está com temperatura acima do normal, indicando a formação do fenômeno climático, e que os sistemas de monitoramento apontam a probabilidade de uma ocorrência de ‘forte’ a ‘muito forte’.

“Atualmente, não há dúvida de que o El Niño vai se formar novamente e seu início oficial provavelmente será durante o mês de junho de 2026”, afirma a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, em boletim sobre o fenômeno.

Josélia destaca que, em maio, a temperatura na superfície da água no Pacífico Equatorial está meio grau acima dos níveis normais. É o mínimo para começar a se falar em El Niño. A consolidação do fenômeno climático depende da manutenção desse aquecimento nas próximas semanas, o que é esperado.

A meteorologista da Climatempo explica que o aquecimento na região deve se intensificar até setembro, caracterizando um El Niño ‘muito forte’. No entanto, essa projeção ainda pode mudar. Neste momento, as projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam uma probabilidade cada vez maior de uma condição mais extrema.

Um El Niño muito forte ocorre quando a temperatura fica pelo menos dois graus mais quente que o normal no Pacífico Equatorial. Os dados da NOAA apontam que, entre julho e setembro, há 1% de probabilidade de acontecer. Outros 17% são de ocorrência forte e 48% moderada.

Para o período entre setembro, outubro e novembro, as probabilidades são de 22% para muito forte, 35% forte e 30% moderado. Para o trimestre entre outubro e dezembro, a probabilidade de El Niño muito forte sobe para 33%; forte cai para 32% e moderado cai para 24%.

Gráfico mostra as probabilidade de formação do fenômeno El Niño em suas diferentes intensidades — Foto: NOAA/Via Climatempo

“A previsão de um El Niño moderado diminui até o fim deste ano e de El Niño forte cresce até setembro, primavera de 2026. Mas a probabilidade de um El Niño muito forte só aumenta”, pontua Josélia Pegorim, em publicação no site da Climatempo.

Na visão da meteorologista, não há dúvida de que o clima no Brasil terá influência de um El Niño forte na primavera deste ano. E, ainda que não seja certa uma evolução para ‘muito forte’, a condição já merece atenção. Um fenômeno ‘forte’ aumenta o risco de tempestades no Sul do país.

El Niño pode trazer surpresas

Também em análise divulgada em seu site, a MetSul Meteorologia ressalta que o El Niño de 2026/27 será diferente do anterior e pode apresentar surpresas em seus efeitos sobre o clima no Brasil. Os meteorologistas Estael Sias e Luiz Nachtigall indicam a possibilidade de ocorrerem mais chuva do que o que costuma cair em situações típicas.

“Ao contrário do El Niño de 2023/24, a chuva pode surpreender nos próximos meses em diversas áreas do Sudeste e do Centro-oeste do país, com precipitação acima ou até muito acima da média em alguns estados, especialmente Mato Grosso do Sul e São Paulo”, afirmam os meteorologistas.

O que surpreende, afirmam, é que essas chuvas podem ocorrer exatamente durante a temporada seca, com níveis acima ou muito acima do que seria normal.

“Diferentemente de áreas mais ao Sul do país, que não possuem temporadas chuvosa ou seca com precipitação bem distribuída ao longo do ano, o Centro-oeste e o Sudeste do Brasil possuem períodos no ano que são secos e chuvosos, duas temporadas em que o regime de precipitação contrasta”, explicam.

Já o Sul do Brasil deve sofrer os efeitos considerados tradicionais do El Niño, afirmam os meteorologistas da MetSul. Ao longo dos próximos meses, a tendência é a de chover chuva acima ou muito acima da média, com possíveis cheias de rios e até mesmo enchentes em algumas áreas.

A chuva já deve começar a aumentar entre os próximos 30 a 45 dias no Sul do Brasil. E se intensificar ainda mais ao longo do segundo semestre. O Paraná deve ser o primeiro a ver essas mudanças, seguido pelo demais estados da região.

“No decorrer do segundo semestre, sobretudo na segunda metade do inverno e durante a primavera, a chuva tende a aumentar muito em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com risco alto de episódios de chuva excessiva e extrema”, avaliam.

A Melhor Educação do Paraná está em Pato Branco

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Construção civil: Falta recursos para adaptação das cidades, diz Cbic
Foto: Rodinei Santo / Prefeitura de Pato Branco

Com investimentos que superam 25% da receita municipal e integração total com o 5G, cidade do Sudoeste paranaense supera metrópoles e lidera rankings de cidades inteligentes em 2026.

Por: Prof. Me. Lúcio Rosas

O que define uma cidade inteligente? 

Para Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, a resposta não está apenas no asfalto ou em sensores urbanos, mas nas salas de aula. Ao iniciar 2026, o município se posiciona como a 1ª colocada nacional entre cidades de 50 a 100 mil e a 4ª posição nacional dentre todas as cidades do país, no eixo Educação do ranking Connected Smart Cities, superando inclusive potências regionais como Maringá em indicadores de agilidade e inovação.

Este sucesso é o reflexo da aplicação de políticas públicas que geram significado para a população, transformado-as em um capital político para a gestão, e gerando uma relação de valor entre administração pública e seus cidadãos.

O Foco: Tecnologia e Governança

O sucesso da educação pato-branquense é fruto de um ecossistema que integra o setor público, universidades (como a UTFPR) e o setor privado. Diferente de outros modelos, a cidade trata a educação como o motor do desenvolvimento econômico.

Os pilares deste modelo são:

  • Conectividade Total: Pato Branco foi pioneira na antecipação do cronograma 5G, garantindo tablets e lousas digitais para quase 100% da rede municipal.
  • Programa Pato Tech: O uso de Inteligência Artificial aplicada ao ensino básico transformou a metodologia de aprendizado, focando no letramento digital desde cedo.
  • Retenção de Talentos: Através de bolsas e parcerias com o Parque Tecnológico, a cidade cria um ciclo de empregabilidade que começa na escola e termina nas empresas locais.
  • Construção de novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs): Isso fortalece a infraestrutura municipal de ensino diante da proporcionalidade do crescimento populacional da cidade;

Para que as políticas públicas a educação fossem aplicadas, as ações que compõem os pilares desta transformação, precisavam ser bem compreendidos pelos agentes envolvidos e toda a população, e, com uma lei de inovação pioneira, o Parque Tecnológico de Pato Branco, passou a ser um hub de inovação na educação, que proporcionasse a efetivação de ações, como:

Inventum: A Feira Acadêmica, Tecnológica e de Inovação de Pato Branco (uma das maiores do Sul) que envolve alunos da rede pública em competições de robótica e ciência, despertando o interesse precoce pela tecnologia.

Tablets e Lousas Digitais: Investimento em ferramentas digitais, deixou a cidade com quase 100% da rede municipal conta com suporte tecnológico, permitindo que o ensino saia do tradicional “quadro e giz”;

Conectividade 5G: Pato Branco foi protagonista na antecipação do cronograma do 5G, utilizando a conectividade para otimizar a gestão escolar e o acesso a conteúdos digitais em tempo real.

Parcerias: A presença de instituições como a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) transforma a cidade em um “ímã de talentos”. A prefeitura mantém estagiários e pesquisadores atuando na melhoria do ensino municipal. Isso reflete na Taxa de    Escolarização, que atinge cerca de 98,6% para crianças e jovens de 6 a 14 anos.

Gestão por Indicadores:  A gestão municipal adotou um modelo de “Cidade Inteligente” que monitora dados em tempo real, focando em reforço escolar personalizado para alunos que apresentam dificuldades.

Capacitação Docente: Investimento contínuo na formação dos cerca de 900 professores da rede municipal, focando em metodologias ativas e novas tecnologias. 

Ambiente favorável: Fatores indiretos como a urbanização e o bem-estar, são levados em conta, a cidade investiu na descentralização do lazer e da segurança nos  bairros, o que garante que o aluno tenha um ambiente seguro e saudável fora da escola, reduzindo a evasão e aumentando o foco no aprendizado.

Resultados e Valores Percebidos

O sucesso de Pato Branco prova que cidade inteligente não é a que tem mais dinheiro, mas a que tem a melhor governança. Ao unir a universidade (UTFPR) com o setor público (Prefeitura) e o setor privado (Startups), eles criaram um modelo onde a educação é o produto principal.

A integração dos agentes de inovação em uma única esteira de produtividade, fez com que os recursos e resultados fossem aparecendo a medida que as soluções encontradas foram sendo aplicadas e gerando assim, percepção de valor por parte dos cidadãos, garantindo assim, qualidade de vida para sua população, além do capital político para os gestores.

Radar de Oportunidades: O cenário para 2026

Para empreendedores e acadêmicos, o calendário de Pato Branco neste início de ano está aquecido por aportes financeiros e eventos estratégicos:

Aporte de R$ 1 Milhão: Em fevereiro de 2026, o Governo do Estado ratificou o repasse para o Fundo Municipal de Inovação. O foco são os “Desafios de Inovação”, editais que contratam startups para resolver problemas da gestão pública.

Startup Day (21 de Março): O evento nacional do SEBRAE será o ponto de encontro para quem busca entender os novos editais de CPSI (Contrato Público para Soluções Inovadoras).

UTF nas Escolas: O edital 02/2026 da UTFPR abre as portas para que pesquisadores validem tecnologias educacionais dentro da rede pública, usando a cidade como um laboratório vivo.

O Embate de Gigantes: Pato Branco vs. Maringá

Um comparativo entre os dados de 2025 e 2026 revela dois modelos de sucesso no Paraná. Enquanto Maringá brilha pela escala e infraestrutura humanizada (atendendo 40 mil alunos com climatização e suporte social), Pato Branco vence pela agilidade e precisão tecnológica.

Utilizando o Ranking Connected Smart Cities (CSC) como fonte para a comparação, em 2025/2026, ambas as cidades consolidaram posições de destaque, mas com nuances diferentes.

  • Pato Branco deu um salto impressionante recentemente, superando cidades muito maiores em indicadores proporcionais. Atualmente é o 15º lugar geral no Brasil, e a 1ª colocada nacional entre cidades de 50 a 100 mil habitantes. Na região Sul, ocupa o 3º lugar, atrás apenas de Florianópolis e Curitiba.
  • Maringá está logo atrás, em 19º lugar geral no Brasil. Embora tenha subido posições, foi ultrapassada por Pato Branco e Londrina (17º) nesta última edição. No Sul, Maringá ocupa a 6ª posição.

Ambas são referências, mas Maringá costuma liderar entre as “grandes” (acima de 50 mil habitantes), enquanto Pato Branco lidera entre as “médias”.

Tabela: Enviada pelo autor

Quanto ao efeito 5G e inovação, as cidades tem políticas diferentes que se diferem na forma de sua aplicação e na demanda de cada cidade (acima de 50 mil habitantes), enquanto Pato Branco ledera entre as “médias”.

  • A cidade de Pato Branco ganha de Maringá na agilidade de implementação. Por ser menor e ter um Parque Tecnológico muito centralizado, a “digitalização” da cidade acontece mais rápido (foi pioneira no 5G e no uso do Marco Legal das Startups).
  • Porém, Maringá ganha na escala. A cidade possui um Conselho de Desenvolvimento Econômico (CODEM) que auxilia e planeja a cidade para 2047, mesmo não tendo ainda um ecosistema de inovação totalmente integrado e sinérgico.

Se olharmos para a agilidade e inovação disruptiva em um ambiente mais controlado e tecnológico, Pato Branco é o modelo a seguir.

Se olharmos para a estabilidade, infraestrutura metropolitana equalidade de vida com grandes números, Maringá continua sendo a referência imbatível.

Investimento por Aluno e Orçamento (Dados 2025/2026)

Enquanto Maringá lida com volumes financeiros gigantescos, Pato Branco demonstra uma execução orçamentária mais “ajustada” e focada no cumprimento imediato das metas.

Pato Branco: Na prestação de contas de fevereiro de 2026, a cidade confirmou que investiu 25,06% de suas receitas em educação, totalizando R$ 91 milhões executados no último ano. É uma gestão de “precisão”, mantendo-se rigorosamente no limite constitucional, mas com alta eficiência tecnológica (como o 5G e tablets para 100% da rede).

Maringá: Devido à sua escala (40 mil alunos), o desafio é maior. Em 2025, a prefeitura enfrentou oscilações no percentual quadrimestral, mas planejou investimentos massivos de R$ 2,6 milhões apenas em kits escolares para 2026, além de manter um estoque de materiais pedagógicos completos e uniformes para toda a rede.

  • Na cidade de Pato Branco,  o investimento é visível no futuro profissional. O aluno não recebe apenas o kit escolar, ele recebe acesso direto a mentores do Parque Tecnológico e participa de um currículo voltado para o Letramento Digital, preparando-o para o mercado de TI local.
  • Em Maringá o investimento é visível na infraestrutura e conforto. A cidade está instalando ar-condicionado em todas as salas de aula da rede municipal e foca muito na “Educação Humanizada”, garantindo que a criança tenha desde o tênis até a mochila de alta qualidade.

Se o critério for vanguarda e eficiência, Pato Branco tem maior destaque. Ela utiliza o Marco Legal das Startups e a conectividade 5G para garantir que seus bem assistidos alunos, tenham a educação mais tecnológica do país.

Se o critério for escala e suporte social, Maringá é muito forte. Ela consegue manter 40 mil crianças com uniformes, ar-condicionado e alimentação de excelência.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Detran-SP foca em pedestre na 3ª semana do Maio Amarelo

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Detran-SP foca em pedestre na 3ª semana do Maio Amarelo
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Ações alinhadas ao Plano de Segurança Viária priorizam público mais vulnerável do trânsito

O Detran-SP focou em pedestres em mais uma semana do Maio Amarelo, mês destinado à conscientização para a redução de mortes no trânsito. Alinhado com o recém-lançado Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), o Detran-SP tem priorizado os grupos mais vulneráveis do trânsito e o combate às condutas de alto risco.

Um dos pedestres abordados na terceira semana da campanha foi Aderli Correia, 69 anos, atingida por um carro perto de casa. “O motorista estava ao celular, não enxergou nada”, contou Aderli.

Com lesões no pé direito e nos joelhos, Aderli busca atravessar a rua com cuidado redobrado: ela espera o sinal fechar para veículos e caminha sempre sobre a faixa. Mas, afirma, não pode controlar o comportamento do outro.

“Eu ainda tive sorte. Pelo menos, o carro não estava em alta velocidade”, disse Aderli. Estudos indicam que o risco de morte de um pedestre aumenta a partir de velocidades de impacto de apenas 20 a 30 km/h, de acordo com manual da World Resources Institute (WRI) Brasil, instituição parceira do Detran-SP.

Quem também contou sua história foi o professor da rede municipal Edson Souto, 67, que passou pela tenda do Detran-SP instalada por três dias na estação de trem do Tatuapé. Além desse espaço, fruto de parceria com a própria Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o órgão de trânsito tem equipes distribuídas por diversos pontos da capital e do interior em todo o Maio Amarelo.

“Eu recuei a tempo e tive só uma contusão na mão, onde o retrovisor da moto bateu. Foi um susto”, contou Edson. “Entendo a pressão dos motociclistas para fazer uma entrega, mas oriento o meu enteado, que trabalha com isso, a ter cuidado, a respeitar as regras e a seguir a sinalização.”

A conduta segura para o pedestre, de acordo com Fabiana Andrade, coordenadora geral da Escola Pública de Trânsito (EPT), do Detran-SP, envolve caminhar com atenção plena ao redor, respeitando a faixa e as regras de trânsito, e garantindo que, ao mesmo tempo que você enxerga possíveis perigos, os outros na via possam vê-lo. “Fazer contato visual com os condutores e sinalizar a intenção de atravessar, estendendo o braço com a palma da mão aberta, também são indicados”, detalha.

Fonte: Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo