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Belo Monte, Belo Sun e o impasse da infraestrutura brasileira na Amazônia

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Belo Monte, Belo Sun e o impasse da infraestrutura brasileira na Amazônia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Marcella Torres e Erina Gomes escrevem à CNN Infra sobre o desafio de definir critérios que tornem projetos economicamente viáveis, ambientalmente responsáveis e socialmente legítimos em um contexto de emergência climática

Dez anos após a entrada em operação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, o Brasil ainda enfrenta dificuldades para responder à pergunta se é possível expandir infraestrutura estratégica na Amazônia sem reproduzir um ciclo permanente de conflitos sociais, insegurança jurídica e degradação ambiental.

A coincidência entre o aniversário de uma década da usina e o julgamento, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), em Brasília, de questões relacionadas ao licenciamento do projeto de exploração de ouro da canadense Belo Sun reacende um debate estratégico para o país. Os dois casos revelam a permanência de impasses estruturais no modelo brasileiro de implementação de grandes empreendimentos, principalmente na Amazônia.

Belo Monte foi concebida como símbolo de modernização energética e segurança para o crescimento econômico. Em termos de engenharia e capacidade instalada, tornou-se uma das maiores hidrelétricas do mundo. Na prática, porém, a geração de energia ficou abaixo das expectativas iniciais. Embora tenha capacidade instalada de 11.233 MW, a produção média real gira em torno de 4.500 MW, já que a usina foi projetada a fio d’água e depende diretamente do volume do rio Xingu. Ao longo dos anos, o empreendimento também consolidou um legado marcado por disputas judiciais, controvérsias socioambientais e questionamentos sobre a capacidade do Estado de conciliar desenvolvimento econômico, proteção ambiental e garantia de direitos.

Na Volta Grande do Xingu, região diretamente afetada pela redução da vazão do rio, comunidades indígenas, ribeirinhas e pescadores convivem há anos com mudanças profundas em suas condições de vida. A pressão sobre o território não desapareceu com a conclusão da usina e o avanço de novos projetos, como o da mineradora Belo Sun, mostra que a região segue em uma realidade de contínua exploração econômica baseada em megaprojetos de infraestrutura.

Os problemas identificados em Belo Monte continuam presentes. O debate sobre Belo Sun traz questões que permanecem sensíveis no país: a fragilidade do licenciamento ambiental, a ausência de consulta prévia efetiva às comunidades impactadas, o descumprimento de condicionantes e a baixa capacidade de reparação de danos socioambientais produzidos por grandes empreendimentos.

A discussão não está limitada a um simples ser “contra” ou “a favor” de grandes obras. O desafio está em definir quais critérios que tornem projetos economicamente viáveis, ambientalmente responsáveis e socialmente legítimos em um contexto de emergência climática.

O julgamento envolvendo Belo Sun, justamente quando Belo Monte completa dez anos de operação, revela que o país ainda não resolveu essa equação. A Amazônia continua sendo vista como fronteira estratégica de expansão econômica, apesar de ser um território de alta vulnerabilidade institucional e socioambiental.

O Brasil não pode discutir um empreendimento específico, isolado, já deveria estar decidindo qual modelo de infraestrutura pretende consolidar nas próximas décadas e que seja um modelo capaz de incorporar planejamento territorial, participação social e mitigação real de impactos. Dez anos depois, Belo Monte permanece como um alerta sobre os custos de ignorar e adiar essa decisão.

* Marcella Torres e Erina Gomes são advogadas do Programa de Direitos Humanos da AIDA (Associação Interamericana para a Defesa do Ambiente)

Fonte: CNN Brasil

Pesquisadores desenvolvem fertilizantes menos prejudiciais ao ambiente

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Nova lei torna voluntária a certificação de armazéns e impulsiona expansão da infraestrutura de armazenagem no país
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Equipe da UFMG busca reduzir o lançamento de gases de efeito estufa.

Pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) estão desenvolvendo fertilizantes orgânicos mais sustentáveis e menos prejudiciais ao meio ambiente. O estudo, realizado pelo grupo de pesquisa em solo e águas subterrâneas, busca reduzir o lançamento de gases de efeito estufa na atmosfera. O setor agrícola está entre os principais emissores desses gases por espalhar o óxido nitroso, que é 300 vezes mais prejudicial à atmosfera se comparado com o gás carbônico.

Os fertilizantes desenvolvidos pelo grupo de pesquisa são feitos a partir de resíduos da pecuária leiteira, da agroindústria da cana de açúcar e olivicultura. O professor do Departamento de Engenharia Sanitária Ambiental da UFMG, Vitor Moreira, explicou o motivo do desenvolvimento desse adubo.

“Geralmente os setores agroindustriais têm efluentes líquidos, então resíduos que são líquidos, que são gerados, e resíduos que são sólidos. E a gente tem uma ideia de evitar descartar esses resíduos, jogar fora de uma maneira inadequada que vai ter um impacto ambiental. E nessa linha, quando a gente olhou para esses resíduos e a gente caracterizou, para alguns setores, para algumas indústrias, esses resíduos apresentavam um alto teor de nutrientes. Então nossa ideia é, que não transformar esses resíduos em fertilizantes?”

Vitor Moreira afirma que o fertilizante já apresentou resultados positivos em plantas e no solo.

“A gente pegou esses materiais que foram sintetizados e testou em diferentes culturas. Como alface, a gente testa hoje com oliveiras, a gente já testou com plantas que são utilizadas para a produção de alimentação animal, do gado”. E a gente observou o maior crescimento das plantas, uma maior umidade no solo, e a gente conseguiu monitorar até mesmo o desenvolvimento dos microorganismos ali no solo. Idealmente, a gente quer que esses microorganismos sejam diversos, mais diversificado possível”.

Agora, os pesquisadores buscam financiamento junto a empresas e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais para iniciar a fase de testes de uso do produto em lavouras e culturas.

Pelo cronograma, o fertilizante vai passar por esse período de avaliação e, depois dessa etapa, poderá ser feito em escala industrial e vendido comercialmente. Esse processo pode levar a cerca de 36 meses.

*Com produção de Salete Sobreira e supervisão de Roberta Lopes.

Fonte: Agência Brasil | Rádio Brasil

Por que a mobilidade urbana sempre encontra resistência política? Lowi explica.

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Por que a mobilidade urbana sempre encontra resistência política? Lowi explica.
Foto: Enviado por Danaê Fernandes

Por que projetos tecnicamente sólidos enfrentam tanta resistência política nas cidades brasileiras

Existe uma pergunta que acompanha qualquer técnico de mobilidade que já tentou implementar uma faixa exclusiva de ônibus, uma ciclovia ou uma requalificação de calçada: por que projetos com sólida justificativa técnica travam na câmara dos vereadores, somem depois da eleição ou viram alvo de reação desproporcional?

A resposta não está na engenharia. Está na ciência política, e tem mais de cinquenta anos.

Em 1972, o cientista político americano Theodore Lowi propôs uma tipologia que se tornaria referência obrigatória na análise de políticas públicas. Ele classificou as políticas em quatro tipos, a partir de uma lógica simples: quem recebe o benefício e quem arca com o custo. Dessa forma, as políticas podem ser:

  1. Distributivas;
  2. Regulatórias;
  3. Constitutivas;
  4. Redistributivas.

As políticas distributivas concentram benefícios em grupos específicos, enquanto diluem os custos para toda a sociedade. Um show sertanejo gratuito na festa da cidade é uma situação onde há um custo difuso no orçamento municipal, com benefício concentrado nos presentes. Ninguém vai contra, todo mundo sorri na foto. O benefício é visível e simpático, o custo é invisível. A construção de um viaduto ou uma avenida nova também fazem parte deste grupo. Aqui, não há desgaste político, pelo contrário, atraem emendas parlamentares como imã.

As políticas regulatórias estabelecem regras de comportamento com conflito moderado. Exigência de acessibilidade nas calçadas, limites de velocidade em vias urbanas, ou determinação de vagas para bicicleta em novos empreendimentos são exemplos. Estabelece regra, incomoda quem se adequa, gera custo ao construtor, mas não retira nada de ninguém de forma permanente. 

As políticas constitutivas definem as regras do jogo institucional. A criação de uma Secretaria Municipal de Mobilidade, a aprovação do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) ou a revisão do Plano Diretor são exemplos: definem quem decide, como se decide e quais são as prioridades do sistema. Há um conflito difuso, porque a maioria das pessoas não entende direito o que está sendo disputado, mas é exatamente aí que se define o campo de batalha das políticas redistributivas futuras.

E então chegamos às políticas redistributivas, que são as mais politicamente custosas. Aqui, o benefício para um grupo é real, visível e identificável. E o custo para outro grupo também. Existe ganhador. Existe perdedor. E ambos sabem exatamente o que está em disputa.

A mobilidade urbana sustentável se encaixa nessa categoria de forma quase perfeita.

Quando uma cidade implanta uma faixa exclusiva de ônibus, os passageiros ganham tempo de trajeto, regularidade e previsibilidade. Mas o motorista perde uma faixa que usava. O espaço viário é finito, não se cria asfalto do nada. Redistribuir a rua para ônibus, bicicleta ou pedestre significa retirar de quem estava ocupando aquele espaço antes. 

O mesmo raciocínio se aplica à remoção de vagas de estacionamento para implantação de infraestrutura de transporte coletivo. A cidade inteira tem interesse num sistema de ônibus mais eficiente: esse é o interesse difuso, numeroso, porém disperso. O comerciante que perdeu a vaga na frente da loja tem um interesse concentrado, imediato e muito bem articulado. Ele vai à câmara. Ele fala no rádio. Ele organiza abaixo-assinado.

A literatura chama isso de asymmetric salience: a assimetria entre a percepção de perda e a percepção de ganho em políticas redistributivas. Quem perde sente todos os dias. Quem ganha, muitas vezes, não sabe que ganhou, não organiza grupos, ou nem tem canal para dizer isso em voz alta. É possível que a mesma pessoa que foi salva de um atropelamento fatal por causa de um radar de 30km/h esteja liderando um movimento para desativá-lo, neste exato momento.

Esse desequilíbrio não é acidente. É estrutura. E ele explica, de forma racional e não moral, por que gestores públicos tendem a evitar o tema da mobilidade sustentável mesmo quando os dados técnicos são impecáveis.

O problema, portanto, não é de projeto. É de estratégia política.

Cidades que conseguiram avançar em mobilidade sustentável (Curitiba, Bogotá, Auckland e tantas referências europeias) tiveram em comum uma janela política específica: líderes dispostos a absorver o custo político da redistribuição, combinados com comunicação consistente sobre quem são os ganhadores, quantos são e o que concretamente muda em suas vidas.

Para gestores e técnicos que atuam nessa agenda, o enquadramento de Lowi oferece uma chave prática: antes de qualquer projeto redistributivo, é preciso construir a narrativa dos ganhadores com a mesma energia com que os perdedores já constroem a deles. Dados de tempo de percurso, sinistralidade, emissões e acesso ao mercado de trabalho não são apenas justificativa técnica: são instrumento político indispensável.

Mobilidade urbana não trava por falta de solução. Trava porque redistribuir é difícil, e a dificuldade não é de engenharia. É de disputar, com evidência e consistência, quem ocupa o centro da agenda urbana.

Adoção de IA no trabalho exige cultura, diz IBM

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Adoção de IA no trabalho exige cultura, diz IBM
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Para Jaqueline Ariane, empresas devem estimular experimentação com tecnologia e criar parâmetros de governança

Nos últimos cinco anos, a inteligência artificial deixou de ser algo distante e excessivamente técnico para se tornar um componente onipresente da rotina diária das pessoas. No entanto, o sucesso da sua aplicação não reside apenas na sofisticação do seu uso, mas na interação humana e na mudança cultural organizacional. Essa foi a defesa feita por Jaqueline Ariane, especialista de soluções de dados e IA na IBM Brasil, no ProXXIma 2026.

O paradoxo da adoção da IA

Embora a inteligência artificial se faça presente até de forma inconsciente no dia a dia das pessoas, como em aplicativos de mobilidade ou streaming, a adoção no ambiente de trabalho não é tão ampla. A pesquisa The CEO Study, conduzida pela IBM, revela que 83% dos CEOs acreditam que o sucesso da IA depende da aceitação das pessoas, mas que apenas 25% da força de trabalho utiliza a tecnologia regularmente no trabalho.

O uso ativo e consciente está concentrado em plataformas de IA generativa, mas Jaqueline frisa que o emprego da tecnologia no ambiente de trabalho migra para o sistema agêntico. Nele, a IA executa tarefas de forma autônoma ou a pedido do usuário. “Grande quebra de paradigma para o mercado que atuamos”, disse.

Entraves à transformação

Essa mudança na adoção se dará quando os colaboradores tiverem boas experiências com as soluções existentes. No entanto, conforme o estudo da IBM, há dois entraves principais: parte das empresas não oferece soluções para seus colaboradores e há resistência à transformação ligada à cultura organizacional.

Adicionalmente, há preocupações em relação à confiança das respostas da IA. Os líderes afirmam que o ser humano será o responsável por garantir confiabilidade e ética no uso da tecnologia.

Liderança e diretrizes claras

Conforme Jaqueline, as empresas devem definir diretrizes para que os funcionários se sintam mais confortáveis em explorar as possibilidades que a IA traz e, assim, gerem melhores resultados para a companhia, como um todo.

Para a executiva, apesar da IA apresentar ameaças a cargos diversos, ela também cria novas especializações, como de engenheiro de prompt. “Nós estamos vivendo num mundo de boas oportunidades. Temos que aprender mais com as tecnologias, encontrar um playground e agendar todos os dias para aprender. Todo dia surgem novas tecnologias”, disse.

Governança e o futuro

Além disso, para acompanhar essas evoluções, as empresas devem estruturar pilares de governança, privacidade e gestão de dados. Os colaboradores devem saber explicar como funcionam os modelos que utilizam, os parâmetros que usam para tomar decisões e garantir que seu ecossistema de IA seja justo, robusto, transparente e privado.

Jaqueline prevê que as empresas devem trabalhar com vários modelos de inteligência artificial integrados em um orquestrador de agentes. Portanto, líderes devem prezar por ambientes de gestão híbridos, dados curados e mensuração sobre o retorno desses investimentos elevados. Ao fazer a gestão de custos, o investimento em IA pode escalar, antevê.

Fonte: Meio e Mensagem

Novo centro apoiado pela Fapesp busca tornar cidades mais resilientes a inundações

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Novo centro apoiado pela Fapesp busca tornar cidades mais resilientes a inundações
Foto: Daniel Antônio/Agência FAPESP

Iniciativa foi inaugurada no instituto de Pesquisas Tecnológicas e vai unir governo, universidades e empresas na procura de soluções para inundações

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), a Fapesp e uma série de parceiros do setor público e privado inauguraram na terça-feira (19) o Centro de Ciência para o Desenvolvimento Cidades Resilientes a Inundações. O objetivo do projeto é gerar soluções tecnológicas e subsidiar políticas públicas para minimizar o problema.

O Brasil tem 1.942 municípios suscetíveis a desastres associados a deslizamentos de terras, alagamentos, enxurradas e inundações, segundo estudo feito pelo governo federal em 2024.

“O município de São Paulo é um grande laboratório para mostrar como em um pequeno pedaço do território temos várias realidades distintas. Para enfrentar um desafio desse tamanho é preciso trabalhar em rede”, disse o coordenador do centro, Filipe Falcetta, pesquisador da unidade Cidades, Infraestrutura e Meio Ambiente do IPT.

Entre os parceiros estão a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI), a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação do Estado de São Paulo (SDUH), SP Águas, Metrô-SP, Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do ABC (UFABC), Insper, Universidade Mackenzie, Uninove e instituições internacionais.

A parceria prevê o investimento de R$ 15 milhões da Fapesp e o mesmo valor em contrapartidas dos outros parceiros. Segundo Anderson Ribeiro Correia, diretor-presidente do IPT, o objetivo é trazer o que há de mais moderno em soluções para inundações, trabalhando em parceria com as comunidades.

“Entre os parceiros, temos ainda empresas que vão testar tecnologias que futuramente poderão ser incorporadas nas soluções do problema”, afirmou.

Para o presidente da Fapesp, Marco Antonio Zago, os Centros de Ciência para o Desenvolvimento (CCDs) são “um grande movimento de ciência e tecnologia no Estado de São Paulo e um exemplo para o país”.

Atualmente, a Fundação apoia 83 CCDs, num total de R$ 570 milhões investidos no programa. Cinco editais já foram lançados e mais um deve ser publicado no fim do ano.

“É um programa voltado para solucionar problemas enfrentados pelo poder público que possam ser resolvidos com ciência e tecnologia. Os centros contemplados têm apoio inicial de cinco anos. Isso só é possível porque a FAPESP tem previsibilidade de orçamento, que permite projetos com essa duração e mesmo de dez anos, como é o caso dos CEPIDs [Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão]”, afirmou Zago.

Inundações

O evento contou ainda com duas palestras magnas. Na primeira, o urbanista Valter Caldana, coordenador do Laboratório de Projetos e Políticas Públicas da Universidade Mackenzie, destacou como o centro é um reconhecimento da importância de a produção de conhecimento e a cidade “se abraçarem”.

“Temos de resgatar a pequena escala. Se para cada grande obra de infraestrutura houvesse uma contrapartida do mesmo valor em várias pequenas intervenções baseadas na natureza, teríamos grande parte dos nossos problemas de inundação resolvidos”, disse.

Nesse mesmo espírito, Tatiana Tucunduva Philippi Cortese, pesquisadora do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP e professora da Uninove, levou para o público conceitos como o de “Build Back Better” (reconstruir melhor, numa tradução livre), que neste contexto consiste em recuperar construções destruídas por desastres naturais, por exemplo, incorporando tecnologias que aumentem a resiliência para futuros eventos climáticos extremos.

Cortese lembrou ainda da necessidade de fortalecimento das redes de cooperação entre os diferentes atores, reforçando a dimensão humana do trabalho a ser executado por centros como o Cidades Resilientes a Inundações.

Fonte: Agência SP

Mina no Canadá guarda energia suficiente para alimentar 400 casas por ano

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Mina no Canadá guarda energia suficiente para alimentar 400 casas por ano
Foto: Barbara Sherwood Lollar

Descoberta de hidrogênio branco em rochas lança nova luz sobre uma potencial fonte de energia limpa para projetos de transição energética

Após mais de uma década coletando dados de uma mina de metais em operação próximo a Timmins, em Ontário, no Canadá, pesquisadores descobriram que se trata de uma promissora fonte de “energia limpa”. Isso porque o local libera anualmente hidrogênio suficiente para abastecer mais de 400 residências por ano, descoberta publicada na última segunda-feira (18) na Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Mais de 70% da crosta terrestre tem potencial para produzir hidrogênio. Acontece que grandes quantidades desse elemento são encontradas nas camadas das rochas mais antigas da Terra, como as encontradas no Escudo Canadense, cujos poços de perfuração liberam cerca de 8 quilos de hidrogênio por ano, que é o peso de uma bateria de carro de tamanho médio – e podem continuar a fazê-lo por 10 anos ou mais.

À nível de comparação, os pesquisadores destacaram que para quase 15 mil poços de perfuração feitos na mina em Ontário, 150 milhões de toneladas de hidrogênio seriam liberadas por ano. Essas descargas poderiam fornecer 4,7 milhões de quilowatts de energia por ano, o suficiente para suprir as necessidades energéticas anuais de mais de 400 residências.

Hoje, a maior parcela do hidrogênio utilizado é produzido por processos industriais de alto consumo energético e dependentes de combustíveis fósseis. Mesmo o gerado a partir de fontes de energia renováveis – conhecido como “hidrogênio verde” – consome muita energia e costuma ser um processo caro.

Mas, “os dados sugerem que existem oportunidades críticas ainda não exploradas para acessar uma fonte doméstica de energia economicamente viável, produzida a partir das rochas sob nossos pés”, contou Barbara Sherwood Lollar, da Universidade de Toronto, em comunicado.

Corrida pelo hidrogênio natural

A partir de reações químicas que ocorrem na sua crosta, a Terra é capaz de produzir o seu próprio hidrogênio natural, chamado de “hidrogênio branco”. Esse recurso que até então não explorado tão a fundo pela indústria energética, “é produzido ao longo do tempo por meio de reações químicas subterrâneas entre rochas e as águas subterrâneas presentes nessas rochas”, explicou Lollar.

Esse processo ocorre quando a água, composta por hidrogênio e oxigênio, reage com rochas ricas em ferro ou magnésio para liberar o elemento desejado. Outra possibilidade ocorre quando a água é dividida pelo decaimento de elementos radioativos.

Uma das grandes questões é que a potencial contribuição do hidrogênio natural na crosta terrestre para a economia global atual tem sido especulativa. As avaliações das quantidades do elemento são, segundo declarou Lollar em entrevista à Chemical and Engineering News, “inteiramente teóricas [ou] baseadas em estimativas de modelos computacionais”.

Por isso que a cientista e sua equipe mediram a presença de hidrogênio na mina Kidd Creek, uma das mais antigas e profundas da América do Norte. Os processos que criaram as rochas dessa formação geológica as tornaram ricas em metais – como cobre, zinco e prata –, e a prolongada atividade química em seu interior as preencheu com hidrogênio branco.

Foi essa estrutura geológica que fez a diferença. Oliver Warr, da Universidade de Ottawa, afirmou que “o hidrogênio natural é produzido nas mesmas rochas onde se encontram os depósitos de níquel, cobre e diamante do Canadá, e que estão atualmente em fase de exploração para minerais críticos como lítio, hélio, cromo e cobalto”.

Com tantos recursos e ganhos energéticos pesando na balança, Lollar disse que existe uma corrida global para aumentar a disponibilidade de hidrogênio. A medida serve, principalmente, para descarbonizar e reduzir os custos do uso desses elementos na produção de fertilizantes, metanol, aço e demais compostos.

Impactos

Caso esses recursos sejam igualmente explorados, os pesquisadores especulam diferentes benefícios. A localização conjunta dos recursos de mineração e da produção e utilização de hidrogênio, por exemplo, “reduzirá a necessidade de longas rotas de transporte até o mercado, para o armazenamento de hidrogênio e para o desenvolvimento de grandes infraestruturas”, observou Warr.

A exploração do recurso também poderá reduzir os custos e a pegada de carbono das minas, especificamente as canadenses, e fornecer uma fonte de energia limpa local. Antes de se tornar uma prática acessível para todas as potenciais regiões do mundo, Lollar destacou o pioneirismo que o Canadá poderá protagonizar.

Esse desenvolvimento de recursos de hidrogênio obterá fontes mais baratas e limpas desse recurso, não sendo necessária a exploração de hidrocarbonetos e outros poluentes. Tal avanço poderá compensar as emissões de carbono das indústrias de mineração e contribuir para uma redução nos custos de transporte de combustível.

Enquanto os poços de perfuração de hidrogênio branco não são mundialmente aplicados, apenas um local no Mali extraí ativamente o elemento. O gás foi acidentalmente descoberto em 1987, após o cigarro de um perfurador de poços provocar uma pequena explosão. Desde então, o elemento fornece energia para uma vila local.

Fonte: Revista Galileu

São José lidera seleção do Projeto Cidades Mais Inteligentes

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São José lidera seleção do Projeto Cidades Mais Inteligentes
Crédito: Guia Campos

São José dos Campos foi selecionada para integrar o Projeto Cidades Mais Inteligentes, iniciativa do Ministério das Cidades voltada ao desenvolvimento de soluções urbanas inovadoras e sustentáveis.

Entre todos os municípios brasileiros inscritos, a cidade conquistou a maior pontuação do processo seletivo, alcançando o melhor desempenho nacional com nota 88.

A lista preliminar dos municípios classificados já foi divulgada e contempla cidades distribuídas pelas cinco regiões do país.

A iniciativa, realizada em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), vai oferecer assessoria técnica especializada para apoiar a construção de estratégias locais de transformação digital urbana.

O projeto busca auxiliar os municípios no planejamento e na implementação de soluções tecnológicas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável, com foco na eficiência dos serviços públicos, inovação, inclusão digital e melhoria da qualidade de vida da população.

Na região Sudeste, além de São José dos Campos, foram classificados Campinas (SP), Olímpia (SP), Lavras (MG) e São Bernardo do Campo (SP).

Ao todo, a seleção contempla municípios das cinco regiões brasileiras.

Após a conclusão do processo seletivo, os municípios selecionados contarão com o apoio de uma rede de instituições acadêmicas participantes para a elaboração de planos de ação voltados à implementação de cidades inteligentes.

A proposta é contribuir para o desenvolvimento de políticas públicas mais integradas, sustentáveis e inovadoras para os territórios urbanos brasileiros.

Conjunto de certificações

São José dos Campos também se destaca no cenário nacional e internacional pelas certificações e reconhecimentos relacionados à gestão urbana inteligente.

Atualmente, é a única cidade brasileira a possuir a certificação de Cidade Inteligente, Resiliente e Sustentável no nível platina — o mais elevado — concedida com base em normas ISO internacionais e validadas pela ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas).

O reconhecimento ocorreu em março de 2022, quando o município recebeu as certificações com base nas normas ABNT NBR ISO 37120, 37122 e 37123, voltadas a cidades inteligentes, sustentáveis e resilientes.

As certificações foram mantidas após auditorias realizadas em 2023, 2024 e novamente em 2025, preservando a classificação máxima em todas as avaliações.

Em novembro de 2025, São José dos Campos também conquistou a inédita certificação ISO 37125, baseada em padrões internacionais que reúnem 133 indicadores ESG (ambientais, sociais e de governança).

Fonte: Portal R3

El Niño ‘Godzilla’? O que os especialistas dizem sobre o fenômeno climático

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El Niño 'Godzilla'? O que os especialistas dizem sobre o fenômeno climático
Foto: NOAA/Via MetSul

Apesar do apelido viralizar, especialistas afirmam que o termo não é uma classificação científica oficial

O aquecimento das águas do Oceano Pacífico voltou ao centro das atenções e já mobiliza meteorologistas. Com sinais claros de formação do El Niño, modelos climáticos internacionais indicam que o fenômeno pode ganhar força ao longo dos próximos meses e influenciar o clima no Brasil até 2027.

Expressões como “Super El Niño” e “El Niño Godzilla” passaram a circular para descrever o avanço do aquecimento no Pacífico. Mas, segundo especialistas, o apelido está mais ligado ao impacto midiático do que à classificação científica.

De acordo com a meteorologista Desirée Brandt, termos como “Godzilla” não fazem parte da nomenclatura oficial utilizada por centros climáticos como a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), principal referência mundial no monitoramento do El Niño.

“O termo surgiu muito mais para chamar atenção”, explica, em entrevista à Globo Rural. “Na ciência, trabalhamos com categorias que vão de El Niño fraco até muito forte.”

A avaliação é compartilhada pelo meteorologista Celso Oliveira, da empresa Tempo Ok, que explica que o apelido costuma ser usado popularmente para descrever episódios excepcionalmente intensos de aquecimento no Pacífico.

“Essa denominação El Niño ‘Godzilla’ normalmente aparece para eventos muito fortes. Tivemos episódios intensos em 1982 e 1983, em 1997 e 1998, além de 2015 e 2016”, afirma. “O mais intenso da história recente aconteceu entre 1877 e 1878.”

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial.

Essa mudança interfere diretamente na circulação atmosférica e altera padrões de chuva, temperatura e formação de eventos extremos em diferentes regiões do planeta.

No Brasil, os impactos costumam variar conforme a região. Historicamente, o Sul registra aumento das chuvas, enquanto Norte e Nordeste enfrentam maior risco de seca. Já o Sudeste e o Centro-Oeste tendem a alternar períodos de chuva intensa com ondas prolongadas de calor.

El Niño 2026 já começou?

Segundo Desirée Brandt, o aquecimento das águas do Pacífico já indica a formação do El Niño, que deve se consolidar oficialmente nos próximos meses.

De acordo com o último relatório da National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), existe cerca de 96% de probabilidade de o evento permanecer ativo até o início de 2027.

Neste primeiro momento, o aquecimento deve se desenvolver entre intensidade fraca e moderada, mas os modelos climáticos apontam possibilidade de fortalecimento ao longo do segundo semestre.

As projeções para o período entre novembro e janeiro indicam um cenário de aquecimento mais intenso no Pacífico até o fim do ano.

Apesar disso, especialistas destacam que esse processo acontece de forma gradual.

“Oceano e atmosfera são sistemas dinâmicos e fluidos”, explica Desirée. “Não existe um botão que transforma rapidamente um El Niño comum em um superevento.”

Pode ser um dos mais fortes da história?

Segundo Celso Oliveira, alguns modelos indicam a possibilidade de um aquecimento excepcional no Pacífico.

“Existe a possibilidade de esse El Niño de 2026 e 2027 ultrapassar eventos históricos, mas ainda precisamos monitorar”, afirma. “São poucas as simulações que mostram esses extremos.”

O meteorologista explica que a maioria dos modelos trabalha atualmente com a hipótese de um El Niño forte, mas sem atingir os níveis mais extremos registrados historicamente.

“Grande parte das projeções ainda aponta um aquecimento mais moderado, abaixo do que normalmente caracteriza um super El Niño”, explica.

Mesmo sem confirmação de um evento histórico, especialistas alertam que o contexto climático atual pode ampliar os impactos.

“O El Niño está se formando em um planeta mais quente”, afirma Desirée Brandt. “Isso potencializa os efeitos climáticos.”

Com temperaturas globais mais elevadas, aumenta a chance de ondas de calor intensas, secas prolongadas e episódios de chuva extrema concentrados em poucos dias.

Segundo os especialistas, o comportamento do Oceano Atlântico também será decisivo para definir a intensidade dos impactos no Brasil.

O que pode mudar no clima do Brasil

Os primeiros efeitos já começam a aparecer principalmente na região Sul, onde a previsão aponta chuva acima da média nos próximos meses.

Segundo os meteorologistas, esse padrão deve persistir ao longo do segundo semestre, aumentando o risco de temporais, enchentes e deslizamentos.

Ao mesmo tempo, outras regiões do país devem enfrentar calor mais intenso e períodos secos mais prolongados.

No Sudeste e no Centro-Oeste, por exemplo, a tendência é de chuvas mais irregulares, com temporais concentrados em poucos dias e longos intervalos de calor.

Já no Norte e em partes do Nordeste, cresce o risco de estiagem.

A internet vulnerável: como vazamentos de dados colocam empresas e cidadãos em risco

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A base necessária — e muitas vezes esquecida — da transformação digital na gestão pública
Foto: Freepik/pongsaksapakdee

Cibersegurança na era da IA: por que proteger dados se tornou prioridade para empresas, governos e cidades inteligentes

A transformação digital mudou a forma como pessoas, empresas e governos se relacionam com a tecnologia. Hoje, praticamente tudo depende de ambientes digitais: serviços bancários, plataformas públicas, aplicativos corporativos, redes sociais e armazenamento de informações pessoais. Porém, enquanto cresce a conectividade, aumenta também um problema cada vez mais preocupante: os vazamentos de dados e o avanço dos crimes virtuais. 

Os ataques cibernéticos deixaram de atingir apenas grandes empresas de tecnologia e passaram a comprometer contas pessoais, pequenos negócios, órgãos públicos e até infraestruturas essenciais. Em muitos casos, o ponto de entrada continua sendo algo aparentemente simples: uma senha comprometida. Um levantamento da empresa de inteligência de ameaças Kela revelou que, somente em 2025, quase 2,9 milhões de credenciais foram comprometidas. O número inclui nomes de usuário, senhas, cookies, tokens de sessão e listas de login encontrados em repositórios de e-mails hackeados e marketplaces criminosos. O dado mostra que milhões de informações utilizadas diariamente por pessoas e empresas já circulam na internet de forma ilegal.

Mesmo com tantos avanços tecnológicos, as senhas continuam sendo um dos maiores pontos de vulnerabilidade da segurança digital. Isso acontece porque muitos usuários ainda utilizam combinações fracas, previsíveis ou repetidas em diferentes plataformas. Quando uma senha vaza em um único serviço, criminosos conseguem testar automaticamente aquele mesmo acesso em bancos, redes sociais, aplicativos corporativos e sistemas públicos. Os vazamentos acontecem de diversas formas. Em alguns casos, empresas sofrem ataques hackers que comprometem bancos de dados inteiros. Em outros, o próprio usuário acaba fornecendo suas informações sem perceber, vítima de golpes digitais conhecidos como phishing. Mensagens falsas, páginas clonadas e links enviados por e-mail ou aplicativos simulam ambientes oficiais para capturar dados de acesso. Também existem softwares maliciosos capazes de registrar tudo o que é digitado em celulares e computadores.

Os impactos vão muito além do prejuízo financeiro. Informações roubadas podem ser utilizadas em fraudes, roubo de identidade, invasão de sistemas corporativos e ataques contra instituições públicas. Empresas podem sofrer paralisação operacional, perda de clientes e danos à reputação. Já no setor público, os riscos envolvem diretamente dados da população e serviços essenciais ligados à saúde, mobilidade urbana, educação e segurança. Nesse cenário, a segurança digital deixou de ser apenas uma questão técnica e passou a ser um tema estratégico, empresas e governos precisam compreender que proteger informações significa proteger operações, serviços e a confiança das pessoas.

Em contrapartida, uma nova tendência tecnológica vem ampliando os desafios relacionados à proteção digital: os aplicativos desenvolvidos por inteligência artificial por meio do chamado “vibe coding”. Essas plataformas permitem criar aplicativos completos utilizando apenas comandos escritos em linguagem natural, mesmo sem conhecimento técnico em programação. Embora essa tecnologia democratize o desenvolvimento de sistemas e acelere processos de inovação, ela também cria novos riscos. Muitos usuários publicam aplicativos na internet sem qualquer preocupação com segurança da informação. Como consequência, existem casos de aplicações criadas com IA expondo bancos de dados, arquivos privados, credenciais e informações corporativas acessíveis publicamente.

O problema não está necessariamente na inteligência artificial, mas na falsa sensação de simplicidade. Criar um aplicativo ficou muito fácil, protegê-lo continua exigindo conhecimento especializado. Além disso, muitos desses sistemas utilizam integrações externas, bibliotecas prontas e serviços terceirizados, ampliando os riscos relacionados à chamada cadeia de suprimentos digital. Esse cenário vem fortalecendo as discussões sobre a Lei Geral da Cibersegurança no Brasil. A nova legislação pretende ampliar as responsabilidades de empresas e órgãos públicos na prevenção e resposta a incidentes digitais. A tendência é que segurança da informação deixe de ser apenas recomendação técnica e passe a ser obrigação institucional.

A proposta também reforça a necessidade de proteger toda a cadeia de fornecedores tecnológicos, exigindo maior controle sobre parceiros, prestadores de serviço e ambientes conectados. Isso se torna ainda mais importante no contexto das cidades inteligentes, onde serviços públicos dependem cada vez mais de plataformas digitais, sensores, aplicativos e sistemas integrados.

Diante disso lgumas medidas se tornaram indispensáveis, como o uso de autenticação em múltiplos fatores, senhas fortes e diferentes para cada serviço, atualização constante de sistemas e treinamento contínuo de usuários são práticas fundamentais para reduzir riscos. Empresas também precisam investir em monitoramento, gestão de acessos e políticas internas de segurança digital.

A transformação digital continuará avançando de forma acelerada, impulsionada pela inteligência artificial e pela conectividade. Porém, quanto maior a dependência tecnológica, maior também será a necessidade de proteger dados, sistemas e infraestruturas críticas. A cibersegurança deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade urgente. Em um mundo marcado pelo crescimento dos vazamentos de dados, golpes virtuais e invasões de contas, investir em proteção digital significa garantir continuidade, confiança e segurança para toda a sociedade conectada.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

No Maio Amarelo, Prefeitura de Curitiba lança a campanha Eu Freio para Animais

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No Maio Amarelo, Prefeitura de Curitiba lança a campanha Eu Freio para Animais
Foto: Valquir Kiu Aureliano/SECOM

Ação educativa reuniu dezenas de pessoas no Parque Barigui em prol da redução de acidentes que envolvem pedestres, ciclistas, motocicletas e automóveis

A programação do Maio Amarelo promoveu a educação no trânsito neste sábado (23/5) no Parque Barigui. Como parte das ações, foram realizadas a Cãominhada de pets e a Caminhada do Maio Amarelo, que marcou o lançamento da campanha Eu Freio para Animais”, para chamar a atenção dos curitibanos sobre os cuidados no trânsito com os animais. Mesmo com a garoa, dezenas de pessoas acompanharam a caminhada e receberam adesivos da campanha, além de material impresso educativo.

Também estava no Barigui a exposição da Moto mais Mortal do Mundo e foi oferecida a instalação de kits de segurança para ciclistas com a campanha Ciclistas Seguros e antenas corta-pipas para os motociclistas.

Melissa Puertas Sampaio, diretora da Escola Pública de Trânsito de Curitiba, explicou que a caminhada ocorre por uma junção de forças, trazendo os agentes de trânsito, Detran, Urbs, as empresas do transporte e o grupo Pedalada Cristã, todos juntos em prol da redução de acidentes que envolvem pedestres, ciclistas, motocicletas e automóveis. “Estamos aqui trazendo o tema do Maio Amarelo, Enxergar o outro é salvar vidas, para que se conscientizem que o trânsito é formado por pessoas que devem ser protegidas e respeitadas”, afirmou a diretora.

Sueli Gulin Calabrese, diretora da Autoviação Redentor, uma das empresas parceiras da ação, afirma que a importância da caminhada é trazer a mensagem que devemos ter empatia no trânsito. “Devemos nos colocar no lugar do outro. Trazemos nossos motoristas para que eles lembrem que transportamos o bem maior, a vida das pessoas”, declarou Sueli.

A população aprova

Os participantes trouxeram suas famílias e pets para a caminhada e aprovam a iniciativa. Um exemplo é Vagner da Silva e Adriana Nenev, acompanhados do cão Maximiliano. “Eu sou motorista e entendo que a caminhada é importante para alertar da importância da segurança no trânsito, que começa em cada um de nós”, disse Vagner.

Quem também chamou a atenção na Caminhada foi o Zyon, mascote da tutora Bianca Assis, que fez questão de receber o cinto de segurança para pets e as informações sobre a campanha. “O tema Eu Freio para Animais’ é muito importante e devemos passar esta mensagem para a população”, declarou Bianca.

O que é o Giro da Coruja?

Na campanha do Maio Amarelo, realizado em parceria com o Detran-PR, a Prefeitura tem três grandes campanhas de educação para o trânsito: Ciclistas Seguros, Eu Freio para Animais e Giro da Coruja. A campanha Giro da Coruja foi criada para reforçar a segurança de todos os atores no trânsito. A manobra consiste de o motorista, ao abrir a porta do veículo, utilizar a mão direita, girando o corpo, assim podendo ver se há motocicletas, bicicletas ou pedestres vindo. Este gesto simples pode evitar acidentes e salvar vidas.

Fonte: Prefeitura de Curitiba