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Governo Federal reforça agenda de cidades mais humanas e sustentáveis

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Adoção de IA no trabalho exige cultura, diz IBM
Foto: Gerada por IA/ Gemini

Reflexão apresentada na abertura do ENIC 2026 reforça que a política habitacional deve estar conectada à qualidade dos espaços públicos

Casa é mais do que moradia”. Essa foi uma das reflexões levantadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a abertura do Encontro Internacional da Indústria da Construção (ENIC) 2026, em São Paulo, na última terça-feira (19). Ao destacar a relevância do Minha Casa, Minha Vida, o presidente reforçou que a política habitacional vai além da construção de casas, ela também precisa garantir infraestrutura, pertencimento e qualidade de vida.

Desde 2023, o MCMV alcançou a marca de 2 milhões de moradias contratadas, atingindo com um ano de antecedência a meta estabelecida pelo Governo Federal. O avanço consolida o programa como uma das principais políticas públicas para redução do déficit habitacional no país.

Também no ENIC, o ministro Vladimir Lima afirmou que o programa se transformou em uma política de inclusão social, com impacto na geração de emprego, renda, dignidade e qualidade de vida.

“O Governo Federal se preocupa em dar a moradia digna junto de infraestrutura, saneamento básico e mobilidade urbana. Se preocupa em levar água para aquela torneira que não tem, em transformar favelas em bairros urbanizados e em levar dignidade aos rincões do país”, destacou o ministro.

Essa compreensão de que a moradia deve estar conectada a outras questões estruturais também orienta o programa Se Essa Rua Fosse Minha, iniciativa do Ministério das Cidades em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC). O projeto, lançado em agosto de 2025, apoia municípios brasileiros na requalificação de áreas urbanas degradadas, promovendo espaços públicos mais acessíveis, seguros e integrados.

Moradia conectada à cidade

O Se Essa Rua Fosse Minha tem como objetivo atuar como uma extensão do Minha Casa, Minha Vida, especialmente na requalificação urbana do entorno de empreendimento habitacionais. A proposta é fazer com que a casa própria esteja inserida em uma cidade mais preparada para acolher as famílias, com áreas de convivência acessíveis.

Inspirado em experiências internacionais e alinhado ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 11 da Agenda 2030 da ONU, o programa propõe intervenções para o desenvolvimento urbano com parcerias público-privadas.

“É indiscutível a necessidade de melhorar a qualidade urbana, principalmente naquilo que se refere aos moradores, à sua possibilidade de ter segurança, iluminação pública, mais áreas verdes e mais convivência entre si”, disse Carlos Eduardo Lima, vice-presidente de infraestrutura da CBIC e responsável pela iniciativa.

Segundo o Ministério das Cidades, a alta demanda por iniciativas de requalificação urbana reforça a importância da agenda. Apenas em 2025, a pasta recebeu mais de mil propostas de estados e municípios interessados em melhorar seus espaços públicos, o dobro em relação a 2024.

Com o Minha Casa, Minha Vida e o Se Essa Rua Fosse Minha, o Governo Federal reforça a visão de proporcionar a casa, como ponto de partida, e a rua, o bairro e a cidade como partes essenciais da dignidade humana.

Fonte: Ministério das Cidades

INSS: PF e CGU investigam descontos não autorizados de pensionistas

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PF abre inquérito para investigar alerta falso da Defesa Civil após possível ataque hacker
Foto: Divulgação/Polícia Federal

Nova fase da Operação Sem Desconto cumpre mandados em 4 estados

A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagram nesta quarta-feira (27) uma nova fase da Operação Sem Desconto nos estados de Pernambuco, de São Paulo e da Paraíba, além do Distrito Federal. A operação investiga o esquema nacional de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e em pensões.

Em nota, a corporação informou que estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão e oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico, além de outras medidas constritivas expedidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Nesta fase, a ação tem como finalidade aprofundar as investigações que visam esclarecer a prática de diversos crimes contra a administração pública, tais como constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e de dilapidação patrimonial”, destacou a PF.

Em março, a PF e a CGU já haviam deflagrado a Operação Indébito, um desdobramento da Operação Sem Desconto. À época, policiais federais e auditores cumpriram 19 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão, além de outras medidas cautelares, no Ceará e no Distrito Federal.

Entenda

Em abril de 2025, a PF e a CGU deflagraram a Operação Sem Desconto. As investigações identificaram a existência de irregularidades relacionadas a descontos de mensalidades associativas aplicados sobre benefícios previdenciários, principalmente aposentadorias e pensões, concedidos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A estimativa é de que entidades investigadas tenham descontado de aposentados e pensionistas cerca de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. À época, pelo menos seis servidores públicos foram afastados de suas funções.

Cerca de 700 policiais federais e 80 servidores da CGU cumpriram mais de 200 mandados judiciais de busca e apreensão, ordens de sequestro de bens no valor de mais de R$ 1 bilhão e seis mandados de prisão temporária em diversos estados e no DF.

El Niño deve se firmar em junho, e fenômeno ‘muito forte’ fica mais provável

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Alerta na primavera: órgãos de SC classificam El Niño como ‘muito forte’ e preveem chuva acima da média
Foto: NOAA/Via MetSul

Sul do Brasil deve ter chuva extrema e pode chover até mesmo em algumas áreas tipicamente mais secas nos próximos meses

Meteorologistas já dão como certa a confirmação do El Niño nas próximas semanas. Eles afirmam que a região do Pacífico Equatorial já está com temperatura acima do normal, indicando a formação do fenômeno climático, e que os sistemas de monitoramento apontam a probabilidade de uma ocorrência de ‘forte’ a ‘muito forte’.

“Atualmente, não há dúvida de que o El Niño vai se formar novamente e seu início oficial provavelmente será durante o mês de junho de 2026”, afirma a meteorologista Josélia Pegorim, da Climatempo, em boletim sobre o fenômeno.

Josélia destaca que, em maio, a temperatura na superfície da água no Pacífico Equatorial está meio grau acima dos níveis normais. É o mínimo para começar a se falar em El Niño. A consolidação do fenômeno climático depende da manutenção desse aquecimento nas próximas semanas, o que é esperado.

A meteorologista da Climatempo explica que o aquecimento na região deve se intensificar até setembro, caracterizando um El Niño ‘muito forte’. No entanto, essa projeção ainda pode mudar. Neste momento, as projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) indicam uma probabilidade cada vez maior de uma condição mais extrema.

Um El Niño muito forte ocorre quando a temperatura fica pelo menos dois graus mais quente que o normal no Pacífico Equatorial. Os dados da NOAA apontam que, entre julho e setembro, há 1% de probabilidade de acontecer. Outros 17% são de ocorrência forte e 48% moderada.

Para o período entre setembro, outubro e novembro, as probabilidades são de 22% para muito forte, 35% forte e 30% moderado. Para o trimestre entre outubro e dezembro, a probabilidade de El Niño muito forte sobe para 33%; forte cai para 32% e moderado cai para 24%.

Gráfico mostra as probabilidade de formação do fenômeno El Niño em suas diferentes intensidades — Foto: NOAA/Via Climatempo

“A previsão de um El Niño moderado diminui até o fim deste ano e de El Niño forte cresce até setembro, primavera de 2026. Mas a probabilidade de um El Niño muito forte só aumenta”, pontua Josélia Pegorim, em publicação no site da Climatempo.

Na visão da meteorologista, não há dúvida de que o clima no Brasil terá influência de um El Niño forte na primavera deste ano. E, ainda que não seja certa uma evolução para ‘muito forte’, a condição já merece atenção. Um fenômeno ‘forte’ aumenta o risco de tempestades no Sul do país.

El Niño pode trazer surpresas

Também em análise divulgada em seu site, a MetSul Meteorologia ressalta que o El Niño de 2026/27 será diferente do anterior e pode apresentar surpresas em seus efeitos sobre o clima no Brasil. Os meteorologistas Estael Sias e Luiz Nachtigall indicam a possibilidade de ocorrerem mais chuva do que o que costuma cair em situações típicas.

“Ao contrário do El Niño de 2023/24, a chuva pode surpreender nos próximos meses em diversas áreas do Sudeste e do Centro-oeste do país, com precipitação acima ou até muito acima da média em alguns estados, especialmente Mato Grosso do Sul e São Paulo”, afirmam os meteorologistas.

O que surpreende, afirmam, é que essas chuvas podem ocorrer exatamente durante a temporada seca, com níveis acima ou muito acima do que seria normal.

“Diferentemente de áreas mais ao Sul do país, que não possuem temporadas chuvosa ou seca com precipitação bem distribuída ao longo do ano, o Centro-oeste e o Sudeste do Brasil possuem períodos no ano que são secos e chuvosos, duas temporadas em que o regime de precipitação contrasta”, explicam.

Já o Sul do Brasil deve sofrer os efeitos considerados tradicionais do El Niño, afirmam os meteorologistas da MetSul. Ao longo dos próximos meses, a tendência é a de chover chuva acima ou muito acima da média, com possíveis cheias de rios e até mesmo enchentes em algumas áreas.

A chuva já deve começar a aumentar entre os próximos 30 a 45 dias no Sul do Brasil. E se intensificar ainda mais ao longo do segundo semestre. O Paraná deve ser o primeiro a ver essas mudanças, seguido pelo demais estados da região.

“No decorrer do segundo semestre, sobretudo na segunda metade do inverno e durante a primavera, a chuva tende a aumentar muito em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, com risco alto de episódios de chuva excessiva e extrema”, avaliam.

A Melhor Educação do Paraná está em Pato Branco

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Construção civil: Falta recursos para adaptação das cidades, diz Cbic
Foto: Rodinei Santo / Prefeitura de Pato Branco

Com investimentos que superam 25% da receita municipal e integração total com o 5G, cidade do Sudoeste paranaense supera metrópoles e lidera rankings de cidades inteligentes em 2026.

Por: Prof. Me. Lúcio Rosas

O que define uma cidade inteligente? 

Para Pato Branco, no Sudoeste do Paraná, a resposta não está apenas no asfalto ou em sensores urbanos, mas nas salas de aula. Ao iniciar 2026, o município se posiciona como a 1ª colocada nacional entre cidades de 50 a 100 mil e a 4ª posição nacional dentre todas as cidades do país, no eixo Educação do ranking Connected Smart Cities, superando inclusive potências regionais como Maringá em indicadores de agilidade e inovação.

Este sucesso é o reflexo da aplicação de políticas públicas que geram significado para a população, transformado-as em um capital político para a gestão, e gerando uma relação de valor entre administração pública e seus cidadãos.

O Foco: Tecnologia e Governança

O sucesso da educação pato-branquense é fruto de um ecossistema que integra o setor público, universidades (como a UTFPR) e o setor privado. Diferente de outros modelos, a cidade trata a educação como o motor do desenvolvimento econômico.

Os pilares deste modelo são:

  • Conectividade Total: Pato Branco foi pioneira na antecipação do cronograma 5G, garantindo tablets e lousas digitais para quase 100% da rede municipal.
  • Programa Pato Tech: O uso de Inteligência Artificial aplicada ao ensino básico transformou a metodologia de aprendizado, focando no letramento digital desde cedo.
  • Retenção de Talentos: Através de bolsas e parcerias com o Parque Tecnológico, a cidade cria um ciclo de empregabilidade que começa na escola e termina nas empresas locais.
  • Construção de novos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs): Isso fortalece a infraestrutura municipal de ensino diante da proporcionalidade do crescimento populacional da cidade;

Para que as políticas públicas a educação fossem aplicadas, as ações que compõem os pilares desta transformação, precisavam ser bem compreendidos pelos agentes envolvidos e toda a população, e, com uma lei de inovação pioneira, o Parque Tecnológico de Pato Branco, passou a ser um hub de inovação na educação, que proporcionasse a efetivação de ações, como:

Inventum: A Feira Acadêmica, Tecnológica e de Inovação de Pato Branco (uma das maiores do Sul) que envolve alunos da rede pública em competições de robótica e ciência, despertando o interesse precoce pela tecnologia.

Tablets e Lousas Digitais: Investimento em ferramentas digitais, deixou a cidade com quase 100% da rede municipal conta com suporte tecnológico, permitindo que o ensino saia do tradicional “quadro e giz”;

Conectividade 5G: Pato Branco foi protagonista na antecipação do cronograma do 5G, utilizando a conectividade para otimizar a gestão escolar e o acesso a conteúdos digitais em tempo real.

Parcerias: A presença de instituições como a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná) transforma a cidade em um “ímã de talentos”. A prefeitura mantém estagiários e pesquisadores atuando na melhoria do ensino municipal. Isso reflete na Taxa de    Escolarização, que atinge cerca de 98,6% para crianças e jovens de 6 a 14 anos.

Gestão por Indicadores:  A gestão municipal adotou um modelo de “Cidade Inteligente” que monitora dados em tempo real, focando em reforço escolar personalizado para alunos que apresentam dificuldades.

Capacitação Docente: Investimento contínuo na formação dos cerca de 900 professores da rede municipal, focando em metodologias ativas e novas tecnologias. 

Ambiente favorável: Fatores indiretos como a urbanização e o bem-estar, são levados em conta, a cidade investiu na descentralização do lazer e da segurança nos  bairros, o que garante que o aluno tenha um ambiente seguro e saudável fora da escola, reduzindo a evasão e aumentando o foco no aprendizado.

Resultados e Valores Percebidos

O sucesso de Pato Branco prova que cidade inteligente não é a que tem mais dinheiro, mas a que tem a melhor governança. Ao unir a universidade (UTFPR) com o setor público (Prefeitura) e o setor privado (Startups), eles criaram um modelo onde a educação é o produto principal.

A integração dos agentes de inovação em uma única esteira de produtividade, fez com que os recursos e resultados fossem aparecendo a medida que as soluções encontradas foram sendo aplicadas e gerando assim, percepção de valor por parte dos cidadãos, garantindo assim, qualidade de vida para sua população, além do capital político para os gestores.

Radar de Oportunidades: O cenário para 2026

Para empreendedores e acadêmicos, o calendário de Pato Branco neste início de ano está aquecido por aportes financeiros e eventos estratégicos:

Aporte de R$ 1 Milhão: Em fevereiro de 2026, o Governo do Estado ratificou o repasse para o Fundo Municipal de Inovação. O foco são os “Desafios de Inovação”, editais que contratam startups para resolver problemas da gestão pública.

Startup Day (21 de Março): O evento nacional do SEBRAE será o ponto de encontro para quem busca entender os novos editais de CPSI (Contrato Público para Soluções Inovadoras).

UTF nas Escolas: O edital 02/2026 da UTFPR abre as portas para que pesquisadores validem tecnologias educacionais dentro da rede pública, usando a cidade como um laboratório vivo.

O Embate de Gigantes: Pato Branco vs. Maringá

Um comparativo entre os dados de 2025 e 2026 revela dois modelos de sucesso no Paraná. Enquanto Maringá brilha pela escala e infraestrutura humanizada (atendendo 40 mil alunos com climatização e suporte social), Pato Branco vence pela agilidade e precisão tecnológica.

Utilizando o Ranking Connected Smart Cities (CSC) como fonte para a comparação, em 2025/2026, ambas as cidades consolidaram posições de destaque, mas com nuances diferentes.

  • Pato Branco deu um salto impressionante recentemente, superando cidades muito maiores em indicadores proporcionais. Atualmente é o 15º lugar geral no Brasil, e a 1ª colocada nacional entre cidades de 50 a 100 mil habitantes. Na região Sul, ocupa o 3º lugar, atrás apenas de Florianópolis e Curitiba.
  • Maringá está logo atrás, em 19º lugar geral no Brasil. Embora tenha subido posições, foi ultrapassada por Pato Branco e Londrina (17º) nesta última edição. No Sul, Maringá ocupa a 6ª posição.

Ambas são referências, mas Maringá costuma liderar entre as “grandes” (acima de 50 mil habitantes), enquanto Pato Branco lidera entre as “médias”.

Tabela: Enviada pelo autor

Quanto ao efeito 5G e inovação, as cidades tem políticas diferentes que se diferem na forma de sua aplicação e na demanda de cada cidade (acima de 50 mil habitantes), enquanto Pato Branco ledera entre as “médias”.

  • A cidade de Pato Branco ganha de Maringá na agilidade de implementação. Por ser menor e ter um Parque Tecnológico muito centralizado, a “digitalização” da cidade acontece mais rápido (foi pioneira no 5G e no uso do Marco Legal das Startups).
  • Porém, Maringá ganha na escala. A cidade possui um Conselho de Desenvolvimento Econômico (CODEM) que auxilia e planeja a cidade para 2047, mesmo não tendo ainda um ecosistema de inovação totalmente integrado e sinérgico.

Se olharmos para a agilidade e inovação disruptiva em um ambiente mais controlado e tecnológico, Pato Branco é o modelo a seguir.

Se olharmos para a estabilidade, infraestrutura metropolitana equalidade de vida com grandes números, Maringá continua sendo a referência imbatível.

Investimento por Aluno e Orçamento (Dados 2025/2026)

Enquanto Maringá lida com volumes financeiros gigantescos, Pato Branco demonstra uma execução orçamentária mais “ajustada” e focada no cumprimento imediato das metas.

Pato Branco: Na prestação de contas de fevereiro de 2026, a cidade confirmou que investiu 25,06% de suas receitas em educação, totalizando R$ 91 milhões executados no último ano. É uma gestão de “precisão”, mantendo-se rigorosamente no limite constitucional, mas com alta eficiência tecnológica (como o 5G e tablets para 100% da rede).

Maringá: Devido à sua escala (40 mil alunos), o desafio é maior. Em 2025, a prefeitura enfrentou oscilações no percentual quadrimestral, mas planejou investimentos massivos de R$ 2,6 milhões apenas em kits escolares para 2026, além de manter um estoque de materiais pedagógicos completos e uniformes para toda a rede.

  • Na cidade de Pato Branco,  o investimento é visível no futuro profissional. O aluno não recebe apenas o kit escolar, ele recebe acesso direto a mentores do Parque Tecnológico e participa de um currículo voltado para o Letramento Digital, preparando-o para o mercado de TI local.
  • Em Maringá o investimento é visível na infraestrutura e conforto. A cidade está instalando ar-condicionado em todas as salas de aula da rede municipal e foca muito na “Educação Humanizada”, garantindo que a criança tenha desde o tênis até a mochila de alta qualidade.

Se o critério for vanguarda e eficiência, Pato Branco tem maior destaque. Ela utiliza o Marco Legal das Startups e a conectividade 5G para garantir que seus bem assistidos alunos, tenham a educação mais tecnológica do país.

Se o critério for escala e suporte social, Maringá é muito forte. Ela consegue manter 40 mil crianças com uniformes, ar-condicionado e alimentação de excelência.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC

Detran-SP foca em pedestre na 3ª semana do Maio Amarelo

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Detran-SP foca em pedestre na 3ª semana do Maio Amarelo
Foto: Governo de São Paulo/Divulgação

Ações alinhadas ao Plano de Segurança Viária priorizam público mais vulnerável do trânsito

O Detran-SP focou em pedestres em mais uma semana do Maio Amarelo, mês destinado à conscientização para a redução de mortes no trânsito. Alinhado com o recém-lançado Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), o Detran-SP tem priorizado os grupos mais vulneráveis do trânsito e o combate às condutas de alto risco.

Um dos pedestres abordados na terceira semana da campanha foi Aderli Correia, 69 anos, atingida por um carro perto de casa. “O motorista estava ao celular, não enxergou nada”, contou Aderli.

Com lesões no pé direito e nos joelhos, Aderli busca atravessar a rua com cuidado redobrado: ela espera o sinal fechar para veículos e caminha sempre sobre a faixa. Mas, afirma, não pode controlar o comportamento do outro.

“Eu ainda tive sorte. Pelo menos, o carro não estava em alta velocidade”, disse Aderli. Estudos indicam que o risco de morte de um pedestre aumenta a partir de velocidades de impacto de apenas 20 a 30 km/h, de acordo com manual da World Resources Institute (WRI) Brasil, instituição parceira do Detran-SP.

Quem também contou sua história foi o professor da rede municipal Edson Souto, 67, que passou pela tenda do Detran-SP instalada por três dias na estação de trem do Tatuapé. Além desse espaço, fruto de parceria com a própria Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, o órgão de trânsito tem equipes distribuídas por diversos pontos da capital e do interior em todo o Maio Amarelo.

“Eu recuei a tempo e tive só uma contusão na mão, onde o retrovisor da moto bateu. Foi um susto”, contou Edson. “Entendo a pressão dos motociclistas para fazer uma entrega, mas oriento o meu enteado, que trabalha com isso, a ter cuidado, a respeitar as regras e a seguir a sinalização.”

A conduta segura para o pedestre, de acordo com Fabiana Andrade, coordenadora geral da Escola Pública de Trânsito (EPT), do Detran-SP, envolve caminhar com atenção plena ao redor, respeitando a faixa e as regras de trânsito, e garantindo que, ao mesmo tempo que você enxerga possíveis perigos, os outros na via possam vê-lo. “Fazer contato visual com os condutores e sinalizar a intenção de atravessar, estendendo o braço com a palma da mão aberta, também são indicados”, detalha.

Fonte: Agência de Notícias do Governo do Estado de São Paulo

Porto Alegre sedia reunião estratégica do Connected Smart Cities

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Porque precisamos avançar de cidades inteligentes a cidades sábias
Foto: Pedro Piegas / PMPA

Porto Alegre sediou, nesta quinta-feira, 21, a reunião estratégica regional do Connected Smart Cities (CSC), uma das principais plataformas de inovação urbana e cidades inteligentes do país.

O encontro ocorreu na Arena CMPC, no Tecnopuc, reunindo gestores públicos, especialistas, empresas, universidades e representantes do ecossistema de inovação.

Promovido em parceria com o Gabinete de Inovação da Prefeitura, o evento integrou a agenda nacional de reuniões estratégicas regionais do CSC, iniciativa voltada à construção de soluções para cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis.

Para o secretário municipal de Inovação, Luiz Carlos Pinto, a reunião estratégica reforçou o posicionamento da cidade como referência nacional no setor. “Porto Alegre vem consolidando um ecossistema cada vez mais conectado, colaborativo e competitivo. Receber uma agenda nacional como o Connected Smart Cities demonstra o reconhecimento ao trabalho que a cidade vem desenvolvendo na área da inovação e da transformação digital”, afirmou.

Um dos destaques da programação foi o painel Como a gestão pública de Porto Alegre está alavancando a inovação e a competitividade da cidade, que apresentou iniciativas da administração municipal voltadas à transformação digital, modernização da gestão pública e fortalecimento do ambiente de inovação da Capital.

Segundo o sócio da plataforma CSC, William Rigon, Porto Alegre foi escolhida entre mais de 70 cidades candidatas para sediar uma das 16 reuniões estratégicas promovidas em todo o país. “Porto Alegre hoje é referência dentro do ecossistema de inovação e possui um ambiente colaborativo muito forte”, destacou.

Integração – A programação também abordou temas como integração entre universidades, empresas e poder público, cooperação metropolitana, fortalecimento de parcerias estratégicas e desafios para implementação de políticas públicas inovadoras.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Senador Canedo se consolida como referência nacional em comunicação pública e inovação tecnológica

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Município goiano avança na transformação digital da gestão pública com o modelo Conecta Canedo, ultrapassa 360 mil atendimentos digitais e se destaca entre as dez cidades mais inovadoras do país no eixo de Inovação e Empreendedorismo do Ranking Connected Smart Cities.

Em um país onde 98% da população conectada acessa a internet pelo celular, a transformação digital das prefeituras brasileiras deixou de ser apenas uma pauta de modernização administrativa para se tornar uma questão central de cidadania, transparência e fortalecimento democrático. O avanço da comunicação pública nos municípios revela um cenário de expansão significativa da presença digital dos governos locais, mas também evidencia desafios estruturais relacionados à inclusão, resolutividade e adaptação às novas formas de interação da sociedade contemporânea.

Dados recentes apontam que 89% dos municípios brasileiros já possuem algum tipo de presença digital institucional. Ainda assim, persiste um descompasso entre a maneira como o cidadão vive sua experiência digital e a capacidade do poder público de oferecer serviços acessíveis, intuitivos e eficientes. Enquanto a população brasileira permanece conectada, em média, mais de nove horas por dia, utilizando principalmente dispositivos móveis e redes sociais, muitas administrações municipais ainda operam sob modelos tradicionais, com canais fragmentados, baixa integração tecnológica e dependência excessiva de atendimento presencial.

Leia mais: Confira as 8 primeiras cidades que serão sede das Reuniões Estratégicas 2026

A digitalização da gestão pública vem sendo impulsionada por um entendimento cada vez mais consolidado de que a comunicação pública não se resume à divulgação de informações institucionais. Ela envolve o direito do cidadão ao acesso, à participação e à construção de uma relação mais transparente e próxima com o Estado. Nesse contexto, municípios que conseguem alinhar tecnologia, gestão de dados e atendimento humanizado começam a se destacar nacionalmente como referências em inovação pública.

É nesse cenário que Senador Canedo desponta como um dos principais exemplos brasileiros de transformação digital municipal. O município goiano consolidou, entre 2025 e 2026, um modelo de gestão baseado na integração tecnológica, no atendimento omnichannel e na utilização estratégica da inteligência artificial para ampliar o acesso da população aos serviços públicos.

Leia mais: Governo Inteligente: da digitalização de serviços à governança orientada por IA

O principal símbolo dessa transformação é o projeto Conecta Canedo, iniciativa reconhecida nacionalmente durante o BrasilGov Summit 2026 na categoria Iniciativas Tecnológicas. A plataforma integra canais como WhatsApp, Facebook e Instagram em um único ecossistema de atendimento digital, permitindo que os cidadãos solucionem demandas sem necessidade de deslocamento físico. Em 2025, o sistema ultrapassou a marca de 360 mil atendimentos digitais realizados, incluindo mais de 35 mil atendimentos relacionados à saúde pública.

A experiência de Senador Canedo demonstra como a tecnologia pode atuar como instrumento de aproximação entre governo e população. A criação da Secretaria Municipal de Inovação Tecnológica (SITEC) foi um dos marcos dessa mudança estrutural, permitindo a integração de diferentes bases de dados e promovendo uma gestão orientada por evidências. A articulação entre inovação tecnológica e comunicação pública possibilitou não apenas a simplificação de processos internos, mas também a construção de canais mais resolutivos e acessíveis para a população.

Além do atendimento digital, o município avançou em outras frentes estratégicas, como a implantação de prontuários eletrônicos e sistemas de regulação ambulatorial na saúde, plataformas voltadas à proteção social e à segurança das mulheres, além de iniciativas de inclusão digital e capacitação cidadã. Programas como o Cidadão Tech 60+ e o Sukatech reforçam a preocupação da gestão municipal em garantir que a transformação digital seja acompanhada de políticas de letramento tecnológico e inclusão social.

O modelo também chama atenção por enfrentar um dos principais gargalos identificados no cenário nacional: a baixa resolutividade das ouvidorias e canais digitais. Em muitos municípios brasileiros, a existência de plataformas online não garante necessariamente a solução efetiva das demandas da população. Em Senador Canedo, a integração de dados e o monitoramento em tempo real das solicitações permitiram criar fluxos mais eficientes de acompanhamento e resposta.

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A experiência da cidade evidencia uma tendência crescente no país: a inovação tecnológica deixa de ocupar apenas um papel operacional e passa a se consolidar como eixo estratégico da governança pública. A adoção de inteligência artificial, sistemas integrados e plataformas móveis aponta para um novo paradigma administrativo, no qual o foco se desloca da burocracia institucional para a experiência do cidadão.

O reconhecimento nacional do município também se reflete em indicadores de desenvolvimento urbano e inovação. No Ranking Connected Smart Cities, Senador Canedo ocupa atualmente a 10ª colocação no eixo de Inovação e Empreendedorismo, consolidando-se como uma das cidades brasileiras que mais avançam na construção de soluções inteligentes voltadas à gestão pública e à qualidade de vida da população.

A discussão sobre os caminhos da comunicação pública e da inovação tecnológica nos municípios brasileiros ganhará ainda mais destaque no próximo dia 11 de junho de 2026, quando Senador Canedo receberá a Reunião Estratégica Regional CSC. O encontro reunirá gestores públicos, especialistas e lideranças para debater tendências, desafios e oportunidades relacionados à transformação digital das cidades, reforçando o protagonismo do município no cenário nacional da inovação urbana e da gestão pública conectada.

Para saber mais sobre o Encontro, clique aqui.

Circuito de Turismo da Trilha Interparques começa a ser estruturado em São Paulo com foco em mobilidade ativa e economia local

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Circuito de Turismo da Trilha Interparques começa a ser estruturado em São Paulo com foco em mobilidade ativa e economia local
Foto: Daniel Reis

Implementação da rota avança com capacitação gratuita, governança participativa e ações de sinalização para impulsionar o cicloturismo e o desenvolvimento comunitário

A Trilha Interparques, maior rota ciclável da cidade de São Paulo, entra em uma nova fase de estruturação em 2026. A iniciativa da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), executada pelo Instituto Aromeiazero, avança agora com ações de sinalização, fortalecimento da governança e capacitação de empreendedores locais.

Idealizada em 2022, a iniciativa foi oficialmente lançada em 2025 como a maior rota de cicloturismo da capital. Com 182 km de extensão, o percurso conecta 11 Unidades de Conservação na zona sul da capital e integra o Polo de Ecoturismo de Parelheiros, promovendo mobilidade ativa, conservação ambiental e geração de renda local.

Como parte desse novo ciclo, entre os dias 2 e 30 de junho, serão realizadas oficinas gratuitas na Subprefeitura de Parelheiros voltadas a moradores e empreendedores da região. A formação inclui conteúdos sobre mecânica de bicicletas, empreendedorismo, gestão financeira, cicloturismo e conservação ambiental.

As inscrições ficam abertas até 22 de maio e os participantes receberão certificado ao final do curso, além da possibilidade de ganhar uma bicicleta reformada. Para se inscrever, acesse.

Governança participativa

Nos dias 25 e 26 de maio, o projeto também promoverá, em Parelheiros, encontros de governança colaborativa, reunindo moradores, ciclistas, empreendedores e representantes do poder público para discutir o modelo de gestão da trilha.

Os workshops serão conduzidos por Camila Bassi e contribuirão para a construção coletiva do Plano de Gestão da Trilha Interparques. As inscrições para o workshop de governança podem ser realizadas pelo link: Inscrição Governança Trilha Interparques.

Próximas etapas

Ao longo do ano, a iniciativa prevê novas etapas voltadas à consolidação e ativação da Trilha Interparques. Entre as ações previstas estão a realização de famtrips com convidados e parceiros, a instalação de placas referenciais ao longo do percurso e o lançamento de passaporte e guias para visitantes. A programação inclui ainda um evento de lançamento do Circuito de Turismo, previsto para julho.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Conquista da Marcha: Congresso derruba veto e cerca de 3 mil Municípios voltam a receber recursos federais

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Comissão aprova proposta sobre desembarque fora do ponto de ônibus durante a noite
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Após a promessa do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o Senado Federal derrubou o veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 nesta quinta-feira, 21 de maio, durante sessão conjunta do Congresso Nacional.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) comemora a medida que permitirá a cerca de 3 mil municípios inadimplentes voltarem a receber recursos federais. Os vetos da Presidência da República a esses dispositivos foram derrubados por decisão da maioria absoluta de deputados federais e senadores, durante sessão conjunta do Congresso. Agora esses itens restaurados vão à promulgação.

Os trechos da lei que haviam sido vetados pela Presidência da República — e que foram restaurados pelo Congresso Nacional – permitirão que esses Municípios voltem a receber recursos federais e isso representa uma importante vitória do movimento municipalista, construída a partir da forte mobilização dos prefeitos durante a XXVII Marcha e das articulações técnicas conduzidas pela Confederação junto ao Congresso Nacional.

“Em um cenário de severa escassez de recursos e das restrições impostas pelo calendário eleitoral, nós alertamos os parlamentares sobre os impactos da inadimplência no Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais (CAUC) sobre a continuidade de políticas públicas essenciais”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

De acordo com o próprio Senado Federal, Municípios de até 65 mil habitantes com pendências fiscais poderão celebrar convênios com o governo federal e ter acesso a recursos de programas e emendas parlamentares. Davi Alcolumbre afirmou que, nos últimos meses, vários parlamentares e lideranças foram acionados por membros dos Poderes Executivo e Legislativo municipais que solicitaram a derrubada dos vetos presidenciais.

“É do conhecimento de todos o atual quadro de desafios orçamentários e fiscais que as prefeituras por todo o país têm enfrentado para implementar políticas públicas. E, por isso, neste cenário, esta sessão congressual, com esta pauta previamente estabelecida, esta deliberação, é de extrema importância para que os pequenos Municípios brasileiros possam ter acesso aos convênios”, frisou.

A Lei 9.504/1997 proíbe a realização de transferências voluntárias para Municípios brasileiros nos três meses anteriores a uma eleição. Por isso, ressaltou, havia a necessidade de votação dessa matéria em tempo hábil para que os municípios possam receber recursos. Os parlamentares também restabeleceram no texto da LDO a possibilidade de o Poder Público fazer doações de bens, dinheiro ou outros benefícios durante o período eleitoral, desde que definida uma condição pelo doador. Além disso, retorna à LDO a permissão para que a União destine recursos orçamentários para a construção e a manutenção de rodovias estaduais e municipais e para a malha hidroviária brasileira.

Da Agência CNM de Notícias, com informações da Agência Senado

Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras

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Smart City Zürich: o modelo de inteligência urbana que redefine o planejamento global
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Em um cenário onde incentivos fiscais deixam de ser o principal diferencial, cidades que investirem em governança eficiente, infraestrutura, inovação e qualidade de vida sairão na frente

Para as lideranças municipais brasileiras, 2026 marca o início de uma das transições mais desafiadoras e oportunas da história recente. A aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo não apenas simplifica o sistema, mas encerra definitivamente um modelo de gestão: aquele baseado na “guerra fiscal” como principal ferramenta de atração de investimentos.

Simultaneamente, o setor privado enfrenta o que especialistas chamam de Era da Convergência, um ciclo onde a inteligência artificial agêntica e o choque de infraestrutura física (Compute Shock)¹ redefinem a competitividade global.

Neste cenário, o papel do planejador urbano e do gestor público mudou. O município deixou de ser um mero doador de terrenos para se tornar um orquestrador de ecossistemas. A cidade que prosperará em 2030 não é a que oferece a menor alíquota, mas a que oferece o melhor “ambiente de execução” para empresas que precisam de governanças ágeis, infraestrutura estável (especialmente energia) e talentos que buscam qualidade de vida. O desenvolvimento econômico inteligente agora é uma questão de performance institucional.

A Ruptura Fiscal: A Gestão Municipal como Diferencial Competitivo

O modelo clássico de atração de empresas pautado na redução do ISS está com os dias contados. Com a migração para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a adoção do princípio do destino, a arrecadação pertencerá ao local onde o bem ou serviço é consumido.

Essa mudança inverte a lógica de atração de investimentos:

  1. O Fim do Subsídio: Sem autonomia para manipular alíquotas de consumo, o “imposto zero” deixa de ser um chamariz.
  2. O Foco no Cidadão-Consumidor: Como o imposto segue o consumo, atrair residentes qualificados e elevar o padrão de vida local torna-se a estratégia fiscal mais sustentável, a atração de talentos para o mercado local, por exemplo nômades digitais, é ainda mais estratégico.
  3. Eficiência contra o Custo Brasil: Vencerá o município que oferecer o menor “Custo Brasil” local através de desburocratização digital, segurança jurídica e processos ágeis de licenciamento.

O “Compute Shock1” como Oportunidade de Atração de Investimentos

Enquanto as cidades lidam com a transição fiscal, os CEOs globais enfrentam o Compute Shock: a percepção de que a IA não vive na “nuvem”, mas depende de infraestrutura física massiva: energia estável, água para resfriamento e conectividade.

O Brasil possui uma vantagem competitiva rara: uma matriz elétrica majoritariamente renovável e abundância hídrica. Para o gestor público, isso abre uma janela para atrair infraestrutura de dados e indústrias de alta tecnologia. Contudo, atrair esses investimentos exige que o município atue como um parceiro estratégico, oferecendo:

  • Zoneamento Inteligente: Planejar áreas que suportem demandas energéticas de alta capacidade sem comprometer o abastecimento da população.
  • Resiliência e Infraestrutura: Municípios que garantirem infraestrutura crítica e transparência de dados serão os destinos prioritários para os 70% de executivos que hoje buscam regionalizar suas cadeias de suprimento (nearshoring), segundo um estudo recente da EY-Parthenon.

A Cidade-Plataforma: Suportando o Setor Privado na Transição para a IA

Os líderes empresariais estão redesenhando suas corporações para serem “AI-first”, buscando reduzir burocracia e acelerar decisões. Uma prefeitura que opera em silos analógicos e processos lentos torna-se um gargalo para a economia local.

O desenvolvimento econômico inteligente exige que a gestão pública atue como uma cidade-plataforma. Isso significa usar a tecnologia não apenas para o cidadão, mas para criar um ecossistema onde as empresas operem com agilidade:

  • Desburocratização Digital: Implementar fluxos de trabalho digitais e automação que fialem a mesma língua da nova economia baseada em IA.
  • Especialização Regional: Fortalecer vocações locais, seja agronegócio tecnológico, biotecnologia ou logística avançada, conectando os Hub de Inovação, Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) e universidades às necessidades das empresas instaladas.

Atração de Talentos: A Nova Equação do Trabalho

A convergência tecnológica está deslocando o crescimento econômico do emprego tradicional. Com agentes de IA assumindo tarefas rotineiras, o talento qualificado torna-se extremamente móvel.

Para o planejador urbano, o desafio não é mais apenas atrair “vagas de trabalho”, mas sim atrair as pessoas que operam esses sistemas. Conectividade 5G/6G, segurança pública baseada em dados, mobilidade urbana eficiente e uma experiência urbana vibrante tornaram-se os novos “incentivos fiscais” para reter talentos e gerar consumo local.

Governança: Transformando Potencial em Resultado Mensurável

A maior barreira para o desenvolvimento municipal não é a falta de tecnologia, mas a ausência de um sistema de inovação funcionando. A inovação municipal morre quando depende apenas do entusiasmo passageiro de uma gestão; ela prospera quando se torna uma rotina institucionalizada e apartidária.

A transição de uma smart city (focada apenas em sensores) para uma intelligent community (focada em capital humano e prosperidade) exige maturidade na execução. Sem uma coordenação ética e eficiente entre governo, universidades e empresas, o município continuará sendo um espectador da transformação tecnológica.

Conclusão: O Momento da Decisão Estratégica

O horizonte de 2030 premiará os territórios que compreenderem que o desenvolvimento econômico agora é um problema de governança. O gestor público que esperar a Reforma Tributária ser totalmente implementada para agir chegará tarde demais para a disputa pelos investimentos da era da IA.

A oportunidade para os municípios brasileiros é clara: posicionar-se como hubs de uma economia agêntica, verde e eficiente. A solução de desenvolvimento econômico inteligente da Exxas oferece o suporte técnico e o arcabouço de governança necessários para que as cidades brasileiras naveguem esta transição com clareza, transformando o risco da obsolescência na segurança da prosperidade para o cidadão e para o mercado.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC. 

1. Compute Shock é um conceito recente introduzido pelo Future Today Strategy Group no relatório Convergence Outlook 2026