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Ministério das Cidades defende inclusão das periferias no debate sobre transição energética

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Cortes de renováveis no Nordeste somam 32,7 GW no fim de semana
Fonte: Sean Gallup/Getty Images

Incluir as periferias no centro dos debates sobre transição energética é essencial para a efetividade da inclusão social.

Esta é a avaliação da coordenadora-geral de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, Sâmia Sulaiman durante participação do Fórum Urbano Mundial em Baku, Azerbaijão, nesta terça-feira (19).

“O direito à moradia inclui acesso à energia. Infelizmente, as favelas e periferias urbanas brasileiras vivem uma pobreza energética, seja pelos altos valores que comprometem a renda das populações mais vulneráveis, seja pela falta de acesso à energia de forma permanente e adequada”, disse.

O painel Energy Justice and a Just Urban Transition for/in Informal Settlements” (Justiça energética e uma transição urbana justa para/em assentamentos informais) foi promovido pelas organizações sul-africanas Isandla Institute e Cities Support Programme of National Treasury, em parceria com o Instituto Pólis (Brasil) e a Habitat International Coalition (HIC).

“Discutir a transição energética justa, que é uma política estratégica do governo brasileiro, é incluir as periferias no centro do debate para que tarifas sociais, universalização do serviço e, principalmente, promover a inclusão das populações mais vulneráveis também como produtoras de energia de forma limpa”, afirmou.

MINISTÉRIO DAS CIDADES EM BAKU

A delegação brasileira enviada pelo Ministério das Cidades participa de extensa programação no WUF13 até sexta-feira (22). Serão debatidos temas como sustentabilidade em habitação social,estratégias para redução do déficit habitacional na américa latina, financiamento internacional para adaptação climática, entre outros.

Na cerimônia oficial de abertura o Presidente do Azerbaijão reforçou o compromisso do país com a Nova Agenda Urbana e destacou a importância da cooperação internacional para planejamento futuro das cidades.

O evento é um dos principais fóruns de debate mundiais sobre desenvolvimento urbano.

Fonte: Ministério das Cidades

Governo do Brasil cria programa com até R$ 30 bi em crédito para motoristas de aplicativos e taxistas financiarem carro novo

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Fenabrave: emplacamentos passam de 500 mil e batem recorde em setembro
Crédito: Banco de imagem

Presidente Lula assina nesta terça (19/5) Medida Provisória que prevê crédito a juros baixos para aquisição de veículos novos e sustentáveis com preço de até R$ 150 mil

presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira (19/5), durante evento em São Paulo, Medida Provisória que destina até R$ 30 bilhões em crédito para que taxistas e motoristas de aplicativo financiem a compra de carros novos a juros mais baixos. A iniciativa faz parte do Move Brasil, que já oferece linhas especiais de financiamento para compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

Podem participar motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma, além de taxistas registrados e em atividade. As condições favoráveis de financiamento valem para carros novos de até R$ 150 mil que atendam critérios de sustentabilidade – flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol – de montadoras habilitadas no Programa Mover.

Taxas de juros e prazos serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda nesta semana. A MP assinada pelo presidente Lula autoriza o CMN a conceder condições ainda mais favoráveis para as mulheres, como juros menores e prazos maiores, além de permitir, para esse público, o financiamento de equipamentos adicionais de segurança.

COMO PARTICIPAR

A solicitação de financiamento em condições favoráveis deve ser feita na página gov.br/movebrasil. O processo foi desenhado para ser simplificado, com compartilhamento autorizado apenas das informações necessárias à verificação da elegibilidade, dispensada, em regra, a apresentação inicial de documentos pelo interessado.

Para motoristas de aplicativo, a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha. No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio gov.br.

Em até 5 dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do gov.br, resposta sobre se ela atende às condições. Em caso positivo, os motoristas devem procurar as instituições financeiras a partir de 19 de junho. A análise de crédito será feita diretamente por estas instituições, depois que a pessoa requisitar o financiamento.

SUSTENTABILIDADE, INCLUSÃO E SEGURANÇA

A inclusão de taxistas e motoristas de aplicativos no Move Brasil, com recursos exclusivos para essa modalidade, atende à política de renovação de frota do governo brasileiro – a partir de critérios sociais, econômicos e de sustentabilidade, em conformidade com a Nova Indústria Brasil (NIB).

Entre as políticas já existentes nessa linha estão o financiamento do Move Brasil para Caminhões e Ônibus e o programa Carro Sustentável, que concede IPI zero para os chamados veículos de entrada.

No caso de taxistas e motoristas de aplicativo – assim como já o ocorre para caminhoneiros autônomos – o programa cumpre também o objetivo de ampliar o acesso a financiamentos para pessoas que usam veículos como ferramenta de trabalho e encontram dificuldades em obter crédito com as taxas de juros do mercado.

Assim, o programa promove a inclusão produtiva dessas categorias, ao mesmo tempo em que coloca nas ruas veículos mais eficientes, econômicos e seguros para transporte de passageiros.

GARANTIAS

Para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos). Trata-se de um programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito das operações nesse tipo de transação.

Pesquisa IBGE divulgada no ano passado mostra que quase 1,9 milhão de pessoas trabalhavam como motoristas de automóvel no Brasil, em 2024, com renda mensal média de R$ 2,5 mil.

Os R$ 30 bilhões do Move Brasil – Táxi e Aplicativos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que operacionalizará o programa com apoio das instituições financeiras autorizadas por ele a operar as linhas de crédito.

MOTOFRETISTAS

Além da linha de financiamento, a Medida Provisória que institui o programa traz medidas para modernizar e simplificar as regras para mototaxistas, motoboys e entregadores que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. O objetivo é reduzir burocracias, custos e barreiras de acesso à atividade, acompanhando a nova realidade do trabalho por aplicativos e facilitando a formalização e a inclusão produtiva desses profissionais.

Entre as mudanças previstas estão o fim da obrigatoriedade da placa vermelha para motofrete e da inscrição paga em Detran, a retirada da exigência de idade mínima de 21 anos para exercício profissional, o fim da obrigatoriedade de curso específico para atuação no setor e da exigência de tempo mínimo de dois anos de habilitação para trabalhar com entregas e transporte em motocicletas.

O curso especializado continuará existindo de forma opcional para os profissionais que desejarem realizar capacitação complementar.

A atividade continuará sujeita às normas de trânsito, à fiscalização dos órgãos competentes e à responsabilização em caso de infrações, preservando os critérios de segurança viária e de regularidade previstos na legislação.

MOVE BRASIL – TÁXIS E APLICATIVOS

PASSO A PASSO PARA SOLICITAR O FINANCIAMENTO

Quem pode participar
• Taxistas devidamente registrados e ativos;
• Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma.

COMO SOLICITAR:

1. Fazer o cadastro
O motorista deve acessar a plataforma oficial gov.br/movebrasil e autorizar o uso dos dados necessários para análise de elegibilidade.

2. Aguardar a confirmação
Em até cinco dias após o cadastro, o motorista receberá resposta pela caixa postal do gov.br, informando se está apto a participar do programa.

3. Escolher o veículo e procurar uma instituição financeira
A partir de 19 de junho, os motoristas habilitados poderão escolher veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no programa Mover, e procurar uma instituição financeira credenciada para solicitar o financiamento.

4. Contratar o financiamento
A instituição financeira fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.

Fonte: Planalto

Fazenda define setores que relatarão emissão de gases de efeito estufa

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Fazenda define setores que relatarão emissão de gases de efeito estufa
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Segundo proposta, empresas começarão a relatar lançamentos em 2027

A indústria pesada e os setores de petróleo e gás e transporte aéreo serão os primeiros segmentos que deverão informar as emissões de gases do efeito estufa no futuro mercado regulado de carbono brasileiro.

A lista consta da proposta preliminar apresentada nesta terça-feira (19) pelo Ministério da Fazenda. A medida integra a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), modelo que pretende criar regras para monitorar, limitar e negociar emissões de dióxido de carbono no país.

Apresentada ao Comitê Técnico Consultivo Permanente (CTCP) do SBCE,a proposta prevê uma entrada gradual das empresas no sistema entre 2027 e 2031.

Inicialmente, as companhias terão apenas a obrigação de medir e relatar suas emissões, sem cobrança de taxas ou exigência imediata de redução dos gases poluentes.

Segundo o Ministério da Fazenda, a divisão por etapas busca permitir adaptação técnica e operacional dos setores mais intensivos em emissões.

Primeira etapa

A primeira fase começa em 2027 e inclui setores considerados grandes emissores de carbono:

  • papel e celulose;
  • ferro e aço;
  • cimento;
  • alumínio primário;
  • petróleo e gás;
  • refino;
  • transporte aéreo.

As empresas desses segmentos deverão iniciar processos de monitoramento, mensuração e reporte das emissões de gases do efeito estufa.

Segunda fase

A ampliação prevista para 2029 alcança novos segmentos industriais e de infraestrutura:

  • mineração;
  • alumínio reciclado;
  • setor elétrico;
  • vidro;
  • alimentos e bebidas;
  • química;
  • cerâmica;
  • resíduos.

Terceira fase

A última etapa, prevista para começar em 2031, contempla os setores de transporte:

  • transporte rodoviário;
  • transporte aquaviário;
  • transporte ferroviário.

Como funcionará

O governo propôs um modelo de implementação gradual. Cada etapa terá duração de quatro anos.

No primeiro ano, as empresas deverão elaborar planos de monitoramento das emissões. No segundo e terceiro anos, haverá coleta e acompanhamento efetivo dos dados. Já o quarto ano será destinado à definição das regras de distribuição das cotas de emissão dentro do mercado regulado.

Durante esse período inicial, não haverá cobrança financeira nem obrigação de cortar emissões. A exigência será apenas relatar os volumes emitidos.

No futuro, empresas que emitirem mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano terão de reportar obrigatoriamente suas emissões.

Já aquelas que ultrapassarem 25 mil toneladas poderão ficar sujeitas a limites de emissão e à necessidade de compensações por meio de créditos de carbono.

Critérios técnicos

O Ministério da Fazenda informou que a definição dos setores levou em conta critérios como intensidade energética, volume de emissões, exposição ao comércio internacional, capacidade de adaptação das empresas e viabilidade de monitoramento.

A proposta também baseou-se em referências de mercados regulados de carbono aplicadas em outros países.

Em nota, a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirmou que o modelo foi desenhado para permitir uma transição gradual da economia brasileira.

“A proposta de cobertura setorial é um passo essencial para a implementação do mercado regulado de carbono no Brasil. Ela foi construída a partir de critérios técnicos, diálogo com os setores e, particularmente, levando em consideração a realidade produtiva brasileira”, ressaltou.

Segundo a secretária, a intenção é combinar redução de emissões com manutenção da competitividade econômica.

“O objetivo é garantir uma transição gradual, previsível e baseada em evidências, criando as condições para que o país avance na descarbonização estimulando a competitividade da economia”, explicou.

Próximos passos

A proposta será analisada agora pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente do SBCE, formado por representantes do governo, setor produtivo, academia e sociedade civil.

Depois dessa fase, o texto deverá passar por consulta pública em julho.

A previsão do governo é publicar a regulamentação final ainda em 2026, para início da implementação em 2027.

O que é

O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões é o mercado regulado de carbono criado pelo Brasil para incentivar a redução de gases de efeito estufa.

Na prática, o sistema funcionará como um mecanismo econômico de controle das emissões. Empresas que ultrapassarem determinados limites poderão ter de comprar créditos de carbono para compensar o excesso de poluição, enquanto companhias mais eficientes poderão negociar esses créditos no mercado.

Segundo o governo, o sistema atingirá principalmente grandes emissores, representando menos de 0,1% das empresas brasileiras.

A legislação também prevê que 75% dos recursos arrecadados futuramente sejam destinados à adaptação tecnológica e à transição ambiental das próprias empresas participantes.

Fonte: Agência Brasil

Interoperabilidade entre secretarias: o gargalo silencioso da gestão pública digital

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território digital

Entenda a importância da integração de sistemas como ferramenta para efetivar o Governo Digital

Quando alguém usa serviços como abertura de alvará, realiza uma matrícula na rede municipal ou atualiza o IPTU, é possível que em cada balcão (ou portal) sejam pedidos os mesmos dados que já foram entregues em atendimentos anteriores.

A sensação é de que cada local habita em um planeta diferente – e, em certo sentido, mora mesmo. Não porque falte tecnologia, mas porque os sistemas das secretarias responsáveis por esses serviços raramente conversam entre si. 

É um gargalo silencioso:  os profissionais de saúde não sabem quem a assistência social atende; a equipe de educação não cruza dados com a habitação etc. 

O que falta, no caso, é a integração (ou interoperabilidade) de sistemas.

O que é interoperabilidade. E o que ela não é 

Interoperabilidade não é colocar todo mundo dentro do mesmo sistema: isso é centralização. A interoperabilidade é o oposto: sistemas diferentes que sejam capazes de trocar informação com segurança e clareza. E ela acontece (ou deixa de acontecer) em três camadas:

Interoperabilidade técnica 

Trata de protocolos, formatos abertos, APIs etc. Sem padrões compartilhados (REST, JSON, OAuth), os sistemas até trocam dados, mas de forma ineficiente.

Interoperabilidade semântica 

O acordo sobre o que cada campo quer dizer para que diferentes secretarias tenham a mesma compreensão sobre a origem e significado da base.

Interoperabilidade organizacional 

Discussões para entender quais setores são responsáveis por garantir a manutenção, alimentação e correção de dados.

APIs públicas como infraestrutura invisível 

O governo federal mantém, dentro do programa Conecta gov.br, um Catálogo de APIs Governamentais que reúne as principais APIs disponíveis para órgãos públicos. Estão lá conexões para CPF, INSS, CadÚnico, BPC, qualificação de endereços, antecedentes criminais e outras bases.

Os entraves que não são tecnológicos 

Falta de governança de dados 

Dicionário comum, papéis definidos (quem é gestor, quem é custodiante, quem é consumidor), indicadores de qualidade e outras definições. Sem elas, não há como realizar um projeto bem-sucedido.

LGPD e compartilhamento entre órgãos 

O artigo 23 da Lei nº 13.709/2018 é claro: o poder público pode tratar dados pessoais para execução de políticas públicas, desde que com finalidade específica, transparência e proporcionalidade. O que ele exige são contratos formais de compartilhamento e relatórios de impacto: documentações que necessitam de planejamento e trabalho em conjunto.

Fica claro que interoperabilidade é menos uma questão de TI e mais de governança. O Brasil tem marco legal, padrões técnicos e APIs federais funcionando. Há a necessidade de se tratar o dado público como ativo coletivo que, quando integrado, proporcionará benefícios significativos na vida de todos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC.

GovTech Summit 2026 reunirá Ibrahim Köran e Adriano Pitoli em painel que debaterá os investimentos no setor público

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GovTech Summit 2026 reunirá Ibrahim Köran e Adriano Pitoli em painel que debaterá os investimentos no setor público
Foto: Enviada por Giovanni Bernardo

O investidor alemão e o economista brasileiro irão abordar o papel dos fundos de investimento no financiamento da inovação e da transformação digital dos governos durante o evento, que será realizado nos dias 2 e 3 de junho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.

O investidor Ibrahim Köran e o economista Adriano Pitoli estarão entre os destaques do GovTech Summit 2026, maior encontro voltado a iniciativas GovTech e de transformação de governos do país, que acontece nos dias 2 e 3 de junho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Os especialistas participarão no dia 03 de junho, às 14h30, do painel “Fundos de investimento GovTech: Quem  financia o futuro do setor público?”

Reconhecido por sua atuação estratégica no ecossistema europeu de GovTech, Köran é Head de GovTech da Heliad AG, uma das principais gestoras de venture capital da Alemanha, com foco em investimentos em startups voltadas à modernização de governos, defesa, soberania digital e tecnologias de impacto público. Com ampla experiência em consultoria para governos e instituições europeias, Köran já atuou em organizações como PwC Alemanha e KPMG Deutschland, liderando iniciativas ligadas à inovação pública, segurança digital e transformação do Estado. Sua presença no evento reforça o posicionamento internacional do GovTech Summit e amplia o debate sobre como investimentos estratégicos podem acelerar governos mais eficientes, digitais e centrados no cidadão.

Já Adriano Pitoli, que lidera iniciativas de investimento em GovTech na KPTL e Cedro Capital, trará ao debate uma visão estratégica sobre o amadurecimento do mercado de tecnologia aplicada ao setor público e os desafios para ampliar o acesso de startups à capital e escalabilidade. Pitoli construiu uma carreira sólida voltada a temas relacionados à competitividade, análise econômica e inovação aplicada à gestão pública. No Fundo GovTech, cuja missão é fomentar empresas que promovam a transformação digital da administração pública, Pitoli tem papel central na definição da tese de investimento e na construção de um portfólio focado em soluções que aumentem eficiência, transparência e impacto social.

A programação do GovTech Summit contará com representantes da iniciativa pública e privada de mais de 10 estados brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. Também confirmaram presença, até o momento, duas palestrantes internacionais: Laura Gilbert, referência do Reino Unido em IA no setor público, diretora sênior do instituto britânico Tony Blair; e Sandra Sinde Cantorna, da Espanha, referência internacional em modernização da administração pública.

O palco principal será o espaço dedicado ao aprofundamento das trilhas de conteúdo que estruturam o evento. É nesse ambiente que o GovTech Summit 2026 também realizará a segunda edição do Prêmio GovTech Summit, reconhecendo iniciativas e soluções que vêm gerando impacto positivo na gestão pública. Ao longo dos painéis e palestras, o público terá contato com novas soluções, experiências e oportunidades para governos e startups, fortalecendo conexões e ampliando caminhos para a inovação no setor público.

No ano anterior, o GovTech Summit reuniu mais de 1600 participantes de 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal, cerca de 70 palestrantes e 16 startups expositoras. O evento também apresentou novas oportunidades para o ecossistema de inovação no setor público, como o lançamento da GovTech Place e a assinatura de um acordo de cooperação entre Reino Unido e Brasil, e reconheceu soluções desenvolvidas para o benefício da sociedade por meio de sua premiação.

O GovTech Summit é uma das frentes do hub GovTech Lab, um projeto de transformação governamental. Entre os patrocinadores confirmados para a edição 2026, estão Banrisul, Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Procempa e Prodesp. O evento é idealizado pela Moove – a primeira agência com o selo GovTech do Brasil, certificada pela BrazilLab.

SERVIÇO:

O quê: GovTech Summit 2026

Quando: 2 e 3 de junho de 2026

Onde: Centro de Eventos da PUCRS, Porto Alegre/RS

Mais informações e inscrições: GovTechSummit.com.br.

Lula decreta novas regras para big techs atuarem no Brasil; entenda

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Ibict abre seleção para bolsas de pesquisa em transformação digital inclusiva
Foto: Freepik

Presidente assinou dois decretos e sancionou quatro projetos de lei para ampliar proteção às mulheres e reforçar segurança digital no Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou nesta quarta-feira (20) dois decretos que criam novas regras para a atuação das plataformas digitais, as chamadas big techs, no Brasil. As medidas devem ser publicadas no DOU (Diário Oficial da União) de quinta-feira (21).

A assinatura ocorreu durante cerimônia alusiva aos 100 dias do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, realizada no Palácio do Planalto.

‘Passageiro usará transporte público sem nenhum contato para pagamento’, diz CEO da Autopass

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‘Passageiro usará transporte público sem nenhum contato para pagamento’, diz CEO da Autopass
Foto: Felipe Iruatã/Estadão

Para Bruno Berezin, será possível pagar passagens de ônibus, trens e metrô só com biometria ou algum equipamento; tema foi debatido durante o São Paulo Innovation Week

O sistema de bilhetagem eletrônica do transporte público já passou por algumas pequenas revoluções nos últimos anos. Primeiro, foram os cartões, tipo Bilhete Único usado em São Paulo, e que também estão disponíveis em boa parte das cidades do País.

Mais recentemente, chegou a tecnologia chamada EMV (Europay, Mastercard e Visa, padrão internacional que garante segurança nas transações eletrônicas), que permite o pagamento por aproximação diretamente nas catracas e validadores usando cartões bancários, celulares, smartwatches ou outros dispositivos com NFC, sem necessidade de comprar passagem antecipadamente ou utilizar apenas um cartão de transporte específico. Na prática, o EMV transforma o próprio cartão de débito, crédito ou celular do passageiro em um meio de acesso ao transporte.

Mas, quando se fala em tecnologia e disrupção, o céu é sempre o limite. De acordo com Bruno Berezin, CEO da Autopass, “daqui a cinco anos, o passageiro vai poder embarcar num ônibus ou metrô e pagar a sua tarifa sem contato algum”. Ou seja, não será preciso ter à mão cartão de débitou ou crédito, Bilhete Único ou outro cartão, celular com carteira digital ou smartwatch.

Esse foi um dos temas debatidos no painel O Futuro da Mobilidade Urbana no Brasil, que também teve a participação de Vincen Molina, da Atman Systems, e mediação de Willian Rigon, da plataforma Connected Smart Cities, durante o São Paulo Innovation Week, maior festival global de tecnologia e inovação, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, no Pacaembu e na Faap, nesta sexta, 15.

Segundo Berezin, o futuro da mobilidade urbana será muito mais fácil e fluida. “Para o usuário, resultará numa jornada ininterrupta e mais rápida. Para o sistema trará mais transparência, rapidez e segurança”, diz o CEO da Autopass.

‘Conectividade embarcada será essencial’

Para que isso aconteça conforme se espera, no entanto, é preciso investir em tecnologia. “Conectividade embarcada nos veículos será indispensável. Só assim o sistema poderá garantir a segurança necessária para todos os envolvidos no sitema”, explica o executivo.

Nesse ponto, ele lembra que a participação do poder público é fundamental. “Às vezes, um projeto demora de dois a três anos para ser desenvolvido”, diz. Portanto, acrescenta Berezin, é importante que haja convergência de ações com o poder publico para que a implementanção de novas soluções ganhem velocidade.

20% do mercado nacional

A Autopass, de acordo com Berenzin, é uma companhia 100% nacional. “Somos a quarta maior empresa de bilhetagem do mundo. No Brasil, temos 20% do mercado”, diz.

De acordo com a empresa, ela está presente nas principais regiões metropolitanas do País (como nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro), com operação em mais de 50 municípios. “No total, são 17 aplicativos diferentes, como o TOP, na Grande São Paulo, e o Jaé, no Rio de Janeiro”, diz o CEO da Autopass. “E para cada um temos que incorporar as particularidades oferecidas pelas respectivas gestões municipais, como as gratuidades, por exemplo.”

Ainda segundo dados da empresa, ela está presente em mais de 190 estações de trens e metrô e mais de 17 mil ônibus com validadores. Além de ter mais de operar 1.200 máquinas de autoatendimento (ATMs).

O São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, encerra sua programação no Pacaembu e na Faap nesta sexta-feira, 15, e segue para quatro Centros Educacionais Unificados (CEUs) ao longo do fim de semana. São eles: Heliópolis, Freguesia do Ó, Papa Francisco (Sapopemba) e Silvio Santos (Cidade Ademar).

Não é necessário fazer inscrição; o acesso será por ordem de chegada, sujeito à lotação dos espaços. A programação gratuita reúne nomes como Marcelo Gleiser, Maria Homem e Ivair Gontijo em debates e experiências imersivas.

Fonte: Estadão

Capital será palco de debate nacional sobre inovação e cidades inteligentes

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Pela primeira vez, Porto Alegre será sede da reunião estratégica regional do Connected Smart Cities (CSC), uma das principais plataformas de inovação urbana e cidades inteligentes do país.

O encontro será na quinta-feira, 21, na Arena CMPC, no Tecnopuc, das 13h30 às 18h, em parceria com o Gabinete Municipal de Inovação.

A programação de painéis reunirá gestores públicos, especialistas, empresas e organizações para discutir soluções que tornam as cidades mais eficientes, humanas e sustentáveis. Interessados podem realizar inscrição gratuita por este link.

“A realização do evento em Porto Alegre reforça o protagonismo da Capital no cenário nacional da inovação e evidencia o compromisso da cidade com iniciativas voltadas à modernização da gestão pública e à construção de uma cidade cada vez mais conectada, inteligente e participativa”, destaca o secretário municipal de Inovação, Luiz Carlos Pinto.

O encontro busca fortalecer a articulação regional entre municípios e instituições comprometidas com o desenvolvimento urbano sustentável. Confira a programação completa.

O evento terá painéis sobre inovação na gestão pública, competitividade urbana, articulação metropolitana e construção de agendas colaborativas de inovação.

Confira os destaques:

  • Como a gestão pública de Porto Alegre está alavancando a inovação e a competitividade da cidade;
  • Como o ecossistema de Porto Alegre vem construindo uma agenda de inovação colaborativa, inclusiva e de alto impacto – o exemplo do Pacto Alegre;
  • Desafios e oportunidades para gestores públicos municipais.

Sobre o CSC

A Plataforma CSC é um movimento nacional de transformação urbana que valoriza a diversidade regional, a colaboração e o impacto real nas cidades brasileiras. Em 2025, a iniciativa realizou o primeiro ciclo das Reuniões Estratégicas Regionais, levando o CSC a diferentes regiões do país para promover diálogos qualificados e aproximar gestores públicos, especialistas e atores estratégicos.

No ano passado, Porto Alegre foi reconhecida no Ranking do Connected Smart Cities, iniciativa que avalia indicadores ligados ao planejamento municipal, governança urbana e à capacidade das cidades de promover ambientes propícios ao desenvolvimento de soluções inovadoras e inteligentes.

As reuniões fazem parte da agenda nacional do Connected Smart Cities, plataforma reconhecida por conectar cidades, empresas e especialistas na construção de soluções para o futuro urbano brasileiro.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Comissão aprova projeto que inclui faixas exclusivas para motos na política de mobilidade

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Comissão aprova proposta sobre desembarque fora do ponto de ônibus durante a noite
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado

A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que prevê a criação de faixas exclusivas para motocicletas, motonetas e ciclomotores em vias urbanas. O texto altera a Política Nacional de Mobilidade Urbana para assegurar autonomia às prefeituras na decisão sobre a instalação das faixas.

Conforme o texto aprovado, cada município deve avaliar a implantação com base em estudos técnicos e no planejamento local.

Por recomendação do relator, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), a comissão aprovou a versão da Comissão de Desenvolvimento Urbano para o Projeto de Lei 1759/25, do deputado Gabriel Nunes (PSD-BA).

O objetivo da proposta é aumentar a segurança dos motociclistas e melhorar a fluidez do trânsito. A medida é uma resposta ao crescimento da frota de motos no Brasil e à alta participação desses veículos em acidentes com mortes nas cidades.

Abramo disse que os gestores municipais conhecem melhor a realidade das ruas para definir as soluções mais adequadas. A ideia é priorizar locais com maior incidência de acidentes. “O substitutivo apresenta solução mais equilibrada, ao tratar do assunto como instrumento de política de mobilidade urbana sem imposição rígida”, destacou.

Próximas etapas

A proposta será ainda analisada, em caráter conclusivo, pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para virar lei, o texto deve ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Rachel Librelon

Fonte: Agência Câmara de Notícias

O envelhecimento ativo sobre duas rodas: como a bicicleta pode transformar as cidades para uma população 60+

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O envelhecimento ativo sobre duas rodas: como a bicicleta pode transformar as cidades para uma população 60+
Ciclovia São Paulo. Foto: Lilian Frazao

O Brasil está envelhecendo rapidamente, e isso deve transformar completamente a forma como as cidades pensam em mobilidade, saúde pública e qualidade de vida.

Enquanto grande parte das discussões sobre cidades inteligentes ainda gira em torno de tecnologia, carros elétricos e sensores urbanos, uma solução simples continua subestimada: a bicicleta. Mais do que lazer ou esporte, ela pode se tornar uma das ferramentas mais importantes para promover envelhecimento ativo, autonomia e inclusão urbana para a população acima dos 50 e 60 anos.

Mas existe uma questão pouco debatida no Brasil: milhões de adultos simplesmente nunca aprenderam a pedalar. Uma pesquisa global da Ipsos, divulgada em 2022, revelou que 42% dos brasileiros não sabem andar de bicicleta, colocando o país entre os piores índices entre os 30 países analisados. 

No caso da população acima dos 50 anos, isso se torna ainda mais relevante. Muitas pessoas cresceram em cidades sem infraestrutura cicloviária, tiveram pouco acesso à bicicleta durante a infância ou passaram décadas ouvindo que bicicleta era apenas brinquedo, lazer ou esporte radical. Soma-se a isso o medo do trânsito, a insegurança viária e a sensação de que “já passaram da idade” para aprender. Na prática, isso cria uma exclusão silenciosa da mobilidade ativa. Porque não basta construir ciclovias: é preciso também criar a cultura de uso e permitir que as pessoas se sintam capazes de pedalar.

Em diversos países europeus, idosos pedalando fazem parte da paisagem urbana. No Brasil, ainda existe um estigma que associa a bicicleta apenas à juventude e à performance esportiva. Isso afasta justamente uma parcela da população que mais poderia se beneficiar dela. Pedalar regularmente pode representar mais autonomia, melhoria cardiovascular, fortalecimento muscular, estímulo cognitivo, redução do sedentarismo e combate ao isolamento social. A bicicleta devolve algo fundamental para o envelhecimento saudável: independência.

As bicicletas elétricas começam a mudar esse cenário de forma silenciosa. Pessoas que nunca imaginaram voltar — ou começar — a pedalar passaram a enxergar novamente a bicicleta como possibilidade real de deslocamento. As e-bikes ajudam especialmente em subidas, trajetos longos e na retomada gradual da atividade física. Para muitos adultos maduros, elas não representam luxo, mas acessibilidade. Reduzem o medo do esforço excessivo e ajudam a romper uma importante barreira psicológica de entrada no ciclismo urbano.

Mesmo assim, as cidades brasileiras ainda não estão preparadas para essa transformação. Calçadas ruins, ciclovias desconectadas, excesso de velocidade dos carros, falta de fiscalização adequada para veículos autopropelidos em alta velocidade nas ciclovias, falta de arborização e insegurança viária afastam principalmente idosos e iniciantes. Dados do Censo 2022 mostram que apenas 1,9% da população brasileira mora em vias com sinalização para bicicletas. Isso mostra como a infraestrutura cicloviária ainda é extremamente limitada no país.

Uma cidade inteligente não deveria ser medida apenas pela quantidade de tecnologia instalada, mas pela capacidade de permitir que uma pessoa de 70 anos consiga circular com segurança, autonomia e dignidade. A bicicleta também possui um impacto social importante. O envelhecimento urbano muitas vezes vem acompanhado de solidão, isolamento e perda de convivência comunitária. Grupos de pedal, passeios coletivos e projetos comunitários ajudam a criar pertencimento, vínculos sociais e troca entre gerações. A bicicleta conecta pessoas e devolve a ocupação humana aos espaços urbanos.

Além disso, investir em mobilidade ativa também significa investir em saúde preventiva. Quanto maior o sedentarismo, maior a pressão sobre os sistemas públicos de saúde. Incentivar o uso da bicicleta ajuda a reduzir doenças crônicas, melhora a qualidade de vida e diminui custos públicos de longo prazo. Ou seja, ciclovias também podem ser entendidas como infraestrutura de saúde pública.

Uma cidade inteligente não é só aquela com mais sensores espalhados pelas ruas. Porque uma cidade ciclável não é apenas aquela que possui ciclovias. É aquela onde as pessoas se sentem seguras e capazes de usar a bicicleta em qualquer fase da vida.

É aquela onde uma pessoa de 65 ou 70 anos consegue usar a bicicleta para pequenas tarefas do dia a dia, encontrar amigos no parque e continuar ocupando a cidade com autonomia. 

O envelhecimento da população já começou. E as cidades que entenderem isso primeiro provavelmente serão também as cidades mais humanas, inclusivas e sustentáveis.