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O fim do “eu acho”: como os dados estão mudando a gestão das cidades

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O fim do “eu acho”: como os dados estão mudando a gestão das cidades
Foto: Enviada por Rafael Rueda Muhlmann

A transformação digital está criando uma nova forma de administrar os municípios, baseada menos em percepções e mais em evidências.

Por: Rafael Rueda Muhlmann

Durante muito tempo, a gestão pública foi construída a partir da experiência dos gestores, de relatórios periódicos e da percepção sobre os principais desafios enfrentados pela população. Esse modelo teve sua importância e contribuiu para avanços significativos nas cidades brasileiras. No entanto, a realidade urbana tornou-se mais complexa e dinâmica.

Os desafios atuais surgem em ritmo acelerado. Demandas relacionadas à saúde, mobilidade, segurança, educação e infraestrutura mudam constantemente. Ao mesmo tempo, os cidadãos esperam serviços mais eficientes, respostas mais rápidas e maior transparência na atuação dos governos.

Nesse cenário, uma transformação silenciosa vem ganhando força em cidades de diferentes portes: o uso estratégico dos dados como instrumento permanente de gestão.

A mudança parece simples, mas seus impactos são profundos. Quando gestores conseguem acompanhar informações atualizadas sobre atendimentos de saúde, matrículas escolares, solicitações dos cidadãos ou indicadores de segurança, deixam de atuar apenas de forma reativa. Passam a identificar tendências, antecipar problemas e direcionar recursos com maior eficiência.

Na prática, isso significa substituir parte das opiniões por evidências.

Significa compreender se determinada demanda representa um caso isolado ou uma tendência crescente. Significa agir antes que pequenos problemas se transformem em grandes desafios. Significa tomar decisões com base em informações concretas e não apenas em percepções.

O mesmo movimento pode ser observado na mobilidade urbana, na gestão ambiental e na eficiência energética. Informações em tempo real permitem identificar gargalos viários, acompanhar padrões de deslocamento, monitorar o consumo de recursos e apoiar políticas públicas mais sustentáveis.

Essa transformação não está relacionada apenas à tecnologia. Muitas vezes, o maior desafio não é implantar novos sistemas, mas desenvolver uma cultura organizacional capaz de valorizar a informação como ferramenta estratégica.

A tecnologia produz dados em volume crescente. Sensores monitoram equipamentos urbanos, plataformas registram atendimentos, aplicativos geram informações sobre deslocamentos e sistemas integram diferentes áreas da administração pública. Entretanto, dados isolados possuem valor limitado. O verdadeiro potencial surge quando essas informações são transformadas em conhecimento capaz de orientar decisões e melhorar serviços públicos.

Esse avanço também fortalece a transparência e a governança. Quanto maior a disponibilidade de informações confiáveis, mais fácil se torna acompanhar resultados, avaliar políticas públicas e ampliar a participação da sociedade na construção das soluções para a cidade.

Nos próximos anos, tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e análise preditiva deverão ampliar ainda mais a capacidade dos municípios de compreender o funcionamento das cidades em tempo real. Mas talvez a principal mudança não esteja na tecnologia em si.

A transformação mais importante está na forma de pensar a gestão pública.

As cidades inteligentes não serão reconhecidas apenas pelos sistemas que utilizam ou pelas tecnologias que adotam. Serão reconhecidas pela capacidade de transformar informação em decisões melhores, recursos em resultados mais eficientes e tecnologia em benefícios concretos para as pessoas.

No fim das contas, o avanço mais relevante da transformação digital pode ser justamente este: permitir que as cidades substituam cada vez mais o “eu acho” pelo “os dados mostram”.

Comissão aprova uso de royalties do petróleo para financiar tarifa zero no transporte

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Novas medidas para combustíveis terão impacto de R$ 7 bilhões por mês
Foto: wirestock

Proposta segue em análise na Câmara

A Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3932/25, que destina parcela dos royalties devidos pela produção de petróleo e de gás natural para o custeio de tarifa zero no transporte coletivo urbano de passageiros.

A proposta direciona os recursos excedentes das alíquotas básicas de royalties para que os municípios subsidiem o transporte público gratuito. O objetivo é garantir fontes complementares de financiamento para a mobilidade urbana.

O relator, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), recomendou a aprovação. “O texto aperfeiçoa as políticas públicas de mobilidade urbana, pois o financiamento do transporte público coletivo constitui um dos maiores desafios”, disse o relator.

Divisão dos recursos

Hoje, no regime de concessão (Lei 9.478/97), os royalties equivalem a 11% da produção. Pelo texto aprovado, até 10% serão distribuídos conforme as regras atuais, enquanto a parcela excedente será destinada ao subsídio da tarifa zero.

Já no regime de partilha de produção (Lei 12.351/10), em que a alíquota atual é de 16%, a distribuição tradicional será limitada a até 15% do valor da produção. A parte que ultrapassar esse limite será direcionada para o transporte gratuito.

Impactos previstos

Para o deputado Jilmar Tatto (PT-SP), autor da proposta, a mudança é estratégica, pois assegura que a riqueza gerada por um recurso finito, o petróleo, seja revertida em benefícios sociais concretos e acessíveis a toda a população.

Jilmar Tatto afirmou ainda que a gratuidade promove a inclusão social e facilita a mobilidade da população mais vulnerável. “O transporte coletivo resulta em uma menor emissão de poluentes, promovendo a sustentabilidade ambiental”, disse.

Próximos passos

O projeto, que tramita em caráter conclusivo, ainda será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Potencial de energia eólica em alto-mar é destacado em debate no Senado

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Eólicas e solares aptas à compensação por cortes de geração somam 50,5 GW
Foto: Christopher Furlong/Getty Images

A Comissão de Infraestrutura (CI) debateu nesta terça-feira (16) a exploração de energia eólica em alto-mar, também chamada de geração offshore.

O debate ocorreu no contexto de regulamentação da Lei n° 15.097/2025, que cria regras para essa prática. Especialistas destacaram o potencial desse tipo de energia para o Brasil, que é produzida pela força do vento no oceano.

Transcrição

O alto-mar também pode ser local de exploração de energia elétrica. Essa é a chamada geração offshore, produzida pela força do vento no oceano. Em audiência pública na Comissão de Infraestrutura, especialistas destacaram o potencial desse tipo de energia para o Brasil e cobraram a regulamentação de uma lei que cria regras para essa prática, com previsões de autorização ou concessão.

A diretora-presidente da Coalizão Eólica Marinha, Roberta Cox, afirmou que as offshores podem gerar emprego e fomentar a indústria de aço e os serviços marítimos e de engenharia. Ainda segundo ela, poderia ser uma solução para o curtailment, que é o corte na geração de energia limpa, como a solar, por ter o pico de produção em horário de baixa demanda.

(Roberta Cox) “O que a gente tem agora de realidade brasileira é um excesso de energia durante a parte do dia, quando a gente tem solar gerando. E o pico de demanda é exatamente ali no final da tarde, e é onde as eólicas offshore vêm trazer energia para o sistema e vêm agregar valor.”

No entanto, o representante do Observatório do Clima e líder de Infraestrutura e Transição Energética da WWF-Brasil, Alexandre Gross, disse que o tema deve ser analisado com cautela para as questões ambientais.

(Alexandre Gross) “A energia eólica é uma alternativa importante para a transição energética, mas uma fonte para ser sustentável, ela precisa respeitar direitos, territórios, salvaguardas socioambientais e o processo de seleção de áreas é uma etapa decisiva .”

O senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, presidiu a audiência e reforçou que, nesse sentido, o uso correto da tecnologia poderia reduzir os possíveis impactos na produção da energia eólica offshore.

(Senador Astronauta Marcos Pontes) “Inclusive, quando você faz análise de risco, dos riscos tanto de probabilidade quanto impacto, a tecnologia entra diretamente ali, geralmente reduzindo a probabilidade e reduzindo o impacto com o uso correto da tecnologia.”

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis também defendeu a publicação do decreto de regulamentação da lei. O diretor, Pietro Mendes, contou que já são 11 projetos protocolados na ANP sobre a exploração de energia éolica em alto-mar. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

Fonte: Rádio Senado

Contagem Regressiva P3C Nordeste

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P3C Regional Nordeste impulsiona infraestrutura e atração de investimentos em Fortaleza
Foto: Divulgação

Fortaleza recebe edição Nordeste do P3C e reúne líderes para discutir o futuro da infraestrutura e das PPPs na região

Fortaleza será palco, no dia 3 de julho de 2026, da edição Nordeste do P3C – PPPs e Concessões, um dos principais encontros brasileiros voltados à infraestrutura, parcerias público-privadas e concessões. Realizado no Centro de Eventos do Ceará, o encontro reunirá mais de 600 participantes, mais de 60 palestrantes e representantes dos nove estados nordestinos em uma programação distribuída em quatro palcos simultâneos e 12 painéis temáticos.

Com foco nas oportunidades e desafios específicos da região, o P3C Regional Nordeste pretende fortalecer o debate sobre projetos capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico e social, beneficiando diretamente uma população de mais de 56,4 milhões de pessoas, o equivalente a 26,9% dos brasileiros. A programação foi estruturada para destacar setores com grande potencial de expansão e aplicabilidade por meio de concessões e parcerias público-privadas, aproximando investidores, gestores públicos, operadores e especialistas.

Leia mais: O P3C Regional Nordeste impulsiona infraestrutura e atração de investimentos em Fortaleza

A abertura do evento terá como tema “Infraestrutura, energia e desenvolvimento regional no Nordeste”, abordando o papel estratégico da região no crescimento econômico nacional. O debate destacará como investimentos em logística, energia renovável e equipamentos públicos estruturantes vêm contribuindo para a geração de empregos, atração de capital privado e fortalecimento das economias locais. Também estarão em pauta os avanços das PPPs e concessões como instrumentos para viabilizar projetos de longo prazo e ampliar a cooperação entre os setores público e privado.

Entre os principais destaques da programação está a agenda de Iluminação Pública e Smart Cities. O Nordeste tem avançado na modernização dos sistemas de iluminação por meio de PPPs, promovendo a substituição de equipamentos convencionais por tecnologia LED, sistemas de telegestão e soluções inteligentes capazes de reduzir custos operacionais, aumentar a eficiência energética e ampliar a segurança urbana. O tema ganha relevância por sua conexão direta com o desenvolvimento de cidades mais inteligentes, sustentáveis e preparadas para integrar novas tecnologias aos serviços públicos.

Leia mais: De Encontros Regionais ao Cenário Nacional: Como a Plataforma P3C Conecta Investidores e Governos

Outro eixo estratégico será o de Energias Renováveis. O Nordeste concentra cerca de 90% da capacidade instalada de energia eólica do país e segue atraindo investimentos para novos empreendimentos do setor. Somada à força da geração eólica, a energia solar amplia as perspectivas para a diversificação da matriz energética brasileira. Os debates abordarão os desafios regulatórios, ambientais e de infraestrutura associados à expansão dessas fontes, além das oportunidades ligadas ao armazenamento de energia e à transição energética.

A infraestrutura de abastecimento de água e saneamento também terá espaço de destaque. Especialistas discutirão os desafios para universalizar os serviços na região, reduzir perdas, aprimorar modelos de PPPs já em operação e ampliar investimentos em irrigação no semiárido nordestino. A expectativa é que os debates contribuam para a construção de soluções capazes de promover desenvolvimento econômico e inclusão social em territórios historicamente impactados pela escassez hídrica.

Os temas sociais aparecem como outra frente importante da programação. Painéis dedicados à saúde, educação infantil e gestão de resíduos sólidos apresentarão modelos inovadores de PPPs voltados para ampliar a eficiência operacional, garantir sustentabilidade financeira e atrair investidores para projetos de impacto social. A discussão reforça a importância de desenvolver infraestrutura pública capaz de melhorar a qualidade dos serviços oferecidos à população e ampliar o acesso a direitos fundamentais.

Leia mais: Recife avança em inovação e é a principal referência de cidade inteligente no Nordeste

A programação também contemplará temas relacionados ao desenvolvimento urbano e ao turismo, com destaque para projetos de revitalização de áreas históricas, implantação de centros administrativos, requalificação de espaços urbanos e investimentos em parques, centros de convenções e equipamentos turísticos. Já os painéis sobre mobilidade e transporte abordarão oportunidades em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, setores considerados fundamentais para fortalecer a integração regional, ampliar a competitividade econômica e impulsionar o turismo.

O P3C Regional Nordeste tem patrocínio do Banco do Nordeste e do Governo Federal: “Onde tem patrocínio do Banco do Nordeste, tem Governo do Brasil.”

O evento é voltado para profissionais do setor de infraestrutura, executivos de empresas públicas e privadas, investidores, operadores, consultores, financiadores, agentes públicos, acadêmicos, estudantes e demais interessados em temas relacionados ao desenvolvimento regional. Ao reunir especialistas de diferentes áreas, o P3C Regional Nordeste busca consolidar um ambiente de diálogo qualificado, troca de experiências e construção de soluções para ampliar a carteira de projetos de infraestrutura na região.

Para saber mais sobre o P3C regional nordeste, clique aqui

Bolsa Família de junho é antecipado em 207 cidades; veja a lista

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Bolsa Família de junho é antecipado em 207 cidades; veja a lista
Foto: Roberta Aline/MDS

O governo unificou e antecipou neste mês de junho o pagamento do Bolsa Família em 207 cidades de 8 estados em situação de emergência ou calamidade pública.

As famílias que vivem nestes municípios receberão o benefício já nesta quarta-feira, 17, sem necessidade de seguir o calendário tradicional conforme o Número de Identificação Social (NIS). Veja mais abaixo a lista de cidades.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, 1,16 milhão de lares brasileiros serão beneficiados com a antecipação do Bolso Família.

Ao todo, 19,34 milhões receberão o Bolsa Família em junho, que desembolsará R$ 13,08 bilhões. O valor médio do benefício neste mês é de R$ 677,66 chega. Os pagamentos começam nesta quarta e se estendem até o dia 30 de junho. Veja o valor de cada benefício.

Calendário de junho do Bolsa Família

Em junho, 140 mil novas famílias entraram na Regra de Proteção, por terem conseguido superar a renda de R$ 218 por pessoa no lar. Por ultrapassarem o limite de renda para estar no programa, eles passam a receber 50% do valor médio do Bolsa Família por até 12 meses (desde que a renda não ultrapasse R$ 706 per capita). Em junho, 2,26 milhões de famílias estão na Regra de Proteção.

Para tirar dúvidas sobre o Bolsa Família, é possível entrar em contato com o Disque Social, pelo número 121, ou acessar o canal de atendimento da Caixa Econômica Federal, ligando para o número 111. Além disso, é possível acionar algumas informações nos aplicativos do Bolsa Família e da Caixa, disponíveis para download gratuito nas lojas de aplicativos.

Cidades que terão pagamento antecipado

Na Região Nordeste do país, quatro estados recebem o pagamento unificado do Bolsa Família em junho: 124 municípios do Rio Grande do Norte, 31 da Paraíba, 27 de Pernambuco e 5 de Sergipe.

Na região Sul, são 10 municípios do Paraná. No Sudeste, 23.294 famílias da cidade de Mesquita, no Rio de Janeiro.

No Norte, o pagamento será antecipado nos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, e em seis municípios de Roraima: Amajari, Alto Alegre, Boa Vista, Caracaraí, Iracema e Mucajaí.

Rio Grande do Norte
Acari
Acu
Afonso Bezerra
Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Alto do Rodrigues
Angicos
Antonio Martins
Apodi
Boa Saúde
Bodó
Bom Jesus
Caicara do Norte
Caicara do Rio do Vento
Caicó
Campo Grande
Campo Redondo
Caraúbas
Carnaúba dos Dantas
Carnaubais
Cerro Corá
Coronel Ezequiel
Coronel João Pessoa
Cruzeta
Currais Novos
Doutor Severiano
Encanto
Equador
Felipe Guerra
Fernando Pedroza
Florânia
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Governador Dix-Sept Rosado
Guamaré
Ielmo Marinho
Ipanguacu
Itajá
Jacana
Jandaíra
Janduís
Japi
Jardim do Seridó
João Câmara
José da Penha
Jucurutu
Lagoa D’anta
Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos
Lagoa Salgada
Lajes
Lajes Pintadas
Lucrécia
Luís Gomes
Macaíba
Macau
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Messias Targino
Monte Alegre
Monte das Gameleiras
Mossoró
Nova Cruz
Olho-D’água do Borges
Ouro Branco
Paraná
Paraú
Parelhas
Passa e Fica
Patu
Santa Maria
Pau dos Ferros
Pedra Grande
Pedra Preta
Pedro Avelino
Pendências
Pilões
Portalegre
Porto do Mangue
Pureza
Rafael Godeiro
Riacho de Santana
Riachuelo
Tibau
Ruy Barbosa
Santa Cruz
Santana do Matos
Santo Antônio
São Bento do Norte
São Bento do Trairi
São Fernando
São João do Sabugi
São José do Campestre
Sao Jose do Serido
São Miguel
São Paulo do Potengi
São Pedro
São Rafael
São Tomé
São Vicente
Senador Elói de Souza
Serra Caiada
Serra de São Bento
Serra Negra do Norte
Serrinha
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Sítio Novo
Taboleiro Grande
Taipu
Tangará
Tenente Ananias
Tenente Laurentino Cruz
Timbaúba dos Batistas
Touros
Triunfo Potiguar
Umarizal
Upanema
Várzea
Venha-Ver
Vera Cruz
Viçosa

Paraná
Antonina
Manoel Ribas
Nova Tebas
Planalto
Quedas do Iguacu
Realeza
Rebouças
Marquinho
Pérola D’oeste
Terra Rica

Pernambuco
Abreu e Lima
Alianca
Aracoiaba
Buenos Aires
Camaragibe
Gloria do Goita
Goiana
Igarassu
Ipojuca
Ilha de Itamaracá
Itambé
Itapissuma
Jaboatão dos Guararapes
Limoeiro
Moreno
Nazaré da Mata
Olinda
Passira
Paudalho
Paulista
Pombos
Recife
São Lourenço da Mata
São Vicente Ferrer
Timbaúba
Vicência
Vitória de Santo Antão

Paraíba
Alagoa Grande
Alhandra
Areia
Bayeux
Caaporã
Conde
Cruz do Espírito Santo
Gurinhém
Ingá
Itabaiana
Itatuba
João Pessoa
Juripiranga
Lagoa Seca
Massaranduba
Mogeiro
Mulungu
Natuba
Pedras de Fogo
Pilar
Pilões
Pitimbu
Riachão do Bacamarte
Rio Tinto
Salgado de São Félix
Santa Rita
São José dos Ramos
São Sebastião de Lagoa de Roca
Sape
Serra Redonda
Serraria

Sergipe
Porto da Folha
Nossa Senhora da Glória
Frei Paulo
Nossa Senhora Aparecida
Poço Verde

Rio de Janeiro
Mesquita

Amazonas
Barcelos
Santa Isabel do Rio Negro
São Gabriel da Cachoeira

Roraima
Amajari
Alto Alegre
Boa Vista
Caracaraí
Iracema
Mucajaí

Fonte: Istoé Dinheiro

O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)

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O país vizinho do Brasil onde empregados passaram a trabalhar menos e a ganhar mais (com desemprego na mínima histórica)
Foto: Jair F. Coll/Bloomberg via Getty Images

Algumas empresas, como supermercados, passaram a fechar mais cedo na Colômbia

Enquanto o Brasil discute mudanças na sua jornada de trabalho, países vizinhos da América do Sul estão concluindo ou começando a implementação de leis aprovadas nos últimos anos que apontam para a mesma direção: trabalhar menos.

No próximo dia 15 de julho, os trabalhadores assalariados da Colômbia passam a trabalhar por no máximo 42 horas semanais — uma conclusão da redução de seis horas feita ao longo de cinco anos, desde que a lei foi aprovada em 2021.

Diferentemente do Brasil, que discute a redução de 44 para 40 horas junto com o fim da escala 6×1, a Colômbia não estabeleceu a obrigatoriedade de ao menos duas folgas na semana.

Mas a redução das 48 para 42 horas, aprovada no governo de direita do ex-presidente Iván Duque (2018-2022), somou-se à reforma trabalhista aprovada em 2025, já no governo de esquerda de Gustavo Petro, que aumentou em 23,7% o salário mínimo no país e turbinou ganhos dos trabalhadores ao ampliar o período considerado para pagamento de adicional noturno.

Somadas as duas mudanças, entidades empresariais colombianas têm relatado dificuldades para empresas manterem planos de contratação e que adaptações foram necessárias, como fechar lojas mais cedo e aumentar automação dos serviços.

Alertas, tecnologias e comunicação social

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Cidade Mais Inteligente do Mundo e líder em qualidade de vida entre as capitais: a metrópole com quase 70 m² de área verde por morador
Foto: wahyu_t

O avanço das tecnologias de monitoramento amplia a capacidade de resposta a desastres, mas ainda enfrenta desafios de alcance, confiança e conscientização da população.

Por: Stefani Capriolli e Jamile Sabatini Marques

Nos últimos anos, eventos climáticos extremos deixaram de ser exceção e passaram a fazer parte da rotina de diversas regiões do Brasil e do mundo. Enchentes, deslizamentos, ondas de calor e secas prolongadas não somente evidenciam a intensificação das mudanças climáticas, mas também a vulnerabilidade das cidades diante desses fenômenos.

Diante desse cenário, a tecnologia tem assumido um papel cada vez mais estratégico: o de  comunicar riscos com rapidez e eficiência. Sistemas de alerta precoce, como os utilizados pela Defesa Civil Brasileira, representam hoje uma das ferramentas mais importantes para reduzir danos humanos e materiais. No Japão, por exemplo, alertas são enviados de forma quase instantânea para celulares, televisão, rádio e sistemas urbanos integrados, permitindo respostas rápidas da população. Já em São Paulo, o uso de alertas via SMS, sirenes e monitoramento meteorológico tem avançado nos últimos anos, embora ainda enfrente desafios relacionados à cobertura, adesão da população e conscientização sobre os riscos.

No entanto, apesar dos avanços tecnológicos, ainda existe um desafio central: de acordo com o último levantamento de 2026 da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), estima-se que somente cerca de 5% da população brasileira esteja cadastrada para receber alertas via SMS. Por esse motivo, o sistema de alertas da Defesa Civil no Brasil está em fase de expansão, com foco na cobertura nacional via tecnologia Cell Broadcast (notificação na tela do celular), com o objetivo de monitorar 2.095 municípios até o final de 2026, abrangendo áreas onde vivem cerca de 75% da população brasileira, com o propósito de garantir que a informação chegue a todos, no momento certo. Porém, somente emitir o alerta ainda é pouco, é preciso que eles sejam claros, acessíveis e que gerem ação. Em muitos casos, a população desconhece como reagir ou subestima o risco, o que reduz a efetividade desses sistemas.

Além disso, há desigualdades importantes no acesso à informação. Comunidades mais vulneráveis, que muitas vezes são as mais expostas a desastres, também são aquelas com menor acesso a tecnologias digitais ou canais oficiais de comunicação. Isso evidencia que a tecnologia, por si só, mostra o problema, mas não o resolve por completo; ela precisa estar integrada a políticas públicas, educação e planejamento urbano.

Outro ponto crítico é a confiança. Para que os alertas funcionem, a população precisa confiar nas instituições e nos sistemas de monitoramento. Alertas imprecisos ou excessivos podem gerar descrédito, enquanto a ausência deles em momentos críticos pode ter consequências graves.

Nesse contexto, investir em sistemas de alerta precoce é uma questão tecnológica, social e estratégica. É necessário fortalecer a integração entre ciência de dados, gestão pública e comunicação, garantindo que a informação seja produzida, e efetivamente utilizada.

Mais do que prever desastres, o grande desafio do nosso tempo é transformar dados em decisões e alertas em ações que salvam vidas. Entender os riscos de desastres molda a vida da sociedade como um todo; a resiliência sustentável começa nas comunidades bem informadas.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade da autora, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC. 

É preciso integrar justiça social e conservação ecológica nas cidades costeiras, defende docente da Unesp

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É preciso integrar justiça social e conservação ecológica nas cidades costeiras, defende docente da Unesp
Foto: Wikipedia

Em artigo publicado na revista Nature Waters, Débora Martins de Freitas aponta caminhos para que a proteção de manguezais e a justiça habitacional possam se fortalecer mutuamente.

Docente da Unesp no câmpus do Litoral Paulista, em São Vicente, Débora Martins de Freitas publicou na última terça-feira (9) um artigo de opinião na revista Nature Waters em que discute os desafios de promover a proteção aos manguezais alinhada à promoção da justiça ambiental, com foco na oferta de habitação de qualidade para populações vulneráveis. O texto destaca políticas públicas em execução na cidade de Santos, no litoral paulista, e sugere abordagens que contemplem as realidades locais para o sucesso da iniciativa.

O artigo, intitulado Ecological conservation needs to be integrated with social justice in coastal cities, aponta que o Brasil possui a segunda maior área de manguezais do mundo, com mais de 8.000 km² de extensão, formações vegetais que oferecem um conjunto de serviços ecossistêmicos e frequentemente são capazes de capturar mais carbono que as florestas tropicais. No caso brasileiro, explica a professora da Unesp, esse ecossistema também possui grande importância socioambiental, principalmente em populações costeiras das regiões norte e nordeste, onde sustentam a pesca artesanal, que provê segurança alimentar e renda. Além disso, manguezais também oferecem proteção a áreas urbanizadas do litoral brasileiro.

Ciente da importância dos mangues, o governo federal lançou, em 2024, o Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Manguezais do Brasil (ProManguezal). A iniciativa é apontada pela autora como um marco da política ambiental brasileira, uma vez que cria uma estrutura específica inédita, que posiciona esse ecossistema como uma prioridade estratégica de conservação.

Ao mesmo tempo, lembra Freitas, em um cenário de déficit habitacional que afeta milhões de famílias brasileiras, os manguezais têm se tornado, nas últimas décadas, áreas de estabelecimento de populações vulneráveis, fazendo com que a proteção ambiental prevista em políticas como o ProManguezal, e a promoção de moradia digna sejam frequentemente vistos como interesses conflitantes.

Diante dessas duas realidades, o texto argumenta que, quando planejadas de forma integrada, políticas ambientais e sociais podem fortalecer simultaneamente a conservação dos ecossistemas, a adaptação às mudanças climáticas e a qualidade de vida das populações costeiras. A professora usa como exemplo o caso do município de Santos, na Baixada Santista, em que a maior área de palafitas do Brasil, o Dique da Vila Gilda, vem sendo objeto de um projeto-piloto chamado Parque Palafitas, que visa transformar residências precárias em as moradias com saneamento básico e estruturas acessíveis e seguras.

Na perspectiva da docente, que também é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade de Ecossistemas Costeiros da Unesp, Santos tem neste projeto a oportunidade de demonstrar como a conservação ecológica e a justiça social podem se reforçar mutuamente. No entanto, para que iniciativas como o Parque Palafitas tenham sucesso, algumas medidas devem estar no foco dos gestores.

Entre as orientações citadas pela professora no artigo estão a regularização fundiária associada à conservação ambiental, o desenvolvimento de soluções habitacionais compatíveis com a dinâmica ecológica dos manguezais, o fortalecimento da participação das comunidades nos processos decisórios, o acesso a mecanismos de financiamento climático e o monitoramento contínuo dos resultados ambientais e sociais das intervenções.

Ainda que o texto parta de uma análise da realidade brasileira, a professora do câmpus do Litoral Paulista destaca que a reflexão possui relevância internacional, já que o contexto de expansão urbana e vulnerabilidade social associados à pressão ambiental observado em Santos se repete em outras regiões, desde cidades deltáicas do Sudeste Asiático até assentamentos costeiros da África Ocidenta. “Nesse contexto, experiências desenvolvidas no Brasil podem oferecer contribuições importantes para o avanço de estratégias globais voltadas à construção de cidades mais resilientes, inclusivas e sustentáveis”, afirma Freitas.

Por fim, a publicação reforça a importância da pesquisa científica na formulação de políticas públicas e destaca o papel das universidades na produção de conhecimento capaz de apoiar soluções inovadoras para os desafios socioambientais contemporâneos.

Fonte: Jornal da Unesp

UFRJ desenvolve centros inteligentes para melhorar a mobilidade urbana

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Ciência do Turismo #69: Turismo e mobilidade urbana
Foto: Reprodução Prefeitura de Bogotá

Objetivo é encontrar soluções para os desafios do trânsito

Um estudo desenvolvido no Programa de Engenharia de Transportes da Coppe, da UFRJ, Universidade Federal do Rio de Janeiro, está criando centros inteligentes para melhorar a mobilidade urbana no estado. A proposta é encontrar soluções para os desafios do trânsito, a partir da escuta da população e da coleta de dados.

Os números justificam a urgência do debate. Segundo o DataSUS, o Brasil registrou mais de 37 mil mortes no trânsito em 2024, o pior patamar em oito anos e um avanço de 6,5% sobre o ano anterior. O cenário é ainda mais crítico para os motociclistas, que representam 40% dessas vítimas.

Na capital fluminense, os impactos também são expressivos. Sete em cada dez atendimentos por trauma envolvem acidentes com motos.

Só entre janeiro e abril, a rede municipal realizou mais de 10 mil atendimentos. Os acidentes com veículos de micromobilidade, como patinetes elétricos e ciclomotores, também tiveram aumento expressivo, de 700% em um ano.

Para o pesquisador da Coppe/UFRJ Matheus Henrique de Sousa Oliveira, melhorar a mobilidade urbana passa por decisões mais eficientes e pelo engajamento da população…

“Que a participação se realize enquanto mudança para os projetos, que sejam considerados enquanto ferramentas de tomada de decisão estratégica e tática dentro de projetos de transporte. A gente precisa de pessoas disponíveis para poder ouvir, participar, pessoas corajosas, capazes de entender as demandas do outro, mesmo que elas sejam distintas, e pessoas abertas, capazes de considerar que a visão dela não é a única”.

O projeto, chamado “Mob 4.0”, propõe a criação de laboratórios vivos de inovação, com foco no planejamento inteligente das cidades. A iniciativa já foi implantada em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, e em Cabo Frio, na Região dos Lagos, com apoio da Faperj.

Entre as soluções defendidas estão a reestruturação do sistema (com prioridade ao transporte coletivo), expansão de ciclovias, criação de espaços seguros para pedestres e até a adoção de tarifa zero no transporte público.

Fonte: Agência Brasil

Patrimônio Inteligente: quando a memória se torna protagonista nas cidades do futuro

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São José dos Campos recebe Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC em 3 de dezembro
Foto: Divulgação

Tecnologia, participação cidadã e preservação histórica transformam o patrimônio cultural em um dos pilares das Smart Cities contemporâneas

Durante muito tempo, o conceito de cidades inteligentes esteve associado principalmente à tecnologia, à conectividade e à eficiência dos serviços urbanos. Sensores, inteligência artificial, internet das coisas e mobilidade inteligente passaram a ocupar o centro das discussões sobre o futuro urbano. No entanto, à medida que as cidades evoluem, uma nova compreensão ganha força entre especialistas, gestores públicos e urbanistas: uma cidade só pode ser verdadeiramente inteligente quando é capaz de preservar e valorizar sua própria história.

Nesse contexto, surge o conceito de Patrimônio Inteligente, uma abordagem que integra tecnologias digitais à preservação do patrimônio cultural, transformando monumentos, edifícios históricos, espaços públicos e manifestações culturais em ativos vivos de cidadania, educação e desenvolvimento sustentável. Mais do que proteger construções antigas, trata-se de conectar pessoas às suas raízes, fortalecendo identidades locais e promovendo um sentimento de pertencimento cada vez mais necessário em sociedades urbanas em constante transformação.

Leia mais: A concessão pode estar a serviço da preservação do patrimônio público?

A discussão ganha relevância em um momento em que cidades ao redor do mundo buscam equilibrar modernização e preservação. Durante décadas, o desenvolvimento urbano foi frequentemente associado à substituição do antigo pelo novo. Hoje, especialistas alertam para os riscos dessa lógica. Experiências internacionais de cidades planejadas integralmente a partir de soluções tecnológicas, como Masdar City, nos Emirados Árabes Unidos, demonstraram que infraestrutura avançada, por si só, não garante vitalidade urbana. Sem memória, diversidade social e identidade cultural, a cidade corre o risco de se tornar apenas um conjunto eficiente de sistemas, mas desconectado da experiência humana.

A tendência contemporânea aponta para outro caminho: utilizar a tecnologia para fortalecer o patrimônio existente e ampliar o acesso à cultura. É nesse cenário que o conceito de Smart Heritage, ou Patrimônio Inteligente, se consolida. Sua premissa é simples e poderosa: transformar o patrimônio em uma interface de diálogo entre cidadãos, visitantes e instituições por meio das Tecnologias de Informação e Comunicação.

Essa transformação acontece através de diferentes ferramentas. Dados abertos permitem que informações culturais sejam compartilhadas de forma ampla e gratuita. Recursos como realidade aumentada, gamificação e plataformas digitais criam experiências mais acessíveis e envolventes. Já mecanismos colaborativos permitem que a população participe ativamente da construção e atualização das narrativas históricas, tornando-se coautora da memória coletiva.

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Um dos exemplos mais emblemáticos dessa abordagem no Brasil é o projeto Mobile City, desenvolvido em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. A iniciativa transformou o município em um verdadeiro museu a céu aberto por meio da instalação de placas com QR Codes em monumentos, praças e edificações históricas. Ao apontar a câmera do celular para os códigos, moradores e turistas têm acesso imediato a informações históricas, arquitetônicas e culturais sobre cada local.

O diferencial do projeto está na democratização do conhecimento. Ao abandonar o jargão técnico e traduzir conteúdos especializados para uma linguagem acessível, a iniciativa aproxima a população de sua própria história. O cidadão deixa de ser apenas um observador e passa a compreender o significado dos espaços que frequenta diariamente. Esse processo fortalece a valorização do patrimônio e contribui para sua preservação de forma espontânea e contínua.

A experiência também evidencia um aspecto fundamental das cidades inteligentes: a participação social. A preservação não depende apenas de leis ou tombamentos. Ela se fortalece quando a comunidade reconhece valor nos espaços que compõem sua trajetória coletiva. Nesse sentido, ganham destaque os chamados inventários afetivos, que registram não apenas os bens oficialmente reconhecidos, mas também os lugares, histórias e memórias que fazem parte da identidade emocional de uma cidade.

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Além dos benefícios culturais, o patrimônio inteligente também gera impactos econômicos e sociais relevantes. A valorização dos centros históricos impulsiona o turismo sustentável, fortalece a economia criativa e estimula novas oportunidades de negócios. Ferramentas como o Building Information Modeling (BIM), por exemplo, permitem a gestão eficiente da manutenção de edifícios históricos, reduzindo custos e ampliando a longevidade das construções. Ao mesmo tempo, tecnologias digitais transformam monumentos e espaços culturais em ambientes educativos permanentes, aproximando diferentes gerações da história local.

Essa visão está alinhada às diretrizes do Estatuto da Cidade e aos princípios internacionais de desenvolvimento sustentável, que reconhecem o patrimônio cultural como elemento essencial para a construção de cidades mais inclusivas, resilientes e humanas. Afinal, a inteligência urbana não se mede apenas pela capacidade de processar dados, mas também pela habilidade de preservar memórias, fortalecer vínculos comunitários e transmitir conhecimento entre gerações.

Em um mundo cada vez mais conectado, o futuro das cidades depende da capacidade de integrar inovação e identidade. O patrimônio inteligente demonstra que tecnologia e memória não são forças opostas, mas complementares. Quando utilizadas de forma estratégica, as ferramentas digitais transformam o patrimônio em uma plataforma de cidadania ativa, aprendizado contínuo e desenvolvimento sustentável.

Essa reflexão estará no centro da Reunião Estratégica Regional Connected Smart Cities, que acontece em São Luís, capital do Maranhão. Reconhecida por seu rico patrimônio histórico, sua identidade cultural singular e pelos desafios urbanos típicos das grandes cidades costeiras, São Luís vem avançando em agendas de inovação e sustentabilidade sem abrir mão de sua memória e de sua herança cultural. Com o tema “Patrimônio, Cultura e Desenvolvimento Sustentável”, o encontro reunirá gestores públicos, especialistas, lideranças e representantes da sociedade para debater caminhos capazes de conectar passado e futuro na construção de cidades mais inteligentes e humanas. O evento será realizado no Parque Tecnológico – Complexo do Trapiche Santo Ângelo, Espaço Cultural Humberto de Maracanã, localizado na Avenida Vitorino Freire, s/n, Centro, em São Luís (MA), no dia 25 de junho de 2026, das 13h30 às 18h, consolidando-se como uma oportunidade para aprofundar o diálogo sobre o papel estratégico do patrimônio cultural no desenvolvimento das cidades do século XXI.

Para saber mais informações sobre a Reunião Estratégica Regional CSC em São Luís, clique aqui.