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Governo prevê investimentos de mais de R$ 100 bi em rodovias para 2027

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Governo prevê investimentos de mais de R$ 100 bi em rodovias para 2027
Foto: istockphoto/divulgação

Ministério dos Transportes projeta 11 leilões para o próximo ano, com duas otimizações contratuais

O Ministério dos Transportes anunciou nesta quinta-feira (15) a carteira de rodovias e ferrovias para 2027 com investimentos estimados em R$ 102,68 bilhões. Ao todo, estão previstos 11 leilões para o próximo ano — nove deles a partir de novos estudos e dois de otimizações contratuais.

A nova carteira incorpora trechos que, no total, somam 2.455,68 km, sendo 550,29 km de faixa adicional e 569,07 km de duplicação. Em relação ao montante esperado, são estimados R$ 54,87 de capex e R$ 47,82 opex.

Veja abaixo o cronograma:

  1. Rota Integração do Sul: leilão em junho
  2. Rota Portuária do Sul: leilão em junho
  3. Rota Vale do Itajaí – Malha Catarinense (lote 1): leilão em julho
  4. Rota Meio Oeste – Malha Catarinense (lote 3): leilão em julho
  5. Rota do Vale do Café: leilão em setembro
  6. Rodovia Transbrasiliana: leilão em outubro
  7. Rota Portuária Itaquí: leilão em setembro
  8. Rota Catarinense – Malha Catarinense (lote 2): leilão em novembro
  9. Rota Planalto Sul: leilão em novembro
  10. Rota do Açu: leilão em dezembro
  11. Rota Centro-Sul Baiano: leilão em dezembro

O anúncio se deu durante evento realizado na B3, em São Paulo, nesta quinta. Antes do lançamento da carteira, o ministro dos Transportes, George Santoro, e o ministro das comunicações, Frederico Filho, apresentaram a nova política de conectividade das rodovias brasileiras.

Durante as apresentações, representantes do Ministério dos Transportes, da Infra S.A e do BNDES destacaram os números de concessões e investimentos realizados nos quatro anos do atual governo. De 2023 até o momento foram 31 leilões, oito vezes mais em relação à média histórica dos últimos 30 anos.

Apesar de celebrar os avanços em concessões, o ministro dos Transportes reconheceu que as metas estabelecidas foram ousadas, o que levou à postergação de alguns projetos da carteira de 2026 para o próximo ano. Santoro também falou sobre dificuldades com o TCU (Tribunal de Contas da União) em relação a leilões de ferrovias neste ano.

Por fim, Santoro ressaltou a importância de ampliar as condições de financiamento diante do volume de projetos para os próximos anos.

Fonte: CNN Brasil

MapBiomas: Amazônia registra menor nível de desmatamento em 41 anos

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MapBiomas: Amazônia registra menor nível de desmatamento em 41 anos
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Devastação alcançou 693 mil hectares entre 1985 e 2025

A Amazônia registrou o menor nível de desmatamento em 2025, quando a área devastada somou 693 mil hectares – número mais baixo nos últimos em 41 anos. O dado faz parte da Coleção 11 do MapBiomas, que reúne informações sobre cobertura e uso da terra do Brasil entre 1985 e 2025.

A maior parte do desmatamento, 639 mil hectares, ocorreu em vegetação primária, ou seja, em locais onde a vegetação nativa continuava intocada. Outros 54 mil hectares desmatados foram de vegetação secundária, onde os ecossistemas já haviam sofrido intervenção, mas ainda mantinham capacidade de regeneração natural.

Entre os anos de 1985 e 2025, a Amazônia perdeu 54,7 milhões de hectares de vegetação nativa, que somados ao território transformado pelo homem anteriormente levou a 74,6 milhões de hectares antropizados na Amazônia.

No período analisado, o tipo de vegetação mais afetado pelo desmatamento foi a formação florestal, que perdeu 49,7 milhões de hectares (menos 14,8%).

Agropecuária

De acordo com o levantamento, o avanço da agropecuária sobre o bioma Amazônia foi intenso nos territórios próximos às áreas protegidas como Unidades de Conservação, Terras Indígenas e Quilombolas. Em 2025, a atividade já ocupava 30,5% do total dessas áreas.

A proximidade das estradas às áreas protegidas também representa uma pressão aos locais onde a vegetação nativa responde por 98%. O estudo mostrou que as áreas mais próximas às vias também são as mais ocupadas pela agropecuária.

De forma geral, a agropecuária fechou 2025 ocupando 15,5% do território da Amazônia, em uma área de 65,3 milhões de hectares. Desse total, 50,8 milhões de hectares, 12% do bioma, são de pastagem da pecuária. Outros 8,6 milhões de hectares são de agricultura, que corresponde a 2% do território da Amazônia.

A mineração ocupa, em 2025, 440 mil hectares no bioma. No início da série histórica eram 32 mil hectares, resultando na ocupação de uma área 14 vezes maior em 41 anos.

Metodologia

O estudo cruzou os dados da coleção 11 do MapBiomas com as vias mapeadas a partir das bases de estradas do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e as informações adquiridas pelo OpenStreetMap.

O total de 618 mil km de vias considera também as que não fazem parte da malha rodoviária oficial.

Brasil aprova maior mudança da jornada de trabalho desde 1988

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Brasil aprova maior mudança da jornada de trabalho desde 1988
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Na maior mudança das jornadas de trabalho no Brasil desde 1988, o Senado aprovou na noite desta quarta-feira (14/10) a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz o tempo máximo de trabalho semanal de 44 horas para 40 horas e o fim da escala de trabalho 6×1 — jornada em que o trabalhador só tem um dia de folga na semana.

Foram 75 votos a favor e apenas um contra. Era necessário o apoio de ao menos 49 senadores para aprovar o texto.

A votação ocorreu em dois turnos realizados praticamente em sequência. Como não houve alterações em relação ao texto que havia sido aprovado na Câmara em maio, a proposta já poderá ser promulgada pelo Congresso.

O fim da escala 6×1 é resultado de uma campanha lançada após um vídeo do então balconista de farmácia Rick Azevedo viralizar no final de 2023. Ele foi eleito vereador no Rio de Janeiro pelo PSOL no ano seguinte e acaba de conquistar uma vaga na Câmara dos Deputados, que assumirá em 2027.

Com o impacto do desabafo de Azevedo nas redes sociais, o fim da escala 6×1 tomou proporções nacionais como demanda de trabalhadores, com apoio da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). Em fevereiro de 2025, ela apresentou uma PEC que foi juntada à outra, apresentada em 2019 pelo então deputado petista Reginaldo Lopes — que já havia sido “engavetada” pelo Congresso.

A escala 6×1 na campanha eleitoral

O fim da escala 6×1 também se tornou uma das principais bandeiras de campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca usar a mudança do regime de trabalho para impulsionar sua tentativa de reeleição contra o senador Flávio Bolsonaro (PL).

Seu adversário estava contra o fim da escala 6×1, mas decidiu votar a favor em meio ao forte apelo popular da proposta.

Embora o agregador de pesquisas da BBC News Brasil indique que o concorrente do PL está na frente nos levantamentos de intenção de voto, a distância entre os dois é pequena.

Críticos dizem que a redução da jornada vai aumentar o custo de produção, gerando aumento de preços para o consumidor.

Parte dos empresários reclama também do prazo curto de transição previsto na PEC e diz que a mudança poderá provocar quebradeira das empresas.

Caso promulgada, a proposta estabelece 60 dias para a implementação do patamar mínimo de duas folgas semanais.

Já apoiadores da mudança dizem que os opositores adotam o discurso do pânico para tentar barrar o fim da escala 6×1.

Eles também argumentam que empresas terão, na verdade, redução de custos, devido à menor rotatividade dos empregados e ao aumento da produtividade que virão com trabalhadores mais descansados.

Em contraponto à PEC apoiada pelo governo, Flávio Bolsonaro e outros parlamentares de oposição apresentaram em maio uma proposta alternativa para criar um regime flexível baseado em horas trabalhadas.

A ideia é que as empresas possam optar entre o regime tradicional CLT ou esse novo regime flexível.

Os apoiadores dessa proposta a chamam de “PEC da liberdade” ou “PEC do horário flexível”.

Já os críticos, como a deputada reeleita Erika Hilton e a Central Única dos Trabalhadores (CUT), chamam a mesma proposta de “PEC da escravidão” ou “escala 7×0” — por argumentarem que ela abre caminho para jornadas sem nenhum dia de descanso garantido.

“Estou rodando o país, e a maioria dos trabalhadores brasileiros quer o fim da 6×1. Então vou votar a favor do fim da 6×1. Só que a gente defende algo ainda melhor sempre. Eu queria que tivesse liberdade, que o trabalhador montasse sua jornada de trabalho”, disse o candidato no PL na terça-feira (13/10).

“Como é que fica aquela mãe que não tem como deixar o seu filho, só pode trabalhar, por exemplo, 4 horas por dia, só pode trabalhar de manhã ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessando a jornada dela”, continuou.

Ao mudar sua posição sobre a escala 6×1, Flávio tentou sinalizar também ao empresariado, afirmando que “quem vai pagar a conta é o governo, porque os empresários estão sufocados”.

O senador não explicou, no entanto, de que maneira bancaria os custos. Ele defende, ao mesmo tempo, corte de gastos, redução da carga tributária e manutenção dos programas sociais.

O que muda com o fim da escala 6×1

O texto aprovado no Senado é idêntico ao que teve aval da Câmara em maio — qualquer alteração exigiria que a PEC fosse submetida à nova análise pelos deputados. Mudanças na Constituição só entram em vigor quando o texto é aprovado de forma idêntica nas duas casas legislativas.

A proposta prevê que a obrigatoriedade de ao menos dois dias de folga entre em vigor 60 dias depois da promulgação da alteração constitucional, etapa que ocorre logo após a aprovação no Congresso.

Já a redução da jornada de 44 horas semanais para 40 horas entraria em vigor em duas etapas. Primeiro, haveria a redução para 42 horas, também após os 60 dias. O limite de 40 horas seria alcançado após mais um ano.

A mudança também prevê que os trabalhadores beneficiados não sofrerão redução salarial.

“Nós vamos querer cinco dias de trabalho sem desconto salarial e dois dias de descanso. Dois dias de descanso para relaxar, para cuidar da família, para passear, para visitar parentes, para fazer qualquer atividade que seja uma coisa da vontade da família”, disse Lula, ao defender a proposta, em sete de outubro.

O economista Naércio Menezes, professor do Insper e estudioso do mercado de trabalho, considera positiva a redução da jornada semanal de 44 horas para 40 horas prevista na PEC. Ele diz que o aumento de custo para as empresas tende a ser compensado por ganhos de produtividade de trabalhadores mais descansados.

No entanto, avalia como “excessiva” a obrigação de dois dias de folga. Na sua visão, a distribuição das horas deve ser decidida entre trabalhador e empregado, mas em negociação mediada através das convenções coletivas dos sindicatos.

Já a PEC proposta pela oposição é bastante negativa, na visão do professor, e deixaria o trabalhador em situação mais instável e imprevisível.

“O empregador pode falar que num determinado mês só vai precisar do trabalhador 20 horas em uma semana, e na outra semana 40, e na outra semana 30. Fica muito imprevisível, com o salário flutuando. Então, o trabalhador não vai ter condições de se programar, de assumir despesas parceladas, porque ele não tem segurança de quanto ele vai ganhar”, exemplificou, em entrevista à BBC News Brasil em junho.

“É a precarização completa e iria contra tudo o que foi construído desde a Constituição de 88, que é você ter uma jornada máxima, ter convenções coletivas com cláusulas negociadas entre sindicatos”, criticou ainda.

O impacto eleitoral do fim da escala 6×1

Para o cientista político Antonio Lavareda, o avanço da proposta da escala 6×1 no Senado é resultado do empenho do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), após o PL conquistar a maior bancada do Senado.

O partido de Flávio Bolsonaro quer eleger o próximo presidente da Casa em fevereiro de 2027, enquanto Alcolumbre almeja sua reeleição.

“O presidente do Senado viu que terá mais probabilidade de manter seu poder no Senado, mesmo com o crescimento da bancada do PL, se o presidente Lula se reeleger. Então, isso foi um gesto que contribui efetivamente para a campanha do segundo turno”, disse.

Na leitura de Lavareda, a aprovação da PEC “é uma iniciativa bastante poderosa do ponto de vista eleitoral” que se soma à forte mobilização de apoiadores de Lula nas ruas e nas redes sociais, após a derrota do presidente no primeiro turno.

“Semana passada, o presidente Lula era praticamente uma carta fora do baralho do ponto de vista de plausibilidade da sua reeleição. As manifestações de rua e a reação da sua campanha nas redes fizeram com que ele voltasse a ser competitivo. Ele não é o franco favorito, mas hoje ele voltou a ser competitivo”, disse.

Lavareda considera que a aprovação do fim da escala 6×1 já terá impacto eleitoral positivo para Lula, mesmo que a redução da jornada só começe após os 60 dias de transição.

Na sua visão, eleitores beneficiados podem ficar com receio de que a conquista seja revertida caso Flávio Bolsonaro seja eleito.

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta quarta-feira (14/10) que seu partido vai insistir na aprovação da PEC das horas trabalhadas no próximo ano. Segundo ele, a sigla não vai buscar a revisão do fim da escala 6×1, mas a criação de um modelo alternativo.

“Revisão não, queremos ampliar as opções. Essa outra PEC não é CLT. Essa outra PEC é opcional ao trabalhador, se ele quiser outra modalidade”, disse, segundo o portal Poder 360.

Fonte: BBC Brasil

‘Cápsula do tempo’ em gruta na Grande BH revela que aquecimento na América do Sul está 2,5 vezes mais rápido, aponta estudo

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'Cápsula do tempo' em gruta na Grande BH revela que aquecimento na América do Sul está 2,5 vezes mais rápido, aponta estudo
Foto: G1/Redes sociais

Estudo publicado na revista ‘Nature’ analisou gotículas presas em rochas na Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas. Pesquisa mostra que temperatura dentro da caverna saltou de 14,4ºC para 20,1ºC.

Uma pesquisa inédita realizada na Gruta Rei do Mato, em Sete Lagoas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a partir de minúsculas gota de água aprisionadas em rochas há milhares de anos revelou que o aquecimento em boa parte da América do Sul está 2,5 vezes mais rápido do que a mudança natural de temperatura registrada nos últimos 20 mil anos.

O estudo, que traz dados de alta precisão sobre o comportamento das temperaturas em regiões tropicais, ganhou repercussão internacional e foi publicado na “Nature”, uma das revistas científicas de maior prestígio no mundo.

As descobertas foram feitas por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e com a Universidade de Bergen, na Noruega, com autorização do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Os principais achados da pesquisa mostram que:

  • O ritmo atual de aquecimento supera a fase mais acelerada de transição climática já registrada na história (a saída da era glacial para a atual);
  • O aumento das temperaturas na região acompanhou diretamente o crescimento das emissões de gases de efeito estufa (CO2);
  • A temperatura média dentro da caverna mineira saltou de 14,4ºC para 20,1ºC.

Como funciona a ‘cápsula do tempo’

O valioso objeto de estudo dos cientistas foi uma estalagmite (formação rochosa que cresce do chão em direção ao teto) que estava solta na Gruta Rei do Mato.

Essas estruturas se formam quando a água da chuva cai sobre a caverna, entra em contato com o gás carbônico da cobertura da rocha e se torna ácida, dissolvendo levemente o mineral. Quando esse material entra em contato com o ar da gruta, ele se cristaliza. Durante esse processo, minúsculas gotículas de água ficam preservadas lá dentro.

Como a variação térmica da água da caverna reflete uma média das temperaturas externas anuais, cada gota funciona como um registro histórico.

“A água é aprisionada na formação do cristal. Não é uma água de hoje, foi feita há milhares de anos. O que ela pode revelar? A condição atmosférica daquela época”, explica Luiz Eduardo Panisset Travassos, professor de geografia da PUC Minas.
O pesquisador também explica por que a Gruta do Rei do Mato se mostrou ideal para esta pesquisa, pelo tipo de material encontrado lá.

“A Rei do Mato é uma caverna muito ornamentada, né? Com muitas estalactites e estalagmites. E elas registram na sua matriz cristalina as condições ambientais. E a Rei do Mato possui estalagmites que são particularmente ideais para a reconstituição de temperatura. Isso tem a ver em parte com a forma dos cristais e o conteúdo do que nós chamamos de inclusões fluidas que estão lá, que é o que nós utilizamos para reconstituir”, afirma Panisset.

Alerta para o futuro

Para o professor do Instituto de Geociências da USP, Nicolás Strikis, que liderou a coleta, o estudo coloca em perspectiva a gravidade do cenário atual.

“À medida que o CO2 foi aumentando, as temperaturas da região também foram aumentando. Nossa taxa atual de aquecimento supera em algumas vezes a fase mais acelerada que observamos durante a mais importante transição climática que temos registro”, alerta Strikis.

Apesar dos dados preocupantes, o pesquisador aponta que há caminhos. “Nem tudo está perdido. É importante tomarmos medidas para diminuir as emissões de gases de efeito estufa e fazer a captura desses gases através de reflorestamento ou outras tecnologias. Além disso, é fundamental que a sociedade tenha políticas públicas para se preparar para as consequências”, conclui.

Fonte: G1

Crise dos chips faz venda global de smartphones despencar 20%

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Crise dos chips faz venda global de smartphones despencar 20%
Foto: Getty Images

As remessas globais de smartphones caíram 20% em relação ao ano anterior, atingindo o nível mais baixo para um terceiro trimestre desde 2012, devido ao aumento vertiginoso dos custos dos chips de memória e à escassez de suprimentos, que pressionaram os fabricantes e elevaram os preços, segundo estimativas preliminares da Counterpoint Research divulgadas ontem.

O aumento dos preços dos componentes de memória, impulsionado pela crescente demanda em projetos de infraestrutura de IA (Inteligência Artificial), elevou os custos de produção e levou os fabricantes a aumentarem os preços de varejo, reduzirem os embarques e priorizarem a lucratividade em detrimento do volume.

“Os consumidores estão mantendo seus dispositivos por mais tempo do que o estimado, considerando cada vez mais aparelhos recondicionados e priorizando dispositivos de maior valor”, disse Shilpi Jain, analista sênior da Counterpoint.

A Samsung manteve a liderança com 23% de participação de mercado, impulsionada pela demanda da linha Galaxy Z Fold8 e pelo fornecimento estável de componentes para seus dispositivos de gama média. As remessas caíram 3% em relação ao ano anterior durante o trimestre.

A participação de mercado da Apple atingiu 22%, ultrapassando os 20% pela primeira vez no terceiro trimestre, apesar da queda anual nas remessas.

A ausência de um modelo básico do iPhone 18 resultou em uma menor disponibilidade nos canais de distribuição no mês de lançamento em comparação com toda a linha do iPhone 17 um ano antes, afirmou a Counterpoint.

A Oppo e a Vivo registraram quedas de mais de 20% nas remessas. A Xiaomi registrou uma queda de mais de 30%, reduzindo sua participação de mercado para 10%, à medida que diminuiu sua exposição a dispositivos de menor preço e a alguns mercados estrangeiros para proteger suas margens de lucro.

Fonte: UOL

Brasil abriu 700 mercados para agropecuária desde 2023

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Brasil abriu 700 mercados para agropecuária desde 2023
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Acordo Mercosul-União Europeia aumentou exportações em mais de 30%

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia impulsionou em 30,7% as exportações brasileiras para o bloco europeu entre maio e setembro de deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado. O dado foi divulgado nesta terça-feira (13) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante evento em Brasília. Além deste dado, o Brasil abriu 700 mercados internacionais para produtos agropecuários desde 2023.

No acumulado de janeiro a setembro, as exportações brasileiras para a UE somaram US$ 44,17 bilhões, um crescimento de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do acordo e confirmou que o comércio bilateral entre os países do Mercosul e da União Europeia aumentou mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do tratado.

“As exportações brasileiras tiveram uma alta de 10,4% em 2026. Só o acordo Mercosul-União Europeia, de maio até agora, significou uma expansão de 30% das nossas exportações”, declarou Vieira.

O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos.

Expansão

Durante o evento, Elias Rosa afirmou que o crescimento das exportações brasileiras não se restringe ao agronegócio. Segundo o ministro, o comércio exterior do país avançou, em média, 10,5%, em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas e pelo aumento de barreiras comerciais.

O ministro também destacou a ampliação das relações comerciais do Brasil com diferentes mercados e atribuiu os resultados à capacidade de expansão das empresas nacionais e à atuação do governo na promoção do comércio exterior.

“É a pungência do setor privado e a capacidade do setor privado de expandir, sobretudo no agro. A missão número um da nova industrialização do Brasil envolve justamente a agroindústria”, afirmou.

Ao comentar as relações com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como “delicado”, mas defendeu a continuidade das negociações diplomáticas.

“Mas não sairemos do diálogo da negociação”, disse.

Novos mercados

O anúncio dos resultados comerciais ocorreu durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária que celebrou a abertura de 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários brasileiros desde o início de 2023.

As aberturas ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos, após autorizações sanitárias para a entrada de produtos brasileiros.

O ministro da Agricultura, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na gestão anterior.

“Foram 700 aberturas de mercado contra 241 do governo anterior”, afirmou.

De Paula também destacou o desempenho do agronegócio e as perspectivas para a produção nacional.

“Planejamos chegar a 29% do PIB agropecuário neste ano. A safra 2026/27 deve ter 366 milhões de toneladas”, acrescentou.

Meta

Segundo estimativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), o país exportou US$ 5,8 bilhões para os novos mercados abertos desde 2023. A projeção da agência é que as vendas para esses destinos alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos.

André de Paula também afirmou que o Brasil pretende encerrar o ano como o maior exportador mundial de alimentos.

“Exportamos US$ 169 bilhões no acumulado do ano, US$ 2 bilhões abaixo dos Estados Unidos, mas terminaremos o ano como maior exportador de alimentos”, declarou.

O ministro ainda ressaltou os investimentos do governo federal no financiamento da produção rural, incluindo recursos destinados à agricultura empresarial e familiar por meio do Plano Safra.

“Este governo investiu mais de R$ 610 bilhões no Plano Safra atual para agricultura empresarial e familiar. Nos quatro anos de governo Lula, foram investidos mais de R$ 1 trilhão. Isso dá conta da importância que conferimos ao agro brasileiro”, afirmou.

De Paula citou ainda a autorização concedida pela China para a exportação brasileira de miúdos suínos e manifestou expectativa de novas aberturas de mercado para produtos agropecuários nacionais.

Fonte: Agência Brasil

Super El Niño de 2026 se intensifica e chega perto de recorde histórico; na costa da América do Sul, as águas ficaram 4,5 °C acima do normal

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Super El Niño de 2026 se intensifica e chega perto de recorde histórico; na costa da América do Sul, as águas ficaram 4,5 °C acima do normal
Foto: Gerardo Menoscal / AFP

Temperatura na região central do oceano atingiu dois graus acima da média histórica em setembro segundo o Inmet

Em setembro, as águas da região central do Oceano Pacífico registraram temperaturas 2,08 °C acima da média, atingindo o segundo maior valor para o mês desde 1950, de acordo com a série histórica analisada pelo Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Com isso, o El Niño de 2026 continua ganhando intensidade.

Segundo o instituto, o recorde permanece com setembro de 1997, quando a anomalia de temperatura chegou a 2,15 °C acima da média.

Já no monitoramento semanal de outubro, o indicador da região Niño ultrapassou os 2,4 °C acima da média, superando os valores registrados em setembro de 2026 e em setembro de 1997.

Além disso, a análise da série histórica do Inmet aponta outros marcos extremos. Na costa da América do Sul, as águas ficaram 4,5 °C acima do normal no fim de setembro, atingindo o segundo maior valor da série e ficando a apenas 0,1 °C do recorde absoluto, registrado em 1983.

Na faixa central do Pacífico, a anomalia de temperatura chegou a 3,4 °C em outubro, ficando atrás apenas do pico registrado em dezembro de 1982.

Impactos no clima

O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. O fenômeno altera a circulação atmosférica global e modifica os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do Brasil.

A intensidade dos impactos depende da força do episódio, da época do ano e das condições atmosféricas regionais.

Fonte: CNN Brasil

Fim da escala 6×1 passa por votação no Senado; veja o que acontece se proposta for aprovada ou rejeitada

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Brasil aprova maior mudança da jornada de trabalho desde 1988
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis para avançar no Senado. Entenda o que acontece em caso de rejeição, quais etapas ainda faltam e quando as mudanças poderiam entrar em vigor.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 enfrenta nesta quarta-feira (14) uma das votações mais importantes de sua tramitação no Congresso Nacional.

Após ser aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, a proposta será submetida à votação no plenário da Casa.

O resultado poderá colocar o texto a poucos passos de uma mudança na Constituição Federal ou interromper completamente seu avanço no Legislativo. Para continuar tramitando, a PEC precisará receber pelo menos 49 votos favoráveis entre os 81 senadores.

A votação tem mobilizado parlamentares, trabalhadores e representantes do setor produtivo porque poderá definir os rumos de uma proposta que altera a jornada máxima de trabalho prevista na Constituição Federal, reduzindo o limite semanal de 44 para 40 horas e garantindo dois dias de descanso remunerado por semana sem redução salarial.

Mas, afinal, uma eventual rejeição significa o fim definitivo da proposta? Ela poderia voltar ao Congresso no futuro? E, se for aprovada, quanto ainda falta para que as novas regras entrem em vigor?

A seguir, veja o que está em jogo na votação desta quarta-feira.

O que será votado nesta quarta-feira?

Os senadores devem realizar a quinta e última sessão de discussão da proposta prevista no regimento interno e, antes da análise da PEC, votar um requerimento de calendário especial que pode acelerar sua tramitação.

O pedido, apresentado pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), recebeu as 54 assinaturas necessárias para ser analisado pelo plenário. Se for aprovado, permitirá que a proposta seja votada em primeiro e segundo turnos no mesmo dia, reduzindo etapas regimentais normalmente exigidas entre as duas votações.
Por se tratar de uma PEC, o texto precisa do apoio de três quintos dos integrantes da Casa para ser aprovado. No Senado, isso corresponde a pelo menos 49 votos favoráveis.

A votação desta quarta poderá ser decisiva para o futuro da proposta. Caso o calendário especial seja aprovado e a PEC alcance os votos necessários nos dois turnos, o Senado poderá concluir sua análise ainda nesta semana.

A discussão ocorre após semanas de negociações envolvendo governo, oposição e representantes de diferentes setores econômicos.

O que acontece se a PEC for rejeitada?

A votação desta quarta-feira vai definir se a PEC continuará avançando ou se terá a tramitação encerrada ainda em 2026.

Segundo o professor de Direito Constitucional da USP Rubens Beçak, uma PEC precisa ser aprovada em dois turnos, por maioria qualificada, na Câmara e no Senado. Se for rejeitada em qualquer uma dessas etapas, a proposta é arquivada.

“Havendo uma rejeição em qualquer dos turnos agora no Senado, a proposta é arquivada nesta legislatura.”

Isso não significa, porém, que o fim da escala 6×1 deixaria de ser discutido. A rejeição encerraria a tramitação da PEC atual, mas uma nova proposta poderia ser apresentada em legislaturas posteriores. Também seria possível tentar mudanças na jornada de trabalho por outros instrumentos legislativos, afirma Beçak.

“Às vezes avança-se por um caminho que não dá certo. Daí se procura regulamentar por outro.”

O professor ressalta que, no momento, não há uma proposta concreta em tramitação por esse caminho.

E se a PEC for aprovada?

Se a proposta obtiver os votos necessários, ela continuará avançando normalmente no Senado.

A aprovação em primeiro turno não altera imediatamente a Constituição nem muda as regras da jornada de trabalho.
Na prática, ela apenas permite que o texto avance para a reta final do processo legislativo.

Depois dessa etapa, ainda será necessária a aprovação em segundo turno, novamente com pelo menos 49 votos favoráveis.

O requerimento de calendário especial apresentado por líderes partidários pode reduzir o intervalo normalmente exigido entre as duas votações.

Se esse pedido for aprovado pelo plenário, os senadores poderão realizar o segundo turno ainda nesta quarta-feira, concluindo a análise da proposta no Senado.

O texto ainda pode sofrer alterações?

Sim. Apesar de o relator da matéria, senador Omar Aziz (PSD-AM), ter rejeitado as 36 emendas apresentadas até o momento, novas sugestões de alteração ainda podem ser apresentadas durante a tramitação em plenário.

Caso alguma mudança seja aprovada, a PEC deixará de ter a mesma redação que passou pela Câmara.

Nessa hipótese, o texto precisará retornar aos deputados federais para uma nova análise antes da promulgação, o que poderá prolongar o processo legislativo.

A votação final pode ocorrer ainda em outubro?

A depender da aprovação do calendário especial, a votação final poderá ocorrer já nesta quarta-feira.

Pelas regras normais do Senado, a PEC precisa aguardar um intervalo entre os dois turnos de votação, além de novas sessões de discussão em plenário.

Parlamentares favoráveis à proposta, porém, conseguiram as assinaturas necessárias para apresentar um requerimento que permite abreviar esse rito. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), informou que o pedido deverá ser analisado antes da votação da PEC.

Se o calendário especial for aprovado e a proposta alcançar os 49 votos necessários nos dois turnos, o Senado encerrará a tramitação da matéria ainda nesta semana.

Nesse cenário, caso o texto seja aprovado sem alterações em relação à versão enviada pela Câmara dos Deputados, a proposta seguirá diretamente para promulgação, sem necessidade de nova análise dos deputados.

A expectativa de parlamentares favoráveis à medida é que a emenda constitucional seja promulgada até o dia 22 de outubro.

Diferentemente dos projetos de lei, as propostas de emenda à Constituição não dependem de sanção ou veto do presidente da República.

“Terminando o fluxo, ela é promulgada. Não é o caso de lei que depende de sanção presidencial”, pontua Beçak.

O que prevê a PEC do fim da escala 6×1?

A PEC 221/2019 altera o artigo 7º da Constituição Federal para reduzir a jornada máxima semanal de trabalho no Brasil.

Hoje, o limite constitucional é de 44 horas semanais. O texto aprovado pela Câmara reduz esse teto para 40 horas, sem permitir redução salarial.

A proposta também garante dois dias de descanso remunerado por semana e determina preferência para que um deles seja concedido aos domingos.

Na prática, a mudança elimina a possibilidade de adoção da escala 6×1 como modelo regular de jornada.

O texto mantém o limite máximo de oito horas de trabalho por dia e preserva os pisos salariais das categorias.

As mudanças passariam a valer imediatamente?

Não. A PEC prevê uma implementação gradual para permitir a adaptação de empresas e trabalhadores.

Primeira etapa:

  • Iniciada 60 dias após a promulgação da emenda:
  • redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais;
  • garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

Segunda etapa:

  • Iniciada 12 meses após a primeira fase:
  • redução definitiva da jornada máxima para 40 horas semanais.

Na prática, a implementação completa ocorreria cerca de 14 meses após a promulgação da emenda constitucional.

A medida alcançaria a maior parte dos trabalhadores contratados pelo regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

O texto, porém, prevê exceções e regras específicas.

Atividades contínuas e consideradas essenciais, como saúde, segurança, transporte e limpeza urbana, poderão manter escalas diferenciadas por meio de acordos e convenções coletivas.

A proposta também estabelece tratamento diferenciado para trabalhadores com diploma de ensino superior que recebam remuneração superior a 2,5 vezes o teto do INSS, atualmente em torno de R$ 21 mil mensais.

Além disso, determina que uma futura lei complementar estabeleça regras específicas para microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte.

Fonte: G1

Cidade CSC 2026 reúne gestores públicos, executivos e especialistas em debates sobre GovTechs, inteligência artificial, burocracia, cibersegurança e gêmeos digitais

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Cidade CSC 2026 reúne gestores públicos, executivos e especialistas em debates sobre GovTechs, inteligência artificial, burocracia, cibersegurança e gêmeos digitais
Foto: Divulgação

Keynotes de diferentes setores discutem como as cidades brasileiras podem usar tecnologia para decidir melhor, proteger dados e simplificar serviços ao cidadão

Entre 16 e 18 de novembro, São Paulo recebe o Cidade CSC 2026, evento da Plataforma CSC com realização e organização da Necta. A programação reúne quem pensa e executa a transformação urbana no país, entre prefeituras, empresas de tecnologia, instituições públicas e organizações do ecossistema de inovação. 

Patrocinadores em evidência

O Cidade CSC conta com o patrocínio da Atman, do Banco do Brasil e da Betha, que integram o bloco de patrocinadores apresentadores do evento. A iFood é patrocinadora platina, e o Estadão é o parceiro de mídia oficial.

As empresas também levam representantes aos palcos. Wellington Biagio, CEO da Betha Sistemas, e Michele Alencar, gerente-geral do Banco do Brasil, participam do debate sobre como simplificar serviços públicos e reduzir a burocracia, um dos temas que mais aproximam gestores públicos, empresas e cidadãos.

Leia mais: Cidade CSC 2026 reúne mais de 500 palestrantes e amplia experiências interativas em São Paulo

GovTechs: escala global e nova força da tecnologia brasileira

Um dos debates da programação pergunta se as GovTechs brasileiras podem ganhar escala global e se podem se tornar uma nova força da tecnologia nacional. Participam como keynotes Floriano Pesaro, Diretor da APEX; Renato Ramalho, CEO e Partner da KPTL; Alessandra Andrade, presidente da SP Negócios; e Márcio Santana, CEO da SoftPlan. A sessão reúne perspectivas de quem atua na promoção de negócios, na atração de investimentos e no desenvolvimento de soluções para o setor público.

Inteligência artificial na prefeitura

A inteligência artificial na gestão municipal é tema de outra sessão de destaque, que trata de usos reais, contratação e limites. Os keynotes são Francisco Forbes, presidente da PRODAM, e Jorge Vieira, presidente da EMPREL. O debate chega num momento em que muitas prefeituras avaliam como incorporar a tecnologia ao atendimento e à administração, e as perguntas sobre como contratar e onde estabelecer limites ganham peso.

Leia mais: Cidade CSC 2026 reúne prefeitos de todo o país para discutir o futuro da gestão urbana 

Cibersegurança e gêmeos digitais

A cibersegurança nas cidades, descrita na programação como um risco crescente que exige resposta necessária, tem como keynote Gustavo Ferenci, secretário de Transparência e coordenador do Fórum de LGPD da Prefeitura de Canoas e da FNP. A presença de um gestor que atua na interface entre transparência, proteção de dados e administração municipal aproxima o tema da rotina das prefeituras.

Já o debate sobre cidades inteligentes e gêmeos digitais, com o mote “simular para decidir”, reúne Felipe Peixoto, Secretário Executivo da Prefeitura de Niterói, e Luis Kondo, Diretor da Dassault.

Uma programação maior do que esta seleção

Os nomes citados são uma amostra. A agenda do evento está organizada em programação, keynotes e palestrantes, atividades interativas e espaços de apoio e conexões, além da nova forma de entender, planejar e transformar cidades: o Cidade CSC 2026 passa a ser estruturado em três dimensões que refletem como as cidades funcionam na prática- Espaço, como a cidade é planejada e vivida; Sistema, como a cidade é operada e governada; e Movimento, como a cidade se desloca e funciona no tempo. Ao longo dos três dias, o público encontra sessões nos palcos, experiências e ativações de marcas expositoras e espaços pensados para a troca entre participantes.

O Cidade CSC acontece junto ao CSC GovTech, que trata da modernização do setor público, e ao Prêmio Parque da Mobilidade Urbana. Quem visita o evento circula entre os três ambientes.

Leia mais: Muito Além da Tecnologia: como o Ecossistema Cidade CSC está redefinindo o futuro das cidades brasileiras

Ingressos

As inscrições têm três modalidades. O ingresso Expo dá acesso à feira de negócios, às experiências e ativações das marcas expositoras, ao certificado de participação e ao Workstation, sujeito à lotação. O Conference inclui esses benefícios e acrescenta o acesso aos palcos, também sujeito à lotação. O VIP soma acesso ao sistema de reuniões, ao credenciamento rápido, à sala VIP, ao Workstation VIP e a alimentos e bebidas no espaço VIP.

Estudantes, acadêmicos, pessoas com mais de 60 anos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda (mediante formulário) têm 50% de desconto. Grupos de cinco ou mais ingressos podem obter até 15% de desconto, com pacote personalizado pela organização.

O Cidade CSC reúne em um só lugar quem está construindo as cidades brasileiras do futuro. Gestores públicos, empresas e especialistas se encontram para trocar experiências, conhecer soluções e fortalecer parcerias. Contratações mais bem planejadas, serviços mais simples para o cidadão e decisões apoiadas em dados mais seguros são resultados possíveis dessas conversas, e muitos deles podem começar a ser desenhados ainda durante os três dias de evento. A programação reúne essas condições para que boas ideias se tornem projetos nas cidades. 

Conheça a programação completa, os palestrantes e as formas de participação em https://cidadecsc.com.br/.

Fenabrave: emplacamentos passam de 500 mil e batem recorde em setembro

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Fenabrave: emplacamentos passam de 500 mil e batem recorde em setembro
Crédito: Banco de imagem

Alta foi de 8,32% em relação a setembro de 2025 e 1,15% sobre agosto

Emplacamentos de veículos bateram recorde para o mês, em setembro. Foram registradas 509.686 unidades – crescimento de 8,32% na comparação com setembro de 2025 e de 1,15% sobre agosto. Os dados são da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).

Esse resultado engloba a venda de automóveis, comerciais leves (picapes e furgões), ônibus, caminhões, motos e implementos rodoviários [como reboques e carrocerias].

Considerando o acumulado do ano, entre janeiro e setembro, a alta foi de 14,41%, com mais de 4,2 milhões de unidades emplacadas.

“O mercado continua demonstrando demanda por veículos novos, mesmo em um ambiente ainda complexo de crédito”, explica o presidente da Fenabrave, Arcelio Junior.

Segundo ele, para automóveis e comerciais leves, por exemplo, a concorrência entre marcas e os programas especiais de fomentação do setor – como o Move Brasil e o Carro Sustentável – continuam tendo peso importante na decisão do consumidor.

De acordo com Arcelio Junior, o Programa Move, que ofereceu incentivos para a renovação da frota de caminhões, ajudou a “estancar o movimento de queda” desse segmento.

Com isso, o segmento de caminhões cresceu 2,51% na comparação com agosto e 2,65% sobre setembro de 2025, embora o acumulado do ano continue a se apresentar negativo (-3,89%).

“Nos veículos pesados, o custo financeiro tem impacto importante porque estamos falando de um investimento ligado à atividade econômica. Mas as linhas especiais ligadas ao Move Brasil, já esgotadas, ajudaram a reverter o movimento de queda”, destacou o presidente da federação.

Demais segmentos

O segmento de automóveis e comerciais leves continua crescendo acima do esperado. Na comparação com agosto, o crescimento foi de 2,13%. Já em relação ao mesmo mês do ano passado, a alta foi de 16,16%.

Quanto aos ônibus, o crescimento foi de 12,09% sobre agosto e de 18,43% em relação a setembro de 2025. Alta também impulsionada pelo programa Move Brasil.

Já o segmento de motocicletas apresentou queda de 0,09% em relação a agosto e de 0,41% sobre o ano passado, resultado considerado “próximo da estabilidade” pela Fenabrave.

Projeções

A Fenabrave manteve a expectativa de crescimento nos emplacamentos para o fechamento deste ano. A previsão é de que o setor, como um todo, deva crescer em torno de 8,6%, com mais de 5,3 milhões de unidades comercializadas.

A entidade admite, no entanto, que essa previsão poderá ser revisada em novembro. “Os resultados atuais nos indicam um fechamento de ano melhor do que o esperado, para a maior parte dos segmentos, mas vamos aguardar o desempenho de outubro, que pode apontar ajustes no mercado”, afirmou Arcelio Junior.

Fonte: Agência Brasil