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‘Efeito China’: preço médio do carro zero no Brasil tem a primeira queda em seis anos

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Fenabrave: emplacamentos passam de 500 mil e batem recorde em setembro
Crédito: Banco de imagem

Estudo aponta que a maior concorrência reduziu os reajustes e aumentou os descontos nas concessionárias. Juros altos e renda estagnada, porém, ainda dificultam a compra do zero km.

Um estudo da Bright Consulting mostra que, pela primeira vez em seis anos, o preço médio dos carros novos no Brasil subiu menos do que a inflação em 2026. O valor dos veículos zero km teve uma queda real — descontada a inflação — de 1,5% neste ano.

Nominalmente, o preço médio sugerido pelas montadoras subiu 1,4% e chegou a R$ 166,9 mil. Mas o reajuste ficou abaixo da inflação oficial acumulada no período, de 3,18%. Houve uma forte desaceleração em relação aos 5,5% registrados no ano anterior.

De acordo com os analistas, a expansão das montadoras chinesas no país foi o principal fator por trás da queda dos preços, já que aumentou a competição no mercado brasileiro e forçou as fabricantes tradicionais a reduzirem suas margens.

💰 Por outro lado, a renda estagnada e os juros elevados do crédito veicular ainda mantêm a compra do automóvel zero km distante do bolso da maioria da população. (entenda os detalhes abaixo)

Margem para negociação

Segundo Cássio Pagliarini, sócio da Bright Consulting, a queda dos preços fica ainda mais evidente após a negociação na concessionária. O valor efetivamente pago no balcão — conhecido como preço de transação — caiu 3,5% em 2026, passando de R$ 157,6 mil para R$ 152,1 mil.

A diferença de quase R$ 15 mil entre a tabela oficial de fábrica e o preço final registrado na nota fiscal mostra o esforço do comércio para reduzir os estoques acumulados.

Essa diferença é viabilizada por bônus de fábrica, maior valorização do carro usado dado na troca e cortes pontuais nas taxas de financiamento.

Fonte: G1

Efeito China

Como previsto, a entrada agressiva de marcas chinesas no país começou a provocar impactos no mercado.

Segundo Antônio Jorge Martins, coordenador dos cursos da área automotiva da Fundação Getulio Vargas (FGV), as fabricantes chinesas se beneficiam principalmente da grande escala de produção em seu país de origem.

“Estamos falando de um mercado de cerca de 34 milhões de veículos por ano, 10 vezes maior do que o brasileiro. A BYD, por exemplo, fabricou cerca de 4 milhões de carros só em 2025. Essa escala fabulosa reduz drasticamente o custo médio por veículo”, explica Martins.

Com mais de 140 marcas disputando espaço no mercado chinês — que já apresenta demanda enfraquecida e oferta ainda elevada —, a busca por rentabilidade em outros países virou prioridade para as fabricantes chinesas. Para ganhar espaço rapidamente no Brasil, a estratégia foi entrar com preços mais baixos.

O movimento já coloca o Brasil no topo: o país tornou-se o maior importador de carros chineses no primeiro semestre de 2026, com US$ 5,2 bilhões em compras. Do total, US$ 4,5 bilhões foram destinados a veículos elétricos e híbridos. Além da forte demanda por veículos mais tecnológicos, as montadoras anteciparam estoques antes do aumento das alíquotas do imposto de importação por aqui.

O professor da FGV aponta ainda que as fabricantes chinesas mudaram o jogo ao verticalizar a produção e fabricar internamente parte dos componentes mais importantes dos veículos, como as baterias. Isso elimina margens de intermediários e garante mais qualidade a um custo menor.

“Nos anos 90, os carros chineses sofriam com rejeição por falta de qualidade. Hoje, eles unem alto volume, controle da cadeia e muita tecnologia embarcada”, destaca o professor da FGV.

Carro mais barato não é fácil de comprar

Apesar da queda no valor médio dos carros, a dificuldade de acesso ao financiamento ainda limita um avanço maior dos emplacamentos.

As taxas cobradas pelos bancos para o financiamento veicular ainda variam entre 18% e 22% ao ano. A expectativa do setor é de que o crédito só ganhe fôlego à medida que caia a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 14,25%.

“Em momentos normais do mercado, cerca de 60% das vendas de carros no Brasil dependem de financiamento bancário. Quando o crédito fica caro, os bancos reduzem a concessão por receio da inadimplência”, avalia Martins, da FGV.

Fonte: G1

A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil

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Foto: Getty Images

Fortes ventos entre São Paulo e o Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais na tarde de quarta-feira (29/07).

Rajadas de vento de mais de 120 km/h foram sentidas no interior de São Paulo, enquanto no Rio a ventania chegou a aproximadamente 100 km/h na capital e o Aeroporto Santos Dumont suspendeu pousos e decolagens durante o período de maior intensidade.

As fortes ventanias constituem um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada e foram consequência do grande contraste entre duas massas de ar com características muito diferentes.

O Sudeste enfrentava um período de calor e tempo seco quando uma frente fria começou a avançar pelo Sul do país. Associado a esse sistema, um volume de ar mais frio e úmido seguia em direção à região.

O intenso contraste térmico entre o ar muito quente e seco que predominava, tanto em São Paulo como no Rio de Janeiro, com o ar frio e úmido trazido pela frente fria acelerou o ar, causando ventos muito fortes.

“Essa frente de rajada foi provocado pelo que se chama linha de instabilidade, uma linha de tempestades que se forma sobre a própria frente fria e depois começa a avançar mais rapidamente até se desprender dela”, explicou o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operaçãos e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

“É como a rajadas de um dia de verão, quando temos pancadas de chuva, só que como as nuvens estão alinhadas em forma de linha de instabilidade, se forma uma frente de rajada.”

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas em parte do Sudeste. Na cidade do Rio de Janeiro, a temperatura chegou a 35,8°C durante a tarde, em um dos dias mais quentes registrados para julho desde 2007, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

No litoral paulista, o calor também foi intenso. No Guarujá, a temperatura chegou a 34°C, e, em Santos, a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo registrou 35,2°C.

“A diferença de temperatura causada pela frente fria vinda da Região Sul foi muito grande, algo como uma queda de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora”, aponta o meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, para explicar a força dos ventos.

Segundo o especialista, a intensidade das rajas já se normalizou à medida em que as massas de ar se equilibram, mas a frente fria está se movendo para o Espirítio Santo, que enfrenta ventos fortes nesta quinta-feira (30/07).

“Os ventos no Espírito Santo estão menos intensos, na faixa de 70 km/h, mas são causados pela mesma frente fria”, diz.

Marcelo Seluchi diz ainda que frentes de rajada são mais comuns em épocas de chuva. “Então podemos ter mais casos a partir de setembro”, afirma.

Qual a relação com o El Niño?

Segundo os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil, é difícil traçar um paralelo direto entre os fortes ventos registrados em São Paulo e no Rio de Janeiro e o fenômeno El Niño, pois para fazer essa associação seriam necessários mais dados e estudos mais aprofundados.

O El Niño é um fenômeno climático caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, que altera a circulação da atmosfera e pode influenciar os padrões de temperatura e chuva em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil.

Mas de acordo com Seluchi, é possível traçar uma relação indireta.

Segundo o meteorologista do Cemaden, a frente fria que provocou a linha de instabilidade responsável pelos ventos estava estacionária por vários dias na Região Sul, provocando chuvas intensas, granizo, vendaval e outras situações de de severidade. Esse fenômeno, por sua vez, tem uma ligação direta com o El Niño.

“Não é que o El Niño provoque mais linhas de instabilidade ou mais frentes de rajadas, mas ele provoca uma estacionalidade maior das frentes frias na Região Sul que podem levar a situações de severidade, como linhas de instabilidade e rajadas de vento”, explica.

Francisco de Assis Diniz, do Inmet, explica ainda que o El Niño tende a intensificar os sistemas e, portanto, deixar as temperaturas mais extremas.

“O El Niño deixa as temperaturas mais quentes de maneira mais rápida. Mas estamos no inverno, com frente frias que continuam chegando, e quando elas encontram regiões bastante aquecidas temos o forte contraste de temperaturas que causa os ventos”, diz.

O meteorologista afirma ainda que os temporais fortes registrados na Região Sul recentemente e as tempestades em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, no último final de semana, também são sinais da intensificação dos sistemas provocadas pelo El Niño.

Também por isso, Marcelo Seluchi acredita que as chuvas podem se intensificar com o chegada da primavera, à medida em que El Niño também ficará mais intenso.

Ventos de 120km/h e suspensão de voos

No Rio de Janeiro, a ventania chegou a aproximadamente 100 km/h na capital e na Região Metropolitana. No Galeão, foram registrados ventos de 105 km/h durante a tarde.

A força das rajadas provocou interrupções no fornecimento de energia em bairros da cidade, afetou o funcionamento de trens e metrôs e levou ao fechamento temporário da Ponte Rio-Niterói.

O Aeroporto Santos Dumont suspendeu pousos e decolagens durante o período de maior intensidade das rajadas.

Duas pessoas morreram após a queda de um muro em Santa Teresa, na região central do Rio, segundo o Corpo de Bombeiros.

Em São Paulo, a Defesa Civil estadual emitiu durante a tarde um alerta severo para moradores da capital paulista e da Grande São Paulo devido ao risco de quedas de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia.

Os dois principais aeroportos da região também tiveram impactos. As rajadas de vento afetaram operações no Aeroporto de Congonhas e no Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos, com voos atrasados e alterações na programação.

No Estado, foram registradas rajadas superiores a 100 km/h, incluindo um pico de 124,9 km/h em Itaporanga, no interior paulista.

Tornado no Rio Grande do Sul

Enquanto a frente fria avançava em direção ao Sudeste, áreas da Região Sul enfrentaram um cenário de instabilidade associado a outro conjunto de fatores atmosféricos.

No Rio Grande do Sul, além das chuvas intensas e rajadas de vento, um tornado foi registrado na noite de terça-feira (28/7) nas cidades de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, no Noroeste do Estado. Quatro pessoas ficaram feridas e dezenas de casas foram afetadas.

De acordo com a MetSul Meteorologia, o vento pode ter chegado até 300 km/h.

A passagem do tornado também interrompeu o fornecimento de energia elétrica e bloqueou estradas com árvores e destroços.

Imagens registradas após o fenômeno mostram um cenário de devastação, com bairros inteiros atingidos, casas totalmente destruídas, paredes derrubadas, árvores e postes caídos em diversos locais.

Segundo a Defesa Civil do estado, o tornado foi causado por uma supercélula — um tipo de tempestade que tem uma corrente ascendente giratória.

“Supercélulas comumente causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas, e em algumas ocasiões tornados.”

Diferentemente das rajadas de vento associadas à passagem de uma frente fria, o tornado é um fenômeno localizado, formado por uma intensa rotação do ar dentro de tempestades de grande desenvolvimento vertical, como as supercélulas.

Com o deslocamento da frente fria em direção ao Sudeste, a tendência é de redução gradual das instabilidades no Estado e entrada de uma massa de ar mais seco, favorecendo a melhora do tempo.

Fonte: BBC News

Saneamento regional ganha força após concessão de grandes projetos

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Saneamento regional ganha força após concessão de grandes projetos
Foto: Gilberto Sousa / CNI

Após a realização dos principais leilões esperados pelo setor em 2026, municípios ganham espaço como “motor” de pipeline nacional

A realização dos principais leilões de saneamento do calendário nacional para 2026 abriu espaço a concessão de projetos regionais, como os de Lavras (MG), Erechim (RS) e Tangará da Serra (MT)

Em Erechim, a concessão tem capex estimado de R$ 637,5 milhões ao longo de 30 anos de contrato e deve ir a mercado no terceiro trimestre deste ano. A modelagem determina o menor valor de tarifa cobrada em relação à concessionária atual. Entre as empresas que apresentaram propostas estão o Consórcio Erechim Saneamento e a Aegea.

O primeiro avanço do saneamento regional se deu no início de julho. A cidade de Timbó, em Santa Catarina, realizou o leilão para concessão dos serviços de abastecimento de água e esgoto do município.

A concessão foi arrematada pela estatal Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento), que reassumiu a gestão na cidade depois de 24 anos ao apresentar o maior valor de outorga, de R$ 60 milhões. O contrato tem duração de 35 anos e R$ 1,95 bi em investimentos para a manutenção e ampliação dos sistemas de abastecimento de água e esgoto.

Municípios são o “grande motor” do pipeline

Segundo um levantamento da Radar PPP, os municípios são o “grande motor” do pipeline nacional no momento, alcançando cerca de 1.444 projetos desde 2023. Nos estados, esse número é de 118, enquanto no caso da União são 17 projetos feitos em quase quatro anos.

O “Radar de Projetos” informa que o Brasil conta com 1.785 projetos em saneamento, divididos em diversos estágios de maturação. Destes, 78 possuem maior probabilidade de se reverterem em contratos assinados nos próximos meses.

Veja abaixo a relação:

Fonte: Reprodução Radar PPP

Ao considerar apenas os projetos municipais, a maioria deles está concentrada em cidades com mais de 100 mil habitantes, que contam com 576 projetos.

Em seguida, são 546 projetos nos municípios de até 20 mil habitantes, 408 com população entre 20.001 e 50 mil, e 255 em cidades de 50.0001 a 100 mil.

Nas menores cidades, de até 20 mil habitantes, 12 projetos se destacam e possuem perspectiva de assinatura de contrato nos próximos meses, por já estarem em fases mais avançadas de estruturação, segundo o Radar PPP.

Estados X Municípios

Para o advogado Fernando Vernalha, especialista no setor de saneamento e sócio-fundador do escritório Vernalha Pereira, os estados devem liderar a organização dos blocos, porque conseguem desenhar os agrupamentos de maneira mais estruturada, reunindo municípios com diferentes capacidades de geração de receita.

Em entrevista à CNN, ele afirmou que não há impedimento jurídico ou constitucional para que um município realize uma concessão local, mas alertou para a falta de liderança dos estados.

“Minha crítica é dirigida principalmente aos estados, porque são eles que possuem maior capacidade institucional e legislativa para liderar a criação das estruturas de regionalização e organizar as relações entre os municípios” Fernando Vernalha, advogado e especialista na estruturação de projetos de concessão e PPPs

“Em muitos casos, os estados não implementam uma estrutura de regionalização nem organizam uma política estadual de delegação dos serviços à iniciativa privada (…) diante dessa ausência, os municípios acabam tomando a iniciativa”, disse.

“Não podemos censurar os municípios que fazem concessões locais quando não há uma regionalização efetivamente implantada. Eles estão exercendo um direito e buscando melhorar a prestação dos serviços para os usuários daquele território”, completou.

Ainda segundo Vernalha, o problema se torna mais grave quando municípios com maior potencial de geração de receita realizam concessões isoladas. Dessa forma, se essas cidades realizarem suas concessões separadamente, faltará receita para subsidiar aquelas com menor densidade populacional e menor capacidade econômica.

“Em geral, são capitais e cidades mais densamente povoadas ou em regiões com maior concentração de renda, nas quais a operação de saneamento tende a ser superavitária”, ponderou.

Fonte: CNN Brasil

Cidades inteligentes são construídas com planejamento, colaboração e propósito

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Cidades inteligentes são construídas com planejamento, colaboração e propósito
Foto: Divulgação

Criciúma recebeu a Reunião Estratégica Regional do Connected Smart Cities (CSC), encontro que reuniu gestores públicos, especialistas, empresas, instituições financeiras, organizações sociais, universidades e representantes do ecossistema de inovação para discutir os desafios e os caminhos para o desenvolvimento inteligente e sustentável das cidades.

Com o tema “Indústria, Inovação e Desenvolvimento Regional”, o evento proporcionou um espaço de aproximação entre diferentes setores que participam da transformação dos territórios. Mais do que apresentar tecnologias, a proposta foi promover diálogos sobre os problemas concretos enfrentados pelos municípios e sobre as condições necessárias para transformar ideias em projetos viáveis e resultados para a população.

As Reuniões Estratégicas Regionais integram o movimento promovido pela Plataforma CSC, que busca aproximar os atores envolvidos no desenvolvimento urbano, considerar as particularidades de cada região e estimular a construção colaborativa de soluções.

A escolha de Criciúma para sediar o encontro demonstra a relevância econômica, institucional e regional do município. Com uma base produtiva diversificada e uma posição de centralidade no Sul de Santa Catarina, a cidade reúne características que favorecem o debate sobre inovação, industrialização, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

Entretanto, receber um evento dessa natureza representa mais do que o reconhecimento de avanços já realizados. Significa, sobretudo, aceitar a responsabilidade de apresentar com transparência os desafios que ainda precisam ser enfrentados.

Uma cidade inteligente começa pela compreensão dos seus problemas

Antes da programação aberta ao público, foi realizada uma reunião mais reservada entre representantes do Município de Criciúma e parceiros da Plataforma CSC. O objetivo desse momento não foi apresentar apenas as conquistas da cidade, mas compartilhar suas principais dores e estabelecer um diálogo direto com empresas, especialistas e instituições capazes de contribuir para a construção de soluções.

Esse formato é importante porque a inovação pública não deve começar pela escolha de uma tecnologia. Ela precisa começar pela correta compreensão do problema.

Muitas administrações ainda são abordadas por fornecedores que apresentam plataformas, equipamentos e sistemas antes mesmo de conhecerem adequadamente a realidade local. Quando isso acontece, existe o risco de a solução determinar o problema, quando deveria ocorrer justamente o contrário.

Uma cidade não se torna inteligente por acumular sensores, câmeras, aplicativos, painéis ou sistemas. Ela se torna inteligente quando desenvolve capacidade institucional para identificar problemas, utilizar informações, integrar políticas públicas, tomar decisões fundamentadas e avaliar resultados.

Na reunião, foram abordados desafios relacionados à integração de dados e sistemas, mobilidade regional, infraestrutura urbana, sustentabilidade, eficiência energética, transformação digital, simplificação dos serviços públicos e inclusão digital.

São questões que não podem ser solucionadas isoladamente por uma única secretaria, empresa ou instituição. Exigem articulação entre o poder público, o setor produtivo, as universidades, os centros de pesquisa, as organizações sociais e a sociedade.

Planejamento estratégico como instrumento de transformação

Após a abertura oficial do evento para toda a comunidade, tivemos a oportunidade de apresentar o Planejamento Estratégico de Criciúma para o período de 2025 a 2028.

O planejamento foi estruturado em cinco grandes eixos, 24 programas e aproximadamente 270 projetos. Esse conjunto contempla áreas como saúde, educação, assistência social, infraestrutura, mobilidade, desenvolvimento econômico, sustentabilidade, modernização administrativa, transparência, transformação digital e participação social.

Mais importante do que a quantidade de projetos é a lógica de gestão construída em torno deles.

Cada iniciativa precisa estar relacionada a um objetivo estratégico, possuir responsáveis, prazos, indicadores, fontes de recursos e resultados esperados. Essa estrutura permite que o planejamento deixe de ser um documento formal e passe a orientar efetivamente as decisões da administração.

Também foram definidos critérios para priorizar os projetos mais relevantes, considerando aspectos como impacto social, disponibilidade financeira, urgência, alinhamento estratégico, capacidade de atendimento e contribuição ambiental.

Planejar é, necessariamente, fazer escolhas.

Uma administração pública sempre enfrentará uma quantidade de demandas superior à sua capacidade financeira, técnica e operacional. Sem critérios claros, as prioridades podem ser definidas apenas pelas urgências do momento, pelas pressões setoriais ou pela capacidade de determinados grupos de reivindicarem seus interesses.

O planejamento estratégico ajuda a substituir a lógica da reação pela lógica da direção.

Ele não elimina os imprevistos, mas permite que o governo esteja mais preparado para enfrentá-los sem abandonar seus objetivos de longo prazo.

Três painéis, diferentes dimensões da transformação urbana

A programação do evento foi organizada em três painéis temáticos. Embora tenham tratado de assuntos distintos, os debates demonstraram que a construção de cidades inteligentes depende da combinação entre capacidade financeira, inovação social, planejamento urbano e responsabilidade ambiental.

  1. Captação de recursos e estruturação de projetos

O primeiro painel abordou a captação de recursos e a estruturação de projetos como caminhos para viabilizar soluções estratégicas nos municípios.

Participaram do debate Caroline Brunel Matias, gestora de Convênios da Prefeitura de Criciúma; Carolina Benitez, especialista em Projetos do FONPLATA; Joab Barbosa de Azevedo, CEO da MDC Consultoria; e Leonardo Luiz dos Santos, presidente do Instituto de Planejamento e Gestão de Cidades, o IPGC. A moderação foi conduzida pelo prefeito de Criciúma, Vagner Espíndola.

A discussão evidenciou um desafio recorrente na gestão pública: muitas cidades conhecem suas necessidades, mas ainda encontram dificuldades para transformar essas necessidades em projetos tecnicamente estruturados, financeiramente viáveis e capazes de atrair recursos.

A captação não começa somente quando um edital ou uma linha de financiamento é publicada. Ela começa antes, na capacidade do município de identificar prioridades, elaborar diagnósticos, estimar custos, avaliar riscos, demonstrar impactos e organizar projetos com maturidade técnica suficiente para serem apresentados a instituições financiadoras.

Nesse contexto, os bancos de fomento exercem um papel importante, especialmente no financiamento de projetos estruturantes que dificilmente seriam executados apenas com os recursos ordinários dos municípios.

Também foram discutidas as Parcerias Público-Privadas, as PPPs, como alternativas para viabilizar investimentos em áreas que exigem maior capacidade financeira, conhecimento especializado e planejamento de longo prazo.

No entanto, uma PPP não deve ser compreendida como uma simples transferência de responsabilidades ao setor privado. Trata-se de uma modelagem complexa, que precisa demonstrar interesse público, viabilidade econômica, segurança jurídica, adequada distribuição de riscos e capacidade de fiscalização pelo poder público.

O painel reforçou, portanto, que captar recursos não significa apenas encontrar dinheiro. Significa criar projetos consistentes, fundamentados em dados e alinhados às prioridades estratégicas da cidade.

Sem bons projetos, mesmo quando existem recursos disponíveis, os municípios podem não conseguir acessá-los. E, sem planejamento, existe o risco de captar recursos para iniciativas que não dialogam com as necessidades mais importantes do território.

2. Economia de impacto, inovação social e inclusão

O segundo painel discutiu a economia de impacto e a inovação social como vetores de cidades inteligentes e inclusivas.

Participaram Shirlei Monteiro, diretora da Associação Beneficente Abadeus; Raquel Cardamone, CEO e cofundadora da Bright Cities; Caio Zucchinali, head de Ecossistemas de Inovação e Inovação em Governo da Companhia de Impacto; e Dudi Sônego, secretária municipal de Assistência Social e Habitação. A moderação foi realizada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços de Criciúma, Thiago Rocha Fabris.

O debate ampliou a compreensão de que inovação não está restrita ao desenvolvimento tecnológico. Ela também pode estar presente em novas formas de enfrentar vulnerabilidades, promover inclusão, fortalecer comunidades e melhorar a qualidade de vida.

A economia de impacto procura conciliar sustentabilidade financeira com a geração de benefícios sociais e ambientais mensuráveis. Em vez de avaliar uma iniciativa apenas pelo retorno econômico, essa perspectiva também considera sua capacidade de produzir transformações positivas nos territórios.

Essa abordagem é especialmente relevante para os municípios, onde problemas sociais complexos exigem soluções integradas e construídas com a participação de diferentes atores.

O enfrentamento da pobreza, da exclusão, da desigualdade territorial e da falta de oportunidades não depende exclusivamente da ampliação de benefícios ou serviços. Exige compreender as causas das vulnerabilidades, acompanhar trajetórias familiares e criar condições para autonomia, desenvolvimento e inclusão produtiva.

O painel também trouxe uma reflexão importante sobre os indicadores utilizados para avaliar o desenvolvimento das cidades.

Os indicadores econômicos tradicionais continuam sendo relevantes, mas não são suficientes para demonstrar a qualidade de vida da população. Uma cidade pode apresentar crescimento econômico sem que os benefícios desse crescimento sejam distribuídos de maneira equilibrada entre os territórios e os grupos sociais.

Por isso, é necessário utilizar indicadores ampliados, capazes de considerar dimensões como bem-estar, inclusão, acesso a serviços, segurança, saúde, educação, oportunidades, sustentabilidade e participação social.

Uma cidade inteligente não pode ser avaliada apenas por sua infraestrutura tecnológica. Deve ser observada também pela capacidade de incluir as pessoas que historicamente permaneceram à margem dos processos de desenvolvimento.

Nesse sentido, a inovação social não é um elemento complementar da cidade inteligente. É parte essencial de sua construção.

3. Sustentabilidade e resiliência climática

O terceiro painel teve como tema a sustentabilidade e a resiliência climática como pilares para cidades inteligentes e preparadas para o futuro.

Participaram Camila Lapolli de Moraes, juíza federal substituta da 4ª Vara Federal; Márcio Zanuz, diretor financeiro do Centro Tecnológico SATC; Jóri Ramos, coordenador do Labs Cidades do Iparque; e João Paulo Casagrande, secretário de Infraestrutura e Obras de Criciúma. A moderação foi conduzida pela vereadora Anequésselen Fortunato.

O debate demonstrou que os efeitos das mudanças climáticas já não podem ser tratados como uma preocupação distante ou exclusivamente ambiental.

Eventos extremos, alterações nos regimes de chuva, alagamentos, deslizamentos, ondas de calor e impactos sobre a infraestrutura afetam diretamente a prestação de serviços, o orçamento público, a atividade econômica e a segurança da população.

Nesse cenário, a resiliência representa a capacidade de uma cidade de se preparar, resistir, responder e se recuperar diante de crises e eventos adversos.

Construir resiliência exige planejamento urbano, conhecimento territorial, monitoramento de riscos, infraestrutura adequada, responsabilidade institucional e integração entre os órgãos públicos.

Também exige que as decisões tomadas hoje considerem cenários futuros.

Uma obra pública não pode ser planejada somente para atender às condições atuais. Precisa considerar as transformações ambientais, urbanas e demográficas que podem ocorrer durante sua vida útil.

A sustentabilidade, portanto, não deve aparecer apenas como um capítulo isolado do planejamento. Ela precisa ser incorporada às decisões de infraestrutura, mobilidade, habitação, desenvolvimento econômico, energia e ocupação territorial.

Para Criciúma, essa reflexão possui um significado especial. A cidade mantém uma relação histórica com a mineração, atividade que contribuiu para seu desenvolvimento econômico, mas que também deixou passivos ambientais ainda presentes no território.

Essa trajetória impõe o desafio de construir um novo ciclo de desenvolvimento, combinando recuperação ambiental, transição energética, inovação industrial, eficiência no uso dos recursos e preparação para os efeitos das mudanças climáticas.

Cidades inteligentes precisam ser humanas

Durante muito tempo, o conceito de cidade inteligente esteve excessivamente associado à tecnologia. Criou-se a impressão de que uma cidade seria mais inteligente à medida que aumentasse a quantidade de equipamentos conectados ou serviços digitais disponíveis.

A tecnologia é indispensável, mas não pode ser o centro da estratégia.

O verdadeiro centro deve ser a pessoa.

Uma cidade inteligente é aquela que utiliza tecnologia, planejamento, informação e inovação para melhorar concretamente a qualidade de vida da população. Isso significa reduzir o tempo de espera por um serviço, tornar o transporte mais eficiente, ampliar a segurança, prevenir desastres, economizar recursos públicos, proteger o meio ambiente e facilitar a relação entre o cidadão e o governo.

Também significa reconhecer que a transformação digital pode produzir novas desigualdades quando não é acompanhada por políticas de inclusão.

Digitalizar um serviço não é suficiente quando parte da população não possui conectividade, equipamentos ou conhecimento para acessá-lo. Por isso, a cidade inteligente precisa ser simultaneamente digital e inclusiva.

Ser uma cidade inteligente também não significa negar sua história. Significa aprender com ela e utilizar esse aprendizado para construir um futuro mais equilibrado.

Resultados e oportunidades para Criciúma

A realização da Reunião Estratégica Regional produziu resultados relevantes para Criciúma.

O primeiro foi a possibilidade de apresentar os desafios municipais diretamente a parceiros que trabalham com soluções para cidades inteligentes. Essa aproximação contribui para que futuras propostas estejam mais alinhadas às necessidades reais da administração e da população.

O segundo resultado foi a ampliação das conexões institucionais. A transformação urbana depende de redes de cooperação. Governos precisam dialogar com empresas, universidades, organizações sociais, instituições financeiras e outros municípios para compartilhar experiências, reduzir riscos e acelerar a implementação de boas práticas.

O terceiro foi a oportunidade de apresentar o modelo de planejamento adotado pelo município. Demonstrar que a cidade possui objetivos, programas, projetos e prioridades organizadas aumenta sua capacidade de atrair parceiros, investimentos e soluções compatíveis com sua estratégia.

Os painéis também permitiram identificar caminhos concretos para o avanço dos projetos municipais.

O debate sobre captação de recursos mostrou a importância de fortalecer a estruturação técnica dos projetos e de aproximar o município de bancos de fomento e instituições especializadas em modelagens financeiras.

A discussão sobre economia de impacto reforçou que o desenvolvimento precisa ser medido também por sua capacidade de reduzir desigualdades, ampliar oportunidades e gerar bem-estar.

O painel sobre sustentabilidade e resiliência climática destacou a necessidade de incorporar riscos ambientais e cenários futuros às decisões de planejamento, infraestrutura e ocupação urbana.

Também foi possível reforçar a agenda de governança e integração de dados.

Atualmente, as diferentes áreas da administração municipal produzem uma grande quantidade de informações. Saúde, educação, assistência social, arrecadação, mobilidade, infraestrutura e segurança possuem bases que, quando analisadas isoladamente, oferecem uma visão limitada da realidade.

O próximo salto de maturidade está em integrar essas informações.

Ao relacionar dados de diferentes políticas públicas, o município passa a compreender melhor os territórios, identificar vulnerabilidades, antecipar demandas e direcionar recursos de maneira mais eficiente.

Esse processo exige tecnologia, mas também governança. É necessário definir padrões, responsabilidades, critérios de acesso, qualidade das informações, proteção de dados e mecanismos de tomada de decisão.

Leia mais: Parque da Mobilidade Urbana assume curadoria de mobilidade no Rio Innovation Week

As principais lições do encontro

A primeira lição é que a inovação não nasce de respostas prontas, mas de perguntas bem formuladas.

Antes de buscar uma solução, o poder público precisa compreender a causa do problema, quem é afetado, quais dados estão disponíveis e quais resultados pretende alcançar.

A segunda é que uma boa ideia somente se transforma em política pública quando existe capacidade para estruturá-la, financiá-la, executá-la e monitorá-la.

Os municípios precisam ampliar sua maturidade na elaboração de projetos. Quanto mais qualificado for o projeto, maiores serão as possibilidades de acessar recursos, atrair parceiros e reduzir os riscos de execução.

A terceira lição é que nenhuma tecnologia substitui a capacidade de gestão.

Um sistema sofisticado pode fracassar quando os processos são inadequados, as responsabilidades não estão claras ou as equipes não foram preparadas. Por outro lado, uma administração organizada consegue gerar bons resultados mesmo começando com ferramentas mais simples.

A quarta é que cidades inteligentes precisam ser inclusivas.

O desenvolvimento não pode ser medido apenas pelo crescimento econômico, pela infraestrutura implantada ou pela quantidade de serviços digitais. É necessário avaliar quem está sendo beneficiado, quais desigualdades permanecem e como as políticas públicas estão modificando a vida das pessoas.

A quinta lição é que sustentabilidade e resiliência devem orientar todas as políticas urbanas.

Não basta reagir aos eventos climáticos depois que eles acontecem. É necessário antecipar riscos, adaptar a infraestrutura, conhecer o território e preparar as instituições para cenários cada vez mais desafiadores.

A sexta é que cidades inteligentes são construídas de maneira colaborativa.

Os desafios urbanos atravessam fronteiras administrativas e institucionais. Mobilidade, saúde, meio ambiente, segurança e desenvolvimento econômico possuem dimensões regionais e precisam ser tratados com integração.

Por fim, planejamento e inovação devem caminhar juntos.

Inovar sem planejamento pode gerar projetos isolados, desperdício de recursos e dependência tecnológica. Planejar sem inovação pode manter estruturas que já não respondem adequadamente às necessidades contemporâneas.

O encontro reforçou que o principal indicador de inteligência de uma cidade não está na quantidade de tecnologias que ela possui, mas na capacidade de transformar conhecimento em decisões e decisões em resultados para a população.

Criciúma conhece seus desafios, possui uma direção estratégica e está aberta à cooperação.

Nosso compromisso deve ser utilizar planejamento, dados, inovação, inclusão e sustentabilidade não como conceitos abstratos, mas como instrumentos para construir uma cidade mais eficiente, humana e preparada para o futuro.

Afinal, uma cidade verdadeiramente inteligente não é aquela que apenas incorpora novas tecnologias. É aquela que aprende continuamente, compreende sua realidade, reúne diferentes capacidades e transforma esse conhecimento em uma vida melhor para as pessoas.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC.

Como centenas de conversas privadas com chat de IA Claude acabaram disponíveis publicamente

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As preocupações que levaram a OpenAI, do ChatGPT, a abandonar lançamento de novo sistema de IA
Foto: Qilai Shen/Bloomberg

Centenas de conversas de usuários com o popular chatbot de inteligência artificial (IA) da Anthropic, Claude, foram encontrados abertos para praticamente qualquer pessoa online.

Os links para os chats, alguns dos quais incluíam informações pessoais e profissionais, apareciam se um usuário de um mecanismo de busca como o Google usasse um termo de pesquisa específico do site.

As buscas mostraram que conversas do Claude, nas quais um usuário havia decidido “compartilhar” um link, foram salvas por mecanismos de busca como o Google, tornando-as acessíveis ao público em geral.

A possibilidade de pesquisar os registros de bate-papo foi removida durante o fim de semana, mas muitos foram salvos e amplamente compartilhados online.

Uma porta-voz da Anthropic afirmou que os usuários do Claude mantêm o controle sobre se e quando compartilhar as conversas que tiveram com o chatbot.

Ela disse que os links para as conversas “não eram previsíveis ou detectáveis, a menos que as pessoas optassem por compartilhá-los por conta própria”.

“Quando alguém compartilha uma conversa, está tornando esse conteúdo publicamente acessível e, como outros conteúdos públicos da web, ele pode ser arquivado por serviços de terceiros”, acrescentou a porta-voz.

A opção de compartilhamento do Claude informa ao usuário que “qualquer pessoa com o link” pode visualizar o conteúdo, mas não afirma explicitamente que o link pode acabar nos resultados de pesquisa no Google.

Usuários do Reddit descobriram inicialmente os chats disponíveis publicamente, que abrangiam mais de 200 conversas com o Claude em pelo menos 25 páginas de resultados de pesquisa — algumas ocorridas há apenas algumas semanas.

Nas conversas, os usuários solicitaram que o chatbot respondesse a uma ampla gama de tópicos.

Em uma conversa de abril, um usuário pediu ao chat que redigisse uma postagem de blog inédita sobre segurança na nuvem, incluindo detalhes de um projeto corporativo. Em outra, do mês passado, um usuário perguntou ao Claude como “se tornar a Raposa de Nove Caudas?”, antes de esclarecer que queria se transformar literalmente de humano na criatura.

O Claude primeiro tentou mostrar ao usuário uma imagem gerada por IA, alegando que ele havia recebido “poderes de raposa totalmente funcionais!”.

Outras conversas com o Claude incluíram usuários buscando ajuda com seus currículos, incluindo nomes, informações de contato e histórico profissional. Alguns usuários chegaram a realizar o que parecia ser pesquisa confidencial para seus trabalhos, como na área da saúde, incluindo transcrições de conversas privadas.

Quando a OpenAI enfrentou, no ano passado, um problema quase idêntico com a disponibilização pública dos registros de bate-papo do ChatGPT, a empresa acabou alterando a forma como esses registros eram acessados.

O Grok, o chatbot de IA do X, plataforma social pertencente a Elon Musk, também teve centenas de milhares de registros de bate-papo disponibilizados publicamente no ano passado por meio de buscas online.

Um porta-voz do Google esclareceu à BBC que a empresa não controla “quais páginas são tornadas públicas na web”, afirmando que essa ação parte dos próprios sites.

“Oferecemos aos proprietários de sites controles claros para que decidam se as páginas podem ser rastreadas ou indexadas, e sempre respeitamos essas diretrizes.”

Como a indexação dos registros de bate-papo não está mais ocorrendo nos resultados de busca, é provável que a Anthropic tenha usado ferramentas disponíveis para bloquear rapidamente os links dos registros de bate-papo nos resultados de pesquisa.

O processo do Google para que um proprietário de site bloqueie um link é simples, mas deve ser iniciado pelo próprio proprietário do site.

Outros mecanismos de busca, como Bing, Brave e DuckDuckGo, nos quais os registros de bate-papo do Claude também apareceram, foram contatados para comentar, mas não haviam se manifestado até a publicação desta reportagem.

Fonte: BBC News

Governo libera R$ 5,7 bi no orçamento; Cidades, Transportes e Fazenda são os mais beneficiados

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Governo libera R$ 5,7 bi no orçamento; Cidades, Transportes e Fazenda são os mais beneficiados
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil.

Texto publicado no Diário Oficial detalha distribuição dos recursos entre ministérios e emendas parlamentares após revisão das projeções fiscais do governo.

O governo federal publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) na noite desta quinta-feira (30) o decreto que detalha a liberação de R$ 5,7 bilhões em gastos do Orçamento de 2026, anunciada na semana passada pela equipe econômica.

O texto atualiza a programação orçamentária e financeira da União após a revisão das estimativas de receitas e despesas feita no terceiro relatório bimestral de avaliação fiscal.

Para os ministérios, foram liberados R$4,5 bilhões, e entre os mais beneficiados estão:

  • Ministério das Cidades: R$ 1,2 bilhão;
  • Ministério dos Transportes: R$ 1,016 bilhão;
  • Ministério da Fazenda: R$ 540 milhões;
  • Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação: R$ 336 milhões;
  • Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar: R$ 300 milhões;
  • Ministério da Educação: R$ 280 milhões.

As emendas parlamentares também foram contempladas com liberação de R$1,2 bilhão.

A autorização foi concedida porque o governo reestimou as despesas previstas para este ano e concluiu que havia espaço dentro do limite existente no chamado arcabouço fiscal, a regra para as contas públicas aprovada em 2023.

Pelas regras, o crescimento dos gastos não pode superar 2,5% ao ano em termos reais, ou seja, acima da inflação do ano anterior. E o governo também não pode ampliar as despesas acima de 70% do crescimento projetado pela arrecadação.

A medida havia sido anunciada no último dia 24 pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento, juntamente com o relatório bimestral de receitas e despesas. Na ocasião, a equipe econômica informou que a revisão para baixo de algumas despesas obrigatórias abriu margem para ampliar os gastos discricionários, que são aqueles sobre os quais o governo tem maior poder de decisão.

Apesar da liberação de recursos, R$ 17,9 bilhões permanecem bloqueados no Orçamento deste ano. Os anexos do decreto mostram que esse montante continua sujeito a medidas de contenção distribuídas entre ministérios e emendas parlamentares.

Em maio, o governo havia informado uma contenção total de R$ 23,7 bilhões. Com a atualização das projeções fiscais, parte desses recursos pôde ser liberada, reduzindo o valor bloqueado.

Gastos livres

A liberação de despesas ocorrerá nos chamados gastos livres dos ministérios, ou seja, aqueles que não são obrigatórios.

Nessa categoria estão despesas administrativas, investimentos, manutenção de universidades federais, funcionamento de agências reguladoras, emissão de passaportes, bolsas da Capes e do CNPq, fiscalização ambiental e combate ao trabalho escravo, entre outras ações.

Já os gastos obrigatórios, que não podem ser alvo de bloqueio de recursos, envolvem, por exemplo, despesas com benefícios previdenciários, pensões, salário dos servidores públicos, abono e seguro-desemprego, entre outros.

Revisão das despesas

A equipe econômica também reduziu projeções de despesas primárias para 2026. Entre os principais recuos estão:

  • pessoal e encargos sociais: R$ 4,2 bilhões;
  • benefícios previdenciários: R$ 3,2 bilhões;
  • Benefício de Prestação Continuada (BPC): R$ 3,2 bilhões.

 

Segundo o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, a redução nas estimativas relacionadas aos benefícios previdenciários está ligada ao ritmo de concessão desses benefícios.

Por outro lado, o governo aumentou as projeções de gastos com:

  • abono salarial e seguro-desemprego: R$ 1,6 bilhão;
  • saúde: R$ 3,4 bilhões.

Meta fiscal

Além de cumprir os limites de crescimento das despesas previstos no arcabouço fiscal, o governo também precisa atingir a meta fiscal definida pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Para 2026, a meta é registrar superávit de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a cerca de R$ 34,3 bilhões. Pela legislação, há uma faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos.

Com a revisão das projeções de receitas e despesas anunciada na semana passada, o governo passou a estimar déficit primário de R$ 52 bilhões em 2026, ante uma previsão anterior de R$ 60,3 bilhões. Os anexos do decreto publicado nesta quinta-feira mantêm a projeção de déficit de cerca de R$ 52 bilhões para este ano.

Fonte: G1

A taxa de desocupação é de 5,4% e taxa de subutilização é de 12,9% no trimestre encerrado em junho

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Brasil aprova maior mudança da jornada de trabalho desde 1988
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Fonte: IBGE

A taxa de desocupação (5,4%) no segundo trimestre encerrado em junho de 2026, registrou variação de -0,7 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (6,1%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 5,8%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).

Fonte: IBGE

A população desocupada (5,9 milhões) apresentou declínio de -10,9%; ou seja 718 mil pessoas frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (6,6 milhões). Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (6,3 milhões) apresentou variação de -6,3%, significando uma redução de 392 mil pessoas desocupadas na força de trabalho.

A população ocupada (103,1 milhões) apresentou aumento de 1,1%; com 1.081 mil pessoas em relação ao trimestre anterior. Em relação ao período de abril a junho de 2025, o indicador apresentou variação positiva (0,7%), quando havia no Brasil 102,3 milhões de pessoas ocupadas, representando um adicional de 742 mil pessoas.

O nível de ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 58,8% no trimestre de abril a junho de 2026, apresentando um incremento de 0,5 ponto percentual frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 (58,2%). Em relação a igual trimestre do ano anterior, este indicador não apresentou variação estatisticamente significativa.

Fonte: IBGE

A taxa composta de subutilização da força de trabalho (12,9%) registrou variação de -1,4 ponto percentual em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (14,3%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, abril a junho de 2025, quando a taxa foi estimada em 14,4%, o quadro foi de queda (-1,5 p.p.).

A população subocupada por insuficiência de horas trabalhadas (4,1 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (6,6%), uma redução de 290 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador apresentou, também, variação negativa (-11,5%), quando havia no Brasil 4,6 milhões de pessoas subocupadas.

No trimestre de abril a junho de 2026, havia aproximadamente 14,7 milhões de pessoas subutilizadas no Brasil. Este contingente apresentou variação de -10,1%, ou seja, menos 1642 mil pessoas, frente ao trimestre de janeiro a março de 2026, ocasião em que a subutilização foi estimada em 16,3 milhões de pessoas. No confronto com igual trimestre do ano anterior, quando havia 16,5 milhões de pessoas subutilizadas, esta estimativa apresentou variação de -11,0%, significando uma redução de 1 809 mil pessoas subutilizadas.

A população fora da força de trabalho (66,5 milhões) permaneceu estável quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve expansão de 1,5% (acréscimo de 971 mil pessoas).

A população desalentada (2,3 milhões) apresentou redução em relação ao trimestre anterior (janeiro a março de 2026) de 14,7%, uma redução de 395 mil pessoas. Em relação ao mesmo período do ano anterior este indicador apresentou, também, variação negativa (-17,0%), quando havia no Brasil 2,8 milhões de pessoas desalentadas.

O percentual de desalentados (2,1%) no trimestre móvel referente aos meses de abril a junho de 2026, registrou variação de -0,4 p.p. em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026 (2,4%). Na comparação com o mesmo trimestre móvel do ano anterior, quando a taxa foi estimada em 2,5%, o quadro foi de queda (-0,4 p.p.).

Os empregados no setor privado com carteira de trabalho assinada (39,4 milhões) apresentaram estabilidade frente ao trimestre anterior. No confronto com o trimestre de abril a junho de 2025, houve, também, estabilidade.

Os empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada (13,6 milhões) apresentaram elevação em relação ao trimestre anterior de (2,2%), representando um incremento de 288 mil pessoas. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, foi registrado estabilidade.

Os empregados no setor público (13,0 milhões) apresentaram aumento de 2,6% frente ao trimestre anterior. Ao se comparar com o mesmo trimestre do ano anterior não houve variação estatisticamente significativa.

Na categoria dos trabalhadores por conta própria (26,1 milhões) foi registrado estabilidade na comparação com o trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, o indicador também apresentou estabilidade.

O rendimento real habitual recebido de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.738; registrando estabilidade frente ao trimestre de janeiro a março de 2026 e crescimento de 2,8% relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Fonte: IBGE

A massa de rendimento real habitual (R$ 380,3 bilhões) quando comparada ao trimestre móvel de janeiro a março de 2026 apresentou estabilidade. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve aumento de 3,6%, o que representa um acréscimo de R$ 13,2 bilhões na massa de rendimentos.

A força de trabalho (108,9 milhões) apresentou um incremento de 363 mil pessoas (0,3%), quando comparada com o trimestre de janeiro a março de 2026. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, houve estabilidade.

A análise da ocupação por grupamentos de atividade em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou aumento nos grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (3,9%, ou mais 235 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,6%, ou mais 489 mil pessoas). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Na comparação com o trimestre de abril a junho de 2025 foi observado aumento nos grupamentos: Transporte, armazenagem e correio (4,9%, ou mais 293 mil pessoas) e Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,9%, ou mais 541 mil pessoas). Houve redução no grupamento de Serviços domésticos (5,0%, ou menos 289 mil pessoas).

O rendimento médio mensal real habitualmente recebido no trabalho principal, segundo os grupamentos de atividade, do trimestre móvel de abril a junho de 2026, em relação ao trimestre de janeiro a março de 2026, mostrou que não houve crescimento em qualquer categoria.

Houve redução no grupamento de Administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,8%, ou menos R$ 145). A comparação com o trimestre de abril a junho de 2025 mostrou aumento nas categorias: Transporte, armazenagem e correio (4,3%, ou mais R$ 142), Outros serviços (7,5%, ou mais R$ 211) e Serviços domésticos (4,0%, ou mais R$ 55). Os demais grupamentos não apresentaram variação significativa.

Saiba mais sobre a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – Divulgação Mensal – PNAD Contínua/Mensal

Fonte: Agência Notícias IBGE

Novo Marco do Setor Elétrico impulsiona transição energética no Brasil

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Reforma tarifária para reequilibrar a geração distribuída de energia
Foto: Divulgação Isa Energia

Hélio Rafael, diretor de Vendas da Echoenergia, analisa, em artigo ao CNN Infra, como a Lei 15.269/2025 amplia a liberdade de escolha dos consumidores e fortalece o mercado livre de energia no Brasil

Indispensável na jornada de modernização do setor elétrico, a sanção da Lei 15.269/2025, que moderniza o Marco do Setor Elétrico, representa mais um avanço regulatório no sentido de estabelecer novas diretrizes para ampliar a segurança energética e a saudável expansão do mercado livre.

Ao estabelecer regras para a ampliação do ambiente de livre contratação, a nova legislação reforça, em bases mais sólidas, um processo já em curso: o de dar mais autonomia ao consumidor e transformar a forma como empresas contratam e gerenciam energia no país.

Esse avanço ocorre em um contexto de expansão do mercado livre. De acordo com dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), em 2025 o mercado livre totalizou cerca de 85 mil consumidores, responsáveis por aproximadamente 43% de toda a eletricidade consumida no Brasil. Mais do que números, esses dados refletem uma mudança estrutural na forma como a energia é percebida pelas empresas, deixando de ser apenas um custo fixo para se tornar uma variável estratégica.

A nova lei contribui para consolidar esse movimento ao definir uma abertura gradual do mercado a consumidores de menor porte. Na prática, isso amplia o acesso a um modelo que permite maior liberdade de escolha, flexibilidade contratual e, principalmente, previsibilidade de custos.

No mercado livre, as empresas passam a negociar diretamente o fornecimento de energia e a ter maior visibilidade sobre os componentes da fatura, como o custo da energia contratada, a tarifa de uso do sistema de distribuição, os encargos setoriais e as taxas de gestão. Esse nível de transparência permite um planejamento mais estruturado, reduz a exposição a oscilações e contribui para decisões mais assertivas ao longo do ano.

Outro ponto relevante é a possibilidade de contratação de energia proveniente de fontes renováveis. Em um contexto em que a agenda de sustentabilidade ganha espaço nas estratégias corporativas, o mercado livre se consolida como um caminho viável para alinhar eficiência econômica e compromisso ambiental.

Tal abertura, porém, demanda atenção dos consumidores na escolha do fornecedor de energia. Um provedor de energia confiável, com histórico de cumprimento de contratos, geração própria e maior lastro é um diferencial na hora de assinar o contrato. Essas são características que devem influenciar os consumidores e o mercado no futuro.

Já do lado das comercializadoras, um processo de adaptação se faz necessário. Diante dessa nova dinâmica de mercado e da chegada de milhões de novos consumidores, aquelas que entregarem valor aos seus clientes, incluindo um bom atendimento e uma jornada digital, terão um diferencial competitivo.

Mesmo que a aplicação prática da nova lei 15.269 ainda dependa de regulamentações, ela sinaliza uma direção clara para o setor. A tendência é que, à medida que o mercado avance, a energia passe a ser tratada de forma cada vez mais integrada à estratégia das empresas. Não apenas como um insumo, mas como um recurso de eficiência, previsibilidade e posicionamento no longo prazo.

Fonte: CNN Brasil

Parque da Mobilidade Urbana assume curadoria de mobilidade no Rio Innovation Week

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Parque da Mobilidade Urbana assume curadoria de mobilidade no Rio Innovation Week
Foto: Divulgação

Iniciativa reforça debate sobre soluções sustentáveis, conectadas e inclusivas para o deslocamento nas cidades, em parceria com a maior conferência de tecnologia e inovação da América Latina

O Rio Innovation Week, considerado o maior evento de tecnologia e inovação da América Latina, tem no Parque da Mobilidade Urbana (PMU) um de seus parceiros estratégicos para tratar do futuro dos deslocamentos nas cidades. A iniciativa, que integra a Plataforma CSC, foi confirmada como curadora do eixo de mobilidade urbana do RIW, reunindo especialistas, empresas e representantes do poder público para debater soluções sustentáveis, conectadas e centradas nas pessoas.

Realizado no Pier Mauá, na região portuária do Rio de Janeiro, o Rio Innovation Week se consolidou nos últimos anos como uma vitrine internacional para discussões sobre inteligência artificial, automação, biotecnologia e os caminhos da inovação urbana. O evento já reuniu centenas de milhares de visitantes em suas edições mais recentes, além de milhares de palestrantes nacionais e internacionais distribuídos por dezenas de palcos simultâneos, consolidando o Rio de Janeiro como um dos principais polos de inovação do país.

Leia mais: Parque da Mobilidade Urbana marca presença no Rio Innovation Week 2025, a maior conferência de tecnologia da América Latina 

Na curadoria assumida pelo Parque da Mobilidade Urbana, os debates giram em torno de temas como mobilidade urbana sustentável, tecnologia aplicada ao setor, infraestrutura e governança para o transporte do futuro, além da mobilidade acessível e inclusiva. A proposta reforça a urgência de repensar o deslocamento nas cidades brasileiras a partir de soluções que priorizem a equidade no acesso ao espaço urbano, um dos pilares que orientam a atuação do PMU desde sua criação.

O Parque da Mobilidade Urbana é reconhecido por promover a transformação urbana a partir de uma agenda que une sustentabilidade, inclusão e tecnologia, valores resumidos no próprio lema do projeto: disruptivo, sustentável e inclusivo. Organizado pela Necta, o PMU reúne trilhas temáticas que vão da mobilidade ativa e compartilhada à descarbonização do transporte, passando por planejamento urbano, logística, segurança viária, inclusão social e tendências da mobilidade aérea urbana. Além de sua presença em eventos parceiros como o Rio Innovation Week, o PMU tem edição própria prevista para novembro, no Expo Center Norte, em São Paulo, quando volta a reunir prefeitos, especialistas e empresas do setor em painéis, premiações e experiências interativas voltadas à mobilidade do futuro.

Leia mais: Inovação e Sustentabilidade no Centro do Debate: Prêmios Connected Smart Cities e Parque da Mobilidade Urbana postergam prazo de Inscrições para 2026

Ao integrar a programação do Rio Innovation Week, o Parque da Mobilidade Urbana amplia o alcance de um debate que já vinha sendo construído em suas edições regionais e nacionais, aproximando o tema da mobilidade urbana de um público diverso, formado por startups, investidores, gestores públicos e pesquisadores. Mais do que uma vitrine de tecnologias, a presença do PMU no evento carioca reafirma a ideia de que o futuro dos deslocamentos nas cidades brasileiras passa, necessariamente, por soluções que sejam ao mesmo tempo inovadoras, sustentáveis e acessíveis a todos.

FGTS distribuirá lucro de R$ 13 bilhões para trabalhadores nesta sexta; veja quem poderá sacar o valor

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FGTS distribuirá lucro de R$ 13 bilhões para trabalhadores nesta sexta; veja quem poderá sacar o valor
Foto: Lucas Figueira/G1

Depósitos começam a ser feitos nesta sexta-feira (31). Ao todo, 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta receberão os valores.

Amanhã (31) a Caixa Econômica Federal começará a distribuir parte do lucro obtido pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em 2025, podendo beneficiar diversos trabalhadores. (Confira mais informações abaixo)

O repasse, aprovado pelo Conselho Curador do FGTS na última terça-feira (28), será de R$ 13,04 bilhões, o equivalente a 89% do lucro do fundo no ano passado. Ao todo, 138,2 milhões de trabalhadores com saldo em conta receberão os valores.

Para calcular o valor que será creditado, o trabalhador deve multiplicar o saldo existente na conta do FGTS em 31 de dezembro de 2025 pelo índice 0,0186834.

Assim, quem tinha R$ 1 mil em uma conta do fundo no fim do ano passado, por exemplo, receberá, nessa mesma conta, R$ 18,68, e assim por diante.

Acesse a calculadora do g1 para simular o valor que você vai receber: CLIQUE AQUI

Veja abaixo perguntas e respostas sobre o lucro do FGTS:

  1. Poderei sacar o valor depositado?
  2. Quem tem direito a receber parte do lucro?
  3. Quando o depósito vai ser feito?
  4. Como posso consultar meu saldo?
  5. O depósito é diferente em cada conta vinculada?
  6. Qual é a rentabilidade?
  7. Qual é a regra de distribuição?

Poderei sacar o valor depositado?

As possibilidades de saque do saldo do FGTS permanecem as mesmas. Ou seja, não haverá mudanças nas regras atuais.

O FGTS funciona como uma reserva financeira para trabalhadores com carteira assinada e pode ser usado em casos como demissão sem justa causa, compra da casa própria e outras situações, entre elas:

  • aposentadoria;
  • término do contrato por prazo determinado;
  • falecimento do empregador individual ou decretação de nulidade do contrato de trabalho;
  • falecimento do trabalhador;
  • outros casos específicos, como calamidade pública e doenças graves.

Quem tem direito a receber parte do lucro?

Todos os trabalhadores que tinham saldo em contas do FGTS (ativas ou inativas) em 31 de dezembro de 2025 têm direito a receber uma parcela do lucro.

Quando o depósito vai ser feito?

Os valores serão creditados nas contas do FGTS dos trabalhadores nesta sexta-feira (31).

Como posso consultar meu saldo?

A consulta pode ser feita pelo site da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo FGTS, a partir do cadastro do trabalhador.

O depósito é diferente em cada conta vinculada?

Um mesmo trabalhador pode ter mais de uma conta do FGTS, referente a empregos diferentes. Por isso, o valor creditado é calculado separadamente para cada conta, com base no saldo existente em cada uma delas.

Quanto maior o saldo no FGTS, maior será o valor recebido da distribuição do lucro.

Qual é a rentabilidade?

Com a distribuição do lucro, a rentabilidade das contas do FGTS em 2025 será de 6,90%, o que representa um ganho real (acima da inflação) de 2,53 pontos percentuais.

Em 2025, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), a inflação oficial do país, foi de 4,26%.

Com a aprovação da distribuição, o crédito equivale a um acréscimo de 1,87% na rentabilidade de cada conta, proporcional ao saldo individual.

Qual é a regra de distribuição?

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), a remuneração do FGTS deve garantir, no mínimo, a correção pela inflação medida pelo IPCA em todos os anos.

Fonte: G1