Nessa entrevista, o prefeito de Curitiba, Rafael Greca, aborda sobre o impacto que o coronavírus teve na gestão de políticas públicas e também sobre como o investimento em urbanismo – a cidade foi a primeira colocada no eixo de urbanismo no Ranking Connected Smart Cities – auxiliou no combate à pandemia. O prefeito também vai explicar como a cidade está utilizando de novas tecnologias para auxiliar o governo no diálogo com a população em um momento de isolamento social.
SÃO PAULO: PREFEITURA INVESTE R$ 1 MILHÃO EM 10 STARTUPS QUE APRESENTARAM PROJETOS INOVADORES NO COMBATE À CRISE ECONÔMICA CAUSADA PELO CORONAVÍRUS
Iniciativas receberão cada uma apoio financeiro de R$ 100 mil, além de mentorias e aceleração para colocarem suas propostas em prática
A Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho anunciou nesta quarta-feira, 29 de abril, a lista das 10 startups selecionadas, entre os 69 projetos inscritos, que apresentaram iniciativas que combatam os efeitos econômicos da crise causada pela pandemia do coronavírus. Cada empresa receberá dois meses de mentoria e aporte financeiro de R$ 100 mil para acelerar a produção de soluções tecnológicas, que sejam aplicáveis imediatamente no combate aos efeitos econômicos do coronavírus.
A iniciativa, que será realizada pela Ade Sampa, agência vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, dará suporte à rápida implementação de soluções e na estruturação de um modelo de negócio que reduza os impactos econômicos da crise, garantindo a preservação de empregos no município e a geração de renda da população.
“Uma banca analisou os projetos e selecionou aqueles que podem gerar maior impacto positivo na guerra contra o coronavírus em vários setores como saúde, social, educação, comércio e serviços. Acreditamos que grandes ideias podem surgir em qualquer parte da cidade, principalmente na periferia que está sofrendo mais neste momento, por isso a Prefeitura de São Paulo decidiu apostar nessas soluções que podem ajudar toda a cidade a superar esse período difícil”, declara a secretária de Desenvolvimento Econômico e Trabalho, Aline Cardoso.
O processo de aceleração terá início no dia 8 de maio. Até o final de julho, os projetos irão participar de 10 mentorias coletivas e individuais para tirar dúvidas e receber orientações de como aplicar suas ações efetivamente na cidade de São Paulo.
“Recebemos 69 propostas de todas as regiões da capital. É muito bom ver que mesmo durante uma crise, as pessoas continuam pensando em iniciativas que podem ajudar toda a população, principalmente as pessoas que estão sendo mais afetadas neste momento”, afirma o presidente da Ade Sampa, Frederico Celentano.
ADE SAMPA
A Ade Sampa – Agência São Paulo de Desenvolvimento é uma entidade ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Trabalho que promove políticas de desenvolvimento econômico focadas no empreendedorismo, geração de renda, economia solidária e inovação tecnológica. A agência é responsável por programas de qualificação empreendedora como o Fábrica de Negócios e de incentivo a novos negócios de periferia como o Vai Tec, além de gerir as unidades do Teia, rede de coworking público localizados nas regiões periféricas da cidade.
CONHEÇA AS INICIATIVAS SELECIONADAS:
CAPPTA S.A.
A Cappta é um gateway que oferta produtos de meio de pagamento e está apresentando uma solução de parcelamento de contas e boletos, oferecendo a opção de parcelamento por meio de um aplicativo para celular. A solução contribui com a gestão orçamentária das empresas em um contexto de necessidade de recursos para fluxo de caixa. Além disso, a iniciativa também pode ser uma fonte de renda para pessoas que queiram trabalhar como correspondentes lotéricos, evitando as filas nos bancos e que a população saia de casa durante a pandemia.
Data Machina Inteligência em Análise de Dados Ltda
A iniciativa possui uma plataforma com dados geolocalizados da cidade de São Paulo que poderá ajudar em dois momentos. Primeiro no combate aos efeitos imediatos da pandemia, proporcionando o compartilhamento de recursos e insumos disponíveis entre a população. Segundo para quando a fase mais aguda da pandemia cessar e a crise econômica se tornar o foco de atenção, quando será necessário compartilhar recursos, ações e mudar a forma de produzir e gerir recursos. A plataforma poderá ajudar a conectar pequenos produtores, estoques e oportunidades comerciais para promover a geração de renda e a retomada econômica.
P2AS- Desenvolvimento de Software S/A
Expandir as funcionalidades do atual SP + Segura, aplicativo da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, compartilhando a mesma plataforma operacional para a criação de um sistema colaborativo de mapeamento geolocalizado epidemiológico para uso dos habitantes que apresentarem os sintomas de qualquer epidemia. Será disponibilizado um mapa localizado de da população diagnosticada e da imunizada para qualquer epidemia.
RN Costa Pesquisa e Design
Plataforma digital que oferece um sistema inovador de organização e sistematização de informações com múltiplas utilidades: transição off to on-line, gestão de informações sobre negócios locais e projetos sociais, além de dados relacionados à COVID-19. A “Mee” oferece uma plataforma que, não apenas sistematiza conteúdo proveniente de fontes confiáveis, por meio de uma curadoria humana, como otimiza sua compreensão através do uso de ferramentas e metodologias de design thinking.
Instituto Feira Livre
Plataforma de comércio on-line que assegura a continuidade e a expansão da distribuição de alimentos livres de agrotóxicos e saudáveis, seguindo premissas do comércio justo e transparência. A iniciativa tem como foco mobilizar forças para manutenção do suprimento de alimentos na capital por meio de iniciativas que visam fortalecer toda a cadeia produtiva, concentrando esforços especiais na atenção à saúde e a segurança do agricultor e do consumidor.
Fofuuu Soluções Tecnológicas para Saúde e Educação Ltda.
Plataforma originalmente criada para permitir a profissionais do setor de saúde (médicos e terapeutas) a realização tratamentos e orientações. O software pode ser controlado remotamente para a realização de atendimentos via telemedicina, ajudando uma ampla gama de profissionais de saúde a realizarem e darem continuidade aos atendimentos de seus pacientes durante o período de quarentena e após o pico da crise.
Keepz Consultoria em Tecnologia Da Informação Ltda
Plataforma e aplicativo de drive thru que permite que lojas realizem a entrega de seus produtos evitando aglomerações. O cliente compra pela internet e não precisa descer do carro para retirar o produto. A solução também possibilita a conexão direta com profissionais e ou empresas, além e servir também como mapeamento de comércios regionais, promovendo assim a economia local.
Boomit Inovação e Tecnologia Empreendedora Ltda
Plataforma de mentorias on-line para empreendedores que funciona a partir do matching entre mentores e empreendedores. A plataforma conta com um módulo específico para a sobrevivência dos empreendedores aos desafios gerados pela pandemia do coronavírus.
Mova Sociedade de Empréstimo entre Pessoas S/A
Criação de um produto de crédito emergencial para a crise covid-19 que não depende de um intermediário financeiro. A solução cria uma ponte direta entre quem precisa de recursos e as pessoas e empresas que têm dinheiro para emprestar, tudo isso devidamente intermediado e formalizado pela Fintech de Crédito, devidamente aprovada e supervisionada pelo BACEN.
Ideias de Futuro Ltda
Programa de Empreendedorismo Tecnológico voltado para jovens, principalmente estudantes do 8º ano do ensino fundamental até o último ano do ensino médio da cidade de São Paulo, totalmente on-line e gamificado, que abordará ferramentas de desenvolvimento de novos negócios, iniciação em programação e inovação. A iniciativa tem como foco preparar os jovens para o mercado de trabalho e para se desenvolverem profissionalmente.
Confira a lista dos selecionados
Fonte: Prefeitura de São Paulo
CUIABÁ ADOTA A UTILIZAÇÃO DE DRONES EM AÇÕES DE DESINFECÇÃO
No total, três equipamentos, com capacidade de 10 litros cada, passam a fazer parte da operação
A operação de desinfecção desenvolvida pela Prefeitura de Cuiabá entra em uma nova fase a partir de agora. O trabalho, que é realizado como forma de combate a propagação do novo coronavírus (Covid-19), passa a contar também com a utilização de drones. A primeira ação de pulverização área será realizada nesta segunda-feira (4). Na manhã de hoje, o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, fez uma vistoria nos aparelhos.
No total, três equipamentos, com capacidade de 10 litros cada e podendo fazer de 15 a 20 voos, serão utilizados pela Secretaria de Serviços Urbanos para a execução da atividade. As ações serão realizadas de segunda-feira a sábado, em aproximadamente 40 condomínios instalados em território cuiabano. O planejamento é de que os drones façam parte da operação pelo período de 90 dias.
“Cuiabá é a capital brasileira com o menor número de mortes por Covid-19 e estamos buscando manter a cidade fora de um destaque negativo. Queríamos estar comemorando um total de zero de vítimas, mas isso não foi possível. Todavia, continuamos adotando todas as medidas necessárias para manter a população protegida”, comenta o prefeito Emanuel Pinheiro.
O emprego de drones nas ações de desinfecção é uma sequência do trabalho que vem sendo desenvolvido pelo Município desde o dia 28 de março. Com diferentes ferramentas à disposição, no primeiro momento, o serviço foi colocado em prática por meio do uso de seis borrifadores costais e, posteriormente, ganhou o reforço de dois caminhões-pipa.
Com esse aparato, em pouco mais de 30 dias de operação, 377 ações de desinfecção já foram realizadas. A iniciativa atende praças, parques, vias, canteiros e unidades de saúde. O cronograma é montado com base em relatórios técnicos da Secretaria Municipal de Saúde, abrangendo os locais apontados com maior incidência do vírus.
“Os drones são parecidos com os utilizados no ramo da agricultura, porém adaptados para essa ação de desinfecção na zona urbana. Para esse trabalho, vamos utilizar o produto cloreto benzalcônio. Os equipamentos serão manuseados por pessoas especializadas e a Secretaria de Serviços Urbanos dará todo o apoio no controle de condomínios e outras atividades necessárias”, explica o secretário José Roberto Stopa.
Fonte: Prefeitura de Cuiabá
PLANEJAMENTO URBANO E BIG DATA
Em um mundo cada vez mais conectado, se torna essencial para gestores públicos adotarem tecnologias de armazenamento de dados para auxiliar no planejamento das cidades
A tecnologia está se tornando cada vez mais essencial na vida das pessoas. A sociedade atual está organizada em torno dos meios de comunicação e, pensando nisso, a evolução tecnológica infundiu uma nova era na qual o acesso à rede e a informação ditam as regras. Nesse novo contexto, o poder está centralizado em quem possui a expertise em analisar grandes quantidade de dados e o Big Data se revelou essencial na construção de cidades mais inteligentes e conectadas.
O termo Big Data foi inicialmente utilizado como maneira de caracterizar dados que excediam a capacidade de processamento de sistemas de banco de dados tradicionais. O conceito está atrelado ao volume, sendo esse o tamanho dos dados criados a partir de fontes; velocidade, que é a rapidez com que dados são gerados, armazenados, analisados e processados; e pela variedade, que refere-se aos diferentes tipos de dados gerados.
Além disso, outros conceitos passaram a permear o Big Data com o desenvolvimento dessa tecnologia, sendo esses a veracidade, ou seja, a exatidão dos dados armazenados; a variabilidade, já que a estrutura e significado dos dados tende a mudar constantemente; e o valor, referindo-se a vantagem que uma grande quantidade de dados pode proporcionar para um negócio baseado justamente na coleta, análise e gerenciamento de dados.
Na prática, isso significa que o volume de produção de dados tem aumentado exponencialmente todos os anos e a necessidade de estruturar essas informações nunca foi tão importante. Com essa nova massa de dados, é inevitável a construção de novas ferramentas capazes de gerenciar essas informações e proporcionar o desenvolvimento de soluções voltadas para os mais diferentes setores da sociedade, sendo talvez o principal deles a cidade.
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DEMOCRACIA DIGITAL
IoT É ESSENCIAL PARA A CONSTRUÇÃO DE CIDADES INTELIGENTES E CONECTADAS
BIG DATA E SMART CITIES
No contexto de cidades, smart cities são aquelas que conseguem utilizar o Big Data para facilitar o planejamento urbano, melhorar os serviços públicos, reduzir custos e também facilitar o contato entre gestores públicos e cidadãos. Neste sentido, as informações geradas pela população sempre foram essenciais para a gestão de uma cidade e, com o avanço da tecnologia e popularização de mídias sociais, é possível que o governo consiga utilizar o conjunto de informações geradas através da digitalização da vida social.
Uma cidade inteligente envolve recursos tecnológicos, institucionais e humanos. Pensando nisso, não basta apenas investir em tecnologia: o engajamento dos cidadãos é essencial para a construção de uma cidade. O ‘cidadão inteligente’ é aquele que auxilia na gestão urbana gerando informações, mapeando e discutindo questões que permeiam a vida urbana- entendendo que esses podem ser autores de soluções criativas e transformadoras para suas cidades.
Dentro do transporte, por exemplo, a tecnologia pode ser implementada para garantir um controle de tráfego mais preciso e reduzir o congestionamento em centros urbanos. Na saúde, mapear o histórico dos pacientes pode reduzir o custo no tratamento e facilitar um diagnóstico, além de conseguir controlar o fluxo de pessoas infectadas e reduzir o contágios de doenças infectocontagiosas. Já na educação, utilizar essa tecnologia pode auxiliar programas pedagógicos como maneira de criar ensinos personalizados de acordo com os padrões de aprendizagem.
Mas, talvez, a maneira mais eficiente que governos têm utilizado o Big Data é para o combate à corrupção: A Controladoria-Geral da União (CGU) percebeu irregularidades em 15 editais de licitação e pregões eletrônicos utilizando a tecnologia, sendo que a iniciativa economizou o que seria um prejuízo de R$ 812 milhões em licitações. A técnica implementada constitui basicamente na análise dos textos publicados no portal eletrônico de compras do Governo Federal para verificar irregularidades nos documentos. Além disso, com a estrutura necessária, é possível encontrar informações sobre orçamentos de projetos, o que dificulta a deturpação dos gastos.
Não é por acaso que o uso de Big Data está como um elemento central dos 17 Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável (SDG). O potencial desses dados é de auxiliar na conquista do desenvolvimento de cidades mais sustentáveis e inclusivas e um mundo cada vez mais igualitário e com governos transparentes.
Em meio a essa revolução tecnológica, com o desenvolvimento de sistemas de geolocalização, as redes sociais se tornaram instrumentos políticos e os gestores públicos passaram a obter o poder de reconhecer os problemas em tempo real. Apesar de ser um conceito complicado, seu objetivo é simples: Big Data pode ser um elemento essencial na gestão de cidades, facilitando o planejamento urbano, aproveitando melhor os recursos públicos e gerando uma melhor qualidade de vida aos cidadãos.
O Connected Smart Cities, entendendo a necessidade da aplicação de novas ferramentas tecnológicas como forma de construir cidades mais inteligentes, humanas e conectadas , está realizando uma série sobre tecnologia. Acompanhe nossas redes sociais para os próximos conteúdos.
Bloco #05 – Oportunidades que o novo marco legal de saneamento gerará para o setor privado
Entrevistados: Teresa Vernaglia, CEO – BRK Ambiental / Gustavo Guimarães, CEO – Iguá Saneamento / José Guilherme Cruz Souza, Sócio e Head de investimentos em infraestrutura – Vinci Partners
Entrevistadores: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados / Luiz Felipe Graziano, Sócio – Giamundo Neto Advogados / Sebastián Butto, Sócio – Siglasul
Questões abordadas:
– Quais oportunidades o novo marco legal gerará para o setor privado?
– O que vocês esperam de mudança no mercado após o novo marco legal?
Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – Investimentos do setor de saneamento | O novo marco do setor da Plataforma Connected Smart Cities
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DEMOCRACIA DIGITAL
Com a popularização de novas tecnologias que aproximam o gestor público do cidadão, o debate sobre novas maneiras de tornar a democracia cada vez mais participativa nunca foi tão latente
COMO TUDO COMEÇOU
Foi na Grécia Antiga, durante o século V a.C, que o primeiro governo democrático foi estabelecido. Apesar do regime ser popular, o nome democracia foi dado pelos opositores desse regime: “cracia”, da palavra grega kratos, significa força violenta e “demos” faz referência às pessoas “sem posses”, já que grande parte da população livre e politicamente ativa não fazia parte da oligarquia e nem dos militares.
A democracia nasceu quando homens livres que não faziam parte da elite grega passaram a ter direito à cidadania. Ao contrário do que muitos pensam, o modelo político sofreu muitas críticas na época e foi alvo duros comentários dos principais pensadores do período, Platão e Aristóteles. Apesar de um início turbulento, esse modelo foi se aprimorando ao longo dos anos e passou a ser valorizado pela preocupação ao coletivo e sistema de justiça: com o passar dos anos, diversos pensadores contribuíram para o que posteriormente ficou conhecido como democracia clássica e, atualmente, grande parte dos sistemas políticos são baseados na ideologia dessa concepção.
Com o desenvolvimento de sociedades cada vez mais numerosas e complexas, a participação direta dos cidadãos passou a ser substituída por um sistema centralizado de administração. Os Estados Modernos, reconhecendo a inviabilidade de organizar e coordenar um sistema que todos os cidadãos participassem diretamente das decisões, acabou por se configurar através de eleições populares para a escolha de governantes.
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PLANEJAMENTO URBANO E BIG DATA
A QUEDA DA DEMOCRACIA REPRESENTATIVA
Não faz tanto tempo que era preciso esperar o horário do jornal para se informar sobre o que estava acontecendo no campo político do país. Com sistemas cada vez mais complexos de representação, a ideia de governança foi se distanciando do seu principal agente: o cidadão.
No Brasil, o modelo de democracia representativa acabou se distanciando do cidadão por excessivos processos de burocratização do sistema político e distanciamento dos interesses sociais. Neste sentido, com a falta de espaço dentro da esfera pública para a atuação dos cidadãos, a população passou a desacreditar nos seus governantes. Tudo isso influenciou em uma ruptura na relação da população com o seu direito à cidadania, sendo que essa brecha abriu espaço para desinteresse público e aumento da corrupção.
Com a popularização de aparelhos televisivos, ficou mais fácil para a população acompanhar os debates políticos e a tomada de decisões, mas ainda assim o espaço oferecido por esse canal era muito restrito e a polarização da compra de horários televisivos por partidos com mais dinheiro limitava o recebimento de informações ao cidadão.
Foi só no início deste século, com a difusão da internet e criação de redes sociais, que os impactos dessa tecnologia causaram uma reviravolta nas relações humanas e criaram um novo espaço de representação política.
DEMOCRACIA DIGITAL
Se antes existia uma disputa por tempo na televisão, agora essa disputa é por seguidores. Cada vez mais, as redes sociais ocupam um espaço importante na vida dos cidadãos: através dessas é possível acompanhar notícias em tempo real, se posicionar, organizar manifestações e tudo com uma facilidade inconcebível à 20 anos atrás.
Com esse novo espaço de discussão política, a ideia grega de “virtude cívica”, ou seja, a participação dos cidadãos para a administração das cidades, se tornou pauta no que diz respeito à administração pública. Diferentes atores passaram a trabalhar soluções inteligentes e tecnológicas para incorporar a necessidade cada vez maior de participação política da população.
Além disso, empresas e startups passaram a ocupar um papel essencial na administração pública: as redes sociais permitem que os problemas de uma cidade sejam cada vez mais evidenciados, permitindo com que esses agentes passem também a pensar em soluções e consigam colocar medidas em práticas.
É um fato de que a implementação dessas novas tecnologias podem apoiar o governo na administração de recursos e planejamento urbano, o que gera economia e desenvolvimento de cidades cada vez mais inteligentes. Nunca foi tão essencial criar mecanismos para aproximar a população de seus governantes e restabelecer a ideia de que ser cidadão é ser parte essencial para o funcionamento e manutenção das cidades.
O Connected Smart Cities vai realizar uma série de matérias, vídeos e podcasts que tem como objetivo entender o papel que essas novas tecnologias exercem para a construção de cidades inteligentes.
#CONECTATALKS COM GOVERNADOR RENATO CASAGRANDE | O IMPACTO DA COVID-19 NO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Nessa entrevista, o Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, fala sobre o impacto que o coronavírus teve na mobilidade urbana e também sobre a digitalização do Estado – processo que já existia e se intensificou durante a pandemia.
Uma vez que o Governador é referência no tema, o outro assunto colocado em pauta são as parcerias público-privadas, no qual Renato Casagrande aborda a perspectiva que essas tem tido durante e pós COVID-19.
Bloco #02 – Mobilidade para as pessoas: vamos falar de mobilidade corporativa?
Os mitos da mobilidade corporativa e porque as empresas deveriam adotar o conceito de trabalhadores móveis
Entrevistados: Amélia Caetano, Consultora – Instituto Trabalho Portátil / Luis Banhara, Diretor Regional – Citrix / Luis Otávio Camargo Pinto, Presidente – SOBRATT – Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades / Paula Faria, CEO – Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility
Entrevistadora: Clarisse Cunha Linke, Diretora Executiva – ITDP – Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento
Questões abordadas:
– A dura realidade do COVID-19: sua empresa está preparada para o home office?
– Mitos da baixa produtividade e controle sobre o trabalho
– Depende de você criar uma equipe colaborativa, interdependente e responsável
Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – “Mobilidade Inteligente” da Plataforma Connected Smart Cities & Mobulity.
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A VOLTA À NORMALIDADE
Como diversas cidades do mundo estão ensaiando a volta a normalidade e quais medidas o Estado de São Paulo está tomando para garantir a segurança com a retomada do comércio
Uma pesquisa realizada pelo Imperial College, em Londres, aponta que as medidas de isolamento social adotadas por 11 países da Europa podem ter evitado mais de 120 mil mortes no continente europeu. O estudo calculou o número de vidas salvas até o dia 31 e, logo em seguida, diversos países da europa acompanharam uma diminuição gradativa no número de casos e começaram a tomar medidas de afrouxamento do isolamento social.
Contudo, o presidente da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom, pediu na segunda-feira (20) cautela aos governantes, em especial os da Europa, reforçando que reduzir as medidas de quarentena não significam o fim do coronavírus. E, de fato, de acordo com especialistas da área da saúde, não é possível se livrar de medidas de prevenção até uma vacina ser aprovada.
Seguindo na linha de ensaiar uma volta à normalidade, o Governo de São Paulo divulgou o planejamento de reabertura gradual dos setores produtivos que será implementado após o dia 10 de maio- a data que determina o fim da primeira etapa da quarentena. A flexibilização do isolamento social, que deve começar no dia 11 de maio, ficará a critério de cada município, sendo que a reabertura dos comércios, de acordo com João Doria, levará em consideração diversos fatores de disseminação da epidemia e devem estar alinhadas com o Comitê de Saúde do Centro de Contingência do Coronavírus. O governador ainda afirmou que a reabertura do comércio só conseguiu ser estruturada pelos esforços do governo em garantir condições de atendimento médico em massa e que nenhuma medida foi tomada de maneira irresponsável ou precipitada.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também está propondo a volta à normalidade e indicou que o funcionamento de escolas, creches, restaurantes e comércio varejistas sejam os primeiros a retomarem as atividades. A entidade assinou o documento “Plano de retomada da atividade econômica após a quarentena” em que o retorno das atividades está previsto para ao longo dos próximos 45 dias. De acordo com o documento, as atividades devem seguir um grau de essencialidade e os estabelecimentos devem funcionar em horários alternados para diminuir a concentração do fluxo no transporte público.
Especialistas apontam que é preciso se atentar para uma segunda onda de contágio, como já acompanhado em alguns países da Ásia que voltaram a tomar medidas de isolamento social. A volta a normalidade só será possível quando o coronavírus não apresentar mais risco de colapsar o sistema de saúde pública das cidades e isso só será possível garantir quando existir uma vacina para o vírus. Até lá, qualquer medida de retomada de atividades deve seguir protocolos de segurança e os governos devem estar atentos a possibilidade de voltar com a quarentena caso o número de casos aumente exponencialmente.
Bloco #01 – Mobilidade inteligente e a indústria automobilística
Porque a tecnologia, a inovação e a mobilidade são as palavras-chave para o futuro do setor automotivo?
Entrevistados: Renate Fuchs, Associate Director – Accenture / Ciro Biderman, Professor Doutor – FGV/CEPESP / Silvia Barcik, Sustainable Mobility Director e EV & New Mobility Manager – Renault Institute Brazil
Entrevistadores: Eduardo Jurcevic, CEO – Webmotors / Clarisse Cunha Linke, Diretora Executiva – ITDP – Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento
Questões abordadas:
– Inovação, sustentabilidade e inovação digital
– Sociedade digital, o novo consumidor e mercado pós COVID-19: como sobreviver com tantas mudanças?
– O futuro do carro: novo cigarro, novo gadget ou commodity?
Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – “Mobilidade Inteligente” da Plataforma Connected Smart Cities & Mobulity.
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