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POR UMA DISCUSSÃO MAIS ABRANGENTE

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É preciso expandir as discussões e debates sobre cidades inteligentes além do conceito de tecnologia

Por Willian Rigon

Quando o Connected Smart Cities abriu este novo espaço de conteúdo e comunicação e escalou um time de especialistas para desenvolverem colunas sobre os temas que a plataforma aborda e que permeiam os conceitos, desafios e necessidades das cidades inteligentes (smart cities) no Brasil e no mundo, me deparei com uma questão fundamental: o desafio de criar conteúdos relevantes, no meio de tanta informação disponível atualmente sobre o tema.

Em 2014, quando iniciamos o desenvolvimento do Connected Smart Cities, o contexto era outro, e o termo “smart city” não tinha sua popularidade atual, não era amplamente divulgado e raramente era utilizado e percebido pelo poder público.




Passados quase sete anos, vivemos uma nova realidade, e aqui não estou falando da pandemia e seus impactos, mas sim, da nova realidade da compreensão das “smart cities”. Isso porque o Connected Smart Cities, precursor em muitas das discussões atuais sobre o tema, penetrou os diferentes ecossistemas e conversou com diferentes atores que pensam, planejam, executam e criticam as cidades e suas relações.

Conseguimos, e aqui no plural, pois é uma vitória de todos aqueles que pensam e discutem o assunto, minimizar a distorção do conceito de cidades inteligentes, anteriormente simbiótica a tecnologia, para algo mais “smart”, inteligente…

Acredito que o pensamento fragmentado era um dos motivos da má interpretação do conceito, justamente porque frequentemente notava-se a correlação de um meio, a técnica ou o instrumento, ao termo smart cities, e não, como assim o faz mais sentido, a correlação de um problema ou sua solução com o conceito de smart cities.

DEMANDAS DAS CIDADES

Exemplifico: uma cidade com problemas de engarrafamento, assim sendo, de mobilidade, provavelmente gerado devido a intermitência dos fluxos urbanos de veículo, intensificado nos horários dos movimentos pendulares entre moradia e trabalho, instala um sistema de semáforos inteligentes, e dessa forma, consegue melhorar o fluxo de veículos em horários de pico, com redução dos engarrafamentos. 

Neste exemplo, o destaque que se propaga é o sistema, ou seja, a tecnologia utilizada, e a associação realizada por falha de comunicação, é que o que tornou a cidade mais inteligente, é a tecnologia. Bom, a tecnologia melhorou aquela situação, mas a correta associação pertence ao fato de que um problema existente foi solucionado, beneficiando sua população, por meio de uma análise, um planejamento e uma ação, neste caso, propiciada pelo serviço de engenharia e pelo instrumento tecnológico.

Este mesmo problema, em situações diferentes também poderia ser solucionado pelo replanejamento urbano e incentivo de usos mistos, reduzindo os movimentos pendulares; pela implantação de modais de transportes públicos mais eficientes e consequente redução do uso do veículo privado individual; pela geração de empregos em bairros dormitórios, por meio do entendimento das vocações e incentivo ao empreendedorismo; e talvez por uma série de outras possibilidades, com tempo de solução diferente, porém com resultados positivos para a qualidade de vida da população e assim, também tornando a cidade mais inteligente.

Logo, neste pequeno espaço de tempo que a plataforma CSC existe, conseguimos aqui no Brasil, evoluir a discussão sobre cidades inteligentes, do conceito inicial da União Europeia¹ que considera que uma cidade inteligente é um lugar onde as redes e serviços tradicionais se tornam mais eficientes com o uso de tecnologias digitais e de telecomunicações para o benefício de seus habitantes e negócios para um conceito, ou adaptação, utilizado pela FGV², onde as cidades inteligentes são sistemas de pessoas interagindo e usando energia, materiais, serviços e financiamento para catalisar o desenvolvimento econômico e a melhoria da qualidade de vida.

Podem parecer conceitos quase idênticos, ou parecidos, mas, na verdade, essa desassociação às tecnologias abre uma infinidade de possibilidades de discussões e conteúdos relevantes abordando resiliência, inclusão, participação, empreendedorismo, sustentabilidade, prosperidade, urbanismo e conexão que permitirão tornar nossas cidades melhores e rechear as colunas desta plataforma com conteúdo relevante para quem pensa e transforma as nossas cidades.

¹ https://ec.europa.eu/info/eu-regional-and-urban-development/topics/cities-and-urban-development/city-initiatives/smart-cities_en What are smart cities? A smart city is a place where traditional networks and services are made more efficient with the use of digital and telecommunication technologies for the benefit of its inhabitants and business.

² https://fgvprojetos.fgv.br/noticias/o-que-e-uma-cidade-inteligente 

MCOM PEDE PARA ANATEL CRIAR UMA REDE DE ALTA SEGURANÇA E PRIVATIVA DE COMUNICAÇÃO PARA O GOVERNO FEDERAL

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Rede privativa chegará a todo o território nacional com infraestrutura de cabos de fibra ótica

Foi publicada no dia 29/01, em edição extra do Diário Oficial da União, uma portaria que estabelece uma série de diretrizes para o edital do leilão do 5G. Dentre as determinações está a de criar uma rede privativa, de alta segurança e criptografada para a comunicação entre os órgãos da Administração Pública Federal. A portaria foi assinada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, que levantou esforços para que a rede de segurança fosse implantada.

Para que isso ocorra, a portaria elenca regras mais rígidas que limitam o perfil dos equipamentos que irão compor a rede privativa. A ideia é promover mais segurança para o tráfego de dados e de informações estratégicas do governo. As empresas que fornecerão equipamentos para essa rede precisam ter padrão de transparência e governança corporativa compatíveis com os exigidos no mercado acionário brasileiro.

A infraestrutura fixa da Rede Segura chegará a todos os estados por cabos de fibra ótica. Haverá também uma rede móvel de segurança para o Governo que se limita apenas ao Distrito Federal operando na faixa de 700MHz.

“Estamos falando de segurança nacional, da comunicação das Forças Armadas e da Administração Pública Federal. São dados que dizem respeito à segurança pública e à defesa do nosso país. Por isso, o nosso esforço em viabilizar a construção dessa rede segura que pertencerá à União”, disse o ministro das Comunicações Fábio Faria.

OUTRAS MEDIDAS

Com a nova portaria, cidades, vilas, áreas urbanas isoladas e aglomerados rurais com população superior a 600 habitantes, ainda desassistidos, serão atendidos com banda larga móvel em tecnologia 4G ou superior. A medida deve beneficiar cerca de 18 mil localidades e atender a mais de 8,8 milhões de brasileiros.

A portaria regulamenta ainda que todas as rodovias federais devam receber de forma obrigatória o sinal 4G ou superior. Além disso, prioriza as BR-163, BR-364, BR-242, BR-135, BR-101, BR-116. Ao todo, são mais de 48 mil Km de estradas que ainda não possuem nenhuma cobertura móvel.

Além das medidas para a banda larga móvel, os recursos do leilão irão custear a implantação de 12 mil quilômetros de cabos de fibra ótica subfluvial. A estrutura será instalada em leitos de rios como o Rio Negro, o Rio Solimões e o Rio Amazonas. O projeto Norte Conectado abrange cerca de 13 mil km de cabos de fibra óptica, totalizando um investimento de R$ 1,2 bilhão.

A estimativa é de que a infraestrutura chegue a localidades que somam 2.200 Escolas Urbanas Públicas, 9,4 mil Unidades Básicas de Saúde e Hospitais, 162 instituições de segurança pública e 18 Institutos Federais e de Ciência e Tecnologia. A iniciativa vai beneficiar mais de 9,5 milhões de pessoas, sendo 1,7 milhões de alunos da rede pública de ensino em todo país.

Entre outras diretrizes, o documento prioriza, ainda, o atendimento de rede por fibra ótica de altíssima velocidade a municípios das regiões Norte e Nordeste do país que ainda não possuem esse tipo de cobertura, bem como municípios que constam nas rotas de integração nacional do Ministério do Desenvolvimento Regional. Assim, regiões que se enquadrem nessa especificidade terão conexão por fibra ótica.

Outro detalhe é que as operadoras deverão oferecer serviço de roaming obrigatório. Isso permitirá que usuários de uma operadora tenham conexão em uma região onde sua operadora contratada não dispõe de cobertura.

Com informações da Assessoria de Comunicação e Imprensa do Ministério das Comunicações

ENTENDA O QUE É BLOCKCHAIN

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Com alta capacidade de transparência e segurança, blockchain virou o foco do desenvolvimento de smart cities

Com alta capacidade de transparência e segurança, Blockchain virou o foco do desenvolvimento de smart cities: com a criação dessa tecnologia, surgiu a possibilidade de realizar não apenas transações monetárias, mas também transações de valor, como por exemplo o comércio de energia renovável.

Blockchain é uma combinação de tecnologias que permite o suporte à transação de criptomoedas, sendo que as propriedades deste sistema permitem mais segurança e inviolabilidade dos dados- com a evolução dessa tecnologia, cada vez mais, transações mais complexas podem acontecer.



Entre as vantagens de se utilizar Blockchain, está o fato do banco de dados não ser alterável, o que garante mais segurança para as transações, além de possibilitar uma autogestão para os dispositivos permitindo que funcionem de maneira isolada de um controle central. A tecnologia permite justamente a criação de sistemas de identidade digital descentralizada, o que possibilita que o cidadão possa fazer gestão dos seus dados.

Com isso, blockchain surge como ferramenta que permite uma melhor comunicação entre os governantes e os cidadãos, através de uma interação digital que facilita processos burocráticos, como ir no cartório, por exemplo. Além disso, a tecnologia permite que cidadãos tenham acesso ao destino dos recursos públicos, promovendo maior transparência no planejamento urbano. Ou seja, a tecnologia permite maior eficiência nas transações do governo, além da criação de um novo mercado tecnológico, sendo uma carta na manga para uma governança mais eficiente.

Cada vez mais, cidades do mundo estão investindo nessa tecnologia: desde 2015, foram investidos US$ 8,9 bilhões no setor. No Brasil, os investimentos ainda são tímidos, sendo que nos primeiros dez meses de 2020 o montante investido no setor foi de US$ 1,6 milhão. Ainda, o estudo “Distrito Blockchain e Criptomoedas Report”, que apontou a distribuição geográfica das startups de blockchain pelo país, mostra que grande parte dessas estão concentradas nas regiões Sudeste (67,4%) e Sul (19,9%). As empresas restantes estão localizadas nas regiões Nordeste (6,1%), Centro-Oeste (4,4%) e Norte (2,2%).

O volume de produção de dados tem aumentado exponencialmente todos os anos e a necessidade de estruturar essas informações nunca foi tão importante. Com essa nova massa de dados, é inevitável a construção de novas ferramentas capazes de gerenciar essas informações e proporcionar o desenvolvimento de soluções voltadas para os mais diferentes setores da sociedade, sendo talvez o principal deles a cidade.

CONFIRA MAIS MATÉRIAS SOBRE TECNOLOGIA EM SMART CITIES:
IoT É ESSENCIAL PARA A CONSTRUÇÃO DE CIDADES INTELIGENTES E CONECTADAS
PLANEJAMENTO URBANO E BIG DATA
TECNOLOGIA VOLTADA PARA O SETOR DE SANEAMENTO

ELETROMOBILIDADE

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Quais são os desafios para a eletromobilidade no Brasil e como os gastos no setor são também investimentos

 

A maneira como se entende a mobilidade urbana mudou muito com a chegada de novas tecnologias: o ‘novo normal’ fez com que mudanças que já estavam ocorrendo dentro desse setor fossem aceleradas e soluções inovadoras passaram a ser essenciais para garantir mais sustentabilidade para as cidades.

O Connected Smart Cities & Mobility realizou um webnar para discutir a eletromobilidade e universalização de carros elétricos que contou com a presença do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, além de Jens Giersdorf, Diretor de projeto – GIZ – Cooperação Alemã, Sergio de Oliveira Jacobsen, CEO – Operating Company Smart Infrastructure – Siemens Brasil e a diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP), Clarisse Cunha Linke.

De acordo com Igor Calvet, o governo já está trabalhando para que a infraestrutura de recarga, com novos modelos de negócios públicos e privados, seja possível no país: “Todos os países enfrentam talvez os mesmos obstáculos: custo, autonomia, tempo de recarga, infraestrutura de recarga e, por fim, assimetria de informação do consumidor”.

Discutir mobilidade é um dos grandes desafios para cidades se tornarem mais inteligentes e conectadas. O monitoramento de fluxo em tempo real nas vias através de câmeras e sensores, sistemas de controle semafóricos e os próprios aplicativos de mobilidade que indicam rotas alternativas são exemplos de como a tecnologia está alterando a maneira de como se entende o setor.

Dentro desse contexto, para que exista uma mudança dentro do setor de eletromobilidade no país, é preciso que o país tenha financiamento para colocar em prática as estratégias do setor. Investir em mobilidade elétrica é transformar o ecossistema de transportes e investir também em uma melhora da qualidade de ar, saúde e mobilidade para a população.

QUER SABER MAIS SOBRE ELETROMOBILIDADE? CONFIRA NOSSAS MATÉRIAS:
Série Mobilidade Inteligente | Bloco #04 – Eletromobilidade e a universalização de carros elétricos no brasil
AUMENTA O INTERESSE PELA ELETROMOBILIDADE NO PAÍS
ELETROMOBILIDADE E OS DESAFIOS NO CENÁRIO BRASILEIRO

PLATAFORMA INÉDITA FACILITA ACESSO A ÍNDICES CRIMINAIS DE SÃO PAULO; CONHEÇA O “SOU DA PAZ ANALISA – DADOS ONLINE”

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Benefícios das plataformas no-code para o setor público

Divulgado desde 2012, boletim Sou da Paz Analisa ganha versão interativa e de fácil navegação “Sou da Paz Analisa – Dados Online”, voltada a jornalistas, pesquisadores e público em geral interessado em acompanhar números da segurança pública

O Instituto Sou da Paz, que desde 2012 se propõe a facilitar o acesso e compreensão dos índices criminais do estado de São Paulo por meio do boletim periódico “Sou da Paz Analisa”, acaba de lançar a nova plataforma Sou da Paz Analisa – Dados online (dadosonline.soudapaz.org/), desenvolvida para viabilizar o acesso de jornalistas, pesquisadores e sociedade civil como um todo aos números da violência de todo o estado de São Paulo.

Por meio de uma interface amigável e que não demanda conhecimento técnico para navegação, o portal permite que os usuários acessem mapas temáticos e gráficos cruzando diferentes crimes ou regiões e se informem, de maneira intuitiva e simples, sobre os índices de homicídios, roubos e outros crimes violentos em suas cidades e regiões. É possível acessar também dados de letalidade e mortalidade policial do estado, publicados mensalmente pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP/SP) e pelas Corregedorias das Polícias Civil e Militar do Estado, permitindo acesso em um único ambiente a informações que são disponibilizadas em diferentes sites oficiais.

Para Leonardo de Carvalho, coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz, é importante desmistificar as estatísticas criminais e torná-las acessíveis para a população. “Recebemos muitos pedidos de ajuda sobre os dados criminais de São Paulo. A maior parte destes dados estão disponíveis no site da SSP, mas as pessoas não conseguem encontrá-los. Para resolver esse problema, desenvolvemos uma plataforma que entrega esses dados, de forma intuitiva, junto às análises desenvolvidas pelo Sou da Paz”, diz.

O diferencial da plataforma é a possibilidade de visualizar os dados em mapas, gráficos e análises temáticas, elaboradas pelos pesquisadores do Instituto Sou da Paz, a partir do cruzamento dos registros criminais e a incidência destes em diferentes regiões do estado. Dessa forma, pessoas que não acompanham regularmente as estatísticas criminais, terão menos dificuldades em se informar sobre os índices em seus municípios.

Entre suas funcionalidades, é possível também que, com uma busca por nome da rua, o usuário saiba qual é a delegacia mais próxima e que também consulte estatísticas de ocorrências registradas no Distrito Policial de sua região.

“Para o Sou da Paz, a transparência das estatísticas de segurança pública sobre violência e criminalidade são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a construção de políticas de prevenção da violência”, comenta Carolina Ricardo, diretora-executiva do Instituto Sou da Paz. “Os dados precisam ser utilizados pela sociedade e para isso é necessário criar plataformas amigáveis para que a população possa acompanhar as estatísticas criminais sem a necessidade de conhecimento técnico. Esta é a importância da plataforma”, diz.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Sou da Paz 

GOVERNO DO PI FIRMA PARCERIA PARA INVESTIMENTOS EM ENERGIA LIMPA E TRATA DA CONCLUSÃO DA TRANSNORDESTINA

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Em São Paulo, o governador visitou o Centro de Monitoramento de Energia Solar e teve uma reunião sobre as obras da ferrovia Nova Transnordestina

O governador Wellington Dias visitou, nessa terça-feira (27), o Centro de Monitoramento de Energia Solar, em São Paulo, acompanhado da superintendente de Parcerias e Concessões do Estado, Viviane Moura, buscando mais parcerias e investimentos para o Piauí.

O governador do Piauí e presidente do Consórcio Nordeste firmou uma parceria para a implantação de um novo projeto de investimento em energia limpa no Nordeste. “Celebramos uma parceria para trabalhar exatamente o monitoramento de energia solar e eólica no estado do Piauí. Mais do que isso, também o compromisso de trabalharmos em um projeto totalmente arrojado, nesse caso, Energia Limpa Nordeste”, ressaltou Wellington.

NOVA TRANSNORDESTINA

Ainda em São Paulo, Wellington tratou sobre o andamento das obras da ferrovia Nova Transnordestina, com Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), empresa responsável pelo empreendimento, além do ex-ministro-chefe da Secretaria Nacional dos Portos da Presidência da República (SEP/PR), Pedro Brito, e Marconi Perillo, ex-governador do Estado de Goiás.

Dias afirmou que a obra vai prosseguir e que o trecho do Piauí estará pronto até 2022. “Em agenda com a direção da empresa Transnordestina, tivemos a oportunidade de tratar sobre o andamento da obra, o que nos traz uma notícia boa: os trabalhos vão prosseguir. Definindo, a partir de onde ela vai ficando pronta, está chegando em Simplício Mendes, Paes Landim, São Miguel do Fidalgo. Nessa região vamos definir um ponto para carga e descarga, ao mesmo tempo, na região de Picos, Paulistana, Jacobina e ainda na divisa com Pernambuco e Ceará, para que, ao completar os primeiros 165 quilômetros, já garantir as condições de carga e descarga. Esse é o caminho que vai mudar completamente a região. A parte do Piauí tem chances reais de ficar pronta até 2022”, disse o governador.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado do Piauí 

PESSOA COM DEFICIÊNCIA E EMPREGO É TEMA DE PESQUISA DA SECRETARIA DE ESTADO DOS DIREITOS DA PESSOA COM DEFICIÊNCIA

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Em sua última semana para resposta, a ação busca conhecer as expectativas de qualificação profissional, acesso e barreiras ao emprego para as pessoas com deficiência

Buscando conhecer o perfil dos profissionais com deficiência do Estado de São Paulo, a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência lançou a pesquisa “Pessoa com Deficiência e Emprego”. A ação, que está na última semana para respostas, tem como objetivo traçar novas estratégias e implantar ações que potencializem o processo da inclusão profissional das pessoas com deficiência.

Devido ao aumento da taxa de desemprego ocasionada pela atual crise econômica disparada pela pandemia do novo coronavírus e pela histórica de exclusão do acesso da pessoa com deficiência ao mercado de trabalho, a Secretaria quer conhecer os principais desafios encontrados, o interesse em qualificação profissional e as principais barreiras no acesso e permanência da Pessoa com deficiência no mercado de trabalho.

Segundo a Base de Dados dos Direitos da Pessoa com Deficiência, há mais de 3 milhões de pessoas com deficiência no estado de São Paulo, sendo apenas 1,17% desta população ativa no mercado de trabalho. Ainda, de acordo com dados do CAGED do 3o Trimestre, tivemos um saldo negativo no número de pessoas com deficiência admitidas e demitidas, de 8.244

“Cada um com o seu talento, pode e deve desenvolver suas aptidões. Neste quesito a empregabilidade é o melhor caminho, com isso a pesquisa “Pessoa com Deficiência e Emprego” feita pelo Governo de SP, por meio da nossa Secretaria, busca exatamente conhecer o perfil deste seguimento e entender as dificuldades e barreiras que as impedem de estarem no mercado de trabalho”, ressaltou a Secretária de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Célia Leão.

Destinada às pessoas com deficiência, a pesquisa pode ser respondida até 31 de janeiro de 2021 por meio do link: https://bit.ly/PesquisaEmprego

Pesquisa totalmente acessível em Libras: https://bit.ly/PesquisaEmpregoLibras

Com informações da Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo 

METAS DO GOVERNO FEDERAL PREVEEM INTERNET POR FIBRA ÓPTICA EM 99% DOS MUNICÍPIOS BRASILEIROS

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O Centro de Estudos e Pesquisas em Tecnologia de Redes e Operações (Ceptro.br) divulga a plataforma Conectividade na Saúde
Foto: Marcello Casal Jr.

Atualmente, a demanda por telefonia fixa vem caindo, enquanto a de internet banda larga só aumenta

Decreto presidencial com a definição de metas e prazos foi publicado nesta quinta-feira (28); A Anatel tem até três meses para indicar os locais que devem receber a infraestrutura

O presidente Jair Bolsonaro editou o decreto que dispõe sobre o novo Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU V), válido para o quinquênio de 2021 a 2025. O texto define as metas que devem ser cumpridas pelas concessionárias de serviços de telecomunicações.

Atualmente, a demanda por telefonia fixa vem caindo, enquanto a de internet banda larga só aumenta. Para aumentar a oferta e a qualidade do acesso à internet em banda larga, o decreto revisa metas de planos anteriores para direcionar investimentos na implantação de redes de fibra ótica, o chamado backhaul. São redes de alta capacidade e velocidade que permitirão a conexão de localidades à rede nacional de telecomunicações, por onde trafegam todos os dados de internet.

O Plano prioriza localidades sem acesso às redes de fibra ótica no País. A fibra a ser implantada deve possuir capacidade mínima de 10 gigabits por segundo e atender a municípios, vilas, áreas urbanas isoladas e aglomerados rurais que não dispõem da infraestrutura, indicados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Em resumo, o PGMU vai levar a infraestrutura de suporte à banda larga a locais que ainda não possuem redes modernas de telecomunicações.

Com a medida, a estimativa é de que a cobertura de internet por fibra óptica alcance 5.500 municípios, equivalente a 99% dos municípios brasileiros até 2024.

O decreto também determina que 1.105 locais ainda sem acesso à banda larga móvel 4G sejam priorizados para receber esse sinal nos compromissos do edital do 5G.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Ministério das Comunicações

JUSTIÇA DO ACRE INICIA OPERAÇÃO DO JUÍZO 100% DIGITAL

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O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) formalizou, nesta terça-feira (26/1), o Juízo 100% Digital. O projeto foi instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e viabiliza a execução de todos os atos processuais exclusivamente por meio eletrônico e remoto. A medida segue um dos principais eixos definidos pela gestão do ministro Luiz Fux no CNJ, voltada para o incentivo à inovação tecnológica, eficiência na prestação do serviço jurisdicional e a redução de custos do Judiciário.

No Acre, o Juízo 100% Digital começa a ser aplicado como projeto piloto em 4 unidades em Rio Branco: 1ª e 4ª Vara Cível, 1ª Vara da Fazenda Pública e Vara de Execuções Fiscais. Com a iniciativa, o TJAC pretende dar mais acesso à população, que terá condições de ingressar nos serviços judiciários por meios eletrônicos, além de tornar a tramitação de processos mais célere e eficaz.

O conselheiro do CNJ Marcos Vinícius Jardim Rodrigues, que foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB/AC), participou do encontro e ressaltou a vanguarda do Poder Judiciário acreano. “Tivemos o desafio de manter os serviços jurisdicionais diante do isolamento social e as tecnologias foram amigas, foram essenciais para isso. Os tribunais que investiram em tecnologia conseguiram. Por isso, agradeço e parabenizo o Tribunal de Justiça do Acre pela vanguarda ao aderir esse projeto.”

Para o presidente do TJAC, desembargador Francisco Djalma, é importante continuar avançando no uso da tecnologia. “Essas medidas vêm e precisamos adotar. Se não tivéssemos com o processo eletrônico quando começou a pandemia, teríamos parado. Por isso, acredito que as tecnologias vêm para melhorar e facilitar a prestação dos serviços.”

Por meio do projeto de Justiça digital, todos os atos processuais, como audiências e sessões, são exclusivamente realizados por videoconferência. As audiências são gravadas em áudio e vídeo, inseridas no processo e têm valor jurídico equivalente às presenciais, asseguradas a publicidade dos atos praticados e as prerrogativas processuais de advogados e partes. O atendimento da unidade judiciária a operadores de Direito e à sociedade é também realizado por meios eletrônicos, que são divulgados nos portais dos tribunais.

O modelo digital é optativo e não implica alteração de competência das unidades judiciárias. Para um processo tramitar no Juízo 100% Digital, a parte demandante deve aderir à modalidade no momento da distribuição da ação, podendo o demandado opor-se a essa modalidade de realização de atos processuais até o momento da contestação.

O TJAC é 20º tribunal a aderir ao Juízo 100% Digital. Além dele, já executam o projeto os Tribunais de Justiça do Amazonas (TJAM), da Bahia (TJBA), do Ceará (TJCE), do Espírito Santo (TJES), de Goiás (TJGO), de Minas Gerais (TJMG), do Maranhão (TJMA), do Mato Grosso (TJMT), do Mato Grosso do Sul (TJMS), de Pernambuco (TJPE), do Rio Grande do Norte (TJRN), do Rio de Janeiro (TJRJ), de Rondônia (TJRO) e de São Paulo (TJSP), além do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF), Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (TRT14), que atende aos estados de Acre e Rondônia, do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT9), que atende aos trabalhadores paranaenses, do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que atende à população de estados do Nordeste, e do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que atua na região Sul.

SEGURANÇA

Para garantir que a Justiça digital seja ainda mais segura, o CNJ implantou o Comitê de Segurança Cibernética do Poder Judiciário. O grupo, com participação de representantes de órgãos do sistema de Justiça e da segurança pública, reforça o ecossistema digital dos tribunais e demais órgãos jurisdicionais do país, estabelecendo processos de trabalho orientados para a boa gestão da segurança da informação.

Em dezembro, o Plenário do CNJ aprovou três normativas foram elaboradas pelo Comitê de Segurança Cibernética: o Protocolo de Prevenção a Incidentes Cibernéticos, o Protocolo de Gerenciamento de Crises Cibernéticas no Poder Judiciário e o Protocolo de Investigação para Ilícitos Cibernéticos. Eles regulamentam e fortalecem os processos de prevenção, gerenciamento e investigação que envolvem a gestão da segurança digital em cada tribunal.

O Comitê ainda vai manter constante atualização e acompanhamento das regras de compliance e assegurar o cumprimento da Lei de Acesso à Informação, do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). “Estamos procurando nos aperfeiçoar e garantir a segurança cibernética do sistema digital do Poder Judiciário, estabelecendo estratégias, métodos para uma justiça digital imune a qualquer tipo de incidente”, explica o presidente do CNJ, ministro Luiz Fux.

Com informações da Agência CNJ de Notícias

PANDEMIA CAUSA PREJUÍZO DE 9,5 BI AO TRANSPORTE COLETIVO URBANO EM 2020

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Queda do número de passageiros causa 61.436 demissões no ano passado, além de redução e paralisações do serviço

O forte impacto das medidas de isolamento social para conter a propagação da Covid-19 persiste no transporte coletivo urbano de todo o país. A redução do número de passageiros e outros indicadores negativos resultaram em R﹩ 9,5 bilhões de prejuízos acumulados pelas empresas de ônibus urbano no período de 16 de março a 31 de dezembro de 2020. O montante supera em R﹩ 700 milhões as estimativas iniciais do setor, indicando uma frustração das expectativas quanto à recuperação econômica do segmento de transporte público ao longo do ano passado.

Os dados constam do levantamento Impactos da Covid-19 no Transporte Público por Ônibus da Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU). O estudo consolida informações de uma amostra que reúne 116 sistemas de transporte operados por empresas associadas em capitais, regiões metropolitanas, cidades grandes, médias e de pequeno porte de todo o país.

QUEDA DA DEMANDA

Os prejuízos das empresas são decorrentes, principalmente, da redução da demanda por transporte urbano de passageiros, em número muito maior que os ajustes feitos na oferta do serviço pelos órgãos gestores locais. A quantidade de viagens realizadas por passageiros chegou a cair 80% nas primeiras semanas da crise e foi se recuperando lentamente, mas sem alcançar os níveis anteriores (gráfico). Em dezembro de 2020, a redução média verificada chegou a 39,1%.

No começo da pandemia, a NTU projetou que 2020 terminaria com uma demanda de 80% da existente antes da Covid-19 e com 100% da frota em operação (oferta). Mas não foi o que ocorreu. O ano terminou com 61% da demanda usual e 80% da frota em circulação.

O presidente executivo da NTU, Otávio Cunha, esclarece que o prejuízo do setor, após dez meses de impacto da pandemia, é resultado da drástica redução de demanda e, consequentemente, da receita tarifária, que superou em muito a redução da oferta. “Os prejuízos continuarão enquanto a tarifa paga pelo passageiro for a única fonte de financiamento do serviço na maior parte das cidades”, destaca.

EMPREGO

A mão de obra representa, em média, 50% do custo total das operadoras, e a crise financeira impactou também o nível de emprego do setor. O estudo cita dados do Painel do Emprego da Confederação Nacional do Transporte (CNT) para indicar que o setor de Transporte Rodoviário de Passageiros Urbano perdeu em todo o país 61.436 postos de trabalho. Foram 39.513 admissões e 100.949 desligamentos de janeiro a novembro do ano passado.

O setor de transporte coletivo urbano gerava cerca de 405 mil empregos diretos em todo o país antes da pandemia; a redução da força de trabalho, em torno de 15% desse total, só não foi maior graças às reduções das jornadas e salários ou suspensões dos contratos trabalhistas autorizadas pela Lei Federal nº 14.020/2020, que instituiu o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

“As empresas têm feito o máximo esforço para manter seus colaboradores. A flexibilização das regras trabalhistas foi uma alternativa importante que ajudou a manter os empregos nesse cenário tão crítico”, destaca Otávio Cunha, presidente executivo da NTU. Sem o Programa Emergencial, encerrado em dezembro passado, e sem recuperação da demanda, novos ajustes provavelmente terão que ser feitos pelas empresas. Por essa razão, a NTU enviou ofício ao secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco Leal, na quinta-feira (21/01), no qual solicita a renovação do Programa Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda.

Otávio Cunha alerta que, se as medidas de flexibilização de jornada e salários ou suspensão de contratos não forem restabelecidas, as empresas voltarão a ter um impacto significativo. “Se essa realidade perdurar, somada à continuidade da queda da receita e à falta de apoio do governo federal com alguma medida de socorro específica para o setor, mais operadoras do serviço poderão falir ou encerrar suas atividades”.

Segundo o levantamento da NTU, 15 empresas operadoras e 3 consórcios operacionais suspenderam ou encerraram a prestação de serviços desde o mês de março. “A partir deste mês de janeiro já estamos verificando um aumento significativo de greves e paralisações dos serviços em todo o Brasil”, destaca o presidente da NTU. Cinquenta e cinco sistemas de transporte registraram paralisações dos serviços decorrentes de 122 greves e manifestações, motivadas principalmente por atrasos de salários e demissões provocados pela crise do setor. Uma ajuda emergencial de R﹩ 4 bilhões para estados e municípios investirem no reequilíbrio de seus sistemas de ônibus, trens e metrôs, aprovada pelo Congresso em novembro, foi vetada no final do ano pelo presidente Jair Bolsonaro.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO

Apesar da crise, desde o início da pandemia a NTU vem orientando as empresas a seguirem todas as normas sanitárias indicadas por organismos nacionais e internacionais de saúde, como OMS e Ministério da Saúde. Hoje, as empresas vêm adotando protocolos rígidos para colaboradores e passageiros. As medidas mais recorrentes adotadas são a higienização e limpeza dos veículos, redução do uso do dinheiro para pagamento da tarifa, marcadores de distanciamento e limitação de passageiros para reduzir as aglomerações e medição da temperatura, a exemplo das práticas adotadas em outros países. O uso de máscaras é a medida mais difundida, sendo atualmente exigida em cidades de 25 estados brasileiros.

Mais informações estão disponíveis no Boletim Impactos da covid-19 no transporte público por ônibus: https://mla.bs/668a7114

Com informações da Assessoria de Imprensa da NTU