Digitalização e análise de dados transformam estacionamentos em fontes estratégicas de inteligência para otimizar operações, melhorar a experiência do usuário e apoiar decisões de negócio.
Quem vive a rotina das cidades, especialmente as metrópoles, deve ter notado que os estacionamentos já não são só espaços para guardar carros. Essa lógica está ultrapassada. Cada entrada, saída, tempo de permanência e forma de pagamento agora fazem parte de um combo de informações que podem mostrar padrões de mobilidade e comportamento.
Por trás dessa realidade está uma mudança silenciosa, mas decisiva: a digitalização das operações, sejam elas em um shopping, um estádio, um aeroporto, um teatro, um parque e por aí vai. As novas tecnologias incorporaram leitura automática de placas, reservas digitais de vagas feitas por aplicativo e pagamentos eletrônicos que, integrados a sistemas de gestão, produzem um volume de informações.
Para se ter uma ideia, na INDIGO, apenas no segmento de shoppings, contamos com mais de 3 bilhões de dados gerados. Não se trata apenas de saber quantas vagas estão ocupadas em determinado empreendimento. É possível descobrir horários de pico, tempo médio de permanência, frequência dos usuários, perfil de demanda, eficiência da operação e até analisar estratégias de precificação a partir de eventos na região.
Quando os empreendimentos conhecem seus fluxos, é possível ter uma visão otimizada da distribuição das equipes, ajustar os preços, planejar possíveis expansões do espaço e potencializar investimentos. Esse conjunto de fatores é fundamental para oferecer aos usuários uma experiência cada vez melhor e mais personalizada.
Por exemplo: em um shopping, os dados podem orientar decisões de marketing para atrair um público específico. Se o gestor percebe que há uma frequência de determinados perfis, por que não oferecer programas de fidelização?
Outro avanço está na possibilidade de analisar os dados de forma integrada. Ao comparar operações localizadas em diferentes regiões ou inseridas em contextos distintos, é possível identificar tendências que dificilmente seriam percebidas de maneira isolada. Esses padrões contribuem para compreender como fatores econômicos, urbanos e até culturais influenciam a circulação de pessoas e veículos.
A análise de dados nos estacionamentos está levando o mercado para um novo patamar. Incorporar tecnologias a esses espaços pode ser um ponto muito estratégico para a receita e para se aproximar dos clientes ideais. Quem se beneficia disso? Tanto o empreendimento quanto o usuário.
As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC.

Thiago Piovesan é CEO da Indigo Brasil, líder mundial em gestão de estacionamentos e mobilidade individual. Presente em mais de 350 cidades de 10 países, a empresa trabalha para criar espaços que propiciem jornadas tranquilas, conectando serviços e modais de mobilidade aos usuários e ajudando no desenvolvimento de cidades inteligentes e agradáveis para as pessoas.





