Principal reservatório da Grande São Paulo opera com 39,9% da capacidade, abaixo da média histórica. Medida busca aumentar a segurança hídrica.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) foi autorizada a aumentar a captação de água da bacia do Rio Paraíba do Sul, que abastece o estado do Rio de Janeiro, para reforçar o Sistema Cantareira – o principal manancial da Grande São Paulo, que atende cerca de 10 milhões de pessoas.
Atualmente, o Cantareira opera na “faixa de atenção”, com 39,9% da capacidade, abaixo da média histórica. Já o nível do Sistema Integrado Metropolitano (que reúne sete represas) está em 52,5%.
A autorização, em caráter temporário e excepcional, foi aprovada na segunda-feira (22) pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e órgãos de gestão hídrica de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A medida busca aumentar a segurança hídrica diante da persistência da estiagem.
Com a decisão, o volume máximo anual que poderá ser transferido do reservatório da Usina Hidrelétrica Jaguari, no Sistema Paraíba do Sul, para o reservatório Atibainha, integrante do Cantareira, passará dos atuais 162 hectômetros cúbicos (cada hm³ equivale a 1 bilhão de litros) para até 268,28 hm³ em 2026. A autorização vale até 31 de dezembro de 2026.
Segundo os órgãos gestores, a medida atende um pedido da Sabesp e recebeu apoio dos comitês das bacias hidrográficas de Paraíba do Sul, Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e Alto Tietê.
A autorização ocorre em um momento de atenção em relação ao Sistema Cantareira, que pode entrar na chamada faixa 3, de alerta, se o nível continuar abaixo de 40%. A medida levaria à redução da vazão autorizada para captação no manancial de 31 m³/s (mil litros por segundo) para 27 m³/s.






