Levantamento mostra que apenas 94 das 2.558 cidades analisadas se aproximam das metas previstas no Marco Legal do Saneamento.
Um estudo mostrou que menos de 5% dos municípios brasileiros estão próximos da universalização do saneamento. Ou seja, de 2.558 cidades analisadas, apenas 94 delas estão próximas de garantir que toda a população tenha acesso aos serviços de água potável, de coleta e tratamento de esgoto.
O levantamento, divulgado nesta terça-feira (9), é da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). Os municípios avaliados incluem todas as capitais do país e abrangem aproximadamente 80% da população brasileira.
Entre as capitais, Curitiba apresenta o melhor desempenho. Salvador, Brasília, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Aracaju estão na segunda categoria mais alta. Já Porto Velho, capital de Rondônia, registrou o menor desempenho, seguida de outras capitais da região Norte, como Belém, Macapá e Manaus.
Com base no levantamento, a Abes destaca que a maior parte das cidades do país está distante da meta do Marco Legal do Saneamento. A lei prevê universalizar os serviços até 2033, garantindo água potável para 99% da população brasileira e coleta e tratamento de esgoto para 90%.
O estudo também analisou a relação entre os níveis de saneamento e as internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado, como diarreias, hepatite A, cólera e febre tifoide.
Entre os municípios de saneamento mais crítico, a taxa média de internações é de 198 por 100 mil habitantes. Em cidades com níveis melhores, essa taxa cai para 84 por 100 mil habitantes, mostrando a importância do tratamento de esgoto para a saúde da população.
Fonte: CBN Brasil






