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Circuito Literário no RN vai promover a leitura em cidades do interior

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Circuito Literário no RN vai promover a leitura em cidades do interior
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Primeira fase, prevista para junho e julho, vai percorrer 14 cidades

O Rio Grande do Norte ganhou nesta quinta-feira (14) um projeto voltado à promoção do livro, da leitura e da formação cultural por meio do Clip – o Circuito Literário Potiguar. O projeto, inédito de interiorização da leitura e valorização dos autores locais, está orçado em R$ 2,2 milhões, parceria do governo estadual com o Ministério da Cultura. A previsão é que dure três meses.A ação integra a Política Nacional de Leitura e Escrita. E prevê dezenas de atividades formativas itinerantes e deve impactar o interior potiguar e também a capital, como explica a governadora Fátima Bezerra.

“Ele vai percorrer as 15 regionais de Educação-Cultural que nós temos no Rio Grande do Norte. E desemboca com a Bienal, a grande feira do livro, em Natal. Esse Circuito vai ser para quê? Para interiorizar o incentivo ao livro”.

A primeira fase, prevista para junho e julho deste ano, vai percorrer 14 cidades do interior. Começa por Apodi, Mossoró e Pau dos Ferros e termina em Parnamirim. Em agosto, a capital, Natal, recebe uma segunda etapa do Circuito, encerrando esta primeira edição.  Em cada cidade a duração do projeto é de dois dias. Haverá feira de livros composta por editoras, sebos e autores independentes.

As localidades receberão também duas oficinas cada, além de mesas de conversa, saraus, apresentações de artistas locais e circulação de autores e agentes culturais. A intenção é formar cidadãos com mais interesse pela leitura e pela construção de uma consciência crítica.

Os temas das oficinas foram definidos após consulta às secretarias municipais de cultura para identificar demandas específicas. Entre as modalidades oferecidas estão cordel, slam, quadrinhos, escrita criativa, roteiro para podcast e cinema, jornalismo e poesia.

Fonte: Agência Brasil

30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros ‘ninjas’ e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil

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30 anos de urna eletrônica: quem eram os engenheiros 'ninjas' e como foi a missão de digitalizar o voto no Brasil
Foto: Reprodução/TV Globo

Equipamento começou a ser usado em 1996 para combater fraudes e acelerar a apuração dos votos. Desenvolvimento teve participação de pesquisadores e engenheiros de São José dos Campos.

A urna eletrônica, principal símbolo das eleições brasileiras nas últimas décadas, completa 30 anos nesta quarta-feira (13). Foi em 1996 que o equipamento começou a ser usado oficialmente no país, mudando a forma de votar e apurar eleições no Brasil.

Os engenheiros e pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento da urna ficaram conhecidos como “ninjas” – leia mais abaixo.

Criada para substituir as cédulas de papel e reduzir fraudes eleitorais, a urna eletrônica nasceu de um esforço conjunto entre especialistas da Justiça Eleitoral e técnicos de instituições de referência em tecnologia, como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e o então Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos.

Desde então, o equipamento já foi utilizado em 15 eleições e se tornou peça central da democracia brasileira.

Os ‘ninjas’ da tecnologia

O grupo de ‘ninjas’ reunia profissionais do Inpe, do Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e da Aeronáutica, além de integrantes da Justiça Eleitoral. Entre eles estavam Paulo Nakaya, Mauro Hashioka, Antônio Ésio Salgado, o “Toné”, Oswaldo Catsumi e Giuseppe Janino, coordenados por Paulo Camarão.

O desafio era criar um equipamento seguro, resistente e capaz de funcionar em qualquer região do país.

“A gente tinha que propor um equipamento robusto, seguro e inviolável”, afirmou Toné.

Como surgiu a urna eletrônica

A ideia de informatizar o voto começou a ganhar força no fim dos anos 1980, mas ganhou forma em 1995, durante a gestão do então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Carlos Velloso.

Segundo ele, a proposta surgiu em uma conversa informal com o técnico em informática Paulo Camarão, durante uma partida de tênis em Brasília.

“Tudo começou com uma simples conversa”, relembrou Velloso em entrevista ao g1.
A partir dali, o TSE criou grupos técnicos para desenvolver o projeto da urna eletrônica, reunindo especialistas em informática, segurança, logística e processo eleitoral.

Infográfico: Veja a cronologia da urna eletrônica no Brasil
Foto: Arte/g1

O que mudou nas eleições

Antes da urna eletrônica, a votação era feita em papel e a contagem dos votos podia levar dias. Especialistas apontam que o antigo sistema era mais vulnerável a erros e fraudes durante a apuração manual.

Com a informatização do voto, o resultado passou a sair em poucas horas e houve redução significativa de problemas ligados à contagem manual.

O cientista político José Maurício Cardoso do Rego avalia que a urna ajudou a fortalecer a confiança no processo eleitoral.

“Com a implantação das urnas eletrônicas, há uma inibição clara desse processo de fraude”, afirmou.

Segurança e ataques

Ao longo dos 30 anos, a segurança da urna eletrônica passou por atualizações. Atualmente, os equipamentos utilizam assinaturas digitais, criptografia e sistemas de verificação desenvolvidos pela Justiça Eleitoral.

Além disso, o TSE realiza periodicamente o Teste Público de Segurança, em que especialistas tentam encontrar vulnerabilidades nos sistemas eleitorais.

Segundo os criadores da urna, a preocupação com possíveis fraudes esteve presente desde o início do projeto.

“Não dá para fraudar uma urna eletrônica sem descaracterizar completamente o sistema”, afirmou Toné.

De 2 MB aos modelos atuais

O primeiro modelo da urna, a UE96, tinha apenas 2 megabytes de memória e utilizava disquetes.

Em 1996, cerca de 30% do eleitorado votou eletronicamente. Hoje, o sistema é usado em todas as cidades do país e serve de referência internacional.

Ao menos 33 países já utilizaram algum modelo de votação eletrônica, segundo dados citados pelos pesquisadores envolvidos no projeto.

Orgulho para os criadores

Três décadas depois, os responsáveis pela criação da urna eletrônica dizem enxergar o projeto como uma contribuição histórica para a democracia brasileira.

“É um sentimento de que realmente fiz alguma coisa útil”, resumiu Toné.

Fonte: G1

Anvisa identificou mais de 100 lotes de produtos da Ype contaminados

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Anvisa identificou mais de 100 lotes de produtos da Ype contaminados
Foto: Divulgação/SEDCON

Fiscalização que resultou a suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de diversos produtos da marca, também detectou 76 irregularidades na empresa

A inspeção sanitária da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) que resultou na suspensão da fabricação, venda, distribuição e uso de diversos produtos da Ypê, identificou mais de 100 lotes contaminados da empresa. Durante a fiscalização, técnicos identificaram “descumprimentos relevantes em etapas críticas do processo produtivo”.

De acordo com a agência, a inspeção, realizada entre os dias 27 e 30 de abril deste ano, em ação conjunta com o CVS-SP (Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo) e a Vigilância Sanitária de Amparo, também detectou 76 irregularidades na empresa.

Nesta quarta-feira (13), a diretoria colegiada da Anvisa retirou de pauta o julgamento do recurso apresentado pela Ypê sobre a medida da agência. Segundo Leandro Pinheiro Safatle, diretor-presidente da Anvisa, a avaliação e a deliberação do tema devem ser retomadas pelo colegiado na próxima sexta-feira (15).

“A empresa apresentou os investimentos já realizados, intensificou os esforços para adequação das irregularidades e se comprometeu a apresentar medidadas para correção dessas ações nesta quinta-feira (14), com vistas ao cumprimento das determinações sanitárias […] Assim, reiteramos [aos consumidores] a não utilização dos produtos listados na resolução e de buscar o serviço de atendimento ao consumidor da empresa”, apontou o diretor-presidente.

Em nota, a Ypê afirmou que continua em colaboração com as ações da Anvisa. Leia a nota na íntegra:

“A Ypê informa que está em colaboração máxima com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na busca por uma solução definitiva para a situação envolvendo a suspensão da venda, comercialização e uso dos seus lava-roupas líquido, lava-louças líquido e desinfetantes com lotes de fabricação final 1, conforme dispõe a RE 1.834/2026.

Como parte desse processo, representantes da Ypê se reuniram com a agência ontem (12) e apresentaram uma atualização do plano de ação com a evolução do seu processo fabril, reafirmando sua observância integral às recomendações pontuadas pela Anvisa. A empresa está apresentando informações detalhadas e laudos técnicos de microbiologia com verificações realizadas nos processos, bem como a análise de risco para o consumidor. Por essa razão, a Ypê solicitou à Diretoria Colegiada da Anvisa a manutenção dos efeitos do recurso que suspendeu a RE 1.834/2026, até que seja concluída a apresentação da documentação ao órgão regulador.

A Ypê, uma empresa 100% brasileira com 75 anos de história, reitera seu compromisso permanente com a segurança e a saúde dos consumidores, reforça que tem mantido diálogo contínuo, técnico e colaborativo com a Anvisa”.

Julgamento

O julgamento, previsto para essa quarta, pretendia decidir se a Anvisa manteria ou não a proibição da fabricação e distribuição de lote de produtos da marca. A suspensão automática da Resolução 1.834/2026 ocorreu depois que a Ypê apresentou um recurso à Anvisa, na última sexta-feira (8).

Em coletiva nessa segunda-feira (11), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, já havia adiantado que o caso seria avaliado com maior profundidade pela Diretoria Colegiada nesta quarta.

Segundo o ministro, os consumidores devem manter os produtos Ypê guardados em local seguro enquanto a empresa realiza o recolhimento dos lotes afetados. Ele reforçou que reservar os produtos pode ser importante tanto para o descarte correto quanto para eventual ressarcimento ao consumidor.

Entenda o caso

A Anvisa suspendeu na última quinta-feira (7) a fabricação, comercialização, distribuição e venda de produtos das categorias lava-louças, lava-louças concentrado, lava-roupas líquidos e desinfetantes da Ypê. A medida também determinou o recolhimento dos produtos afetados.

A decisão atingiu todos os lotes com numeração final 1 e foi tomada após inspeção realizada em parceria com órgãos da vigilância sanitária do estado de São Paulo e do município de Amparo, no interior paulista.

Segundo a Anvisa, a fiscalização identificou irregularidades em etapas consideradas críticas da produção, incluindo falhas nos sistemas de controle de qualidade e garantia sanitária. A agência afirmou que os problemas representam descumprimento das regras de Boas Práticas de Fabricação e podem levar à contaminação microbiológica dos produtos.

Na sexta-feira (8), a Ypê apresentou recurso administrativo contra a resolução. Com isso, a decisão da Anvisa passou a ter efeito suspensivo até análise da Diretoria Colegiada da agência.

Mesmo após obter a suspensão temporária da medida, a empresa informou que decidiu manter paralisadas as linhas de produção da fábrica de líquidos responsáveis pelos produtos envolvidos no caso.

Fonte: CNN Brasil

Niterói reúne gestores e especialistas em encontro regional da Plataforma CSC

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Niterói reúne gestores e especialistas em encontro regional da Plataforma CSC
Foto: Divulgação

Niterói sediou, nesta quinta-feira (14), a Reunião Estratégica Regional da Plataforma CSC, consolidando o protagonismo do município no cenário nacional de inovação urbana e planejamento estratégico.

O encontro foi realizado na Sala Nelson Pereira dos Santos, no Reserva Cultural, em São Domingos, reunindo gestores públicos, especialistas, representantes da iniciativa privada e autoridades municipais para debater soluções inteligentes voltadas ao futuro das cidades.

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, destacou a importância da troca de experiências entre municípios e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à inovação, sustentabilidade e qualidade de vida.

“Niterói tem se consolidado como uma referência nacional em planejamento urbano e inovação, com políticas públicas que colocam a qualidade de vida das pessoas no centro das decisões. Receber a Reunião Estratégica Regional da Plataforma Connected Smart Cities é uma oportunidade de compartilhar experiências, fortalecer parcerias e avançar na construção de soluções inteligentes para os desafios das cidades. Acreditamos na colaboração entre municípios como caminho para promover desenvolvimento sustentável e inclusivo em todo o país”, afirmou Rodrigo Neves.

A programação abordou temas ligados à transformação digital, sustentabilidade, mobilidade urbana, segurança pública integrada, resiliência climática e fortalecimento dos ecossistemas de inovação. O encontro também promoveu a troca de experiências entre municípios e ampliou o diálogo sobre políticas públicas voltadas ao desenvolvimento urbano sustentável.

“Receber em Niterói a Reunião Estratégica Regional do Connected Smart Cities reforça o protagonismo da cidade no debate sobre inovação urbana e planejamento estratégico. Os investimentos em tecnologia precisam estar conectados a políticas públicas e ao planejamento da cidade. Em Niterói, as ações de segurança pública, mobilidade, defesa civil e inovação caminham de forma integrada, sempre com foco em melhorar a qualidade de vida da população”, avaliou o secretário executivo, Felipe Peixoto.

Referência nacional em inovação urbana, Niterói ocupa a terceira posição entre as cidades mais inteligentes do Brasil e lidera o ranking na Região Sudeste, segundo o Connected Smart Cities.

“Os resultados alcançados por Niterói refletem um trabalho contínuo de planejamento, gestão baseada em dados e integração entre políticas públicas. Cidade inteligente não é apenas tecnologia, mas a capacidade de conectar serviços, gestão e políticas públicas com foco nas pessoas. Niterói mostra como é possível transformar planejamento, inovação e integração em qualidade de vida para a população”, disse a CEO e idealizadora da Necta e da Plataforma Connected Smart Cities, Paula Faria.

Durante o evento, a consultora em Cidades e Comunidades Inteligentes e Sustentáveis, Fabienne Schiavo, ressaltou o avanço de Niterói na construção de políticas públicas voltadas à gestão inteligente e ao uso estratégico da tecnologia. Segundo ela, o diferencial da cidade está na forma como os dados, indicadores e ferramentas tecnológicas vêm sendo utilizados para apoiar decisões e melhorar a vida da população.

“Niterói hoje não trata a cidade inteligente apenas como uma vitrine de tecnologia. A cidade já trabalha isso como um caminho de gestão. O uso da tecnologia está conectado às políticas públicas, às prioridades e ao impacto real na vida das pessoas”, reforçou Fabienne Schiavo.

Soluções para o futuro das cidades – A Reunião Estratégica Regional também fortaleceu a integração entre o poder público e o setor privado, promovendo conexões institucionais e ampliando o debate sobre soluções inovadoras para os desafios urbanos contemporâneos.

No evento, foram realizadas mesas-redondas sobre planejamento urbano, segurança pública, inovação e resiliência climática. A programação destacou iniciativas do Plano Estratégico Niterói Que Queremos 2050, investimentos em tecnologia e integração das forças de segurança, além das ações da Defesa Civil voltadas ao monitoramento e prevenção de riscos climáticos.

Fonte: Prefeitura de Niterói

Cidade inteligente começa na gestão: governança pública como infraestrutura da transformação urbana

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Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Dados, processos, transparência e coordenação institucional são a base para que municípios transformem inovação em capacidade pública duradoura.

Durante muito tempo, falar em cidade inteligente significou falar em tecnologia. Sensores, aplicativos, plataformas e painéis ocuparam o centro do debate público. Esses elementos são importantes, mas representam apenas a face visível da transformação urbana. Antes da tecnologia que chega ao cidadão, existe uma infraestrutura menos aparente e decisiva: a capacidade interna do governo de organizar dados, integrar áreas, melhorar processos, monitorar resultados e sustentar prioridades públicas.

Por isso, a cidade inteligente começa na gestão. A transformação digital municipal depende de maturidade institucional, centralidade no cidadão, interoperabilidade, dados abertos e coordenação. A Lei Federal nº 14.129/2021, conhecida como Lei do Governo Digital, associou digitalização à desburocratização, simplificação da relação entre Estado e sociedade, participação social e apoio técnico aos entes federados. Digitalizar significa reorganizar a gestão pública para entregar melhor.

O conceito de cidade inteligente ganhou popularidade antes de ganhar densidade administrativa. Tornou-se comum associá-lo à inovação tecnológica, enquanto se discutiu menos a capacidade das prefeituras de sustentar essa agenda com estratégia, governança e controle. O impacto das tecnologias urbanas depende da competência do município para transformá-las em valor público, assegurar continuidade entre governos e gerar melhorias concretas para a vida urbana.

Municípios que estruturam escritórios de dados, observatórios, plataformas de indicadores e programas de melhoria de processos mostram que a inovação pública exige mais do que ferramentas. O desafio está em compartilhar, validar, integrar e utilizar informações de forma contínua. Barreiras culturais, retenção de dados nas áreas, baixa confiança na continuidade dos projetos e fragmentação administrativa podem comprometer iniciativas promissoras. Assim, a cidade inteligente é também um desafio organizacional, político e cultural.

É nesse ponto que a governança pública exerce papel estruturante. O Tribunal de Contas da União destaca governança como liderança, estratégia e controle. A ABNT NBR 17265:2026 reforçou essa agenda ao propor um referencial técnico nacional para avaliar, direcionar e monitorar a gestão pública. Na prática, inovação precisa de direção institucional, definição de papéis, articulação entre estruturas, prestação de contas e coerência entre planejamento, execução e monitoramento.

Essa compreensão desloca a agenda de dados de uma função operacional para uma posição sistêmica. Dados, processos, projetos e transparência passam a compor uma arquitetura capaz de conectar informação e valor público. A lição é direta: cidades inteligentes não nascem inteligentes. Elas são construídas. Essa construção depende da capacidade do poder público de articular método e permanência. Dados, transparência, processos e projetos importam, mas só produzem transformação consistente quando operam sob uma lógica de governança pública.

Por fim, quem deseja cidades mais inteligentes, sustentáveis e resilientes precisa olhar com seriedade para a gestão municipal. Não como retaguarda administrativa, mas como o espaço onde se definem prioridades, se organizam evidências, se constroem mecanismos de continuidade e se decide se a inovação será apenas linguagem de ocasião ou capacidade pública duradoura. Em tempos de transições políticas frequentes, tratar governança como condição de futuro urbano deixou de ser sofisticação: tornou-se requisito de responsabilidade pública.

Segurança Jurídica e Governança Fiscal: Por que o modelo brasileiro de concessões virou referência internacional

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Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Com avanço de PPPs, uso de Dispute Boards, metodologias sofisticadas de gestão de riscos e responsabilidade fiscal, o Brasil consolida um ambiente mais previsível e atrativo para investidores em infraestrutura: movimento impulsionado por iniciativas como a Plataforma P3C.

O modelo brasileiro de concessões e Parcerias Público-Privadas (PPPs) atravessa um momento de consolidação que vem chamando a atenção de investidores, organismos multilaterais e especialistas em infraestrutura ao redor do mundo. Em pouco mais de duas décadas desde a criação da Lei nº 11.079/2004, o país não apenas ampliou significativamente o volume de contratos firmados, mas também desenvolveu mecanismos sofisticados de governança, solução de conflitos e gestão fiscal que transformaram o ambiente regulatório brasileiro em uma referência internacional de segurança jurídica e atratividade para investimentos de longo prazo.

O crescimento do setor é expressivo. Entre 2014 e 2024, os contratos de PPPs registraram um aumento próximo de 300% em comparação à primeira década de vigência da legislação. O avanço não está relacionado apenas à necessidade de ampliar a infraestrutura nacional, mas também à construção gradual de um ecossistema institucional capaz de oferecer previsibilidade para investidores em contratos que, muitas vezes, ultrapassam 30 anos de duração. Nesse contexto, especialistas apontam que a maturidade do mercado brasileiro deixou de ser medida apenas pela quantidade de leilões realizados e passou a ser avaliada pela capacidade de gestão contratual, mitigação de riscos e sustentabilidade fiscal.

Leia mais: ANTT sedia evento com autoridades e especialistas internacionais para debater o presente e futuro das concessões e PPPs na América Latina

Diferentemente da percepção ainda comum de que PPPs representam uma forma de “privatização”, o modelo brasileiro mantém o Estado em posição ativa durante toda a execução contratual. Nas concessões comuns, previstas pela Lei nº 8.987/1995, a remuneração do parceiro privado ocorre principalmente por meio de tarifas pagas pelos usuários. Já nas PPPs patrocinadas, há uma combinação entre tarifas e contraprestação pública, enquanto nas administrativas o próprio Poder Público é o responsável integral pela remuneração do parceiro privado. Essa engenharia institucional exige mecanismos robustos para assegurar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos e a continuidade dos serviços prestados.

Um dos principais fatores que elevaram a credibilidade do modelo brasileiro foi a incorporação de instrumentos modernos de prevenção e solução de conflitos, especialmente os chamados Dispute Boards. Formados por especialistas independentes, esses comitês acompanham a execução dos contratos e atuam para resolver controvérsias de forma técnica e célere, evitando a judicialização prolongada que historicamente marcou grandes obras de infraestrutura. Em vez de aguardar anos por uma decisão judicial definitiva, os contratos passam a contar com instâncias permanentes de acompanhamento capazes de tomar decisões em tempo real, reduzindo custos e aumentando a previsibilidade dos projetos.

Leia mais: FDIRS abre seleção para estruturar projetos de PPPs na educação em estados e municípios

Os Dispute Boards podem assumir formatos distintos. O Dispute Review Board (DRB) emite recomendações não vinculantes; o Dispute Adjudication Board (DAB) profere decisões obrigatórias no âmbito contratual; e o Combined Dispute Board (CDB) combina ambas as funções. Na prática, o modelo mais avançado e adotado em grandes projetos brasileiros é o DAB, especialmente em iniciativas como as Linhas 8 e 9 do Metrô de São Paulo e projetos ferroviários de alta complexidade. A lógica é simples: garantir que disputas técnicas não paralisem obras ou comprometam serviços essenciais.

No entanto, o grande desafio não está apenas na decisão técnica, mas na capacidade de o setor público cumprir rapidamente obrigações financeiras decorrentes dessas decisões. É nesse ponto que o Brasil passou a inovar. Enquanto o tradicional regime de precatórios previsto no artigo 100 da Constituição Federal impõe uma longa fila cronológica para pagamentos decorrentes de decisões judiciais, mecanismos de garantias públicas passaram a oferecer alternativas mais eficientes. Fundos garantidores, como o Fundo Garantidor de PPPs da Bahia, permitem que decisões relacionadas ao reequilíbrio contratual sejam honradas sem necessidade de judicialização prolongada, preservando o fluxo financeiro dos projetos e assegurando a continuidade dos serviços.

A segurança jurídica também se fortaleceu com o avanço de metodologias quantitativas voltadas à mensuração de eventos extraordinários e pedidos de reequilíbrio econômico-financeiro. A experiência recente da pandemia de COVID-19 evidenciou a importância de distinguir riscos ordinários, inerentes à atividade empresarial, de situações efetivamente extraordinárias que justificam recomposição contratual. Para evitar tanto prejuízos indevidos ao parceiro privado quanto pagamentos excessivos pelo Estado, o mercado brasileiro passou a adotar ferramentas estatísticas sofisticadas.

Leia mais: Aporte de recursos públicos caracteriza necessariamente uma PPP?

Entre elas estão as metodologias de bandas de variação, que definem limites objetivos para oscilações consideradas normais dentro do contrato, e os modelos econométricos de regressão com variáveis dummy, capazes de isolar o impacto de eventos específicos sobre receitas, demanda ou custos operacionais. A adoção desses instrumentos reduz subjetividades, protege o erário contra pleitos oportunistas e aumenta a confiança dos investidores na racionalidade técnica das decisões regulatórias.

Outro elemento central para a reputação internacional do modelo brasileiro é a crescente preocupação com responsabilidade fiscal e transparência orçamentária. Ao contrário da visão equivocada de que PPPs poderiam servir como um “atalho” para contornar restrições fiscais, a legislação brasileira estabeleceu limites claros para evitar o comprometimento excessivo das contas públicas. A Lei nº 11.079/2004 determina, por exemplo, que estados e municípios não podem comprometer mais de 5% de sua Receita Corrente Líquida com despesas de PPPs, sob pena de sofrer restrições em transferências voluntárias e garantias federais.

O debate ganhou força após experiências internacionais problemáticas, como a de Portugal nos anos 1990, quando contratos de PPP mantidos “fora do balanço” acabaram gerando passivos equivalentes a cerca de 10% do PIB nacional. No Brasil, o avanço institucional buscou justamente evitar esse cenário. Hoje, o Anexo de Riscos Fiscais da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) tornou-se peça estratégica na governança das concessões, exigindo que riscos contingentes sejam previamente identificados e monitorados. A medida amplia a transparência, fortalece a credibilidade do Estado perante investidores e reduz a percepção de risco sistêmico.

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Para especialistas do setor, a combinação entre previsibilidade regulatória, gestão técnica de riscos e responsabilidade fiscal criou um ambiente mais seguro para investimentos de longo prazo. A clareza na matriz de riscos contratuais reduz o chamado “prêmio de risco” exigido pelos investidores, o que pode resultar em tarifas menores para os usuários e condições financeiras mais vantajosas para o poder público. Além disso, a evolução institucional brasileira tem atraído organismos multilaterais como IFC, BID e BNDES, que enxergam no país um ambiente cada vez mais sofisticado para financiamento de infraestrutura.

Mais do que um conjunto de regras jurídicas, o modelo brasileiro começa a ser visto internacionalmente como um sistema de governança contratual em constante evolução. A percepção dominante no mercado é que o sucesso das concessões não depende apenas da modelagem financeira inicial ou da realização de grandes leilões, mas da capacidade de tratar contratos de infraestrutura como organismos vivos, que exigem monitoramento contínuo, transparência e adaptação permanente diante de eventos econômicos, sociais e climáticos cada vez mais complexos.

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Nesse cenário, o Brasil consolida uma nova etapa de maturidade institucional. A infraestrutura deixa de ser apenas uma agenda de expansão econômica e passa a representar um laboratório avançado de governança pública, equilíbrio fiscal e inovação regulatória. É justamente essa combinação entre segurança jurídica e sofisticação técnica que tem transformado o modelo brasileiro de concessões em uma referência internacional para o futuro das parcerias entre Estado e iniciativa privada.

É justamente nesse cenário de amadurecimento institucional e fortalecimento da segurança jurídica que a Plataforma P3C vem se consolidando como um dos principais espaços de articulação do setor de PPPs e concessões no Brasil. Com foco em tornar o ambiente de negócios mais previsível, transparente e seguro para investidores, a iniciativa conecta poder público, iniciativa privada, entidades, especialistas e instituições financeiras em torno de debates estratégicos sobre infraestrutura, governança e sustentabilidade. Ao promover encontros regionais e setoriais, o P3C fortalece a troca de experiências e impulsiona soluções inovadoras alinhadas a critérios ambientais, sociais e de governança (ESG), contribuindo diretamente para a evolução do mercado brasileiro. A agenda da plataforma inclui a próxima Reunião Estratégica Regional no Mato Grosso do Sul, em 16 de junho, seguida pelo P3C Regional Nordeste, em 3 de julho, além do evento nacional do P3C, marcado para os dias 16 e 17 de fevereiro de 2027, consolidando o movimento como um dos principais fóruns de construção de consensos e desenvolvimento da infraestrutura no país. 

Saiba mais sobre a Plataforma P3C, clique aqui.

Vitória é primeiro lugar em Gestão Inovadora e segunda no Turismo em prêmio do Sebrae

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Vitória é primeiro lugar em Gestão Inovadora e segunda no Turismo em prêmio do Sebrae
Foto: Leonardo Duarte

Referência em modernização da gestão pública, incentivo ao empreendedorismo e transformação digital, Vitória conquistou o primeiro lugar em “Gestão Inovadora”, na noite desta quarta-feira (7), na 13ª edição do Prêmio Sebrae Prefeitura Empreendedora, em cerimônia realizada em um cerimonial de Jardim Camburi. A capital também ficou na segunda colocação na categoria “Turismo e Identidade Territorial”.

A iniciativa reconhece e valoriza gestores públicos que promovem o desenvolvimento econômico e a transformação dos municípios. premiação representa um marco importante por ser a primeira grande conquista institucional sob a liderança da prefeita de Vitória, Cris Samorini.

O prêmio celebra iniciativas que colocaram Vitória entre os municípios mais modernos e preparados para o futuro, com políticas voltadas à inovação, desburocratização, desenvolvimento econômico e fortalecimento do ambiente de negócios. Nos últimos meses, a gestão municipal acelerou projetos estratégicos voltados à tecnologia, sustentabilidade, inclusão produtiva e apoio aos empreendedores locais.

Durante a cerimônia, a prefeita destacou que o prêmio é resultado de uma construção coletiva envolvendo servidores municipais, moradores, empresários e toda a rede de inovação da cidade. “Quero parabenizar o Sebrae pela iniciativa de, a cada ano, aprimorar as categorias dessa premiação e trazer evidências importantes para nós, gestores, para que tenhamos certeza que o caminho traçado está sendo conquistado. Conquistar o primeiro lugar em ‘Gestão Inovadora’ mostra que a implementação de ações de inovação e tecnologia gera resultados positivos. Além disso, o reconhecimento em ‘Turismo e Identidade Territorial’ comprova que programas como o Vitória de Frente para o Mar, que é o maior projeto de turismo nos últimos tempos na história do Espírito Santo, colocaram a capital no patamar que merece”, disse Cris Samorini.

As conquistas também fortalecem a imagem de Vitória como uma capital competitiva, inteligente e preparada para os desafios dos próximos anos e colocam a capital em evidência nacional.

Foto: Prefeitura de Vitória

Desenrola Fies: negociações começam nesta quarta-feira

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Encceja 2026: veja passo a passo para fazer inscrição no exame
Foto: Freepik

Adesão ao programa começa nesta quarta-feira (13) e vai até dezembro. Expectativa é que sejam beneficiados 1 milhão de estudantes que firmaram contratos até 2017, mas tinham dívida em amortização até 4/5

As negociações do Desenrola Fies começam em todo o Brasil nesta quarta-feira, 13 de maio. Os estudantes com atrasos no pagamento do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) podem aderir à nova etapa de renegociação de dívidas até 31 de dezembro, por meio dos canais digitais do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. O programa busca beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com contratos firmados até 2017, permitindo o acesso a descontos de até 99%.

“Nas primeiras horas, já foram renegociados R$ 42 milhões”, informou o ministro da Educação, Leonardo Barchini. “O Desenrola Fies significa um alívio no bolso dos estudantes. Quem está no Fies, basta procurar o banco em que seu contrato foi firmado”.

Para regulamentar esse processo, o Ministério da Educação (MEC) publicou, no Diário Oficial da União (DOU) de terça-feira, 12 de maio, a Resolução nº 66/2026. As regras contemplam os estudantes que estavam com as dívidas em fase de amortização em 4 de maio deste ano.

As condições de renegociação variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso no pagamento. Quem tem débitos vencidos há mais de 90 dias poderá optar pelo pagamento à vista, com desconto total de encargos e redução de até 12% do valor principal; ou pelo parcelamento em até 150 parcelas mensais, com eliminação de 100% dos juros e multas.

Para estudantes com inadimplência superior a 360 dias, as regras são as seguintes: quem participa do Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) e está com as informações atualizadas nos últimos 24 meses poderá quitar a dívida com desconto de 92% do valor total consolidado; já os que não estiverem inscritos no programa terão a possibilidade de pagar com desconto de até 77%.

Para os estudantes adimplentes ou com atrasos de até 90 dias, o programa oferece ainda a opção de quitação integral do financiamento com 12% de desconto sobre o saldo devedor.

Confira mais detalhes sobre os descontos, conforme a situação da dívida:

Foto: Ministério da Educação

Passo a passo – Para facilitar o processo de adesão ao programa, basta seguir os passos abaixo:

  • Acessar o canal digital (aplicativo ou portal): entre 13 de maio e 31 de dezembro de 2026, acesse o aplicativo do banco em que seu contrato foi firmado (Caixa ou Banco do Brasil). O processo digital é o caminho mais rápido e evita deslocamentos;
  • Solicitar a adesão: pelo próprio aplicativo, selecione a opção de renegociação do Fies e verifique a modalidade disponível para o seu perfil de dívida;
  • Validar os termos: leia e aceite o termo aditivo eletronicamente. Caso haja necessidade de assinatura de fiadores, o sistema indicará como proceder;
  • Efetuar o pagamento da entrada: gere o boleto ou autorize o débito da parcela de entrada diretamente no aplicativo para validar sua adesão;
  • Acompanhar a regularização: após a confirmação do pagamento, a retirada do nome do estudante e dos fiadores dos cadastros de inadimplentes ocorre automaticamente, com a atualização do cronograma de pagamento.

Canais de atendimento oficiais:

Foto: Ministério da Educação

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil foi criado em 2001, a fim de conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que são aderentes ao programa e possuem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desde 2018, o Fies possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato.

Pode se inscrever no Fies o candidato que tenha participado do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir da edição de 2010, e tenha obtido média aritmética das notas nas provas igual ou superior a 450 pontos e nota superior a zero na redação. Também é necessário possuir renda familiar mensal bruta de até três salários mínimos por pessoa.

Desenrola Fies – A iniciativa integra as ações do Novo Desenrola Brasil, instituído pela Medida Provisória nº 1.355/2026, publicada no DOU em 4 de maio. O objetivo do governo federal é reorganizar a vida financeira de milhões de brasileiros, incluindo estudantes com contratos em atraso junto ao Fies. A medida, no entanto, não prevê a utilização do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para abatimento das dívidas como outras renegociações do Desenrola Brasil.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE)

Fonte: Ministério da Educação

Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito

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Brasil terá Dia Nacional em Memória de Vítimas do Trânsito
Foto: Antonio Cruz/Agência Brasi

Data será lembrada no terceiro domingo de novembro

A partir deste ano, o terceiro domingo de novembro será lembrado como o Dia Nacional de Mobilização em Memória das Vítimas de Trânsito. A finalidade é conscientizar a população sobre medidas de segurança nas estradas e homenagear aqueles que sofreram algum tipo de acidente nas vias do país.

Além de instituir a data, a Lei nº 15.404/2026, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (11), altera o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (Pnatrans).

A mudança inclui a previsão de apoio, por parte dos órgãos e entidades do Sistema Nacional de Trânsito, às iniciativas da sociedade civil relacionadas ao tema.

Leia também: Estacionamentos no setor imobiliário evoluem e viram parte da estratégia para a mobilidade urbana

De acordo com o texto, esse incentivo deverá ocorrer por meio de recursos já disponíveis nos orçamentos dos órgãos públicos, além da possibilidade de destinação de verbas específicas para projetos e eventos previamente programados.

A medida busca fortalecer a participação social em ações voltadas à redução de acidentes e à promoção de um trânsito mais seguro.

Fonte: Agência Brasil

45% dos ataques hackers no Brasil acontece por falhas básicas; entenda

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45% dos ataques hackers no Brasil acontece por falhas básicas; entenda
Créditos: Mika Baumeister/Unsplash

Ataques cibernéticos no Brasil crescem por falhas básicas, senhas fracas e falta de resposta das empresas; entenda os riscos

Quase metade dos ataques hackers registrados no Brasil começa por problemas considerados simples de evitar. Um estudo recente mostra que falhas básicas, como configurações inadequadas e vulnerabilidades já conhecidas ainda são responsáveis por invasões em diferentes setores.

Mesmo com o avanço das tecnologias de segurança, o cenário continua preocupante. A probabilidade de ataques bem-sucedidos aumentou nos últimos anos, o que indica que falhas recorrentes ainda são exploradas.

Segundo o estudo, 132 organizações, em 11 setores da economia, foram analisadas para chegar aos resultados da pesquisa.

Ataques hackers no Brasil cresceram nos últimos anos

Os dados apontam que o risco de invasões causadas por hackers aumentou recentemente, mesmo com melhorias na segurança digital das empresas.

De acordo com o Panorama do Risco Cibernético no Brasil 2026, um estudo realizado pela consultoria especializada em risco cibernético Vultus, a probabilidade de um ataque bem-sucedido cresceu 3,7% no último ano.

“Enquanto o mercado discute IA, computação quântica e investe como nunca em tecnologia e segurança, os atacantes também nunca tiveram tanto sucesso. Na corrida pelo novo, muitas empresas ainda falham no básico e repetem erros já vistos diversas vezes”, disse o CEO da Vultus, Alexandre Brum.

Já o nível de segurança evoluiu 5,6%, o que revela um desequilíbrio entre a proteção e ameaça; a redução do risco total foi de apenas 2,8%. Ou seja, trata-se de um número considerado baixo diante dos avanços da tecnologia e da segurança digital.

Os principais pontos de entrada dos ataques seguem um padrão claro:

  • 45,2% começam por falhas básicas, seja por software, configuração ou identidade;
  • 26,2% envolvem uso de credenciais válidas;
  • Mais de 70% das invasões usam esses dois vetores.

O estudo também mostra que a engenharia social continua sendo um caminho eficiente para os ataques.

Em mais de 80 mil interações simuladas, a cada 34 usuários que abriram um e-mail fraudulento, 3 forneceram credenciais válidas. Em casos analisados de phishing, 51% dos usuários que clicaram acabam entregando suas credenciais.

Inclusive, outros dados do Panorama reforçam o problema estrutural, confira:

  • 38,1% dos ambientes em nuvem não usam autenticação multifator;
  • 35,7% dos ataques exploram senhas fracas;
  • 21,4% utilizam credenciais vazadas fora das empresas;
  • 23,8% conseguem acesso a VPNs mesmo sem informações prévias.

Risco no Brasil é crescente em diferentes setores

O risco de ataques não se concentra em um único setor. Na verdade, ele se distribui por diversas áreas da economia, com destaque para serviços, tecnologia e saúde.

Segundo a Vultus, esses segmentos apresentam maior vulnerabilidade devido à complexidade operacional e à dependência digital. Assim, quanto mais sistemas conectados e dados envolvidos, maior a superfície de ataque.

Lista dos setores com maior indicador de risco de invasão:

  1. Serviços – 8,21;
  2. Tecnologia – 8,12;
  3. Saúde – 7,96;
  4. Financeiro – 7,86;
  5. Mercado de Capitais – 7,84;
  6. Telecomunicações – 7,84;
  7. Indústria – 7,77;
  8. Varejo – 7,54;
  9. Seguros – 7,45;
  10. Agro – 7,07.

Áreas como financeiro, mercado de capitais e telecomunicações mantêm níveis elevados de risco. E isso não acontece por falta de controles, mas pela dificuldade de aplicá-los de forma consistente no dia a dia.

Maior problema é a falta de resposta das empresas

Se a entrada dos ataques é relativamente simples, o que define a gravidade do problema é a capacidade de reação das empresas. E é justamente nesse ponto que surgem as maiores falhas.

Apenas 23% das organizações possuem processos estruturados para manter a operação normalmente após um incidente. Mesmo entre essas, muitos planos estão desatualizados ou não refletem os riscos reais que podem acontecer.

Dessa forma, as empresas até investem em proteção, mas não conseguem reagir de forma eficiente quando um ataque acontece. Elas até conseguem detectar as ameaças, mas nem todas estão preparadas para lidar com as consequências.

Fonte: CNN Brasil