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Porto Alegre sedia reunião estratégica do Connected Smart Cities

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Porto Alegre sedia reunião estratégica do Connected Smart Cities
Foto: Pedro Piegas / PMPA

Porto Alegre sediou, nesta quinta-feira, 21, a reunião estratégica regional do Connected Smart Cities (CSC), uma das principais plataformas de inovação urbana e cidades inteligentes do país.

O encontro ocorreu na Arena CMPC, no Tecnopuc, reunindo gestores públicos, especialistas, empresas, universidades e representantes do ecossistema de inovação.

Promovido em parceria com o Gabinete de Inovação da Prefeitura, o evento integrou a agenda nacional de reuniões estratégicas regionais do CSC, iniciativa voltada à construção de soluções para cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis.

Para o secretário municipal de Inovação, Luiz Carlos Pinto, a reunião estratégica reforçou o posicionamento da cidade como referência nacional no setor. “Porto Alegre vem consolidando um ecossistema cada vez mais conectado, colaborativo e competitivo. Receber uma agenda nacional como o Connected Smart Cities demonstra o reconhecimento ao trabalho que a cidade vem desenvolvendo na área da inovação e da transformação digital”, afirmou.

Um dos destaques da programação foi o painel Como a gestão pública de Porto Alegre está alavancando a inovação e a competitividade da cidade, que apresentou iniciativas da administração municipal voltadas à transformação digital, modernização da gestão pública e fortalecimento do ambiente de inovação da Capital.

Segundo o sócio da plataforma CSC, William Rigon, Porto Alegre foi escolhida entre mais de 70 cidades candidatas para sediar uma das 16 reuniões estratégicas promovidas em todo o país. “Porto Alegre hoje é referência dentro do ecossistema de inovação e possui um ambiente colaborativo muito forte”, destacou.

Integração – A programação também abordou temas como integração entre universidades, empresas e poder público, cooperação metropolitana, fortalecimento de parcerias estratégicas e desafios para implementação de políticas públicas inovadoras.

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Senador Canedo se consolida como referência nacional em comunicação pública e inovação tecnológica

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Senador Canedo se consolida como referência nacional em comunicação pública e inovação tecnológica
Foto: Divulgação

Município goiano avança na transformação digital da gestão pública com o modelo Conecta Canedo, ultrapassa 360 mil atendimentos digitais e se destaca entre as dez cidades mais inovadoras do país no eixo de Inovação e Empreendedorismo do Ranking Connected Smart Cities.

Em um país onde 98% da população conectada acessa a internet pelo celular, a transformação digital das prefeituras brasileiras deixou de ser apenas uma pauta de modernização administrativa para se tornar uma questão central de cidadania, transparência e fortalecimento democrático. O avanço da comunicação pública nos municípios revela um cenário de expansão significativa da presença digital dos governos locais, mas também evidencia desafios estruturais relacionados à inclusão, resolutividade e adaptação às novas formas de interação da sociedade contemporânea.

Dados recentes apontam que 89% dos municípios brasileiros já possuem algum tipo de presença digital institucional. Ainda assim, persiste um descompasso entre a maneira como o cidadão vive sua experiência digital e a capacidade do poder público de oferecer serviços acessíveis, intuitivos e eficientes. Enquanto a população brasileira permanece conectada, em média, mais de nove horas por dia, utilizando principalmente dispositivos móveis e redes sociais, muitas administrações municipais ainda operam sob modelos tradicionais, com canais fragmentados, baixa integração tecnológica e dependência excessiva de atendimento presencial.

Leia mais: Confira as 8 primeiras cidades que serão sede das Reuniões Estratégicas 2026

A digitalização da gestão pública vem sendo impulsionada por um entendimento cada vez mais consolidado de que a comunicação pública não se resume à divulgação de informações institucionais. Ela envolve o direito do cidadão ao acesso, à participação e à construção de uma relação mais transparente e próxima com o Estado. Nesse contexto, municípios que conseguem alinhar tecnologia, gestão de dados e atendimento humanizado começam a se destacar nacionalmente como referências em inovação pública.

É nesse cenário que Senador Canedo desponta como um dos principais exemplos brasileiros de transformação digital municipal. O município goiano consolidou, entre 2025 e 2026, um modelo de gestão baseado na integração tecnológica, no atendimento omnichannel e na utilização estratégica da inteligência artificial para ampliar o acesso da população aos serviços públicos.

Leia mais: Governo Inteligente: da digitalização de serviços à governança orientada por IA

O principal símbolo dessa transformação é o projeto Conecta Canedo, iniciativa reconhecida nacionalmente durante o BrasilGov Summit 2026 na categoria Iniciativas Tecnológicas. A plataforma integra canais como WhatsApp, Facebook e Instagram em um único ecossistema de atendimento digital, permitindo que os cidadãos solucionem demandas sem necessidade de deslocamento físico. Em 2025, o sistema ultrapassou a marca de 360 mil atendimentos digitais realizados, incluindo mais de 35 mil atendimentos relacionados à saúde pública.

A experiência de Senador Canedo demonstra como a tecnologia pode atuar como instrumento de aproximação entre governo e população. A criação da Secretaria Municipal de Inovação Tecnológica (SITEC) foi um dos marcos dessa mudança estrutural, permitindo a integração de diferentes bases de dados e promovendo uma gestão orientada por evidências. A articulação entre inovação tecnológica e comunicação pública possibilitou não apenas a simplificação de processos internos, mas também a construção de canais mais resolutivos e acessíveis para a população.

Além do atendimento digital, o município avançou em outras frentes estratégicas, como a implantação de prontuários eletrônicos e sistemas de regulação ambulatorial na saúde, plataformas voltadas à proteção social e à segurança das mulheres, além de iniciativas de inclusão digital e capacitação cidadã. Programas como o Cidadão Tech 60+ e o Sukatech reforçam a preocupação da gestão municipal em garantir que a transformação digital seja acompanhada de políticas de letramento tecnológico e inclusão social.

O modelo também chama atenção por enfrentar um dos principais gargalos identificados no cenário nacional: a baixa resolutividade das ouvidorias e canais digitais. Em muitos municípios brasileiros, a existência de plataformas online não garante necessariamente a solução efetiva das demandas da população. Em Senador Canedo, a integração de dados e o monitoramento em tempo real das solicitações permitiram criar fluxos mais eficientes de acompanhamento e resposta.

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A experiência da cidade evidencia uma tendência crescente no país: a inovação tecnológica deixa de ocupar apenas um papel operacional e passa a se consolidar como eixo estratégico da governança pública. A adoção de inteligência artificial, sistemas integrados e plataformas móveis aponta para um novo paradigma administrativo, no qual o foco se desloca da burocracia institucional para a experiência do cidadão.

O reconhecimento nacional do município também se reflete em indicadores de desenvolvimento urbano e inovação. No Ranking Connected Smart Cities, Senador Canedo ocupa atualmente a 10ª colocação no eixo de Inovação e Empreendedorismo, consolidando-se como uma das cidades brasileiras que mais avançam na construção de soluções inteligentes voltadas à gestão pública e à qualidade de vida da população.

A discussão sobre os caminhos da comunicação pública e da inovação tecnológica nos municípios brasileiros ganhará ainda mais destaque no próximo dia 11 de junho de 2026, quando Senador Canedo receberá a Reunião Estratégica Regional CSC. O encontro reunirá gestores públicos, especialistas e lideranças para debater tendências, desafios e oportunidades relacionados à transformação digital das cidades, reforçando o protagonismo do município no cenário nacional da inovação urbana e da gestão pública conectada.

Para saber mais sobre o Encontro, clique aqui.

Circuito de Turismo da Trilha Interparques começa a ser estruturado em São Paulo com foco em mobilidade ativa e economia local

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Circuito de Turismo da Trilha Interparques começa a ser estruturado em São Paulo com foco em mobilidade ativa e economia local
Foto: Daniel Reis

Implementação da rota avança com capacitação gratuita, governança participativa e ações de sinalização para impulsionar o cicloturismo e o desenvolvimento comunitário

A Trilha Interparques, maior rota ciclável da cidade de São Paulo, entra em uma nova fase de estruturação em 2026. A iniciativa da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), executada pelo Instituto Aromeiazero, avança agora com ações de sinalização, fortalecimento da governança e capacitação de empreendedores locais.

Idealizada em 2022, a iniciativa foi oficialmente lançada em 2025 como a maior rota de cicloturismo da capital. Com 182 km de extensão, o percurso conecta 11 Unidades de Conservação na zona sul da capital e integra o Polo de Ecoturismo de Parelheiros, promovendo mobilidade ativa, conservação ambiental e geração de renda local.

Como parte desse novo ciclo, entre os dias 2 e 30 de junho, serão realizadas oficinas gratuitas na Subprefeitura de Parelheiros voltadas a moradores e empreendedores da região. A formação inclui conteúdos sobre mecânica de bicicletas, empreendedorismo, gestão financeira, cicloturismo e conservação ambiental.

As inscrições ficam abertas até 22 de maio e os participantes receberão certificado ao final do curso, além da possibilidade de ganhar uma bicicleta reformada. Para se inscrever, acesse.

Governança participativa

Nos dias 25 e 26 de maio, o projeto também promoverá, em Parelheiros, encontros de governança colaborativa, reunindo moradores, ciclistas, empreendedores e representantes do poder público para discutir o modelo de gestão da trilha.

Os workshops serão conduzidos por Camila Bassi e contribuirão para a construção coletiva do Plano de Gestão da Trilha Interparques. As inscrições para o workshop de governança podem ser realizadas pelo link: Inscrição Governança Trilha Interparques.

Próximas etapas

Ao longo do ano, a iniciativa prevê novas etapas voltadas à consolidação e ativação da Trilha Interparques. Entre as ações previstas estão a realização de famtrips com convidados e parceiros, a instalação de placas referenciais ao longo do percurso e o lançamento de passaporte e guias para visitantes. A programação inclui ainda um evento de lançamento do Circuito de Turismo, previsto para julho.

Fonte: Prefeitura de São Paulo

Conquista da Marcha: Congresso derruba veto e cerca de 3 mil Municípios voltam a receber recursos federais

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Conquista da Marcha: Congresso derruba veto e cerca de 3 mil Municípios voltam a receber recursos federais
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Após a promessa do presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, na XXVII Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, o Senado Federal derrubou o veto à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 nesta quinta-feira, 21 de maio, durante sessão conjunta do Congresso Nacional.

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) comemora a medida que permitirá a cerca de 3 mil municípios inadimplentes voltarem a receber recursos federais. Os vetos da Presidência da República a esses dispositivos foram derrubados por decisão da maioria absoluta de deputados federais e senadores, durante sessão conjunta do Congresso. Agora esses itens restaurados vão à promulgação.

Os trechos da lei que haviam sido vetados pela Presidência da República — e que foram restaurados pelo Congresso Nacional – permitirão que esses Municípios voltem a receber recursos federais e isso representa uma importante vitória do movimento municipalista, construída a partir da forte mobilização dos prefeitos durante a XXVII Marcha e das articulações técnicas conduzidas pela Confederação junto ao Congresso Nacional.

“Em um cenário de severa escassez de recursos e das restrições impostas pelo calendário eleitoral, nós alertamos os parlamentares sobre os impactos da inadimplência no Sistema de Informações sobre Requisitos Fiscais (CAUC) sobre a continuidade de políticas públicas essenciais”, destaca o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski.

De acordo com o próprio Senado Federal, Municípios de até 65 mil habitantes com pendências fiscais poderão celebrar convênios com o governo federal e ter acesso a recursos de programas e emendas parlamentares. Davi Alcolumbre afirmou que, nos últimos meses, vários parlamentares e lideranças foram acionados por membros dos Poderes Executivo e Legislativo municipais que solicitaram a derrubada dos vetos presidenciais.

“É do conhecimento de todos o atual quadro de desafios orçamentários e fiscais que as prefeituras por todo o país têm enfrentado para implementar políticas públicas. E, por isso, neste cenário, esta sessão congressual, com esta pauta previamente estabelecida, esta deliberação, é de extrema importância para que os pequenos Municípios brasileiros possam ter acesso aos convênios”, frisou.

A Lei 9.504/1997 proíbe a realização de transferências voluntárias para Municípios brasileiros nos três meses anteriores a uma eleição. Por isso, ressaltou, havia a necessidade de votação dessa matéria em tempo hábil para que os municípios possam receber recursos. Os parlamentares também restabeleceram no texto da LDO a possibilidade de o Poder Público fazer doações de bens, dinheiro ou outros benefícios durante o período eleitoral, desde que definida uma condição pelo doador. Além disso, retorna à LDO a permissão para que a União destine recursos orçamentários para a construção e a manutenção de rodovias estaduais e municipais e para a malha hidroviária brasileira.

Da Agência CNM de Notícias, com informações da Agência Senado

Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras

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Da Guerra Fiscal à Corrida pela Eficiência: O Novo Papel do Desenvolvimento Econômico nas Cidades Brasileiras
Foto: Enviado por Giovani Bernardo

Em um cenário onde incentivos fiscais deixam de ser o principal diferencial, cidades que investirem em governança eficiente, infraestrutura, inovação e qualidade de vida sairão na frente

Para as lideranças municipais brasileiras, 2026 marca o início de uma das transições mais desafiadoras e oportunas da história recente. A aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo não apenas simplifica o sistema, mas encerra definitivamente um modelo de gestão: aquele baseado na “guerra fiscal” como principal ferramenta de atração de investimentos.

Simultaneamente, o setor privado enfrenta o que especialistas chamam de Era da Convergência, um ciclo onde a inteligência artificial agêntica e o choque de infraestrutura física (Compute Shock)¹ redefinem a competitividade global.

Neste cenário, o papel do planejador urbano e do gestor público mudou. O município deixou de ser um mero doador de terrenos para se tornar um orquestrador de ecossistemas. A cidade que prosperará em 2030 não é a que oferece a menor alíquota, mas a que oferece o melhor “ambiente de execução” para empresas que precisam de governanças ágeis, infraestrutura estável (especialmente energia) e talentos que buscam qualidade de vida. O desenvolvimento econômico inteligente agora é uma questão de performance institucional.

A Ruptura Fiscal: A Gestão Municipal como Diferencial Competitivo

O modelo clássico de atração de empresas pautado na redução do ISS está com os dias contados. Com a migração para o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a adoção do princípio do destino, a arrecadação pertencerá ao local onde o bem ou serviço é consumido.

Essa mudança inverte a lógica de atração de investimentos:

  1. O Fim do Subsídio: Sem autonomia para manipular alíquotas de consumo, o “imposto zero” deixa de ser um chamariz.
  2. O Foco no Cidadão-Consumidor: Como o imposto segue o consumo, atrair residentes qualificados e elevar o padrão de vida local torna-se a estratégia fiscal mais sustentável, a atração de talentos para o mercado local, por exemplo nômades digitais, é ainda mais estratégico.
  3. Eficiência contra o Custo Brasil: Vencerá o município que oferecer o menor “Custo Brasil” local através de desburocratização digital, segurança jurídica e processos ágeis de licenciamento.

O “Compute Shock1” como Oportunidade de Atração de Investimentos

Enquanto as cidades lidam com a transição fiscal, os CEOs globais enfrentam o Compute Shock: a percepção de que a IA não vive na “nuvem”, mas depende de infraestrutura física massiva: energia estável, água para resfriamento e conectividade.

O Brasil possui uma vantagem competitiva rara: uma matriz elétrica majoritariamente renovável e abundância hídrica. Para o gestor público, isso abre uma janela para atrair infraestrutura de dados e indústrias de alta tecnologia. Contudo, atrair esses investimentos exige que o município atue como um parceiro estratégico, oferecendo:

  • Zoneamento Inteligente: Planejar áreas que suportem demandas energéticas de alta capacidade sem comprometer o abastecimento da população.
  • Resiliência e Infraestrutura: Municípios que garantirem infraestrutura crítica e transparência de dados serão os destinos prioritários para os 70% de executivos que hoje buscam regionalizar suas cadeias de suprimento (nearshoring), segundo um estudo recente da EY-Parthenon.

A Cidade-Plataforma: Suportando o Setor Privado na Transição para a IA

Os líderes empresariais estão redesenhando suas corporações para serem “AI-first”, buscando reduzir burocracia e acelerar decisões. Uma prefeitura que opera em silos analógicos e processos lentos torna-se um gargalo para a economia local.

O desenvolvimento econômico inteligente exige que a gestão pública atue como uma cidade-plataforma. Isso significa usar a tecnologia não apenas para o cidadão, mas para criar um ecossistema onde as empresas operem com agilidade:

  • Desburocratização Digital: Implementar fluxos de trabalho digitais e automação que fialem a mesma língua da nova economia baseada em IA.
  • Especialização Regional: Fortalecer vocações locais, seja agronegócio tecnológico, biotecnologia ou logística avançada, conectando os Hub de Inovação, Núcleos de Inovação Tecnológica (NIT) e universidades às necessidades das empresas instaladas.

Atração de Talentos: A Nova Equação do Trabalho

A convergência tecnológica está deslocando o crescimento econômico do emprego tradicional. Com agentes de IA assumindo tarefas rotineiras, o talento qualificado torna-se extremamente móvel.

Para o planejador urbano, o desafio não é mais apenas atrair “vagas de trabalho”, mas sim atrair as pessoas que operam esses sistemas. Conectividade 5G/6G, segurança pública baseada em dados, mobilidade urbana eficiente e uma experiência urbana vibrante tornaram-se os novos “incentivos fiscais” para reter talentos e gerar consumo local.

Governança: Transformando Potencial em Resultado Mensurável

A maior barreira para o desenvolvimento municipal não é a falta de tecnologia, mas a ausência de um sistema de inovação funcionando. A inovação municipal morre quando depende apenas do entusiasmo passageiro de uma gestão; ela prospera quando se torna uma rotina institucionalizada e apartidária.

A transição de uma smart city (focada apenas em sensores) para uma intelligent community (focada em capital humano e prosperidade) exige maturidade na execução. Sem uma coordenação ética e eficiente entre governo, universidades e empresas, o município continuará sendo um espectador da transformação tecnológica.

Conclusão: O Momento da Decisão Estratégica

O horizonte de 2030 premiará os territórios que compreenderem que o desenvolvimento econômico agora é um problema de governança. O gestor público que esperar a Reforma Tributária ser totalmente implementada para agir chegará tarde demais para a disputa pelos investimentos da era da IA.

A oportunidade para os municípios brasileiros é clara: posicionar-se como hubs de uma economia agêntica, verde e eficiente. A solução de desenvolvimento econômico inteligente da Exxas oferece o suporte técnico e o arcabouço de governança necessários para que as cidades brasileiras naveguem esta transição com clareza, transformando o risco da obsolescência na segurança da prosperidade para o cidadão e para o mercado.

1. Compute Shock é um conceito recente introduzido pelo Future Today Strategy Group no relatório Convergence Outlook 2026

Ministério das Cidades defende inclusão das periferias no debate sobre transição energética

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Ministério das Cidades defende inclusão das periferias no debate sobre transição energética
Fonte: Sean Gallup/Getty Images

Incluir as periferias no centro dos debates sobre transição energética é essencial para a efetividade da inclusão social.

Esta é a avaliação da coordenadora-geral de Articulação e Parcerias da Secretaria Nacional de Periferias, Sâmia Sulaiman durante participação do Fórum Urbano Mundial em Baku, Azerbaijão, nesta terça-feira (19).

“O direito à moradia inclui acesso à energia. Infelizmente, as favelas e periferias urbanas brasileiras vivem uma pobreza energética, seja pelos altos valores que comprometem a renda das populações mais vulneráveis, seja pela falta de acesso à energia de forma permanente e adequada”, disse.

O painel Energy Justice and a Just Urban Transition for/in Informal Settlements” (Justiça energética e uma transição urbana justa para/em assentamentos informais) foi promovido pelas organizações sul-africanas Isandla Institute e Cities Support Programme of National Treasury, em parceria com o Instituto Pólis (Brasil) e a Habitat International Coalition (HIC).

“Discutir a transição energética justa, que é uma política estratégica do governo brasileiro, é incluir as periferias no centro do debate para que tarifas sociais, universalização do serviço e, principalmente, promover a inclusão das populações mais vulneráveis também como produtoras de energia de forma limpa”, afirmou.

MINISTÉRIO DAS CIDADES EM BAKU

A delegação brasileira enviada pelo Ministério das Cidades participa de extensa programação no WUF13 até sexta-feira (22). Serão debatidos temas como sustentabilidade em habitação social,estratégias para redução do déficit habitacional na américa latina, financiamento internacional para adaptação climática, entre outros.

Na cerimônia oficial de abertura o Presidente do Azerbaijão reforçou o compromisso do país com a Nova Agenda Urbana e destacou a importância da cooperação internacional para planejamento futuro das cidades.

O evento é um dos principais fóruns de debate mundiais sobre desenvolvimento urbano.

Fonte: Ministério das Cidades

Governo do Brasil cria programa com até R$ 30 bi em crédito para motoristas de aplicativos e taxistas financiarem carro novo

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Governo do Brasil cria programa com até R$ 30 bi em crédito para motoristas de aplicativos e taxistas financiarem carro novo
Crédito: Banco de imagem

Presidente Lula assina nesta terça (19/5) Medida Provisória que prevê crédito a juros baixos para aquisição de veículos novos e sustentáveis com preço de até R$ 150 mil

presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta terça-feira (19/5), durante evento em São Paulo, Medida Provisória que destina até R$ 30 bilhões em crédito para que taxistas e motoristas de aplicativo financiem a compra de carros novos a juros mais baixos. A iniciativa faz parte do Move Brasil, que já oferece linhas especiais de financiamento para compra de caminhões, ônibus e implementos rodoviários.

Podem participar motoristas de aplicativos com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma, além de taxistas registrados e em atividade. As condições favoráveis de financiamento valem para carros novos de até R$ 150 mil que atendam critérios de sustentabilidade – flex, híbridos flex, elétricos ou exclusivamente a etanol – de montadoras habilitadas no Programa Mover.

Taxas de juros e prazos serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), ainda nesta semana. A MP assinada pelo presidente Lula autoriza o CMN a conceder condições ainda mais favoráveis para as mulheres, como juros menores e prazos maiores, além de permitir, para esse público, o financiamento de equipamentos adicionais de segurança.

COMO PARTICIPAR

A solicitação de financiamento em condições favoráveis deve ser feita na página gov.br/movebrasil. O processo foi desenhado para ser simplificado, com compartilhamento autorizado apenas das informações necessárias à verificação da elegibilidade, dispensada, em regra, a apresentação inicial de documentos pelo interessado.

Para motoristas de aplicativo, a confirmação de que o motorista está apto a acessar o financiamento será dada pela própria plataforma para a qual ele trabalha. No caso dos taxistas, a validação será feita pela Receita Federal a partir dos dados da pessoa no próprio gov.br.

Em até 5 dias úteis após o pedido, a pessoa receberá, via caixa postal do gov.br, resposta sobre se ela atende às condições. Em caso positivo, os motoristas devem procurar as instituições financeiras a partir de 19 de junho. A análise de crédito será feita diretamente por estas instituições, depois que a pessoa requisitar o financiamento.

SUSTENTABILIDADE, INCLUSÃO E SEGURANÇA

A inclusão de taxistas e motoristas de aplicativos no Move Brasil, com recursos exclusivos para essa modalidade, atende à política de renovação de frota do governo brasileiro – a partir de critérios sociais, econômicos e de sustentabilidade, em conformidade com a Nova Indústria Brasil (NIB).

Entre as políticas já existentes nessa linha estão o financiamento do Move Brasil para Caminhões e Ônibus e o programa Carro Sustentável, que concede IPI zero para os chamados veículos de entrada.

No caso de taxistas e motoristas de aplicativo – assim como já o ocorre para caminhoneiros autônomos – o programa cumpre também o objetivo de ampliar o acesso a financiamentos para pessoas que usam veículos como ferramenta de trabalho e encontram dificuldades em obter crédito com as taxas de juros do mercado.

Assim, o programa promove a inclusão produtiva dessas categorias, ao mesmo tempo em que coloca nas ruas veículos mais eficientes, econômicos e seguros para transporte de passageiros.

GARANTIAS

Para ampliar a possibilidade de a categoria obter crédito na rede bancária, a MP incluiu taxistas e motoristas de aplicativo como categorias elegíveis a usar o FGI-PEAC (Programa Emergencial de Acesso a Crédito do Fundo Garantidor para Investimentos). Trata-se de um programa do BNDES que permite cobertura de até 80% do risco de crédito das operações nesse tipo de transação.

Pesquisa IBGE divulgada no ano passado mostra que quase 1,9 milhão de pessoas trabalhavam como motoristas de automóvel no Brasil, em 2024, com renda mensal média de R$ 2,5 mil.

Os R$ 30 bilhões do Move Brasil – Táxi e Aplicativos serão repassados pelo Ministério da Fazenda ao BNDES, que operacionalizará o programa com apoio das instituições financeiras autorizadas por ele a operar as linhas de crédito.

MOTOFRETISTAS

Além da linha de financiamento, a Medida Provisória que institui o programa traz medidas para modernizar e simplificar as regras para mototaxistas, motoboys e entregadores que utilizam motocicletas como ferramenta de trabalho. O objetivo é reduzir burocracias, custos e barreiras de acesso à atividade, acompanhando a nova realidade do trabalho por aplicativos e facilitando a formalização e a inclusão produtiva desses profissionais.

Entre as mudanças previstas estão o fim da obrigatoriedade da placa vermelha para motofrete e da inscrição paga em Detran, a retirada da exigência de idade mínima de 21 anos para exercício profissional, o fim da obrigatoriedade de curso específico para atuação no setor e da exigência de tempo mínimo de dois anos de habilitação para trabalhar com entregas e transporte em motocicletas.

O curso especializado continuará existindo de forma opcional para os profissionais que desejarem realizar capacitação complementar.

A atividade continuará sujeita às normas de trânsito, à fiscalização dos órgãos competentes e à responsabilização em caso de infrações, preservando os critérios de segurança viária e de regularidade previstos na legislação.

MOVE BRASIL – TÁXIS E APLICATIVOS

PASSO A PASSO PARA SOLICITAR O FINANCIAMENTO

Quem pode participar
• Taxistas devidamente registrados e ativos;
• Motoristas de aplicativo com cadastro ativo há pelo menos 12 meses, que tenham realizado ao menos 100 corridas nesse período, na mesma plataforma.

COMO SOLICITAR:

1. Fazer o cadastro
O motorista deve acessar a plataforma oficial gov.br/movebrasil e autorizar o uso dos dados necessários para análise de elegibilidade.

2. Aguardar a confirmação
Em até cinco dias após o cadastro, o motorista receberá resposta pela caixa postal do gov.br, informando se está apto a participar do programa.

3. Escolher o veículo e procurar uma instituição financeira
A partir de 19 de junho, os motoristas habilitados poderão escolher veículos de até R$ 150 mil, de montadoras habilitadas no programa Mover, e procurar uma instituição financeira credenciada para solicitar o financiamento.

4. Contratar o financiamento
A instituição financeira fará a análise de crédito e, se aprovada, concluirá a contratação com as condições do programa.

Fonte: Planalto

Fazenda define setores que relatarão emissão de gases de efeito estufa

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Fazenda define setores que relatarão emissão de gases de efeito estufa
Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Segundo proposta, empresas começarão a relatar lançamentos em 2027

A indústria pesada e os setores de petróleo e gás e transporte aéreo serão os primeiros segmentos que deverão informar as emissões de gases do efeito estufa no futuro mercado regulado de carbono brasileiro.

A lista consta da proposta preliminar apresentada nesta terça-feira (19) pelo Ministério da Fazenda. A medida integra a implementação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE), modelo que pretende criar regras para monitorar, limitar e negociar emissões de dióxido de carbono no país.

Apresentada ao Comitê Técnico Consultivo Permanente (CTCP) do SBCE,a proposta prevê uma entrada gradual das empresas no sistema entre 2027 e 2031.

Inicialmente, as companhias terão apenas a obrigação de medir e relatar suas emissões, sem cobrança de taxas ou exigência imediata de redução dos gases poluentes.

Segundo o Ministério da Fazenda, a divisão por etapas busca permitir adaptação técnica e operacional dos setores mais intensivos em emissões.

Primeira etapa

A primeira fase começa em 2027 e inclui setores considerados grandes emissores de carbono:

  • papel e celulose;
  • ferro e aço;
  • cimento;
  • alumínio primário;
  • petróleo e gás;
  • refino;
  • transporte aéreo.

As empresas desses segmentos deverão iniciar processos de monitoramento, mensuração e reporte das emissões de gases do efeito estufa.

Segunda fase

A ampliação prevista para 2029 alcança novos segmentos industriais e de infraestrutura:

  • mineração;
  • alumínio reciclado;
  • setor elétrico;
  • vidro;
  • alimentos e bebidas;
  • química;
  • cerâmica;
  • resíduos.

Terceira fase

A última etapa, prevista para começar em 2031, contempla os setores de transporte:

  • transporte rodoviário;
  • transporte aquaviário;
  • transporte ferroviário.

Como funcionará

O governo propôs um modelo de implementação gradual. Cada etapa terá duração de quatro anos.

No primeiro ano, as empresas deverão elaborar planos de monitoramento das emissões. No segundo e terceiro anos, haverá coleta e acompanhamento efetivo dos dados. Já o quarto ano será destinado à definição das regras de distribuição das cotas de emissão dentro do mercado regulado.

Durante esse período inicial, não haverá cobrança financeira nem obrigação de cortar emissões. A exigência será apenas relatar os volumes emitidos.

No futuro, empresas que emitirem mais de 10 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente por ano terão de reportar obrigatoriamente suas emissões.

Já aquelas que ultrapassarem 25 mil toneladas poderão ficar sujeitas a limites de emissão e à necessidade de compensações por meio de créditos de carbono.

Critérios técnicos

O Ministério da Fazenda informou que a definição dos setores levou em conta critérios como intensidade energética, volume de emissões, exposição ao comércio internacional, capacidade de adaptação das empresas e viabilidade de monitoramento.

A proposta também baseou-se em referências de mercados regulados de carbono aplicadas em outros países.

Em nota, a secretária extraordinária do Mercado de Carbono do Ministério da Fazenda, Cristina Reis, afirmou que o modelo foi desenhado para permitir uma transição gradual da economia brasileira.

“A proposta de cobertura setorial é um passo essencial para a implementação do mercado regulado de carbono no Brasil. Ela foi construída a partir de critérios técnicos, diálogo com os setores e, particularmente, levando em consideração a realidade produtiva brasileira”, ressaltou.

Segundo a secretária, a intenção é combinar redução de emissões com manutenção da competitividade econômica.

“O objetivo é garantir uma transição gradual, previsível e baseada em evidências, criando as condições para que o país avance na descarbonização estimulando a competitividade da economia”, explicou.

Próximos passos

A proposta será analisada agora pelo Comitê Técnico Consultivo Permanente do SBCE, formado por representantes do governo, setor produtivo, academia e sociedade civil.

Depois dessa fase, o texto deverá passar por consulta pública em julho.

A previsão do governo é publicar a regulamentação final ainda em 2026, para início da implementação em 2027.

O que é

O Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões é o mercado regulado de carbono criado pelo Brasil para incentivar a redução de gases de efeito estufa.

Na prática, o sistema funcionará como um mecanismo econômico de controle das emissões. Empresas que ultrapassarem determinados limites poderão ter de comprar créditos de carbono para compensar o excesso de poluição, enquanto companhias mais eficientes poderão negociar esses créditos no mercado.

Segundo o governo, o sistema atingirá principalmente grandes emissores, representando menos de 0,1% das empresas brasileiras.

A legislação também prevê que 75% dos recursos arrecadados futuramente sejam destinados à adaptação tecnológica e à transição ambiental das próprias empresas participantes.

Fonte: Agência Brasil

Interoperabilidade entre secretarias: o gargalo silencioso da gestão pública digital

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Interoperabilidade entre secretarias: o gargalo silencioso da gestão pública digital
Foto: Enviada por Fabiano Carvalho

Entenda a importância da integração de sistemas como ferramenta para efetivar o Governo Digital

Quando alguém usa serviços como abertura de alvará, realiza uma matrícula na rede municipal ou atualiza o IPTU, é possível que em cada balcão (ou portal) sejam pedidos os mesmos dados que já foram entregues em atendimentos anteriores.

A sensação é de que cada local habita em um planeta diferente – e, em certo sentido, mora mesmo. Não porque falte tecnologia, mas porque os sistemas das secretarias responsáveis por esses serviços raramente conversam entre si. 

É um gargalo silencioso:  os profissionais de saúde não sabem quem a assistência social atende; a equipe de educação não cruza dados com a habitação etc. 

O que falta, no caso, é a integração (ou interoperabilidade) de sistemas.

O que é interoperabilidade. E o que ela não é 

Interoperabilidade não é colocar todo mundo dentro do mesmo sistema: isso é centralização. A interoperabilidade é o oposto: sistemas diferentes que sejam capazes de trocar informação com segurança e clareza. E ela acontece (ou deixa de acontecer) em três camadas:

Interoperabilidade técnica 

Trata de protocolos, formatos abertos, APIs etc. Sem padrões compartilhados (REST, JSON, OAuth), os sistemas até trocam dados, mas de forma ineficiente.

Interoperabilidade semântica 

O acordo sobre o que cada campo quer dizer para que diferentes secretarias tenham a mesma compreensão sobre a origem e significado da base.

Interoperabilidade organizacional 

Discussões para entender quais setores são responsáveis por garantir a manutenção, alimentação e correção de dados.

APIs públicas como infraestrutura invisível 

O governo federal mantém, dentro do programa Conecta gov.br, um Catálogo de APIs Governamentais que reúne as principais APIs disponíveis para órgãos públicos. Estão lá conexões para CPF, INSS, CadÚnico, BPC, qualificação de endereços, antecedentes criminais e outras bases.

Os entraves que não são tecnológicos 

Falta de governança de dados 

Dicionário comum, papéis definidos (quem é gestor, quem é custodiante, quem é consumidor), indicadores de qualidade e outras definições. Sem elas, não há como realizar um projeto bem-sucedido.

LGPD e compartilhamento entre órgãos 

O artigo 23 da Lei nº 13.709/2018 é claro: o poder público pode tratar dados pessoais para execução de políticas públicas, desde que com finalidade específica, transparência e proporcionalidade. O que ele exige são contratos formais de compartilhamento e relatórios de impacto: documentações que necessitam de planejamento e trabalho em conjunto.

Fica claro que interoperabilidade é menos uma questão de TI e mais de governança. O Brasil tem marco legal, padrões técnicos e APIs federais funcionando. Há a necessidade de se tratar o dado público como ativo coletivo que, quando integrado, proporcionará benefícios significativos na vida de todos.

As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Portal CSC.

GovTech Summit 2026 reunirá Ibrahim Köran e Adriano Pitoli em painel que debaterá os investimentos no setor público

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GovTech Summit 2026 reunirá Ibrahim Köran e Adriano Pitoli em painel que debaterá os investimentos no setor público
Foto: Enviada por Giovanni Bernardo

O investidor alemão e o economista brasileiro irão abordar o papel dos fundos de investimento no financiamento da inovação e da transformação digital dos governos durante o evento, que será realizado nos dias 2 e 3 de junho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre.

O investidor Ibrahim Köran e o economista Adriano Pitoli estarão entre os destaques do GovTech Summit 2026, maior encontro voltado a iniciativas GovTech e de transformação de governos do país, que acontece nos dias 2 e 3 de junho, no Centro de Eventos da PUCRS, em Porto Alegre. Os especialistas participarão no dia 03 de junho, às 14h30, do painel “Fundos de investimento GovTech: Quem  financia o futuro do setor público?”

Reconhecido por sua atuação estratégica no ecossistema europeu de GovTech, Köran é Head de GovTech da Heliad AG, uma das principais gestoras de venture capital da Alemanha, com foco em investimentos em startups voltadas à modernização de governos, defesa, soberania digital e tecnologias de impacto público. Com ampla experiência em consultoria para governos e instituições europeias, Köran já atuou em organizações como PwC Alemanha e KPMG Deutschland, liderando iniciativas ligadas à inovação pública, segurança digital e transformação do Estado. Sua presença no evento reforça o posicionamento internacional do GovTech Summit e amplia o debate sobre como investimentos estratégicos podem acelerar governos mais eficientes, digitais e centrados no cidadão.

Já Adriano Pitoli, que lidera iniciativas de investimento em GovTech na KPTL e Cedro Capital, trará ao debate uma visão estratégica sobre o amadurecimento do mercado de tecnologia aplicada ao setor público e os desafios para ampliar o acesso de startups à capital e escalabilidade. Pitoli construiu uma carreira sólida voltada a temas relacionados à competitividade, análise econômica e inovação aplicada à gestão pública. No Fundo GovTech, cuja missão é fomentar empresas que promovam a transformação digital da administração pública, Pitoli tem papel central na definição da tese de investimento e na construção de um portfólio focado em soluções que aumentem eficiência, transparência e impacto social.

A programação do GovTech Summit contará com representantes da iniciativa pública e privada de mais de 10 estados brasileiros, como São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso, Rondônia, Espírito Santo, Goiás, Piauí e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal. Também confirmaram presença, até o momento, duas palestrantes internacionais: Laura Gilbert, referência do Reino Unido em IA no setor público, diretora sênior do instituto britânico Tony Blair; e Sandra Sinde Cantorna, da Espanha, referência internacional em modernização da administração pública.

O palco principal será o espaço dedicado ao aprofundamento das trilhas de conteúdo que estruturam o evento. É nesse ambiente que o GovTech Summit 2026 também realizará a segunda edição do Prêmio GovTech Summit, reconhecendo iniciativas e soluções que vêm gerando impacto positivo na gestão pública. Ao longo dos painéis e palestras, o público terá contato com novas soluções, experiências e oportunidades para governos e startups, fortalecendo conexões e ampliando caminhos para a inovação no setor público.

No ano anterior, o GovTech Summit reuniu mais de 1600 participantes de 17 estados brasileiros, além do Distrito Federal, cerca de 70 palestrantes e 16 startups expositoras. O evento também apresentou novas oportunidades para o ecossistema de inovação no setor público, como o lançamento da GovTech Place e a assinatura de um acordo de cooperação entre Reino Unido e Brasil, e reconheceu soluções desenvolvidas para o benefício da sociedade por meio de sua premiação.

O GovTech Summit é uma das frentes do hub GovTech Lab, um projeto de transformação governamental. Entre os patrocinadores confirmados para a edição 2026, estão Banrisul, Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Procempa e Prodesp. O evento é idealizado pela Moove – a primeira agência com o selo GovTech do Brasil, certificada pela BrazilLab.

SERVIÇO:

O quê: GovTech Summit 2026

Quando: 2 e 3 de junho de 2026

Onde: Centro de Eventos da PUCRS, Porto Alegre/RS

Mais informações e inscrições: GovTechSummit.com.br.