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RELATÓRIO ANUAL “OBSERVATÓRIO DE MERCADOS DE ENERGIA MUNDIAL”, DA CAPGEMINI, DEMONSTRA QUE O INVESTIMENTO EM ENERGIA SUSTENTÁVEL É A CHAVE PARA ALCANÇAR AS METAS CLIMÁTICAS

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Comissão Europeia prepara legislação para indústria sem emissão de CO2

O setor de Energia e Serviços Públicos está enfrentando o desafio de cumprir promessas de longo prazo de redução de carbono e, ao mesmo tempo, encontrar o equilíbrio entre atender às expectativas das partes interessadas, fornecer energia acessível e garantir a continuidade dos negócios. Todo este processo está acelerando a transformação do setor.

A Capgemini publicou a 23ª edição do relatório anual “Observatório Mundial dos Mercados de Energia (WEMO)”, criado em parceria com De Pardieu Brocas Maffei, Vaasa ETT e Enerdata. O estudo analisa o estado e as tendências dos mercados e tecnologias de eletricidade e gás na América do Norte, Europa, Ásia – incluindo China e Índia – e Austrália, e fornece insights sobre o progresso na luta contra o aquecimento global e a transição energética em curso. A pesquisa também explora a evolução dos principais participantes da indústria e prevê as tendências para o futuro. Entre as descobertas mais relevantes incluem:

Mercados de eletricidade – Estão em níveis recordes, vinculados à demanda sustentável, margens de capacidade de geração menores, altos preços do gás e, na Europa, valores exorbitantes do carbono.



Fornecimento de eletricidade de base renovável – Houve aumento da oferta, enquanto os custos para provimento deste tipo de energia continuaram diminuindo em 2020. As capacidades de geração por fonte solar e eólica aumentaram em 2020, representando 10% do mercado de geração de energia elétrica. A tendência de redução de custos pode se reverter em 2021 e nos anos seguintes, com o aumento dos preços dos metais, equipamentos e transporte, bem como as taxas de juros.

Hidrogênio Verde – Há um crescente interesse em torno do hidrogênio verde, que tem o potencial de descarbonizar mais de 15% da economia mundial. Esta fonte limpa ainda é cara, cerca de três vezes mais do que o com base em fósseis; no entanto, a redução dos custos da eletricidade renovável e do eletrolisador pode levar à paridade em 2030.

Concorrência – A competição no mercado varejistas de eletricidade e gás se recuperou amplamente no início de 2021. No entanto, atualmente, os preços elevados da energia estão a desencadear consolidações. Embora as concessionárias tenham demonstrado resiliência financeira em 2020, os participantes do setor de petróleo e gás foram mais severamente atingidos, mesmo muitos já tendo se recuperado graças à alta demanda e preços do petróleo e gás. A pressão das partes interessadas sobre as principais empresas de petróleo e gás acelerou sua diversificação em direção à eletricidade, energias renováveis e mobilidade eletrônica e, também, reforçou seus compromissos de neutralidade de carbono, especialmente para as companhias petrolíferas internacionais europeias (IOCs).

Novo modelo de negócios – Os players do setor de energia e serviços públicos estão se movimentando rapidamente para descarbonizar suas operações e aproveitar a atual transição energética para desenvolver novos modelos e se reinventar de maneiras valiosas. Digitalizando e adotando tecnologias de redução de carbono. Muitos estão tentando encontrar o equilíbrio certo entre atender às expectativas das partes interessadas e garantir a transformação dos negócios em mercados competitivos.

Embora o apelo por tecnologias limpas, essenciais para a transição energética, comece a se intensificar, é crucial lembrar que isso significa não comprometer a segurança do fornecimento ou acessibilidade da mesma.

De acordo com Colette Lewiner, Conselheira Sênior de Energia e Serviços Públicos da Capgemini, “o impacto da COVID-19 foi importante. No entanto, como vimos no primeiro semestre de 2021, a pandemia não trouxe uma redução sustentável nas emissões de gases e do efeito estufa compatível com a meta de aquecimento global de 1,5 ° C para 2100. Os esforços para a implementação de tecnologias de redução de carbono, aumento do armazenamento energético estacionário e crescimento do mesmo devem ser multiplicados. É importante que a sustentabilidade da geração de energia elétrica, armazenamento de bateria e produção de hidrogênio seja avaliada ao longo de seus ciclos de vida. As energias renováveis mudaram as métricas de medições e novas são necessárias. As trajetórias rumo ao Net-Zero para negócios globais devem contar com métodos de medições científicos indiscutíveis e dados precisos que incluem todos os gases de efeito estufa. Hoje, o acesso à energia está se tornando um desafio social: a indústria e os governos devem encontrar o equilíbrio entre a descarbonização e a garantia de que as necessidades globais de energia permaneçam acessíveis a todos”.

Philippe Vié, vice-presidente do grupo de energia e serviços públicos da Capgemini, acrescenta: “como o consumo de energia e as emissões de gases de efeito estufa estão aumentando novamente, precisamos de planos realistas e acessíveis para acelerar a transição energética. Limitar a trajetória da mudança climática requer uma mudança de marcha quando se trata de investimento e de um requisito para considerar o equilíbrio entre aplicações de valores e um resultado tangível. Cada dólar investido deve levar a uma redução nas emissões, por exemplo. Agora, é necessário mais investimento na geração de redução de carbono, se quisermos atender ao crescimento da eletrificação – duas a três vezes a capacidade atual necessária até 2050 – e, ao mesmo tempo, descarbonizar a geração de eletricidade”.

Giulio Salomone, Vice-Presidente Utilities, Telecom & Industries da Capgemini Brasil, afirma: “para que se cumpram as metas acordadas não só em Paris, mas principalmente agora durante a COP26 será preciso um grande esforço de todos os países. Somos um só planeta e não adianta algumas localidades se comprometerem, enquanto outras continuam a não se preocupar com seus resíduos ou com a emissão de Gases de Efeito Estufa. Neste sentido, a tecnologia tem muito a colaborar, com a criação de modelos, coleta e gestão inteligente de dados para acelerar a transição energética e fortalecer a adoção de soluções verdes”.

Além das descobertas apresentadas acima, o WEMO traz uma série de recomendações para que possamos atender às metas de combate às mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, garantir a segurança do fornecimento de energia e acessibilidade para os cidadãos:

• Definir planos ambiciosos e realistas de transição energética, considerando o tempo de adaptação das sociedades, suas indústrias e os estilos de vida da população.

• Acelerar a pesquisa em tecnologias de redução de carbono (solar, eólica, baterias elétricas, hidrogênio verde) e diminuir os obstáculos administrativos para a construção de instalações renováveis.

• Medir o efeito das ações tomadas. As instituições financeiras devem definir critérios extra financeiros padronizados, possibilitando a comparação entre os esforços empreendidos pelas empresas.

• Dando uma atenção especial à segurança cibernética. Implementando sistemas mais inteligentes, principalmente redes elétricas com tecnologia avançada, são fundamentais para fornecer uma grande parte de energias renováveis. No entanto, isso está vinculado a um risco maior de segurança cibernética à medida que mais dispositivos se conectam às redes.

• Implementar medidas de adaptação para lidar com o atraso no alcance das metas climáticas.

O World Energy Markets Observatory é uma publicação anual da Capgemini que monitora os principais indicadores dos mercados de eletricidade e gás na América do Norte, Europa, Ásia (incluindo China e Índia) e Austrália. A 23ª edição, elaborada principalmente a partir de dados públicos combinados com a expertise da Capgemini no setor de energia, refere-se aos dados de 2020 como primeiro semestre de 2021. Expertise especial em regulação e comportamento do cliente, bem como dados de mercado foram fornecidos por pesquisas de equipes em De Pardieu Brocas Maffei, VaasaETT e Enerdata.

Para mais informações e acesso ao relatório clique aqui .

Perdeu o evento? Acesse aqui e confira todos os detalhes.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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A COP26 E O TRANSPORTE URBANO

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Artigo escrito em colaboração com Mariana Batista, analista do Projeto ZEBRA


Se queremos uma transição justa dentro do contexto de transportes, é vital que tenhamos em mente a importância da mobilidade urbana para além do veículo individual, priorizando o transporte coletivo e ativo em relação ao automóvel particular, sendo elétrico ou não.

Neste mês aconteceu em Glasgow, no Reino Unido, a tão esperada Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima 2021, a COP26. Em meio a diversas discussões para combater a crise climática, o dia 10 de novembro foi o Transport Day, dia exclusivo para este tema no programa presidencial. O tópico é de especial importância para o Brasil, já que o transporte é o setor responsável pela maior parte das emissões das grandes cidades brasileiras. 

 

Nesse dia, a declaração COP26 para acelerar a transição de carros e vans com emissão 100% zero foi assinada por integrantes do setor público (desde governos nacionais até municipais), setor privado (fabricantes de veículos, empresas, investidores) e sociedade civil. O compromisso firmado foi de direcionar esforços para que apenas veículos com zero  emissão sejam vendidos até 2035 nos principais mercados e até 2040 no mundo todo.



 

Declarações como essa, proporcionadas pelo encontro da COP26, são extremamente relevantes. No entanto, se queremos uma transição justa dentro do contexto de transportes, é vital que tenhamos em mente a importância da mobilidade urbana para além do veículo individual, priorizando o transporte coletivo e ativo em relação ao automóvel particular, sendo elétrico ou não.

 

No Brasil, o rápido crescimento populacional e a acelerada urbanização têm pressionado o sistema de transporte público nas grandes cidades. Segundo dados da ANTP de 2017, mais de 70% de todas as viagens que acontecem em 533 municípios brasileiros com população acima de 60 mil habitantes são realizadas por transporte não motorizado (a pé ou bicicleta) ou transporte coletivo. Ainda assim, representando menos de 30% das viagens totais, o transporte individual (automóvel ou motocicleta) consome aproximadamente 250% mais recursos públicos, e proporciona muito mais custos anuais, principalmente relacionados a acidentes e ruídos.

 

Segundo estudo de julho de 2021 do Ipea, o uso do transporte público coletivo tem sido gradualmente substituído pelo individual motorizado, o que tem contribuído para a “contínua deterioração das condições de mobilidade e no consequente aumento no tempo que as pessoas passam no trânsito, afetando de maneira desigual a população, de acordo com nível socioeconômico, gênero e cor.” Tal ciclo vicioso de baixa qualidade e perda de passageiros foi ainda mais acentuado pela pandemia da Covid-19, que demonstrou ao mesmo tempo a importância e a fragilidade do sistema. 

 

Uma das formas de contribuir com a diminuição dos gases de efeito estufa e da exclusão urbana é aumentar os subsídios e investimentos no transporte coletivo urbano, ao mesmo tempo desincentivar o uso do transporte individual.

 

Assim, investimentos em transporte público, aliados a políticas de zero emissão, fazem com que a eletrificação das frotas de ônibus urbanos seja o caminho de transição mais justo para a sociedade, uma vez que a população de baixa renda é a que mais precisa desse meio de transporte, ao mesmo tempo que é a que mais sofre com as mudanças climáticas. 

 

Nesse sentido, o compromisso de 1 bilhão de dólares para ônibus emissão zero na América Latina,  assinado por uma coalizão de investidores internacionais por meio do Projeto ZEBRA, e a campanha O Futuro é o Transporte Público, da C40 conjunto com a Federação Internacional dos Trabalhadores dos Transportes (ITF), ambos anunciados na COP26, mostram que é possível uma transição justa na América Latina.

 

A ausência mais sentida na agenda de transporte da COP26 foi a mobilidade ativa, o transporte de bens e pessoas através de meios não motorizados (viagens de bicicleta e a pé, por exemplo). Alguns grupos de ciclistas ressaltaram esse fato projetando em edifícios que a bicicleta é “a máquina que combate as mudanças climáticas”, o que se comprova por estudos mostrando que as emissões de ciclistas chegam a ser 84% menores que as das pessoas que usam outros meios de transporte. Com tamanho impacto climático e social, a ausência de debates e compromissos referentes à mobilidade ativa sem dúvida enfraqueceu a agenda temática na COP26.

O transporte inclusivo e zero emissão se torna ainda mais urgente diante das discussões sobre a atualização da Política Nacional da Mobilidade Urbana, que poderia entre outras coisas estabelecer subsídios para o transporte público, fortalecer a gestão metropolitana e padronizar dados de mobilidade ao redor do país. O anúncio da comitiva de prefeitos, liderada pelo prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, para pedir ajuda financeira ao governo federal para gastos com o transporte público evidencia a urgência e a crise do setor nas grandes cidades brasileiras.

 

A agenda de transporte e mobilidade na COP26 focou, de maneira desproporcional, na transição tecnológica, embora organizações como a C40 tenham ressaltado a importância de valorizar e fortalecer o transporte público como prioridade climática e social. Mesmo com estes limites observados em Glasgow, a mobilidade urbana sustentável focada na qualidade e ampliação do transporte público, mobilidade ativa e transição tecnológica (nesta ordem) é uma das oportunidades mais valiosas e imediatas que temos de traduzir o enfrentamento global à crise climática em avanços locais de equidade e justiça social e climática. 

Com informações da Assessoria de Imprensa

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HUAWEI CLOUD GANHA MERCADO E SE MANTÉM COMO 3º PROVEDOR DO MODELO DE NUVEM IAAS NO BRASIL, SEGUNDO GARTNER

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A Amazon Web Services (AWS) lançou dois programas AWS Global Accelerator para ajudar as startups a enfrentar alguns desafios

Em dois anos, Huawei Cloud expande atuação e se consolida como um dos principais fornecedores do serviço de nuvem mais utilizado no país

Estudo da consultoria Gartner aponta para uma tendência de crescimento exponencial nos investimentos em nuvem em nível global, além da evolução na adoção da tecnologia, que deve deixar de ser apenas um modelo de negócio para se tornar a base da inovação de diversas indústrias. Estas foram as principais conclusões do documento, apresentado nesta quinta-feira, 25, por Henrique Ceci, diretor sênior de pesquisa da Gartner, durante o evento de comemoração de dois anos da Huawei Cloud Brasil.

A pesquisa, que trouxe um balanço do setor e as perspectivas do segmento para 2025, revelou ainda que, entre 2019 e 2020, o market share da Huawei cresceu 0,6 p.p. no modelo de nuvem IaaS – Infrastructure as a Service, termo em inglês para os serviços de nuvem de armazenamento e rede sob demanda – mantendo a marca como a terceira mais utilizada no mercado brasileiro. “A Huawei Cloud foi lançada no Brasil em novembro de 2019. Dois data centers foram colocados em uso e mais de 60 serviços foram adicionados. Atualmente, mais de 250 parceiros se juntaram ao ecossistema de nuvem da Huawei no Brasil, incluindo mais de 180 parceiros de consultoria e mais de 70 parceiros técnicos”, afirmou Sun Baocheng, CEO da Huawei Brasil em seu discurso de abertura.



“De acordo com a pesquisa mais recente da Gartner, a Huawei Cloud se tornou o provedor de serviços de nuvem top 3 no mercado de IaaS e o fornecedor de nuvem de crescimento mais rápido no Brasil. Além disso, trabalhamos na inovação conjunta com nossos parceiros em PaaS e SaaS para fornecer o melhor serviço de nuvem ao cliente”, completou.

Em apenas dois anos de operação no Brasil, a Huawei Cloud segue expandindo a sua capacidade de atuação com duas zonas de disponibilidade no país, que são as áreas de suporte físico da nuvem, com data centers de alta capacidade. Durante o evento, a multinacional apresentou cases de projetos já implementados no país e outros recém-lançados, como o Programa Spark, voltado para impulsionar startups nacionais. “Essa transformação está acontecendo de forma muito rápida, pois o conceito de nuvem está ligado à criatividade e à inovação”, afirmou José Nilo, vice-presidente da Huawei Cloud no Brasil.

Os dados apresentados pela Gartner apontam que os investimentos em modelos de negócios baseados em nuvem, como IaaS (Infraestructure as a Service) e PaaS (Platform as a Service), devem fechar 2021 em U﹩S 1,2 bilhão e podem chegar a U﹩S 4 bilhões em 2025. “Poucos serviços mantêm essa taxa de crescimento consistente depois de tantos anos. Cloud não está relacionada apenas a algumas tecnologias: é também um habilitador para outras tecnologias que podem usar cloud, IA, machine learning, blockchain e plataformas mobile. Não é tecnologia, é enabler, habilitador, conceito importante para entender o futuro de cloud”, explicou Ceci, da Gartner.

O Brasil, no entanto, quando comparado aos países desenvolvidos, apresenta níveis de investimento significativamente mais baixos. Apenas 1% do mercado nacional utiliza serviços de cloud. Em 2021, dos U﹩S 53 milhões aplicados ao mercado de TI, só 6,6% foram para cloud computing. Nos Estados Unidos, por exemplo, país com mais empresas operando em nuvem, esse percentual chega a 16%.

A Huawei está há 23 anos desenvolvendo e trabalhando para a transformação digital do Brasil e acredita no potencial do país para continuar expandindo seus negócios. Durante a celebração de 2 anos de Huawei Cloud, a empresa contou com a presença de clientes e parceiros, além das apresentações de Augusto Nellssen, head de Telecom e Data Center do Itaú, e Luís Felipe Salin Monteiro, CEO da Cateno Gestão de Contas de Pagamento.

“Por meio do Huawei Cloud Ecosystem, oferecemos um serviço diferenciado, com suporte local e uma plataforma que une parceiros de diversos setores para o desenvolvimento conjunto de soluções e serviços, como Smart and Safe City, Carrier IT, IoT, vídeos e finanças”, explica Jose Nilo. São mais de 180 serviços e soluções, entre armazenamento, rede, bancos de dados, migração, segurança e desenvolvimento de aplicativos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ABES PROMOVE EM 01/12 ENCONTRO SOBRE A NOVA LEI DE LICITAÇÕES NA ÁREA DE TI

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Evento, que será 100% online e gratuito, vai discutir as mudanças nos processos de compras públicas, bem como os impactos desta legislação para o setor de tecnologia

Sancionada no começo de abril de 2021, a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos (Lei nº 14.133/21) substituirá três leis diferentes: a Lei de Licitação (Lei nº 8.666/93), a Lei do Pregão (Lei nº 10.520/02) e a Lei do Regime Diferenciado de Contratações (Lei nº RDC – 12.462/11), trazendo importantes mudanças para os processos de compras públicas. Entretanto, o tema ainda gera dúvidas e, para debater sobre o assunto, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software promove, no próximo dia 1° de dezembro, às 8h30, uma Mesa Redonda Virtual sobre a Nova lei de Licitações na área de TI, no qual os impactos desta legislação serão analisados por Lara Brainer, Diretora da Central de Compras no Ministério da Economia.

O evento, que é gratuito e terá tradução em libras, está alinhado com a criação do GT de Compras Públicas, em 2020, que visa apresentar propostas para a modernização, simplificação, transparência e maior segurança jurídica neste segmento de mercado, a partir da interlocução da associação com os poderes Executivo e Legislativo, além de sugerir estratégias que incluam as compras públicas como fator transformador dos serviços públicos, acelerador da economia digital e indutor da inovação, entre outras iniciativas.



A ABES segue firme em seu propósito de contribuir para a construção de um Brasil digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos, de forma inclusiva e igualitária. “Estamos comprometidos em proporcionar conteúdos e serviços relevantes para nossos associados e mercado em geral. Faz parte do nosso objetivo assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico, sustentável e competitivo globalmente”, declara Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

Os convidados para a Mesa Redonda Virtual sobre a Nova lei de Licitações na área de TI são Lara Brainer, diretora da Central de Compras no Ministério da Economia; Ana Carolina da Motta, head of Public Policy AWS Brasil e coordenadora do Comitê de Compras Públicas da ABES; e Rodolfo Fücher, presidente da ABES.

Serviço

Evento: Bate-papo sobre a Nova lei de Licitações na área de TI

Data: 01/12/2021

Hora: 08h30

Inscrições no link

Com informações da Assessoria de Imprensa

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NOVO GOVERNO ALEMÃO ANUNCIA EXPANSÃO MACIÇA DE ENERGIAS RENOVÁVEIS

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ESG: o que esperar em 2024?

Acordo estabelece que 1 a cada 3 carros sejam elétricos na Alemanha até o fim da década

Os partidos do próximo governo da Alemanha concordaram formalmente em aumentar os esforços para acelerar a eliminação progressiva do carvão no país até 2030, enquanto projetam a meta de elevar para 80% a participação das energias renováveis até a mesma data. Sob o governo anterior, a data de saída do carvão foi fixada para 2038.
Segundo o texto do documento, “passo a passo, estamos pondo fim à era dos fósseis, inclusive antecipando a eliminação progressiva do carvão para 2030 de forma ideal e deixando para trás a tecnologia dos motores de combustão”.


O novo governo alemão também lançou planos para tornar o país o principal mercado para as tecnologias de hidrogênio e para neutralizar em 50% o aquecimento dos ambientes internos, também até o fim da década. Outra medida é o fim dos registros de carros a combustão cinco anos antes da meta da União Europeia, que é para 2035.
As negociações foram feitas entre Social-Democratas (SPD), Verdes e Liberais (FDP), que formam a coalizão de governo do país para o próximo mandato. Pela primeira vez desde 1960, a Alemanha será governada por uma coalizão composta por três partidos, a chamada coalizão “Ampel” (“semáforo”), em referência às cores dos partidos: vermelho, amarelo e verde. Esta é a primeira coalizão do tipo em nível federal no país e vem após 16 anos da CDU de Angela Merkel, que é agora o maior partido de oposição no Bundestag alemão.
O acordo de coalizão publicado nesta quarta (24/11) servirá como programa de trabalho do novo governo por quatro anos. Ele ainda precisa ser aprovado pelas partes individuais, o que pode ocorrer entre os dias 4-5 de dezembro no caso de SPD e o FDP, enquanto os Verdes iniciaram hoje (25/11) o processo de votação. A posse do chanceler e dos ministros ocorrerá muito provavelmente entre os dias 6-8 de dezembro.
As partes da coalizão também anunciaram a criação de um programa de proteção climática até o final de 2022, com toda a legislação e medidas necessárias para garantir que as metas do acordo sejam atingidas.
“Este acordo abriu o caminho para a neutralidade climática”, afirmou em coletiva de imprensa a líder do Partido Verde, Analena Baerbock. “A proteção do clima será uma questão transversal em todas as áreas – do transporte à indústria, construção e habitação à agricultura, mas também à colaboração internacional e à política de segurança”.
Apesar dos anúncios, especialistas indicam que uma gama de políticas, investimentos e medidas sociais adicionais será necessária para atingir as novas metas juridicamente vinculativas de redução de emissões em 65% até 2030 e alcançar a neutralidade climática até 2045.
Além da eliminação acelerada do carvão, a coalizão concordou com as seguintes medidas:

Energias renováveis

• Aumentar a participação das energias renováveis no consumo de eletricidade para 80% até 2030, pressionando por procedimentos mais rápidos de planejamento e aprovação;
• Painéis solares serão obrigatórios para novos edifícios comerciais e recomendados para novos edifícios residenciais;
• Dois por cento da área terrestre do Estado deve ser disponibilizada para a expansão da energia eólica em terra;

• A capacidade de energia eólica offshore deve ser aumentada para pelo menos 30 gigawatts até 2030, 40 gigawatts até 2035 e 70 gigawatts até 2045.

Descarbonização dos sistemas de aquecimento

• Até 2030, 50% do calor deve ser gerado de forma neutra para o clima
• Os padrões de energia para novas construções serão ajustados a partir de 2025 para excluir de fato quaisquer sistemas de aquecimento com combustíveis fósseis, atendendo aos mais altos padrões de eficiência energética.
• A partir de 2025, qualquer novo sistema de aquecimento tem que ser capaz de funcionar com uma capacidade de pelo menos 65% de energia renovável.

Mobilidade

• Pelo menos 15 milhões de carros totalmente elétricos devem estar na estrada até 2030, o que representa cerca de um em cada três carros.
• De acordo com a regulamentação da UE, somente veículos neutros em relação ao CO2 podem ser registrados a partir de 2035 (“isto tem um impacto correspondente antes na Alemanha”), com uma exceção para veículos que podem “comprovadamente ser abastecidos com combustíveis eletrônicos (e-fuels ou combustíveis sintéticos, como várias formas de biodiesel e hidrogênio)”.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ESTUDO DO NIC.BR REÚNE EXPERIÊNCIAS DE DIVERSOS PAÍSES PARA A CONTINUIDADE DAS AULAS DURANTE A PANDEMIA DA COVID-19

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Publicação foi apresentada em um Webinar, marcado também pelo lançamento das edições 2020 dos livros das pesquisas TIC Domicílios, TIC Educação e TIC Kids Online Brasil

Lançado na última quinta-feira (25) pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), o Estudo Setorial “Educação e tecnologias digitais: desafios e estratégias para a continuidade da aprendizagem em tempos de COVID-19” reúne experiências de diversos países, mostrando como cada um deles conseguiu prosseguir com as aulas, mesmo diante do fechamento das escolas durante a pandemia. O papel das tecnologias nesse cenário, o desafio da exclusão digital para o ensino remoto e a adoção de diferentes soluções para contextos com e sem uso de tecnologia são questões centrais discutidas na publicação. Dos seus cinco capítulos, dois são dedicados ao Brasil. Um deles é de autoria de especialistas do Cetic.br|NIC.br. A apresentação do livro é assinada pelo diretor-presidente do NIC.br, Demi Getschko.

A partir do reprocessamento dos dados da pesquisa TIC Educação 2020 referentes às escolas públicas e discutidos no capítulo do Cetic.br, a falta de dispositivos – como computadores e celulares – e de acesso à Internet nos domicílios dos alunos foi um desafio para 93% escolas públicas no Brasil (o que corresponde a 94 mil instituições). Outro desafio importante para o uso de recursos de tecnologia em atividades pedagógicas foi a falta de habilidades dos professores, citada por 63% das escolas públicas.



“Os desafios relacionados à tecnologia, ainda que muito relevantes no período, também conviveram com uma série de outras questões importantes, como a dificuldade de escolas atenderem a alunos em condição de vulnerabilidade social”, explicam Javiera Macaya e Tatiana Jereissati, especialistas e autoras do capítulo assinado pelo Cetic.br|NIC.br. A medida mais citada pelas escolas públicas para a continuidade do ensino, de acordo com o levantamento, foi o agendamento de dia e horário para que os pais e responsáveis pudessem buscar na escola atividades e materiais pedagógicos impressos (93%).

A aprendizagem remota emergencial rumo a sistemas de educação mais abertos, inclusivos e de qualidade; a implementação, efetividade percebida e o monitoramento do ensino remoto; os desafios da inovação educacional no Uruguai no contexto da COVID-19 são alguns dos assuntos explorados na publicação, que aborda, ainda, o uso de plataformas digitais para atividades de ensino e aprendizagem em tempos de pandemia e traz uma projeção sobre a educação para as populações mais marginalizadas num futuro pós-pandêmico. “De forma geral, todos os capítulos destacam a importância da produção de dados e pesquisas que acompanhem o contexto do ensino na pandemia, as soluções implementadas, os resultados e lições aprendidas. Todas essas análises baseadas em evidências são de extrema relevância para a implementação de políticas públicas de inclusão digital no País”, complementa Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br|NIC.br

Assinam os demais capítulos do estudo representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), do Banco Mundial, da Fundação Ceibal (Uruguai), e das universidades: Federal da Bahia (UFBA), de Brasília (UnB), da Federal de Santa Catarina (UFSC) e da Estadual de Campinas (UNICAMP).

Lançamento

O estudo setorial “Educação e tecnologias digitais: desafios e estratégias para a continuidade da aprendizagem em tempos de COVID-19” foi apresentado no webinar “Inclusão digital e desafios pós-pandemia”, evento marcado, também, pelo lançamento das edições 2020 dos livros das pesquisas TIC Domicílios, TIC Educação e TIC Kids Online Brasil, que contam com artigos de especialistas e os indicadores completos de cada levantamento. Para conferir e baixar gratuitamente as publicações TIC do CGI.br conduzidas pelo Cetic.br|NIC.br, acesse: https://cetic.br/pt/publicacoes/indice/pesquisas/.

Já o Estudo Setorial está disponível. Para acessá-lo, clique a qui .

Com informações da Assessoria de Imprensa

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FÁBRICA DE STARTUPS E MIT REAP ABREM INSCRIÇÕES PARA ENERGINN, PROGRAMA DE EMPREENDEDORES COM FOCO EM ENERGIA SUSTENTÁVEL

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Empresa que vem transformando o ecossistema de inovação brasileiro está envolvida em iniciativa trazida ao Brasil pelo MIT

 

Assim como a internet revolucionou o modo como vivemos e trabalhamos, as energias renováveis devem transformar a relação de consumo entre clientes e empresas. Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apontou que a matriz energética brasileira atingiu 45% de fontes renováveis e 54% de fósseis. Os números mostram que o país se destaca diante do Brics, bloco econômico que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Aceitando o desafio de transformar o Rio de Janeiro no “Vale do Silício da Energia e Sustentabilidade”, a Fábrica de Startups, empresa de fomento à inovação, se uniu a outras organizações do ecossistema e passou a integrar o MIT Reap Rio, o mais completo programa de formação de empreendedores. Com objetivo de levar para o mercado soluções limpas e sustentáveis no setor de energia, os envolvidos vão auxiliar na seleção, criação de startups e no desenvolvimento de provas conceitos que serão apresentadas a empresas já consolidadas no ramo.

“Queremos fazer parte da transformação e da inovação no Brasil, fazer parte de iniciativas como o MIT REAP é muito gratificante para nós. Acreditamos que o é o caminho para acelerarmos projetos de empreendedores e pesquisadores e nada melhor do que começarmos com o setor de energia limpa, sustentável e renovável”, comenta Hector Gusmão, CEO da Fábrica de Startups.

Uma das empreitadas do time é o EnergiINN, programa que está com inscrições abertas, é direcionado a cientistas, pesquisadores, empreendedores ou intraempreendedores que possuam projetos ou pesquisas científicas sobre energia limpa, verde ou sustentável na área de energia. Ele acontecerá virtualmente e será composto por quatro etapas seguidas e com rodadas eliminatórias.

A primeira fase é de inscrições, os interessados podem preencher o formulário no site EnergInn até 06/12/2021, após serem selecionados os participantes passaram pela segunda etapa que é o curso básico de hard techs. Na terceira fase acontece mais uma seleção na qual somente 105 equipes vão de fato fazer parte do projeto. Após serem selecionados, os participantes vão iniciar a rodada de aceleração com objetivo de gerar protótipos e iniciar o relacionamento com grandes indústrias do setor, com possibilidade de conquistarem investimento para os projetos. Os profissionais que mais se destacarem vão participar da banca de avaliação no mês de dezembro.

O MIT REAP é uma iniciativa do Massachusetts Institute of Technology (MIT), que selecionou o Rio de Janeiro para participar do Regional Entrepreneurship Acceleration Program (REAP), um programa de aceleração de startups. O objetivo é desenvolver uma metodologia para estruturação e governança do primeiro ecossistema de inovação em energia e sustentabilidade do mundo.

Os envolvidos são representantes de cinco áreas: governo, universidade, corporações, startups e investidores de risco. Juntos, garantem a capacitação, elaboração e implementação, do ecossistema no Rio de Janeiro, que poderá ter sua metodologia expandida para desenvolver potencialidades de outras regiões nas regiões em etapas posteriores.

“Convidamos todas as pessoas que têm um projeto na área para se inscreverem. É o momento de trazer essas soluções para o mercado e mostrarmos que é possível produzir energia limpa”, finaliza o CEO.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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USO DE TECNOLOGIAS DIGITAIS AVANÇA NOS ESTABELECIMENTOS DE SAÚDE BRASILEIROS, MAS A SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO SEGUE SENDO DESAFIO, APONTA PESQUISA TIC SAÚDE 2021

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CADA REAL IMPORTA PARA O SUS

A oitava edição da pesquisa indica que cresceu a utilização de sistemas eletrônicos para registros de dados dos pacientes

Os estabelecimentos de saúde no Brasil estão mais informatizados, porém a implementação de estratégias para aumentar a segurança e proteção de dados pessoais armazenados segue sendo um desafio para o setor. Essa foi uma das conclusões da Pesquisa TIC Saúde 2021 , do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), conduzida pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Os dados levantados revelam o crescimento da adoção de Internet entre os estabelecimentos públicos no período marcado pelo avanço da COVID-19: 94% deles possuem computador e Internet, o que equivale a um aumento de nove pontos percentuais em relação a 2019. Entre os privados, o acesso a ambos segue universalizado.



Já as Unidades Básicas de Saúde utilizaram mais computadores (de 91%, em 2019, para 94%, em 2021) e Internet (de 82% para 92%, em 2021). Em um universo próximo de 40.600 UBS, cerca de 2.500 não possuem o dispositivo e 3.400 não têm acesso à rede.

“Esse aumento pode estar relacionado à maior necessidade de digitalização das informações em função do cenário da pandemia. Assim como ocorreu com os domicílios e os indivíduos, esses dados mostram que existiu uma demanda crescente por digitalização nesse período”, afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br|NIC.br.

Houve um avanço no uso de sistemas eletrônicos para registro de dados dos pacientes – passou de 82%, em 2019, para 88%, em 2021. Essa tendência de elevação ocorreu em praticamente todos os estratos investigados pela pesquisa. Nas unidades públicas, subiu de 74% para 85% na comparação entre os dois anos, enquanto nas privadas, manteve-se estável, em torno de 91%. Em relação às UBS, 89% possuem algum tipo de sistema eletrônico.

Quanto à disponibilidade das informações dos pacientes em formato digital, também se verificou crescimento em relação à edição anterior. Nas UBS, as funcionalidades que registraram maiores aumentos foram: listar todos os pacientes por tipo de diagnóstico (de 43%, para 60% em 2021), realizar prescrição médica (de 58% para 75%) e compilar resultados de exames laboratoriais (46% para 62%).

A interoperabilidade entre sistemas eletrônicos de informação na saúde também avançou durante a pandemia. A pesquisa indica um maior número de estabelecimentos com sistemas que recebem ou enviam informações para outros sistemas eletrônicos da rede de atenção à saúde, principalmente nos públicos (de 25% em 2019, para 43% em 2021), incluindo as UBS (de 28% para 45%).

Segurança da informação

Apenas um terço dos estabelecimentos de saúde tinham uma política definida sobre segurança da informação, sendo o percentual dos públicos (21%) menor em relação ao dos privados (cerca de 40%).

Entre as ferramentas de segurança, aquelas relacionadas à criptografia apresentaram maior aumento na comparação a 2019, a exemplo da criptografia de arquivos e e-mails, presentes em 52% dos estabelecimentos (contra 41% em 2019). Já a criptografia da base de dados avançou de 36%, em 2019, para 48% em 2021.

LGPD e uso de novas tecnologias

Uma novidade dessa edição é a inclusão de indicadores sobre as medidas adotadas pelos estabelecimentos de saúde para adequação à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). De acordo com os resultados, menos da metade implementou alguma das medidas pesquisadas. Entre as mais adotadas estão a disponibilização de canais de atendimento e interação com os titulares dos dados (38% do total) e a realização de campanha interna para conscientização sobre a LGPD (32% do total).

“A LGPD entrou em vigor em agosto de 2020, e a coleta dos dados da pesquisa ocorreu no primeiro semestre de 2021. Os resultados indicam que os estabelecimentos de saúde ainda têm um caminho a percorrer em sua adaptação à nova lei”, afirma Barbosa.

A TIC Saúde também investigou, pela primeira vez, o uso de novas tecnologias pelos estabelecimentos de saúde que possuem uma área ou departamento de tecnologia da informação. Uma parte considerável tem utilizado computação em nuvem. Dentre os serviços analisados, o mais comum foi o e-mail em nuvem (69%), seguido por armazenamento de arquivos ou banco de dados em nuvem (57%). Os resultados apontaram para disparidades entre estabelecimentos públicos e privados quanto ao uso de software e armazenamento de dados em nuvem (17% públicos e 45% privados).

A análise de Big Data é adotada por um número ainda reduzido de estabelecimentos. Em um universo de 109 mil avaliados, apenas cerca de 4.200 se valem do recurso, sendo que destes, aproximadamente 3.600 são privados. Para essas análises são mais utilizados os dados dos próprios estabelecimentos, tanto os provenientes de fichas cadastrais, formulários e prontuários (76%) quanto os de dispositivos inteligentes e sensores (69%).

A pesquisa também indica que 4% dos estabelecimentos de saúde fizeram uso de Inteligência Artificial, enquanto 3% afirmaram utilizar aplicações de robótica. Todos esses recursos estão mais presentes nas unidades privadas. Entre as regiões geográficas, a Sudeste é a que apresenta maior uso de IA (6%) e robótica (4%)

Telessaúde e serviços on-line

De maneira geral, as práticas de telessaúde cresceram durante pandemia, conforme indicam os resultados da pesquisa TIC Saúde 2021. Passaram a estar mais presentes nos estabelecimentos a teleconsultoria (de 15%, em 2019 para 26%, em 2021), o telediagnóstico (de 12% para 20%), e o monitoramento remoto de pacientes (de 5% para 20%).

Pela primeira vez a pesquisa investigou, entre os estabelecimentos de saúde, a realização de teleconsulta entre médico e paciente – modalidade regulamentada de maneira emergencial diante do avanço da COVID-19. Observou-se que esse serviço foi oferecido por 18% dos estabelecimentos de saúde, sendo 14% públicos e 22% privados.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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SAIBA QUAIS SERÃO AS TENDÊNCIAS EM TECNOLOGIA PARA O PRÓXIMO ANO

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Especialista da Claranet elenca cinco soluções que deverão movimentar o mercado em 2022

O mercado de tecnologia promete grandes mudanças para o próximo ano, seja em serviços para o consumidor final ou mesmo em produtos e soluções para empresas que desejarem acompanhar o processo de digitalização. Apenas para o segmento de T.I, a previsão da International Data Corporation (IDC) era de crescimento de 11% este ano, sendo o setor impulsionado pela massificação do 5G, modernização de sistemas, adesão à Cloud Computing, dentre outros. Para 2022, contudo, a expectativa é que cibersegurança e soluções correlacionadas continuem entre as prioridades.

Os ataques cibernéticos com a utilização de ransomware, o malware que bloqueia sistemas e sequestra dados de empresas, ultrapassaram a marca registrada no 1º semestre do ano passado frente a este ano. Segundo pesquisa da Roland Berger, foram mais de 9 milhões de ataques deste tipo, colocando o Brasil na quinta posição mundial em número de ataques hackers contra empresas.



Para Diogo Barroso Santos, CTO da Claranet, multinacional de tecnologia, algumas soluções já existentes hoje, como tecnologias em cibersegurança, continuarão no topo das atenções para os próximos anos devido ao processo de digitalização e avanços que vêm ocorrendo na área de T.I.

“É inevitável não considerarmos a pandemia e como fomos levados a utilizar a tecnologia para ações básicas do dia a dia. O comportamento humano foi transformado e a tendência é que sigamos introduzindo cada vez mais as soluções tecnológicas em nossos processos pessoais e profissionais”, afirma o executivo.

Para elucidar melhor as tendências para o próximo ano, o especialista da Claranet elencou cinco tecnologias que serão massificadas. Confira abaixo.

Cibersegurança

A maior tendência será a segurança de dados. Estamos na era pós digital, onde tudo está acessível pela internet, mesmo quando os dados e aplicações são de acesso restrito aos colaboradores. A liberdade de trabalhar remotamente, de qualquer lugar, trouxe vantagens, pois flexibilizou e, em alguns casos, aumentou a produtividade e satisfação no trabalho, mas por outro lado abriu espaço para mais vulnerabilidades que precisam ser levadas a sério. Os riscos de uma empresa ser prejudicado e ficar inoperante é alto, além de haver chances de ocorrer vazamento de dados, perda de lucro e credibilidade da marca no mercado.

Hiper automatização

Este é um processo que traz redução de custos e evita erros humanos nas empresas. É comum, no âmbito da tecnologia, ouvir falar sobre DevOps e SecDevOps, mas a maioria não imagina que esta cultura pode automatizar quase tudo dentro de uma empresa. Podemos achar que DevOps se resume à IaC, (Infra as a Code), mas ter uma cultura de automação é muito mais abrangente, envolve uma quebra de paradigmas e mudança de mindset, ao mudar também a forma como fazemos as coisas e não simplesmente robotizar os processos (RPA).

Data Driven

O Data Driven, quando a empresa baseia a tomada de decisão e o planejamento estratégico na coleta e na análise de informações, tende a aumentar ainda mais. Com o aumento do IoB (Internet of Behavior), saber o que está acontecendo real-time é crucial não só para vender mais, como também ter parâmetros sobre a percepção dos clientes de uma organização.

IA (Inteligência Artificial) e ML (Machine Learning)

Mais uma tendência que vem junto com automação e Cibersegurança é IA e ML. Não há como se falar em automação e Cyber sem pensar nesses dois agentes de transformação, sem eles não teríamos como ser cada vez mais efetivos no aprendizado e análise de comportamentos.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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ABES SEGUE COMPROMETIDA COM AS MELHORES PRÁTICAS DE ESG E DISPONIBILIZA GRATUITAMENTE DIAGNÓSTICO DE SUSTENTABILIDADE

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Revoluções Industriais e a Sustentabilidade Humana
Foto: Banco de imagem/istockphoto

Pioneira e inédita, ferramenta mede hábitos e recomenda ações voltadas para a sustentabilidade das empresas

Atenta às discussões sobre meio ambiente e alinhada ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) do Pacto Global da Organização das Nações Unidas (ONU) e às práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança na sigla em inglês), a ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software busca contribuir para o aprimoramento da gestão das empresas oferecendo, de forma gratuita, o Diagnóstico de Sustentabilidade . Pioneira e inédita, a ferramenta efetua a análise do desempenho de gestão sob a ótica da sustentabilidade e dos conceitos ESG, buscando entender o estado da responsabilidade social e sustentabilidade das empresas de qualquer setor, associadas à ABES ou não.

De acordo com Rodolfo Fücher, presidente da ABES, as empresas têm objetivos de longo prazo no que diz respeito ao seu crescimento, à geração de empregos e à lucratividade. Contudo, sua missão precisa ir além disso. “As empresas têm um papel a desempenhar na sociedade e podem agir a favor da preservação do meio ambiente, da redução da desigualdade, valorização da diversidade e na solução de problemas sociais. Por isso, lançamos a ferramenta para aumentar a adesão das organizações a um modelo de gestão que seja indutor de desenvolvimento sustentável, guiado pelas boas práticas e políticas de ESG (environmental, social and governance)”, declara.



O Diagnóstico de Sustentabilidade ABES foi elaborado em parceria com a Prosperitate Consultoria em Sustentabilidade, e a ferramenta está sustentada em referenciais reconhecidos nacional e internacionalmente implantados por instituições como IBGC, Ethos, Pacto Global e GRI e orientada pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável para o alcance da Agenda2030 das Nações Unidas. As empresas interessadas em realizar o diagnóstico podem fazê-lo por meio deste link. Os dados coletados são tratados seguindo as premissas da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e a ABES envia a cada participante uma análise do desempenho de sua empresa, bem como a indicação de ações para os próximos passos visando melhorias na gestão com foco em ESG.

ESG no foco da ABES

Com o objetivo assegurar um ambiente de negócios ético e sustentável, além de inovador, dinâmico e competitivo globalmente, e mediante o propósito de construir um Brasil digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento, a ABES tem criado uma série de iniciativas a fim de contribuir com o desenvolvimento das empresas do setor tecnológico facilitando a implantação de ESG (Environment, Social e Governance; em português: Meio ambiente, Social e Governança).

A ABES segue seu compromisso com a mobilização pela redução da desigualdade , atingindo 8 dos 17 ODS. A iniciativa tem o objetivo de apoiar ações de inclusão social que promovam a capacitação na área digital, por meio dos recursos obtidos pela reciclagem de equipamentos de tecnologia e telecomunicações em desuso, reinserindo os materiais na cadeia produtiva através da engenharia reversa. Além de conscientizar empresários e colaboradores sobre o descarte correto de seus equipamentos e atender a Legislação Ambiental e segurança de TI, o que gera impacto positivo no meio ambiente e na sociedade.

Em relação a governança, a ABES ajuda as empresas a implementarem seus próprios programas de compliance. Para isso desenvolveu a iniciativa Uma Empresa Ética – projeto que visa melhorar os padrões éticos e morais das empresas interessadas em adotar um Programa de Integridade que, além de promover a cultura da ética nas corporações, permita a mitigação das penalidades trazidas pela Lei Anticorrupção (Lei 12.846/2013) e atenda aos requisitos das demais legislações aplicáveis. Ao oferecer gratuitamente às empresas associadas e entidades parceiras, três serviços que compõem os principais pilares de um Programa de Integridade efetivo – um modelo de Código de Ética e Conduta, treinamentos periódicos direcionados aos colaboradores das empresas e um canal de denúncias independente – a associação incentiva o mercado a seguir o caminho da ética e da integridade.

Comprometida em sua missão de fortalecer a Indústria Brasileira de Software e Serviços (IBSS) e de promover o desenvolvimento das empresas do setor, a ABES oferece às empresas de tecnologia o Guia de Fomento , documento no qual mantém catalogadas, atualizadas e facilmente acessíveis a quem tenha interesse, associados ou não, todas as informações sobre as opções de fomento à inovação e fontes de recursos, sejam públicas ou privadas. “Nosso objetivo é oferecer alternativas de aprimoramento da gestão tech para um futuro sustentável, orientada pelos princípios de ESG. Por isso, compartilhamos ao máximo informações, a fim de promover um equilíbrio no mercado tecnológico brasileiro”, conclui Fücher.

Com informações da Assessoria de Imprensa

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