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SIEMENS DESENVOLVE VÁLVULA EM IMPRESSÃO 3D PARA O HOSPITAL OSWALDO CRUZ

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Foto: Divulgação/Siemens

Equipamento já foi utilizado em 29 pacientes, sendo que sete já receberam alta do hospital e os outros estão se recuperando

A Siemens fechou uma parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, para o fornecimento de uma solução que tem salvado vidas no combate à Covid-19. Após identificar uma necessidade na unidade de saúde da capital paulista, a companhia desenvolveu uma válvula em impressão 3D para serem utilizadas em respiradores que estão sendo utilizados em pacientes contaminados pelo novo coronavírus. 

A iniciativa contou com apoio do Instituto Biofabris/Unicamp, e o processo para elaboração da peça levou menos de 15 dias. Em seu último levantamento, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz informou que já utilizou o sistema em 29 pacientes, sendo que sete pacientes já receberam alta hospitalar e os outros estão se recuperando. Com os excelentes resultados, o equipamento segue agora produção em escala. 

A válvula desenvolvida pela Siemens permite utilizar, de maneira segura, respiradores não invasivos e que evitam riscos de contágio da equipe médica durante o tratamento. Além disso, o sistema permite também que pacientes contaminados e casos suspeitos possam conviver no mesmo ambiente da unidade hospital.

“Foi uma grande vitória. Fizemos algo de muita relevância, em ritmo emergencial, como a situação demanda. Mostramos mais uma vez como a Siemens é uma parte importante da sociedade, seja por meio de suas tecnologias, seja integrando pessoas de diferentes capacidades”, diz o gerente de Contas Corporativas da Siemens, Rodrigo Melo.

RESPIRADORES NO SUL DO PAÍS

Outra iniciativa realizada pela Siemens para combater o novo coronavírus foi em parceria com a GreyLogix, empresa de automação industrial e integrante do programa Solution Partrner da Siemens. Com o avanço da pandemia, a GreyLogix percebeu um desafio na região entre os municípios de Mafra (SC) e Rio Negro (PR), no sul do país, onde está localizada: caso o número de infectados crescesse exponencialmente, as duas pequenas cidades dificilmente teriam respiradores em número suficiente para atender os infectados pelo novo coronavírus.

Sendo assim, a GreyLogix decidiu produzir internamente respiradores para serem usados nas instituições de saúde da região. O foco de negócios da empresa não é o setor de saúde – mas, sim, indústria de alimentos, bebidas, papel & celulose, química, entre outros – portanto, o desafio era enorme. Dessa maneira, para garantir que o equipamento produzido seguisse os requisitos médicos necessários, o time da empresa trabalhou em conjunto com médicos, enfermeiros e fisioterapeutas da prefeitura de Mafra e de cidades vizinhas e validou os resultados com equipe médica e engenharia clínica do Hospital SOS Cárdio, em Florianópolis (SC). O projeto contou também com apoio do SENAI e da empresa SC Hospitalar, em São José (SC), para realizar aferições no equipamento.

Como resultado, no tempo recorde de três semanas, os equipamentos foram criados e contaram com soluções Siemens, com destaque para os controladores e IHMs da linha SIMATIC e as fontes de alimentação da linha SITOP. “O projeto da GreyLogix surgiu no horizonte no momento em que a própria Siemens prospectava iniciativas voltadas para a crise do novo coronavírus, com as quais pudesse contribuir”, comenta o executivo da área de Factory Automation da Siemens, Daniel Guimarães.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Siemens

EM ENTREVISTA EXCLUSIVA, O PREFEITO DE FLORIANÓPOLIS CONTA COMO O INVESTIMENTO EM TECNOLOGIA E INOVAÇÃO AJUDOU A CIDADE A ENFRENTAR A CRISE

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O Connected Smart Cities entrevistou o prefeito Gean Loureiro sobre como o investimento em novas tecnologias tornou a cidade mais resiliente durante o período de crise

Na série realizada pelo Connected Smart Cities sobre Tecnologia, fica claro o impacto que novas tecnologias possuem em auxiliar o planejamento e gestão urbana. Além de promoverem uma desburocratização e maior transparência, reduzem o custo para o poder público e permitem uma maior participação social. Especialmente em momentos de crise, é preciso aplicar novos mecanismos para auxiliarem a gestão pública, fazendo com que todos os setores da sociedade atuem em conjunto para tornarem as cidades mais inteligentes. 

A cidade de Florianópolis é a segunda colocada no eixo Tecnologia e Inovação no Ranking Connected Smart Cities. Com o desenvolvimento do setor, de acordo com o estudo Tech Report, a capital faturou R$6,7 bilhões em 2018- sendo que a cidade ocupa também o segundo lugar no ranking nacional de startups por habitantes. 

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O Connected Smart Cities realizou uma entrevista com o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro, para entender como o investimento realizado pela cidade no setor de tecnologia auxiliou no combate à crise:  “Nós temos a menor letalidade de todas as capitais do Brasil. As empresas de tecnologia que fizeram uma parceria com a Associação Catarinense de Medicina e a Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia estão oferecendo gratuitamente para a cidade de florianópolis uma série de aplicativos. Um deles, quando é identificada uma pessoa contaminada, outras pessoas que estão em um raio de 200m, recebem, por meio de uma mensagem de texto, que nas proximidades de  sua residência tem um caso confirmado. O objetivo não é trazer o pavor, mas intensificar as medidas de higienização e reforçar que é para a população permanecer em casa. Além disso, quando a pessoa é identificada como caso positivo, é enviada uma solicitação para acessar o GPS da pessoa pelo celular, para que exista um controle dos últimos 7 dias dessa pessoa, de modo que seja possível avisar possíveis contaminados e garantir maior isolamento social”.

Considerada a “Vale do Silício da América Latina” pela BBC World, Florianópolis possui, de acordo com dados da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate), mais de 900 empresas de tecnologia que faturam mais de R$5,4 bilhões por ano. Segundo o prefeito, o retorno do investimento chega a ser 4 vezes maior: “O fato de Florianópolis ter avançado no setor de tecnologia, faz com que exista a criação de pequenas empresas- que se formam com o apoio do fundo municipal de inovação criado pela prefeitura-e percebemos que cada recurso investido volta de 3 à 4 vezes maior na arrecadação. O fato de Florianópolis criar essa cultura de tecnologia, faz com que cada vez mais tenhamos um ecossistema interligado, o que, frente a uma realidade pós pandemia,  abre uma maior possibilidade de sucesso para Florianópolis em ser mais tecnológica e inovadora”. 

Os ecossistemas citados por Gean Loureiro fazem referência ao conjunto de empresas, startups e incubadoras que são de desenvolvimento de CT&I (ciência, tecnologia e inovação), além de estarem alinhadas com as políticas da Prefeitura Municipal de Florianópolis e pelo Governo do Estado. Cada um desses ecossistemas conta com um espaço para informação, orientação e suporte, auxiliando não apenas quem já atua na cidade, como também aqueles que desejam investir. 

Gean Loureiro disse para o Connected Smart Cities que a combinação de novas tecnologias estão sendo utilizadas nesse momento para auxiliar no combate ao coronavírus: “Estamos monitorando a movimentação através de câmeras na cidade e aplicativos- para que a nossa tomada de decisão seja baseada em função do cumprimento ou não das recomendações de distanciamento social. (…) Precisamos estudar novas formas de poder auxiliar no cruzamento em função da localização das pessoas contaminadas com as outras pessoas que tiveram contato com ela. Tudo tem sido feito a partir de universidades, empresas de tecnologia e governo federal que estão trabalhando juntos frente a essa situação”.

Por fim, quando questionado se acreditava que a postura da população e dos gestores públicos ia mudar com a implementação de novas tecnologias, o prefeito deu seu panorama: “Parece que o comportamento da população, antes e depois da pandemia, vai mudar bastante. As próprias instituições estão começando a perceber que a possibilidade de reuniões virtuais tem um efeito muito similar de reuniões presenciais, que são feitas com mais dificuldade e com uma menor quantidade de pessoas devido ao deslocamento. Isso vai alavancar o mercado de tecnologia, criando novas oportunidades, e, Florianópolis por ter empresas de tecnologia, além de um investimento das nossas universidades e do poder público municipal, geramos um ecossistema muito favorável para esse mercado ser ampliado.” 

FUNDAÇÃO EZUTE ENTREGA SIGARH PARA O ESTADO DO PARANÁ E DÁ INÍCIO A NOVA ETAPA DO PROJETO

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Foto: Represa de Capivari/Rodrigo Vasconcellos

Novo Sistema de Informações para Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos (SIGARH) contribui para desburocratização do Estado, modernizando os procedimentos e oferecendo aos órgãos gestores serviços integrados e de maior alcance

A Fundação Ezute entregou ao Estado do Paraná o Sistema de Informações para Gestão Ambiental e de Recursos Hídricos (SIGARH), que integra um grande programa de modernização dos processos da outorga de uso dos recursos hídricos, monitoramento e aprimoramento operacional dos mesmos e gestão de bacias hidrográficas.

Com financiamento do Banco Mundial e desenvolvido e implementado pela Fundação Ezute, o SIGARH é um sistema de informações corporativas, voltado para operação e gestão ambiental e dos recursos hídricos na abrangência do Estado do Paraná. Construído para ser um sistema de informações e de apoio eficientes, com uma quantidade de dados para armazenamento bastante significativa, o SIGARH é descentralizado e integrado com outros sistemas, garantindo uma gama de serviços e informações disponíveis na internet. Suas informações são armazenadas de forma estruturada, organizada, com integridade e segurança de acesso garantidas.

O novo sistema, que já está em operação desde o início do ano e será disponibilizado de forma mais abrangente para o público em maio de 2020, contribui com a desburocratização do Estado, modernizando os procedimentos e oferecendo aos órgãos gestores serviços integrados e de maior alcance. Para o cidadão, possibilita a substituição do papel por meios eletrônicos, o acesso às informações via internet, maior confiabilidade dos dados e rapidez na liberação de processos.

“O projeto faz parte da estratégia de governo para a transformação digital, especialmente na área ambiental. Temos de dar uma resposta para a sociedade paranaense, especialmente para o setor produtivo, de agilidade, transparência e segurança jurídica na emissão de diplomas legais que são demandados por esse setor. Além disso, com o sistema vamos emitir outorga de recursos hídricos com papel zero. Isso nos permitirá dar dispensas automáticas de outorga, por exemplo. Com o SIGARH será mais fácil fazer a gestão dos recursos ambientais e dos recursos hídricos”, explica Everton Luiz da Costa Souza, Diretor-presidente do Instituto Água e Terra, órgão do Governo do Paraná que gerencia a implantação do SIGARH.

DESDOBRAMENTOS DO SIGARH E NOVO CONTRATO

Dando continuidade ao projeto, a Fundação Ezute assinou, recentemente, um novo contrato com o Instituto das Águas do Paraná, que tem como objetivo o aprimoramento operacional da gestão de recursos hídricos do Estado, abrangendo: concepção, desenho, desenvolvimento e implantação da primeira versão do Sistema Integrado de Gestão Ambiental (SIGA), com prazo de execução de oito meses.

“O projeto ajudará o Estado a crescer. Alguns processos mais simples serão emitidos automaticamente pelo sistema, sem análise técnica. Documentos que levavam meses para serem emitidos serão obtidos de forma automática. Antes era tudo manual, então havia muita demora e inconsistência. O novo contrato prevê algumas melhorias em cima da nova versão. Durante o desenvolvimento do sistema, percebemos que eram necessárias outras ferramentas, por exemplo, a necessidade de uma funcionalidade para que o usuário possa desistir do processo físico e entrar no eletrônico”, explica Jaqueline Dorneles de Souza, Diretora do Núcleo de Inteligência Geográfica e da Informação do Instituto Água e Terra.

O escopo do projeto permitirá a ampliação e a complementação das funcionalidades dos subsistemas existentes (modernização do SIGARH) para integração de dados legados e atendimento às novas demandas legais do Estado referente à gestão de recursos hídricos.

“O SIGARH permite a operacionalização de praticamente todos os instrumentos de gestão da Política Nacional de Recursos Hídricos e possibilitará ao Estado do Paraná desburocratizar processos, ter mais eficiência e maior transparência nesse setor. Composto por 7 Subsistemas integrados, acreditamos que o SIGARH seja a maior e mais abrangente solução para gestão de recursos hídricos do País. O sistema foi construído atendendo aos padrões tecnológicos do Estado do Paraná, sua arquitetura modular permitirá ao Estado a rápida ampliação de suas funcionalidades quando necessário. Mais uma vez, a Fundação Ezute colocou em prática sua missão e seu propósito e quem ganha com isso é a população, que terá acesso a serviços de qualidade com rapidez”, finaliza Leonardo Guimarães Lopes, gerente do projeto SIGARH na Fundação Ezute.

ACESSO – O sistema pode ser acessado no sitio eletrônico www.aguasparana.pr.gov.br onde o usuário terá também à disposição um conjunto de vídeos explicativos sobre o uso do sistema.

Fonte: Fundação Ezute

CIENTISTAS BRASILEIROS DESENVOLVEM APLICATIVO PARA DIAGNÓSTICO DA COVID-19

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Arte sobre foto cedida pelo pesquisador: Cleber Siquette/Jornal da USP

Fita diagnóstica feita com anticorpos produzidos por peixes permitiu gerar testes cinco vezes mais baratos que os atuais; equipe foi premiada em hackathon internacional

A equipe liderada pelo pós-doutorando do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP Ives Charlie da Silva criou um aplicativo utilizando o zebrafish (peixe paulistinha) para gerar testes para a covid-19 cinco vezes mais baratos que os atuais. Composta de cientistas de diversas áreas, eles desenvolveram uma fita diagnóstica com um QR code que, ao ser lido por um aplicativo, fornece rapidamente o resultado – positivo ou negativo – para covid-19. Com essa inovação, a equipe foi premiada com o terceiro lugar no Global Virtual Hackathon COVID19, competição internacional que premiou ideias inovadoras referentes ao novo coronavírus. 

O hackathon é uma “maratona hacker” temática que envolve pessoas de diversas áreas do conhecimento e tem como objetivo solucionar um problema com o desenvolvimento de sistemas ou aplicativos. O projeto deve ser iniciado do zero e completado em um curto período de tempo. 

No caso do Global Virtual Hackathon COVID19, o foco da maratona era o desenvolvimento de ideias inovadoras sobre o novo coronavírus. O pesquisador Ives Charlie,  que já tinha experiência em competições internacionais de hackathon, conta ao Jornal da USP que teve 24 horas para montar uma equipe multidisciplinar e avançar o projeto. 

A ideia foi desenvolver um teste rápido e barato de diagnóstico de covid-19 utilizando o zebrafish, mais conhecido como peixe paulistinha. Uma proteína do novo coronavírus foi aplicada no peixe. O animal gerou anticorpos que foram passados para seus ovos após serem colocados para reproduzirem, e esses anticorpos foram usados para fazer uma fita diagnóstica. Cada fita possui um QR code para ser lido no aplicativo que dá, rapidamente, o resultado: positivo ou negativo para covid-19. 

“Conseguimos com a professora Cristiane Carvalho, que trabalha em conjunto com os professores Edison Durigon, ambos do ICB, e Shaker Chuck Farah, do Instituto de Química da USP, diferentes fragmentos de uma proteína do novo coronavírus chamada spike. Nós a injetamos no Zebrafish e isolamos os anticorpos dos ovos”, contou ao Jornal da USP Ives Charlie. 

O grupo concorreu entre mais de 600 projetos de 40 diferentes países, e o projeto conta com o ICB em colaboração com outras universidades e instituições. 

CIÊNCIA ALIADA À TECNOLOGIA

De acordo com o pesquisador, o objetivo seria a produção destes testes rápidos em larga escala para que as pessoas pudessem adquirir em farmácias e fazer em casa. “A pessoa utilizaria um swab (haste flexível) para coletar saliva e colocaria na fita diagnóstica para reagir com os anticorpos de covid-19. Para obter o resultado, ela abriria o aplicativo e leria o QR code da fita”, explicou. 

Com o aplicativo é possível fazer o monitoramento por georreferenciamento das pessoas que testaram positivo para o novo coronavírus a partir da localização. Além disso, órgãos de saúde pública também são notificados. O aplicativo também faz um acompanhamento, através de perguntas, dos principais sinais clínicos da doença, como tosse e febre, por 14 dias. 

“Um dos nossos diferenciais é este: o governo ou uma agência sanitária será informada. Hoje, o Ministério da Saúde tem que ficar ligando para as pessoas com sinais clínicos da doença. No aplicativo, a pessoa mesma pode ir informando”, ressaltou Ives Charlie.

POR QUE O ZEBRAFISH?

O zebrafish é um ótimo modelo animal para desenvolver anticorpos contra o novo coronavírus pensando-se em escala global. O animal adulto possui até 5 centímetros de comprimento, o que otimiza o espaço para sua criação. Isso faz com o custo do teste seja reduzido em cinco vezes. Outro ponto levantado por Ives Charlie é o fato de que o peixe não precisa ser abatido para a aquisição desses anticorpos. 

“Essa técnica já é usada no mercado com galinhas ou ratos, por exemplo. Estamos adaptando para o peixe. O zebrafish é um excelente modelo experimental”, ressaltou o pesquisador.

O teste está em fase de validação. Agora a equipe está trabalhando para quantificar a concentração de anticorpos necessária para fazer o mapeamento de quantos peixes serão necessários para produção em escala global.

Em colaboração com o Centro de Estudos em Doenças Inflamatórias (CRID) da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, amostras dos Zebrafish imunizados com a proteína da covid-19 foram enviadas para o grupo liderado pelo professor Thiago Cunha para estudar os parâmetros de neuroinflamação causada pela doença. 

O Global Virtual Hackathon COVID19 foi sediado no Azerbaijão e aconteceu nos dias 10 e 12 de abril. Foram 600 projetos de 45 países diferentes. O evento foi organizado pelo Ministério dos Transportes, Comunicações e Alta Tecnologia do Azerbaijão em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. 

A equipe é formada pelo bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) Ives Charlie da Silva, pesquisador do Departamento de Farmacologia do ICB, liderado pela professora Letícia Lotufo. Também participam da equipe Juliana Moreira Mendonça Gomes e Letícia Gomes de Pontes, ambas do ICB (laboratórios dos professores Niels Olsen e Antônio Condino-Neto); Bianca Helena Ventura Fernandes, do biotério central da Faculdade de Medicina (FMUSP) da USP – Unidade Zebrafish; Roger Chammas, diretor do biotério central da FMUSP; Luciani Carvalho, coordenadora do núcleo Multiusuários de Zebrafish da FMUSP; Natália Feitosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em Macaé; Marco Belo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Jaboticabal; Ilo Rivero, da Pontifícia Universidade Católica (PUC), em Minas Gerais; Bruno Nascimento, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); e Kátia Conceição, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

Confira como o aplicativo funciona: https://www.youtube.com/watch?time_continue=5&v=XisZ_nTrMNg&feature=emb_logo

Por Marcelo Canquerino

Fonte: Jornal da USP

FACEBOOK CRIA ÓRGÃO INDEPENDENTE QUE DECIDIRÁ O QUE SEUS USUÁRIOS PODEM VER

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Uma ganhadora do Nobel da Paz, uma ex-primeira-ministra dinamarquesa, um ex-diretor do ‘The Guardian’ e um professor da UERJ estão entre os membros do novo conselho moderador

Facebook anunciou a composição de um novo organismo que moderará conteúdos, uma instância independente à qual os usuários e a própria companhia podem recorrer para tomar decisões sobre publicações que afetam a liberdade de expressão e os direitos humanos. Mark Zuckerberg, fundador da rede social, anunciou em 2018 sua intenção de criar uma entidade à margem da estrutura da empresa para moderar os conteúdos mais polêmicos. O resultado é um conselho formado, até o momento, por 20 personalidades de todo o mundo, que selecionará e ponderará sobre os limites globais da liberdade de expressão. Suas decisões serão transparentes e de cumprimento obrigatório para a rede, desde que não entrem em conflito com leis locais. Os conteúdos suscetíveis de serem moderados serão os do Facebook e Instagram. O conselho não terá, ao menos por enquanto, capacidade sobre o WhatsApp, outra plataforma pertencente à companhia.

Esta nova instância depende de uma organização alheia à empresa, embora tenha sido criada pela matriz com uma doação irrevogável de 130 milhões de dólares (800 milhões de reais). Os membros do conselho, composto por 10 mulheres e 10 homens, não são funcionários do Facebook nem podem ser demitidos por Zuckerberg. Nesta quarta-feira, foi anunciada a composição desse órgão, que incluirá personalidades como a ativista iemenita Tawakul Kerman, ganhadora do Nobel da Paz de 2011, a ex-primeira-ministra dinamarquesa Helle Thorning-Schmidt e o jornalista britânico Alan Rusbridger, que dirigiu o jornal The Guardian durante duas décadas. Ronaldo Lemos, advogado de propriedade tecnológica e intelectual e professor de Direito da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), é um dos dois únicos latino-americanos da lista, ao lado da jurista colombiana Catalina Botero-Marino, diretora da Faculdade de Direito da Universidade de Los Andes e, entre 2008 e 2014, relatora para a liberdade de expressão na Organização dos Estados Americanos.

O nome oficial é conselho assessor de conteúdo, ou oversight board, e seus membros têm, sobretudo, perfis vinculados ao mundo do direito, ao ativismo digital e aos meios de comunicação. Ao todo serão 40, o dobro dos atuais, embora o processo de seleção deva se prolongar até 2021. O órgão tem quatro copresidentes, que são os que se encarregaram, junto ao Facebook, de recrutar os outros 16 convidados. Além de Botero-Marino e Thorning-Schmidt, os outros dois copresidentes serão os norte-americanos Jamal Greene, catedrático da Universidade Columbia, e Michael McConnell, ex-juiz federal dos EUA e hoje professor em Stanford.

“Isso representa uma mudança fundamental quanto à forma como as decisões difíceis são tomadas no Facebook”, disse Brent Harris, diretor de Assuntos Globais da empresa, em uma entrevista coletiva para jornalistas de todo o mundo, à qual o EL PAÍS assistiu e que teve a participação dos quatro copresidentes e de Thomas Hughes, diretor-administrativo do conselho. Embora sua fundação já seja oficial, só começará a analisar casos dentro de alguns meses. Nas próximas semanas, e com as dificuldades acrescentadas pela pandemia, a instituição contratará pessoal e decidirá a melhor forma de se coordenar e trabalhar.

OUTROS ENCARREGADOS

Com esse conselho, a intenção da empresa é terceirizar um dos aspectos que mais lhe causam problemas em seu trabalho: os limites à liberdade de expressão dos usuários, levando em conta seus contextos nacionais. O Facebook já transferiu a verificação rotineira de conteúdos para organizações externas, que são as que assumem a avaliação sobre a veracidade de determinada publicação. O Facebook então só acrescenta esse veredicto ao conteúdo questionado e faz que essas mensagens sejam menos visíveis nas contas dos outros usuários.

Com o novo tribunal supremo ocorrerá algo semelhante. As atribuições difíceis não ficarão nas mãos dos funcionários da companhia, que assim se isolarão de decisões que frequentemente dependem de sensibilidades ideológicas ou regionais. Os veredictos deliberados do tribunal, que inclui gente muito diversificada, evitarão a sensação de que um grupo de executivos em Palo Alto decide o que centenas de milhões de pessoas veem ou deixam de ver. Por outro lado, o Facebook se comprometeu publicamente a cumprir as decisões do conselho. “Se não fizerem isso, o custo para a reputação seria muito alto”, disse Botero-Marino.

“Não seremos a polícia da Internet”, quis esclarecer McConnell. “Não será algo rápido, será mais uma corte de recursos que delibera depois do fato. O objetivo é promover a justiça, a neutralidade”, acrescentou. Serão três os critérios para selecionar os casos entre os milhares que chegarão, segundo McConnell: que afetem muita gente, que tenham muita importância por suas consequências, ou que possam afetar as políticas do Facebook. “Não haverá respostas corretas. Ninguém estará sempre satisfeito com nossas decisões”, acrescentou. Como empresa privada, o Facebook pode decidir sobre seu conteúdo. “O direito público vai por outro caminho”, explicou McConnell.

Inicialmente, o tribunal verá casos denunciados por usuários que tiveram conteúdo apagado pelo Facebook, mas depois permitirá os recursos de usuários que queiram pedir que se apague um conteúdo determinado. O conselho poderá decidir não só sobre publicações, também sobre anúncios ou grupos. Poderá também recomendar políticas ao Facebook baseadas nos veredictos.

“Sempre estive comprometido com a liberdade de expressão e de pensamento, mas o crescimento do Facebook criou novas oportunidades e desafios”, diz o juiz húngaro András Sajo, ex-vice-presidente do Tribunal Europeu de Direitos Humanos e um dos membros do conselho, numa mensagem de apresentação no site do organismo.

A REDE SOCIAL DO MUNDO

Este novo tribunal dará mais peso à imagem do Facebook como a grande rede social do mundo. A metáfora que fala do Facebook como um país próprio ganha agora um pouco mais de fundamento: já tem seu poder judiciário independente. É difícil pensar em redes concorrentes que tenham a capacidade de instituir organismos que incluam personalidades de tanto nível e com capacidade de decisão real sobre os limites da liberdade de expressão em lugares com tradições diferentes. O tribunal se centrará no conteúdo do Facebook e Instagram, mas está aberto a assumir outras redes sociais, como o Twitter, conforme disse Thomas Hughes, seu diretor-administrativo.

O conselho permitirá, segundo Botero-Marino, que os Estados pensem duas vezes sobre a conveniência de regular a rede: “A melhor maneira de manter a arquitetura atual da Internet e evitar a regulação de Estados é que as companhias se autorregulem”, disse. “Este é um bom exemplo porque inclui independência, transparência e diversidade.”

“As sociedades não podem funcionar se seus cidadãos não chegarem a um acordo sobre que significa prova, fato e verdade”, diz Rusbridger em uma mensagem na Internet. “Talvez tenhamos demorado demais para percebermos isso. O conselho assessor de conteúdo parece ser o primeiro passo ousado e imaginativo da parte de um dos principais atores para encontrar um modo de conciliar a necessidade de impor algum tipo de padrão ou julgamento do que é publicado, ao mesmo tempo em que mantêm as coisas que são maravilhosas nas redes sociais e necessárias para a liberdade de expressão”, acrescenta.

Faltando ainda a definição de metade de seus membros, o conselho também tem lacunas. O Facebook não está presente na China, então a única integrante de fala chinesa é a taiwanesa Katharine Chen, catedrática de Comunicação na Universidade Nacional Chengchi. E a única pessoa vinculada à Rússia é a camaronesa Julie Owono, diretora-executiva da organização Internet Sem Fronteiras, que cresceu nesse país.

Há também cinco membros norte-americanos contra apenas três europeus (Sajo, Rusbridger e Thorning-Schmidt). Esse número de norte-americanos se deve, segundo Harris, ao fato de que havia muitos candidatos de lá que os impressionaram, e que a maioria dos casos mais polêmicos para a rede começaram nesse país.

Ao menos por enquanto, os membros trabalharão em tempo parcial e receberão uma compensação compatível “com os conselhos do setor tecnológico”, segundo Hughes. O trabalho deste tribunal não tem em princípio por que interferir na atuação dos verificadores de informação, embora seja provável que eventualmente ocorram conflitos. Durante a pandemia do coronavírus, a Espanha viveu uma polêmica substancial sobre a suposta censura nas redes sociais, embora centrada sobretudo no aplicativo de mensagens WhatsApp.

Fonte: El País


PORTO ALEGRE: NOVO SISTEMA DO CARTÃO TRI RECARREGA CRÉDITOS EM ATÉ 30 MINUTOS

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Foto: Jefferson Bernardes/Prefeitura de Porto Alegre

Para o prefeito Marchezan, a recarga expressa torna mais prático o acesso à mobilidade urbana na Capital

A Prefeitura de Porto Alegre lançou na tarde desta quinta-feira, 14, em parceria com a Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP), o novo sistema para compra on-line de créditos do Cartão TRI. Em frente ao Paço Municipal, o prefeito Nelson Marchezan Júnior- acompanhado pelo secretário extraordinário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Tortoriello, pelo diretor-presidente da EPTC, Fabio Berwanger, e pela presidente da ATP, Tula Vardaramatos – entrou em um ônibus da empresa para fazer o primeiro teste de leitura do novo sistema na roleta. O serviço já está disponível para usuários.

Antes, a recarga levava de 24h a 48h nas compras pelo cartão, aplicativo e site; com a novidade, o prazo máximo para disponibilização dos créditos nos ônibus da Capital é de 30 minutos – tempo que varia conforme a comunicação com a rede móvel 3G. Basta fazer a aquisição da recarga com cartão de crédito pelo aplicativo ou site do TRI (tripoa.net.br), opção que aceita compra também no débito, para ativar créditos escolares (meia tarifa) e de passagem antecipada (tarifa integral).

Segundo o prefeito Marchezan, a recarga expressa torna mais prático o acesso à mobilidade urbana na Capital, em um momento em que é essencial reforçar o suporte não presencial ao cidadão em serviços públicos e privados.

“Temos uma crise irreversível na mobilidade de Porto Alegre e esperamos não perder a oportunidade que a dificuldade nos traz de inovar e modernizar sistemas ultrapassados. Com a tecnologia e o uso do cartão e do celular, estamos finalmente avançando para desburocratizar serviços e tornar a vida do usuário do transporte coletivo mais fácil. Esse é o caminho e ainda temos muito a fazer” – prefeito Nelson Marchezan Júnior

O secretário extraordinário de Mobilidade Urbana, Rodrigo Tortoriello, destaca o uso da ferramenta digital como forma de dispensar o manuseio de notas ou moedas. “Representa mais praticidade e proteção à saúde dos usuários durante a pandemia de coronavírus.”  Para o diretor-presidente da EPTC, Fabio Berwanger Juliano, outra vantagem é a facilidade de recarga. “Nesse momento de restrições na circulação de pessoas, é uma ótima opção uma vez que o Posto Central do TRI, na rua Uruguai, está com atendimento temporariamente suspenso em razão da necessidade sanitária de evitar aglomerações.”

A presidente da ATP, Tula Vardaramatos, afirma que a novidade faz parte de uma série de investimentos realizados pelas empresas de ônibus nos últimos dois anos. “Apesar da grande crise que vivemos, estamos nos empenhando para trazer inovação e tecnologia ao sistema, qualificando o serviço para o nosso cliente.”

Também participaram da apresentação do sistema o secretário municipal de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Marcelo Gazen; o presidente da Carris, César Griguc; o diretor de Operações da EPTC, Paulo Ramires; o gerente de Projetos da ATP, Francis Hauber; técnicos do sistema TRI, servidores do consórcio Mais e imprensa local.

COMO FUNCIONA A RECARGA EXPRESSA:

– O cliente faz a compra com cartão de crédito via app (Cartão TRI) ou com cartão de crédito e débito via site (tripoa.net.br). A recarga expressa é válida para a compra de créditos escolares (meia tarifa) ou créditos de passagem antecipada (tarifa integral). A recarga mínima é de R$ 20,00.

– Em até 30 minutos (previsão que pode variar conforme comunicação do momento com a rede móvel 3G) os créditos ficam disponíveis em todos os ônibus de Porto Alegre. Quando o cliente acessa o coletivo e utiliza o cartão TRI no validador (equipamento que lê o cartão), recebe a recarga automaticamente.

– A mesma regra vale para cancelamento do cartão. Quando o cliente faz a solicitação via telefone (51) 3027.9959, app ou site, em até 30 minutos (previsão que pode variar conforme comunicação do momento com a rede móvel 3G) o cancelamento é efetivado e o cartão já não pode mais ser utilizado.

– A compra ou cancelamento podem ser feitos em qualquer hora ou dia da semana.

– A recarga expressa não é válida para compras com boleto, pois nesse caso é necessário maior prazo para procedimentos e transações bancárias.

– Para quem deseja fazer o cartão TRI ou recarga presencial, o atendimento é realizado atualmente no Posto do Terminal Triângulo (Assis Brasil), das 8h às 17h30, ou na ATP (Protásio Alves, 3885), das 10h às 12h e das 13h às 16h. O usuário deve apresentar um documento de identidade.  

Fonte: Prefeitura de Porto Alegre

Bloco #03 | Mobilidade Inteligente e os Veículos Elétricos

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Teoria e prática da universalização dos veículos elétricos.

Entrevistados: Kevin Alix, Gerente Comercial – Engie / Henrique Miranda, Head of Future Mobility – BMW do Brasil / Roberto Saldo, CEO – Escola Tesla Brasil.

Entrevistadora: Paula Faria, CEO – Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

Questões abordadas:
– Viabilidade financeira para usuários e fabricantes e o impacto do desenvolvimento do mercado pós-crise COVID-19
– Baterias: produção e descarte
– O quanto o carro elétrico é realmente ecológico?

Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – “Mobilidade Inteligente” da Plataforma Connected Smart Cities & Mobulity.

Conheça a plataforma: https://www.connectedsmartcities.com.br/
Conheça nossas séries e eventos: https://evento.connectedsmartcities.com.br/ e https://connectedsmartmobility.com.br/
Conheça o Ranking das cidades inteligentes: https://www.connectedsmartcities.com.br/ranking-o-que-e/

ENEL X VENCE LEILÃO NA B3 E VAI GERENCIAR ILUMINAÇÃO PÚBLICA DE ANGRA DOS REIS POR 15 ANOS

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Foto: Divulgação/Enel X

Lance representou deságio de 31% em relação ao valor máximo previsto

A Enel X, integrante do Consórcio Luz de Agra, vai gerenciar o parque de iluminação pública da cidade de Angra dos Reis (RJ) pelos próximos 15 anos. A empresa, representada pela corretora Itaú, venceu na B3 o leilão de PPP (parceria público-privada) com uma proposta de R$ 327.060,00, o que corresponde a um deságio de 31% ante o valor máximo de contraprestação mensal definido no edital. O leilão foi realizado no dia 08 de maio de 2020.

Além da Enel X Brasil, compõem o consórcio, as empresas Selt Engenharia e Mobit – Mobilidade, Iluminação e Tecnologia.

“Estamos felizes que conseguimos trazer, com transparência total, um ato importante numa época difícil”, afirmou o prefeito de Angra dos Reis, Fernando Jordão. Ele ressaltou o importante deságio obtido no leilão, “que vai fazer a prefeitura economizar com eficiência numa iluminação moderna” e agradeceu a B3 por ceder espaço para esse importante ato de modernização das administrações públicas.

“A B3 se orgulha em ajudar a prefeitura de Angra dos Reis a definir a empresa vencedora da licitação e em colaborar com o desenvolvimento econômico e social do Brasil”, disse André Demarco, diretor de Processos Licitatórios da bolsa do Brasil.

O contrato prevê a modernização da iluminação da cidade, com 20.564 pontos de luz, em três anos. O pagamento da contraprestação da prefeitura é garantido pela Contribuição da Iluminação Pública (CIP).

Esse foi o primeiro leilão na B3 depois que a pandemia do novo coronavírus foi decretada. O formato do certame foi adaptado para garantir a proteção da integridade de todos, obedecendo à regulamentação estadual e municipal vigentes em São Paulo e as recomendações do Ministério da Saúde.

O leilão, organizado e conduzido pela B3, foi promovido pela prefeitura de Angra dos Reis e pela Houer Modelagem de Projetos Públicos e Privados.

Por meio da assessoria de imprensa, a Enel X divulgou: “A Enel X informa que o consórcio Luz de Angra, formado pela companhia em parceria com as empresas Mobit e Selt, apresentou a melhor oferta no leilão para Parceria Público-Privada (PPP) da iluminação pública de Angra dos Reis (RJ). O consórcio ofereceu uma proposta com o deságio de 31% e agora aguarda a homologação do certame. A confirmação do consórcio vencedor será divulgada em até 45 dias”.


Fonte: B3 – Com informações da Assessoria de Imprensa da Enel X

ITRON ORIENTA SOBRE TARIFA BRANCA

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Foto: Divulgação/Itron

A adesão à tarifa branca é uma opção do consumidor e sua solicitação deverá ser atendida pela concessionária do serviço de energia de sua cidade em até 30 dias

Para Itron, empresa líder mundial de tecnologia e serviços, dedicada ao uso eficiente de energia e água, os custos diferenciados de energia para cada horário (na ponta e no intermediário a energia é mais cara, e fora da ponta é mais barata), para residências e pequenos estabelecimentos comerciais e industriais, previstos pela adoção da tarifa branca de Aneel, desde 1º de janeiro passado, trarão grandes benefícios aos consumidores. 

Na opinião de Emerson Souza, VP da Itron no Brasil, antes de optar pela tarifa branca, porém, é preciso que o consumidor faça uma análise sobre seu perfil de consumo e hábitos de utilização da energia elétrica ao longo do dia, comparando-os com os períodos de ponta e intermediário definidos para a distribuidora que o atende. “Para os consumidores residenciais, os aparelhos elétricos que mais contribuem com o consumo de energia no período de ponta são o chuveiro elétrico e os equipamentos de condicionamento ambiental, tais como ar-condicionado e aquecedores”, alerta Emerson.

“Por apresentarem um elevado consumo de energia em comparação com os demais equipamentos, a possibilidade de utilizá-los nos períodos de fora de ponta será fundamental para obtenção dos benefícios ao aderir a tarifa branca”, acrescenta. Isso porque se o consumidor optar pela tarifa branca, mas não estiver disposto a ajustar seus hábitos utilizando estes aparelhos de maior consumo, a conta de energia elétrica pode ficar mais cara. “Não quer dizer que o consumidor não deva consumir no período de ponta, mas apenas evitar o uso de aparelhos de alto consumo no período”, acrescenta.

Adesão à tarifa branca – Para saber a relação entre a tarifa branca relativa ao consumo fora de ponta e a tarifa convencional, definidas anualmente pela Aneel nos reajustes tarifários e publicadas em resoluções homologatórias para cada distribuidora, Emerson Souza considera que “quanto maior for a diferença entre a tarifa branca fora de ponta e a tarifa convencional, maiores serão os benefícios da nova tarifa”. 

A adesão à tarifa branca é uma opção do consumidor e sua solicitação deverá ser atendida pela concessionária do serviço de energia de sua cidade em até 30 dias. Os custos relativos ao medidor (equipamentos analógicos precisam ser substituídos por digitais para atuar com a tarifa branca) e sua instalação são de responsabilidade da distribuidora. 

“Caso o consumidor queira iniciar o fornecimento com a aplicação da modalidade tarifária branca, esta adesão deve ser atendida pela distribuidora dentro dos prazos definidos pela Resolução Normativa nº 414/2010 (máximo de 5 dias em área urbana e 10 dias em área rural)”, explica o VP da Itron. “Mas ele poderá retornar à tarifa convencional a qualquer tempo, devendo ser atendido pela distribuidora em até 30 dias. Após o retorno à convencional, uma nova adesão à Tarifa Branca só será possível após o prazo de 180 dias”.

De acordo com dados da Aneel, em todo Brasil existem mais de 32 mil unidades consumidoras operando no sistema da tarifa branca, modelo que começou a ser usado em 2018 para unidades com consumo superior a 500 quilowatts-hora (kWh), passando em 2019 a ser aplicado em unidades com consumo a partir de 250 kWh. Agora, com a adesão total do chamado grupo B (consumo mensal de energia inferior a 250 kWh), mais de 40 milhões de casas e comércios estão aptos a esta escolha. Essa mudança não valerá apenas para unidades residenciais consumidoras da subclasse de baixa renda, atualmente tarifadas em condições vantajosas.

Fonte: Itron

GOOGLE ESCOLHE STARTUPS QUE PODEM ENFRENTAR NOVO CORONAVÍRUS — E ALERTA QUE MOMENTO É DE EMPATIA

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Batizado como Spotlight no Google Cloud Brasil, o evento será gratuito, em português e voltado para profissionais da área de computação em nuvem.

A quinta turma do Programa de Residência do Google for Startups reuniu dez startups para uma iniciativa de suporte, pela primeira vez, completamente digital

A quinta turma do Programa de Residência do Google for Startups ainda não sabe se poderá se encontrar no icônico prédio voltado ao empreendedorismo criado pela empresa de tecnologia em São Paulo. Diante da pandemia causada pelo novo coronavírus, o Google Campus está com as portas temporariamente fechadas e a residência será, pela primeira vez, completamente digital.

A boa notícia é que todos os selecionados estão muito acostumados com o ambiente virtual, como toda startup. Mais ainda, metade das empresas escolhidas usa a tecnologia inclusive para combater os efeitos da doença Covid-19. As dez startups selecionadas são ChatClassConveniaCreatorsCuidasGoveHrestartLinkanaLinkerVittude Yubb.

48 startups já participaram do Programa de Residência do Google for Startups. Esta quinta turma começou sua residência em 28 de abril. A iniciativa dura seis meses e oferece suporte e acesso a recursos de especialistas do Google e de empresas parceiras.

Segundo André Barrencediretor do Google for Startups, três grandes pilares sustentam o conteúdo desta turma de residência: liderançacanais de aquisição e captação de recursos financeiros.

“Os empreendedores não podem deixar de cortar custos, mas também têm de ver que seus funcionários passam por medos como perder familiares e ficar sem emprego. Ter empatia com essas situações nunca foi tão fundamental”, afirmou Barrence em entrevista para Pequenas Empresas & Grandes Negócios.

VEJA OS PRINCIPAIS TRECHOS DA ENTREVISTA COM ANDRÉ BARRENCE, DIRETOR DO GOOGLE FOR STARTUPS:

PEGN — Como startups brasileiras podem ajudar a combater a pandemia de Covid-19? Qual é o papel dos negócios inovadores frente a um caos na área da saúde?

André Barrence — As startups ajudam a combater efeitos primários, secundários e terciários desta pandemia.

Primeiro temos a contenção de problemas imediatos, como o avanço do contágio. Há negócios que atuam diretamente no acompanhamento das pessoas, por meio de tecnologias como geolocalização. Outros empreendimentos atuam em diagnósticos e testes.

Já efeitos secundários acontecem tanto na própria área de saúde quanto em setores como educação, logística e serviços financeiros para pessoas físicas e jurídicas. As startups podem ajudar em todas essas áreas. Nesta turma, temos exemplos como a Vittude em saúde e a ChatClass em educação.

Chamo de efeitos terciários aqueles que apontam transformações na sociedade no longo prazo. Um exemplo é a capacidade financeira dos municípios, que hoje estão realocando seus recursos para combater a pandemia. Aí entram startups como a Gove, que ajuda o setor público a tomar melhores decisões, inclusive fiscais.

PEGN — Levando a pandemia em consideração, o critério de seleção mudou para esta turma?

André Barrence — A gente continua olhando as métricas de crescimento das startups para selecionar e para avaliar a efetividade do Programa de Residência. Analisamos, por exemplo, a quantidade de empregos gerados, a receita conquistada e investimentos captados. Procuramos também obstáculos de negócio, de tecnologia e de aquisição de usuários que produtos do Google podem ajudar a superar.

Fazemos uma avaliação anual de como as startups estão evoluindo da residência em diante. O ecossistema de startups, dentro e fora dos nosso programas, desenvolveu-se muito ao longo dos anos. Mas também passamos por uma crise agora, a do Covid-19.

Não tivemos um foco ou colocamos como critério startups que combatessem seus efeitos. Sempre buscamos startups com desafios e oportunidades na situação atual, porém. Essa nova turma poderá enfrentar os efeitos atuais da pandemia ou construirá produtos em mercados com oportunidades de crescimento nos próximos meses.

PEGN — Como o processo de residência se adaptou às novas demandas provocadas pela pandemia, além da mudança para um conteúdo completamente digital?

André Barrence — O espaço do Google Campus é muito importante, mas não é o principal do Programa de Residência. Estamos adaptando todo nosso conteúdo para ser remoto e definindo pilares essenciais para as startups passarem por tempos de crise.

O primeiro pilar é fortalecer as lideranças dessas startups. Há uma necessidade de o empreendedor entender os fatores humanos que afetam o trabalho do seu time nesse momento. Os empreendedores não podem deixar de cortar custos, mas também têm de ver que seus funcionários passam por medos como perder familiares e ficar sem emprego. Ter empatia com essas situações nunca foi tão fundamental.

O dono do negócio também precisa construir resiliência própria, tendo um autocuidado. Você será muito cobrado como líder e precisa estar fortalecido. É como se diz nos aviões: coloque a máscara de oxigênio antes em você mesmo para depois ajudar quem está ao seu lado. Estamos colocando coaches de liderança e especialistas do Google nesta edição para ajudar os emprrendedores a entender o cuidado com eles mesmos e com sua equipe.

O segundo pilar é melhoria de performance. Analisamos a efetividade de cada canal de aquisição, focando em crescimento equilibrado e financeiramente sustentável. Sabemos que muitas startups já passam ou passarão por despesas inesperadas, então olhamos o caixa com atenção. Isso inclui ajudar os empreendedores a reduzir custos como o de computação em nuvem.

Em terceiro lugar, analisamos a estratégia do negócio para captar recursos financeiros. Os investidores ainda têm capital, mas serão ainda mais criteriosos. As startups que querem captar nos próximos meses precisam estar sólidas, com métricas e produtos robustos. Esse é um dos objetivos do programa.

PEGN — Como futuros empreendedores podem enfrentar a pandemia? Quem quer fundar a própria startup dever fazer o quê?

André Barrence — Os empreendedores devem praticar uma mistura de ambição e cautela. Eles precisam estar motivados a resolver problemas que se tornam visíveis por conta da pandemia. Mas também devem analisar o melhor momento e criar o melhor produto ou serviço possível para as necessidades atuais do mercado.CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema é que temos uma incerteza grande, com novas situações a cada semana. Analise os dados sobre atuais e futuros momentos do seu setor e os questione. É o momento de observar para depois decidir.

Fonte: Pequenas Empresas e Grandes Negócios