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AÉREAS BRASILEIRAS COMEÇAM A AMPLIAR NÚMERO DE VOOS A PARTIR DE JUNHO

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Apesar do aumento previsto, malha diária das companhias ainda será pelo menos 80% menor do que no período anterior à pandemia 

Após a brusca queda no número de voos no início das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do novo coronavírus, companhias aéreas brasileiras começam a planejar o aumento de sua malha diária a partir de junho, mas num nível bem abaixo do visto antes da pandemia.

Azul projeta realizar 168 partidas ao dia no próximo mês, ante 115 diárias vistas em maio. Com isso, o número de destinos atendidos no mercado doméstico passará de 38 para 57. A média diária de decolagens ainda estará 80% menor do que no mesmo mês de 2019. 

Em nota, Abhi Shah, vice-presidente de receitas da companhia, afirma que a empresa vê uma retomada gradual da demanda desde o início da pandemia, e que monitora o mercado, expandindo o número de viagens realizadas à medida em que forem diminuídas as restrições a viagens no País. Ele destaca que o Estado de São Paulo, em especial, deve ter flexibilizações a partir da primeira semana de junho.

Na terça-feira, 19, a Gol anunciou que também expandirá sua malha no mês. Serão 100 voos diários ante os 68 de maio, número ainda 87% menor do que o visto antes da pandemia. A empresa informou que não tem planos de reaver seus voos internacionais em junho.

“Trata-se de um aumento sutil do número de voos e horários, mas de grande efeito para a comodidade de quem precisa se deslocar pelo País ou utilizar os serviços de transporte da empresa”, afirmou a aérea em nota.

A empresa destaca que, aos poucos, bases em diferentes regiões do País estão sendo reabertas. Em junho, a partir do dia 10, será a vez de Chapecó (SC), Ilhéus (BA) e Porto Seguro (BA), Juazeiro do Norte (CE), e Petrolina (PE), sempre em ligação com o aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos. 

O aeroporto de Congonhas, segundo a GOL, passa a complementar as ofertas do aeroporto de Guarulhos, que deixa de concentrar todas as atividades da companhia. 

O aeroporto internacional de Brasília, que desde maio atende primordialmente ao Norte do País, ganha reforço com novos voos para essa região, assim como para o Sul, o Sudeste e o Nordeste. 

Fonte: Estadão

PROGRAMA BRASILEIRO GANHA PRÊMIO DA UNESCO COM USO DE INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NA EDUCAÇÃO

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Educação e inteligência artificial são fatores essenciais para a inclusão digital
Crédito: Banco de imagem

Programa Letrus, que utiliza inteligência artificial para auxiliar no letramento dos estudantes, tornou-se a primeira iniciativa brasileira a ganhar o Prêmio Rei Hamad Bin Isa-Al Khalifa, entregue desde 2005 pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Criado pela start up Letrus, o programa permite que o estudante escreva redações sobre diferentes temas e obtenha correções e orientações imediatas. Por sua vez, os educadores recebem dados e gráficos sobre o desempenho da sala e dos alunos individualmente, podendo utilizar estas informações para auxiliá-los e também na preparação e desenvolvimento das aulas.

O programa já foi utilizado por mais de 65 mil estudantes brasileiros, mas a Unesco reconheceu especialmente o trabalho desenvolvido em parceria com a Secretaria de Educação do Espírito Santo em 2019. Durante um período de cinco meses, o software mobilizou 400 professores e 12 mil alunos do 3º ano do ensino médio em 121 escolas públicas. De acordo com a Letrus, 90% tiveram uma aumento nas notas de redações.

O foco do projeto no Espírito Santo foram as dissertações, de olho na preparação para o Enem (Exame Nacional de Ensino Médio). De acordo com Luís Junqueira, um dos sócios-fundadores da Letrus, o software atua para reconhecer padrões de escrita. “Conseguimos saber quais são os desvios ortográficos e gramaticais de cada aluno, a formalidade e informalidade que coloca no texto, a maneira como estabelece conexões entre ideias e sentenças e onde estão as propostas de intervenção social, importantes no caso do Enem. A partir desse mapeamento, conseguimos diagnosticar e dar direcionamento”, afirmou.

Para ele, o fato de o aluno receber um “feedback”(retorno avaliativo) imediato, sem ter de esperar o tempo naturalmente mais longo da correção feita pelo professor, é importante para estimular a reflexão. “A atividade de escrita é apenas um dos elementos, mas há também a leitura da proposta e da coletânea, o entendimento da regras do jogo e a percepção sobre quais elementos não podem ser deixados de lado. Saber sobre tudo isso de maneira rápida e dinâmica ajuda o aluno a entender que o processo de letramento envolve não apenas a escrita, mas também a leitura crítica do seu próprio texto”, disse.

Além do auxílio ao aluno, Junqueira acredita que o programa atua principalmente para resolver “dores” do professor, já que o processo de correção de dezenas de redações é longo e frequentemente feito fora do horário de trabalho. A plataforma busca otimizar o tempo dos educadores para que possam atuar de forma mais estratégica. “A gente não precisa ficar mapeando mecanicamente o que uma modelagem de inteligência artificial consegue fazer em escala”, afirmou Siqueira, fazendo a ressalva de que o software não diminui a importância do professor no processo. “O papel do professor na verdade se torna ainda mais fundamental: ele reorienta sua prática para a tomada de decisões estratégicas e para uma gestão de sala de aula engajadora.”

A Letrus também trabalha com os professores, gestores e secretarias de ensino oferecendo treinamento, acompanhamento e a entrega de informações que podem ser preciosas para todos os envolvidos no processo pedagógico. “Esta é outra grande dor que habita as entranhas do nosso sistema educacional: não olhamos para os textos dos alunos para fazer diagnósticos profundos, não sabemos se eles estão escrevendo melhor ou pior do que os alunos da década passada ou retrasada, não guardamos estas informações e não extraímos delas elementos importantes para a tomada de decisões estratégicas”, comentou.

Formado em Letras pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Siqueira era professor de Língua Portuguesa quando começou o projeto Primeiro Livro, no qual estudantes escreviam obras literárias que posteriormente eram publicadas. A iniciativa chegou à Fundação Casa em 2015, com o lançamento de livros escritos por 25 jovens internos, e motivou Siqueira a buscar ferramentas tecnológicas que facilitassem o acompanhamento dos textos. A partir daí surgiria a Letrus, fundada em parceria com Thiago Rached.

Atualmente, o software é utilizado por mais de 130 escolas particulares (incluindo as 36 da Fundação Bradesco) e a empresa fechou parcerias com as redes públicas de São Paulo e Ceará para apoiar escolas durante a crise do coronavírus, um projeto que ainda está em fase de pré-implementação. De sua criação até o ano passado a Letrus foi parcialmente financiada pela Fundação Lemann, que apoiou o projeto no Espírito Santo ao lado do J-PAL, o Laboratório de Ação para Pobreza Abdul Latif Jammel, ligado ao Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês).

Para o futuro, o objetivo é crescer e fortalecer a presença nas escolas públicas, algo que Siqueira define como “esforço épico”. “Temos de articular e estabelecer relações muito próximas com uma grande diversidade de instituições para conseguir sobreviver”, afirmou. Eles espera, porém, ver novas portas se abrirem após o prêmio da Unesco. “Já passamos pela fase piloto e temos maturidade para conseguir fechar parcerias mais significativas, que envolvam mais pessoas e entidades, realmente pensando no letramento como política pública.”

A premiação da Unesco reconhece duas iniciativas por ano, que recebem US$ 25 mil cada. A edição de 2019 contou com 113 iniciativas inscritas e tinha como tema “O uso de Inteligência Artificial para inovação da educação, do aprendizado e do ensino”. O outro projeto premiado foi o espanhol Dytective, uma ferramenta para diagnosticar casos de dislexia em apenas 15 minutos.

Fonte: Porvir

CICLISTAS QUEREM CICLOVIAS TEMPORÁRIAS EM SP DURANTE PANDEMIA; OMS RECOMENDA BICICLETA PARA EVITAR AGLOMERAÇÃO

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Mais de 100 cidades do mundo aderiram à recomendação de priorizar bicicleta e criaram estruturas temporárias; gestão Bruno Covas não respondeu sobre ciclovia temporária, mas diz que 110 km de obras de vias para bicicletas estão em andamento.

Ciclistas cobram a Prefeitura de São Paulo para que incentive o uso da bicicleta como meio de transporte para quem precisa se deslocar durante a pandemia do coronavírus, com a implantação de estruturas temporárias no viário urbano. A medida já tem sido implementada em outras metrópoles do mundo para evitar aglomerações no transporte público.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a população priorize a bicicleta como deslocamento durante a pandemia porque ela “permite distanciamento social, enquanto proporciona o mínimo de atividade física necessária por dia”. O uso de transporte por ônibus, trens e carros, por outro lado, é alertado pela OMS junto a uma série de recomendações, como a necessidade de se evitar o horário de pico e cobrir o nariz e a boca, e não tocar em superfícies.

Por esse motivo, diversas organizações de ciclistas e pedestres de São Paulo, que incluem a ONG SampaPé!, o Instituto Aromeiazero, a Minha Sampa, o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), a Ciclocidade, a União de Ciclistas do Brasil e a Câmara Temática da Bicicleta (CTB) da própria Prefeitura pedem que a gestão Bruno Covas (PSDB) proporcione condições seguras para deslocamentos a pé e de bicicleta.

Além da orientação da OMS, os coletivos argumentam que diversas cidades do mundo estão se planejando neste sentido, como Bogotá, na Colômbia, que desde o primeiro dia de quarentena implantou ciclovias temporárias como forma de evitar aglomeração no transporte público – hoje, totalizam 80 km de ciclovias temporárias.

“Especialistas e cidades do mundo todo estão indo nesta direção e comprovando que medidas pró-mobilidade ativa melhoram qualidade de vida e salvam vidas. Elas podem minimizar a lotação no transporte público, evitar custos e diminuir as diversas comorbidades geradas pela poluição e pelo sedentarismo. Muita gente em São Paulo diz que passaria a pedalar se fosse mais seguro”, diz Sasha Hart, pesquisador, hidrogeólogo e conselheiro da Câmera Temática da Bicicleta.

Um levantamento da Organização Panamericana de Saúde (Opas) da OMS identificou mais de 100 intervenções similares em todo o mundo, como a criação de ciclofaixas provisórias, além da restrição de circulação e redução da velocidade do tráfego.

Há ainda cidades que apostam no incentivo para o deslocamento a pé, como a abertura de faixas de ruas para pedestres, e como em Milão, na Itália, onde os espaços de estacionamento serão destinados a ampliação de calçadas. Iniciativas similares têm sido adotadas em Nova Iorque, nos EUA, e Toronto, no Canadá, que também redimensionaram as calçadas das cidades durante o combate ao coronavírus.

O que diz a Prefeitura

Em nota, a Secretaria Municipal de Transportes não respondeu sobre a possibilidade de implementar estruturas temporárias durante a pandemia, mas disse que mantêm a execução do Plano Cicloviário, com 110 km de obras em andamento para a construção de ciclofaixas e ciclovias.

Em entrevista no dia 27 de abril, o secretário municipal de mobilidade e transportes, Edson Caram, demonstrou receio em implementar as ciclovias temporárias sem estudo, mas disse que faria campanha de incentivo para uso da bicicleta como meio de transporte durante a pandemia.

“Logo no começo da pandemia, uma das primeiras ações que eu comentei foi a utilização da bicicleta. A bicicleta pra mim seria a solução de todos estes problemas. Porque eu teria a população isolada – cada um na sua bike, eu teria uma melhor qualidade de vida na cidade de São Paulo – com menos poluição, e eu teria menos demanda no transporte coletivo”, disse o secretário.

“Pra mim, a melhor equação é a utilização da bike”, reforçou Caram. “Pensamos na Prefeitura de que forma a gente poderia fazer, só que isso requer estudo, e o tempo que nós tivemos para trabalhar foi muito pequeno. Não foi um tempo suficiente para elaborar uma proposta ideal para que isso aconteça. Mas vou trabalhar essa questão”, afirmou.

Bicicleta na pandemia

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) possui três contadores de bicicletas fixos e automáticos na capital paulista.

O contador na ciclovia da Avenida Faria Lima, na Zona Oeste da cidade, indicou queda pela metade do uso das bicicletas durante a quarentena, considerando todo o mês de abril deste ano, quando comparado o mesmo período de 2019, passando de 188.493 ciclistas para 91.994.

Quando considerado apenas os finais de semana de abril de 2019 e 2020, no entanto, houve um aumento de 9,4% no uso da ciclovia da Faria Lima, de 29.260 para 32.025 passagens.

Já o contador na ciclovia da Rua Vergueiro, na Zona Sul, revelou que os moradores do entorno utilizaram mais as bicicletas não apenas nos finais de semana, como durante todo o mês de abril de 2020, em comparação com abril de 2019.

Passou de 60.538 para 78.611 o número de ciclistas flagrados pelo contador, um aumento de 29% do uso da ciclovia da Rua Vergueiro no mês de abril. Nos finais de semana, as passagens de ciclistas subiram de 11.218 para 26.113, um aumento de 132,7%.

O contador da Avenida Doutor Gastão Vidigal, na Zona Oeste de São Paulo, foi instalado em agosto de 2019, impossibilitando um comparativo.

Tentativas da Prefeitura de SP

Sem lockdown na cidade de São Paulo, a Prefeitura tem tentado encontrar a melhor solução para o deslocamento das pessoas.

Há uma semana, a gestão Bruno Covas optou por um rodízio de veículos ampliado para todo o perímetro do município e pelo qual os veículos com placas de final ímpar deveriam rodar somente em dias ímpares, e o mesmo para as placas com final par.

A medida não resultou no aumento do isolamento social, e inclusive gerou aumento das aglomerações no transporte público. Além disso, os trabalhadores essenciais relataram problemas para pedir isenção do rodízio especial.

O prefeito Bruno Covas, então, anunciou a retomada do rodízio tradicional a partir desta segunda-feira (18) e reconheceu que a medida não surtiu efeito esperado.

Fonte: G1

NOVA SÉRIE! CIDADES CONECTADAS: SÉRIE DO CONNECTED SMART CITIES ABORDARÁ O PAPEL DA TECNOLOGIA NO COMBATE À COVID-19 (27/05)

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O lançamento da série acontece na quarta-feira (27 de maio).  O Bloco 1 reunirá especialistas para debater sobre A Importância do Empoderamento e a Construção da Inteligência Coletiva: lições digitais que estamos aprendendo com a Covid-19 para construirmos cidades inteligentes

A Plataforma Connected Smart Cities, iniciativa da Necta, lança no dia 27 de maio de 2020, às 10h, a série online O Papel da Tecnologia no Combate ao Coronavírus”, com ampla abordagem sobre A Importância do Empoderamento e a Construção da Inteligência Coletiva: lições digitais que estamos aprendendo com a Covid-19 para construirmos cidades inteligentes. As inscrições são gratuitas e limitadas: clique aqui.

O evento contempla três blocos (27/05 e 03 e 10/06) e a edição de lançamento conta com a participação do presidente da Câmara de Comércio Brasil Canadá (CCBC), Paulo Perrotti; do secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura do Recife, Guila Calheiros; da líder de Technology, Media & Telecommunications da Deloitte, Marcia Ogawa; do vereador de São Paulo Daniel Annenberg (PSDB); e da CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities, Paula Faria.

Paula Faria cita que o propósito da série é trazer a experiência dos setores público e privado para o contexto de cidades conectadas no atual cenário da pandemia de Covid-19.

“Vamos debater amplamente sobre a Covid-19, utilização de tecnologias e revolução digital, destacando pontos importantes relacionados à vigilância digital no controle da pandemia, monitoramento pós-pandemia, além das implicações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD ) no atual cenário. Nesse contexto, traremos exemplos, como o da cidade do Recife, que vem utilizando o monitoramento em grupo,  iniciativa fundamental na determinação dos índices de isolamento social da população no período da pandemia”, disse a CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities, Paula Faria.

A especialista destaca, ainda, que o evento está inserido nos projetos digitais da Necta. “Desde março último, estamos desenvolvendo ações digitais com o objetivo de implementar iniciativas que resultem em benefícios para os setores de transporte aéreo, cidades, mobilidade, inovação social, segurança pública, além de saneamento básico. As ações contam com apoio e ampla participação de gestores dos setores público e privado, especialistas e entidades”, enfatiza Paula Faria.

PROGRAMAÇÃO DA SÉRIE: O PAPEL DA TECNOLOGIA NO COMBATE AO CORONAVÍRUS
Covid-19, Utilização de Tecnologias e a Revolução Digital

27/05/2020 – BLOCO #01 | A Importância do Empoderamento e a Construção da Inteligência Coletiva: liições digitais que estamos aprendendo com a Covid-19 para construirmos cidades inteligentes;
03/06/2020 – BLOCO #02 | Soluções de rastreamento e mapeamento georreferenciado para o monitoramento da Covid-19;
10/06/2020 – BLOCO #03 | Algar Telecom, Claro, Nextel, Sercomtel, Oi, Tim e Vivo atuam para garantir plena conectividade em tempos de Covid-19 para permitir o funcionamento remoto da sociedade brasileira. Como será o mundo hiperconectado após a pandemia?.

A programação completa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/evento-online-cidades-conectadas/


EDIÇÃO 2020 CONNECTED SMART CITIES E MOBILITY

Com agenda confirmada para os dias 08 (divulgação exclusiva do Ranking Connected Smart Cities), 09 e 10 de setembro de 2020, a 6ª edição do Connected Smart Cities e Mobility será digital e totalmente alinhada ao cenário atual do país, bem como ao mercado mundial, que busca novas ferramentas e tecnologias para promover ações e iniciativas para o desenvolvimento das cidades em meio à pandemia de Covid-19. A decisão do formato online é pioneira no país para eventos com esta dimensão,  que reúne mais de 3 mil pessoas, envolve gestores de todas as regiões do Brasil, além do alcance internacional.

Fonte: Comunicação e imprensa do Connected Smart Cities e Mobility

Bloco #04 | Eletromobilidade e a universalização de carros elétricos no brasil

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Oferta, demanda e velocidade da eletrificação: quando o mercado será popular?

Entrevistados: Jens Giersdorf, Diretor de projeto – GIZ – Cooperação Alemã / Igor Calvet, Presidente – ABDI – Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial / Sergio de Oliveira Jacobsen, CEO – Operating Company Smart Infrastructure – Siemens Brasil

Entrevistadora: Clarisse Cunha Linke, Diretora Executiva – ITDP – Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento

Questões abordadas:
– Infraestrutura de recarga, mercado atual e ampliação da oferta
– Transporte público e eletromobilidade
– A queda na utilização do transporte durante o COVID-19 irá atrasar os investimentos para a eletromobilidade?

Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – Mobilidade Inteligente da Plataforma Connected Smart Cities & Mobility.

Conheça a plataforma: https://www.connectedsmartcities.com.br/
Conheça nossas séries e eventos: https://evento.connectedsmartcities.com.br/ https://connectedsmartmobility.com.br/
Conheça o Ranking das cidades inteligentes: https://www.connectedsmartcities.com.br/ranking-o-que-e/

O GOVERNO NA SUA MÃO: A DIGITALIZAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

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Países do mundo inteiro investem cada vez mais no processo de digitalização como maneira de tornar o acesso aos serviços públicos menos burocratizado

É preciso lidar com o fato de que a humanidade vive profundas transformações sociais com a popularização da internet. Tanto na esfera pública, como na esfera privada, vivemos cada vez mais em um mundo digital: bancos online estão cada vez mais populares, redes de telemarketing trocam telefonistas por robôs que atendem por whatsapp, aplicativos possibilitam que as pessoas façam suas compras sem nunca precisarem sair de casa e essa lista de ‘possibilidades online’ só aumenta a cada dia. 

E, se existe um fato que pode unir todos os brasileiros, é que ninguém gosta de ir no cartório. O processo é sempre burocrático, demorado e caro- e não é só para a população: segundo uma fala feita pelo secretário do Ministério da Economia durante um evento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Luis Felipe Monteiro, a burocratização desses processos é também um entrave para o crescimento da economia do país

Pensando nisso, a digitalização e unificação de serviços públicos via web é, de acordo com o secretário, prioridade do governo federal nesse momento. Segundo a Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, a digitalização já abrange 54% dos serviços públicos, sendo que 1834 serviços já podem ser acessados através do portal do governo. Além disso, o portal conta com uma lista de todos os aplicativos do governo federal que podem ser utilizados também como meio de acessar esses serviços. 

Com a chegada do coronavírus e as medidas de isolamento social, o processo de digitalização nunca foi tão necessário: apesar de já ter digitalizado alguns serviços, o governo brasileiro, historicamente, nunca conseguiu lidar de maneira inteligente com plataformas online, sendo que existem mais de 1500 sites terminados em ‘gov.br’

Entendendo a urgência em garantir o isolamento social, ao mesmo tempo que existe a necessidade de se continuar fornecendo os serviços, o governo decidiu acelerar o processo de digitalização dos serviços públicos. Levando em consideração a diminuição de gastos com a locação de locais físicos, contratação de funcionários e, principalmente, redução de perdas com fraudes e erros, o objetivo é que essa ação consiga economizar R$38 bilhões até o fim de 2025.

O plano recebeu o nome de Estratégia de Governo Digital 2020-2022 e tem como principal meta traçar o caminho para a digitalização de 100% dos serviços públicos federais do país.  Um cálculo, realizado pelo Ministério da Economia, aponta que o retorno do investimento seria de mais de 300% e, de acordo com o estudo ‘Índice Global de Conectividade’, a economia digital deve movimentar R$93,7 trilhões até 2025. 

Na série de Tecnologia realizada pelo Connected Smart Cities, foi destacada a importância de governos se aliarem as novas tecnologias como maneira de promover uma maior transparência e desburocratização do Estado, sendo essas IoT, Big Data, Cybersecurity, etc. Contudo, quando o assunto é digitalização de serviços públicos, é preciso agir agora e com urgência: garantir a segurança da população durante a pandemia deve ser prioridade do governo e, para isso, é indispensável que novas plataformas online sejam criadas.  

Bloco #08 | Necessidade de aperfeiçoamento das regras contratuais para atrair o capital privado

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Entrevistados: Percy Soares Neto, Diretor Executivo – ABCON/SINDCON – Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto / Cleverson Aroeira da Silva, Superintendente da Área de Estruturação de Parcerias de Investimentos – BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social / Karla Bertocco Trindade, Especialista em Infraestrutura e Saneamento, Ex-Presidente da SABESP e Ex-Diretora do BNDES.

Entrevistadores: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados / Luiz Felipe Graziano, Sócio – Giamundo Neto Advogados / Sebastián Butto, Sócio – Siglasul

Questões abordadas:
– O que é preciso fazer para que os novos contratos de concessão ou as desestatizações de saneamento (pós novo marco legal) contribuam para universalizar os serviços;
– O que o setor público e a iniciativa privada estão fazendo para assegurar que o novo marco de saneamento não seja uma oportunidade perdida.

Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – Investimentos do setor de saneamento | O novo marco do setor da Plataforma Connected Smart Cities.

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Conheça o Ranking das cidades inteligentes: https://www.connectedsmartcities.com.br/ranking-o-que-e/

ELETROMOBILIDADE PÓS-COVID

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Eletromobilidade

Evento, realizado na plataforma Connected Smart Cities & Mobility, discutiu o cenário da mobilidade urbana pós-pandemia. Presidente da ABDI foi um dos palestrantes

O “novo normal” imposto pela COVID-19 de forma global impacta a economia, o trabalho e os hábitos de comportamento da sociedade, que devem assumir novos padrões. A mobilidade urbana vinha passando por uma transformação gradual. Com a pandemia, as mudanças deverão ser aceleradas, mas vão requerer ampla reflexão sobre o novo início a partir do esperado ‘vai passar’.

A eletromobilidade e a universalização dos carros elétricos no Brasil foi o tema de webinar que contou com a presença do presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet, além de Jens Giersdorf, Diretor de projeto – GIZ – Cooperação Alemã, Sergio de Oliveira Jacobsen, CEO – Operating Company Smart Infrastructure – Siemens Brasil e a diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP), Clarisse Cunha Linke.

Realizado na plataforma Connected Smart Cities & Mobility, iniciativas da Necta, o evento teve duração de duas horas e foi uma oportunidade para debater o que vem sendo feito no Brasil e no mundo em relação à mobilidade e à adoção de carros elétricos, e as perspectivas para o novo normal pós coronavírus. O evento contou com apoio institucional da ABDI.

A realidade é que, assim como em muitos outros setores, a pandemia impactou o setor de mobilidade elétrica e, de certa forma adiou os projetos e programas que já vinham sendo discutidos e que estavam em andamento. No cenário atual, a retomada do transporte público eletrificado pós Covid-19, por exemplo, não deverá ser robusta, na avaliação dos participantes. Eles destacaram que na China, um mês após a retomada das atividades, apenas um quarto do número de passageiros havia retornado ao transporte público.

Segundo o presidente da ABDI, a mobilidade tende a ser um tema mais importante nesse período de crise, mas o debate da eletromobilidade pode demorar mais um pouco. “As pessoas vão querer se movimentar com cada vez mais segurança e qualidade”, disse, acrescentando que a indústria terá que responder a esse movimento. “E o enfrentamento dessa questão vai se dar por meio de inovação e tecnologia”, disse. “Por outro lado, a discussão sobre a eletrificação tende a demorar mais um pouco”, disse.

“A gente teve uma redução drástica de deslocamento com o isolamento social. Novas formas de interação têm mostrado que o deslocamento não é sempre necessário. Estamos discutindo como manter essa redução e aumentar o uso de veículos leves como a bicicleta. “Precisamos, sim, de transportes sustentáveis”, avaliou Jens Giersdorf.  “Não dá para saber exatamente como será. Agora, os problemas que a pandemia traz para o transporte coletivo poderão dificultar a implementação do transporte coletivo elétrico por algum prazo”, disse.

Para Sergio Jacobsen, a redução no uso de transporte público já estava acontecendo. “Mas a Covid-19 acelerou isso. Grande parte das pessoas não deve voltar a trabalhar em escritório, o home office está funcionando. O número de viagens de negócios deve diminuir. As pessoas se acostumaram a comprar perto de casa ou pela internet. Os modelos antigos devem ser repensados. Teremos outros motivadores para mobilidade elétrica”, afirmou.

De acordo com Igor, o movimento em prol dos veículos elétricos é novo. Todos os países estão aprendendo ao mesmo tempo o que fazer e o que não fazer. “Todos os países enfrentam talvez os mesmos obstáculos: custo, autonomia, tempo de recarga, infraestrutura de recarga e, por fim, assimetria de informação do consumidor” disse. Segundo ele, o governo trabalha com a infraestrutura de recarga, com novos modelos de negócios públicos e privados, a fim de incentivar esse setor.

A ABDI possui, em parceria com o Parque Tecnológico Itaipu (PTI), o programa de compartilhamento de veículos elétricos para uso de governos. O programa foi adotado pelo Governo do Distrito Federal, que, atualmente tem 14 veículos elétricos (de um total de 16 previstos) para atendimento da sua frota pública. A iniciativa conta ainda com 35 eletropostos. A ABDI também assinou memorando de entendimento com o Governo do Estado do Paraná para implantar lá o mesmo programa.

“Precisamos envolver governo e setor privado e pensar em como fazer todas as peças funcionarem ao mesmo tempo: sustentabilidade, eficiência e economia”, disse Igor Calvet, no evento online.

Clique aqui para conferir o debate na íntegra.

Fonte: Assessoria de Imprensa da ABDI

SÉRIE ONLINE DO CONNECTED SMART CITIES E MOBILITY DEBATE SOBRE MOBILIDADE INTELIGENTE (QUINTA- 21/05)

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A iniciativa debaterá sobre eletromobilidade e a universalização de carros elétricos no Brasil e contará com a participação de representantes da  ABDI, Siemens Brasil, GIZ – Cooperação Alemã e do ITDP

Nesta quinta-feira (21 de maio de 2020), das 10 às 12h, as Plataformas Connected Smart Cities e Mobility, iniciativas da Necta, realizam o 4º Bloco da série online Mobilidade Inteligente, que terá abordagem sobre a eletromobilidade e a universalização de carros elétricos no Brasil. O bloco destacará, ainda, pontos sobre a oferta, demanda e velocidade da eletrificação, buscando enfatizar quando esse mercado será popular.

Participam da edição: o presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Igor Calvet; o diretor de projeto da GIZ – Cooperação Alemã, Jens Giersdorf; o CEO de Smart Infrastructure da Siemens Brasil, Sérgio de Oliveira Jacobsen; e a diretora executiva do Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento (ITDP), Clarisse Cunha Linke.

A idealizadora do Connected Smart Cities e Mobility e CEO da Necta, Paula Faria, enfatiza que o tema mobilidade inteligente ganhou ainda mais importância no contexto da Covid-19, pois vem fazendo com que governos e empresas busquem alternativas sustentáveis, já considerando o cenário mundial pós-pandemia e o “novo normal”.

“A série vem abordando temas diversos no contexto da mobilidade inteligente, como a  mobilidade corporativa, por exemplo. No bloco 4, no contexto da eletromobilidade e da universalização de carros elétricos no país, teremos um debate amplo e que irá trazer  reflexão sobre inovação, sustentabilidade e inovação digital, além de sociedade digital, o novo consumidor e o mercado pós Covid-19, destacando como sobreviver com tantas mudanças e, ainda, o futuro do automóvel”, disse.

PROGRAMAÇÃO SÉRIE MOBILIDADE INTELIGENTE

Blocos já realizados

Bloco #01 | Mobilidade inteligente e a indústria automobilística

Bloco #02 | Mobilidade para as pessoas: vamos falar de mobilidade corporativa?

Bloco #03 | Mobilidade inteligente e os veículos elétricos  – teoria e prática da universalização dos veículos elétricos

Os conteúdos dos blocos já realizados estão disponíveis em: https://bit.ly/2zTSKkS

Demais blocos

21/05 – Bloco #04 | Eletromobilidade e a universalização de carros elétricos no Brasil – oferta, demanda e velocidade da eletrificação: quando o mercado será popular?

10/06 – Bloco #05 | Tendências para a mobilidade inteligente – inteligência artificial, mobilidade aérea urbana, drones, carros autônomos: realidade próxima ou futuro distante?

25/06 – Bloco #06 | O setor de transporte e a transição para a mobilidade inteligente – mobilidade inteligente e o transporte público

A Programação completa está disponível em: https://bit.ly/2ZiEuNn

Link do evento e inscrições gratuitas: https://connectedsmartmobility.com.br/evento-online/

Fonte: Assessoria de Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities e Mobility

COVID-19 VAI DERRUBAR EM 18% VENDAS DE VEÍCULOS ELÉTRICOS, DIZ RELATÓRIO INTERNACIONAL

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Pesquisa da BloombergNEF (BNEF) ainda aponta que perda de demanda do transporte coletivo será duradoura, mesmo depois da pandemia

A crise gerada pelo avanço da Covid-19 pelo mundo vai provocar uma queda na ordem de 18% no setor de veículos elétricos de diversos segmentos de acordo com o relatório anual “Veículos elétricos em longo prazo”, publicado nesta terça-feira, 19 de maio de 2020, pela empresa de pesquisa BloombergNEF (BNEF).

Serão produzidos e comercializados em torno de 1,7 milhão de unidades, entre motos, carros, comerciais leves, caminhões e ônibus em todo o mundo em 2020, segundo a projeção.

Ainda de acordo com o levantamento, a queda entre os diferentes segmentos de veículos a combustão vai ser maior e deve chegar a 23%.

Em longo prazo, porém, a BNEF projeta um cenário positivo. Pelo levantamento, a Covid-19 não vai ser capaz de mudar as previsões de crescimento do setor de “eletrommobilidade” e, mais uma vez os ônibus vão ser os protagonistas de transportes não poluentes podendo responder por 67% das principais frotas municipais do mundo em 2040.

“Os modelos elétricos vão representar 58% das vendas de carros novos em todo o mundo até 2040 e 31% de toda a frota de carros. Eles também representarão 67% de todos os ônibus municipais em circulação naquele ano, mais 47% dos veículos de duas rodas e 24% dos veículos comerciais leves.” – mostra a projeção.

FROTA ATUAL:

Segundo a BloombergNEF (BNEF), atualmente, existem mais de sete milhões de veículos elétricos de passageiros em circulação, juntamente com mais de 500 mil ônibus de propulsão elétrica, quase 400.000 vans e caminhões elétricos e 184 milhões de ciclomotores, scooters e motocicletas elétricas circulando por todo o mundo. Hoje, a maioria dos ônibus e veículos elétricos de duas rodas está na China.

PERDA DO TRANSPORTE PÚBLICO SERÁ DURADOURA:

O relatório também discute o impacto da crise do coronavírus no transporte público. O estudo aponta mais do que um efeito de curto prazo, à medida que os bloqueios diminuem. Em vez disso, é provável que haja uma redução duradoura no número de passageiros nos serviços municipais de ônibus e metrô e mais congestionamento de tráfego nas cidades. Os operadores de mobilidade compartilhada sofreram, mas se recuperam rapidamente com os serviços de entrega de alimentos, logística e micromobilidade.

Além da liberação de circulação, os transportes públicos vão depender de investimentos em melhorias e ampliação da oferta para reduzir as superlotações, que vão se tornar o maior aspecto de rejeição ao transporte de massa, sejam ônibus, trens e metrôs.

Também serão necessários investimentos em imagem e, literalmente, na “venda do serviço”, mas sem propaganda enganosa.

CONSUMO DE PETRÓLEO:

Ainda de acordo com o relatório, a frota de veículos elétricos vai eliminar o consumo de 17,6 milhões de barris de petróleo por dia em 2040, gerando um impacto de 5,2% à demanda global de eletricidade até 2040 também.

Para se ter uma ideia, atualmente, as motos elétricas poupam o consumo de quase um milhão de barris de demanda de petróleo por dia.

Atualmente, os modelos elétricos representam 3% das vendas mundiais de carros em 2020, subindo para 7% em 2023, com cerca de 5,4 milhões de unidades, ainda segundo a projeção.

O estudo mostra que o pico de vendas de veículos a combustão foi alcançado em 2017 no mundo e que dos veículos elétricos, este auge vai ocorrer em 2036, com investimentos em países em desenvolvimento e também com mudanças em políticas de mobilidade urbana.

PREÇO DAS BATERIAS:

Uma das maiores razões para o aumento do interesse pelos veículos elétricos será a queda nos preços das baterias de íon, que deve ser mais significativa a partir de 2025. O destaque novamente serão os pesados, como ônibus. A previsão é que este barateamento ocorra já a partir de 2022 em veículos de grande porte na Europa. Em 2030, em especial na Índia e no Japão, deve haver o barateamento das baterias dos veículos pequenos.

HIDROGÊNIO:

Os veículos com células de hidrogênio devem registrar crescimento na participação no mercado de automóveis, mesmo que em menor escala que os elétricos carregáveis das redes de energia.

Outra vez os ônibus vão ser os grandes impulsionadores, segundo o estudo da BloombergNEF (BNEF).

A tecnologia de hidrogênio será responsável por 3,9% das vendas de veículos comerciais pesados em geral ​​e por 6,5% das vendas de ônibus municipais em todo o mundo até 2040, mas com participações mais altas no leste da Ásia e em partes da Europa. As células de combustível não são vistas invadindo muito os mercados de veículos comerciais ou de passageiros mais leves, diz o relatório.

ÔNIBUS AUTÔNOMOS:

Os veículos totalmente autônomos, inclusive ônibus, só devem se tornar realidade comercialmente viável no final da década de 2030, ajudados pela crescente implantação de sistemas avançados de assistência ao motorista e a construção de cadeias de suprimentos de sensores, segundo a BloombergNEF.

PONTOS DE RECARGA:

Mas para tantos veículos elétricos, será necessário um grande número de pontos de recargas de baterias.

A chefe de transporte eletrificado da BNEF, Aleksandra O’Donovan, disse, por meio de nota do órgão, que até 2040 serão necessários mais de 290 milhões de pontos de recarga com meio trilhão de dólares em investimentos.

“Examinamos com mais atenção a infraestrutura de carregamento de veículos elétricos. Estimamos que o mundo precisará de cerca de 290 milhões de pontos de carregamento até 2040, incluindo 12 milhões em locais públicos, envolvendo um investimento acumulado de US$ 500 bilhões. ” – disse.

Por Adamo Bazani

Fonte: Diário do Transporte