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Potencial de energia eólica em alto-mar é destacado em debate no Senado

A Comissão de Infraestrutura (CI) debateu nesta terça-feira (16) a exploração de energia eólica em alto-mar, também chamada de geração offshore.

O debate ocorreu no contexto de regulamentação da Lei n° 15.097/2025, que cria regras para essa prática. Especialistas destacaram o potencial desse tipo de energia para o Brasil, que é produzida pela força do vento no oceano.

Transcrição

O alto-mar também pode ser local de exploração de energia elétrica. Essa é a chamada geração offshore, produzida pela força do vento no oceano. Em audiência pública na Comissão de Infraestrutura, especialistas destacaram o potencial desse tipo de energia para o Brasil e cobraram a regulamentação de uma lei que cria regras para essa prática, com previsões de autorização ou concessão.

A diretora-presidente da Coalizão Eólica Marinha, Roberta Cox, afirmou que as offshores podem gerar emprego e fomentar a indústria de aço e os serviços marítimos e de engenharia. Ainda segundo ela, poderia ser uma solução para o curtailment, que é o corte na geração de energia limpa, como a solar, por ter o pico de produção em horário de baixa demanda.

(Roberta Cox) “O que a gente tem agora de realidade brasileira é um excesso de energia durante a parte do dia, quando a gente tem solar gerando. E o pico de demanda é exatamente ali no final da tarde, e é onde as eólicas offshore vêm trazer energia para o sistema e vêm agregar valor.”

No entanto, o representante do Observatório do Clima e líder de Infraestrutura e Transição Energética da WWF-Brasil, Alexandre Gross, disse que o tema deve ser analisado com cautela para as questões ambientais.

(Alexandre Gross) “A energia eólica é uma alternativa importante para a transição energética, mas uma fonte para ser sustentável, ela precisa respeitar direitos, territórios, salvaguardas socioambientais e o processo de seleção de áreas é uma etapa decisiva .”

O senador Astronauta Marcos Pontes, do PL de São Paulo, presidiu a audiência e reforçou que, nesse sentido, o uso correto da tecnologia poderia reduzir os possíveis impactos na produção da energia eólica offshore.

(Senador Astronauta Marcos Pontes) “Inclusive, quando você faz análise de risco, dos riscos tanto de probabilidade quanto impacto, a tecnologia entra diretamente ali, geralmente reduzindo a probabilidade e reduzindo o impacto com o uso correto da tecnologia.”

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis também defendeu a publicação do decreto de regulamentação da lei. O diretor, Pietro Mendes, contou que já são 11 projetos protocolados na ANP sobre a exploração de energia éolica em alto-mar. Sob supervisão de Samara Sadeck, da Rádio Senado, Lana Dias.

Fonte: Rádio Senado

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