O aumento constante no número de veículos em circulação anda mais rápido que iniciativas do poder público para garantir fluidez
Mobilidade urbana é o tipo de política pública que exige decisões em diferentes frentes como infraestrutura, serviços de transporte, logística urbana e estímulos econômicos.
É nessa perspectiva que a decisão do governo do Estado de conceder isenção de ICMS para motoristas de aplicativo faz todo sentido.
Ao reduzir custos para uma categoria que hoje exerce papel primordial no deslocamento urbano, o governo estimula a modernização da frota, que verdade seja dita, de modo geral é bastante precária.
A medida também possibilita a aquisição de tecnologias mais eficientes em termos de emissão de poluentes, já que os decretos envolvem veículos elétricos e híbridos.
Por outro lado, não é de hoje que o morador da Grande Vitória tem percebido uma piora substancial no trânsito. O aumento constante no número de veículos em circulação anda mais rápido que iniciativas do poder público para reduzir congestionamentos e garantir fluidez. Há, claramente, um descompasso.
Atualmente, existem sim algumas frentes em andamento, como o corredor metropolitano de ônibus em Vila Velha, a ampliação da Rodovia do Sol, o Mergulhão de Camburi e o contorno de São Domingos, na Serra.
Na semana passada, o governo do Espírito Santo assinou a ordem de serviço para as obras de ampliação da Segunda Ponte, que ganhará uma quinta faixa de circulação. A entrega está prevista para dezembro.
É fato que obras geram transtornos e, em um primeiro momento, aumentam a pressão sobre o trânsito. Mas mobilidade urbana não se constrói sem intervenção.
O ponto central é garantir que essas intervenções venham acompanhadas de planejamento, celeridade e comunicação clara com a população.
Quando os ganhos permanentes são maiores que os transtornos temporários, o caminho deve ser avançar. Mas avançar com transparência, coordenação e visão de futuro.
Fonte: Folha de Vitória






