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Bloco #01 – Mobilidade inteligente e a indústria automobilística

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Porque a tecnologia, a inovação e a mobilidade são as palavras-chave para o futuro do setor automotivo?

Entrevistados: Renate Fuchs, Associate Director – Accenture / Ciro Biderman, Professor Doutor – FGV/CEPESP / Silvia Barcik, Sustainable Mobility Director e EV & New Mobility Manager – Renault Institute Brazil
Entrevistadores: Eduardo Jurcevic, CEO – Webmotors / Clarisse Cunha Linke, Diretora Executiva – ITDP – Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento

Questões abordadas:
– Inovação, sustentabilidade e inovação digital
– Sociedade digital, o novo consumidor e mercado pós COVID-19: como sobreviver com tantas mudanças?
– O futuro do carro: novo cigarro, novo gadget ou commodity?

Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – “Mobilidade Inteligente” da Plataforma Connected Smart Cities & Mobulity.

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Bloco #01 – Hospitais de campanha: conversando com quem construiu

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Entrevistados: Eduardo Barella, Presidente – Progen, CEO – Allegra Pacaembu / Rafael Carvalho, Diretor – Allegra Pacaembu, Membro – Conselho de Administração da Progen

Entrevistador: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados

Questões abordadas:
– Desafios na elaboração do projeto
– Desafios logísticos e na construção
– Modelo de contração e distribuição de riscos do contrato

Este bloco é parte da SÉRIE ONLINE – “O impacto do COVID-19 na vida urbana | Como será o novo normal?” da Plataforma Connected Smart Cities

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CONECTIVIDADE PÓS CORONAVÍRUS

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Como as medidas de isolamento social mudaram a maneira de se relacionar e como essa tendência de ser ‘online’ pode aumentar as desigualdades

Com as medidas de isolamento social impostas pelo coronavírus, a maneira com que se consome a internet mudou: o uso de conferências de vídeo, sites de notícias, comércio virtual e serviços de streaming tem aumentado o consumo de dados nas redes. Como resultado disso, as principais operadoras do país tem se movimentado para garantir que não exista uma grande lentidão ou, ainda, a possibilidade de um colapso na rede de internet das principais metrópoles brasileiras. 

A mudança no comportamento do usuário durante o coronavírus também alterou a maneira como os dados são consumidos: com o aumento das chamadas de voz, o tráfego de redes ponto a ponto (P2P), ou seja, a que sai da operadora, vai até o ponto de troca de tráfego, ao operador de backbone para só então ir até o provedor local, aumentou também. Esse tipo de conectividade acaba consumindo muito mais rede do que acessar um serviço de streaming, por exemplo, que necessita sair apenas de um CDN (espécie de banco de dados). 

Além disso, nesse momento crítico, a internet não é apenas um meio para garantir o isolamento social: a conectividade tornou-se um mecanismo essencial de participação política. Com decisões sendo tomadas a cada minuto, o fácil acesso à veículos de notícia permite um canal de comunicação direto entre o governo e a população e, além disso, redes sociais viabilizam o diálogo, possibilitando que os indivíduos comuniquem suas opiniões e demandas. 

Em meio a uma realidade tão atípica e delicada, quem não tem acesso à internet em casa ou tem esse limitado por um plano de dados acaba ficando para trás: de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), no Brasil existem 32,5 milhões de acessos na banda larga fixa e 226,7 milhões na rede móvel- sendo que, nas classes D e E, 83% dos acessos são feitos pela rede móvel, resultando em um número consideravelmente maior de pessoas com pacotes de dados limitados. 

Com a crescente demanda de utilizar essa rede para os estudos, trabalho e até mesmo para acessar dados governamentais, os usuários mais pobres acabam fragilizados. A tecnologia da fibra ótica, por exemplo, só chegou nas zonas centrais de algumas cidades do país. Apesar disso, as operadoras estão se movimentando para lidar com as mudanças impostas pelo vírus: a Vivo irá dar bônus de internet para seus cliente móveis, a Oi reforçou os plantões de manutenção dos seus serviços e a Claro instalou um comitê ‘de crise’ para equacionar a capacidade da sua rede. 

Não é possível saber ao certo quais mudanças a pandemia irá causar nas relações sociais, mas é certo de que a tendência é que as coisas fiquem muito mais ‘online’ mesmo quando a crise passar. Nesse sentido, a internet deixa de ser um luxo e passa ser uma necessidade: é preciso entender que nesse momento a garantia desse serviço é garantir o acesso à educação, ao trabalho, ao comércio e a serviços públicos. O exercício da cidadania também ficou online.

Bloco #04 – Perspectivas para o saneamento básico no brasil: por que um novo marco legal?

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Entrevistada: Martha Seillier, Secretária Especial – PPI – Programa de Parcerias de Investimentos – Ministério da Economia
Entrevistadores: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados / Luiz Felipe Graziano, Sócio – Giamundo Neto Advogados / Sebastián Butto, Sócio – Siglasul

Questões abordadas:
– Situação do saneamento básico e expectativa do Governo Federal em relação ao novo marco regulatório;
– A visão do Governo Federal em relação ao programa de desestatização dos serviços e das companhias estaduais em curso no âmbito do BNDES;
– O papel da Secretaria de PPI no saneamento básico.

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Bloco #03 – Os problemas do serviço de saneamento no Brasil

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Entrevistados: Rogério Tavares, Vice-presidente de Relações Institucionais – AEGEA / Carlos Eduardo Tavares de Castro, Diretor Presidente – COPASA / Otávio Silveira, membro do Comitê de Sustentabilidade e Questões Operacionais e Regulatórias – Iguá Saneamento

Entrevistadores: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados / Luiz Felipe Graziano, Sócio – Giamundo Neto Advogados / Sebastián Butto, Sócio – Siglasul

Questões abordadas:
– Como se organiza o mercado de prestação de serviços de saneamento?
– Qual o papel e espaço do setor público atualmente e qual o papel e espaço do setor privado?
– Como estão os índices de qualidade e universalização do serviço nos lugares em que o setor público e nos lugares em que o setor privado atua?

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CRIMINALIDADE DURANTE O ISOLAMENTO SOCIAL

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O porquê da quarentena ter diminuído os índices de criminalidade na maior parte dos países do mundo

Com a chegada do coronavírus e as medidas de isolamento social, muitas pessoas passaram a apontar o perigo de uma desordem social. O cenário que muitos previam era o de furtos em massa em mercados, comércios e até hospitais- com o número de desemprego crescendo e um aumento nas desigualdades sociais, parecia que a maior violência e criminalidade seriam mais um dos desafios impostos pela pandemia. 

Apesar disso, dados apontam que houve uma redução nos crimes contra o patrimônio (roubos e furtos). De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), assaltos na rua tiveram uma queda de 52% no estado do Rio de Janeiro quando comparados com março deste ano e abril do ano passado, sendo 5.699 em março e 1.829 em 2019. 

A Secretaria de Segurança Pública divulgou que houve uma diminuição de 65% nos registros de furtos e 40% de roubos no geral no período entre 20 de março e 7 de abril. O levantamento foi realizado em comparação ao mesmo período em 2019 e também aponta uma redução de 41,5% nos roubos de veículos. 

De acordo com um estudo realizado pelo jornal Estado de São Paulo, a diminuição dos índices de criminalidade contra o patrimônio estão sendo observados em diversos países do mundo. Ainda segundo o levantamento do jornal, durante o período de quarentena nos Estados Unidos, existem quedas dos crimes que vão desde 13%- como na cidade de Chicago- até 42% na cidade de São Francisco. 

Já o número de homicídios durante o período de isolamento social parecem semelhantes ao mesmo período de 2019 em quase todas as cidades do Brasil- quase todas: a cidade de São Paulo apresentou um aumento de 10% entre março de 2019 e março de 2020. Apesar do aumento considerável, as autoridades não sabem explicar o que causou esse crescimento. 

O QUE A REDUÇÃO DESSES NÚMEROS PODEM ENSINAR PARA ENTIDADES DE SEGURANÇA?

O principal motivo para a redução drástica desse número são as medidas de isolamento social- medidas essas que são temporárias. Não é possível garantir que todos fiquem confinados em suas casas para sempre e, assim que o movimento nas cidades retomar a normalidade, o índice de criminalidade também voltará e talvez pior: com os impactos econômicos da crise, a tendência é que as desigualdades sociais se acentuem e quantidade de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza aumente. 

Contudo, nem tudo está perdido: medidas que estão sendo tomadas pelas entidades públicas nesse momento apontam para um futuro menos violento: medidas assistencialistas de fornecer renda para trabalhadores informais e desempregados ajudou a conter essa previsão de caos social que muitos temiam no início do coronavírus. Além disso, o maior policiamento nas ruas para garantir o fechamento do comércio proporcionou também uma maior segurança. 

A MOBILIDADE URBANA PÓS CORONAVÍRUS

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Quais são as mudanças que a pandemia está trazendo que podem continuar depois do fim da crise e como isso pode mudar a maneira com que as pessoas se locomovem pelas cidades

Parece que foi ontem em que as principais reivindicações frente ao transporte público eram referentes à falta de frota necessária para o atendimento da população. A realidade pós-coronavírus é justamente o oposto: parte dos Estados brasileiros reduziram a frota por falta de passageiros e todas as entidades sentiram uma diminuição drástica no uso do transporte público. 

Os sistemas de transporte municipais do país podem entrar em colapso: a Associação Nacional de Empresas de Transporte Urbano (NTU), o Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes de Mobilidade Urbana e a Associação Nacional de Transportes Públicos já alertaram o Ministério da Economia e pedem um valor mensal de R$ 2,5  bilhões para conseguir manter o salário dos funcionários e comprar combustível. 

A mobilidade é um dos principais pilares de uma cidade inteligente e é preciso entender a como se adaptar às mudanças. Com todas as oscilações causadas pelo período de quarentena, o Connected Smart Cities mapeou algumas que podem permanecer pós-crise e podem levar à mudanças na maneira como os cidadãos se locomovem pela cidade: 

CONSUMO DE PRODUTOS PELA INTERNET

Segundo o levantamento da Ebit/Nielsen, o e-commerce cresceu 18,5% durante a primeira semana de abril. Com as medidas de isolamento impostas pela Estado, muitos consumidores buscaram alternativas online para a compra de produtos- que podem ir desde alimentos até eletrodomésticos. 

Com a facilidade de se comprar produtos pela internet através de aplicativos e a comodidade que essas ferramentas oferecem, muitas pessoas podem optar a continuar utilizando da tecnologia para realizar as compras. Com a demanda de serviços online, muitos comércios e lojas físicas podem fechar e a tendência é que cada vez tudo fique mais online.

HOME OFFICE

A quarentena também mudou a maneira como muitas pessoas se relacionam com o trabalho: de acordo com o estudo desenvolvido pelo coordenador do MBA em Marketing e Inteligência de Negócios Digitais da Fundação Getúlio Vargas, André Miceli, o aumento do trabalho remoto pode ser de até 30% depois da crise do coronavírus. 

Com a adoção do home office por cada vez mais empresas, a tendência é de uma diminuição no fluxo de carros e uma redução na frota do transporte público. Wolnei Ferreira, diretor executivo da Sociedade Brasileira de Teletrabalho e Teleatividades (Sobratt), aponta que os levantamentos feitos pela entidade mostram um aumento na produtividade e também no grau de confiança entre as duas partes, já que os gestores não precisam mais supervisionar os seus funcionários para ter produtividade. 

Ao que tudo indica, muitas empresas vão continuar com as práticas do home office para a diminuição de gastos mesmo após o coronavírus. Contudo, a prática é também fruto do crescimento da terceirização e do trabalho informal no Brasil e exige cautela: é preciso garantir que o crescimento nos trabalhos remotos não signifique uma maior precarização no trabalho. 

ENSINO À DISTÂNCIA

O tema é polêmico e tem gerado debate: o Ensino à Distância (EAD), que já era implementado em alguns cursos superiores e de graduação no país, se tornou a principal solução para a continuação das aulas para grande parte das instituições de ensino. É possível que algumas escolas e universidades continuem com a prática pós-pandemia, já que essa é uma forma de redução de custos e também possui algumas algumas facilidades de acessibilidade para professores e alunos.  

Contudo, essa é outra medida que exige precauções: o Connected Smart Cities expôs os riscos que a EAD pode ter em aumentar as desigualdades sociais em um país. Dentro da realidade brasileira, muitos estudantes e até professores e instituições não possuem acesso aos equipamentos necessários e rede de internet para realizar atividades remotas. 

Entendendo que a educação é uma importante ferramenta que o Estado tem para a manutenção das desigualdades, é preciso ter cuidado em excluir a população mais pobre do acesso à educação se tais práticas forem adotadas. 

Qual a sua opinião?

A tendência de realizar atividades em casa pode significar uma diminuição de veículos na rua e o acesso a um transporte público que não é lotado, o que, como consequência, resulta em uma cidade menos poluída e mais inteligente. A nova forma de lidar com a realidade significa, contudo, a quebra de muitos paradigmas e mudanças estruturais profundas.

Você acha que depois do coronavírus a realidade do transporte será diferente?


Bloco #02 – Os problemas do serviço de saneamento no Brasil

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Entrevistado: Édison Carlos, Presidente – Instituto Trata Brasil

Entrevistadores: Mauricio Portugal Ribeiro, Sócio – Portugal Ribeiro Advogados / Luiz Felipe Graziano, Sócio – Giamundo Neto Advogados / Sebastián Butto, Sócio – Siglasul

Questões abordadas:
– Qual a posição do Brasil em relação à qualidade e universalização dos serviços de distribuição de água e de coleta, tratamento e disposição de esgoto? Como o Brasil se compara a outros países em relação a esses serviços?
– Qual a posição do Brasil em relação às perdas na distribuição de água?
– Quais são as perspectivas de universalização dos serviços no contexto atual?

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A MOBILIDADE URBANA PELA ÓTICA FEMININA

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Os desafios que as mulheres enfrentam para se locomover dentro das cidades

Historicamente, o planejamento urbano de uma cidade se dá a partir de uma ótica de neutralidade, ou seja, não se diferenciam os cidadãos por gênero, etnia e condição social, sendo apenas levada em conta as necessidades urbanas de uma cidade para mapear o transporte. Cada vez mais, contudo, estudiosos e entidades públicas têm percebido que, para se entender mobilidade, é preciso ir a lém do planejamento urbano: é preciso entender que as pessoas transitam de formas diferentes a partir de seus gêneros, classes sociais, sexualidade e raça. 

O acesso ao transporte é o acesso ao trabalho, lazer, saúde, educação e outros diversos direitos do cidadão. O acesso que não é feito de maneira justa, entendendo as limitações que diferentes indivíduos têm para se locomover, contribui para as desigualdades sociais, raciais e de gênero. 

Enfrentando jornadas duplas no trabalho e em casa, as mulheres são maioria no transporte público: de acordo com a última Pesquisa Origem Destino divulgada pelo metrô de São Paulo em julho de 2019, elas ultrapassam em 10% os homens na utilização de ônibus, metrôs e trens. Apesar disso, sofrem diariamente com assédio sexual e a insegurança, sendo obrigadas muitas vezes a utilizarem trajetos mais longos para evitarem lugares de risco. 

SE ESSA CIDADE FOSSE MINHA

Entre 2008 e 2018, de acordo com a Secretária de Segurança Pública, os registros de crimes sexuais nos transportes coletivos cresceram 256%. Como resposta a esse problema, foi criada em 2018 uma lei federal nº13.718 que define como crime atos de importunação sexual (toque em partes íntimas, masturbação e ejaculação em local público). Outra medida implementada foi a do ‘vagão rosa’ destinado apenas para mulheres em alguns sistemas de metrô- medida essa que não tem sido muito eficiente já que muitos homens não respeitam a lei e a Polícia Militar retira, em média, 50 homens por dia desses vagões no Rio de Janeiro. 

Apesar disso, as mudanças não têm sido eficazes: de acordo com a pesquisa do Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva, 97% das entrevistadas já foram assediadas no transporte público e metade dessas mulheres não se sentem confiantes de utilizar ônibus, metrôs e trens. 

Além disso, o problema não é exclusivo ao transporte: de acordo com a Secretária Municipal de Desenvolvimento Urbano de São Paulo, mulheres caminham nas ruas 12% a mais que homens, sendo que a Pesquisa realizada pela ActionAid feita com mulheres moradoras de áreas periféricas de diversos estados do país aponta que 75% das entrevistadas já desviou do seu trajeto por conta da falta de iluminação na rua e 70% já deixou de sair de casa em determinados horários por medo de sofrer assédio. 

O modo como a mobilidade urbana se dá em uma cidade é fruto de processos históricos de desigualdades de gênero, como também é intensificador desses: quando não se tem o mesmo acesso a locomoção, não se tem o mesmo acesso à cidade. É preciso pensar em maneiras de se garantir que as mulheres ocupem esse espaço que é seu por direito, conseguindo exercer o seu direito de ir e vir sem ser restringida por um vagão, ou um determinado horário. 

BLOCO 2: SÉRIE ON-LINE DO CONNECTED SMART CITIES DEBATE PROBLEMAS DO SANEAMENTO NO BRASIL EM EVENTO ON-LINE, NESTA 3ª (07/04)

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Agência prorroga inscrições para o Prêmio ANA 2023 até 26 de abril.

O 2º bloco da série on-line”Investimentos do Setor de Saneamento – O Novo Marco Regulatório do Setor”acontece das 10h às 12, nesta terça (07/04), e contará com a participação do especialistas no setor

Nesta terça-feira, das 10h às 12, a Plataforma Connected Smart Cities, iniciativa da Necta, realiza o segundo bloco da série on-line “Investimentos do Setor de Saneamento – O Novo Marco Regulatório do Setor”, em parceria com o Giamundo Neto Advogados, Portugal Ribeiro Advogados e a SiglaSul. Participam da programação de 07 de abril de 2020 o especialista em sistemas de informações, planejamento e regulação do setor, Ernani Ciriaco de Miranda, o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, além dos organizadores do evento.

Lançada no dia 31/03 (CLIQUE AQUI E ASSISTA), a série conta com 11 blocos (acontece até 09 de junho de 2020) e reunirá especialistas no setor dos segmentos público e privado, como representantes de empresas, entidades e governos. As inscrições são gratuitas e estão disponíveis por meio do link: https://www.bigmarker.com/series/s-rie-investimentos-do-setor/series_summit.  

O bloco 2 da série on-line vai abordar os problemas do serviço de saneamento no Brasil, destacando pontos importantes como a posição do país  em relação à qualidade e universalização dos serviços de distribuição de água e de coleta, tratamento e disposição de esgoto, por exemplo.

De acordo com o presidente do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, o país há décadas tem problemas com a universalização do abastecimento de água e coleta e tratamento dos esgotos. “Ainda que o acesso à água tenha avançado lentamente, e hoje é o melhor indicador, aproximadamente 35 milhões de pessoas no Brasil não têm acesso a este recurso. Em relação à coleta dos esgotos, são aproximadamente 100 milhões de pessoas vivendo em locais vulneráveis com o esgoto sem tratamento próximo. O que se trata de esgotos no Brasil é muito baixo, 46% do volume do esgoto é tratado, significa que diariamente o Brasil despeja 5.715 piscinas olímpicas de esgoto sem tratamento na natureza”, argumentou.

O especialista enfatiza, ainda,  que na América Latina, o Brasil ainda é um país bem atrás de outros, como Chile, Uruguai e Argentina. “Temos uma defasagem bem maior. Nossos indicadores não avançaram a medida em que a população foi crescendo. As perdas nos sistemas de distribuição estão na casa dos 38%, o que significa que a cada 100 litros de água produzidos, 38 se perdem. É importante destacar que, diante da pandemia do Covid-19, os investimentos estão concentrados na manutenção da saúde pública, e deve ser assim por um bom tempo. O saneamento básico é um pilar importante para o combate às outras doenças também, e já exerce um papel fundamental nesta atual pandemia, porque os países com saneamento básico precário tendem a sofrer mais. Não ter água potável para higienizar as mãos, e conviver com esgotos a céu aberto agravam a situação de quem está em vulnerabilidade”, concluiu Édison Carlos.

Já o especialista em sistemas de informações, planejamento e regulação do setor, Ernani Ciriaco de Miranda, cita que enquanto o país não implementar uma política de investimento permanente, e não políticas esporádicas, como foi o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o setor de saneamento não terá o desenvolvimento que precisa para alcançar a universalização. “O momento é de grandes investimentos necessários ao setor, mas isso tem ocorrido de forma muito lenta. Nesse sentido, o novo marco legal do saneamento básico sinaliza para alavancagem do setor e agilidade, e busca a maior participação da iniciativa privada. É importante destacar que apenas o marco não resolve todas as arestas do segmento, visto que temos problemas estruturais na organização dos serviços, além da sua complexidade. Outro ponto importante é o modelo de organização federativa do país, onde a constituição diz que esses serviços são de competência dos municípios, o que impede a gestão direta por parte dos Estados e da União”, disse.

IMPORTÂNCIA DO TEMA

Inserida no Tema Abordado Urbanismo Sustentável nas Cidades do Connected Smart Cities, a série on-line discutirá amplamente as oportunidades e efeitos do novo marco legal do saneamento, previsto no Projeto de Lei (PL) 4.162/2019. De acordo com o Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), para universalizar o saneamento no Brasil até 2033, serão necessários R$ 700 bilhões de investimentos.

“Esse setor tem caráter fundamental e urgente no contexto de trabalho da Plataforma Connected Smart Cities, visto que a questão do saneamento básico no Brasil ainda demanda grande preocupação e investimentos, quando falamos do desenvolvimento das cidades e suas políticas públicas. Inicialmente teríamos um evento presencial, mas em função da pandemia do Coronavírus e as recomendações dos órgãos de saúde, fizemos a adaptação para o on-line em formato de série, estratégia que faz parte do pioneirismo da Necta no mercado de eventos. A iniciativa já é um sucesso e, no 1º bloco, contabilizamos aproximadamente 800 inscritos. Para o bloco 2, temos  já temos mais de mil pessoas inscritas, demonstrando a nossa assertividade quanto ao formato do evento e importância da pauta para o país”, argumenta Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities.

DESAFIO PARA O PAÍS

De acordo com o Ranking do Saneamento Básico 2020, elaborado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados,  que tem como base os 100 maiores municípios do Brasil, em números gerais, usando o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS – base 2018), 16,38% da população brasileira ainda não tem acesso ao abastecimento de água ou quase 35 milhões de pessoas; 46,85% não dispõem da cobertura da coleta de esgoto, ou seja, mais de 100 milhões de pessoas, o que representa mais de 2x a população da Argentina.

Ainda de acordo com estudos do Instituto Trata Brasil, se o país resolver o gargalo do saneamento básico, em duas décadas, poderá  alcançar ganhos econômicos e sociais da ordem de R$ 1 trilhão.

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Fonte: Comunicação Connected Smart Cities