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  • OS DESAFIOS DAS CIDADES INTELIGENTES: QUAL A MELHOR SOLUÇÃO?

    OS DESAFIOS DAS CIDADES INTELIGENTES: QUAL A MELHOR SOLUÇÃO?

    A micromobilidade é fundamental para  que as cidades sejam, de fato, inteligentes

    Lancei recentemente, em meu perfil nas redes sociais, alguns questionamentos provocativos com relação à locomoção pelas cidades, porque esse tipo de interação sempre nos ajuda a entender quais barreiras estamos enfrentando. Neste artigo, vou usar essa mesma dinâmica para provocar uma reflexão: Se você pudesse trocar seu carro por uma bicicleta elétrica, o que faria? 

    Para responder essa pergunta, é necessário ter uma balança em mente. Quando falamos de melhorias para as cidades, não basta apenas tirar os carros movidos a combustível das ruas e substituí-los pelos elétricos, o que proponho aqui é uma troca benéfica para todos. Se os carros continuarem dominando o cenário, mesmo que nos modelos elétricos, eliminamos um problema e adicionamos outro: o número de automóveis circulando pela cidade só crescerá, aumentando o gargalo no trânsito e impossibilitando avanços fundamentais para as ações de desenvolvimento da micromobilidade. É preciso considerar o todo.



    Diversas cidades mundo afora saíram à frente no arranjo de políticas públicas de incentivo à modais mais sustentáveis. Na França, por exemplo, um projeto está em fase de aprovação para os donos de carros antigos, que poderão entregá-los em ferros velhos e em troca receber nada menos que cerca de 2.500 euros, equivalente a quase 17 mil reais, para comprar uma bicicleta elétrica. É isso mesmo! Se essa iniciativa for aprovada, a França passa a ser o primeiro país a subsidiar a troca de carros por bicicletas. 

    No ano passado, a Itália liderou ações similares durante a quarentena, uma vez que a bike foi considerada pela OMS como meio de transporte ideal para deslocamento. Em prol da economia de dinheiro e de CO2 no país, além de contribuir com as medidas de distanciamento social, o governo do país destinou cerca de 500 euros para cada cidadão que quisesse reformar ou comprar bikes novas.

    O ponto principal de toda discussão sobre impacto ambiental acaba sendo a redução de emissão de CO2, mas é fundamental observar como a ocupação do espaço público também impacta na construção das cidades inteligentes. Para que uma cidade flua bem, seja no trânsito e no lazer, é preciso pensar em inovações que eliminem problemas. Atualmente já vemos carros elétricos compactos, mas a tendência é que as grandes máquinas comecem a aparecer. Parece uma previsão catastrófica, mas não há mais espaço para piora no trânsito dos grandes centros urbanos.

    Integração nos modais de transporte

    A solução para esses problemas passa, necessariamente, pela conscientização sobre a importância dos micro modais, em especial as bicicletas – tradicionais e elétricas, afinal sabemos que grande parte dos trajetos que as pessoas fazem no dia a dia não passa de 5 km, distância que pode ser facilmente percorrida de bike. 

    Portanto, entendo que a micromobilidade é fundamental para  que as cidades sejam, de fato, inteligentes. Isto porque este conceito deve se pautar pela democratização do espaço público, é sobre pensar nas pessoas. Os avanços por todo o mundo provam que as bicicletas são mais que tendência, mas uma tecnologia que transforma a mobilidade, além da questão ambiental, que sem dúvidas é importante. Mas com elas o avanço é maior,  pois incentivam um modelo de transporte mais sustentável, livre e que prioriza o convívio social.

    As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

  • QUEM ACESSA A INTELIGÊNCIA DAS CIDADES: A RELAÇÃO ENTRE PERFIS E OS BENEFÍCIOS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL INTEGRATIVO

    QUEM ACESSA A INTELIGÊNCIA DAS CIDADES: A RELAÇÃO ENTRE PERFIS E OS BENEFÍCIOS DE DESENVOLVIMENTO LOCAL INTEGRATIVO

    O acesso às cidades inteligentes tende a ser uma experimentação focada em perfis e localidades escolhidos, resguardando como benefícios do desenvolvimento das cidades melhores geridas, em suas estruturas e temáticas coletivas de relevância social, novas produções culturais, assim como tecnologias e soluções disponibilizadas

    Segundo o Mapa da Desigualdade 2020, da Rede Nossa São Paulo, 18,1% da população paulistana tem fácil acesso a redes de transporte de massa, representando a distância de até 1km de estações, sendo que 12% dos distritos mapeados têm exato 0% de acesso aos transportes de massa. O que se traduz na desigualdade de tempos de acesso nos trajetos mais populares, entre eles casa-trabalho. Sendo que as empresas tendem a se concentrar em pólos centrais cujo custo de vida, por depender de  um investimento maior, abriga uma menor porcentagem da população com o perfil de maior acesso à renda.

    Com a redução do trabalho formal em 12% entre 2012 e 2019, a desigualdade se amplia, sendo a diferença de renda média entre famílias de até 3,6 vezes, sendo a de Alto de Pinheiros representativa em R$ 9.591,93, enquanto a de Lajeado é de R$ 2.628,63. As desigualdades de acesso por localidade podem ser vistas de diferentes formas: pessoas que moram em distritos mais ricos vivem até 40% a mais do que as residentes de bairros em vulnerabilidade. A concentração de acesso cultural ativa áreas centrais, com 18 dos 96 distritos sem equipamentos públicos culturais e 70 distritos sem centros, casas ou espaço de cultura. E o Índice do Nível Socioeconômico das Escolas segue a mesma lógica de concentração regional.



    O país das desigualdades

    Mas será que isso acontece só em São Paulo? Segundo o Fundo Monetário Internacional, em sua relação anual do PIB per capita em seu comparativo regional de 21 países no exercício de 2014, o Brasil lidera a desigualdade, tanto das diferenças entre estados, quanto de distritos em um mesmo recorte de localidade. O cenário não melhorou nos últimos anos, e foi intensificado com as crises de segurança e saúde pública atuais. Nesse sentido, o International Food Policy Research Institute estima que com a redução das atividades econômicas mundiais, mais 3% da população viverá em situação de pobreza extrema.

    Cidades Inteligentes e desenvolvimento

    E o que esses dados têm a ver com Cidades Inteligentes? Uma das premissas da concentração ecossistêmica que permite a aceleração dos desenvolvimento inovativo é atuação conjunta e complementar de diversos players com agendas comuns, seja em critérios de localidade, seja ela temática.

    Por acesso aos fluxos econômicos, a concentração do desenvolvimento e aplicação das soluções criadas que integram Cidades Inteligentes são disponibilizadas, em sua maioria, seguindo a lógica de concentração de acesso à pontos centrais. O que por sua vez segue lógicas de disponibilidade financeira e logística, e isso se reflete tanto numa perspectiva de pertencimento a tais agendas como critério identitário, quanto pela própria possibilidade de acesso descrita.

    É preciso reconhecer que o acesso às cidades inteligentes tende a ser uma experimentação focada em perfis e localidades escolhidos, resguardando como benefícios do desenvolvimento das cidades melhores geridas, em suas estruturas e temáticas coletivas de relevância social, novas produções culturais, assim como tecnologias e soluções disponibilizadas. Neste fluxo, o todo sempre ganha, ou seja, o valor agregado do desenvolvimento, mesmo concentrado, é imensurável para as criações coletivas de ativação pública. Entretanto, em curto e médio prazo, os beneficiários diretos são as mesmas pessoas que, por sorte, tiveram possibilidades de acessos anteriores aos ativos coletivos.

    O primeiro desafio é reconhecer os pontos de desigualdade em suas complexidades de fatores multifacetados, para então pensar em estratégias de como promover as inclusões dentro das lógicas de núcleo orgânico de concentração multiplayer complementar que envolve, entre outros, governo, universidades e centros de pesquisa, empresas tradicionais e inovadoras, a fim de transformarmos uma rede de aplicação de células unitárias em um conglomerado orgânico de funcionamento integrativo.

    As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

  • PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO É TENDÊNCIA NA MOBILIDADE URBANA

    PAGAMENTO POR APROXIMAÇÃO É TENDÊNCIA NA MOBILIDADE URBANA

    Tecnologia simplifica acesso a transporte público, o que permite maior facilidade aos passageiros

    Com o desenvolvimento de novas tecnologias, a maneira de se locomover pelas cidades está cada vez mais inteligente e conectada. A evolução dos métodos de pagamento proporciona maior praticidade aos passageiros, melhorando a qualidade dos deslocamentos: o pagamento por aproximação por cartões bancários é uma tendência para poupar tempo, aumentando a fluidez no embarque, a conveniência e a segurança.  A solução global Visa Secure Access Module (VSAM), exemplo de como a unificação dos métodos de pagamento é benéfica para os sistemas de transporte, que já está em prática no Metrô do Rio de Janeiro, aceita o pagamento do bilhete de qualquer celular, cartão de crédito ou relógio que conte com a tecnologia NFC. A capital fluminense foi a primeira a utilizar essa solução de pagamento por aproximação no Metrô, bastando aproximar o cartão de crédito na catraca habilitada para ter o acesso liberado.

    De acordo com Guilherme Ramalhopresidente do MetrôRio, “as novas tecnologias de pagamento permitem aos clientes melhor experiência, simplificando o uso do transporte e trazendo novas alternativas”. Além do Metrô da cidade, existem trens e barcas que já fazem uso do serviço, sendo que diversas smart cities do mundo, como Nova York, Londres e Cingapura, já utilizam o sistema.

    A partir do dia 6 de julho, a Plataforma Connected Smart Cities & Mobility, em parceria com a Visa, irá debater a implementação de métodos de pagamentos entre empresas de transportes urbanos, instituições bancárias, gestores de arrecadação em praças de pedágio e secretarias municipais de transporte. Segundo Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, “discutir mobilidade urbana é essencial para a criação de cidades mais inteligentes e conectadas”.

    Pagamento por aproximação

    “Permitir que os passageiros possam escolher como pagar pela tarifa, simplificando o acesso, é essencial para incentivar as pessoas para que escolham o transporte público. Se o trabalhador vai sair cedo para o serviço e lembra que o Bilhete Único está sem carga e pensa na fila de recarga ou para comprar a passagem, ele, naturalmente, vai optar pelo transporte individual, aumentando o tráfego nas cidades e a poluição. Pensar em mobilidade urbana é encontrar estratégias para tornar o transporte público mais atraente, garantindo a construção de cidades mais sustentáveis”, ressalta Paula Faria.

    Ainda, o pagamento por aproximação assumiu um papel preventivo durante a pandemia da covid-19, evitando o contato com superfícies. De acordo com a Visa, 42% dos passageiros que utilizam a funcionalidade nas catracas das estações empregaram o serviço mais de cinco vezes nos 90 dias seguintes, dado que, após o primeiro uso, nove em dez passageiros continuaram utilizando o pagamento por aproximação em suas viagens.
    O tema está no contexto do Connected Smart Cities & Mobility 2021 nacional, que acontece em setembro. Para a participação da série, é necessária a inscrição prévia pela plataforma evento.connectedsmartcities.com.br. Os inscritos receberão um link no e-mail para a transmissão ao vivo.

    As séries serão realizadas de maneira virtual. Para conferir a programação, inscreva-se pelo site do evento Connected Smart Cities & Mobility 2021: https://evento.connectedsmartcities.com.br

    CONFIRA MATÉRIA SOBRE MOBILIDADE NO ESTADÃO (clique no link)

    CONFIRA OUTRAS MATÉRIAS SOBRE CIDADES E MOBILIDADE URBANA:

    EM DEBATE, FUTURO DO TRANSPORTE COLETIVO DE SUPERFÍCIE 

    ARTIGO PAULA FARIA – MOBILIDADE ESTADÃO: DESLOCAR-SE TAMBÉM É DESAFIO PARA MULHERES

    PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

    VANTAGENS DO TRANSPORTE COMPARTILHADO NAS GRANDES CIDADES

  • MOBILIDADE URBANA, É PRECISO REDUZIR A LACUNA ENTRE O PLANEJADO E O IMPLEMENTADO

    MOBILIDADE URBANA, É PRECISO REDUZIR A LACUNA ENTRE O PLANEJADO E O IMPLEMENTADO

    Quando o assunto é a implementação de projetos de mobilidade urbana sustentável, é possível identificar lacunas após quase uma década desde sua instituição da PNMU

    Quando o assunto é construção de uma política de mobilidade sustentável, podemos dizer que o Brasil avançou nas últimas duas décadas. É uma melhoria que merece reconhecimento, visto que os pilares responsáveis por estruturar a Política Nacional de Mobilidade Urbana (PNMU) –Lei Federal 12.587/2012– estão fundamentados em princípios de sustentabilidade, que dialogam com dimensões sociais, ambientais e econômicas. Já quando o assunto é a implementação desses projetos de mobilidade urbana sustentável, é possível identificar lacunas mesmo após quase uma década desde sua instituição.

    Um dos motivos do distanciamento entre o que foi proposto e o que foi realizado é a escassez de investimentos em projetos de mobilidade capazes de consolidar mudanças profundas na forma como pessoas, bens e cargas circulam pelos espaços urbanos. Sobretudo aos projetos orientados à redução dos entraves que separam o local de residência das pessoas de oportunidades e de serviços urbanos. Entraves que se agravam em meio à crise sanitária e humanitária induzida pela pandemia do novo coronavírus.



    Pontos estratégicos

    A ausência de investimentos está relacionada, em parte, com a redução de recursos para realizá-los. Nesse sentido, é importante destacar dois pontos estratégicos. O primeiro é relativo a como o potencial dos investimentos em infraestrutura de mobilidade urbana contribui com o desenvolvimento sustentável das cidades a partir do estímulo à mobilidade social por meio da redução de distâncias físicas. Na prática, tais investimentos contribuem também para a redução de distâncias socioeconômicas, por exemplo, ao gerar empregos e estímulo ao dinamismo econômico das cidades. Um eficaz modo para reduzir essa lacuna parece ser o investimento em economias sustentáveis por meio do desenvolvimento de tecnologias, cadeias econômicas e categorias profissionais vinculadas com a geração de energias renováveis e com a descarbonização do sistema de transporte.

    O segundo ponto estratégico trata da diversificação de recursos para o financiamento de projetos de mobilidade urbana sustentáveis, os quais podem ser viabilizados com o reconhecimento e com a evidência do caráter multissetorial e estratégico que o campo da mobilidade assume frente à mitigação e à adaptação dos efeitos da mudança climática, e prevenção de doenças causadas pela má qualidade do ar.

    Os dois pontos estratégicos citados poderiam ser viabilizados, inclusive, através do aprimoramento do processo de concepção de projetos de mobilidade urbana sustentável e elaboração de instrumentos dedicados à construção de pontes entre o papel de investimentos em mobilidade urbana e a promoção de cidades mais justas – do ponto de vista social, ambiental e econômico –, portanto, mais amigáveis ao clima e às pessoas.

    As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

  • ELETROMOBILIDADE É ESSENCIAL PARA CIDADES MAIS SUSTENTÁVEIS

    ELETROMOBILIDADE É ESSENCIAL PARA CIDADES MAIS SUSTENTÁVEIS

    Difusão de veículos elétricos proporciona diversos benefícios, mais eficiência e conectividade

    A mobilidade elétrica é fundamental para o desenvolvimento sustentável das cidades, garantindo melhor qualidade de vida e deslocamento para a população. De acordo com o estudo Uma Nova Economia para uma Nova Era: Elementos para a Construção de uma Economia Mais Eficiente e Resiliente para o Brasil, realizado pelo WRI Brasil e pela New Climate Economy, a implementação de ações de economia verdes para determinados setores produtivos pode proporcionar economia de R$ 2,8 trilhões para o País.

    Discutir mobilidade elétrica perpassa questões ambientais que estão cada vez ganhando mais importância dentro do mercado de cidades inteligentes. O impacto prejudicial dos combustíveis fósseis na saúde da população torna o investimento em veículos elétricos uma aplicação que vai além da mobilidade, impactando diretamente áreas como saúde e meio ambiente.



    Menos poluentes

    De acordo com o fundador da Barassa & Cruz Consulting e doutor em Política Científica e Tecnológica pela Unicamp, Edgar Barassa, “a adoção da mobilidade elétrica contribui para redução dos gases poluentes e para a descarbonização da economia brasileira, apoiando o cumprimento de acordos outrora celebrados (COP 21, por exemplo). Há também os benefícios relacionados à saúde pública, considerando a atenuação dos impactos negativos na saúde da população advindos da poluição atmosférica nas cidades”.

    “Existem também janelas de oportunidades para o desenvolvimento de novos negócios, localização de atividades produtivas, geração de emprego qualificado e renda no Brasil. Acredito que estes atributos habilitam uma ampliação das competências tecnológicas dentro do setor da mobilidade no Brasil e se desdobram numa indústria do futuro, que ofertará veículos mais eficientes, menos poluentes, conectados e compartilhados, bem como um transporte público modernizado no Brasil”, ressalta Barassa.

    A mobilidade elétrica afeta todos os modais de transporte, podendo ser aplicada em ônibus, metrôs, transportes de aplicativos, motos, patinetes, bicicletas e veículos individuais. Substituir veículos de combustão, além de diminuir a emissão de CO2, reduz a poluição sonora das cidades, sendo a alternativa mais viável e sustentável para o desenvolvimento de cidades mais inteligentes e sustentáveis.

    Séries temáticas

    Em março de 2021 foi lançado o 1° Anuário Brasileiro de Mobilidade Elétrica, realizado pela Plataforma Nacional de Mobilidade Elétrica (PNME) em cooperação com o governo, indústria, academia e sociedade civil. O estudo é um marco importante para o desenvolvimento do setor, sendo importante ferramenta para decisões de mercado, de pesquisa e desenvolvimento de políticas públicas.

    Em conjunto com a PNME e a Enel X, o Connected Smart Cities & Mobility lança a temporada da mobilidade elétrica e realiza duas séries temáticas, de junho a agosto, com o objetivo de ampliar o ecossistema do setor. Segundo Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, “a venda de veículos eletrificados está crescendo exponencialmente no Brasil, sendo que em 2020 batemos um novo recorde com o aumento de 66,5% em relação ao ano de 2019.

    Nunca foi tão necessário promover espaços de discussão para o setor, garantindo a contribuição dos diversos segmentos implicados”. As séries serão realizadas de maneira virtual. Para conferir a programação, inscreva-se gratuitamente pelo site do evento Connected Smart Cities & Mobility 2021.

  • NOVO MARCO LEGAL DAS STARTUPS E O IMPULSO AO “SANDBOX REGULATÓRIO” NO BRASIL

    NOVO MARCO LEGAL DAS STARTUPS E O IMPULSO AO “SANDBOX REGULATÓRIO” NO BRASIL

    Inspirado em modelo britânico, instrumento já é realidade no Brasil e promete contribuir à construção de um Estado cada vez mais amigável à inovação

    O ecossistema brasileiro de inovação comemorou, no dia 1.º de Junho, a sanção da Lei Complementar n.º 182/21, que instituiu o novo Marco Legal das Startups e do Empreendedorismo Inovador, após intensos e longos debates na Câmara e no Senado, que acabaram por desidratar determinados aspectos do texto original – especialmente quanto às “stock options” e questões fiscais que geraram certa polêmica na tramitação do PL.

    Dentre os pontos que passaram ilesos, julgo relevante destacar – e tenho visto, por enquanto, poucos holofotes sobre isso, em que pese seu alto grau de disrupção sobre inúmeros setores, inclusive das Cidades Inteligentes – a institucionalização, em Lei, do instrumento do “Sandbox Regulatório” – ou “ambiente regulatório experimental” –, definido como “conjunto de condições especiais simplificadas para que as pessoas jurídicas participantes possam receber autorização temporária dos órgãos ou das entidades com competência de regulamentação setorial para desenvolver modelos de negócios inovadores e testar técnicas e tecnologias experimentais, mediante o cumprimento de critérios e de limites previamente estabelecidos pelo órgão ou entidade reguladora e por meio de procedimento facilitado”.



    A ideia de criar “caixas de areia” para isolar modelos inovadores da “regulação tradicional” (que, muitas vezes, não dialoga com a ideia inovadora, e pode exterminá-la antes mesmo de seu amadurecimento) surgiu em 2016, no Reino Unido, por iniciativa do FCA – Financial Conduct Authority –, órgão regulador do sistema financeiro britânico. Desde então, mais de trinta países, incluindo o Brasil, seguiram o exemplo e disciplinaram as condições para enquadramento de empreendimentos inovadores em Sandbox Regulatório.

    No Brasil, em que pese o tratamento legal do tema somente ter vindo com o Marco Legal das Startups, publicado na semana passada, diversos entes reguladores já vêm operando seus ambientes experimentais desde o início de 2020. É o caso do próprio Banco Central (BACEN), que disciplinou no ano passado seu primeiro Sandbox (Resolução BCB n.º 50/2020); a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com regulamentação pela Instrução CVM 626/2020; e a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), que foi a primeira a instituir oficialmente um programa de Sandbox Regulatório no Brasil e já está com o primeiro ciclo em pleno desenvolvimento.

    Mas não é somente para os típicos “setores regulados” que o instrumento do Sandbox tem se mostrado de grande utilidade. Diversos Municípios brasileiros já vêm trabalhando o conceito de “Sandbox para Cidade Inteligente”, por meio do qual uma ou mais áreas (ruas, bairros etc.) são enquadradas como áreas de testes para receberem soluções inovadoras ainda não disciplinadas pela regulação/regulamentação municipal, ou mesmo que estejam em colisão com tais normas.

    Sandbox e Cidades Inteligentes

    Quando transportado o conceito de Sandbox ao universo das Cidades Inteligentes, tem-se uma sensível ampliação no espectro das experimentações, por uma razão bastante simples: as condutas e serviços que caracterizam uma Smart City são absolutamente multidisciplinares, passando por mobilidade urbana, iluminação pública, segurança, gestão de resíduos, abastecimento de água, esgoto etc. E em todas estas “verticais” de uma Cidade Inteligente, é bastante comum que determinadas soluções (a exemplo dos polêmicos patinetes elétricos, recentemente, ou lixeiras públicas baseadas em IoT) “esbarrem” em normas antigas, algumas até obsoletas, quando de sua oferta à população.

    Isso porque a velocidade da Quarta Revolução Industrial se mostrou, nos últimos anos, infinitamente superior à do Estado regulador, a ponto de, em algumas Cidades, modais “dockless” estarem submetidos a normas das décadas de 70, 80, absolutamente incompatíveis com tais modelos de negócio, e com potencial de exterminá-los, tamanha a insegurança jurídica proporcionada.

    Afinal, qual investidor se sentirá motivado a arriscar seu capital em uma mobitech que, de uma hora para outra, pode ter seus patinetes elétricos recolhidos das ruas, sob o argumento de incompatibilidade com a regulamentação vigente?

    Vale dizer que o problema que o Marco Legal das Startups buscou resolver não está somente na desatualização ou obsolescência das normas (ou seja, na “velocidade” com que o Estado responde à evolução tecnológica), mas à sua habilidade de interpretar essa (r)evolução e proporcionar adequada atualização das normas legais e infralegais. Nesse sentido, é fato que a superação das barreiras legislativas e regulatórias para tornar as cidades brasileiras verdadeiramente inteligentes passa, necessariamente, pela redução da assimetria de conhecimento entre o Poder Público e o ecossistema da Quarta Revolução Industrial, e não há outro caminho para isso, senão a experimentação de soluções em nível local.

    Ambientes Sandbox para Cidades Inteligentes surgiram exatamente neste contexto. Buscam ressignificar a relação entre regulador e regulado, entre público e privado, mediante o consenso de que as decisões e políticas públicas em torno de temas urbanos inéditos só serão acertadas se atingido certo nível comum de conhecimento, por parte de todos os atores que participam do processo de inovação na cidade.

    Contribuição à inovação

    Proporciona-se no Sandbox, assim, as condições técnicas e jurídicas para que soluções “smart” de interesse municipal sejam de fato experimentadas em ambiente urbano real, e tenham seus impactos – positivos e negativos – avaliados e sopesados antes da tomada de decisão estatal, seja ela legislativa, regulatória ou de contratação pública em larga escala.

    As vantagens não se restringem somente ao Poder Público. Desenvolvedores e fornecedores das soluções disruptivas encontram nos Ambientes Sandbox oportunidade única para o aprimoramento de seu produto e seu modelo de negócio, a partir das interações junto ao gestor do ambiente – e potencial contratante –, ao longo do ciclo de experimentações.

    Cinco Municípios brasileiros já possuem Sandbox para Cidade Inteligente instituído (Foz do Iguaçu/PR, Petrolina/PE, Distrito Federal, Londrina/PR e Francisco Morato/SP), e outras duas capitais (Curitiba/PR e Macapá/AP) encontram-se em processo de instituição.

    Sem dúvidas, o tratamento legal do Sandbox pelo Novo Marco Legal das Startups impulsionará cada vez mais entes reguladores, em todos os níveis – federal, estadual ou municipal –, ao estabelecimento de modelos amigáveis à inovação, que reconheçam a necessidade de mudança de postura do Estado regulador num cenário em que a disrupção se tornou rotina – e não pede licença.

    As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities  

  • O TRABALHO DA SEGURANÇA ELETRÔNICA PARA A INOVAÇÃO BRASILEIRA

    O TRABALHO DA SEGURANÇA ELETRÔNICA PARA A INOVAÇÃO BRASILEIRA

    Nos últimos anos, as principais capitais do mundo entenderam que a segurança eletrônica é essencial para a gestão de cidades. Quando pensamos em Smart Cities é importante ter em mente que esta é uma necessidade para manter a oferta de serviços básicos apesar do adensamento populacional. O que poucos notam, é que a realização de grandes projetos não depende apenas de novas tecnologias, mas do trabalho de associações, empresas e empreendedores para criar bases legais, certificações e estruturas que possibilitem a integração entre setor público e privado.   

    No Brasil, nosso setor é o pilar para a consolidação do ecossistema de Cidades Inteligentes. Em primeiro lugar, a segurança eletrônica é a base da pirâmide tecnológica nacional. O parque de equipamentos instalados, como câmeras, alarmes, controladoras, sistemas de monitoramento, dentre outros, formam o solo através do qual – tanto o setor público quanto o setor privado – devem partir para construir e integrar dados, tecnologias e soluções à serviço do bem-estar social.



    Este é o desafio que a Abese aceitou e que vem correspondendo ao representar as empresas de sistemas eletrônicos de segurança perante o governo brasileiro. A participação ativa em projetos de leis e na estruturação de políticas públicas para o setor tecnológico, assim como a presença nas câmaras 4.0 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), tem o intuito de apresentar o segmento como uma ferramenta de escalabilidade de tecnologias, integrando-o ao ecossistema de inovação brasileiro.

    O próximo passo da segurança eletrônica já foi dado. Neste ano, o ABESE LABS By PNIT2I abrirá as portas para receber fabricantes de hardware e software abertos e municípios interessados em replicar estas soluções em larga escala. Trata-se de uma ação concreta que integra empresas da segurança eletrônica, demandantes públicos – municipais, estaduais e federais – assim como representantes do setor privado em busca de inovação.

    As soluções abertas do ABESE LABS By PNIT2I serão licenciadas exclusivamente pela associação – que servirá como um polo de integração e neutralidade entre o setor público e a segurança eletrônica. É importante notar que todo o trabalho que desempenhamos até aqui reverbera neste lançamento, como a Lei das TICs: os fabricantes de equipamentos poderão, através desta legislação, utilizar o incentivo fiscal para mobilizar ações de inovação dentro do ecossistema Abese para contribuir no desenvolvimento de equipamentos e soluções.

    Desejo reforçar todo trabalho estratégico que existe por trás de cada conquista. Para gerar um ecossistema propício ao desenvolvimento da segurança eletrônica, a Abese mobilizou governos estaduais, municipais e federais, centros de pesquisa, academias e agências de fomento. Neste caminho, é fundamental contar com o apoio dos principais interessados: os empresários do setor. Se não existe futuro sem a segurança eletrônica, é correto afirmar que não existe segurança eletrônica sem o esforço coletivo dos diferentes atores que a formam. A Abese conquistou muito, mas o potencial do segmento é inesgotável desde que trabalhemos juntos.

    Por Selma Migliori, presidente da ABESE – Associação Brasileira das Empresas de Sistemas Eletrônicos de Segurança

  • PRÊMIO CONNECTED SMART CITIES PRORROGA INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 21

    PRÊMIO CONNECTED SMART CITIES PRORROGA INSCRIÇÕES ATÉ O DIA 21

    A iniciativa tem como objetivo premiar projetos que auxiliem no desenvolvimento dos municípios brasileiros com base em soluções inovadoras

    Realizado pela Necta, em parceria com a Neurônio Ativação de Negócios e Causas, e Urban Systems, em 2021, o Prêmio Connected Smart Cities chega à sua sétima edição. O principal objetivo da premiação é promover a discussão, a troca de experiências e a difusão de ideais entre governos, empresas e organizações da sociedade civil.

    De acordo com Bruno Asp, sócio-diretor da Neurônio, “participar do prêmio e ter o negócio entre os finalistas podem colocar startups em evidência para gestores públicos de todo o País. Queremos identificar com o prêmio negócios que tragam soluções efetivas aos problemas das cidades e contribuir para torná-las mais inteligentes, humanas e sustentáveis”.

    Com as inscrições prorrogadas até 21 de junho, o prêmio aceita a participação de qualquer pessoa jurídica, com sede no Brasil, que apresente um negócio inovador que tenha como premissa tornar as cidades mais inteligentes e conectadas. A premiação possui duas categorias:

    Negócios Pré-Operacionais

    É destinada aos negócios que ainda estão na fase de desenvolvimento do produto, teste de mercado, criação de ações de marketing e comunicação, entre outras etapas consideradas pré-operacionais.


    O vencedor da categoria Negócios Pré-Operacionais, em 2020, foi a iniciativa Estação de Tratamento Natural, da LiaMarinha, de Mariana (MG). A empresa busca recuperar ambientes aquáticos degradados com base na gestão sustentável de recursos hídricos: em 2018, desenvolveu uma tecnologia que não utiliza produtos químicos ou energia elétrica para melhorar a qualidade das águas de rios, lagoas naturais e lagoas de estabilização no tratamento de efluentes sanitários e industriais.

    Negócios em Operação

    Essa categoria é atribuída a produtos ou serviços que já tenham gerado receita para suas empresas e que estão plenamente disponíveis no mercado.

    O vencedor da categoria Negócios em Operação, em 2020, foi a iniciativa Eco Panplas, da Reciclagem a Seco de Embalagens Plásticas Contaminadas, de Hortolândia (SP). A indústria de reciclagem recebeu destaque por realizar o processo sem a utilização de água nem a produção de resíduos e com baixa emissão de CO2 por meio do desenvolvimento de sua própria solução tecnológica.

    O Prêmio Connected Smart Cities 2021 faz parte do evento Connected Smart Cities & Mobility, que acontecerá de maneira híbrida (online e presencial), nos dias 1o e 2 de setembro, em São Paulo. As empresas inscritas participarão, inicialmente, de um processo de triagem, garantindo que os projetos estão de acordo com o regulamento, e, após esse processo inicial, serão submetidos a uma banca avaliadora, formada por especialistas de mercado, empreendedores, acadêmicos e pesquisadores. Por fim, os cinco melhores negócios de cada categoria apresentarão as iniciativas durante o evento online.

    Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility, reforça a importância do prêmio para o desenvolvimento de soluções inovadoras: “Com os desafios impostos pela covid-19, ficou evidente a necessidade de incentivar iniciativas colaborativas para as cidades. Acreditamos que o prêmio estimula a pluralidade de soluções que auxiliem na construção de cidades mais resilientes e inclusivas”.

    Saiba mais sobre o evento nacional Connected Smart Cities & Mobility 2021: https://evento.connectedsmartcities.com.br/ 

    CONFIRA MATÉRIA SOBRE NO MOBILIDADE ESTADÃO (clique no link)

    CONFIRA OUTRAS MATÉRIAS SOBRE CIDADES E MOBILIDADE URBANA:

    EM DEBATE, FUTURO DO TRANSPORTE COLETIVO DE SUPERFÍCIE 

    ARTIGO PAULA FARIA – MOBILIDADE ESTADÃO: DESLOCAR-SE TAMBÉM É DESAFIO PARA MULHERES

    PANDEMIA REFORÇA A NECESSIDADE DE AÇÕES PARA A MOBILIDADE ATIVA

    VANTAGENS DO TRANSPORTE COMPARTILHADO NAS GRANDES CIDADES

     

  • EVENTO DEBATE PLANO DE SMART CITIES PARA FLORIANÓPOLIS EM ENCONTRO REGIONAL

    EVENTO DEBATE PLANO DE SMART CITIES PARA FLORIANÓPOLIS EM ENCONTRO REGIONAL

     O Encontro Regional da 2a. cidade mais inteligente do país traz os indicadores do Ranking Connected Smart Cities, e aponta Florianópolis como a 1ª cidade mais conectada da Região Sul, além do 2º lugar entre os municípios com mais de 500 mil habitantes

    Acontece nesta terça-feira (08 de junho), às 09h (horário de Brasília), o Encontro Regional Florianópolis para debater sobre as iniciativas de smart cities no contexto da capital catarinense. O Connected Smart Cities & Mobility, iniciativa da Necta, dá andamento à agenda de eventos regionais de 2021, que são realizados desde fevereiro até agosto, contemplando todas as 27 capitais do País.

    O Encontro Regional Florianópolis é o 3º da Região Sul e o 16º da agenda da plataforma e faz parte das iniciativas da sétima edição do evento nacional Connected Smart Cities & Mobility, que acontece, em São Paulo, entre os dias 01 e 03 de setembro de 2021, com programação de pré-evento. O primeiro encontro foi realizado em Salvador; seguido por Vitória; Belém; Campo Grande; Curitiba; Maceió; Manaus; Recife; Rio de Janeiro; Rio Branco; Fortaleza; Porto Alegre; Palmas; São Luís; e Goiânia. As inscrições gratuitas estão em:  https://bit.ly/3gPXN9E

    A iniciativa reúne especialistas em smart cities e acontece, ao vivo, em formato virtual, com apresentação do Plano de Desenvolvimento de Cidades Inteligentes para Florianópolis e dos indicadores de desenvolvimento, no contexto do Ranking Connected Smart Cities 2020. Conforme o estudo, além do segundo lugar como a cidade mais inteligente e conectada do Brasil, a capital catarinense é a 1ª colocada da Região Sul. A cidade também atingiu a 2ª posição entre os municípios com mais de 500 mil habitantes, 3ª em Economia, 4ª colocação em Tecnologia e Inovação, 5ª em Educação e Mobilidade e Acessibilidade, além da 7ª posição em Segurança e em Saúde e Empreendedorismo. 

    “Somos a principal plataforma do ecossistema de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e fomentar esse tema da forma mais abrangente possível faz todo o sentido para o nosso trabalho. Os encontros e outras atividades permitem que o debate e as boas práticas para as cidades e a mobilidade urbana alcancem mais municípios. E, assim como nas demais regiões, teremos uma agenda importante na capital catarinense. Para tanto, contamos com o envolvimento dos vários atores com atuação no desenvolvimento mais sustentável das cidades”, disse Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility.

    Florianópolis no Ranking Connected Smart Cities

    A programação do Encontro Regional Florianópolis destaca 70 indicadores segmentados em 11 eixos temáticos, apontados no Ranking Connected Smart Cities: mobilidade, urbanismo, meio ambiente, educação, saúde, segurança, energia, empreendedorismo, tecnologia e inovação, governança e economia, além de adaptar os principais estudos internacionais e a ISO 37.122, referente à indicadores para cidades inteligentes.

    O Ranking CSC também traz análises segmentadas pelos eixos temáticos, permitindo uma visão Regional do Brasil, considerando o porte de municípios. A cidade está inserida no recorte dos municípios com mais de 500 mil habitantes. 

    Willian Rigon, diretor e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities, que também coordena o estudo, comenta que, na última edição do estudo, Florianópolis teve um salto de 5 posições e ficou na 2ª posição do Ranking Geral, sendo a 1ª colocada na Região Sul e a 2º colocada entre as cidades com mais de 500 mil habitantes, ficando atrás apenas de São Paulo. 
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    “Os investimentos voltados ao desenvolvimento da cidade, no contexto de smart cities, justificam a evolução. Em 2020, Florianópolis conquistou um prêmio internacional em função do seu novo projeto de integração das linhas municipais e intermunicipais de mobilidade, que será implementado em até 2 anos. A cidade, que conta com o Aeroporto Internacional Hercílio Luz, de acordo com a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), passou a atender 21 destinos enquanto, em 2019, eram apenas 9. Outro ponto que se observa é relacionado aos veículos de baixa emissão que, em 2019, eram cerca de 0,05% e, no último estudo, aumentou 0,5% e totalizou 0.10%”, disse.

    Em Tecnologia e Inovação, a capital ocupa a 4ª posição no Ranking, 2ª no Sul e a 4ª posição entre os municípios com mais de 500 mil habitantes. “Florianópolis obteve um aumento significativo em 5 dos 7 indicadores do eixo, com destaque para o aumento de 86.760,8 ligações à internet por cem mil habitantes, somando 128.896,6, conforme dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”. 

    “Já no indicador de trabalhadores com ensino superior, a cidade também obteve um aumento significativo e, segundo a RAIS, 48% dos seus trabalhadores têm formação superior, contra 26% no ano anterior. E os números de patentes também subiram consideravelmente, chegando a quase 29 para cada cem mil habitantes, contra 15,8 em 2019”, enfatiza o executivo.

    Rigon também faz referência ao eixo Educação, onde a capital melhorou a sua nota no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que passou de 4,7 para 5,3 e deve permanecer melhorando. “A média de computadores disponíveis para mil alunos teve um grande aumento em comparação ao ano anterior, atingindo 111,8 em 2020, conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). E as despesas pagas com educação também aumentaram, sendo que em 2019 o valor pago foi de R$903,63 e, em 2020, atingiu R$976,61”, concluiu.

    Florianópolis também apresentou bom desempenho em Empreendedorismo:  7ª posição no Ranking Geral, 3ª na região sul e a 7ª entre as cidades com mais de 500 mil habitantes; e Economia: a 3ª posição Geral; 2ª entre as cidades de mais de 500 mil habitantes e ficando atrás apenas de Campinas (SP), além da 1ª da região Sul.

    Palestrantes Encontro Regional Florianópolis

    Para a contextualização e apresentação de indicadores, o encontro recebe: Paula Faria, CEO da Necta e idealizadora do Connected Smart Cities & Mobility; Willian Rigon, diretor e sócio da Urban Systems e Connected Smart Cities. 

    No painel 1 – para apresentação do plano de cidades inteligentes – estão confirmados: Juliano Richter Pires, secretário Municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de Florianópolis; Jean Vogel, presidente e diretor executivo da Câmara de Smart Cities da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc) e Ágora Tech Park; Jamile Sabatini Marques, diretora de Inovação e Fomento da Associação Brasileira de Software (ABES); Diego Brites Ramos, vice-presidente de Relacionamento e diretor da Vertical Smart Cities da Associação Catarinense de Tecnologia (Acate); 

    E para o painel 2 – que discutirá as soluções para cidades inteligentes: Paulo Fraga, CEO da Cittamobi.

    A programação completa está disponível em: https://bit.ly/3gPXN9E

    AGENDA

    A Agenda proposta para os eventos acontece entre 23 de fevereiro e 24 de agosto de 2021 e contempla os estados/regiões:

    Estados Região Nordeste/Cidades: Maceió (AL); Salvador (BA); Fortaleza (CE); São Luís (MA); João Pessoa (PB); Recife (PE); Teresina (PI); Natal (RN); Aracaju (SE);

    Estados Região Sul/Cidades: Florianópolis (SC); Curitiba (PR); Porto Alegre (RS);

    Estados Região Norte/Cidades: Rio Branco (AC); Macapá (AP); Manaus (AM);  Belém (PA); Palmas (TO); Porto Velho (RO); Boa Vista (RR);

    Estados Região Sudeste/Cidades: Vitória (ES); Belo Horizonte (MG); Rio de Janeiro (RJ); São Paulo (SP);

    Estados Região Centro-Oeste/Cidades: Brasília (DF); Campo Grande (MS); Cuiabá (MT); Goiânia (GO). 

    Patrocinadores Eventos Regionais: Bosch, Enel X, Signify e Sonner

    Connected Smart Cities

    O Connected Smart Cities funciona como uma plataforma completa de conteúdo com múltiplos canais e formatos que permitem aos profissionais do ecossistema de cidades inteligentes acesso aos conteúdos: crível, analítico e relevante, por meio do: Ranking, evento, Prêmio, Learn e o portal, além do Connected Smart Mobility, que conta com site e conteúdo dedicado às discussões relacionadas a mobilidade urbana no Brasil. 

    O Connected Smart Cities & Mobility conta com um alcance de mais de 15 mil pessoas mensalmente, 19 mil participantes, 1.200 reuniões nas Rodadas de Negócios, 550 marcas participantes, 300 painéis de discussão, 1.100 palestrantes, além de mais de 250 apoiadores. O evento se destaca, ainda, pela ampla participação de prefeituras que, apenas em 2019 (formato presencial), contou com a presença de aproximadamente 300 municípios.

    Serviço

    Connected Smart Cities & Mobility 2021

    Mais informações: https://evento.connectedsmartcities.com.br/

    Imagens: https://www.flickr.com/photos/connectedsmartcities/albums

    Organização: Necta (www.nectainova.com.br) e Urban Systems

    Encontro Regional Florianópolis.

    Data: 08/06/21

    Horário: 09h (horário de Brasília)

    Inscrições gratuitas em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/eventos-regionais/ 

    Obs.: O credenciamento para os profissionais de imprensa está disponível em: https://evento.connectedsmartcities.com.br/credenciamento-imprensa/

    Sobre o Connected Smart Cities & Mobility

    O Connected Smart Cities & Mobility, principal plataforma especializada no mercado de cidades inteligentes e mobilidade urbana no Brasil e uma das maiores da América latina, foi desenvolvida pela Necta e a Urban Systems e envolve empresas, entidades e governos. A iniciativa tem por missão encontrar o DNA de inovação e melhorias para cidades mais inteligentes e conectadas umas com as outras, sejam elas pequenas ou megacidades.

    Ranking Connected Smart Cities: estudo desenvolvido pela Urban Systems, por meio de metodologia própria e exclusiva, em parceria com a Necta. Além de considerar os conceitos de cidades inteligentes, como tecnologia, meio ambiente e sustentabilidade, o Ranking considera conceito de conectividade, investimentos em saneamento, importância da educação na formação e reprodução dos potenciais das cidades e sustentabilidade econômica. Todos os indicadores do Ranking Connected Smart Cities 2020 estão disponíveis em: http://conteudo.urbansystems.com.br/csc_urban_atual

     

    Relações com a imprensa

    Assessoria de Comunicação e Imprensa do Connected Smart Cities & Mobility

    Patrícia Esteves (Mtb 49995)

    +55 13 98808-8470

    imprensa@nectainova.com.br   

  • A NARRATIVA SINGULAR DE UMA CIDADE INTELIGENTE

    A NARRATIVA SINGULAR DE UMA CIDADE INTELIGENTE

    Cidades são feitas para pessoas, por pessoas, com a busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, a responsabilidade ambiental e a justiça social. Uma cidade inteligente deve ser sustentável, humana, inclusiva, resiliente

    Toda vez que leio notícias sobre Cidades Inteligentes ou Smart Cities ou quando alunos me pedem para discorrer sobre o assunto, a primeira reação é explicar que a tecnologia é somente uma parte dessa cidade inteligente, a reação imediata é de desapontamento. É neste instante que lembro de um ensinamento relevante que aprendi com Chimamanda Ngozi Adichie sobre narrativas singulares.

    Como se cria uma narrativa singular? Repetindo-a tantas vezes que ela se torna fato e não questionamos mais sobre se aquilo é completo ou não. E essa narrativa envolve o poder de contar uma história sobre determinado conceito como sendo definitivo. O poeta palestino Mourid Barghouti diz que a melhor forma de despojar um povo, é contar a história dele começando sempre pelo “em segundo lugar”. Isso quer dizer que começaríamos, por exemplo, criticando o fato de que nossos representantes eleitos exercem o poder em benefício próprio e são corruptos, em vez de refletirmos o quanto os políticos são “espelho” dos eleitores, indivíduos que sempre querem levar vantagem, o famoso “jeitinho brasileiro”.



    O que são Cidades Inteligentes?

    Isso me faz pensar no conceito de Cidades Inteligentes. Os conceitos e definições sempre começam trazendo que “uma cidade inteligente é uma área urbana que usa diferentes tipos de tecnologias da informação e comunicação para coletar dados”, como se o foco fosse o “inteligente”. Cidades que utilizam sensores de reconhecimento facial, Internet das Coisas conectando serviços, postes inteligentes, modelos de negócios que mantém as pessoas conectadas o maior tempo possível.

    Porém, precisamos levar em consideração que antes de se pensar em inteligência, deve-se levar em conta que é uma cidade. E cidades são feitas para pessoas, por pessoas, com a busca por um equilíbrio entre o desenvolvimento econômico, a responsabilidade ambiental e a justiça social. Uma cidade inteligente deve ser sustentável, humana, inclusiva, resiliente.

    O planejamento urbano das cidades se torna indispensável, identificando condições de adensamento populacional e demanda por habitação, infraestrutura, energia e mobilidade. E, com o crescimento contínuo da população urbana no planeta, as cidades precisam desenvolver soluções para entrega dos serviços públicos, para a conquista de justiça social, para melhoria da qualidade de vida. Exatamente nesse ponto que a tecnologia é utilizada para aumentar eficiência e otimizar as soluções propostas.

     Narrativas múltiplas

    Cidades inteligentes respondem aos desafios das mudanças climáticas, ao rápido e constante crescimento populacional e instabilidade econômica e política, melhorando a forma de engajamento da sociedade, aplicando métodos colaborativos de liderança, integrando sistemas municipais, utilizando big data e tecnologias inovadoras para oferecer melhores serviços e qualidade de vida para residentes, trabalhadores e visitantes, agora e no futuro (Norma ISO ABNT 37122).

    O problema de uma narrativa singular é que cria estereótipos. E o estereótipo é uma ideia preconcebida, que torna essa narrativa a única existente. Portanto, minha provocação aqui é para que olhemos para esse conceito de Cidades Inteligentes e o que ele nos invoca, tendo sempre um olhar diverso a partir de narrativas múltiplas, com a interdisciplinaridade que o conceito exige.

    As ideias e opiniões expressas no artigo são de exclusiva responsabilidade do autor, não refletindo, necessariamente, as opiniões do Connected Smart Cities