Author: Plataforma CSC

  • Motiva assume a administração da rodovia Fernão Dias; recapeamento no Sul de MG deve começar na segunda

    Motiva assume a administração da rodovia Fernão Dias; recapeamento no Sul de MG deve começar na segunda

    De acordo com a concessionária, a partir de segunda-feira (6) serão iniciadas as primeiras ações para recapeamento profundo do asfalto em áreas mais críticas.

    A concessionária Motiva MG-SP assumiu oficialmente a administração da rodovia Fernão Dias (BR-381), nesta sexta-feira (3). O Sul de Minas já deverá receber obras de recapeamento a partir da próxima segunda-feira (6).

    Segundo a nova concessionária, a mudança não afeta os serviços de atendimento aos usuários nem os canais de comunicação. A previsão é de operação integral desde o primeiro dia, com atendimento ao usuário, monitoramento e serviços de apoio funcionando sem interrupções.

    📞 Em caso de emergências, como auxílio médico ou mecânico, os usuários devem acionar a central de atendimento pelo telefone 0800 283 0381.

    A concessionária informou que vai absorver 100% da antiga concessionária e que deve abrir mais 140 vagas de empregos, principalmente no setor de engenharia.

    Investimentos

    O novo contrato prevê investimentos de quase R$ 14,8 bilhões ao longo de 15 anos. Maior parte do valor deve ser aplicada em obras de infraestrutura. O restante será destinado à operação e modernização da rodovia, incluindo iluminação em LED, ampliação da conectividade e instalação de câmeras com detecção automática de acidentes.

    • Entre os investimentos previstos no trecho estão a instalação da tecnologia 4G nos 569 quilômetros de extensão a partir do segundo ano de concessão.
    • De acordo com a concessionária, a partir de segunda-feira (6) serão iniciadas as primeiras ações para recapeamento profundo do asfalto em áreas mais críticas, como, por exemplo, entre Pouso Alegre e Cambuí.
    • A rodovia irá receber 60 novos radares e 108 km de faixas adicionais.
    • Serão construídos 19 novos dispositivos para a passagem de fauna e 29 novas passarelas.

    Pedágio irá subir

    O valor do pedágio será reajustado. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a concessionária, nova tarifa será definida após a assinatura do aditivo do contrato, no final deste mês.

    O novo valor deve começar a ser cobrado em seguida à assinatura do aditivo. As motos serão isentas de pagamento.

    Quem usa tag para pagamento automático receberá o desconto básico de tarifa (DBT) de 5% no valor da tarifa e, no caso de veículos de passeio, também o desconto de usuário frequente (DUF).

    Foto: Arte/g1
    Foto: Arte/g1

    Fonte: G1

  • Serpro passa a integrar conselho de nova organização global de dados criada em Pequim

    Serpro passa a integrar conselho de nova organização global de dados criada em Pequim

    Eleição da estatal para a World Data Organization (WDO) posiciona o Brasil no centro do debate internacional sobre governança e uso estratégico de dados

    A governança global de dados ganhou um novo marco nesta segunda-feira, 30, com a criação da World Data Organization (WDO), durante assembleia inaugural realizada em Pequim. O encontro reuniu representantes de governos, empresas, academia e organismos internacionais para estruturar uma plataforma de cooperação voltada ao uso estratégico de dados e ao desenvolvimento digital.

    O Serpro, estatal brasileira de inteligência em governo digital, participou do evento e foi eleito para integrar o conselho da organização, passando a contribuir diretamente para a definição de diretrizes internacionais sobre governança de dados, segurança da informação, inovação e economia digital.

    O presidente do Serpro, Wilton Mota, estava presente na cerimônia e destacou a importância do encontro. “Essa assembleia reúne 42 países em torno de um objetivo comum: estabelecer normas e padrões e, ao mesmo tempo, fortalecer a troca de informações, a interoperabilidade e o compartilhamento de conhecimento. É também uma oportunidade concreta de o Brasil participar da construção dessas regras desde o início”, disse.

    “A governança global de dados passa necessariamente pela cooperação entre países e instituições, com respeito à soberania digital de cada nação. O Brasil tem muito a contribuir com sua experiência em tecnologia pública, garantindo que os dados sejam utilizados de forma segura, responsável e voltada ao interesse da sociedade”, completou Mota.

    Dados, inovação e padrões internacionais

    A programação da assembleia refletiu temas centrais da agenda global de dados, alinhados a recomendações de organismos internacionais como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Banco Mundial e a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), que desenvolvem estudos e orientações sobre economia digital, fluxos de dados e políticas públicas para o desenvolvimento.

    Entre os principais pontos discutidos estão a promoção do intercâmbio internacional de dados com segurança e confiança, o fortalecimento de infraestruturas digitais e a definição de padrões que garantam interoperabilidade entre sistemas e países.

    Também foram debatidas estratégias para formação de profissionais especializados, considerada um dos principais desafios para o avanço da economia digital em escala global.

    Brasil no debate global sobre dados

    A eleição do Serpro para o conselho da WDO representa o reconhecimento internacional da experiência brasileira em governo digital, interoperabilidade e segurança da informação.

    “Com mais de 61 anos de atuação em tecnologia pública, o Serpro acumulou experiência em soluções que sustentam serviços essenciais do Estado. Estar nesse espaço reforça a contribuição do Brasil na construção de padrões internacionais e de uma governança de dados mais segura, inclusiva e orientada ao interesse público”, afirmou Wilton.

    Em seguida, concluiu: “Isso representa um ganho significativo para o Serpro, que passa a atuar de forma protagonista nesse tema. É o Brasil participando do futuro da informação e dos dados, discutindo como eles serão utilizados e tratados em escala global. Essa conquista reflete a nossa competência e o papel estratégico que desempenhamos no país.”

    Fonte: Serpro

  • Ônibus leva literatura a praças do interior paulista e transforma cidades em espaços de leitura

    Ônibus leva literatura a praças do interior paulista e transforma cidades em espaços de leitura

    Projeto Livro Vivo percorre municípios com atividades gratuitas e reforça impacto da Política Nacional Aldir Blanc na democratização do acesso à cultura

    Em cada parada, o ônibus estaciona e, em poucos minutos, transforma o espaço ao redor. Praças, escolas e ruas passam a abrigar histórias, vozes e encontros que antes não estavam ali. É assim que o projeto Ônibus Livro Vivo retoma sua circulação pelo interior de São Paulo, levando atividades culturais gratuitas e ampliando o acesso à leitura em territórios onde o livro ainda chega com dificuldade.

    A iniciativa é da Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, que há mais de duas décadas atua na formação de leitores e na promoção da literatura. Com apoio de políticas públicas, como a Política Nacional Aldir Blanc, e parcerias institucionais, o projeto ganha as estradas com uma proposta direta, aproximar as pessoas do universo literário no cotidiano das cidades.

    Dentro e fora do ônibus, a programação reúne contação de histórias, oficinas criativas, intervenções artísticas, cortejos literários e ações de doação de livros. A experiência é pensada para todas as idades e aposta no lúdico como porta de entrada para a leitura.

    Além da programação, a própria estrutura do ônibus funciona como espaço cultural itinerante. Adaptado para receber o público, o veículo conta com ambientação voltada à leitura, acervo de livros e áreas para atividades mediadas. Do lado de fora, tendas, tapetes e mobiliário transformam o entorno em um ambiente acolhedor, convidando o público a permanecer e participar.

    Segundo a presidente da Fundação, Dulce Neves, a proposta nasce da necessidade de chegar a públicos que historicamente ficam fora dos circuitos culturais. “O projeto surgiu do desejo de ampliar o alcance das ações literárias para além dos grandes centros. Ao levar livros e atividades diretamente às comunidades, buscamos estimular o hábito da leitura e fortalecer vínculos com a cultura”, afirma.

    Ela destaca que esse primeiro contato com o livro pode ser decisivo na formação de leitores. “Trabalhamos com o imaginário e com o encantamento. Esse primeiro encontro cria uma memória afetiva com a leitura, que tende a acompanhar essas crianças ao longo da vida”, completa.

    Foco em quem mais precisa

    A circulação do ônibus segue critérios definidos. A iniciativa prioriza municípios do interior e comunidades com menor oferta cultural, buscando levar atividades onde elas ainda são escassas. A escolha das cidades também considera a articulação com parceiros locais, como prefeituras, escolas e agentes culturais, garantindo que as ações dialoguem com cada realidade.

    A programação é adaptada ao perfil de cada território, fortalecendo iniciativas já existentes e ampliando o alcance das atividades. Com isso, a presença do projeto tende a deixar impactos que vão além do dia da ação.

    Nas cidades por onde passa, o Ônibus Livro Vivo promove uma ocupação qualificada dos espaços públicos e cria novas possibilidades de encontro com a literatura, especialmente entre crianças e jovens.

    “O impacto do projeto se evidencia na ampliação do acesso à leitura e na valorização do livro como ferramenta de conhecimento e expressão. Ele também promove inclusão cultural, alcançando públicos que muitas vezes não têm condições de participar de grandes eventos”, explica Dulce Neves.

    Esse movimento se reflete no envolvimento das famílias e na permanência do público nas atividades. Em muitos casos, a experiência não se encerra ali, mas se desdobra em novos vínculos com a leitura e com os espaços culturais locais.

    Inclusão e equidade

    A proposta itinerante permite superar barreiras geográficas, econômicas e estruturais que ainda afastam parte da população dos equipamentos culturais. Ao chegar diretamente aos territórios, o projeto amplia o acesso e cria novas possibilidades de encontro com a literatura.

    Para Dulce Neves, esse movimento é central na redução das desigualdades culturais. “Iniciativas como essa têm um papel estratégico porque descentralizam a oferta cultural e garantem que a literatura chegue a lugares onde tradicionalmente está ausente”, afirma.

    Ela também destaca a acessibilidade como eixo estruturante do projeto. “A gente pensa o projeto para que todos possam participar. Isso inclui adaptar o espaço e as atividades, para que pessoas com deficiência se reconheçam como parte desse ambiente de cultura e imaginação”, completa.

    Outro diferencial do Ônibus Livro Vivo está na articulação com escolas, secretarias municipais, bibliotecas e agentes culturais locais, ampliando a mobilização do público e fortalecendo o diálogo com os territórios.

    Segundo Dulce Neves, essa conexão garante continuidade às ações. “Quando a gente trabalha junto com educadores e agentes locais, consegue integrar as atividades ao cotidiano da cidade. Isso faz com que a leitura continue depois que o ônibus vai embora”, explica.

    Esse vínculo também contribui para fortalecer redes culturais locais e criar condições mais favoráveis à formação contínua de leitores.

    Circulação cultural

    A retomada do projeto evidencia o papel das políticas públicas no fortalecimento da cultura nos territórios. A Política Nacional Aldir Blanc foi fundamental para viabilizar a iniciativa, com investimento de cerca de R$ 250 mil na adaptação do ônibus e na estruturação das atividades.

    No estado de São Paulo, a política já destinou R$ 566 milhões no primeiro ciclo, entre 2023 e 2024, com execução total dos recursos. No segundo ciclo, iniciado em 2025, são mais R$ 491 milhões, ampliando o alcance de projetos culturais em diferentes regiões.

    Para o secretário de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piuba, iniciativas como essa demonstram o impacto direto da política cultural na vida das pessoas. “O Ônibus Livro Vivo é uma iniciativa relevante que leva atividades de promoção do livro e da leitura a diferentes territórios. A Política Nacional Aldir Blanc possibilita a execução de projetos como esse, ampliando o acesso da população e fortalecendo a formação de leitores no país”, destaca.

    Próximos passos

    Com atuação já consolidada em regiões do interior paulista, o projeto tem potencial de crescimento. Apenas a região metropolitana de Ribeirão Preto reúne 34 municípios, enquanto a região administrativa de Franca soma outros 23, evidenciando a demanda por iniciativas desse tipo.

    Entre os próximos passos estão a integração com o projeto digital Livro Vivo, reconhecido como tecnologia social, e a ampliação de ações formativas voltadas a professores e estudantes. A proposta é preparar os territórios antes mesmo da chegada do ônibus, criando uma base mais sólida para a formação de leitores.

    Com agenda em andamento, o Ônibus Livro Vivo segue ampliando sua circulação pelo interior paulista. Até o fim de abril, está prevista uma passagem pela cidade de Guará (SP), ainda em fase de agendamento. Na sequência, o projeto acompanha as feiras literárias organizadas pela Fundação do Livro e Leitura de Ribeirão Preto, levando atividades culturais a diferentes municípios.

    SERVIÇO

    Agenda de feiras literárias com participação do Ônibus Livro Vivo

    ABRIL

    8 a 12 de abril: Feira do Livro de Jardinópolis – 7ª Semana do Livro, Leitura e Biblioteca Dr. João Baptista Berardo

    MAIO

    18 a 21 de maio: Feira do Livro de Monte Alto

    28 a 30 de maio: Feira do Livro de Ipuã

    AGOSTO

    6 a 8 de agosto: Feira do Livro de São Joaquim da Barra

    AGOSTO / SETEMBRO

    30 de agosto a 5 de setembro: 25ª FIL – Feira Internacional do Livro de Ribeirão Preto

    SETEMBRO

    17 a 20 de setembro: Feira do Livro de Guará

    Fonte: Ministério da Cultura

  • IBGE atualiza limites territoriais: Veja as cidades da região de Ribeirão Preto que tiveram alteração

    IBGE atualiza limites territoriais: Veja as cidades da região de Ribeirão Preto que tiveram alteração

    Barrinha, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal e Pradópolis estão entre as cidades que tiveram os limites atualizados

    O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) oficializou nesta segunda-feira (30) que 784 municípios tiveram alterados seus limites territoriais no período de 1º de maio de 2024 a 31 de abril de 2025. Cinco cidades da região de Ribeirão Preto aparecem na lista: Barrinha, Dumont, Guariba, Guatapará, Jaboticabal e Pradópolis.

    O IBGE explicou que é uma das missões institucionais do órgão tornar oficiais no mapa do país os novos contornos de estados e cidades.

    A atualização no cálculo da Área Territorial para 2025 resultou no valor total da extensão territorial do Brasil de 8.509.360,850 km². Isso indica uma retração de 18,726 km² em relação ao valor publicado em 2024.

    O país tem 5.569 municípios, mesmo número de 2024, um distrito federal (Brasília) e um estadual (Fernando de Noronha, em Pernambuco).

    Entre as cidades que tiveram alteração de limite estão Petrolina (PE), Ouro Preto (MG), Itapemirim (ES), e as paulistas Cubatão, Diadema, Embu das Artes, Ferraz de Vasconcelos, Guarulhos, Holambra, Itapecerica da Serra, Itapevi, Itaquaquecetuba, Mogi Mirim, Osasco, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Taubaté e Taboão da Serra.

    Veja os estados que têm mais municípios com limites alterados:

    • Paraná: 399
    • São Paulo: 173
    • Amazonas: 62
    • Piauí: 53
    • Minas Gerais: 26
    • Bahia: 24
    • Santa Catarina: 18
    • Pernambuco: 10
    • Rio Grande do Sul: 7
    • Sergipe: 6
    • Maranhão: 2
    • Espírito Santo: 2
    • Mato Grosso: 2

    A lista completa e os novos mapas podem ser encontrados na página do IBGE.

    Justificativas

    O IBGE explica que as atualizações acontecem a partir da publicação de nova legislação, decisão judicial, atualizações cartográficas com disponibilização de novos insumos cartográficos e pareceres emitidos por órgãos estaduais responsáveis pela divisão político-administrativa de cada estado.

    O gerente da Divisão Territorial Brasileira do IBGE, José Henrique da Silva, acrescenta que 2025 ficou marcado pela grande quantidade de revisões dos limites municipais no Amazonas e no Paraná.

    “Praticamente todos os limites passaram por atualização, seja por alteração do entendimento do limite pelos respectivos órgãos estaduais ou pela atualização cartográfica a partir da utilização de insumos cartográficos mais precisos”, detalha.

    O IBGE informou que busca manter acordos de cooperação técnica com estados e assembleias legislativas para receber os contornos dos limites territoriais mais precisos diante dos avanços das geotecnologias, que melhoram as identificações, representações e mensurações dos limites do território nacional.

    Novas grafias

    A atualização do IBGE traz ainda três mudanças de grafia do nome de cidades.

    O município de São Luiz (RR) passou a ser chamado de São Luiz do Anauá.

    As outras duas modificações são no Rio Grande do Norte. Açu passou a ser escrito como Assú e Arês, como Arez.

    As alterações de grafia ocorrem após publicação de nova lei estadual ou por revisão documental que leva à correção do registro nos sistemas do IBGE.

    “Todo e qualquer ajuste deve passar pela aprovação do respectivo estado antes de ser implementada pelo IBGE em seus bancos de dados”, esclarece o instituto (com informações Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil).

    Fonte: A Cidade ON | Ribeirão Preto

  • Publicações analisam governança de dados e soberania digital nos países do BRICS e no Sul Global

    Publicações analisam governança de dados e soberania digital nos países do BRICS e no Sul Global

    Obras discutem arquitetura de dados, regulação e desafios da inteligência artificial em contextos emergentes

    Os livros “Personal Data Architectures in the BRICS Countries” e “The Quest for AI Sovereignty, Transparency and Accountability”, editados por Luca Belli, professor da FGV Direito Rio e coordenador do CTS-FGV, e Walter B. Gaspar, pesquisador do CTS-FGV, reúnem análises abrangentes sobre os desafios contemporâneos da governança de dados e da inteligência artificial em economias emergentes.

    A obra “Personal Data Architectures in the BRICS Countries”, publicada pela Oxford University Press, examina de forma comparativa os marcos regulatórios de proteção de dados nos países do BRICS, incluindo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Com base na pesquisa do projeto CyberBRICS, o livro analisa legislações como a Lei Geral de Proteção de Dados, a Personal Information Protection Law chinesa e a Digital Personal Data Protection Act da Índia, evidenciando diferenças institucionais, desafios regulatórios e impactos sobre inovação, segurança cibernética e soberania digital.

    O volume também aborda o papel crescente do BRICS na formulação de uma agenda internacional de governança de dados, especialmente após a Declaração de 2024 do grupo, que propõe a construção de um quadro global para o tema. A publicação apresenta ainda propostas concretas para viabilizar transferências transfronteiriças de dados e promover interoperabilidade jurídica, com base em mecanismos como cláusulas contratuais modelo e cooperação estratégica entre países.

    Já o livro “The Quest for AI Sovereignty, Transparency and Accountability” marca o início das atividades da Coalizão para a Governança de Dados e Inteligência Artificial, iniciativa vinculada ao Fórum de Governança da Internet das Nações Unidas. A obra reúne contribuições voltadas à análise de práticas regulatórias em dados e inteligência artificial, com o objetivo de identificar abordagens eficazes e riscos a serem evitados na construção de modelos sustentáveis de governança.

    Com foco nas experiências do Sul Global, a publicação destaca a importância de transparência, responsabilização e soberania tecnológica na formulação de políticas públicas e estruturas regulatórias, considerando o avanço acelerado das tecnologias digitais e seus impactos econômicos e sociais.

    As obras integram os esforços da FGV Direito Rio e do CTS-FGV na produção e disseminação de conhecimento aplicado sobre governança digital, contribuindo para o debate internacional e para o desenvolvimento de soluções que equilibrem inovação, proteção de direitos e cooperação global.

    Clique aqui e saiba mais sobre o livro “Personal Data Architectures in the BRICS Countries”

    Clique aqui e saiba mais sobre o livro “The Quest for AI Sovereignty, Transparency and Accountability”

    Fonte: FGV

  • Ministério das Cidades e NTU firmam acordo para melhoria do transporte público

    Ministério das Cidades e NTU firmam acordo para melhoria do transporte público

    Iniciativa visa fortalecer a capacidade técnica dos municípios, ampliar investimentos e impulsionar a modernização e sustentabilidade dos sistemas de transporte por ônibus

    Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (SEMOB), e a Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) assinaram, nesta terça-feira (31), em Brasília (DF), um Acordo de Cooperação voltado ao fortalecimento da estruturação de projetos de transporte público coletivo por ônibus em cidades brasileiras.

    A parceria tem como foco apoiar a qualificação técnica de projetos, contribuindo para a melhoria da eficiência, sustentabilidade e modernização dos sistemas de transporte urbano.

    O Secretário Nacional de Mobilidade Urbana, Denis Andia, destacou a relevância do Programa de Renovação de Frota (Refrota) para a melhoria na qualidade dos serviços, especialmente no que diz respeito à descarbonização e inserção de novas tecnologias.

    “O termo que assinamos vai além do que está no papel. Ele consolida uma relação que vem sendo construída ao longo dos anos. O transporte público evoluiu muito e precisa ser tratado como prioridade, assim como áreas essenciais como saúde, educação e segurança”, afirmou.

    Entre as ações previstas estão a realização de diagnósticos técnicos integrados, estudos econômico-financeiros, análises jurídico-contratuais e apoio à modelagem de projetos. Também serão elaborados manuais técnicos padronizados, permitindo maior eficiência e replicabilidade das soluções em diferentes localidades.

    O diretor-presidente da NTU, Francisco Christovam, ressaltou o caráter colaborativo da iniciativa.

    “O Brasil é coletivo e este acordo formaliza uma união de esforços com o Ministério das Cidades para oferecer suporte especializado aos gestores públicos. Nosso objetivo é ajudar na modelagem de projetos e contratos que viabilizem investimentos, garantindo que as diretrizes nacionais de mobilidade sejam aplicadas com qualidade e aderência técnica em todas as regiões do país”.

    O Programa Refrota tem como principal objetivo o fortalecimento do sistema de transporte coletivo urbano como um direito social garantido pela Constituição. Seu eixo central é garantir a renovação e a modernização da frota de veículos dos sistemas de transporte público coletivo, como a adoção de veículos mais eficientes e menos poluentes.

    “Precisamos consolidar essa política como uma política de país. Já avançamos significativamente na renovação de frota, tivemos um grande avanço com os veículos Euro 6, e estamos investindo também para que o Brasil a possa ser protagonista na eletrificação do transporte público”, destacou o secretário.

    O acordo possui caráter institucional e não prevê transferência de recursos financeiros entre as partes. A seleção dos projetos será realizada por meio de chamada pública coordenada pelo Ministério das Cidades e deverá ser divulgada até início de maio.

    Fonte: Ministério das Cidades

  • Rio Grande e cidade portuguesa assinam acordo de cooperação para fomentar economia azul

    Rio Grande e cidade portuguesa assinam acordo de cooperação para fomentar economia azul

    Municípios vão trocar experiências sobre gestão sustentável do mar e fomentar parcerias na economia azul e em projetos educacionais

    Foi assinado na manhã desta terça-feira (31), durante o Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul, em Rio Grande, um acordo de cooperação e geminação entre os municípios de Rio Grande e Peniche, em Portugal. A assinatura ocorreu com a participação da prefeita de Rio Grande, Darlene Pereira, e do prefeito de Peniche, Filipe Sales.

    A proposta é que Rio Grande, que possui forte relação histórica e econômica com o mar, possa se inspirar em experiências já desenvolvidas no território europeu, visando ampliar projetos voltados ao aproveitamento econômico e ambiental dos recursos marinhos.

    — Esse acordo que a gente assina hoje, que é um protocolo de intenções, vai nos permitir ações de cooperação. Troca de conhecimentos, ações que podemos replicar aqui, até porque são duas cidades com características muito parecidas — disse Darlene Pereira, prefeita de Rio Grande.

    A geminação, também chamada de “cidades-irmãs”, é um acordo formal entre municípios de diferentes países que facilita o intercâmbio de informações, cooperação cultural e parcerias econômicas.

    Localizada no distrito de Leiria, no oeste português, Peniche é considerada referência em economia do mar e reúne iniciativas consolidadas nas áreas de pesca, turismo marítimo, pesquisa científica e inovação voltada aos recursos oceânicos.

    Durante a assinatura, o prefeito de Peniche destacou a identificação com Rio Grande e a importância da cooperação entre os territórios. Ao relatar a chegada em Rio Grande, o português afirmou ter sentido uma conexão imediata com o ambiente marítimo e com as raízes históricas compartilhadas entre os dois povos.

    — No primeiro dia que aqui cheguei, ao fechar os olhos, o primeiro sentido que nos aguça é o olfato, aquele que conecta à memória e à emoção. Ao chegar a Rio Grande, senti algo verdadeiramente familiar, como o cheiro do peixe, dos barcos e o som da dinâmica marítima, que me fizeram sentir em casa — disse Sales.

    Ainda segundo o prefeito de Peniche, a troca de experiências entre os municípios é fundamental para o desenvolvimento conjunto e para o fortalecimento de políticas voltadas ao mar.

    — Rio Grande não é apenas um território amigo, mas um local com profundas raízes portuguesas, onde o Atlântico não separa, mas une povos. Trata-se de um território dinâmico, com visão, capacidade de organização e forte aposta no desenvolvimento da economia do mar. Juntos, os municípios se tornam mais fortes no desenvolvimento da economia azul — declarou.

    Furg e Instituto Politécnico de Leiria firmam parceria

    Além do acordo entre as prefeituras, a Universidade Federal do Rio Grande (Furg) e o Instituto Politécnico de Leiria, em Portugal, também assinaram um convênio durante o fórum.

    A parceria tem como objetivo fortalecer a internacionalização das instituições, abrangendo ações como intercâmbio de estudantes e pesquisadores, desenvolvimento de pesquisas conjuntas, programas de dupla diplomação e elaboração de projetos em cooperação.

    Fonte: GZH Zona Sul

  • Saiba como as soluções da Geopixel podem ajudar seu município a reduzir os impactos da Reforma Tributária.

    Saiba como as soluções da Geopixel podem ajudar seu município a reduzir os impactos da Reforma Tributária.

    Compartilhar conhecimento é essencial para transformar a gestão pública

    O PodGeo nasce como um espaço dedicado a conversas sobre tecnologia, gestão municipal e o futuro das cidades. O podcast reunirá especialistas para debater caminhos e soluções que contribuam para a construção de cidades mais inteligentes, humanas e sustentáveis.

    Na estreia, o PodGeo recebe um dos principais nomes do Direito Tributário no Brasil.

    Paulo Duarte, com sólida formação acadêmica na Europa e destacada atuação profissional no Brasil e no exterior, é o convidado especial para abrir a primeira temporada e discutir os desafios e impactos da Reforma Tributária.

    Entre seus principais destaques:

    • Doutor em Direito Econômico pela Universidade de Ciências Econômicas de Viena (Áustria)
    • Mestre em Direito pela Ludwig-Maximilians-Universität de Munique (Alemanha)
    • Bacharel em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
    • Experiência profissional na Ernst & Young e na KPMG Auditores Independentes, em Munique
    • Sócio responsável pela área de tributação indireta e aduaneira do Stocche Forbes Advogados
    • Coordenador-Executivo do Projeto de Tributação Internacional do Núcleo de Estudos Fiscais da Fundação Getulio Vargas (NEF/FGV)

    Autor e coautor de dezenas de livros e artigos publicados no Brasil e no exterior.

    Link de inscrição: https://geopixel.webex.com/weblink/register/rf203b4efe1994bc39b025f23700de30b

  • Um país dividido pelo esgoto

    Um país dividido pelo esgoto

    Marco do Saneamento deu um salto institucional e desencadeou investimentos. Mas o ranking do Trata Brasil mostra que falta replicar a experiência das ilhas de excelência nos bolsões de atraso

    O Brasil não sofre por falta de soluções em saneamento. Sofre por excesso de tolerância com o atraso. O novo ranking do Instituto Trata Brasil reafirma um paradoxo constrangedor: um país de renda média-alta convive com padrões de infraestrutura típicos de nações miseráveis. Mais de 30 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada, e cerca de 90 milhões – mais de 40% da população – vivem sem coleta de esgoto. O Brasil é um dos países mais desiguais do mundo, e o saneamento é a expressão mais abjeta desse abismo.

    O novo marco legal, aprovado em 2020, redesenhou o setor ao impor metas – 99% de acesso à água e 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2033 –, exigir contratos com contrapartidas e prazos definidos e abrir espaço à participação privada. Os investimentos cresceram e novos projetos foram estruturados. O País rompeu com o estatismo que por décadas imobilizou o setor. Mas a distância entre o avanço institucional e a execução concreta continua grande.

    O quadro já não é de morosidade generalizada, mas de ritmos divergentes e heterogeneidade extrema. Há dois Brasis: um que acelera rumo à universalização e outro que permanece atolado em condições sanitárias ultrajantes. Nos 20 municípios do topo (concentrados no Sul e Sudeste), a coleta de esgoto, por exemplo, serve a 98% da população; nos 20 da base (a maioria no Norte e Nordeste), apenas a 28%.

    Os investimentos são a variável decisiva. Os 20 melhores municípios investem em média R$ 176 por habitante (há quem chegue a R$ 572); os 20 piores, R$ 77 (há quem não chegue a R$ 10). O necessário para atingir a meta de universalização, em tese, seria uma média de R$ 225. Mas, na prática, entre os cem maiores municípios do Brasil, a média é de R$ 135, e metade investe menos de R$ 100. Nesse ritmo, a universalização pode ser adiada para 2070 ou mais.

    Atrair capital nessa escala exige previsibilidade regulatória, segurança jurídica e capacidade de execução. Em um setor intensivo em investimentos de longo prazo, decisões erráticas afastam investidores, encarecem projetos e retardam obras. Some-se a isso a fragmentação regulatória e a fragilidade técnica de muitos municípios, e o resultado é um sistema que avança, mas de modo desigual e longe da escala necessária.

    Onde houve modelagem adequada, regulação estável e metas claras, os resultados apareceram. Concessões e parcerias público-privadas têm ampliado a cobertura e acelerado investimentos. Desde a aprovação do marco, o número de municípios com participação privada passou de menos de 300 para quase 1.800. Segundo a consultoria Inter.B, enquanto os investimentos públicos oscilaram entre R$ 22 bilhões e R$ 14,8 bilhões ao ano, os privados cresceram continuamente, de R$ 7,4 bilhões em 2022 para R$ 31,2 bilhões em 2025. O saneamento avança quando há alinhamento entre incentivos, capital e governança. O Trata Brasil identifica várias ilhas de excelência e cidades em condições e regiões diversas – como Teresina (PI), Guarulhos (SP) ou Juiz de Fora (MG) – que reverteram a estagnação e deram grandes saltos.

    O caminho é replicar essas experiências. O risco é perder esse impulso. Flexibilizações indevidas, brechas regulatórias ou tentativas de reverter os pilares do marco legal podem comprometer um processo que, embora ainda incompleto, finalmente começou a produzir resultados.

    Se não há soluções mágicas, tampouco há mistério: universalizar o saneamento exige blindar o sistema regulatório dos vícios patrimonialistas e clientelistas que entorpeceram o setor por décadas, fortalecer a capacidade técnica dos entes locais e assegurar estabilidade institucional através de políticas projetadas para durar não pelo período dos ciclos eleitorais, mas por décadas. Exige, sobretudo, que a cultura política trate o saneamento como uma necessidade estruturante, com impactos diretos sobre saúde, produtividade, educação e meio ambiente.

    As soluções existem. Falta transformar avanço em escala e intenção em execução. O ganho é duplo. A universalização do saneamento básico é, antes de tudo, uma urgência civilizacional. Mas, além disso, é um ótimo negócio.

    Fonte: Estadão

  • Educação e mobilidade urbana: Caminhos para novas oportunidades profissionais

    Educação e mobilidade urbana: Caminhos para novas oportunidades profissionais

    Avanços no ensino remoto e inovações no transporte impulsionam novas formas de qualificação e atuação no mercado

    A interseção entre educação e mobilidade urbana tem se mostrado um campo fértil para novas oportunidades profissionais. Em um mundo cada vez mais conectado e dinâmico, a capacidade de aprender e se locomover de forma eficiente são habilidades valiosas.

    A expansão dos cursos de pós-graduação a distância, por exemplo, permite que profissionais de diversas áreas tenham acesso a um ensino de qualidade sem precisar se deslocar grandes distâncias, o que é particularmente relevante para áreas especializadas como a pós-graduação em autismo ead.

    A educação a distância como facilitadora de carreiras

    A educação a distância (EAD) tem se consolidado como uma alternativa prática e acessível para a formação continuada. Não apenas ela elimina barreiras geográficas, mas também oferece flexibilidade de horários, essencial para quem já está no mercado de trabalho.

    Cursos como a pós-graduação em autismo ead são exemplos do quanto a EAD pode ser transformadora. Ela possibilita que profissionais da saúde e educação se especializem e atendam às necessidades de um público cada vez mais consciente sobre questões do espectro autista.

    Mobilidade urbana e suas novas fronteiras

    No contexto da mobilidade urbana, o uso de tecnologias e inovações tem moldado as cidades modernas. Os serviços de transporte público e privado estão sendo redesenhados para serem mais eficientes e sustentáveis.

    Nesse cenário, a mídia em taxi surge como uma ferramenta poderosa de comunicação. Além de fornecer entretenimento e informações úteis para os passageiros, essa mídia se tornou um canal de publicidade eficaz, criando oportunidades para profissionais de marketing e comunicação explorarem novas estratégias.

    Sinergia entre educação e mobilidade

    A educação e a mobilidade urbana se complementam em diversos aspectos. Profissionais que utilizam transporte público podem otimizar seu tempo de deslocamento estudando em seus dispositivos móveis.

    Além disso, o crescente uso de mídia em taxi e outros meios de transporte torna possível a disseminação de informações educativas e promocionais, aumentando a visibilidade de cursos e eventos educacionais. Essa sinergia não apenas facilita a aprendizagem contínua, mas também impulsiona o desenvolvimento de novas competências profissionais.

    Conclusão

    Em um mundo onde as mudanças são constantes, a capacidade de se adaptar e evoluir é essencial. Tanto a educação a distância quanto as inovações na mobilidade urbana oferecem um leque de oportunidades para aqueles dispostos a explorar novos caminhos. Por meio de uma formação especializada e da utilização inteligente de recursos de transporte, é possível alcançar um desenvolvimento profissional significativo.

    Fonte: Jornal de Brasília